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MOLDAGEM
EMODELOS
DE ESTUDO
o modelo de estudo em ortodontia e urn
dos ftens de fundamental importancia para 0
diagnostico e plano de tratamento, juntamen-
te com os demais elementos componentes de
uma documenta<;,:ao completa. Alem disso, e
com 0 auxflio dos modelos que podemos ob-
ervar detalhes impossfveis de serem visualiza-
dos na boca, analisar a simetria dos arcos, a
inclina<;,:aodental, forma, tamanho e posi<;,:ao
dos dentes, bem como efetuarmos diferentes
analises ortodonticas (Fig. 7.1). 0 exame da
oclusao, no sentido estatico e dinamico, pode
ser utilizado de maneira detalhada quando uti-
lizamos para tal urn articulador semi-ajustavel.
I- MOLDAGEM E OBTEN<;AO
DE MODELOS
A - Se1e~ao de moldeiras.
Para a obten<;,:aode uma boa moldagem, e
fundamental a sele<;,:aode moldeiras adequadas.
Comercialmente encontramos diferentes mode-
los e tamanhos, tais como as tipo Vernes, de
aluminio perfuradas, de plastico, ete. (Fig. 7.2).
A moldeira Vernes e confeccionada em a<;,:o
inoxidavel, portanto de dificil manipula<;,:ao
para alargar ou diminuir suas bordas, de acor-
do com a arcada do paciente.
A moldeira deve ter profundidade suficiente
para a impressao do fun do de saco gengivo-labi-
al e gengivogeniano; necessita apresentar reten-
<;,:oesmecanicas para que 0 material de molda-
gem nao descole da moldeira no ato da remo<;,:ao
do molde; deve ter tamanho 0 suficiente para
nao tocar os dentes e gengiva distanciando-se
deles no minimo de 3 mm; a por<;,:aoposterior
deve-se estender ate as tuberosidades na maxila e
ate 0 trigono retromolar na mandibula.
B - Individualiza~ao da moldeira.
A individualiza<;,:aoconsiste em, apos escolhi-
da a moldeira que melhor se adapta para cada
individuo, a coloca<;,:aode cera utilidade em toda
a extensao da borda da moldeira (Fig. 7.3) .
Apos esta manipula<;,:ao,levamos a boca com
a cera levemente £lambada e efetuamos a pre-
moldagem de toda a por<;,:aodo fundo de saco,
bem como do limite posterior do palato, to-
mando 0 devido cuidado em aliviar as por<;,:oes
correspondentes aos freios e bridas. Nos casos
de palato profundo, aconselha-se a coloca<;,:ao
de cera na regiao correspondente da moldeira.
C - Moldagem propriamente dita.
Para a moldagem, os dentes devem estar
isentos de detritos e sem excesso de saliva. Por-
tanto e aconselhavel a profilaxia de todos os
dentes, e no ato da moldagem remover a saliva
com jato de agua ou com algodao.
o paciente deve estar confortavelmente
acomodado, em posi<;,:aoereta, com a cabe<;,:a
levemente inclinada para a frente (quando da
Fig. 7.3 - Moldeiras preparadas com as bordas recobertas com cera
utilidade.
moldagem da maxila), evitando assim 0 escoa-
mento exagerado do material de moldagem
para a garganta.
b - Moldagem Inferior
Colocar 0 alginato na moldeira, alisar a su-
perffcie com 0 dedo ligeiramente molhado.
Introduzir a moldeira orientando 0 pacien-
o material utilizado e alginato. Este deve
ser manipulado com as devidas propon;:oes
agua-p6, recomendadas pelo fabricante.
a - Moldagem superior
Para a moldagem superior, a maior por<;:ao
do material devera ficar na parte anterior da
moldeira. Pressionar 0 alginato com as pontas
dos dedos, ligeiramente molhadas, a fim de ali-
sar a superffcie.
Centralizar a moldeira observando a linha
mediana coincidente com 0 centro da mesma.
Pressionar no sentido p6stero-anterior
ate que a moldeira fique paralela ao plano
horizontal. A musculatura deve estar relaxa-
da, devendo 0 paciente fechar ligeiramente
a boca (Fig 7.4B).
A moldagem deve abranger todo 0 fundo de
saco gengivolabial ate a tuberosidade maxilar.
te que coloque a ponta da lingua na regiao do
palato duro, evitando assim a sua impressao.
Centralizar a moldeira fazendo coincidir 0
meio dela com 0 plano sagital medio (Fig. 7.4A).
Pressionar observando 0 escoamento do algi-
nato por toda a pon;:ao gengivolabial e geniano.
A remoc;:ao do molde da boca deve ser feita
ap6s 0 tempo de geleificac;:aodo alginato.
2 - OBTEN<;AO DE MODELOS
DE ESTUDO
Para a obtenc;:ao de modelos de gesso, usa-se
gesso pedra branco, procedendo-se da seguinte
maneira:
a) Modelos que deverao ir a maquina de
recorte.
Vazar 0 gesso no molde com 0 auxilio de
vibrador. 0 gesso deve preencher toda a base
de borracha e entao posiciona-se bem 0 mol-
de, tomando 0 cuidado de coloca.-Io no centro
da base de borracha e horizontal a bancada.
Neste metodo os modelos ficam com excesso
o suficiente para possibilitar os recortes esteti-
cos (Fig. 7.6).
b) Modelos que nao irao a maquina de recorte
Para tal utilizamos urn tipo de articulador
Antes do vazamento do molde inferior colocar
papel ou algomo na porc;:aocorrespondente a lingua,
que servira de suporte para 0 alginato, deixando as-
sim a porc;:aolinguallisa e plana (FIgs. 7.5Ae 7.5B).
ortodontico (zocalador) como 0 exposto nas fi-
guras (Figs. 7.7A, B, C, D, e E).
Este articulador e composto de duas bases cor-
respondentes aos modelos superior e inferior que
estao unidas na pon;:ao posterior de tal forma que
as faces posteriores, p6stero-laterais e laterais supe-
rior e inferior estejam exatamente alinhadas.
Para utilizar este articulador, vaza-se 0 mol-
de com gesso pedra branco, preenchendo ape-
nas as pon;:oes moldadas, sem excesso, para
nao interferir na altura dos modelos.
Aguardar a presa do gesso, removendo-se
entao os modelos do molde de alginato.
Preencher a base do articulador correspon-
dente ao arco inferior. Utilizando-se de uma re-
gua transparente, posicionamos 0 modelo infe-
rior nesta base. Ap6s a presa do gesso, articula-
mos 0 modelo superior com auxilio de mordida
em cera obtida em relac;:aocentral. Preenchemos
a base superior com 0 mesmo gesso, agora com
articulador invertido, ou seja, a base superior
apoiada na bancada. Fechamos 0 articulador
pressionando 0 modelo superior no gesso.
Ap6s a presa do gesso, afrouxam-se os para-
fusos que fixam as bases e destacam-se os mo-
del os praticamente prontos para acabamento.
o acabamento destes modelos sera efetua-
do como 0 descrito mais adiante.
c) Registro da rela~ao de oclusao
Em ortodontia, 0 registro da relac;:ao de
oclusao e executado com uma mordida em
cera tomada em relac;:aocentral.
Relac;:aocentral e a relac;:aoque a mandfbula
assume com a maxila quando os condilos estao
situados no seu eixo terminal de fechamento,
independentemente do contato com os dentes.
A tomada desta relac;:ao e bastante importante
para 0 planejamento ortodontico, pois e co-
mum 0 paciente ocluir de modo vicioso.
Para a obtenc;:ao da relac;:ao centrica proce-
de-se da seguin te maneira:
- Recortar uma lamina de cera nO7 de aproxi-
madamente 12 em de comprimento, e largura
igual ao espac;:oocupado pelos dentes posteriores.
- Adaptar uma lamina dupla no palato no
sentido vestibulopalatino, colocando-se en tre
elas urn reforc;:o (lamina de chumbo do filme
radiografico periapical) somente na porc;:ao
correspondente a mucosa.
- Em"olar as extremidades para a formac;:ao
de urn bloco paralelo com 0 plano oclusal.
- Remover a cera da boca e plastificar so-
mente a porc;:ao oclusal.
- Recolocar a cera na boca com 0 pacien-
te sentado em posic;:aoereta na cadeira, com
o plano de Frankfurt paralelo ao solo e ins-
trui-lo para ocluir suavemente ate que os den-
tes toquem a cera.
- Retirar a cera e com a espatula quente
apagar a impressao feita pelos dentes inferio-
res, repetindo-se a operac;ao de demarcac;ao.
- 0 profissional deve guiar a mandfbula
para a porc;ao mais posterior (relac;ao centrica).
A - Material necessario
- Maquina de recortar gesso;
- Base horizontal;
- 5 guias angulados (duas placas de 55
graus, duas de 62 graus e uma de 87 graus);
OBS: existem maquinas de recorte com angula-
dores, com as quais os guias nio sao necessarios
- Lapis;
- Regua;
- Lixa d'aguanO500;
- Espatula;
- Faca para gesso;
- Gesso pedra branco;
-:- Carimbo;
- Soluc;ao para polimento.
B - Seqiiencia dos recortes com guias
a - Modelo inferior
- Recortar a base do modelo, paralela ao
plano oclusal;
- Os dentes nio deverio perfurar a cera.
Obtemos assim a mordida fiel, em cera, que
podemos utilizar para a colocac;ao dos modelos
no zocalador ou para recorte de modelos este-
ticos na maquina (Figs. 7.8A, B e C).
- Marcar com lapis uma distancia de aproximada-
mente 5 mm alem do wtimo dente e desgastar a
face posterior ate a marca do lapis, apoiando a
base do modelo na placa horizontal da maquina.
Esta face deve estar ortogonal ao plano da base;
- Desgastar as faces laterais dire ita e esquer-
da, apoiando a face posterior no guia 55 graus;
- Desgastar a face anterior paralela a face
posterior ate aproximadamente 10mm dos inci-
sivos, arredondando-a, seguindo a curvatura
anterior dos dentes.
b - Modelo superior
- Desgastar a face posterior com os mode-
los articulados orientando-se pelo recorte da
base do modelo inferior.
- Apoiar as faces posteriores articuladas e
desgastar a base do modelo superior.
- Com a face posterior apoiada no guia 62
graus, desgastar as faces laterais direita e esquerda;
- Apoiar a face lateral esquerda no guia 87
graus e desgastar a face anterolateral direita;
com a face lateral direita apoiada no guia 87
graus, desgasta-se a face antero-Iateral esquerda;
- Com os modelos articulados, recortar as
faces p6stero-Iaterais num plano que forme com
as faces posteriores urn angulo de 120 graus.
Obtemos assim os modelos superior e infe-
rior eSH~ticos,obedecendo os paralelismos das
faces posteriores e p6stero-Iaterais.
C - Recorte de modelos com maquina adap-
tada (Fig. 7.9A).
- Desgastar a base do modelo inferior pa-
ralela ao plano oclusal (Fig. 7 .9B).
- Com modelos articulados e apoiando-os
pela base inferior, desgastar as faces posteriores
ortogonais a base inferior (Fig. 7.9C).
- Posicionar 0 guia em 60 graus, apoiar as
faces posteriores e desgastar as faces laterais
esquerda e direita (Fig. 7.9D).
- Desgastar as faces p6stero-Iaterais de tal
forma que forme urn angulo de 120 graus com
a face posterior (Fig. 7.9E).
- Posicionar 0 guia em 30 graus, apoiar na
base posterior e desgastar as faces antero-Iate-
rais apenas do modelo superior (Fig. 7.9F).
- Arredondar a face anterior do modelo
inferior, seguindo a curvatura dos incisivos, da
distal do canino a distal do canino do lado
oposto (Fig. 7 .9G).
4 - ACABAMENTO
DOS MODELOS
as passos, a seguir, para 0 acabamento dos
modelos sao:
- Regularizar os excessos que as bordas das
bases dos modelos possam apresentar;
- Com a lixa d'agua, apoiada em uma placa
de vidro, lixar todas as faces planas dos modelos;
- Preencher com gesso eventuais bolhas
de ar;
- Lixar novamente ate que as superficies se
apresentem totalmente lisas;
- Secar na estufa a 40 graus centigrados;
- Identificar os modelos com carimbo: do
lado direito, as iniciais do paciente e do lado
esquerdo, a data;
- Preparar a soluc;:aopara polimento com
os seguintes ingredientes: 250 g de sabao de
coco; 10 g de borax; 1 litro de agua. as ingre-
dientes sao misturados a temperatura de 60
graus centigrados, ate formarem uma soluc;:ao
homogenea.
- Banhar nesta soluc;:ao de polimento a
temperatura ambiente durante 12 horas;
- Polir com urn pedac;:ode seda ou £lanela,
embaixo de torneira com bastante agua, de
preferencia morna.
Desta forma obtem-se model os com recorte
e polimento padronizado, que servirao como
base para 0 estudo e analise do caso clinico,
assim como para 0 arquivo de determinadas
condi<;oes oclusais (Fig. 7.10).
II -UTILlZA(:AO DO
ARTICULADOR SEMI-AJUSTAvEL
Como deixamos patente no infcio deste Capi-
tulo, 0 exame da oclusao, no sentido estatico e
dinamico, e realizado com a montagem dos mo-
delos de trabalho, no articular semi-ajustavel.
Os articuladores semi-ajustaveis saD instru-
mentos metalicos que pretendem reproduzir os
movimentos mandibulares, apesar de todas as li-
mita<;oesimpostas pOl'sua constru<;ao (Fig. 7.11).
Em re1a<;aoa estes instrumentos, e possivel defi-
nil' dois grupos principais: instrumentos arcon e
non-arcon. Os instrumentos arcon (ou semi-<:yusti-
veis) saDarticuladores que imitam as rela<;oesanato-
micas humanas dos ossosmaxilar e mandibular; isto
e, os condilos do aparelho estao no membro infe-
rior e as superficies articulares estao em cada lado
do membra superior do instrumento. Os instrumen-
tos non-arcon sao articuladores que nao imitam as
caracteristicasanatomicas do ccinio humano.
Todos os articuladores semi-ajustaveis apre-
sentam algumas vantagens e desvantagens. Seu
uso e desempenho saD caracterizados pelo inte-
resse e habilidade do profissional. Durante 0 ajus-
te dos articuladores a fase mais importante e a
clinica, on de 0 profissional obtem 0 registro de
mordida (intrabucal ou extrabucal), a determi-
na<;aodo eixo de rota<;ao, a transferencia do arco
facial, etc. Os resultados da montagem de mode-
los saD facilmente controlados pOl' urn profissio-
nal experiente ou tecnico dental ao manipular 0
instrumento. 0 <:yustedo articulador esta direta-
mente relacionado a sua capacidade de ajuste e
desempenho mecanico, de acordo com sua cons-
tru<;ao, a fim de fornecer uma calibragem mais
ou menos precisa.
I -OBTEN<;AO DOS MODELOS
DETRABALHO
Para tanto procede-se a moldagem segundo
a tecnica descrita anteriormente, vazando-se 0
modelo com gesso pedra. Nao ha necessidade
de recortes nos modelos.
No articulador a distancia e tomada de manei-
ra indireta, colocando-se as extremidades do arco
facial onde existem pequenas pe<;asplasticas nos
condutos auditivos externos do paciente. Essas pe-
<;assaD conservadas em alcool ou, enta~, podem
ser fervidas em agua ou esterilizadas em estufa.
Para iniciar a coloca<;aodo arco facial, soltar os
tres parafusos situados na parte anterior, que dacio,
automaticamente, igual amplitude de abertura para
ambos os bra<;os.Em seguida, levar 0 arco facial no
paciente adaptando-se as duas extremidades nos
condutos auditivos externos. Solicitar ao paciente
que segure-o com ligeira pressao para frente.
Verificar, na parte anterior do arco facial
(Fig. 7.12), se 0 trac;:overtical, localizado no he-
miarco inferior, esta em uma das seguintes rela-
c;:oescom os dois trac;:osverticais do superior: se
o trac;:o do hemiarco inferior se localizar a es-
querda dos dois trac;:ossuperiores on de existe a
letra S, a distancia intercondilar sera Pequena;
se coincidir entre os do is trac;:osM, sera Media;
e, se localizar a direita L, a distancia intercondi-
lar do paciente sera Grande. Com essa informa-
c;:aobisica passaremos a fase seguinte.
3 • CALIBRAGEM OU
INDIVIDUALlZAc;:Ao INICIAL
DO ARTICULADOR
Com a informac;:aoanterior, pro ceder a indivi-
dualizac;:aoinicial da seguinte maneira: se a dismn-
cia intercondilar for pequena, nao colocar ne-
nhum espac;:adorno ramo superior; se a dismncia
intercondilar for media, colocar um espac;:adorde
cada lado e se a distancia for grande, colocar dois
espa<;:adoresde cada lado. Na colocac;:aode espac;:a-
dores, observar que existem dois deles apresentan-
do cortes em bisel, os quais deverao ser colocados
nas partes mais extemas,junto com os guias condi-
lares. Isso para permitir liberdade dos guias de ma-
4 • TOMADA DA IMPRESsAo
COM GODIVA-GARFO
Plastificar uma determinada quantidade
'e aodiva (geralmente meia placa). Coloca-Ia
a parte superior e inferior do garfo. Na par-
-e anterior a espessura deveri ser ligeiramen-
maior do que na parte posterior. Depois
e conformada, de acordo com a forma da
Tcada, esfriar a godiva em agua corrente.
t:m eguida, coloca-Ia novamente em agua
oma, cerca de 55 graus, ate que apenas a
vimentos laterais na formac;:aodos angulosde Ben-
nett. Para facilitar a leitura nas escalas do angulo
dos guias condilares, os trac;:osexistentes nos espa-
c;:adores devem coincidir com aqueles existentes
nas caixas dos respectivos angulos (Fig. 7.13).
o ajuste do ramo inferior e feito mudando as esfe-
ras dos elementos condilares nas posic;:oesrepresenta-
das em letras S, M, L ou em nlimeros 1, 2 e 3, (Fig.
7.14), que correspondem, respectivamente,a distincia
intercondilar pequena, media e grande. Com isso, 0
articulador esti com os seus ramos supell0r e inferior
individualizados para 0 paciente em questiio e nao
deveci apresentar nenhum movimento indevido que
possa comprometer sua estabilidade.A seguir, colocar
os guias condilares em 30 graus e as guias dos movi-
mentos laterais em zero.Verificarse as placas de mon-
tagem estiiofirrnes e bem posicionadas.0 pino incisal
deve descansar sobre a por<;:iioconcava da plataforma
do guia incisal e as esferas dos elementos condilares
devem estar bem encaixadas, tocando nas partes pos-
teriores das caixasdos guias condilares. Poder~-a, ain-
da, travar os dois ramos do articulador colocando os
guias de movimentos laterais na posi<;:iiode abertura
maxima para fora, ou seja, formando angulos mena-
res que zero ou negativos. 0 articulador, nessa situa-
<;:iio,apresenta-se com maior estabilidade e temporari-
amente apenas em movimentos de abertura e fecha-
mento, como se fosseuma "charneira".
camada superficial se torne amolecida. As-
sim, durante a mordida, 0 paciente deixara
somente as impressoes das cuspides na pri-
meira camada plastificada. Deixar 0 paciente
morder normalmente, pois a impressao da
arcada inferior na godiva e apenas para pren-
der 0 garfo no momenta em que se iri mani-
pular 0 arco facial no paciente. Na colocac;:ao
do garfo na boca do paciente, observar a di-
re<;:ao do cabo que devera estar paralelo ao
plano sagital e localizado no lado direito do
paciente. Em seguida, a godiva podera ser
esfriada com agua ou ar. Retirar da boca, la-
var e secar. Verificar se a godiva tomou im-
pressao apenas das pontas das cuspides (Fig.
7.15). Nenhuma cllspide deve ter tocado 0
5 - POSICIONAMENTO DO CONJUNTO
ARCO FACIAL EGARFO NO PACIENTE
Coloca-se 0 garfo com godiva na boca do
paciente solicitando-se prende-lo firmemente.
Em seguida, soltar os tres parafusos e adaptar a
pec,;ada uniao universal no cabo do garfo. 0
paciente segura 0 arco facial com as duas maos
e cuidadosamente introduz as extremidades
nos condutos auditivos externos, com ligeira
pressao para a frente. 0 profissional aperta os
tres parafusos do arco facial, montando em se-
6 - COLOCA<;::AoDO ARCO FACIAL
NO ARTICULADOR EMONTAGEM
DO MODELO SUPERIOR
Para a colocac,;ao do arco facial e monta-
gem do modelo superior, e necessario apenas
metal do garfo e nao deve haver bascula (Fig.
7.16). Caso nao se adapte corretamente, re-
embasar a godiva usando-se pasta Lisanda e
realizar novo posicionamento na arcada.
guida 0 conjunto da pec,;anasal, de tal forma
que ele se adapte na cavidade do ponto nasio.
Durante essa operac,;ao,ajunta universal devera
ser liberada de qualquer tensao, fazendo-se li-
geiro movimento em sentido vertical e horizon-
tal, ate quando 0 paciente sentir 0 conjunto
arco facial e garfo-godiva comodamente instala-
do. Se tudo estiver correto, aperta-se a uniao
universal na barra vertical. Para retirar, basta
desapertar os tres parafusos e abrir cuidadosa-
mente 0 arco facial retirando-o da boca em
conjunto com 0 garfo-godiva. (Fig. 7.17 A e B).
o ramo superior do articulador. Nessa coloca-
c,;ao,a amplitude da abertura do arco facial
sera independente da distancia intercondi-
lar. Inicialmente procurar adaptar a pec,;a
plastica de uma extremidade do arco facial
no pino (Fig. 7.18), que se encontra na caixa
do guia condilar. Proceda da mesma maneira
na colocac.;;io da pec;:aplastica da outra extre-
Verificar se existe espac;:onecessario entre 0
modelo e a placa de montagem, para colocac;:ao
de gesso na fixac;:ao.Se nao houver espac;:o,des-
gasta-se a parte superior do modelo de gesso. Se
tudo estiver certo, retirar 0 arco facial do ramo
superior do articulador e fixar 0 modelo, colo-
cando cera rosa derretida entre os modelos e a
godiva do garfo, pelo menos em tres regi6es:
regiao dos incisivos e nas regi6es dos molares de
ambos os lados. Em seguida, retirar 0 pino inci-
sal e levantar 0 ram;) superior do articulador, de
tal maneira que a placa de montagem ou a placa
de retenc;:ao do gesso fique voltada para cima.
Espatular uma porc;:aode gesso com consistencia
cremosa e colocar sobre as ranhuras do modelo
e na placa de montagem. A seguir, s'obrepor cui-
dadosamente a parte superior do modelo, que
esta preso no garfo-godiva, sobre 0 gesso coloca-
do na placa de montagem e comprimir lenta-
mente ate que a barra transversal do arco facial
toque na parte anterior do ramo superior do
articulador. Com uma espatula, completa-se a
colocac;:aodo gesso para fixac;:ao,dando ao mes-
midade. Em seguida, apertam-se os tres para-
fusos do arco facial (Fig. 7.19).
mo tempo 0 acabamento ao redor do modelo e
da placa de montagem. Espera-se a presa do ges-
so e retira-se com uma espatula Lecron a cera
colocada para fixar 0 modelo na godiva do gar-
fo. Remover cuidadosamente 0 arco facial e de-
pois 0 garfo-godiva. Limpar os modelos com
eter ou benzina. Assim esta montado 0 modelo
superior (Fig. 7.20).
A montagem do modelo inferior e feita com
registro de mordida em placa de cera, tomada
em rela~ao central. Inicialmente, colocar 0
pino incisal bem no centro da concavidade da
plataforma do guia incisal, verificando se as es-
feras dos elementos condilares estao tocando
as partes posteriores das caixas dos guias condi-
lares. Nessa situa~ao, 0 articulador estara numa
estabilidade que devera ser mantida ate 0 final
da montagem. 0 ramo superior devera estar
ligeiramente mais aberto, e isto sera consegui-
do levantando-se 3 mm na parte graduada do
pino incisal (Fig. 7.21). Esse procedimento sera
necessario para compensar a espessura da pla-
ca de cera usada na montagem, porem, apcs a
sua retirada, os dois ramos do articulador deve-
rao voltar a posi~ao paralela. Poder-se-a, inclu-
sive, travar os do is ramos do articulador confor-
me vimos anteriormente.
A seguir, retirar 0 ramo superior e virar
de tal maneira que 0 modelo superior monta-
do fique com a parte oclusal voltada para
cima. Adaptar 0 registro de cera em rela~ao
Comparar, na boca do paciente, se a monta-
gem esta correta. Valer-se de algumas referen-
cias como, por exemplo, pontas das cuspides,
contactos oclusais, facetas de desgastes, ete. Po-
der-se-a, atraves de sinais do carbono na boca
do paciente em rela~ao central, confronta-Ios
no articulador. Outro teste, consiste em tomar
novo registro em rela~ao central e coloca-Io
entre os dois modelos montados no articula-
dor. Se a montagem estiver correta, as esferas
condilares do articulador deverao manter con-
central sobre a superficie oclusal e constatar
se nao ha bascula. Havendo bascula, a placa
de registro podera ser reembasada com pasta
Lisanda. Posicionar 0 modelo inferior sobre
a placa de registro, que ficara entre as super-
ficies oclusais dos dois modelos. Verificar se
existe espa~o para a coloca~ao de gesso de
fixa~ao, e se 0 articulador esta numa posi~ao
estavel. Colocar cera derretida sobre os den-
tes e ameias dos modelos superior e inferior,
ligando-os na placa de cera. Em seguida, co-
local' urn peda~o de algodao ou gaze molha-
da para hidratar 0 modelo inferior. Colocar
gesso, com consistencia cremosa, sobre as ra-
nhuras do modelo e na placa de montagem.
Superpor 0 ramo inferior do articulador, que
sera colocado em posi~ao invertida, fazendo
que 0 gesso da placa de montagem toque no
gesso que foi colocado sobre as ranhuras do
modelo inferior. Fazer ligeira compressao e
com uma espatula completara coloca~ao de
gesso. Apcs a presa, remover a cera com es-
patula Lecron e limpar os modelos com eter
ou benzina, finalizando-se assim a montagem
dos modelos no articulador (Fig. 7.22).
tato nas paredes posteriores e superiores das
caixas.
9 - DETERMINA<;:AO DOS GUlAS
CONDILARES
Os angulos dos guias condilares saG obtidos
como registro de mordida, em placa de cera, to-
mada em protrusao. Inicialmente colocar as cai-
xas dos guias condilares direito e esquerdo em
zero atraves dos respectivos parafusos, a seguir
levantar 0 pino incisal e adaptar a placa de regis-
tro sobre a superficie oclusal do modelo superior.
Posiciona-se 0 modelo inferior apertando-o ligei-
ramente contra a placa de registro. Abaixar 0
pino incisal ate tocar na concavidade de platafor-
ma do guia incisal, que sera possivel, movimen-
tando-a para a frente ou para tras. Com isso ob-
tem-se maior estabilidade na posic,:aode protru-
sao. Depois abaixar as caixas dos guias condilares,
que estavam em zero, ate tocarem nas esferas dos
elementos condilares (Fig. 7.23). Fazer a leitura,
anotar na ficha e apertar os parafusos.
10 - DETERMINAC;:AO DO ANGULO DE
BENNETT ESQUERDO E DIREITO
o angulo de Bennett esquerdo e obtido com
o registro de mordida tornado com a mandfbula
deslocada para 0 lado direito. Iniciar levantando
o pino incisal e colocando 0 guia lateral do angu-
10 de Bennett a ser determinado, no valor maxi-
mo da escala, ao passo que, do outro lado, devera
permanecer em zero. Adaptar a placa de registro
na superffcie oclusal do modelo superior. Apertar
os dois modelos ligeiramente contra a placa de
registro em cera e soltar 0 pino incisal ate tocar
na plataforma correspondente. Assim, a esfera do
elemento condilar esquerdo devera deslocar-se
para a frente e para dentro (Fig. 7.24).
Soltar entao 0 parafuso que prende 0 guia
do movimento lateral e desloca-lo ate tocar na
esfera do elemento condilar.
Fazer a leitura na escala correspondente,
anotar na ficha e apertar 0 parafuso man tendo-
se 0 angulo registrado (Fig. 7.25).
Procede-se como no caso anterior, porem
com manobras inversas. Finalmente, 0 articula-
dor, com os modelos montados, esci individua~
lizado para 0 pacien te (Figs. 7.26A, B e C). A
partir dai, poderemos completar 0 diagnostico,
estabelecer 0 plano de tratamento e realizar
analises e ajustes oclusais.
II - RESUMO DA MONTAGEM EM 6
ARTICULADOR SEMI-AJUSTAvEL
1 Preparando 0 area facial:
Limpe as pe<;aspara 0 conduto auditivo.
Coloque 0 localizador nasal.
Mrouxe parafusos da articula<;ao.
2 Preparando 0 garfo do arco facial:
Fa<;aa impressao dos vestfgios das cuspi-
des superiores. 7
Recorte os excessos.
Acrescente a superffeie inferior.
Volte a boea do paciente.
3 Colocando 0 arco facial no paciente:
Deslize 0 area em sua articula<;ao.
Coloque as pontas plasticas nos condutos.
Aperte os parafusos do arco.
Coloque e ajuste 0 localizador nasal.
Aperte as articulac;:oes.
Registre a largura condilar.
Retire 0 arco facial. 8
4 Preparando 0 articulador:
Ajuste a largura condilar.
Ajuste a largura do ramo superior.
Col que 0 guia condilar em 30 graus.
Coloque as partes superiores da monta-
gem.
Coloque 0 guia incisal plastico.
5 Colocando 0 arco facial no articulador:
Retire 0 localizador nasal.
Coloque os pinos nas pontas plasticas
auriculares.
Deixe que 0 ramo superior descanse so-
bre a barra.
Ajuste os parafusos.
Coloque todo ramo inferior.
Montando 0 modelo superior:
Coloque 0 modelo no garfo de registro
do arco.
Levante 0 ramo superior e aplique 0 ges-
so.
Sustente 0 modelo e 0 garfo.
Volte 0 ramo superior a posi<;ao correta.
Mantenha 0 modelo em posic;:ao ate a
presa do gesso.
Montando 0 modelo inferior:
Coloque a haste ou pino incisal.
Ajuste 0 bloco do guia incisal.
Inverta 0 ramo superior.
Coloque 0 modelo usando 0 registro
em rela<;ao centriea.
Aplique 0 gesso.
Volte 0 ramo inferior a sua posi<;ao cor-
reta.
Segure 0 modelo ate a presa do gesso.
Feche em centJ.ica0 artieulador (opcional).
Ajustando os guias do articulador:
Neutralize os guias do articulador.
Coloque 0 registro lateral esquerdo no
modelo superior.
Assente 0 elemento eondilar esquerdo
em seu guia.
Coloque 0 modelo inferior no registro
lateral.
Ajuste a inclina<;ao da lateralidade con-
dilar direita.
Ajuste 0 guia direito para 0 controle do
movimento lateral.
Coloque 0 registro lateral direito com a
previa retirada do registro esquerdo.
Ajuste com 0 mesmo proeedimento a ineli-
na<;aoda lateralidade condilar esquerda.
Ajuste 0 pino e 0 bloco do guia incisal.
Grave 0 guia incisal no bloco plastico.
1. Gnatus "Manual de InstrUl;:oes. Articulador
2. Interlandi, S. Onodontia - Bases para Iniciac;:ao
- 2a ed. Sao Paulo: Artes Medicas, 1980.
3. Moyers, R. Ortodontia, 3 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1984. D04. M938
4. Santos, j. Oclusao: Princfpios e Conceitos. Sao
Paulo: Santos, 1991. D131. S2370c
5. Strang, Robert H.W; Tratado de Ortodoncia, 3a
ed. Editorial Bibliografica, 1957.
6. Tamaki, T. A.T.M.: Noc;oes de Interesse Proteti-
co. 2a ed. Sarvier, 1981. DI31. Tl53a
7. Veti, M. Iniciac;:ao em Clfnica de Pr6tese Fixa.
Sao Paulo Sarvier, 1982. D332.1. V22i
8. Viana F.C.S. - Tecnica de montagem de mode-
Losem articuladores semi-ajusr:aveis. Dissertac;ao
Apresentada ao Curso de P6s-GraduaC;ao em
Ortodontia da Universidade Cidade de Sao
Paulo (UNICID) - 1992.
9. Vigorito, J-W. & Interlandi, S; Uma Tecnica
para 0 desgaste de Modelos de Estudo Orto-
dontico. Revista Sociedade Paulista de Orto-
dontia,Jan/Abr. 1967.