A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
18 pág.
TEORIA DA RELAÇÃO JURÍDICA II  - 2º B - Prof. Rainer

Pré-visualização | Página 4 de 6

de que contra ele dispusesse o devedor.” – conteúdo processual.
Confirmar o n.j anulável é abrir mão da possibilidade de anulá-lo
Ação anulatória – carência da ação
Ato ilícito:
Conceito genérico: contrariedade com a lei
Ato ilícito civil – art. 186: “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligencia ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.”- Conceito jurídico aberto.
2 elementos: violação de direito. Causação de um dano
Efeito: dever de indenizar (art. 927: “Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. P.ú. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos específicos em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.”)
Distinção com o ato ilícito penal: ideia de tipicidade. Prévia descrição na lei penal de certa conduta como crime.
1- será que todo ato ilícito civil também é ato ilícito penal? Não.
2- será que todo ato ilícito penal é também ato ilícito civil? Em regra, sim. Homicídio, lesões corporais, estupro, geram indenização. Excepcionalmente, não. Ato obsceno – desobediência.
Um mesmo fato, acidente de transito com morte:
Direito penal: processo criminal por homicídio
Direito civil: ação indenizatória.
Risco de decisões contraditórias
Art. 935: “A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juizo criminal.”
Independência relativa entre responsabilidade civil e penal. Prioridade à justiça criminal.
Sobrestamento (suspensão) da ação civil.
Ilícito administrativo: poder de polícia da administração pública (governo)
Art. 186: “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligencia ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato Ilícito.”
1- ação ou omissão voluntária
2- dono – invasão/violação da esfera jurídica alheia. 
Dano patrimonial: prejuízo econômico - indenização: recomposição do patrimônio.
Dano extra patrimonial: prejuízo moral, violação de direitos da personalidade – indenização: compensação à vítima – arbitramento pelo juiz.
Art. 944: “A indenização mede-se pela extensão do dano. P.ú. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.” – a indenização mede-se pela extensão do dano.
Danos patrimoniais. Danos extra patrimoniais.
P.ú. Redução da indenização por equidade – senso moral da justiça.
Desproporção:
Gravidade da culpa -- extensão do dano.
Art. 402: “Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, além do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar.” – composição das perdas e danos. Danos emergentes –efetivo prejuízo.
Lucros cessantes – o que a vítima razoavelmente deixou de lucrar
3- Nexo de causalidade – relação de causa e efeito entre o dano e a conduta do agente.
Culpa exclusiva da vítima
Caso fortuito ou de força maior (art. 393: “O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado. P.ú. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar ou impedir.”)
Casos que quebram o nexo causal.
4- culpa: art. 186: “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligencia ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.”
 “Negligencia ou imprudência”
Culpa em sentido amplo – dolo (sentido penal. Intenção premeditação) + culpa estrita (imprudência – falta de conduta)
Negligencia- descaso falta de atenção. Imperícia – não observância das regrar de certa arte ou ofício.
Responsabilidade civil: dever de indenizar. Os bens do devedor são a garantia genérica do cumprimento de suas obrigações. (art. 391: “Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor.”)
I- quanto à origem: 
Responsabilidade civil contratual: existe em n.j preexistente entre as partes. Descumprimento do contrato.
Responsabilidade civil extra patrimonial: não existe n.j preexistente entre as partes.
 II- quanto ao fundamento:
Responsabilidade subjetiva: fundamenta-se na culpa (em sentido amplo).
Responsabilidade objetiva: fundamenta-se no risco Quem se dedica a uma atividade potencialmente lesiva a terceiros, assume o risco de indenizar os prejuízos (danos) que venha a causar (art. 927, p.ú: “Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. P.ú. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.”)
2 situações principais de responsabilidade objetiva:
Responsabilidade civil do Estado (Poder Público): teoria do risco administrativo, art. 43: “
Responsabilidade empresarial – art. 931: “Ressalvados outros casos previsto em lei especial, os empresários individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação.” - teoria do risco criado.
III- quanto ao fato:
1- responsabilidade civil por fato própria: responsabiliza-se (pleiteia-se a indenização) do próprio causador do dano
2- responsabilidade civil por fato de terceiro: a indenização é pleiteada de outra pessoa e não do causador. Art. 932: “São também responsáveis pela reparação civil: I- os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia; II- o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições; III- o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele; IV- os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos hospedes, moradores e educandos; V- os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.” Art. 933: “As pessoas indicadas nos incisos I a V do ao 932, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.” – pais/filhos. Art. 149: “O dolo do representante legal de uma das partes só obriga o representado a responder civilmente até a importância do proveito que teve, se, porem, o dolo for do representante convencional, o representado responderá solidariamente com ele por perdas e danos.” – dolo na representação.
3- responsabilidade civil por fato da coisa: - art. 936: “O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vitima ou força maior.”- danos por animais - art. 937: “O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultares de sua ruína, se ta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta.” – ruína de prédio - art. 938: “Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.” – coisas lançadas/caídas de prédio.
Excludentes de Ilicitude:
Art. 188: “Não constituem atos ilícitos: I- os praticados em legitima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido; II- a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. P.ú. No caso do inciso II, o ato será legitimado somente quando as circunstancias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.”
I- legítima defesa/exercício regular de direito
II- estado de necessidade – situação de riso, situação de ...
 Legitima Defesa - art. 25, CP: “Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.” 
Legítima