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Fundamentação: art. 422, 2.035, parágrafo único do C.C. art. 5, XXII, XXIII da CF/1988. 
3. Há uma garantia leal contra os vícios redibitórios nos contratos bilaterais, sinalagmáticos, onerosos e comutativos, tais como a compra e venda, doações onerosas, locação, e, etc.
O adquirente prejudicado poderá fazer uso das ações edilícias sendo reconhecidos seus direitos entre os arts. 442 e 444 do CC. E terá definitivamente as seguintes opções:
a) pleitear abatimento proporcional no preço, por meio de ação quanti minoris ou ação estimatória; ou
b) requerer a resolução do contrato devolvendo-se a coisa e, recebendo de volta a quantia paga, sem prejuízo de perdas e danos, por meio de ação redibitória. 
Deverá comprovar a má fé do alienante, ou seja, que o mesmo tinha conhecimento dos vícios redibitórios (art. 443 C.C). Persiste a responsabilidade do alienante ainda que a coisa pereça em poder do adquirente em função do vício oculto já existente no momento da entrega ( art. 444 do C.C.) 
Discute-se ainda a possibilidade de o adquirente pleitear a troca do bem já que o Código Civil vigente não prevê expressamente tal forma. Saliente-se que não correm os prazos legais na constância da cláusula de garantia. 
4. Normalmente a extinção do contrato por meio da quitação é consubstanciada por recibo que visa prova a completa satisfação obrigacional. Se a quitação não lhe for entregue ou se lhe for oferecida de forma irregular, poderá o devedor reter o pagamento, sem que se configure mora, ou ainda, efetuar a consignação em pagamento seja judicial ou extrajudicial (art. 334 do C.C.). 
Temos entre as formas de extinção contratual aquelas por causas anteriores ou contemporâneas ao nascimento do contrato, é o caso da nulidade e da anulabilidade contratual. Ou por causas supervenientes à sua formação como é o caso de resolução e a resilição. É matéria prevista nos arts. 472 a 480 do C.C. 
Não há uniformidade doutrinária quanto à diferenciação de todos os conceitos relacionados com a extinção dos contratos. Dividimos em quatro formas basilares de extinção contratual: a) a extinção normal do contrato (pelo adimplemento obrigacional e, respectiva quitação);
b)por fatos anteriores à celebração contratual ( contratos nulos, anuláveis, inexistentes); c) por fatos posteriores à celebração ( resolução por inexecução voluntária, inexecução involuntária, cláusula resolutiva tácita e resolução por onerosidade excessiva); denúncia vazia , denúncia cheia, revogação, renúncia, exoneração por ato unilateral; resilição bilateral ou distrato, resilição unilateral;
d) por morte do contratante (nos contratos personalíssimos, intuitu personae). 
Na classificação da resilição o art. 472 do C.C. reconhece a bilateral ou distrato que é feita mediante a celebração de novo negócio em que ambas as partes, resolvem de comum acordo, pôr fim ao negócio anterior. E se submete às mesmas normas e formas relativas aos contratos pactuados. 
A resilição unilateral pelo que consta no art. 473 do C.C. só prevista em hipóteses excepcionais, como, por exemplo, na locação, na prestação de serviços, no mandato, comodato, no depósito, na fiança, operando-se mediante notificação à outra parte.  
Deve a resilição unilateral está sintonizada com a função social dos contratos e a boa fé objetiva conforme reza o parágrafo único do art. 473 do C.C., e que prevê que diante da natureza do contrato, se uma das partes houver feito investimentos consideráveis para execução do negócio, a resilição só produzirá efeitos depois de transcorridos prazo comaptível com a natureza e vulto dos investimentos. 
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