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GESTÃO DE VENDAS Professora Me. Cláudia Cristina Batistela Francisco GRADUAÇÃO Unicesumar C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; FRANCISCO, Cláudia Cristina Batistela. Gestão de Vendas. Cláudia Cristina Batistela Francisco. Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 172 p. “Graduação - EaD”. 1. Gestão. 2. Vendas. 3. Lojas. 4. EaD. I. Título. ISBN 978-85-459-0718-3 CDD - 22 ed. 658.8 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828 Impresso por: Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi NEAD - Núcleo de Educação a Distância Diretoria Executiva Chrystiano Minco� James Prestes Tiago Stachon Diretoria de Design Educacional Débora Leite Diretoria de Graduação e Pós-graduação Kátia Coelho Diretoria de Permanência Leonardo Spaine Head de Produção de Conteúdos Celso Luiz Braga de Souza Filho Gerência de Produção de Conteúdo Diogo Ribeiro Garcia Gerência de Projetos Especiais Daniel Fuverki Hey Supervisão do Núcleo de Produção de Materiais Nádila Toledo Supervisão Operacional de Ensino Luiz Arthur Sanglard Coordenador de Conteúdo Victor Biazon Design Educacional Isabela Agulhon Ventura Amanda Peçanha Dos Santos Projeto Gráfico Jaime de Marchi Junior José Jhonny Coelho Arte Capa Arthur Cantareli Silva Editoração Ellen Jeane da Silva Qualidade Textual Hellyery Agda Érica Fernanda Ortega Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos. A busca por tecnologia, informação, conhecimento de qualidade, novas habilidades para liderança e so- lução de problemas com eficiência tornou-se uma questão de sobrevivência no mundo do trabalho. Cada um de nós tem uma grande responsabilida- de: as escolhas que fizermos por nós e pelos nos- sos farão grande diferença no futuro. Com essa visão, o Centro Universitário Cesumar assume o compromisso de democratizar o conhe- cimento por meio de alta tecnologia e contribuir para o futuro dos brasileiros. No cumprimento de sua missão – “promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária” –, o Centro Universi- tário Cesumar busca a integração do ensino-pes- quisa-extensão com as demandas institucionais e sociais; a realização de uma prática acadêmica que contribua para o desenvolvimento da consci- ência social e política e, por fim, a democratização do conhecimento acadêmico com a articulação e a integração com a sociedade. Diante disso, o Centro Universitário Cesumar al- meja ser reconhecido como uma instituição uni- versitária de referência regional e nacional pela qualidade e compromisso do corpo docente; aquisição de competências institucionais para o desenvolvimento de linhas de pesquisa; con- solidação da extensão universitária; qualidade da oferta dos ensinos presencial e a distância; bem-estar e satisfação da comunidade interna; qualidade da gestão acadêmica e administrati- va; compromisso social de inclusão; processos de cooperação e parceria com o mundo do trabalho, como também pelo compromisso e relaciona- mento permanente com os egressos, incentivan- do a educação continuada. Pró-Reitor de Ensino de EAD Diretoria de Graduação e Pós-graduação Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está iniciando um processo de transformação, pois quando investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou profissional, nos transformamos e, consequentemente, transformamos também a sociedade na qual estamos inseridos. De que forma o fazemos? Criando oportu- nidades e/ou estabelecendo mudanças capazes de alcançar um nível de desenvolvimento compatível com os desafios que surgem no mundo contemporâneo. O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens se educam juntos, na transformação do mundo”. Os materiais produzidos oferecem linguagem dialógica e encontram-se integrados à proposta pedagógica, con- tribuindo no processo educacional, complementando sua formação profissional, desenvolvendo competên- cias e habilidades, e aplicando conceitos teóricos em situação de realidade, de maneira a inseri-lo no mercado de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como principal objetivo “provocar uma aproximação entre você e o conteúdo”, desta forma possibilita o desenvolvimento da autonomia em busca dos conhecimentos necessá- rios para a sua formação pessoal e profissional. Portanto, nossa distância nesse processo de cresci- mento e construção do conhecimento deve ser apenas geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos que o Centro Universitário Cesumar lhe possibilita. Ou seja, acesse regularmente o AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem, interaja nos fóruns e enquetes, assista às aulas ao vivo e participe das discussões. Além dis- so, lembre-se que existe uma equipe de professores e tutores que se encontra disponível para sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de aprendiza- gem, possibilitando-lhe trilhar com tranquilidade e segurança sua trajetória acadêmica. A U TO R A Professora Me. Cláudia Cristina Batistela Francisco Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Maringá - UEM (2010), Especialista em Educação a Distância pela Universidade Estadual de Maringá - UEM (2009), especialista MBA em Marketing pela UniCesumar (2005) e graduada em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda pela UniCesumar (2003). Atualmente é professora dos cursos de graduação a distância e presencial da Unicesumar. Tem experiência em organizações com atuações nos segmentos de marketing e comunicação. Para saber mais, acesse: http://lattes.cnpq.br/6935314441890526 SEJA BEM-VINDO(A)! Prezado(a) aluno(a), Inicio este livro desejando a você boas-vindas e uma ótima leitura do conteúdo aqui apresentado. O material elaborado tem como principal objetivo apresentar todas as etapas do Plane- jamento Estratégico em Vendas para que você possa aplicar e realizar todas essas ativi- dades no dia a dia de trabalho. Além disso, ao final do estudo você também terá acesso a uma breve discussão quanto às tendências nas vendas e que vêm sendo executadas no mercado. Na Unidade I deste material, você será apresentado aos seguintes pontos: (1) Vendas (histórico de mercado), (2) Conceitos e funções da venda no mercado e (3) Etapas do Pla- nejamento Estratégico de Vendas para as organizações. A primeira discussão foca-se na contextualização do processo de vendas, afinal, antes de realizar tal atividade é preciso conhecê-la, saber seu desenvolvimento de mercado e como os profissionais de vendas atuaram e atuam nesse processo. Na sequência, você conhecerá os conceitos e a função das vendas, serão definidos e trabalhados materiais e as propostas relacionadas à explicação de quais atividades os profissionais dessa área executam no mercado. E por fim, nessa primeira unidade, fare- mos uma breve introdução de todas as etapas do Planejamento de Vendas. Na unidade seguinte, a Unidade II, trabalharemos os tópicos iniciais do Planejamento Estratégico de Vendas. Referente à Análise do Ambiente de vendas, serão apresentadas e discutidas as variáveis internas e externas e que influenciam no processo de vendas da organização. Esses pontos auxiliarão para que a organização analise e avalie o mercado no qual está inserida.Há também a necessidade de se realizar e compreender as formas de Análise da con- corrência em vendas. Apresentaremos a você uma discussão sobre a concorrência no mercado, bem como ações e análises que auxiliem na compreensão de suas atividades e ações. E já que realizamos análises quanto ao mercado e à concorrência, nossa próxima etapa foca em compreender e conhecer o Comportamento e as Necessidades do comprador no mercado e para com a organização. A Unidade III do material irá trabalhar os pontos do planejamento em vendas relaciona- dos à Análise do Potencial e Previsão de Vendas, a delimitação das Cotas de Vendas, os Territórios de Vendas, além da Análise do Modo de Governança e das diferentes formas de Remuneração da Equipe de Vendas. Nosso objetivo nesse momento é que você compreenda fatores que auxiliam tanto na organização e distribuição das atividades a serem realizadas pela equipe de vendas, como também nas formas de benefícios (salariais) que podem ser oferecidos como “re- compensa” pelo trabalho realizado pela organização a seus colaboradores. APRESENTAÇÃO GESTÃO DE VENDAS A partir daqui passamos também a focar nossos estudos na equipe de vendas, com- preendendo a importância na realização e acompanhamento da Informação e Co- municação no Sistema de Vendas. Afinal, falhas de comunicação podem prejudicar todo o trabalho de uma equipe. Haverá também a discussão das Funções dos profissionais de vendas, apresentando suas características e atividades nas organizações, a apresentação das atividades a serem executadas quanto ao Recrutamento e seleção da equipe de vendas. E por fim, as ações realizadas pelos gestores para o Treinamento e Motivação da Equipe de Vendas. E na Unidade V, finalizamos nossos estudos com os temas do Planejamento estraté- gico de Vendas voltados à Administração de Conflitos, quando serão apresentados e discutidos os principais conflitos entre organização, equipe de vendas e seus par- ceiros (distribuidores e revendedores), além da apresentação de possíveis soluções para estes conflitos. O Controle da Força de Vendas e a Auditoria em Vendas focarão em formas de análi- se e de controle das atividades que são realizadas pela equipe de vendas, além dos resultados alcançados, para verificação se as metas e os objetivos traçados foram obtidos. E por fim, conforme já adiantado no início desta apresentação, traremos a vocês um tema extra, porém de grande relevância para os profissionais de vendas, em que trataremos sobre as Tendências em Vendas. Aproveite a oportunidade e foque em sua capacitação profissional e no conheci- mento que será adquirido nesse momento. Leia atentamente também as informa- ções extras que são acrescentadas no decorrer do livro. Esperamos que você realize uma ótima leitura do conteúdo e tenha um excelente estudo. APRESENTAÇÃO SUMÁRIO 09 UNIDADE I CONCEITOS GERAIS DE VENDAS 15 Introdução 16 Vendas 21 Características e Conceitos 27 Planejamento de Vendas 32 Considerações Finais 39 Referências 40 Gabarito UNIDADE II COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO 43 Introdução 44 Análise do Ambiente de Vendas: Variáveis Internas e Externas 52 Análise da Concorrência em Vendas 56 Comportamento e Necessidades do Comprador 61 Considerações Finais 68 Referências 69 Gabarito SUMÁRIO 10 UNIDADE III COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO 73 Introdução 74 Potencial e Previsão de Vendas 79 Cotas de Vendas 82 Territórios de Vendas 86 Análise do Modo de Governança (Interno e Externo) 89 Remuneração da Equipe de Vendas 96 Considerações Finais 103 Referências 104 Gabarito UNIDADE IV FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO 109 Introdução 110 Informação e Comunicação no Sistema de Vendas 114 Funções dos Profissionais de Vendas 123 Perfil e Habilidades do Profissional de Vendas 126 Recrutamento e Seleção da Equipe de Vendas 131 Treinamento e Motivação da Equipe de Vendas 136 Considerações Finais SUMÁRIO 11 142 Referências 144 Gabarito UNIDADE V ANÁLISE DOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE UM SERVIÇO 147 Introdução 148 Administração de Conflitos 153 Controle da Força de Vendas 156 Auditoria em Vendas 161 Tendências em Vendas 166 Considerações Finais 172 Referências 174 Gabarito 175 CONCLUSÃO U N ID A D E I Professora Me. Cláudia Cristina Batistela Francisco CONCEITOS GERAIS DE VENDAS Objetivos de Aprendizagem ■ Conceituar e contextualizar vendas. ■ Apresentar e discutir as etapas do Planejamento de Vendas. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Vendas ■ Características e Conceitos ■ Planejamento de Vendas INTRODUÇÃO Ao iniciarmos nossos estudos sobre Gestão de Vendas, você conhecerá um pouco mais sobre o processo histórico de evolução das vendas no mercado e da impor- tância do planejamento em vendas. Primeiramente, é preciso que você conheça e compreenda o conceito de empresa e como são divididas e apresentadas no mercado. Afinal, não há como estudar e aplicar vendas, sem antes entender, brevemente, como uma organiza- ção funciona. Além disso, serão apresentadas as evoluções da profissão de vendas no mer- cado, como esse profissional atuava e como está atuando nos dias de hoje. É preciso contextualizar a profissão, apresentando o seu desenvolvimento e como se portou no mercado até chegar nos dias atuais. Contudo, não serão trabalhadas as competências, habilidades e funções dos profissionais de vendas, pois estas serão apresentadas nas próximas unidades do material com maior profundidade no estudo. O que apresentaremos são os conceitos e as características da venda no mer- cado, focando em como sua aplicação é realizada pelas organizações e quais são seus objetivos. Na sequência do estudo, você conhecerá as etapas do Planejamento e Administração da Força de Vendas. Esse momento inicial serve para introduzir todo o conteúdo que será apresentado nas demais unidades do livro. O planejamento divide-se em 3 (três) etapas de análise e busca de informa- ções quanto ao público, mercado, profissionais de vendas e resultados de vendas. Todas as análises serão realizadas com base no modelo de planejamento pro- posto e discutido pelos autores Castro e Neves (2014) em seu livro Administração de Vendas. Nesta unidade, você terá um conhecimento prévio do que cada etapa tra- balha, para que possa direcionar seus estudos e buscar mais informações que complementam o que será apresentado. Vamos iniciar nossas análises e estudos? Um bom trabalho a todos! Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 15 CONCEITOS GERAIS DE VENDAS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E16 VENDAS Ao iniciarmos nossos estudos, vamos compreender como o processo de vendas ocorre nas organizações e no mercado. E para isso, iniciaremos nossas análises com um pequeno histórico das vendas no mercado, na sequência abordaremos suas características, funções e conceitos. Aproveite essa parte do estudo para conhecer e compreender a importân- cia do processo de vendas para as organizações, e que este não se trata apenas de expor ou indicar um produto aos consumidores, mas que existem diversas ações e ferramentas que auxiliam nas vendas. HISTÓRICO Antes de iniciarmos nossos estudos sobre o processo de vendas, é preciso com- preender alguns conceitos básicos da administração, que nos darão suporte para as análises a serem realizadas.As empresas com as quais iremos trabalhar na gestão de vendas são con- sideradas organizações sociais, com ou sem fins lucrativos. Chiavenato (2009) classifica as empresas quanto a sua propriedade, dividindo-as em: Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 17 ■ Empresas Públicas: são aquelas de propriedade do Estado ou que con- tam com participação majoritária do Estado e tem como objetivo prestar serviços públicos à sociedade, como, por exemplo, aqueles voltados à saúde pública. ■ Empresas Privadas: são aquelas de propriedade e fins particulares, e tem como fim produzir produtos ou prestar serviços com o objetivo de obter lucro, para que possam se manter ativa financeiramente no mercado, investir mais no desenvolvimento da empresa, direcionar pagamentos a funcionários e fornecedores e gerar rentabilidade aos seus proprietários. Contudo, com as alterações de mercado, as organizações consideradas “tradi- cionais” vêm passando por mudanças, surgindo, assim, as novas organizações. Caravantes, Panno e Kloeckner (2005) determinam que as organizações que viveram no “mundo de nossos pais” necessitaram de alterações para que pudes- sem se adequar ao “mundo da juventude”, que vivemos nos dias de hoje. A tabela a seguir representa as alterações vivenciadas pelas organizações. Tabela 1 - Organizações tradicionais versus novas organizações Organizações tradicionais versus novas organizações ORGANIZAÇÕES TRADICIONAIS (MUNDO DE NOSSOS PAIS) NOVAS ORGANIZAÇÕES (NOSSO MUNDO) Estáveis Dinâmicas Inflexíveis Flexíveis Foco no cargo Foco nas habilidades Trabalho definido pela definição do cargo Trabalho definido pela tarefa a ser reali- zada Empregos permanentes Empredos temporários Orientadas pelo comando superior Auto-orientadas Gestores tomam a decisão Colaboradores participam do processo decisório Orientadas por normas Orientadas pelas demandas do cliente Força de trabalho homogênea Força de trabalho heterogênea Trabalho ocorre das 8 às 18 horas Não existe horário definido (qualquer hora é hora) CONCEITOS GERAIS DE VENDAS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E18 Relações hierárquicas predominantes Relações laterais em rede Estrutura burocrática Estrutura adhocrática Fonte: adaptado de Caravantes, Panno e Kloeckner (2005, p. 384). Além disso, para que uma organização ou empresa se desenvolva no mercado, é preciso apresentar uma fi losofi a, que servirá de orientação para os seus cola- boradores. Tal fi losofi a está relacionada a missão, visão, razão, crenças e valores da empresa. A missão da empresa tem como objetivo apresentar o seu propósito ou razão de existir, determinando a direção a ser seguida, os princípios a serem utiliza- dos nas tomadas de decisões e orientar as atividades da organização (GOBE et al., 2007). O Portal SEBRAE (2017) auxilia os administradores a defi nirem a missão da empresa utilizando uma fórmula básica, apresentada no quadro a seguir. Quadro 1 - Missão das organizações Fonte: adaptado Portal SEBRAE (2017, on-line)¹. Por sua vez, a Visão da empresa “[...] procura visualizar o que será e como estará a empresa no futuro, orientando seus colaboradores na tomada de decisão”, conforme Gobe et al. (2007, p. 6). É importante se ter em mente, ao determinar a Visão da empresa, como a empresa quer ser vista e reconhecida, e onde pre- tende chegar. Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 19 A Razão de Ser vem apresentar os motivos pelo qual a empresa existe, bem como os desejos e as necessidades dos clientes que procura atingir, enquanto as Crenças e os Valores representam um conjunto de normas que direcionam o dia a dia e o seu desenvolvimento, apresentando em que a empresa acredita (GOBE et al., 2007). Essas Crenças e Valores podem estar associados ao espírito de equipe, à criatividade, ao senso crítico, à ética e ao respeito ao cliente. Compreendendo tais informações, consideradas básicas para o desenvolvi- mento de uma empresa no mercado, podemos passar para a nossa próxima parte do estudo. Vamos analisar os conceitos e as funções das Vendas para as empre- sas e, em seguida, analisar o ambiente de vendas. Os objetivos e as funções de vendas vêm evoluindo em decorrência das alte- rações no mercado e no mundo dos negócios, o que nos leva a trabalhar nesse estudo uma breve evolução desta profissão, para chegarmos à atual função e conceitos das vendas. Ingram et al. (2008) determinam que desde a Grécia Antiga existem registros de venda, que era vista somente como uma atividade de troca, porém a função do vendedor não existia em quantidade mensurável nesse período e era reali- zada por comerciantes, mercadores e artesãos. A missão, visão e os valores de uma organização auxiliam no desenvolvi- mento desta no mercado, direcionando suas atividades, conceitos e ideais a serem trabalhados pela marca e colaboradores. Sabendo-se disso, é preciso conhecer como tais pontos são realizados pelas organizações no mercado e, para isso, você pode encontrar exemplos de Missão, Visão e Valores das empresas nos links a seguir: Lojas Americanas: http://ri.lasa.com.br/a-empresa/perfil Philips: http://www.philips.com.br/sites/philipsbr/about/company/global/ missionandstrategy/index.page Fonte: a autora. CONCEITOS GERAIS DE VENDAS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E20 Os autores definem que somente após a Revolução Industrial, em meados do século XVIII até meados do século XIX, que a função do vendedor ganha vida e passa a se desenvolver. Tais informações são reafirmadas por Cobra (2011) ao determinar que a profissão do vendedor, como a conhecemos hoje, é datada da metade do século XVIII até a metade do século XIX, sendo que na Idade Média surgiram os primei- ros vendedores “porta a porta” com a venda de produtos do campo e da cidade. Com a Revolução Industrial e, consequentemente, com o aumento da pro- dução, o comércio passa a se desenvolver, e com o surgimento das necessidades dos consumidores no mercado, cada vez mais o número e a função dos vende- dores aumenta. Após a era Pós-Revolução Industrial, e com a implantação das ferrovias no país, o vendedor ganha destaque. Como a comunicação nesse momento ainda era considerada precária, esse profissional, que também era chamado de “cai- xeiro-viajante”, passa a desempenhar um papel de propagador de informações para as pequenas cidades do interior. No entanto, é somente a partir da década de 40 que a venda pessoal torna- -se mais profissional. Além das exigências feitas pelos compradores, os próprios profissionais de venda passam a buscar por mais informações da profissão, o que gera uma demanda pela capacitação e profissionalização do vendedor. E tal modificação vem crescendo e sendo realizada até os dias de hoje. Com todas essas alterações, a venda pessoal torna-se mais profissional, levando a uma abordagem de orientação para o cliente, visando à sua satisfação. “Em resumo, o vendedor moderno não deve ser apenas um apresenta- dor de informações acerca de seus produtos ou serviços; ao contrário, deve estar apto a responder a uma enorme gama de necessidade do seu cliente antes, durante e após a venda” (COBRA, 2011, p. 27) Assim, passamos a compreender que vender é uma ciência, pois envolve prin- cípios e conceitos, é uma técnica, devido à sua maneira especial de ser feita, e também é uma arte, devidoao seu lado criativo e inovador. Características e Conceitos Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 21 CARACTERÍSTICAS E CONCEITOS Vender está relacionado à entrega de valor ao consumidor da empresa, fazendo o seu investimento no produto e/ou serviço valer a pena, tornando a compra algo que ele realize novamente. Hillmann (2013) define Venda Pessoal como aquela realizada diretamente por um vendedor, dentro de um sistema tradicional de vendas, sendo que, nos dias atuais, o vendedor necessita argumentar e convencer o consumidor a efe- tivar a venda. O que vem a concordar com as análises discutidas por Chiavenato (2005, p. 1) ao afirmar que “vender constitui um intricado processo de localizar o cliente, abordá-lo, persuadi-lo e fechar um negócio”. Em geral, as pessoas têm péssima imagem a respeito do trabalho de um vendedor. (Luciano Thomé Castro e Marcos Fava Neves) CONCEITOS GERAIS DE VENDAS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E22 É nesse ponto que compreendemos que a função do vendedor não está somente em oferecer um produto e/ou serviço ao consumidor: antes deve com- preender suas reais necessidades e desejos, bem como conhecer o seu perfil. A função da venda pessoal também está relacionada ao conhecimento e pesquisa de mercado, à compreensão do comportamento e dos objetivos do consumidor com a compra a ser realizada e à análise das ações de seus concor- rentes no mercado. As atividades e funções na área de vendas são muito mais do que apenas a administração de transação com o mercado, em busca de resultados financeiros. Teixeira et al. (2008) determinam que tais atividades representam um conjunto de estratégias e que devem ser realizadas com base em um plano de vendas que contemple os caminhos estratégicos da empresa no mercado, com foco em sua visão, missão e valores. Para isso, os autores apresentam ações de mercado que influenciam o processo de vendas: ■ Análise do mercado de atuação da empresa, para conhecimento da sua área/região de atuação, identificando os pontos fortes, os pontos fracos, as ameaças e oportunidades de mercado. ■ Identificar as oportunidades com os clientes e empresas existentes no mercado. ■ Manter relacionamento com clientes e influenciadores de mercado. ■ Negociar com os clientes, em busca de rentabilidade e percepção de valor para a empresa. ■ Avaliar a satisfação do cliente com relação aos produtos e serviços prestados. ■ Compreender que nem sempre volume de vendas representa lucrativi- dade para a empresa. A aplicação e o uso de tais ações de vendas irão diferenciar uma empresa de seus concorrentes e influenciarão no cenário de vendas e no mercado de atuação dela. Por essas razões, você deve compreender que vender não está relacionado somente a oferecer um produto e/ou serviço ao consumidor, mas também está relacionado a oferecer valor ao consumidor, ou seja, oferecer algo que lhe seja útil e vantajoso. Características e Conceitos Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 23 Além disso, Chiavenato (2005, p. 1) afirma que a venda “[...] se apoia em um pro- duto ou serviço concebido e criado pela organização como solução para os problemas do cliente”. E para que você possa compreender melhor como a evolução na Venda Pessoal gerou novas responsabilidades aos seus profissionais, apresentamos o quadro a seguir: Quadro 2 - Evolução na Venda Pessoal Mudança Responsabilidade da força de vendas Crescimento da concorrência Maior ênfase no desenvolvimento e manutenção da confiança baseada na relação de longe prazo com cliente Maior ênfase no incremento da produtividade de vendas Incremento do uso de tecnologia (computador, note- book, fax, correio eletrônico, etc.) Fragmentação da base tradicional de clientes Especialidades de vendas para cada tipo de cliente Globalização do Esforço de Vendas Múltiplos canais de vendas. Exemplo: programas para os clientes mais importantes: telemarketing, rede de vendas (network) venda eletrônica. Padrões de qualidade de serviços a cada tipo de cliente Time de vendas (esforço de toda a equipe). Remu- neração de vendedores com base na satisfação do cliente e no desempenho de equipe. Demanda orientada para o cliente Time de vendas - especializado no tipo de cliente. Maior ênfase no treinamento de vendas. Fonte: adaptado de Cobra (2011, p. 27). É possível analisar que a responsabilidade da equipe de vendas também muda com o desenvolvimento de mercado, sendo necessário cada vez mais o envolvi- mento e profissionalização do vendedor. As atividades relacionadas às vendas têm ainda como foco estimular o con- sumo, influenciando diretamente os resultados mercadológicos da empresa. Ao se investir em atividades de vendas, a empresa está investindo em sua lon- gevidade, pensando em caixa, lucro e perpetuação no mercado (TEIXEIRA et al., 2008). CONCEITOS GERAIS DE VENDAS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E24 A Venda Pessoal, conforme Mattar (2011), se faz necessária nas organiza- ções de varejo em que não se realiza a atividade de autosserviço. Os objetivos da venda no autosserviço são apresentados no quadro a seguir: Quadro 3 - Vendas no autosserviço Persuadir os consumidores que adentram a loja a comprar. Atender e orientar os clientes. Apresentar e demonstrar produtos aos clientes. Elucidar dúvidas e reduzir a percepção de riscos dos clientes na realização de compras. Estimular a compra por impulso de itens ou produtos relacionados à compra básica do cliente. Completar a venda. Providenciar nível adequado de serviços aos clientes. Gerar e manter a satisfação dos clientes visando sua fidelização. Informar fatos e dificuldades relacionados a vendas aos decisores da empresa. Fonte: adaptado de Mattar (2011, p. 535). O Autosserviço é utilizado pelas organizações para competitividade no mer- cado, tendo a diminuição de pessoal no ponto de venda, o que resulta em queda nos custos da empresa. Zenone e Buairide (2011, p.131) determinam que “em uma época em que o atendimento se tornou mais personalizado, os espaços são mais amplos e apresentam uma exposição adequada do pro- duto, permitindo ao cliente mobilidade e fácil manuseio”. Assim, no sistema de Autosserviço, ao vendedor cabe a função de apoio à decisão final de compra do consumidor. Sendo necessário o uso de ações de merchandising no ponto de venda para atrair a atenção do público ao produto oferecido. Fonte: adaptado de Zenone e Buairide (2011). Características e Conceitos Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 25 Todos esses objetivos ocorrem com base na venda pessoal, sendo essa aquela realizada “face a face” com o consumidor, permitindo uma comunicação direta entre empresa, pela figura do vendedor, com o seu público-alvo. É importante ressaltarmos, neste momento, que para cada tipo de organi- zação haverá uma equipe de vendas, e que deve levar em conta a natureza da empresa, os clientes e as características dos produtos e/ou serviços que serão vendidos no mercado (COBRA, 2011). Futrell (2003) determina o processo de vendas como uma ação de comu- nicação pessoal de informações que buscam persuadir o cliente a comprar algoque atenda suas necessidades individuais. E que a definição de vendas está rela- cionada a uma pessoa ajudando a outra. É nesse momento de ajuda, para que o cliente consiga satisfazer as suas necessidades, que verificamos a existência e atuação dos profissionais de vendas. “O profissional de vendas costuma trabalhar com prospects ou clientes no sentido de examinar suas necessidades, fornecer informações, suge- rir um produto que atenda aquelas necessidades e prestar atendimento pós-venda, a fim de garantir a satisfação a longo prazo” (FUTRELL, 2003, p. 4). Fica claro, com essa definição do autor, o quanto a função do profissional de vendas, independente do seu cargo na empresa, está relacionada à satisfação do consumidor e à busca de um retorno deste, visando o desenvolvimento e a lucra- tividade da empresa no mercado. Gobe et al. (2007) determinam que, entre os principais objetivos da força de vendas, estão: ■ Prospecção de mercado: está relacionada à busca e identificação de novos mercados potenciais para a empresa. ■ Definição do alvo: direcionar as ações de vendas aos clientes atuais e potenciais. ■ Comunicação com o mercado: conhecer as informações sobre o produto e/ou serviço para que possam auxiliar na tomada de decisão de compra do cliente. CONCEITOS GERAIS DE VENDAS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E26 ■ Venda propriamente dita: desenvolvimento das técnicas de vendas, que envolvem a abordagem, apresentação, argumentação, fechamento da negociação e pós-venda. ■ Coleta de informações: conhecimento de mercado, com dados e infor- mações relevantes à empresa. ■ Fidelização do cliente: manter relacionamento com os clientes. Ao trabalhar tais objetivos com a força de vendas, a empresa consegue se desta- car no mercado frente à concorrência e atingir seus objetivos mercadológicos. Cobra (2011) ainda determina que o progresso e desenvolvimento de um país está relacionado à expansão de sua economia e que, por muitas vezes, é movida pela ação das necessidades de compra, que são supridas com a venda de produtos e/ou serviços. Os profissionais de vendas contribuem estimulando as vendas e o consumo dos produtos e/ou serviços, o que auxilia a manter períodos de prosperidade para as empresas. Afinal, o sucesso e crescimento de uma empresa são influenciados pela satisfação do consumidor realizada pelo trabalho do vendedor. Agora que você já conhece um pouco da história das vendas e principal- mente das funções e características que têm essa função no mercado, passamos a discutir como as organizações podem e devem realizar o seu Planejamento de Vendas no mercado. Planejamento de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 27 PLANEJAMENTO DE VENDAS Durante as demais unidades do material, você conhecerá as etapas e os métodos utilizados pelas organizações para a elaboração e aplicação do Planejamento e Gestão da Força de Vendas. E para apresentar essas informações a vocês, utilizaremos como base o con- teúdo e as informações discutidas nos estudos apresentados por Castro e Neves (2014). Para compreender melhor essa forma de organização e planejamento, os autores propõem uma sequência de atividades e análises da administração com foco nos princípios de planejar, organizar, implementar e coordenar ou contro- lar as atividades e funções das vendas. CONCEITOS GERAIS DE VENDAS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E28 Para ilustrarmos tais etapas, Castro e Neves (2014, p. 35) apresentam a seguinte figura: Figura 1 - Etapas de Planejamento e Administração de Força de Vendas Fonte: Castro e Neves (2014, p. 35). Planejar está relacionado a elaborar metas, objetivos e estratégias futuras para o desenvolvimento da organização no mercado. É de conhecimento de todos, que uma organização realiza diversas formas de planejamento, com foco em cada área que possui. Sem planejamento, as atividades de vendas perdem a direção, o que pode levar a empresa a custos elevados e a insatisfação de seus clientes. O Pla- nejamento de Vendas é elaborado com base no estabelecimento de Objeti- vos (onde a empresa quer chegar?), na definição dos métodos (Ação) (como esses objetivos serão alcançados?) e na atribuição de responsabilidades (quem irá efetuar as ações?) Fonte: administradores.com (2010, on-line)². Planejamento de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 29 A primeira etapa envolve o Planejamento e Organização Estratégica da Força de Vendas, que serão abordados nas próximas unidades do material. Cobra (2011) vem discutir e concordar com a importância do planejamento de vendas, ao apre- sentar em seus estudos os passos e etapas do plano de vendas. O autor também determina que a análise do consumidor, por meio de suas necessidades, desejos e comportamento, e do ambiente de vendas contribuem para que a organização analise os mercado existentes, bem como, as oportunidades futuras de crescimento e manutenção de vendas de seus produtos e/ou serviços. “Entender quais são as atividades realizadas pelos consumidores e como elas variam, dependendo de ocasiões e do tipo de consumidor, pode dar a dimensão mais precisa do papel que se espera do vendedor” (CASTRO, NEVES, 2014, p. 36). Além disso, a análise do Ambiente de Vendas permite que a organização conheça e saiba como lidar com os fatores e/ou forças internas e externas da organização e que influenciam no seu desenvolvimento no mercado. Gobe et al. (2007, p. 13) afirmam que as organizações são “[...] um sistema aberto, isto é, recebe influências do ambiente ao mesmo tempo em que influencia”. E devido a essas influências, as empresas devem se atentar, conhecer e monito- rar o mercado em que atuam, para que possam traçar suas estratégias e objetivos de venda e desenvolvimento. Outro ponto apresentado na primeira etapa do planejamento envolve a aná- lise da cotas e dos territórios de vendas. As cotas de vendas podem ser definidas como uma meta de desempenho, que será atribuída a uma unidade da organi- zação, por um determinado período de tempo (STANTON; SPIRO, 2000). Por sua vez, os Territórios de Vendas, conforme esses autores, compreen- dem a localização geográfica onde a organização encontrará e trabalhará suas ações de mercado e venda para clientes atuais e potenciais. Ao formar e definir seus territórios de vendas, as organizações dividem suas áreas de atuação, podendo alocar vendedores e equipe, além de controlar e defi- nir os esforços necessários para que seus objetivos e metas sejam alcançados (CASTRO; NEVES, 2014). CONCEITOS GERAIS DE VENDAS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E30 Além disso, os métodos para definição das cotas e dos territórios de vendas devem ser realizados com base nos objetivos da empresa no mercado. E por fim, na primeira etapa, a análise do Modo de Governança é também denominada como formato de entrada da força de vendas. Castro e Neves (2014, p. 39) definem essa atividade como a que está relacionada com “[...] a análise de “fazer ou comprar” a função vendas. Ou seja, a empresa deve empregar seus vendedores (fazer) ou estabelecer com eles contratos de representação comer- cial (comprar os serviços)”. Nesse momento, é preciso analisar a relação entre vendedor e empresas, visando reduzir a complexidade e os custos nas transaçõesda empresa com seus consumidores. Além disso, serão discutidas e apresentadas as diversas formas de remuneração da equipe de vendas existentes no mercado. A segunda etapa do Planejamento e a Administração da Força de Vendas tem como foco a Implementação de Vendas. A etapa definida pelos autores, apresen- tados na figura que descreve o planejamento, é denominada como Administração de clientes e informações, e que em nossos estudos trabalharemos como o pro- cesso de informação e comunicação no sistema de vendas. A comunicação é uma grande aliada das organizações, conforme Gobe et al. (2007), dentro do processo de vendas. Contudo, não devemos pensar somente na comunicação realizada entre empresa e mercado, é preciso compreender os flu- xos de informação e comunicação que ocorrem dentro de um sistema de vendas. Esse fluxo trabalha informações da empresa para o mercado, e também do mercado para a organização (CASTRO; NEVES, 2014). E com base nessas informações, as organizações são capazes de elaborar um manual do vendedor, o qual apresentará à sua equipe de vendas os tópicos mais importantes para atu- ação no mercado. A atividade seguinte, ainda dentro da segunda etapa do planejamento de vendas, refere-se ao processo de recrutamento, seleção, treinamento e motiva- ção da equipe de vendas. Nesse momento, também iremos abordar as funções exercidas pelos profissionais de vendas no mercado, definindo suas habilida- des e atividades. Planejamento de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 31 Cobra (2011) define que todo processo de recrutamento e seleção da equipe de vendas tem início com a determinação do perfil ideal do profissional de ven- das para a empresa. Entretanto, é preciso compreender que, em cada momento organizacional e de mercado, a empresa apresentará uma necessidade e um perfil de vendedor, pois enfrentará desafios diferentes de mercado em cada momento. Quanto ao treinamento e motivação da equipe de vendas, o autor afirma que os programas de treinamento e motivação são formas eficazes utilizadas pelas organizações, para que possam suprir as deficiências das equipes de ven- das no mercado. E, por fim, a terceira e última etapa do Planejamento e Administração da Força de Vendas, é a que envolve a Administração de Conflitos e o Controle e Auditoria de Vendas. O conceito central nesse momento, seguindo nossos autores base do plane- jamento Castro e Neves (2014), está na tentativa das organizações em monitorar os resultados dos esforços de vendas, sendo realizados com base na administra- ção de conflitos e no controle e auditoria de vendas. Agora que você já conheceu, brevemente, todas as etapas do planejamento de vendas, passaremos, nas próximas unidades do material da disciplina, a ana- lisar cada uma das etapas propostas. O planejamento de vendas deve gerar um documento operacional: o plano de vendas, por segmento de mercado e por via de distribuição previamente selecionada a partir da avaliação das oportunidades de mercado. (Marcos Cobra) CONCEITOS GERAIS DE VENDAS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E32 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao finalizar nossos estudos nessa primeira unidade do livro de Gestão de Vendas, você pode conhecer um pouco mais sobre os conceitos e história das vendas no mercado. Inicialmente discutimos o conceito de empresa e/ou organização, sendo apresentada a classificação de empresa privada e pública, além da definição e diferenciação das organizações tradicionais e das novas organizações existen- tes no mercado. Discutimos e trabalhamos também a importância da missão, visão, razão, crenças e valores da empresa, que norteiam suas formas de trabalho e definem como a equipe de vendas deve se portar no mercado. Na sequência, apresentamos, brevemente, um histórico da profissão de ven- das no mercado, seguido da definição de vendas e seus objetivos. Compreendemos que vender vai além de expor um produto no ponto de venda, mas envolve também análise e conhecimento de mercado, além do público a ser trabalhado pela organização. E que a venda pessoal busca muito mais do que estar presente no ponto de venda para atender e fechar a compra, mas também orientar clientes, demons- trar produtos, esclarecer dúvidas, estimular a compra e visar a satisfação dos consumidores da organização, para que se tornem clientes fiéis. Por fim, apresentamos e discutimos as Etapas do Planejamento e Administração da Força de Vendas. É válido ressaltarmos aqui que essa etapa de discussão visou apenas uma introdução de todas as etapas do planejamento e que serão aborda- das com maior profundidade no decorrer das demais unidades do livro. As etapas discutidas envolvem o Planejamento e a Organização da Força de Vendas, nas quais se estuda o público, o mercado, as cotas de vendas e a orga- nização da força de vendas. A Implementação da Força de Vendas com discussões quanto à comunica- ção e informações aos clientes, bem como os processos de recrutamento, seleção, treinamento e motivação da equipe de vendas, finalizando com o Controle da Força de Vendas, com a análise da administração de conflitos e do controle e auditoria de vendas. 33 1. Para iniciarmos nossos estudos em vendas, discutimos inicialmente o concei- to de empresas e organizações no mercado. Assim, tendo essas informações como base, elabore um texto explicando e diferenciando Empresas Públi- cas e Empresas Privadas. 2. Para traçar suas estratégias e ações de mercado, inclusive as de vendas, as or- ganizações focam seus planos em sua missão, visão, razão, crenças e valores da empresa. Referente à Visão e Razão, é correto o que se afirma em: I. A Visão da empresa tem como objetivo determinar como essa organização quer ser vista e reconhecida, e onde pretende chegar em seu mercado de atu- ação. II. A Razão de Ser da organização busca apresentar os motivos pelo qual a em- presa existe, bem como os desejos e as necessidades dos clientes que procura atingir. III. O conjunto de normas que direcionam o dia a dia e o desenvolvimento da empresa determina no que esta acredita e prega como princípios de trabalho aos seus colaboradores é determinado como Visão. IV. O propósito ou razão de existir da empresa, determinando os princípios a se- rem utilizados nas tomadas de decisões e orientando as atividades da organi- zação, é determinado pela Razão da organização. Podemos afirmar que: a) Somente a alternativa I está correta. b) Somente as alternativas I e II estão corretas. c) Somente as alternativas I, III e IV estão corretas. d) Somente as alternativas II e III estão corretas. e) Todas as alternativas (I, II, III e IV) estão corretas 3. Compreendemos que os objetivos e as funções de vendas evoluem devido às alterações de mercado, o que acarretou também em mudanças e evoluções na profissão de vendas. Sabendo-se dessas informações, elabore um texto, com no máximo 15 (quinze) linhas, determinando e explicando as modificações históricas vivenciadas pela profissão do vendedor no mercado. 34 4. Vender não está relacionado somente a apresentar um produto e/ou serviço ao cliente, mas também envolve outras funções e sofre influências do mercado. As- sim, determine 4 (quatro) ações de mercado que influenciam o processo de vendas. 5. Exceto nas organizações de autosserviço, a Venda Pessoal é vista como ferra- menta estratégica pelas organizações e apresenta objetivos de mercado. Refe- rente aos objetivos da Venda Pessoal, analise as alternativas: I. Um dos objetivos da Venda Pessoal está em persuadir os consumidores que adentram a loja a comprar, além de atendere orientar os clientes da organi- zação. II. Estimular a compra por impulso de itens ou produtos relacionados à compra básica do cliente. III. Elucidar dúvidas e reduzir a percepção de riscos dos clientes na realização de compras. IV. Seus objetivos são os de gerar e manter a satisfação dos clientes, em busca de sua fidelização, além de apresentar e demonstrar produtos a esses. Podemos afirmar que: a) Somente a alternativa I está correta. b) Somente as alternativas I e II estão corretas. c) Somente as alternativas I, III e IV estão corretas. d) Somente as alternativas II e III estão corretas. e) Todas as alternativas (I, II, III e IV) estão corretas. 6. O Planejamento e a Administração da Força de Vendas conta com diversas eta- pas, apresentadas e discutidas brevemente nessa unidade do livro. Referente às atividades realizadas na etapa de Controle da Força de Vendas, assinale a alternativa correta. a) Envolve a etapa de conhecimento e análise das necessidades, desejos e com- portamento do público da organização, além dos fatores e/ou forças internas e externas da organização e que influenciam no seu desenvolvimento no mer- cado. b) Trata-se da análise e do gerenciamento de territórios, por meio do processo de recrutamento, seleção, treinamento e motivação dos colaboradores da organi- zação, com foco principal na equipe de vendas. 35 c) Nessa etapa, são trabalhadas as análises referentes à administração de confli- tos, o controle da força de vendas e a auditoria de vendas, visando monitorar os resultados dos esforços de vendas. d) É a etapa na qual a organização define, com base em seus objetivos e metas de mercado, as cotas e os territórios de vendas nos quais encontram-se seus públicos atuais e potenciais. e) Envolve a etapa de análise do modo de governança ou formato de entrada da força de vendas no mercado e das melhores formas de remuneração da equi- pe e de cada profissional, conforme as necessidades da empresa. 36 A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO EM VENDAS Vender não é simplesmente expor um produto no ponto de venda e esperar que o con- sumidor o encontre. O processo de vendas envolve etapas antes, durante e após a com- pra, e que precisam ser planejadas pelas organizações. Então basta treinar e capacitar os profissionais de vendas que tudo se resolve? Quem ainda pensa assim está equivocado. Vender envolve planejamento. Todo processo inicia-se conhecendo o público que a organização pretende atingir e em qual mercado irá atuar. Pensar em público somente com definição de idade, sexo (gêne- ro) e renda não basta, é preciso conhecer seu perfil e hábito de consumo, ou seja, saber por que este compra, com qual frequência e quais são suas necessidades e desejos de consumo. Conhecer o mercado também é preciso para que a organização saiba onde e com quem irá trabalhar. Ao analisar os macroambientes, que são as variáveis externas de mercado, é possível levantar informações importantes para o desenvolvimento do planejamento estratégico e de vendas das organizações no mercado. Tais informações auxiliarão também no conhecimento da concorrência. Afinal, é preciso saber o que seus concorrentes diretos e indiretos estão fazendo. Não adianta achar que seu produto e/ou serviço é o único e melhor do mercado, sempre haverá concorrência em busca de espaço e lucro. Feito isso, e olha que nem falamos ainda do processo de vendas, estamos somente no pré-venda, as organizações passam a analisar e definir seus objetivos, metas e cotas de mercado. É importante ressaltar que para definir números e objetivos a serem alcançados é pre- ciso conhecer muito bem o mercado, saber seu potencial e traçar metas que realmente sejam possíveis de serem alcançadas. Muitas organizações, “iludidas” com a ideia de que podem dominar o mercado, esti- pulam metas irreais e que jamais poderão ser alcançadas. Atingir 5% de um mercado nacional pode ser excelente, dependendo da quantidade de concorrentes que a sua empresa possui. Além disso, todas as metas e objetivos de um planejamento devem ser mensuráveis e acompanhados constantemente. E, em caso de falhas, corrigidos imediatamente. Passadas essas análises, as organizações começam a se preocupar com a capacitação e treinamento da sua equipe de vendas. Nesse momento, serão trabalhadas estratégias e técnicas de vendas, definição do perfil dos vendedores e apresentação e treinamentos quanto aos produtos e/ou serviços vendidos. 37 Após isso, chegaremos ao período de vendas, ou seja, o ‘durante’ que já citamos no iní- cio deste texto. É aqui que o profissional de vendas mostrará suas habilidades e deverá compreender as necessidades e os desejos dos consumidores. É preciso oferecer o produto correto, no momento certo, e resolver o “problema” pelo qual o consumidor foi motivado a compra. Contudo, tudo não termina aqui. E como mensurar os resultados? E o pós-vendas? Será que o consumidor ficou satisfeito? É aqui que será trabalhado o pós-vendas, não somente para medir o nível de satisfação dos consumidores, mas também para avaliar e acompanhar o desempenho da equipe de vendas. Administrar os conflitos que apareceram, compreender as falhas durante o processo de vendas e, por que não, entender também o que foi realizado com sucesso, para que seja usado futuramente em novos planejamentos. Ao realizar essas etapas, que aqui foram apresentadas brevemente, as organizações con- seguem direcionar e elaborar o seu planejamento de vendas. E ao planejar, os objetivos e metas ficam mais fáceis de serem alcançados, e os resultados esperados terão maior lucratividade para a organização. Então, não se esqueça: planejar é preciso e necessário, principalmente em um mercado competitivo. Fonte: a autora. MATERIAL COMPLEMENTAR Os sete passos do planejamento de vendas: como planejar as vendas do varejo de forma integrada com os resultados Alain Winandy Editora: Bookess Sinopse: um livro prático, de fácil entendimento e aplicação, resultado experimentado e consagrado na prática em empresas de varejo de variados portes. Não é necessário ser grande para planejar e se organizar, mas sim é necessário planejar e se organizar para ser grande. A competitividade no varejo é muito forte, mas � que tranquilo: amanhã vai ser ainda maior. Por isso, operar a empresa com e� cácia é cada vez mais importante. O livro Os Sete Passos do Planejamento de Vendas foi elaborado com esse objetivo e, além de otimizar as vendas, permite que o faça contemplando um dos maiores desa� os do varejo: vender mais com lucro. REFERÊNCIAS 39 CARAVANTES, G. R., PANNO, C. C, KLOECKNER, M. C. Administração: teorias e pro- cessos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005. CASTRO, L. T.; NEVES, M. F. Administração de Vendas. Planejamento, Estratégia e Gestão. São Paulo: Atlas, 2014. CHIAVENATO, I. Iniciação à Administração Geral. 3 ed. rev. e atual. Barueri, SP: Ma- noel, 2009. CHIAVENATO, I. Administração de Vendas: uma abordagem introdutória. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. COBRA, M. Administração de Vendas. São Paulo: Atlas, 2011. FUTRELL, C. M. Vendas: fundamentos e novas práticas de gestão. São Paulo: Saraiva, 2003. GOBE, A. C.; MOREIRA, J. C. T.; FISCHER, C. H.; SOUSA, J. J. de; PASQUALE, P. P. Admi- nistração de vendas. São Paulo: Saraiva, 2007. HILLMANN, Ricardo. Administração de vendas, varejo e serviço. Curitiba: Intersa- beres, 2013. INGRAM, T. N.; LAFORGE, R. W.; AVILA, R. A.; SCHWEPKER JR, C. H.; WILLIAMS, M. Geren- ciamento de Vendas: análise e tomada de decisão. São Paulo: Cengage Learning, 2008. MATTAR, F. N. Administração de Varejo [recurso eletrônico]. Rio de Janeiro: Else- vier, 2011. STANTON, W. J.; SPIRO, R. Administração de vendas. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2000. TEIXEIRA, E. A.; TOMANINI,C.; MEINBERG, José Luiz; PEIXOTO, Luiz Carlos. FUNDA- ÇÃO GETULIO VARGAS. FGV MANAGEMENT. Gestão de vendas. 4. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2008. ZENONE, L. C. BUAIRIDE, A. M. R. Marketing da Promoção e Merchandising. Con- ceitos e estratégias para ações bem sucedidas. São Paulo: Cengage Learning, 2011. REFERÊNCIA ON-LINE ¹ Em: <http://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/UFs/RJ/Menu%20Ins- titucional/Orienta%C3%A7%C3%A3o_Planejamento%20estrat%C3%A9gico.pdf>. Acesso em: 20 mar. 2017. ² Em: <http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/planeja- mento-de-vendas/48351/>. Acesso em: 09 mar. 2017. GABARITO 1) As Empresas Públicas são aquelas de propriedade do Estado ou que contam com participação majoritária do Estado. Têm como objetivo prestar serviços pú- blicos à sociedade, como, por exemplo, aqueles voltados à saúde pública. E as Empresas Privadas são aquelas de propriedade e fins particulares, e tem como fim produzir produtos ou prestar serviços com o objetivo de obter lucro, para que possam se manter ativa financeiramente no mercado, investir mais no de- senvolvimento da empresa, direcionar pagamentos a funcionários e fornecedo- res e gerar rentabilidade aos seus proprietários. 2) A alternativa correta é a B. 3) Desde a Grécia Antiga existem registros de venda, que era vista somente como uma atividade de troca, porém a função do vendedor não existia em quantida- de mensurável nesse período e era realizada por comerciantes, mercadores e artesãos. Com a Revolução Industrial, a função do vendedor ganha vida e passa a se desenvolver, o comércio passa a se desenvolver e, com o surgimento das necessidades dos consumidores no mercado, cada vez mais o número e a função dos vendedores aumenta. Após a Era Pós-Revolução Industrial, e com a implan- tação das ferrovias no país, o vendedor ganha destaque, surgindo a atividade de “caixeiro-viajante”. E a partir da década de 40, a venda pessoal torna-se mais pro- fissional. Além das exigências feitas pelos compradores, os próprios profissionais de venda passam a buscar por mais informações da profissão, o que gera uma demanda pela capacitação e profissionalização do vendedor. E tal modificação vem crescendo e sendo realizada até os dias de hoje. 4) Ações de mercado que influenciam o processo de vendas: • Análise do mercado de atuação da empresa, para conhecimento da sua área/ região de atuação, identificando os pontos fortes, os pontos fracos, as ameaças e oportunidades de mercado. • Identificar as oportunidades com os clientes e empresas existentes no mercado. • Manter relacionamento com clientes e influenciadores de mercado. • Negociar com os clientes, em busca de rentabilidade e percepção de valor para a empresa. • Avaliar a satisfação do cliente com relação aos produtos e serviços prestados. • Compreender que nem sempre volume de vendas representa lucratividade para a empresa. 5) A alternativa correta é a E. 6) A alternativa correta é a C. U N ID A D E II Professora Me. Cláudia Cristina Batistela Francisco COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO Objetivos de Aprendizagem ■ Conhecer a importância da análise de mercado e suas ferramentas. ■ Compreender a importância na análise da concorrência existente no mercado e sua influência no processo de vendas. ■ Analisar o comportamento e necessidades do comprador como ferramenta estratégica de vendas. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Análise do Ambiente de vendas: variáveis internas e externas ■ Análise da concorrência em vendas ■ Comportamento e necessidades do comprador Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 43 INTRODUÇÃO Nessa segunda unidade, abordaremos as etapas iniciais do Planejamento Estratégico de Vendas. A análise de mercado será abordada com o intuito de apresentar a vocês as formas e variáveis utilizadas pelas organizações para que possam conhecer o seu mercado de atuação. Serão definidas e discutidas as análises internas e externas da organização, como atividade para levantamento dos pontos positivos e/ou negativos, bem como as ameaças e oportunidades de mercado. Nosso objetivo será o de oferecer as ferramentas de análise propostas às organizações, para que a empresa e, principalmente, a equipe de vendas, reali- zem análises e busquem informações de mercado para que possam traçar suas estratégias. Abordaremos logo no início as análises e atividades referentes aos macro- ambientes e microambientes de mercado e da organização. Na sequência, será discutido e apresentado um tópico específico quanto à importância e necessi- dade da análise de concorrência. É importante ressaltar, antes que nossos estudos se iniciem, que existem diversos tipos de concorrentes, e que não há no mercado, empresa, produto e/ ou serviço que não possua concorrência. Para uma equipe de vendas, conhecer as características e ações de mercado de seus concorrentes torna-se atividade indispensável de trabalho diário e constante. Nosso objetivo neste momento não está em somente definir os tipos de con- correntes existentes. É preciso oferecer informações e ferramentas para que a equipe de vendas possa conhecer e analisar estratégias e objetivos de vendas, os territórios de atuação e como realizam seus trabalhos de treinamento e motiva- ção da equipe de vendas de empresas concorrentes. Por fim, teremos a análise do comportamento do consumidor durante o pro- cesso de vendas. Serão apresentados os fatores que influenciam na decisão de compra, sendo esses os fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos, além do conhecimento e compreensão das etapas realizadas pelos consumidores durante o processo de decisão de compra. COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E44 ANÁLISE DO AMBIENTE DE VENDAS: VARIÁVEIS INTERNAS E EXTERNAS O mercado atual, independente do segmento de atuação da empresa, apresenta- -se em transformação e evolução. O número de concorrentes está cada vez maior, bem como a variedade de produtos e serviços, o que leva a uma competitividade de preços e benefícios oferecidos aos consumidores. Há também a busca pela satisfação das necessidades dos consumidores, que estão cada vez mais exigentes. E, por esse motivo, passaremos a abordar não somente a atual situação do mercado de vendas no país, mas também as variáveis a serem analisadas no Ambiente de Vendas, e que auxiliam no desenvolvimento da empresa em seu mercado de atuação. VARIÁVEIS AMBIENTAIS: MACROAMBIENTE E MICROAMBIENTE Já compreendemos até o momento que as empresas estão inseridas em um ambiente de atuação, e que este sofre influências de todos os lados no seu desen- volvimento. Tais influências devem ser analisadas, conhecidas e apresentadas nas ações e planos da empresa e, para isso, passaremos agora a analisar as variáveis influenciadoras de mercado, começando pelo Macroambiente. O Macroambiente no qual a empresa está inserida, segundo Gobe et al. (2007), é determinado e composto por forças que não podem ser controladas Análise do Ambiente de Vendas: Variáveis Internas e Externas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 45 diretamente e que envolvem variáveis demográficas, econômicas, sociais e cul- turais, políticas, tecnológicas e naturais. Essas variáveis são analisadas dentro do planejamento estratégico da empresapor meio da elaboração de cenários e atuam de maneira integrada, sendo que a variação de uma delas pode influenciar no desenvolvimento da empresa no mercado. As variáveis Demográficas envolvem o estudo da população e do público alvo da empresa com base nas variáveis tamanho, densidade, localização, sexo, idade, raça, ocupação, entre outros dados que permitam traçar o perfil do con- sumidor da empresa. Kotler e Armstrong (2007) afirmam que essas variáveis são de grande importância para a empresa, pois envolve a análise de pessoas, e pes- soas movimentam o mercado. Sendo que a principal força demográfica a ser monitorada pelas organizações é a população, pois com a análise, tanto empresa, quanto da equipe de vendas, passarão a conhecer o perfil do público alvo a ser atingido. E para que você possa compreender melhor, vamos conhecer e discutir os principais pontos a serem analisados dentro dessa variável, isso com base em Kotler e Keller (2006): ■ Crescimento da População: é preciso compreender o cenário de cres- cimento (ou não) da população no mercado em que se atua. É nesse momento que as organizações e sua equipe de vendas estudem e levantem dados quanto à porcentagem e/ou número dos indivíduos que compõem o seu segmento de atuação. Tais informações são importantes para a com- preensão se há ou não público suficiente para a venda do produto e/ou serviço, e se o mercado está ou não em crescimento. ■ Composição Etária: envolve a divisão do público da empresa conforme a faixa etária (idade). Kotler e Keller (2006, p. 79) determinam que a popu- lação está dividida em 6 (seis) grupos sendo os “[...] pré escolares, crianças em idade escolar, adolescentes, adultos jovens (25 a 40 anos), adultos de meia idade (40 a 65 anos) e idosos (mais de 65 anos)”. ■ Mercados Étnicos e outros mercados: nesse momento, tanto as orga- nizações, quanto a sua equipe de vendas, passam a estudar as diferenças étnicas e raciais do público a ser trabalhado. As empresas estão preocupadas COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E46 em atender às necessidades de cada mercado, direcionando seus produtos ao que cada grupo (étnico e racial) busca. Por exemplo, em uma região há um grande número de imigrantes de um determinado país, conhecendo essa diversidade, a organização pode oferecer profissionais de vendas aptos a realizarem a demonstração do produto na língua (idioma) nativo desse público, sendo esse um diferencial de mercado frente aos concorrentes. ■ Grau de Instrução: essa etapa de análise da variável visa compreender a escolaridade do público alvo da empresa. ■ Padrões Familiares: consiste na composição familiar do público, por exemplo, famílias compostas por pai, mãe e filhos, pessoas que moram sozinhas, casais hetero e homossexuais, famílias com apenas um adulto, entre outros. Essa análise dá ênfase nos hábitos e perfis familiares e diários do público a ser trabalhado, proporcionando à organização conhecimento de suas necessidades e desejos de consumo. Por outro lado, as variáveis Econômicas estão relacionadas à renda e potencial de compra do consumidor. Variações econômicas no mercado refletem no com- portamento do consumo do público alvo da empresa e, consequentemente, em sua lucratividade. Fatores externos à organização são capazes de influenciar, tanto de maneira positiva, quanto negativa, as vendas de seus produtos e/ou serviços no mer- cado. Tais fatores estão relacionados, principalmente, às variáveis apresen- tadas no macroambientes das organizações, sendo uma dessas a variável econômica. Vivemos um período de crise e dificuldades econômicas no país, e que refletem nos resultados de vendas e lucratividade das organizações no mercado. Fonte: adaptado de Cury e Caoli (2015, on-line)¹. Análise do Ambiente de Vendas: Variáveis Internas e Externas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 47 Questões relacionadas ao aumento ou diminuição do PIB (Produto Interno Bruto) do país, a elevação ou queda nas taxas de juros, a inflação, entre outros, são fatores econômicos que influenciam no comportamento de compra do consumidor. Lupetti (2007) determina em seus estudos que a renda familiar do público a ser trabalhado pela organização deve ser analisada e conhecida, pois esta influen- cia na venda de produtos e/ou serviços no mercado. A autora divide a análise da renda com base em 3 (três) aspectos: a renda bruta (quantia total ganha por um indivíduo ou família durante o período de um ano), a renda disponível (refere-se ao dinheiro que sobra ao indivíduo ou a família após o pagamento de impostos) e a renda discricionária (dinheiro que sobra ao indivíduo ou à família após o pagamento de impostos e das despesas essenciais). Conhecendo o produto e/ou serviço vendido, a equipe de vendas saberá em qual aspecto, referente à renda, encontra-se se público. Por exemplo, se o pro- duto vendido for algo considerado supérfluo pelo público, a equipe de vendas saberá que só será destinada verba (dinheiro) para sua aquisição após o consu- midor realizar o pagamento dos impostos e das despesas essenciais. O que leva a busca de conhecimento da renda discricionária desse público. É importante, também, ressaltar nesse momento que as empresas com- preendem qual o potencial de compra do seu consumidor (renda) e a situação econômica do mercado e local de atuação (crescimento ou declínio), para que possam compreender se há ou não potencial de consumo de seu produto e/ou serviço. Os fatores sociais, comportamentais, de crenças e culturais, que envolvem as pessoas de uma sociedade, são apresentados e analisados nas variáveis Sociais e Culturais. Lupetti (2007) afirma que tais comportamentos sociais do consumi- dor podem indicar tendências a serem aproveitadas no planejamento estratégico da empresa. Esse ponto vem sendo muito analisado pelas organizações, afinal, pessoas não são determinadas apenas por idade, gênero e renda. Atualmente, o foco de compreensão do público está no conhecimento de seus hábitos e perfis de COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E48 consumo, e que estão diretamente relacionados aos fatores sociais (comporta- mento da sociedade onde vive) e culturais (crenças, valores e hábitos). Kotler e Keller (2006) determinam que a sociedade preserva e apresenta crenças, valores e hábitos e que são ou não absorvidos pelos indivíduos. É pre- ciso compreender que cada sociedade (região) apresentará uma cultura base e que moldará o comportamento diário e social dos indivíduos. Compreender a cultura do público com o qual trabalhará o processo de ven- das auxilia a organização no entendimento de suas necessidades e desejos de consumo. Por exemplo, no Brasil temos como hábito alimentar o almoço como refeição principal do dia, já em regiões como nos Estados Unidos, a cultura ali- mentar muda, sendo o café da manhã a principal refeição. Pensando em uma empresa de lanches, esta não poderia focar a venda prin- cipal de seus produtos no Brasil para a refeição do almoço, pois nossa cultura nos diz que lanche não deve substituir “comida” (arroz, feijão e carne, por exemplo). Enquanto a população americana consome lanche como refeição rápida para o almoço, pois sua principal refeição já foi realizada no café da manhã. Compreender tais variáveis também permite que a empresa apresente e desenvolva seu produto com base nos conceitos apresentados pelo público. Por exemplo, fatores culturais dificilmente serão mudados, assim, a empresadeve conhecê-los e adaptar seus produtos e/ou serviços a essa realidade, para que o consumidor se identifique com a empresa e realize a compra. Entretanto, além de compreender o perfil do consumidor e seus comporta- mentos de mercado, as empresas devem se atentar às leis e normas que regem o seu mercado de atuação, e que estão inseridas na variável Política. O Ambiente político “[...] é composto por leis, regras e regulamentações que limitam e influen- ciam as organizações e a sociedade [...]” (LUPETTI, 2007, p. 35). Não basta apenas a empresa ter um excelente produto, com preço competitivo no mercado, é preciso conhecer e seguir as regulamentações legais de produção, venda, compra e divulgação dele no mercado. Infringir uma dessas normatiza- ções pode prejudicar a imagem e até a lucratividade da empresa. As variáveis Tecnológicas envolvem um ambiente que muda rapidamente, afi- nal, novas tecnologias geram novos mercados e novas oportunidades de negócios Análise do Ambiente de Vendas: Variáveis Internas e Externas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 49 para a empresa. Essa variável é constituída por pesquisas, invenções, desenvol- vimento científico e inovações que resultam em produtos e serviços (KOTLER; ARMSTRONG, 2007). A tecnologia também está relacionada ao hábito de consumo das pessoas. É válido lembrar que hoje vivemos em uma sociedade na qual as pessoas têm a possibilidade e a facilidade (devido aos preços e formas de pagamento ofereci- dos no mercado) de usar e trabalhar com a tecnologia diariamente. O uso de computadores e celulares para a busca de informações e a compra de produtos e/ou serviços tornou-se algo rotineiro e um comportamento usual dos públicos. Ao conhecer esse comportamento e hábito do consumidor, as orga- nizações podem traçar suas estratégias de comunicação focada nesses meios, e a equipe de vendas pode se preparar para atender um público que já pesquisou e buscou informações previamente nessas tecnologias. Além disso, cabe à equipe de vendas conhecer e utilizar dessas novas formas de tecnologia para manter contato com o seu público. E as variáveis Naturais envolvem os recursos naturais utilizados pela empresa ou que serão afetados pela sua atuação e produção no mercado. As empresas estão cada vez mais conscientes quanto às regulamentações governamentais e à “pressão” da sociedade por ações e produtos que se preocupem com o meio ambiente e a sustentabilidade. Cabe às empresas analisarem e compreenderem a influência que cada uma das variáveis apresentadas podem exercer no seu processo de vendas. Uma crise econômica irá refletir na procura e compra de produtos que não sejam conside- rados de necessidade básica pelo consumidor. O não conhecimento do perfil do público alvo da empresa pode levar a equipe de vendas a direcionar suas estra- tégias para os consumidores errados, não gerando lucros à empresa. Exemplos simples como esses parecem irrelevantes no dia a dia de uma empresa, mas as variáveis do macroambiente, conforme já discutimos no início dessa análise, são incontroláveis para as empresas e por isso devem ser monito- radas constantemente. Conhecer cada uma das variáveis permite o planejamento de ações de vendas direcionadas às necessidades de mercado, evitando falhas em seu processo. COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E50 Agora que já discutimos o Macroambiente, ainda precisamos discutir as variáveis do Microambiente. A análise do microambiente – forças à empresa que afetam sua habili- dade de servir os clientes, seus canais de marketing e todos os públicos relacionados a ela, mas que podem ser controladas pela empresa – é sempre feita considerando-se a empresa como centro e o que os diver- sos públicos esperam dela (GOBE et al., 2007, p. 16). É formado por variáveis internas relacionadas à empresa e variáveis externas relacionadas ao mercado e que envolvem fornecedores, intermediários, clien- tes e concorrentes. Honorato (2004) afirma que o Microambiente é formado por fatores e agen- tes que afetam diretamente o desenvolvimento de uma empresa, e podem ser controlados e monitorados pelas suas ações mercadológicas. Sua análise pode ser realizada com base na Análise de SWOT (Pontos Fortes, Pontos Fracos, Ameaças e Oportunidades), e podem ser aplicadas tanto para análise do mercado de atuação da equipe de vendas, como para análise da pró- pria equipe de vendas. O quadro a seguir representa o que cada variável deve analisar nesse momento: Quadro 1 - Análise de SWOT Ambiente Pontos Positivos Pontos Negativos Interno Forças Fraquezas Externo Oportunidades Ameaças Fonte: elaborado pela autora. O ambiente interno envolve os fatores relacionados à empresa. Dentro de um processo de vendas deve-se analisar o que a empresa apresenta de força (pontos positivos) a serem descartados ao consumidor referente ao seu produto e/ou ser- viço, por exemplo. E quais são as suas fraquezas (pontos negativos) que devem ser corrigidos, como falhas de comunicação interna, por exemplo, que podem prejudicar nas informações passadas à equipe de vendas (LUPETTI, 2007). Análise do Ambiente de Vendas: Variáveis Internas e Externas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 51 Além disso, o Microambiente está relacionado à empresa, fornecedores, intermediários, concorrentes e públicos (KOTLER; ARMSTRONG, 2007). Ao elaborar seus planos de ação, a empresa deve levar em consideração o público interno da empresa, formado pelos seus colaboradores, o que envolve desde a alta direção até os funcionários que estão em contato direto com os consumi- dores, como a equipe de vendas. Referente aos fornecedores, os autores os apresentam como aqueles que oferecem os recursos necessários para que a empresa produza seus produtos e serviços. Problemas ocasionados com e por fornecedores podem resultar nega- tivamente no resultado final da empresa aos consumidores. Os intermediários, por sua vez, são apresentados por Honorato (2004) como aqueles que promovem, vendem e distribuem os produtos da empresa para os consumidores finais. Nesse momento, as empresas passam a atuar pelo inter- médio de atacadistas e varejistas para exposição de seus produtos no mercado. As ações e ofertas dos concorrentes também são foco de análise da empresa. Além de conhecer suas estratégias mercadológicas e seus produtos e/ou serviços disponibilizados aos consumidores, é por meio da comparação com os concor- rentes, que a empresa consegue identificar seus pontos fortes e fracos. Tais análises serão abordadas na sequência, no próximo tópico dessa unidade, na qual você conhecerá um pouco mais sobre a importância e como realizar a análise dos concorrentes das organizações no mercado. E os clientes, segundo Lupetti (2007), são o foco da empresa, sendo neces- sário conhecer seu perfil, hábitos de consumo e opiniões, para que as ações mercadológicas sejam direcionadas a eles. Por outro lado, o ambiente externo trabalha com variáveis de mercado, que podem prejudicar ou contribuir no desenvolvimento da empresa. As variáveis destacadas e discutidas no Macroambiente se encaixam nessa análise. Nesse momento, a equipe de vendas deve analisar quais ações de mercado podem contribuir para o desenvolvimento da empresa (oportunidades) e quais podem prejudicar sua atuação e venda (ameaças) (KOTLER; ARMSTRONG, 2007). Agora que compreendemos quais variáveis influenciam nodesenvolvimento da empresa e da sua equipe de vendas no mercado, passaremos a discutir, bre- vemente da atual situação do segmento de vendas. COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E52 ANÁLISE DA CONCORRÊNCIA EM VENDAS Quanto à análise da concorrência, a sugestão é mapear os elementos da administração de vendas das principais empresas concorrentes e com- parar com a organização da empresa para que se está fazendo o plano (CASTRO; NEVES, 2014, p. 74). O objetivo de nossos estudos, ao iniciar essa etapa com uma citação dos autores, é demonstrar, o quanto a análise e conhecimento das empresas concorrentes no mercado auxiliam o desenvolvimento e o processo de vendas de uma organização. A coleta de informações, proposta pelos autores, ao definir a necessidade do mapeamento e análise da concorrência, pode contar com o auxílio da equipe de vendas, devido ao seu contato com o mercado. Castro e Neves (2014) propõem uma sequência de itens a serem analisados pela empresa para que esta possa conhecer sua concorrência no mercado, e que são apresentados no quadro a seguir. Fazer um planejamento não é tarefa para uma única pessoa, mas um traba- lho de equipe, que requer pessoas que entendam de mercado e pesquisa. (Marcélia Lupetti) Análise da Concorrência em Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 53 Quadro 2 - Tópicos para análise da concorrência em vendas ITENS DE COMPARAÇÃO COM PRINCIPAIS CONCORRENTES • Papel estratégico da função de vendas (principais funções e atividades). • Formato de entrada utilizado (representantes comerciais, vendedores contrata- dos, franquias, distruidores exclusivos, distribuidores não exclusivos). • Especialização de equipe de vendas (por produto, por território, por cliente, por função, híbrida). • Quotas e objetivos de vendas (quais os principais itens de quotas de atividades, volumes, financeiras) • Estrutura organizacional de vendas (como é a Estrutura da empresa) • Como são desenhados os territórios de venda da concorrência e por qual crité- rio? • Qual o número de vendedores da concorrência e qual o critério para sua deter- minação? • Quais os critérios para a administração de clientes (número de visitas, frequên- cia, desenvolvimento de relacionamentos, classificação de clientes em catego- rias, entre outras práticas existentes)? • Tipos de relatórios de informações de mercado existentes. • Existência de conflitos entre vendedores, vendedores e empresa, vendedores e outros canais de distribuição e como esses conflitos são resolvidos ou minimiza- dos. • Formas de recrutamento e seleção utilizados e técnicas de motivação para a equipe. • Formação do plano de remuneração concorrente. • Tipos de controle utilizados pela administração de vendas como atividades de resultados, relatórios existentes, entre outros. Fonte: Castro e Neves (2014, p. 74). O objetivo está em conhecer não somente o que as empresas concorrentes vendem e oferecem ao seu público no mercado, mas também suas estratégias e objetivos de vendas, bem como seus territórios de atuação e como realizam seus traba- lhos de treinamento e motivação com a equipe de vendas. Chiavenato (2014) define a concorrência como aquelas empresas que pos- suem produtos e/ou serviços similares ou que disputam a mesma parcela (fatia) de mercado que a sua organização, sendo dividida em Real e Potencial: COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E54 Concorrentes reais são as empresas que estão competindo e disputando o mercado e a clientela de uma outra empresa. Concorrentes potenciais são as empresas que, embora não estejam competindo e disputando o mercado e a clientela de determinada empresa neste momento, têm to- das as condições para tanto, faltando apenas uma decisão nesse sentido (CHIAVENATO, 2014, p. 90). É válido ressaltar e relembrar a importância para as organizações conhecerem seus concorrentes, tanto reais quanto potenciais, e se prepararem para suas ações de mercado. Kotler e Keller (2006) afirmam que pode parecer simples para uma organiza- ção analisar e conhecer seus concorrentes, mas que a quantidade de concorrentes potenciais e reais de uma organização é muito maior e mais complexa do que se imagina. Com base nessas informações, os autores determinam que, após definir seus concorrentes, as empresas devem conhecer suas estratégias, seus objetivos, suas forças e fraquezas. Honorato (2004) afirma, por outro lado, que dificilmente haverá um pro- duto e/ou serviço no mercado que não possua concorrência. E para analisar o mercado competitivo, os autores propõem uma análise da estrutura na qual a empresa pretende atuar. Quadro 3 - Estruturas de Mercado TIPO DESCRIÇÃO EXEMPLOS Concorrência pura Há muitos vendedores de produtos idênticos e cada ven- dedor tem uma participação pequena no mercado. Cereais, frutas, verduras. Concorrência mono- polista Há muitos vendedores de produtos similares, mas com alguma diferenciação, e cada vendedor tem uma participa- ção pequena no mercado. Serviços bancários, combustíveis. Análise da Concorrência em Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 55 Oligopólio Há poucos vededores de produtos muito semelhantes que controlam a maior parte do mercado. Pneus, serviços telefôni- cos, cimento. Monopólio Uma única empresa vende um produto no mercado. Energia elétrica, refino de pretróleo no Brasil. Monopsônio Uma única empresa compran- do um produto no mercado. Uma única refinaria de açúcar em uma região agrícola é um monop- sonista no mercado no mercado local de açúcar de beterraba. Fonte: Honorato (2004, p. 48). É preciso que a organização conheça em qual estrutura (tipo) está, para que possa traçar suas estratégias frente aos seus concorrentes de mercado, e assim desta- car-se perante o seu público alvo. Em caso de Concorrência Pura, por exemplo, as empresas enfrentam uma grande quantidade de concorrentes, o que irá demandar em mais ações de mer- cado para que o público saiba da existência da organização e realize a compra. Além disso, as estruturas de cada setor podem mudar com o tempo, o que levará a organização a realizar uma adequação de suas atividades e ações de mer- cado. Sendo assim, acompanhar o desenvolvimento de mercado e da concorrência torna-se cada vez mais importante para que a empresa consiga se manter ativa e participativa no mercado. O que compreendemos nesse momento é que cabe a cada organização rea- lizar sua análise de mercado, conhecendo seus concorrentes, mas não somente o que vendem. É preciso compreender suas estratégias, suas atividades quanto a territó- rios de vendas, cotas, metas, e qual as ações que realizam para atingir o público alvo de venda. COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E56 COMPORTAMENTO E NECESSIDADES DO COMPRADOR Uma das análises a serem realizadas pelas organizações, durante as etapas de ven- das, envolve o processo de decisão de compra do consumidor. Castro e Neves (2014, p. 53) afirmam que “com base nas etapas de compra do consumidor, pode- -se identificar quais seriam as atividades necessárias de marketing e qual o papel do vendedor ou da função de vendas em cadauma delas”. Vamos iniciar essa parte do estudo compreendendo que o comportamento do consumidor é influenciado por fatores culturais, sociais, pessoais e psicoló- gicos (KOTLER; KELLER, 2006). Para traçar e implementar com eficiência as melhores estratégias de posi- cionamento de marca, as empresas devem prestar a máxima atenção aos concorrentes. Os mercados se tornaram competitivos demais para que se possa manter o foco apenas no consumidor. (Philip Kotler e Kevin Lane Keller) Comportamento e Necessidades do Comprador Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 57 Os fatores culturais estão relacionados à cultura, subcultura e à classe social a qual pertence o público da organização. Os autores determinam que a cultura está relacionada aos valores, crenças, percepções e comportamentos aprendidos pelos indivíduos durante a sua vida. A subcultura, porém, envolve as diferenças culturais, conforme a região, nacionalidade, religiões e socialização dentro de uma cultura. E, por fim, a classe social, determinada pelas variáveis referente à ocupação, renda propriedade, grau de instrução e orientação para valores. Cada classe social apresenta um comportamento diferente quanto à lingua- gem, consumo, preferências de atividades, entre outros. Além de que cada classe apresenta um comportamento diferente quanto à marca, produto e/ou serviço a ser adquirido. Os fatores sociais envolvem os grupos de referências (que serão apresenta- dos ainda neste tópico de discussão do estudo) e os papéis e status do indivíduo dentro de uma sociedade. Kotler e Keller (2006, p. 179) afirmam que “as pessoas escolhem produtos que comunicam seu papel e status, real ou desejado, na sociedade”. Há uma pre- ocupação do indivíduo com a forma como a sociedade irá receber e reagir à sua compra. Ou seja, uma pessoa inserida em determinado grupo social tem a ten- dência em adquirir produtos que se encaixem ao perfil desse grupo e que lhe agreguem status. Os fatores pessoais relacionam-se à idade e ao ciclo de vida do consumidor, pois em cada etapa da vida os indivíduos têm hábitos e preferências de consumo diferentes; à ocupação e circunstância econômica, pois, devido à condição social e financeira do consumidor (renda), este optará pelo tipo e padrão do produto e/ou serviço a ser adquirido; e o estilo de vida e valores, que são determinados pelo padrão de vida do consumidor relacionado a suas atividades, interesses e opiniões. Por fim, os fatores psicológicos relacionados à motivação (motivo/necessi- dade pela qual o indivíduo compra), a percepção (recepção, análise e organização das informações recebidas), a aprendizagem (mudança de comportamento com base nas experiências vividas) e a memória (informações e experiência guarda- das na mente do consumidor) (KOTLER; KELLER, 2006). COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E58 É importante ressaltar que os compradores apresentam necessidades distin- tas, e que motivam o comportamento de compra. Assim, cabe às organizações, e também à equipe de vendas, compreender e observar esses comportamen- tos, para que possam desenvolver técnicas que auxiliem no processo de vendas. O comportamento do consumidor sofre influência de diversos estímulos das mais variadas fontes e formas. Gobe et al. (2007) descrevem o processo de deci- são de compra com base na figura a seguir. Figura 1 - Processo de Decisão de Compra. Fonte: Gobe et al. (2007, p. 143). A primeira etapa, apresentada pelo autor, é definida como o Reconhecimento do problema ou necessidade. É nesse momento que surge a necessidade ou o desejo de consumo, e o consumidor percebe que há um “problema” a ser resolvido. Esse tal “problema” pode surgir com base em estímulos internos ou espon- tâneos (sendo esses relacionados às necessidades básicas, como fome e frio), ou por estímulos externos ou provocados por alguma fonte (como, por exemplo, o estímulo pela propaganda). A etapa da Busca de Informações envolve o momento em que o consumi- dor inicia um processo de busca de dados e informações sobre o produto e/ou serviço que deseja adquirir. Kotler e Keller (2006) apresentam as principais fon- tes de informações, as quais os consumidores recorrem para buscar tais dados e conteúdos sobre o que deseja adquirir. Comportamento e Necessidades do Comprador Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 59 Tais fontes são divididas em Fontes Pessoais (amigos, vizinhos, conheci- dos e família), Fontes Comerciais (propaganda, vendedores, representantes, embalagens e mostruários), Fontes Públicas (meios de comunicação de massa e organizações de classificação de consumo) e as Fontes Experimentais (manu- seio, exame e uso do produto). A equipe de vendas encaixa-se nas Fontes Comerciais, sendo importante que, nesse momento em que o consumidor busca informações com essa fonte, este- jam aptos e capacitados a transmitirem todas as informações necessárias para o esclarecimento das dúvidas do público. Na etapa de Avaliação de Alternativas, os compradores podem sofrer influ- ências racionais e/ou emocionais para decidirem o que querem ou não comprar. Gobe et al. (2007) determina que não existe uma regra nesse momento de decisão, mas que a influência será com base no produto e/ou serviço que está comprando e qual o seu objetivo de compra. Os consumidores usarão de fatores emocionais e/ou racionais para definirem o produto e/ou serviço que desejam adquirir. Na sequência, será realizada a etapa de Decisão de Compra, ou seja, o momento em que o comprador realiza ou não a opção pela compra. Samara e Morsch (2005, p. 35) determinam que “uma decisão final é tomada para satisfa- zer uma necessidade, e essa decisão inclui a seleção do tipo de produto, a marca, a loja (ou outra fonte) e a forma de pagamento”. Nesse momento, os consumidores farão uma análise dos benefícios que serão recebidos com a compra, sendo necessário que a equipe de vendas e a organização conheçam o que o consumidor busca, para que possam oferecer e realizar a venda. Por fim, tem-se a etapa de Avaliação da Compra, que envolve o com- portamento do consumidor após a compra (pós-compra). Nesse momento, o consumidor pode ou não ficar satisfeito com a sua aquisição A satisfação do consumidor está relacionada ao atendimento ou não de seus expectativas, com base no que procurava e esperava no produto e/ou serviço adquirido (KOTLER, KELLER, 2006). COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E60 Em cada uma das etapas descritas anteriormente, não só a empresa, mas também a equipe de vendas, devem agir e realizar ações na busca de conheci- mento e informações sobre como seus públicos se comportam. Ao realizar tais ações, é possível participar ativamente, seja influenciando ou apenas oferecendo informações, para que, durante o processo de decisão de compra, os consumidores sejam influenciados e optem pelos produtos e/ou ser- viços da organização. Samara e Morsch (2005) discorrem em seus estudos as tendências e como os “novos” consumidores vêm se comportando, quanto à compra, no mercado atual. E para compreendermos melhor, verificamos o quadro a seguir, que apre- senta as diferenças entre os “velhos” e os “novos” consumidores. Quadro 4 - Diferença entre os consumidores VELHOS CONSUMIDORES NOVOS CONSUMIDORES Mais passivos e pouco empoderadosAtivistas e mais empoderados Mais fiéis Menos fiéis Com tempo Sem tempo Predominantemente locais Locais e globais Procura satisfazer necessidades Buscam experiências e satisfazer desejos Menos bem informados Bem informados Buscam conveniência Buscam autencidade Sincronizados Individuais Conformistas Independentes Eventualmente envolvidos Constantemente envolvidos Fonte: Samara e Morsch (2005, p. 248). Os “novos” consumidores buscam por produtos e/ou serviços originais e que sejam personalizados para que possam atender suas necessidades e desejos de consumo. Além disso, são indivíduos que possuem pouco tempo para a busca de informações e realização da compra. Considerações Finais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 61 CONSIDERAÇÕES FINAIS Encerrando essa segunda unidade do material, você conheceu as etapas ini- ciais do Planejamento Estratégico de Vendas. A primeira etapa abordada envolve a análise dos macroambientes, que permite o conhecimento, pela organização, das variáveis externas incontroláveis e que atuam no desenvolvimento e no pro- cesso de vendas dos produtos e/ou serviços no mercado. Foram discutidas e abordadas as variáveis demográficas, econômicas, sociais e culturais, políticas, tecnológicas e naturais. Em cada uma, foi possível verificar o quanto e como podem influenciar no processo de vendas, e a importância da equipe de vendas em conhecê-las. Na sequência, discutimos o microambiente, que envolve variáveis internas relacionadas à empresa, e variáveis externas relacionadas ao mercado. E dentro desse ponto, verificamos a Análise de SWOT que busca compreender os pontos fortes e fracos da organização, produtos e/ou serviços, e as ameaças e oportuni- dades existentes no mercado. Compreender o que os consumidores buscam e quais são suas escolhas são fatores que fazem a diferença no momento em que as organizações colo- cam suas estratégias de mercado e vendas em prática. O comportamento do consumidor é formado por atividades mentais e emo- cionais que acontecem durante o processo de seleção, compra e uso dos produtos e/ou serviços. E tal comportamento, sofre influência de diversas variáveis, sendo essas as variáveis culturais, sociais, pessoais e psicológicas. Assim, não basta a organização apenas compreender as necessidades e de- sejos do consumidor, é preciso analisar todas as variáveis que influenciam seu processo de decisão para que seja oferecido o produto e/ou serviço que satisfaça o consumidor. Fonte: SEBRAE (2015, on-line)2. COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM PRODUTO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E62 Continuando as etapas do Planejamento de Vendas, foram-nos apresenta- das e discutidas as análises referentes aos concorrentes. Pontuamos itens que auxiliam no conhecimento do concorrente e que envolvem análise do produto, das ações de comunicação, compreensão do território de vendas e do público. Por fim, vimos a análise do comportamento do consumidor durante o pro- cesso de vendas. Compreendemos que o comportamento do consumidor é influenciado por fatores culturais (relacionados à cultura, subculturas e classe social), sociais (com a influência de grupos de referências, status e papéis sociais), pessoais (relacionados a idade e ao ciclo de vida do público) e psicológicos (com base na motivação, percepção, aprendizagem e memória). Além disso, foram apresentadas as Etapas do Processo de Decisão de Compra, sendo essas as de Reconhecimento do Problema ou Necessidade, Busca e Informações, Avaliação de Alternativas, Decisão de Compra e Avaliação da Compra. Em cada uma dessas etapas, a equipe de vendas e a organização realizam ações e estratégias diferenciadas para levar o seu público a efetuar a compra e/ ou tornar-se fiel à marca, produto e/ou serviço. 63 1. O Macroambiente é composto por forças/variáveis que não podem ser controla- das diretamente pela organização, mas que devem ser conhecidas e trabalhadas de modo que contribuam para o desenvolvimento do processo de vendas no mercado. Assim, elabore um texto explicando as variáveis política, tecnoló- gica e natural. 2. A variável Econômica, apresentada no Macroambiente, trabalha com a análise e o estudo da renda dos consumidores e pode ser dividida em renda bruta, renda disponível e renda discricionária. Referente às 3 (três) formas de renda apresen- tadas anteriormente, analise as alternativas. I. A Renda Bruta envolve a quantia total ganha, em dinheiro, por um indivíduo ou família durante o período de um ano. II. Para a venda de produtos que não são considerados despesas essenciais pelo consumidor, as empresas usam como base a Renda Disponível do público. III. O dinheiro que sobra ao indivíduo ou à família após o pagamento de impostos e das despesas essenciais é determinado como Renda Discricionária. IV. A Renda Disponível refere-se ao dinheiro que sobra ao indivíduo ou a família após o pagamento de impostos. Podemos afirmar que: a) Somente a alternativa I está correta. b) Somente as alternativas I e II estão corretas. c) Somente as alternativas I, III e IV estão corretas. d) Somente as alternativas II e III estão corretas. e) Todas as alternativas (I, II, III e IV) estão corretas. 3. O Microambiente está relacionado à empresa, fornecedores, intermediários, concorrentes e públicos, cabendo à organização realizar uma análise de cada um desses públicos apresentados. Assim, escolha 2 (dois) públicos apresentados anteriormente e explique sua importância para a organização. 4. A análise dos concorrentes deve ser realizada pelas organizações dentro do pla- nejamento de vendas, visando conhecer seus produtos e/ou serviços, além de suas estratégias de mercado. E dentro da estrutura de mercado, verificamos a existência de diversas formas de concorrência. Referente aos concorrentes de- nominados de Oligopólios, assinale a alternativa correta: 64 a) O Oligopólio ocorre quando há muitas empresas, e também vendedores, no mercado do produto, levando há uma pequena participação de mercado das organizações. b) Ocorre quando há poucas organizações e vendedores do produto e/ou ser- viço ao público, sendo que esses controlam a maior parte das vendas e do mercado. c) Trata-se de uma forma de concorrência na qual há somente uma única empre- sa vendendo o produto e/ou serviço no mercado, não havendo outras empre- sas que possam “tomar” o seu público. d) Essa forma de concorrência acontece quando há somente uma única empresa comprando o produto vendido no mercado, não havendo e existindo mais públicos a serem trabalhados pela organização. e) É a forma mais comum de concorrência no mercado, devido à existência de diversos vendedores, mas com produtos diferentes e com grande participação de mercado. 5. Compreendemos que o comportamento do consumidor é influenciado por fa- tores culturais, sociais, pessoais e psicológicos. E que os fatores culturais são for- mados pela cultura, a subcultura e pela classe social. Assim, determine o que cada um desses fatores analisa. 6. O comportamento do consumidor sofre influência de diversos estímulos das mais variadas fontes e formas, podendo ser apresentado e dividido em etapas a serem analisadas pelas organizações. Com base nessas informações, explique as etapas de Busca de Informações e Avaliação das Alternativas. 65 INFLUÊNCIA DO MERCADO NAS VENDAS DAS EMPRESAS Está cada vez mais claro o quanto o desenvolvimento do mercado é capaz de influen- ciar na atuação das organizações. Fatores e variáveis internas e externas são capazes de mudar o rumo de uma empresa, levando-a ao topode mercado, como as primeiras, ou também ao declínio e até encerramento de suas atividades. Influências políticas e econômicas são as mais fortes e possíveis de serem vistas nas or- ganizações. Vale lembrar que as influências políticas são aquelas relacionadas às leis e normatizações de mercado e do segmento de atuação da empresa. Enquanto as econô- micas estão relacionadas a fatores financeiros de mercado e do consumidor (KOTLER, ARMSTRONG, 2007). Para que vocês compreendam melhor, vamos usar exemplos de mercado. A crise econô- mica vivenciada no país no ano de 2015 refletiu tanto no bolso do consumidor, quando no volume de venda das empresas. Segundo site G1.com (2015, online)³, o número de vendas de veículos, no primeiro se- mestre de 2015, apresentou queda de 20,7%, sendo este o pior resultado desde o ano de 2007. Além disso, os consumidores passaram a pensar mais antes de suas compras. Segundo o site da Folha de São Paulo (2015), a crise econômica gerou novas formas de compras. Consumidores, em busca de melhores preços, passaram a chamar amigos e parentes para realizarem compras por atacado. O preço unitário do produto é menor nesses casos, o que reflete em economia para o consumidor. Além disso, produtos considerados supérfluos são deixados de lado. Quanto às variáveis políticas, um exemplo clássico a ser levantado é a restrição na venda de bebidas alcóolicas. Em junho de 2015, foi aprovado um projeto de Lei pela Câmara Municipal da cidade de Várzea Grande (MT) que restringe a venda de bebidas alcoólicas e o funcionamento de bares na cidade. Nos exemplos apresentados é possível entender como as variáveis de mercado influen- ciam no segmento de vendas. Pode parecer simples que a restrição na venda de bebidas acarrete em possíveis prejuízos a uma empresa, por exemplo. Mas devemos pensar que tal ação apresenta diversos resultados. Pense na seguinte situação: se todos os bares e/ou casas noturnas da sua cidade fossem proibidos ou restritos (quanto à quantidade) de vender bebida alcoólica. Imediatamen- te a compra desses estabelecimentos nos intermediários de vendas diminuiria. Tendo suas vendas menores, os intermediários não realizaram mais compras com as quantida- des antes solicitadas. E a equipe de profissionais de vendas da marca de bebidas alcoóli- cas teria seu número de pedidos e volume de vendas alterado, diminuindo os lucros da empresa, podendo gerar até problemas econômicos e financeiros para a mesma. 66 O objetivo deste texto foi apresentar a vocês como as variáveis de mercado, que discuti- mos na Unidade I do livro, são capazes de influenciar as empresas. O foco esteve na área de vendas, nosso objeto de estudo. Agora pare e pense: como o departamento e os profissionais de vendas da sua empresa estão sendo afetados pelas variáveis internas e externas da empresa? Esse é momento de análise e adequações de mercado. Fonte: Francisco (2016). Material Complementar MATERIAL COMPLEMENTAR Do que as mulheres gostam Ano: 2001 Sinopse: após sobreviver a um grave acidente, Nick Marshall (Mel Gibson), um executivo machista que trabalha em Chicago, misteriosamente passa a ter o dom de ler os pensamentos das mulheres. Inicialmente ele usa este novo poder para agradar sua chefe, Darcy Maguire (Helen Hunt), mas aos poucos começa a conhecer melhor a intimidade das mulheres e começa a mudar seu estilo de vida. Apesar do foco na comédia, o fi lme trabalha o conceito da importância em conhecer o que seus consumidores buscam e gostam, para que, assim, as organizações consigam focar suas atividades mercadológicas de maneira precisa e realizem o processo de vendas conforme esperado. REFERÊNCIAS CASTRO, L. T. e; NEVES, M. F. Administração de vendas: planejamento, estratégia e gestão. São Paulo: Atlas, 2014. CHIAVENATO, I. Gestão de vendas: uma abordagem introdutória. Transformando o profissional de vendas em um gestor de vendas. Barueri, SP: Manole, 2014. FRANCISCO, C. C. B. Administração de Vendas. Maringá-PR: UniCesumar, 2016. p. 110-111. GOBE, A. C.; MOREIRA, J. C. T.; FISCHER, C. H.; SOUSA, J. J. de; PASQUALE, P. P. Admi- nistração de vendas. São Paulo: Saraiva, 2007. HONORATO, G. Conhecendo o marketing. Barueri, SP: Manole, 2004. KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de Marketing. São Paulo: Person Prentice Hall, 2007. KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de Marketing. São Paulo: Person Prentice Hall, 2006. LUPETTI, M. Gestão estratégica da comunicação mercadológica. São Paulo: Thomson, 2007. SAMARA, B. S.; MORSCH, M. A. Comportamento do consumidor: conceitos e casos. São Paulo: Prentice Hall, 2005. REFERÊNCIAS ON-LINE 1 Em: <http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/04/vendas-no-comercio-re- cua-01-em-fevereiro-mostra-ibge.html>. Acesso em 10 mar. 2017. 2 Em: <http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/entenda-o-compor- tamento-dos-consumidores,4c73ce6326c0a410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em 10 mar. 2017. 3 Em: <http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/07/vendas-no-comercio-recu- am-09-em-maio-diz-ibge.html. Acesso: 13 mar. 2017. GABARITO 69 1) Política: são as leis e normas que regem o seu mercado de atuação. Não basta apenas a empresa ter um excelente produto, com preço competitivo no merca- do, é preciso conhecer e seguir as regulamentações legais de produção, venda, compra e divulgação desses no mercado. Infringir uma dessas normatizações pode prejudicar a imagem e até a lucratividade da empresa. Tecnológica: essa variável é constituída por pesquisas, invenções, desenvolvi- mento científico e inovações que resultam em produtos e serviços, além de se relacionar à tecnologia usada no dia a dia pelo público da organização para a busca de informações e compra dos produtos e/ou serviços oferecidos no mer- cado. Natural: envolve os recursos naturais utilizados pela empresa ou que serão afe- tados pela sua atuação e produção no mercado. As empresas estão cada vez mais conscientes quanto às regulamentações governamentais e a “pressão” da sociedade por ações e produtos que se preocupem com o meio ambiente e a sustentabilidade. 2) A alternativa correta é a C. 3) Empresa: público interno da empresa, formado pelos seus colaboradores, o que envolve desde a alta direção até os funcionários que estão em contato direto com os consumidores, como a equipe de vendas. Fornecedores: aqueles que oferecem os recursos necessários para que a em- presa produza seus produtos e serviços. Problemas ocasionados com e por for- necedores podem resultar negativamente no resultado final da empresa aos consumidores. Intermediários: aqueles que promovem, vendem e distribuem os produtos da empresa para os consumidores finais. Nesse momentos, as empresas passam a atuar pelo intermédio de atacadistas e varejistas para exposição de seus produ- tos no mercado. Concorrentes: também são foco de análise da empresa. Além de conhecer suas estratégias mercadológicas e seus produtos e/ou serviços disponibilizados aos consumidores, é por meio da comparação com os concorrentes, que a empresa consegue identificar seus pontos fortes e fracos. Clientes: são o foco da empresa, sendo necessário conhecer seu perfil, hábitos de consumo e opiniões, para que as ações mercadológicas sejam direcionadas a estes. 4) A alternativa correta é a B. GABARITO 5) Cultura: relacionada aos valores, crenças, percepções e comportamentos apren- didos pelos indivíduos durante a sua vida. Subcultura: envolve as diferenças culturais, conforme a região, nacionalidade, religiões e socialização dentro de uma cultura. Classe Social: determinada pelas variáveis referentes à ocupação, renda, pro- priedade, grau de instrução e orientação para valores. 6) Busca de Informações: momento em que o consumidor inicia um processo de busca de dados e informações sobreo produto e/ou serviço que deseja adqui- rir. Para isso, utiliza-se de fontes de informações, sendo essas: Fontes Pessoais (amigos, vizinhos, conhecidos e família), Fontes Comerciais (propaganda, ven- dedores, representantes, embalagens e mostruários), Fontes Públicas (meios de comunicação de massa e organizações de classificação de consumo) e as Fontes Experimentais (manuseio, exame e uso do produto). Avaliação de Alternativas: os compradores podem sofrer influências racionais e/ou emocionais. Os consumidores usarão de fatores emocionais e/ou racionais para definirem o produto e/ou serviço que desejam adquirir. U N ID A D E III Professora Me. Cláudia Cristina Batistela Francisco COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Objetivos de Aprendizagem ■ Conhecer e analisar o potencial e as formas de cotas de vendas da organização. ■ Verificar as diferentes maneiras de utilização dos territórios de vendas. ■ Analisar o modo de governança. ■ Verificar as formas de remuneração da equipe de vendas. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Potencial e Previsão de Vendas ■ Cotas de Vendas ■ Territórios de Vendas ■ Análise do modo de governança (interno e externo) ■ Remuneração da equipe de vendas INTRODUÇÃO Antes de iniciarmos nossos estudos na Unidade III do material, vamos conhecer um pouco dos conteúdos que aqui serão abordados e discutidos. É importante ressaltar que todos os tópicos das análises, conforme já apresentado no início do material, utilizam a sequência do Planejamento de Vendas dos autores Castro e Neves (2014). Primeiramente, faremos uma análise do potencial e da previsão de vendas, pois, para que a organização possa organizar seus sistemas de cotas e territórios, deve compreender o potencial de vendas que possui no mercado. Na sequência, abordaremos os tipos de cotas (quotas) de vendas existentes. É importante ressaltarmos, antes de iniciar sobre esse assunto, que caberá para cada organização definir o melhor tipo de cota de vendas, ou seja, aquela que se encaixa com a sua realidade de trabalho no mercado. Os territórios de vendas são apresentados de diversas formas e sua escolha deve ser feita com base na análise das oportunidades de mercado que a empresa possui. Serão apresentados e discutidos os territórios em forma de retângulo, hexágono ou círculo, cunha, trevo. Por outro lado, a Análise do Modo de Governança busca analisar e discutir a formação da equipe de vendas pela organização, sendo essa interna à empresa, por meio de vendedor interno, ou externa, por meio de representante comer- cial, além da discussão das vantagens e desvantagens dos tipos de formação da equipe de vendas, para que você conheça e possa definir a que se encaixa melhor no dia a dia da organização em que você atua. Por fim, apresentaremos as diferentes formas de Remuneração da Equipe de Vendas, sendo essa uma forma de motivação desta equipe e que deve ser ela- borada com base no perfil e potencial de mercado da organização. Além das formas tradicionais de remuneração, que envolvem salário e comissões, serão discutidos os tipos de benefícios extras, prêmios e remunerações variáveis exis- tentes no mercado. Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 73 COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E74 POTENCIAL E PREVISÃO DE VENDAS Independente do tamanho da organização, pequena, média ou de grande porte, o uso da Previsão de Vendas é necessário para a determinação e planejamento de seus recursos de produção, distribuição e aquisição de matéria-prima para execução do produto e atendimento da demanda no mercado (WANKE; JULIANELLI, 2006). São discutidos e apresentados, por esses autores, dois tipos principais de técnicas de previsão: ■ Técnicas Qualitativas: são desenvolvidas por meio de pesquisas de opi- nião, painéis e reuniões com especialistas de mercado, envolvendo a análise das informações disponíveis no mercado. ■ Técnicas Quantitativas: podem ser temporais ou causais. As temporais são relacionadas à análise de dados históricos de vendas, para determina- ção de padrões futuros, enquanto as causais são analisadas com base em fatores de mercado como o PIB e a inflação, para que seja traçada uma previsão de vendas futuras. Além dessas duas formas de Previsão, verificamos a existência do Método Não- científico e do Método Científico. Gobe et al. (2007) apresentam o Método Não-Científico como aquele baseado na percepção ou feeling dos profissionais de vendas, e que se utiliza da listagem de fatores, da construção de fatores e da extrapolação para determinar a previsão de vendas. Potencial e Previsão de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 75 Quadro 1 - Método Não Científico Listagem de Fatores Realizada antes da fixação dos números finais da Previsão de Vendas, com análise ambiental. Contudo, os fatores co- letados devem ser analisados com base em cada situação de vendas. Construção de Fatores Após coleta dos dados, os profissionais de vendas, estru- turam os números finais da previsão, com base nos dados mais importantes. Extrapolação Realizado ao se transformar o histórico de vendas em gráficos para análise. Contudo, é preciso ter em mente que nem sempre as condições ocorridas no período analisado continuarão iguais no período seguinte. Fonte: elaborado pela autora com base em Gobe et al. (2007). O Método Científico utiliza dados anteriores, para que, combinados com diver- sas técnicas matemáticas, apresentem números relevantes para a previsão de vendas da organização. Sendo classificados e divididos em: Quadro 2 - Método Científico - Classificação CLASSIFICAÇÃO MÉTODOS Método matemático • Médias móveis • Média ponderada • Regressão linear • Simulação Método de opinião da força de vendas • Percepção da equipe comercial • Perspectivas de mercado • Análise da equipe de vendas Métodos de levantamentos • Intenção de compra dos clientes • Análise do rendimento da ação comercial • Avaliação da concorrência Métodos de julgamento dos executivos • Baseado na experiência • Utilização do feeling de mercado Métodos de zona piloto • Agrupamento de variáveis de características semelhantes • Zona de vendas • Estimativas de mudanças econômicas COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E76 Métodos de vendas passadas • Históricos de vendas • Métodos de índices de vendas • Variações sazonais Método de intenção de compra • Pesquisa prévia ao mercado • Expectativa do mercado • Frustrações em compras passadas Fonte: Gobe et al. (2007, p.115). É preciso analisar o setor em que a metodologia será aplicada, pois, para cada situação, um método de previsão deve ser usado. Além disso, dificuldades durante a elaboração da Previsão de Vendas podem ocorrer. Stanton, Alencar e Spiro (2000, p. 339) determinam que A dificuldade de elaborar uma previsão de vendas varia de situação para situação. Quando as vendas de um produto são muito estáveis de um período para o seguinte, a previsão de vendas para o próximo pe- ríodo não é difícil de ser feita. Quando as vendas apresentam grande flutuação de um período para outro, torna-se difícil fazer previsões de vendas corretas.É importante ressaltar que, para novos produtos, torna-se difícil a elaboração de uma previsão, devido à falta de registros históricos de vendas. Schwepker Jr e Williams (2008), porém, determinam que a Previsão de Vendas depende dos objetivos da empresa, estando relacionada aos melhores resultados possíveis ou aos resultados esperados pela organização. Assim, sur- gem 4 (quatro) tipos diferentes de previsões: ■ Potencial de Mercado: realizada quando se busca o melhor nível possí- vel de vendas (resultados) do setor em uma determinada área geográfica durante um período pré-estabelecido de tempo. ■ Previsão de Mercado: envolve o nível esperado de vendas do setor, durante um período específico de tempo, com base em uma estratégia para uma determinada área geográfica. ■ Potencial de Vendas: busca o melhor nível possível de vendas (resulta- dos) da empresa por um período determinado em uma área geográfica. Potencial e Previsão de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 77 ■ Previsão de Vendas: é o nível esperado de vendas da empresa para uma área geográfica determinada por certo tempo, sendo que cada previsão apresentada deve possuir uma estratégia específica de vendas. Caso a empresa altere a estratégia, a previsão de vendas também deve ser alterada. Gobe et al. (2007) afirmam que a Previsão de Vendas deve ser realizada com base no orçamento de vendas, para que os objetivos e o controle operacional das atividades comerciais da organização sejam atingidos. Além disso, a aná- lise das informações de mercado são determinantes na escolha da previsão a ser usada pela empresa. Para isso, Cobra (2012) propõe um checklist das informações necessárias e importantes para a realização da previsão de vendas. Quadro 3 - Checklist para a Previsão de Vendas 1. Determinação do mercado total. 2. Apreciação dos segmentos de mercado. 3. Avaliação dos fortes e fracos da concorrência e da empresa. 4. Avaliação da participação de mercado. 5. Avaliação dos eventuais ganhos de participação de mercado. 6. Avaliação dos critérios de decisão de compras. 7. Imagem da empresa no mercado. 8. Estratégia de marketing da empresa para reduzir dificuldades e catalisar oportunidades. 9. Determinação dos fatores nos quais haverá influência no nível de vendas. 10. Inovações que afetarão as vendas. 11. Atividades de promoção e propaganda. Fonte: Cobra (2012, p. 102). COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E78 Utilizando-se essas informações, as empresas elaborarão suas Previsões de Vendas com base nas perspectivas de ocorrências futuras, tendo sempre atenção ao fato de que o mercado está sempre em transformação, o que torna-se difícil adotar um único método de Previsão de Vendas. É preciso mesclar vários métodos para que se chegue a uma combinação ideal que minimize os erros de previsão. Uma previsão bem feita depende de cuidadosa análise dos fatores que afe- tam as vendas do produto. Uma análise prospectiva do consumidor ou do usuário do produto e de seus motivos de compra deve desempenhar um papel significativo no processo de previsão de vendas. (William Stanton, Dalton Conde de Alencar e Rosann Spiro) Cotas de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 79 COTAS DE VENDAS As Cotas de Vendas são usadas para planejar e avaliar as atividades da força de vendas, sendo elaboradas com base nas metas e políticas apresentadas no plane- jamento da organização (STANTON; ALENCAR; SPIRO, 2000). Os autores ainda determinam que as Cotas de vendas possuem diversos pro- pósitos na organização: ■ Indicar os pontos fortes e fracos da estrutura de vendas. ■ Fornecer metas e incentivos para a força de vendas. ■ Controlar as atividades dos vendedores. ■ Avaliar a produtividade dos vendedores. ■ Melhorar a eficácia dos planos de remuneração. ■ Controlar as despesas de vendas ■ Avaliar os resultados dos concursos de vendas. Podem ser divididas, também, com base nos resultados, nas atividades e nas metas financeiras da organização. Castro e Neves (2014) apresentam essa divi- são da seguinte maneira: COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E80 Quadro 4 - Tipos de Quotas (Cotas) de Vendas TIPOS DE QUOTAS QUOTAS DE RESULTADOS Volume financeiro de vendas; Volume físico de produtos vendidos; Venda de produtos específicos; Vendas a clientes específicos (novos clientes, clientes atuais, outros segmentos); Total de pontos conseguidos. QUOTAS DE ATIVIDADES Visitas a clientes; Cartas a potenciais clientes; Propostas enviadas; Demonstrações de campo; Serviços realizados a clientes; Relatórios enviados à empresa; Arrumação de displays de venda; Convenções organizadas; Número de devedores recuperados; Treinamento e aperfeiçoamento próprio; Treinamento de balconistas nos canais de distribuição; Palestras e clientes. QUOTAS FINANCEIRAS Despesas de vendas; Margem bruta; Lucro líquido; Prazo de vendas; Inadimplência. Fonte: Castro e Neves (2014, p. 80). Cada empresa definirá o melhor tipo de quota para o desenvolvimento de suas atividades de vendas no mercado, sendo de responsabilidade do departamento de vendas o estabelecimento dessas metas e controle. Algumas organizações, porém, não utilizam cotas de vendas, devido a diver- sas limitações desse sistema. Stanton, Alencar e Spiro (2000, p. 395) afirmam que “[...] essas limitações não são inerentes ao sistema. Em vez disso, elas são pontos Cotas de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 81 fracos administrativos que refletem a falha da administração em utilizar as carac- terísticas de um bom plano de cotas”. Há também as organizações que alegam não usar cotas de venda, pois estas provocam uma pressão na equipe de vendas para que as metas sejam alcançadas. Contudo, independente do segmento de atuação da empresa, a determinação de cotas torna-se relevante para que se saiba onde a organização pretende chegar. Elaborar um plano de vendas demanda análise e conhecimento do mercado de atuação, mas também de análises internas da empresa. E com uma au- mento na concorrência no mercado, as vendas precisam ser cada vez mais direcionadas e com resultados positivos para as organizações. Para realizar um plano de vendas, alguns tópicos devem ser seguidos pelas empresas. Primeiramente é preciso realizar um planejamento e gerenciar a equipe de vendas, com definição de seus objetivos, das estratégias que serão trabalhadas no mercado e de sua estrutura, ou seja, sua formação de profissionais. É preciso também se preocupar com a forma como o atendimento ao clien- te será realizado. E para que você possa conhecer mais sobre esse assunto, acesse o link a seguir e veja como elaborar um plano de vendas. Fonte: adaptado de SEBRAE-RJ (2007, on-line)¹. COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E82 TERRITÓRIOS DE VENDAS O tamanho da força de vendas determina o esforço de vendas da organização e também as formas e tipos de territórios de vendas a serem definidos. Schwepker Jr eWilliams (2008, p. 107) determinam que “o território pode ser visto como a unidade de trabalho para o vendedor, que é o maior responsável pelas ativida- des de vendas realizadas e pelo desempenho obtido nele”. Para os autores, a criação e escolha dos territórios são feitas com base na análise das oportunidades de mercado e na carga de trabalho que haverá no ter- ritório para a equipe de vendas. Gobe et al. (2007) ainda afirmam que, para a escolha dos territórios e rotas de vendas da empresa, faz-se necessário o conhecimento das características e do comportamento de consumo do público-alvo que estão na área de atuação, devendo a empresa também se preocupar com o equilíbrio entre carga de tra- balho e volume de vendas de sua equipe. A delimitação dos territórios e rotas de venda é apresentada nas formas de retângulo, hexágono ou círculo, cunha, trevo. Apresentaremos aqui nossa dis- cussão com base nas análises de Gobe et al. (2007) e Cobra (2012). Territórios de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 83 TERRITÓRIOS EM FORMA DE RETÂNGULO É dividido em partes iguais por meio de linhas horizontais e verticais, conforme apresentado na figura. A divisão, porém, nem sempre é feita de forma igualitá- ria, podendo haver maior concentração de consumidores em um retângulo do que em outro. Figura 1 - Territórios em Forma de Retângulo Fonte: adaptado de Gobe et al. (2007, p. 290) e Cobra (2012, p. 241). TERRITÓRIOS EM FORMA DE HEXÁGONO OU CÍRCULO Permite um deslocamento maior do vendedor, pois a forma hexagonal ou em cír- culo proporciona um deslocamento com maior rapidez entre um cliente e outro, facilitando também o retorno do vendedor a sede da empresa. COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E84 Figura 2 - Territórios em Forma de Hexágono ou Círculo Fonte: adaptado de Gobe et al. (2007, p. 290) e Cobra (2012, p. 241). TERRITÓRIOS EM FORMA DE CUNHA Permite que uma área maior seja trabalhada pelo profissional de vendas, porém, a distância entre um ponto e outro pode aumentar o custo e o tempo de deslo- camento e atendimento entre os clientes. Figura 3 - Territórios em Forma de Cunha Fonte: adaptado de Gobe et al. (2007, p. 291) e Cobra (2012, p. 241). Territórios de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 85 TERRITÓRIOS EM FORMA DE TREVO Na forma de Trevo, a proximidade do vendedor à empresa permite seu retorno com rapidez e sem custos altos. Assim, o vendedor [...] dependendo do número de clientes e do número de visitas neces- sárias semanalmente, pode iniciar suas atividades por cada folha do trevo de tempos em tempos, facilitando assim o controle das visitas e o atendimento equitativo dos clientes (GOBE et al., 2007, p. 291). Figura 4 - Territórios em Forma de Trevo Fonte: adaptado de Gobe et al. (2007, p. 292) e Cobra (2012, p. 241). É possível verificar a diversidade em territórios e formas de vendas disponíveis para a empresa, cabendo à empresa a escolha da melhor rota, conforme seus objetivos, custos e tempo de viagem. COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E86 ANÁLISE DO MODO DE GOVERNANÇA (INTERNO E EXTERNO) A análise do modo de governança, ou formato de entrada, está relacionada e envolve o “fazer ou comprar” da função de vendas. Castro e Neves (2014) explicam que o “fazer” está relacionado à empresa empregar seus vendedores, e o “comprar” com os contratos de representação comercial de vendas que a empresa possui. Uma das principais discussões, durante a formação da equipe de vendas pela organização, é se essa será interna a empresa (vendedor interno) ou externa (representante comercial). Assim, a força de venda direta (interna) é definida como aquela utilizada pela empresa com exclusividade, pois trabalhará com vendedores próprios e que deverão atuar com vendas e visitas exclusivas aos clientes da empresa (COBRA, 2012). E a força de venda indireta (externa) atua e utiliza vendedores terceiriza- dos por meio de seus representantes, distribuidores ou vendedores autônomos e que não possuem vínculo trabalhista com a organização. Para definir e explicar melhor essa classificação, baseamo-nos nos estudos e nas divisões apresentadas por Castro e Neves (2014, p. 113) e demonstrados na figura a seguir: Conhecer o mercado é uma obrigação do empreendedor. Se o mercado é novo, ou não se tem vivência nele, será necessário buscar informações em cursos, livros, centros tecnológicos ou mesmo com empresários da área pre- tendida. Quanto mais conhecer o mercado, mais são as chances de sucesso. (Marcélia Lupetti) Análise do Modo deGovernança (Interno e Externo) Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 87 Quadro 5 - Classificação dos tipos de vendedores conforme contrato Vendedores contratados Funcionários da organização que têm como função primordial vender. Representantes de venda São os que prestam serviço de vendas para um fabricante, vendendo parte do total vendido por este. Esses fabricantes vendem também através de outros intermediários ou, ainda, usam ven- dedores diretos. Geralmente, representantes de venda carregam linhas de produto de diferentes fabricantes que sejam complementares, não competindo diretamente. Agentes de venda Vendem a totalidade dos produtos de um deter- minado fabricante e geralmente se concentram em apenas um fabricante. Franquia de vendas Vendedor franqueado deve pagar royalties pelo direito de vender os produtos em seu território. Fonte: Castro e Neves (2014, p. 113). A força de vendas direta (interna) envolve todas as atividades de atendimento e abordagem do cliente no ambiente interno da organização. Neste momento, a equipe de vendas pode contar com todos os recursos internos da organiza- ção para as vendas, como, por exemplo, o uso de materiais no ponto de vendas e expositores do produto (GOBE et al., 2007). Por outro lado, a força de vendas indireta (externa) envolve toda e qualquer forma de atendimento aos consumidores no ambiente externo da organização, sendo esses profissionais de vendas que desenvolvem trabalho de campo por meio da visitação dos atuais e potenciais clientes. Além dessas informações, Cobra (2012) e Castro e Neves (2014) apresen- tam as vantagens e argumentos para se trabalhar com a força direta (interna) e a indireta (externa) de vendas. Para a força direta (interna) de vendas, verificamos as seguintes vantagens e argumentos: COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E88 ■ Os custos com a equipe própria tendem a ser menores em relação ao volume dos negócios com grandes clientes.Os vendedores da organiza- ção são mais fáceis de serem controlados e motivados. ■ Dependendo do segmento de atuação da organização, pode existir uma dificuldade em se encontrar representantes de vendas terceirizados. ■ São profissionais mais dispostos a desempenhar as funções e ações de vendas, além de apresentarem maior comprometimento com a organi- zação, pois buscam crescimento profissional interno. ■ Os produtos que a empresa vende podem não ser interessantes eestimu- lantes para os representantes, porém uma equipe interna e exclusiva terá maior foco nas vendas. ■ E para a força de vendas indireta (externa), são levantadas as seguintes vantagens e argumentos pelos autores: ■ Para pequenas e médias empresas, o custo da equipe própria de vendas pode se tornar oneroso, assim, trabalhar com representantes terceiriza- dos torna-se um benefício e vantagem no mercado. ■ A remuneração dos representantes ocorre por comissão, não havendo encargos e salários fixos para a empresa, diminuindo custos operacionais. ■ Quando a empresa trabalha com representantes, os custos podem ser reduzidos, pois os representantes ficam responsáveis pela sua própria supervisão e ações de vendas. ■ O representante pode combinar diferentes produtos de diversos fabrican- tes e realizar um número maior de visitas. ■ São vistos como empreendedores e que buscam crescimento do seu negó- cio e faturamento, assim, são mais motivados a realizar a venda. É importante argumentar que caberá a cada organização escolher a melhor maneira de atuar no mercado com a equipe de vendas. Por exemplo, caso a organi- zação verifique que é muito mais custoso organizar a força de vendas internamente (direta), passa a ser interessante trabalhar com a contração de representantes. Remuneração da Equipe de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 89 REMUNERAÇÃO DA EQUIPE DE VENDAS “Plano de remuneração e benefícios é o fator mais importante relacionado à motivação dos vendedores” (CASTRO; NEVES, 2014, p. 119) A remuneração para a equipe de vendas é a forma de motivação mais comum e utilizada pelas organizações, sendo que Stanton, Alencar e Spiro (2000) determi- nam que o plano de remuneração influencia no desenvolvimento e implantação das ações e estratégias mercadológicas da empresa. É preciso coordenar os planos de remuneração com as metas da organização. As mudanças de mercado, que levam as empresas a buscarem relacionamentos duradouros com seus clientes, alteram a forma como a equipe de vendas traba- lha e, consequentemente, modificam os esforços de vendas. Sabendo-se que haverá um esforço maior do vendedor em conquistar o cliente e realizar a venda, são neces- sárias modificações nos planos de remuneração da equipe de vendas. Castro e Neves (2014) ainda determinam que tanto o plano de remuneração, quanto o de benefícios, oferecidos pelas organizações, são for- mas de motivação à equipe de vendas. Para cada tipo de venda apresentado, devemos ter diferentes profissionais. A forma de atuação [...] é bastante próxima uma das outras, complemen- tando-se e criando situação e ambiente favoráveis para a concretização da venda. (Antonio C. Gobe, Julio C. T. Moreira, César H. Fischer, José J. de Sousa e Per- rotti P. Pasquale) COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E90 Entretanto, para que se possa oferecer um programa de remuneração consistente e que funcione, é preciso primeiramente considerar a atual situação da empresa e seus objetivos de vendas. Os autores ainda propõem o uso de 3 (três) questões a serem respondidas por um plano de remuneração, sendo essas: Quadro 6 - Questões para análise do Plano de Remuneração Qual será a renda de um vendedor? Que componentes devem ser usados no pacote de remuneração? Quanto cada um desses componentes deve representar em termos de porcen- tagem sobre o total da renda? Fonte: a autora. Gobe et al. (2007) determinam que a remuneração está relacionada a aspectos como salário, comissões e prêmios, que compõem o salário do profissional de vendas. E também pelos benefícios diretos e indiretos referentes ao cargo que exerce na empresa. Dividindo as formas de remuneração como Financeira e Não Financeira. A remuneração Financeira é composta por fatores como salário, prêmios, comissões de vendas e participação nos lucros e resultados finais da organização. Enquanto a remuneração Não Financeira são recompensas que incluem férias, 13º salário, gratificações, horas extras e benefícios sociais, como assis- tência médica e odontológica, vale refeição, auxílio educação, convênios com supermercados e farmácias, entre outros. No entanto, é preciso lembrar que um bom plano de remuneração é ela- borado com base nas perspectivas da empresa e da equipe de vendas. Stanton, Alencar e Spiro (2000) apresentam, na figura a seguir, os principais fatores que um bom plano de remuneração deve conter. Remuneração da Equipe de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 91 Figura 5 - Itens do Plano de Remuneração Fonte: Stanton, Alencar e Spiro (2000, p. 236). Além do estímulo financeiro e não-financeiro para a equipe de vendas, fatores como a busca de profissionais capacitados, o foco no atendimento ao cliente, o controle de vendas e a viabilidade econômica do plano de remuneração são importantes e devem ser analisados para que a forma de remuneração proposta esteja de acordo e agrade tanto à empresa, quanto à equipe de vendas. Os tipos de remuneração, que envolvem os estímulos financeiros e não financeiros, são apresentados por diversos autores, mas se resumem ao foco em salário fixo, comissões e benefícios. Para apresentar os planos de remuneração mais usados no mercado, vamos tomar como base os apresentados pelos auto- res Hilmann (2013), Stanton, Alencar e Spiro (2000), Gobe et al. (2007), Cobra (2012) e Castro e Neves (2014). COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E92 SALÁRIO FIXO O salário envolve as tarefas exercidas pelo vendedor no dia a dia de trabalho, e envolve funções como contagem de estoque, preenchimento de pedido de com- pra, relatórios, pesquisa de mercado e concorrência, entre outros, não estando relacionado somente à venda em si (HILMANN, 2013). Essa forma de remuneração determina um valor fixo de quanto o vendedor receberá independente das vendas que realizar. Cobra (2012) apresenta vanta- gens e desvantagens dessa forma de remuneração. Como vantagem determina a segurança que o profissional de vendas tem na organização, pois, independente da situação de mercado, sempre haverá uma remuneração fixa a receber. Além disso, o salário fixo leva o vendedor a aceitar, com mais facilidade, as orientações e políticas da organização. E como desvantagem há o “comodismo” nas vendas. Ao ganhar um salá- rio fixo, o vendedor pode diminuir seu ritmo de trabalho, levando-a a atingir somente o mínimo de venda que justifique a sua remuneração. Nesse caso, é pre- ciso motivar a equipe de vendas. TOTALMENTE VARIÁVEL Essa forma de remuneração acontece quando o vendedor recebe comissão com base no seu volume de vendas (GOBE et al., 2007). O valor da comissão será determinado com base no valor do produto e na sua margem de negociação e é utilizada, normalmente, para vendedores autônomos e/ou representantes comerciais. Castro e Neves (2014) apresentam como vantagem dessa forma de remu- neração a sua ação motivadora, pois depende do vendedor a determinação do seu salário mensal; e que o risco da atividade de vendas é transferido ao vende- dor e não à organização. Por outro lado o “comportamento míope”, no qual o vendedor se acomoda com os resultados, e vende somente o que considera suficiente para compor a sua Remuneração da Equipe de Vendas Re pr od uç ãop ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 93 remuneração mensal, é considerado uma desvantagem nessa forma de remune- ração, além de que a instabilidade de remuneração pode levar a uma rotatividade alta na equipe de vendas. FIXO MAIS VARIÁVEL Ocorre quando a empresa oferece ao vendedor uma remuneração mínima men- sal, normalmente menor do que o praticado no mercado. E seu complemento será realizado por comissão sobre as vendas (COBRA, 2012; GOBE et al., 2007). Essa forma de remuneração tem sido a mais usual aplicada pelas empresas no mercado, pois tem a vantagem de diminuir os custos fixos de venda e per- mite ao vendedor que, pelo seu esforço, receba uma remuneração maior do que a praticada no mercado. ATRIBUIÇÃO DE PRÊMIOS E PARTICIPAÇÃO EM RESULTADOS A premiação e a participação nos resultados são formas de estimular e motivar a equipe de vendas a alcançar e/ou superar as metas mensais da organização. “[...] é uma remuneração que direciona o esforço de venda para os objetivos estratégicos da empresa, proporcionando uma premiação adicional aos vende- dores que atenderem esses objetivos – por isso, encoraja o sucesso nas vendas” (HILMANN, 2013, p. 59). Os prêmios podem ser oferecidos em dinheiro ou viagens, utensílios para o lar, entre outros. E a participação nos resultados é atribuída como um percentual sobre os resultados financeiros que a organização obteve em um determinado período de tempo. COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E94 AJUDA DE CUSTO Por fim, temos a ajuda de custo, que pode ser realizada tanto em formas de salário fixo, quanto remunerações variáveis. Nesse caso, a organização inclui na remu- neração do vendedor uma parcela mensal para cobrir suas despesas no processo de vendas, como deslocamento, custos de alimentação, hospedagem, entre outros (COBRA, 2012; GOBE et al., 2007). É válido lembrar que a ajuda de custo proposta pela organização deve corresponder às despesas reais efetuadas pelo vendedor, e não fazer parte da remuneração salarial. Agora que você conhece as diferentes formas de remuneração, é preciso ainda compreender os objetivos de seu uso dentro do plano de remuneração. Castro e Neves (2014) apresentam os principais componentes do plano de remuneração e seus objetivos na imagem a seguir: Quadro 7 - Classificação e objetivos de um plano de remuneração COMPONENTES OBJETIVOS NO PLANO DE REMUNERAÇÃO CURSOS DE VENDA Estimulam esforço adicional para um objetivo de curto prazo. PAGAMENTOS DE INCENTIVO Direcionam o esforço para objetivos estratégicos. Estabelecem recompensas adicionais para melhores vendedores. Encorajam o sucesso em vendas. COMISSÕES Motivam um alto nível de esforço de vendas. Encorajam o sucesso em vendas. SALÁRIO Motiva o esforço em atividades não relacionadas a vendas. Pode ajustar diferenças entre territórios com dife- rentes potenciais de venda. Recompensa a experiência e a competência. BENEFÍCIOS Satisfazem às necessidades de segurança dos vendedores. Previnem ofertas dos concorrentes para contratação. Fonte: Castro e Neves (2014, p. 120). Remuneração da Equipe de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 95 Apesar de verificarmos que os pacotes de benefícios e as formas de remunera- ção utilizadas pelas organizações sejam diversas, as 3 (três) formas mais usuais e que compõem a remuneração em vendas são: (1) somente salário, (2) somente comissão e (3) salário, comissão, incentivos e benefícios combinados em uma única forma de remuneração. Analisando as formas de remuneração apresentadas, é preciso lembrar que sua escolha e determinação será feita de acordo com a sua viabilidade econômica para a organização. E, ainda, que as formas de remuneração devem incentivar a força de vendas da empresa, atrair e reter profissionais competentes e atingir os objetivos e metas propostos pela organização no mercado. O sistema de recompensa mais favorável equilibra as necessidades da orga- nização, de seus vendedores e de seus clientes uns com os outros. (Charles H. Schwepker Jr e Michael R. Williams) COMPREENDENDO A NATUREZA DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E96 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao final desta unidade, compreendemos os pontos referentes à Análise do poten- cial e previsão de vendas, às Cotas de Vendas, aos Territórios de Vendas, à Análise do Modo de Governança e às formas de Remuneração da Equipe de Vendas. A Previsão de Vendas permite que a organização defina os seus recursos disponíveis para a Previsão de Vendas produção, distribuição e aquisição de maté- ria-prima para execução do produto e atendimento da demanda no mercado, sendo que, com essas informações, torna-se possível a realização do planeja- mento de vendas e das ações de mercado da organização. As Cotas (quotas) de vendas são utilizadas para que a organização possa planejar e avaliar as atividades da força de vendas. E seus objetivos envolvem a determinação das metas e dos tipos de incentivos para a força de vendas, o con- trole e avaliação das atividades da equipe de vendas, as melhorias e propostas dos planos de remuneração, o controle das despesas de vendas e a avaliação dos resultados de vendas. Por outro lado, os Territórios de Vendas podem ser definidos como a unidade e/ou região geográfica de trabalho do vendedor, e estão divididos nas formas de retângulo, hexágono ou círculo, cunha, trevo. Cabe à organização analisar cada tipo de território, que apresenta suas vantagens e desvantagens, e verificar o que melhor se encaixa com o perfil de sua equipe de vendas e com as necessidades de trabalho da organização. A Análise do Modo de Governança apresenta discussões quanto à formação da força de vendas da organização. Compreendemos que as empresas podem contar com a força de venda direta (interna), ou seja, aquela que trabalha com vendedores próprios, e a força de venda indireta (externa) que utiliza vendedo- res terceirizados por meio de seus representantes, distribuidores ou vendedores autônomos. Por fim, analisamos e discutimos os diferentes tipos e formatos de Remuneração da Equipe de Vendas, sendo que a definição da melhor forma de remuneração será feita de acordo com a sua viabilidade econômica para a organização. 97 1. Ao analisarmos as formas e tipos de Previsão de Vendas, verificamos a existência de dois tipos principais de técnicas de previsão (Técnica Qualitativa e a Técnica Quantitativa). Sabendo-se dessas informações, explique os tipos principais de técnicas de previsão de vendas discutidos durante nossos estudos e no material do livro. 2. A Previsão de Vendas é definida com base nos objetivos da empresa em busca dos melhores resultados possíveis e esperados pela organização. Sabendo-se que as organizações podem contar com 4 (quatro) tipos diferentes de pre- visões (Potencial de Mercado, Previsão de Mercado, Potencial de Vendas e Previsão de Vendas), escolha 2 (dois) tipos de previsão e explique-os. 3. As Cotas (Quotas) de Vendas são utilizadas pelas organizações com o intuito de planejar e avaliar as atividades da força de vendas. Sabendo-se dessas informa- ções, e com base no material estudado, analise as alternativas quanto aos diver- sos propósitos na organização das cotas de vendas. I. As Cotas de Vendas podem indicar os pontos fortes e fracos da estrutura de vendas, além de fornecer metas eincentivos para a força de vendas. II. Com a definição das Cotas de Vendas, é possível a organização controlar as atividades dos vendedores, bem como avaliar sua produtividade no mercado. III. Melhorar a eficácia dos planos de remuneração e controlar as despesas de vendas são propósitos das cotas de vendas. IV. O uso das Cotas de Vendas da organização tem como um de seus propósitos a avaliação dos resultados dos concursos de vendas. Podemos afirmar que: a) Somente a alternativa I está correta. b) Somente as alternativas I e II estão corretas. c) Somente as alternativas I, III e IV estão corretas. d) Somente as alternativas II e III estão corretas. e) Todas as alternativas (I, II, III e IV) estão corretas. 98 4. Os Territórios de Vendas fazem parte do Planejamento e da Organização da Equi- pe de Vendas no mercado de atuação da organização. Referente à função e aos objetivos do Território de Vendas, analise as alternativas: I. A definição e escolha dos territórios de vendas são realizadas com base na análise das oportunidades de mercado e na carga de trabalho que haverá no território para a equipe de vendas. II. A escolha dos territórios de vendas da empresa é realizada pelo conhecimen- to das características e do comportamento de consumo do público-alvo que estão na área de atuação. III. A definição do Território de Vendas para novos produtos torna-se difícil e im- possível de ser realizada devido à falta de registros históricos de vendas. IV. A delimitação do Território de Vendas é feita exclusivamente pela Equipe de Vendas, sem auxílio da organização, pois somente os vendedores internos e externos à empresa possuem conhecimento e dados de mercado para essa definição. Podemos afirmar que: a) Somente a alternativa I está correta. b) Somente as alternativas I e II estão corretas. c) Somente as alternativas I, III e IV estão corretas. d) Somente as alternativas II e III estão corretas. e) Todas as alternativas (I, II, III e IV) estão corretas. 5. Compreendemos a existência de diversas formas e definições dos Territórios de Vendas, sendo estes apresentados nas formas de retângulo, hexágono ou cír- culo, cunha, trevo. Assim, explique e discuta todos os tipos de territórios de vendas apresentados anteriormente. 6. A análise do modo de governança, ou formato de entrada, está relacionada à for- mação da equipe de vendas pela organização e que pode ser dividida em inter- na (direta) à empresa ou externa (indireta). Sabendo-se dessas informações, defina e diferencie a força de venda interna (direta) e externa (indireta). 99 7. A Remuneração da Equipe de Vendas é realizada como forma de incentivo aos colaboradores da organização, e deve ser definida com base na viabilidade eco- nômica da empresa. Assim, defina e explique as formas de Remuneração Fi- nanceira e Remuneração Não Financeira. 8. Os tipos de remuneração apresentados e discutidos envolvem estímulos finan- ceiros e não financeiros, e se resumem ao foco em salário fixo, comissões e be- nefícios. Referente ao tipo de remuneração definido como Totalmente Vari- ável, é correto o que se afirma em: a) Essa forma de remuneração determina um valor fixo de quanto o vendedor receberá independente das vendas que realizar e tem como vantagem a segu- rança que o profissional de vendas tem na organização. b) Trata-se de uma forma de remuneração muito utilizada pelas empresas no mercado, oferecendo à equipe de vendas uma remuneração mínima mensal, normalmente menor do que o praticado no mercado. c) Envolve não somente a remuneração financeira (dinheiro), mas também, o uso de premiação e a participação nos resultados, com o objetivo de estimular e motivar a equipe de vendas a alcançar as metas de vendas da organização. d) Ocorre quando o vendedor recebe comissão com base no seu volume de vendas, e apresenta como vantagem sua ação motivadora, pois depende do vendedor a determinação do seu salário mensal; e que o risco da atividade de vendas é transferido ao vendedor e não à organização. e) Envolve as ajudas de custo propostas e oferecidas pela organização à sua equi- pe de vendas, como os custos para cobrir as despesas no processo de vendas referente a deslocamento, custos de alimentação, hospedagem, entre outros. 100 REMUNERAÇÃO X DESEMPENHO PROFISSIONAL É comum ouvirmos de diversos especialistas da área de gestão e até de empresários que salário não é tudo, mas que o clima organizacional e a forma como a empresa trata seus funcionários influencia no dia a dia de trabalho. No entanto, será que é mesmo assim? Será que a remuneração não é fator determinante de desempenho do trabalho? Sabemos que quanto melhor a remuneração, - e quando falamos nela, não estamos nos referindo somente ao salário (dinheiro) recebido pelos colaboradores, mas também aos benefícios - maior será o interesse em busca de vagas pelos profissionais existentes no mercado. Contudo, pagar altos salários não quer dizer que seus funcionários estão satisfeitos. O clima organizacional, que envolve o relacionamento entre colaboradores, a comunica- ção interna da organização e a forma como está organizada e vem sendo oferecido o ambiente de trabalho, também pesa na satisfação do funcionário. O site Catho ([2017], on-line)² demonstra, por meio de pesquisas, que o colaborador ao pontuar os 3 (três) principais fatores de satisfação dentro das organizações, levanta a Perspectiva de Progresso em 1º lugar, seguida do Clima Organizacional (2º lugar) e na sequência, em 3º lugar, a Remuneração. Voltando, porém, ao nosso foco principal, o da Remuneração, o site ainda determina que problemas relacionados aos salários e benefícios recebidos pelos colaboradores podem influenciar, de maneira negativa, no seu comprometimento e no grau de produção de seu trabalho. É comum ouvirmos reclamações de colegas de trabalho e até de amigos e familiares quanto à sua insatisfação pela remuneração na empresa onde trabalha. E como essas reclamações podem influenciar na imagem da empresa? Imagine a seguinte situação: você está em uma festa de amigos, e um conhecido co- meça a reclamar da baixa remuneração da empresa onde trabalha. E com isso, outros pontos negativos, devido à insatisfação desta pessoa, começam a aparecer. Qual será a sua imagem dessa empresa? Com certeza não será a melhor e, se um dia vier a ser convidado a trabalhar nela, relembrará de todas as informações negativas que lhe foram ditas anteriormente. E é assim que funciona. Um funcionário insatisfeito com o seu salário, além de não pro- duzir corretamente, devido à sua desmotivação, ainda “fala mal” da empresa para ou- tros, e pode criar uma imagem negativa na mente das pessoas. É lógico que você deve estar se questionando se todas as organizações conseguem ofe- recer salários compatíveis com as expectativas de seus funcionários. A resposta é não. 101 Entretanto, outros fatores, como o clima organizacional e os benefícios podem e de- vem ser trabalhados a favor da empresa. Funcionário satisfeito, muitas vezes, leva outros pontos em consideração além do salário para se manter na empresa. Agora que você já sabe um pouco mais sobre o fator remuneração x satisfação, pense e analise bem qual a melhor maneira de remunerar sua equipe de vendas. Levante os principais pontos de satisfação, verifique aqueles que geram uma imagem negativa dos funcionários e busque oferecer o que será melhor para a empresa e para seus colabo- radores. Fonte: a autora. MATERIAL COMPLEMENTAR APRESENTAÇÃO: O SEBRAE disponibiliza diversos materiais digitais e que trabalham a gestão e a organização da equipe de vendas. O material apresentado, no link a seguir, discute e trabalha a gestão da equipe de vendas. LINK: http://www.sebraesp.com.br/arquivos_site/biblioteca/guias_cartilhas/ebook_gestao_ equipe_vendas.pdfREFERÊNCIAS 103 CASTRO, L. T. e; NEVES, M. F. Administração de vendas: planejamento, estratégia e gestão. São Paulo: Atlas, 2014. COBRA, M. Administração de Vendas. São Paulo: Atlas, 2012. GOBE, A. C.; MOREIRA, J. C. T.; FISCHER, C. H.; SOUSA, J. J. de; PASQUALE, P. P. Admi- nistração de vendas. São Paulo: Saraiva, 2007. HILMANN, R. Administração de vendas, varejo e serviços. Curitiba: InterSaberes, 2013. LUPETTI, M. Gestão estratégica da comunicação mercadológica. São Paulo: Thomson, 2009. SCHWEPKER JR, C. H.; WILLIAMS, M. R. Gerenciamento de Vendas: análise e tomada de decisão. São Paulo: Cengage Learning, 2008. STANTON, W. J.; ALENCAR, D. C. de; SPIRO, R. Administração de vendas. 10. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2000. WANKE, P.; JULIANELLI, L. Previsão de vendas: processos organizacionais & méto- dos quantitativos e qualitativos. São Paulo: Atlas, 2006. REFERÊNCIAS ON-LINE 1 Em: <http://www.sebraerj.com.br/docs/ComoElaborarumPlanodeVendas.pdf>. Acesso em: 14 mar. 2017. 2 Em: <http://www.catho.com.br/salario/action/artigos/Contribuicao_da_remune- racao_para_a_satisfacao_geral.php>. Acesso em: 15 mar. 2017. GABARITO 1) Técnicas Qualitativas: são desenvolvidas por meio de pesquisas de opinião, painéis e reuniões com especialistas de mercado, envolvendo a análise das infor- mações disponíveis no mercado. Técnicas Quantitativas: podem ser temporais ou causais. As temporais são relacionadas à análise de dados históricos de ven- das, para determinação de padrões futuros, enquanto as causais são analisadas com base em fatores de mercado como o PIB e a inflação, para que seja traçada uma previsão de vendas futuras. 2) Potencial de Mercado: realizada quando se busca o melhor nível possível de vendas (resultados) do setor em uma determinada área geográfica durante um período pré-estabelecido de tempo. Previsão de Mercado: envolve o nível es- perado de vendas do setor, durante um período específico de tempo, com base em uma estratégia para uma determinada área geográfica. Potencial de Ven- das: busca o melhor nível possível de vendas (resultados) da empresa por um período determinado em uma área geográfica. Previsão de Vendas: é o nível esperado de vendas da empresa para uma área geográfica determinada por cer- to tempo. 3) A opção correta é a E. 4) A opção correta é a B. 5) Territórios em Forma de Retângulo: é dividido em partes iguais por meio de li- nhas horizontais e verticais, conforme apresentado na figura. Contudo, a divisão nem sempre é feita de forma igualitária, podendo haver maior concentração de consumidores em um retângulo do que em outro. Territórios em Forma de Hexágono ou Círculo: permite um deslocamento maior do vendedor, pois a forma hexagonal ou em círculo proporciona um des- locamento com maior rapidez entre um cliente e outro, facilitando também o retorno do vendedor a sede da empresa. Territórios em Forma de Cunha: permite que uma área maior seja trabalhada pelo profissional de vendas, porém, a distância entre um ponto e outro pode aumentar o custo e o tempo de deslocamento e atendimento entre os clientes. Territórios em Forma de Trevo: nessa forma de território, o vendedor “[...] dependendo do número de clientes e do número de visitas necessárias sema- nalmente, pode iniciar suas atividades por cada folha do trevo de tempos em tempos, facilitando assim o controle das visitas e o atendimento equitativo dos clientes” (GOBE et al., 2007, p. 291). A proximidade do vendedor à empresa per- mite seu retorno com rapidez e sem custos altos. GABARITO 105 6) Interna (indireta): definida como aquela utilizada pela empresa com exclusivida- de, pois trabalhará com vendedores próprios e que deverão atuar com vendas e visitas exclusivas aos clientes da empresa. Envolve todas as atividades de aten- dimento e abordagem do cliente no ambiente interno da organização, no qual a equipe de vendas possui recursos internos da organização para as vendas, por exemplo, o uso de materiais no ponto de vendas e expositores do produto. Externa (Indireta): atua e utiliza vendedores terceirizados por meio de seus repre- sentantes, distribuidores ou vendedores autônomos e que não possuem vínculo trabalhista com a organização. Envolve toda e qualquer forma de atendimento aos consumidores no ambiente externo da organização, sendo esses profissio- nais de vendas que desenvolvem trabalho de campo por meio da visitação dos atuais e potenciais clientes. 7) Remuneração Financeira: composta por fatores como salário, prêmios, comis- sões de vendas e participação nos lucros e resultados finais da organização. Remuneração Não Financeira: são recompensas que incluem férias, 13º salá- rio, gratificações, horas extras e benefícios sociais, como assistência médica e odontológica, vale-refeição, auxílio educação, convênios com supermercados e farmácias, entre outros. 8) A opção correta é a D. U N ID A D E IV Professora Me. Cláudia Cristina Batistela Francisco FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Objetivos de Aprendizagem ■ Compreender a aplicação da Comunicação em Vendas. ■ Verificar as funções dos Profissionais de Vendas no mercado. ■ Compreender as formas de Recrutamento e Seleção da equipe de vendas. ■ Analisar as formas de Treinamento e Motivação da Equipe de Vendas. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Informação e Comunicação no Sistema de Vendas ■ Funções dos Profissionais de Vendas ■ Perfil e Habilidades do Profissional de Vendas ■ Recrutamento e seleção da Equipe de Vendas ■ Treinamento e Motivação da Equipe de Vendas INTRODUÇÃO Caro aluno(a), estamos chegando à Unidade IV do material de Gestão de Vendas e acreditamos que você já tenha aproveitado as informações que foram passa- das nas demais unidades. No entanto, ainda temos assuntos a serem apresentados e discutidos, e que são importantes para nossos estudos. Assim, nesta unidade do livro, iniciamos nossa discussão com a Comunicação em Vendas, abordando a importância desse processo de troca de informações entre organizações e consumidores. Além disso, apresentaremos algumas ferramentas de comunicação que podem ser usadas para divulgar os produtos e/ou serviços aos consumidores. Na sequência, vocês terão acesso ao conteúdo que reflete e apresenta as fun- ções dos profissionais de vendas. Serão trabalhadas, nesse momento, a função do Gerente de Vendas, Vendedor, Assistente de Vendas e Promotor de Vendas. Serão apresentadas as particularidades de cada função, porém já é válido ressaltar que todas apresentam a necessidade de conhecimento de público, mer- cado e produto e/ou serviço como característica básica para sua execução nas organizações. Após conhecer as funções, passamos a discutir o perfil e as habilidades dos profissionais de vendas. É preciso levar em consideração nesse momento, que cada organização adequará as habilidades procuradas em seus profissionais com base em seus objetivos de mercado. O processo de recrutamento e seleção da equipe de vendas será o pró- ximo tópico a ser discutido em nossos estudos. Aqui serão apresentados pontos importantes para que os gestores da equipe de vendas, bem como a empresa, organizem-se e definam o perfil do profissional e a sua forma de contratação. Por fim, trataremos o ponto referente ao processo de treinamento e motivação da equipe de vendas. Não abordaremos nesse momento formas de treinamento, mas sim o processo de organização de ações focadas em treinamento da equipe e ações de motivação a serem realizadas. Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e19 98 . 109 FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E110 INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO SISTEMA DE VENDAS A comunicação no processo de vendas envolve o ato de transmissão de informa- ções de maneira verbal e não verbal entre vendedor e consumidor (FUTRELL, 2003). Trata-se de um processo de troca de informações e mensagens, em busca de uma resposta esperada, que é a venda. A Comunicação Verbal refere-se ao uso das palavras, tanto faladas, quanto escritas, enquanto a Comunicação Não Verbal não está relacionada às palavras e ocorre por meio de gestos, expressões, postura corporal, entre outros (SILVA, 2006). Uma das funções da Comunicação Não Verbal, está em complementar a ver- bal, porém, se usada de maneira errada dentro de um processo de vendas, pode transmitir uma informação distorcida ao consumidor. Futrell (2003) determina 4 (quatro) principais canais de comunicação não verbais entre vendedor e consumidor: ■ Espaço físico entre vendedor e comprador: está relacionada à distância de espaço que as pessoas mantêm entre si, e são aceitáveis, em sua deter- minada situação. As distâncias entre as pessoas, ou seja, um vendedor que está muito distante (em relação a espaço) do consumidor pode pas- sar uma impressão negativa, como a falta de interesse no atendimento. Entretanto, manter-se muito próximo, sem oferecer espaço de movimen- tação ao cliente, pode gerar desconforto. ■ Aparência: cabe aos profissionais de vendas se preocuparem com a sua apresentação pessoal, analisando o impacto que esta gera no cliente. Algumas empresas determinam padrões de vestimentas e penteados para seus colaboradores, visando um padrão de aparência e “arrumação”. ■ Aperto de mão: é uma forma de duas pessoas se cumprimentarem durante uma situação profissional. Informação e Comunicaçãono Sistema de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 111 Um aperto de mãos prolongado é mais íntimo que um rápido, e cau- saria desconforto ao cliente [...] um aperto de mão frouxo, frio ou ser vigor é normalmente interpretado como o de uma pessoa distante e não disposta a aproximação (FUTRELL, 2003, p. 120). ■ Movimentos de corpo: são relacionados aos sinais corporais transmiti- dos pelo consumidor e também pelo vendedor da empresa. Podem ser expressões faciais, movimentos e posições dos braços, entre outros, e que podem transmitir as mensagens de aceitação, cautela ou desacordo. Até esse momento, discutimos ações e fatores da comunicação verbal e não ver- bais, e que são relacionados especificamente à venda direta, “cara a cara” com o consumidor. Contudo, é preciso analisar, também, algumas ferramentas de comunicação que permitem ações direcionadas e imediatas no ponto de venda e que auxiliam o vendedor no processo de venda ao consumidor. A Promoção de Vendas está relacionada às ações de incentivo de uma empresa para que seus consumidores comprem a marca, estimulando também uma venda mais agressiva da equipe de vendas (SHIMP; SOUZA, 2009). As ações de comunicação dessa ferramenta podem auxiliar as organizações em seu processo de vendas, visando o alcance de seus objetivos mercadológicos. FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E112 Quadro 1 - Tarefas que as promoções podem e não podem desenvolver AS PROMOÇÕES DE VENDAS PODEM • Estimular o entusiasmo da equipe de vendas por um produto novo, aprimorado ou amadurecido • Revigorar as vendas de uma marca amadurecida • Facilitar o lançamento de novos produtos no mercado • Incrementar a dinâmica (de espaço) em prateleira • Neutralizar a publicidade e as promoções de vendas da concorrência • Obter compras experimentais por parte dos consumidores • Manter os usuários atuais, estimulando a repetição das compras • Aumentar a utilização do produto, estocando os consumidores • Derrubar a concorrência, “lotando” os consumidores. • Reforçar a publicidade AS PROMOÇÕES DE VENDA NÃO PODEM • Compensar uma equipe de vendas mal treinada ou a falta de publicidade • Dar ao comércio ou aos consumidores um motivo convincente para continuar vendendo uma marca por muito tempo • Interromper definitivamente a tendência de queda nas vendas de uma marca estabelecida ou alterar a rejeição básica a um produto não-desejado Fonte: Shimp e Souza (2009, p. 521). Além disso, Zenone e Buairide (2005) afirmam que as ações promocionais podem ser usadas diretamente com a equipe de venda por meio de informações e mate- riais de apoio a vendas como portfólios, manuais de vendas e materiais auxiliares. As ações de Merchandising envolvem as formas de exposição da marca, produto e/ou serviço no ponto de venda, como uma forma de atrair a atenção do consumidor (ZENONE; BUAIRIDE, 2005). Tais ações oferecem objetivos mercadológicos que contribuem para o pro- cesso de vendas. Dentre eles, estão os objetivos de: ■ Vender mais: uma ação de merchandising direcionada contribui para o aumento das vendas a curto prazo, e auxiliam aos profissionais de vendas na exposição da marca e dos produtos no ponto de vendas. ■ Incrementar o número de consumidores: atrai novos consumidores para o ponto de venda. Informação e Comunicaçãono Sistema de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 113 Cabe aos profissionais de venda a execução e o controle das ações de comunica- ção aqui propostas e apresentadas, tendo sempre como foco o atendimento das necessidades e dos consumidores dos clientes da empresa. O merchandising envolve ações de comunicação e incentivo ao consumo no ponto de venda aos consumidores das organizações. No entanto, usar o merchandising não é tão simples como muitas empresas imaginam, e uma ação aplicada e realizada de maneira errada pode prejudicar a imagem da empresa, produtos e/ou serviços no mercado. E para que você possa conhe- cer um pouco mais sobre como o Merchandising e as ações no ponto de venda contribuem para o processo de vendas, confira o link: http://www.webartigos.com/artigos/como-o-merchandising-pode-contri- buir-no-ponto-de-venda-para-conquistar-clientes/7384/ Fonte: Adaptado de Webartigos.com (2008, on-line)¹. FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E114 FUNÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE VENDAS Antes de iniciarmos a definição de cada função individual do profissional de vendas, cabe um momento de discussão quanto às funções das vendas, com foco geral em seus profissionais. Futrell (2003) determina o processo de vendas como uma ação de comu- nicação pessoal de informações que buscam persuadir o cliente a comprar algo que atenda suas necessidades individuais. E que a definição de vendas está rela- cionada a uma pessoa ajudando a outra. É nesse momento de ajuda, para que o cliente consiga satisfazer às suas necessidades, que verificamos a existência e atuação dos profissionais de vendas. “O profissional de vendas costuma trabalhar com prospects ou clientes no sentido de examinar suas necessidades, fornecer informações, suge- rir um produto que atenda aquelas necessidades e prestar atendimento pós-venda, a fim de garantir a satisfação a longo prazo”. (FUTRELL, 2003, p. 4) Fica claro, com essa definição do autor, o quanto a função do profissional de vendas, independente do seucargo na empresa, está relacionada à satisfação do consumidor e à busca de um retorno deste, visando ao desenvolvimento e à lucratividade da empresa no mercado. Funções dos Profissionais de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 115 Gobe et al. (2007) determinam que, entre os principais objetivos da força de vendas, estão: ■ Prospecção de mercado: está relacionada à busca e identificação de novos mercados potenciais para a empresa. ■ Definição do alvo: direcionar as ações de vendas aos clientes atuais e potenciais. ■ Comunicação com o mercado: conhecer as informações sobre o produto e/ou serviço para que possam auxiliar na tomada de decisão de compra do cliente. ■ Venda propriamente dita: desenvolvimento das técnicas de vendas, que envolvem a abordagem, apresentação, argumentação, fechamento da negociação e pós-venda. ■ Coleta de informações: conhecimento de mercado, com dados e infor- mações relevantes à empresa. ■ Fidelização do cliente: manter relacionamento com os clientes. Ao trabalhar tais objetivos com a força de vendas, a empresa consegue se desta- car no mercado frente à concorrência e atingir seus objetivos mercadológicos. Cobra (2011) ainda determina que o progresso e desenvolvimento de um país está relacionado à expansão de sua economia, e que, por muitas vezes, é movida pela ação das necessidades de compra, que são supridas com a venda de produtos e/ou serviços. Quando o vendedor está sozinho frente ao cliente, chega para ele a hora da verdade. Para chegar até aquele momento, um longo caminho foi percorri- do. Houve uma preparação prévia, ele foi treinado pela empresa, estudou, aprendeu, observou e agora se encontra apto a exercer a profissão que es- colheu. (Reinaldo Heitor de Souza) FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E116 O vendedor pode contribuir estimu- lando as vendas e o consumo dos produtos e/ ou serviços, o que auxilia a manter períodos de prosperidade para as empresas. Afinal, o sucesso e crescimento de uma empresa são influenciados pela satisfação do consumidor realizada pelo trabalho do vendedor. Agora que discutimos brevemente a importância da força de vendas nas empre- sas, passaremos a analisar as funções do Profissional de Vendas, entre elas a do Gerente de Vendas, Vendedor, Assistente de Vendas e Promotor de Vendas. GERENTE DE VENDAS Ao Gerente de Vendas, cabe a função de liderança e direcionamento da equipe de vendas no mercado. Além disso, cabe aos profissionais dessa área conhecer o mercado e levantar informações sobre o cliente (HILMANN, 2013). O Gerente de Vendas como líder é definido por Chiavenatto (2005) com base na figura a seguir: Funções dos Profissionais de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 117 Figura 1 - Gerente de Vendas como líder Fonte: Chiavenatto (2005, p. 206). A figura apresenta os principais papéis do líder da equipe de vendas e que englo- bam funções e objetivos do gerente. Além de exercer tais funções, é preciso conhecer muito bem as características e funções dos produtos e/ou serviços ofe- recidos pela sua empresa aos consumidores, bem como conhecer também os produtos vendidos pela concorrência. Gobe et al. (2007) ainda definem como função do Gerente de Vendas a definição de estratégias para a Força de Vendas, determinando a forma como o comprador deve ser abordado, como a equipe de vendas deve se posicionar no mercado, o tamanho da equipe, a realização de treinamento e reuniões e a moti- vação dos vendedores. Assim, é possível afirmar, com base em Hilmann (2013), Gobe et al. (2007), Cobra (2011) e Chiavenatto (2005), que cabe ao Gerente de Vendas as seguintes funções, Planejamento da Força de Vendas e Administração e Desenvolvimento da Força de Vendas. FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E118 O Planejamento da Força de Vendas envolve as seguintes atividades: ■ Realizar cálculos para a determinação da quantidade de vendedores ou representantes para cobrir determinada área de atuação da empresa: para auxiliar nessa análise, os autores determinam a importância na análise do número de clientes a serem atendidos e a quantidade de empresas a serem visitadas pelos vendedores (no caso de vendedores externos). ■ Determinar o território de vendas da equipe, que abordamos com mais profundidade na Unidade III do livro. ■ Definir os objetivos mercadológicos da equipe: cabe ao Gerente de Vendas determinar as metas e objetivos de vendas da equipe no mercado. ■ Remuneração da equipe de vendas: definir as melhores formas de remu- neração da equipe, que sejam atrativas e estejam dentro das possibilidades financeiras da organização. Por sua vez, a Administração e Desenvolvimento da Força de Vendas envolve as atividades de: ■ Recrutamento e seleção: está relacionado à escolha dos profissionais que irão compor a equipe de vendas, em que serão analisadas suas qualifi- cações para a função, habilidades de vendas, motivação, confiabilidade, profissionalismo e conhecimento de mercado. O objetivo está em formar uma equipe com profissionais qualificados. ■ Treinamento da equipe de vendas: um dos diferenciais, que mantém as empresas competitivas no mercado, está em possuir e manter uma equipe de vendas treinada e preparada para atender o consumidor. O atendi- mento ao cliente passa a ser visto como um diferencial de vendas, pois produtos e serviços estão cada vez mais parecidos. O treinamento deve ser visto pelo Gerente de Vendas como uma importante ferramenta, sendo que cabe à empresa oferecer estrutura e recursos para que essa ação ocorra. ■ Motivação da Equipe de Vendas: vender produtos e/ou serviços em perí- odos de crescimento de mercado é uma tarefa fácil para o vendedor, o problema aparece quando as vendas estão fracas e a motivação da equipe Funções dos Profissionais de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 119 de vendas diminui. É nesse momento que o Gerente de Vendas deve exer- cer suas habilidades e motivar a equipe para que possam superar esse momento de mercado. Além dessas informações, ao consultarmos o site do Ministério do Trabalho e Emprego ([2017], on-line)² na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações, verificamos que a função do gerente de vendas está relacionada à elaboração dos planos estratégicos de vendas, a implementação e coordenação da execução de tais planos, o gerenciamento do recursos humanos em vendas e a administração dos recursos materiais e financeiros utilizados na atuação de sua equipe no mercado. Bernardo e Bazaga (2011, p. 5) afirmam que o processo de gerenciamento de uma equipe de vendas tornou-se importante para as empresas, e que “[...] o gerente de vendas assume múltiplas faces, pronto para o papel de facilitador, auxiliando no trabalho dos vendedores e eliminando obstáculos que às vezes impedem a realização das vendas”. O que torna um Gerente de Vendas bem sucedido em sua função está relacio- nado à sua capacidade de motivar a equipe, no acompanhamento do desempenho individual e na busca por melhores salários e política de premiações. O perfil do Gerente de Vendasmuda, passando a ser, hoje, um profissional voltado para as pessoas, comprometido com o desenvolvimento de sua equipe e da empresa. VENDEDOR A função do vendedor está relacionada às atividades de atendimento e abor- dagem do cliente no ambiente interno e externo da empresa. Gobe et al. (2007, p. 181) afirmam que “diversas empresas já estão reconhecendo que é a força de vendas o que de fato implementa todas as estratégias de marketing, sendo, por- tanto, um dos principais responsáveis pela obtenção e manutenção da satisfação dos seus clientes”. É por meio da satisfação dos consumidores que a empresa busca o aumento do seu faturamento e lucratividade, sendo que essa satisfação será alcançada durante o processo de vendas. FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E120 As funções dos vendedores também são apresentadas e definidas como aqueles que vendem produtos e/ou serviços em estabelecimentos comerciais, demons- trando seu funcionamento, qualidade e vantagens, além de auxiliar os clientes em suas escolhas (MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, [2017], on-line)². Souza (2009) também apresenta as seguintes funções básicas do vendedor: ■ Pesquisar o mercado: buscar informações para conhecer as necessida- des do consumidor, as novidades referentes ao produto e/ou serviço que vende e analisar a concorrência. ■ Programação do trabalho de vendas: é preciso se programar quanto aos objetivos e metas da empresa a serem atingidos, direcionando e criando um sistema de trabalho. ■ Conhecimento do produto e/ou serviço: um bom profissional de vendas é aquele que conhece muito bem o que está vendendo, quanto às suas características, funções, processo de fabricação, utilização pelo consu- midor, preço, entre outros. ■ Pós-Venda: não basta somente realizar a venda, é preciso acompanhar o consumidor após sua compra para verificar sua satisfação com o produto e/ou serviço e também com o atendimento realizado. Além disso, Hilmann (2013) determina ainda que o vendedor deve ser um bom ouvinte, sabendo analisar e compreender as necessidades apresentadas pelo cliente e, assim, direcionar a venda para o produto e/ou serviço que o consu- midor procura. Ou seja, a função do vendedor deve estar em torno da compreensão daquilo que o cliente deseja, identificando tais necessidades e suprindo-as com a compra. Vendedor que não conhece o produto que vende, arrisca-se a passar por situações embaraçosas. (Reinaldo Heitor de Souza) Funções dos Profissionais de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 121 ASSISTENTE DE VENDAS Um profissional que executa a função de Assistente de Vendas tem como obje- tivo “[...] dar suporte a toda a estrutura de vendas considerando vendedores, supervisores e gerentes de vendas” (SILVA, 2012, p. 62). Cabe a esse profissional a tarefa de controlar a atuação da equipe de vendas no mercado, analisando os números de vendas atuais, bem como a elaboração de metas futuras e o controle das comissões dos vendedores. A descrição sumária dessa função, apresentada no site do Ministério do Trabalho e Emprego ([2017], on-line)², no CBO, define o assistente de vendas como aquele que: planejam atividades de vendas especializadas e de demonstração de produtos. Realizam seus trabalhos através de visitas a clientes, onde apresentam e demonstram seus produtos, esclarecem dúvidas e acom- panham o pós-venda. Contatam áreas internas da empresa, sugerem políticas de vendas e de promoção de produtos e participam de eventos. Podem ser denominados também como técnico de vendas e vendedor pracista. Contudo, é correto afirmarmos que trata-se de uma função de suporte ao Gerente de Vendas, para controle e desenvolvimento da equipe de vendas no mercado. PROMOTOR DE VENDAS O Promotor de Vendas visa facilitar o acesso do consumidor ao produto no ponto de venda, utilizando-se de técnicas de demonstração e exposição dele de forma que possam influenciar o processo de decisão de compra do consumidor. Cabe a esse profissional a função, segundo site do Ministério do Trabalho e Emprego ([2017], on-line)², de expor e abastecer as mercadorias no ponto de venda de forma atrativa e com apresentação de seu preço. Zenone e Buairide (2011) determinam que o promotor de vendas é visto como um auxiliar na divulgação e venda dos produtos no ponto de vendas, cabendo a esse profissional a função de expor o material de ponto de venda, exe- cutar demonstrações do produto, treinar os vendedores da empresa intermediária FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E122 e elaborar planos adequados para a exposição o produto. E as ações realizadas pelo Promotor de Vendas são: ■ Divulgação do produto no ponto de venda: com o auxílio de materiais de comunicação e marketing elaborados pela empresa, o promotor de ven- das expõe e comunica o produto ao consumidor. ■ Estimular a compra: demonstrar o produto ao consumidor, estimulando sua aquisição, levando o produto ao comprador. ■ Dar suporte aos vendedores: atuam no ponto de venda auxiliando no processo de vendas. O Promotor de Vendas realiza diversas ações no ponto de venda para atrair o consumidor e levá-lo à compra. Além disso, são peças fundamentais para as organizações em suas ações de comunicação e marketing com o mer- cado. Entretanto, utilizar-se de um promotor de vendas apenas para atrair consumidores não trará resultados às organizações, é preciso apresentar e ter no ponto de venda uma equipe treinada e apta a apresentar o produto, além de esclarecer dúvidas e oferecer incentivos ao consumo. O link a seguir apresenta técnicas e maneiras de realizar ações de promoção de vendas: http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/ bds.nsf/15D3B7D1212C396503257147006A0292/$File/NT00032002.pdf Fonte: adaptado de Biblioteca SEBRAE ([2017], on-line).3 Perfil e Habilidades do Profissional de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 123 PERFIL E HABILIDADES DO PROFISSIONAL DE VENDAS Iniciamos esse tópico do estudo entendendo que não há uma fórmula correta que defina um profissional de vendas: suas habilidades e capacidades devem ser direcionadas e atenderem ao perfil da empresa no qual está atuando. Como definir o perfil do profissional de vendas ideal? Não existem re- ceitas ou fórmulas que definam qual é perfil ideal; o que existe é o pro- fissional mais adequado para uma determinada empresa ou produto, que reúna o maior número de atributos e qualidades que se aproximem do esperado pelo seus revendedores ou consumidores. (GOBE et al., 2007, p. 82) O sucesso de um profissional de vendas está relacionado, cada dia mais, aos esforços estratégicos da equipe, ao invés das características individuais de cada profissional. As habilidades de cooperação e trabalho em equipe de um profissional de vendas são fatores determinantes para o sucesso da empresa (SCHWEPKRER JR; WILLIAMNS, 2008). Os autores ainda discutem que, na medida em que o mercado se desenvolve, as habilidades necessárias para um profissional de vendas evoluem e estão rela- cionadas em atender às necessidades de mercado e dos consumidores. E para isso apresentam as seguintes habilidades do profissional de vendas: FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penale Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E124 ■ Empatia: está relacionada a capacidade de ver as coisas com o olhar do outro, ou seja, apresenta-se na capacidade do profissional de vendas em compreender o que o cliente busca, suas dicas e solicitações. ■ Autoconfiança: acreditar que podem ser bem sucedidos na função que estão exercendo, bem como na realização do processo de vendas. Os auto- res ainda afirmam que essa habilidade está relacionada ao ego da pessoa. ■ Comunicação interpessoal: saber comunicar-se com o consumidor, ouvindo e fazendo perguntas. Os profissionais de vendas devem ser capa- zes de ouvir com eficácia e questionar o cliente para que possam conhecer suas necessidades e preocupações durante o processo de compra. ■ Entusiasmo: está relacionado tanto ao entusiasmo em vender, quanto a ter atitudes entusiásticas. A figura a seguir é apresentada por Gobe et al. (2007) em seus estudos e resume as habilidades do profissional de vendas. Negociação bem sucedida Habilidades interpessoais Habilidades de negociação Habilidades técnicas Conhecer e administrar as suas fraquezas; Conhecer a outra parte e as suas necessidades; Ter uma atitude que não gere descon�ança; Saber ouvir e comunicar; Criar um clima de cooperação e con�ança entre as partes. Levantar e analisar informações; Planejar a negociação; Executar e controlar a negociação, cumprir o planejado; Levar consigo boas idéias e argumentos; Ser habilidoso para fazer concessões, �exibilidade; Saber superar impasses - manter a calma e o controle da situação. Conhecer profundamente as informações de mercado, como concorrência, legislação e aspectos econômicos, que possam interferir na negociação; Conhecer as vantagens, os bene�cios e os detalhes técnicos de produto ou serviço; Saber o que é um bom ou mau negócio para a sua empresa e para o cliente. Figura 2 - Habilidades do Profissional de Vendas Fonte: administração de vendas (GOBE et al., 2007). Perfil e Habilidades do Profissional de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 125 As Habilidades Interpessoais estão relacionadas ao contato do vendedor com o cliente, visando atender suas necessidades, gerar oportunidades e vendas e apresentação do produto. Por outro lado, as Habilidades Técnicas são relacionadas ao conhecimento das características do produto e/ou serviço que vende. É preciso entender e expli- car as características do que se vende do ponto de vista técnico. As Habilidades de Negociação, por sua vez, tem o foco no processo de venda, permitindo ao profissional realizar um processo de negociação com o consumi- dor. Nesse momento, é preciso conhecer e aplicar técnicas de negociação para que a venda seja fechada no momento correto e de forma que satisfaça o cliente. Além de todas as habilidades apresentadas, Futrell (2003) determina que o sucesso para o profissional de vendas também está em gostar de seu trabalho e estar convencido de que o produto e/ou serviço que está oferecendo ao cliente é algo de grande valor. Sabemos que um profissional de vendas não é somente aquele que “sabe vender”, mas sim aquele que possui diversas habilidades necessárias para a venda certa. (Leila Navarro) FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E126 RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DA EQUIPE DE VENDAS Além de definir as funções dos profissionais de vendas, cabe à organização o recrutamento e a seleção dos profissionais conforme as suas necessidades e os trabalhos que serão executados no dia a dia da empresa. Assim, passamos a abor- dar neste momento a importância e as ferramentas de tais processos. Em sua maioria, cabe ao Gerente de Vendas, juntamente com o pessoal do departamento de recursos humanos, realizar o processo de recrutamento e sele- ção da equipe de vendas (SCHWEPKER JR, WILLIAMS, 2009). Contudo, caso esse processo não ocorra da maneira correta, a organização pode enfrentar pro- blemas como: ■ Cobertura de vendas inadequadas. ■ Falta de acompanhamento do cliente. ■ Aumento nos custos de treinamento para suprir as deficiências da contratação. ■ Alta taxa de rotatividade. ■ Dificuldade em se estabelecer relacionamento duradouro com os clientes. ■ Baixa performance da equipe de vendas. ■ Os custos devido a falhas no processo de recrutamento e seleção são con- siderados inestimáveis para as organizações, pois, além de refletir em uma equipe deficitária e que pode não gerar os resultados esperados, pode- -se prejudicar a imagem da organização no mercado, podendo a empresa ser vista como uma organização com falhas no atendimento ao cliente. Recrutamento e Seleção da Equipe de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 127 E para a realização desse processo, Stanton, Alencar e Spiro (2000) apresentam 5 (cinco) estágios do processo de recrutamento e seleção da força de vendas: 1ª – Planejar o processo de recrutamento e seleção. 2ª – Recrutar um número adequado de candidatos. 3ª – Selecionar os candidatos mais qualificados. 4ª – Contratar os que tiverem sido seleccionados. 5ª – Assimilar os novos contratados na empresa. A primeira etapa, que envolve o planejamento do processo de recrutamento e seleção, é representada pelos autores na figura a seguir. Figura 3 - Processo de preenchimento de vagas da força de vendas Fonte: Stanton, Alencar e Spiro (2000, p. 106). Esse 1º (primeiro) estágio trabalha e descreve, por meio de um fluxograma, todas as demais etapas que serão realizada dentro do processo de recrutamento e seleção da equipe de vendas. Primeiramente é preciso determinar as responsabilidades pelo processo de recrutamento, bem como definir a quantidade de contrações, FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E128 a descrição dos cargos e a determinação das qualificações para a contratação. Após essa etapa, os responsáveis pelo processo passarão para o estágio de recrutamento (2º estágio). É nesse momento que serão identificadas as fontes e origens do candidato à vaga, verificando se estas estão ou não de acordo com o perfil da vaga. O 3º (terceiro) estágio está dividido em 3 (três) etapas: estabelecer e proje- tar um sistema para avaliar os padrões e habilidades do candidato à vaga, avaliar o candidato quanto às suas qualificações e à tomada de decisão da seleção. O 4º (quarto) estágio envolve a etapa de contratação, e o 5º (quinto) estágio a assimi- lação do novo colaborador na força de vendas. Além desses estágios, Castro e Neves (2014) determinam a importância em se conhecer e determinar as variáveis a serem analisadas durante o processo de recrutamento e seleção. Tais informações serão utilizadas com o objetivo de levar e conhecer as características dos candidatos à vaga. Sendo tais variáveis definidas como: ■ Físicas e Demográficas: referentes à idade, gênero, estado civil, entre outros. ■ Formação Educacional e Experiência Profissional: são utilizadas para o conhecimento quanto à formação pessoal e dados da formação familiar (contexto familiar), nível educacional do candidato (graduação e especia- lizações) e experiências que possui na área de vendas e em outras áreas. ■ Estilo de vida e status atual: envolvem informações referentes à vida familiar (atividades do cônjuge e filhos), número de dependentes, situ- ação financeirafamiliar e atividades extras (hobbies) realizados pelo candidato à vaga. Recrutamento e Seleção da Equipe de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 129 ■ Aptidões (inerentes à pessoa): nesse momento, são verificadas as habi- lidade cognitivas, a capacidade de comunicação verbal e a aptidão para o trabalho como profissional de vendas. ■ Habilidades (podem ser apreendidas): são aquelas que podem ser desenvolvidas no profissional, como a apresentação oral, as habilidades interpessoais de relacionamento, as habilidades administrativas e o conhe- cimento sobre a atividade e o negócio da organização. ■ Personalidade: fatores relacionados à responsabilidade, sociabilidade, autoestima, criatividade, flexibilidade e motivação. Apesar de termos apresentado diversas variáveis para o processo, cabe ao res- ponsável pelo recrutamento e seleção da equipe de vendas definir quais variáveis deverão ser utilizadas no processo completo. Definindo tais variáveis, é possível, também, determinar o perfil almejado do profissional de vendas a ser contra- tado pela organização. Gobe et al. (2007, p. 297) determinam que o processo de recrutamento e sele- ção deve “[...] utilizar um conjunto de técnicas e procedimentos de pesquisa e intervenções sobre as diferentes fontes capazes de fornecer à empresa um número adequado de pessoas necessárias ao alcance de seus objetivos”. Afirmam, ainda, que tais fontes podem ser internas ou externas. As fontes internas envolvem os recursos humanos disponíveis dentro da própria empresa ao se identificar pessoas que tenham interesse em preencher a vaga e/ou apresentem o perfil solicitado. Essa forma de contratação se dá por meio de promoções internas. Por outro lado, as fontes externas são formadas pelo recurso humano dis- ponível no mercado de trabalho e a sua utilização permite à empresa agregar ao seu efetivo de funcionários novos profissionais que poderão dar um novo ânimo à organização. Como fontes externas, podemos citar o banco de dados da empresa (formado por recrutamentos anteriores e currículos recebidos), anún- cios de vagas de emprego, contatos da empresa com o mercado e parcerias com empresas de recrutamento e centros educacionais. FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E130 Cabe também às organizações, durante o processo de recrutamento e sele- ção, definir as características importantes que procura no profissional de vendas. Castro e Neves (2014) apresentam tais características no quadro a seguir. Quadro 2 - Características procuradas em vendedores dependendo do tipo de vendedor TIPO DE VENDEDOR CARACTERÍSTICAS RELATIVAMENTE IMPORTANTES CARACTERÍSTICAS RELATIVAMENTE POUCO IMPORTANTES Trade selling, vendedor de canais Idade, maturidade, empatia, conhecimento dos consumidores e métodos de negócio. Agressividade, habilidade técnica, conhecimento de produto, persuasão. Missionário Jovialidade, energia, habilidade verbal, persistência. Empatia, conhecimento dos consumidores, maturidade, experiência prévia em vendas. Venda técnica Educação, conhecimento de produto e clientes, normalmente adquirido através de treinamento e inteligência. Empatia, persuasão, agressividade, idade. Vendedor de novos negócios Experiência, idade e maturidade, agressividade. Conhecimento do consumidor, conhecimento do produto, educação e empatia. Fonte: Castro e Neves (2014, p. 153). É importante ressaltar que a avaliação das características mais ou pouco impor- tantes deve ser realizada com base nas necessidades da organização e com o seu segmento de atuação. Além disso, durante o processo de entrevista, cabe ao res- ponsável pelo recrutamento realizar uma “checagem” das informações passadas pelos candidatos, realizar testes e simulações de vendas para que sejam com- provadas, verificando se eles possuem e apresentam as características descritas e necessárias para o cargo pretendido. Após definição da forma de contratação e das características dos profissio- nais, e a organização finalizar o seu processo de recrutamento, passa-se à etapa de Treinamento e Motivação da Equipe de Vendas, a qual passamos a abordar no tópico a seguir. Treinamento e Motivação da Equipe de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 131 TREINAMENTO E MOTIVAÇÃO DA EQUIPE DE VENDAS Agora que já discutimos o processo de recrutamento e seleção da equipe de ven- das, passamos ao ponto seguinte de nossos estudos, com foco no Treinamento e na Motivação da Equipe de Vendas. Primeiramente, é preciso que a organiza- ção se preocupe em integrar os profissionais de vendas à rotina da organização e da equipe. Gobe et al. (2007, p. 324) determinam que o processo de integração envolve [...] todas as ações de treinamento implementadas com o objetivo de familiarizar o vendedor com a organização no que se refere à sua cul- tura, à filosofia de trabalho, que envolve a missão, visão, crenças e va- lores, políticas e diretrizes, à estrutura hierárquica e de que maneira a empresa está organizada e aos produtos e serviços que são oferecidos ao mercado. Além disso, cabe ao profissional de vendas compreender as regras e regulamen- tos internos da organização, bem como a cultural organizacional e o seu espaço físico de trabalho. Tal processo de integração é de responsabilidade do super- visor e/ou superior da equipe de vendas, juntamente com o departamento de Recursos Humanos da organização. FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E132 Após essa integração, inicia-se o processo de Treinamento em vendas, que é realizado com base nas informações e características sobre o produto e/ ou serviço (complexidades dos produtos e/ou serviços, características e aspec- tos específicos da marca), os clientes (características, perfil, hábitos de compra e o que buscam na organização), a própria organização (características cultu- rais, procedimentos e rotinas administrativas), o mercado (segmento de atuação, concorrentes e desenvolvimento) e quanto às técnicas de vendas (treinamentos) (CASTRO; NEVES, 2014). É importante levantar em nossas discussões que o nível (complexidade e pro- fundidade) do treinamento está relacionado às especificidades dos produtos e/ou serviços da organização, bem como quanto à relação da empresa com seus con- sumidores no mercado. Assim, a organização está apta a determinar o objetivo do treinamento, para que possa atingir a necessidade levantada anteriormente. No entanto, realizar treinamento na organização não envolve apenas apresen- tar cursos ou reuniões em planejamento ou propósito pré-estabelecido. Afinal, o impacto do treinamento no desenvolvimento da organização e no dia a dia de trabalho da equipe de vendas é de extrema importância na busca de resultados positivos e lucrativos. Para exemplificar e compreender melhor essas informa- ções, utilizamos a figura a seguir, baseada nos estudos de Stanton, Alencar e Spiro (2000, p. 182). Treinamento e Motivaçãoda Equipe de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 133 Figura 4 - Fases do desenvolvimento e da condução do treinamento da força de vendasFonte: Stanton, Alencar e Spiro (2000, p. 182). FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E134 A primeira fase aborda a Definição do Treinamento: cabe aos responsáveis definirem os objetivos do programa com o foco no aumento de produtividade, redução de rotatividade, melhoria da comunicação entre organização e clientes, melhoria da relação com os clientes, entre outros. Definir quem deve ser trei- nado não está relacionado somente a novos colaboradores, é preciso atentar-se também ao treinamento para a equipe de vendas já existente. Além disso, é preciso definir quais são as necessidade de treinamento, levantando-se os pontos fracos nas habilidades de vendas para que sejam imple- mentados programas que corrijam e/ou eliminem tais falhas. E o volume de treinamento necessário que está relacionado aos objetivos pretendidos. O Projeto do Programa deve responder, segundo os autores, às seguintes perguntas: quem aplicará o treinamento? Quando o treinamento será realizado? Onde será feito o treinamento? Qual será o conteúdo do treinamento? Quais métodos de ensino serão utilizados? Os métodos de ensino serão definidos conforme o número de participan- tes do treinamento e sua complexidade, mas podem ser realizados como forma de palestras, discussões (casos, mesas-redondas e painéis), demonstrações, por videoconferência e pelo uso de materiais (impressos e visuais) relacionados ao assunto que se pretende trabalhar. O Reforço, por outro lado, trabalha uma orientação e um acompanhamento pós-treinamento para reforçar e verificar se as informações e ações apresentadas estão sendo realizadas pelos profissionais de vendas. Stanton, Alencar e Spiro (2000, p. 200) determinam que “a maioria dos vendedores não modificará seu modo de atuar por causa do treinamento a menos que haja cobrança e orienta- ção permanente”. E por fim, temos a Avaliação do Treinamento, na qual os responsáveis pela equipe de vendas realizarão um acompanhamento e uma avaliação da eficácia do programa de treinamento realizado pela organização. São levantados os resul- tados alcançados, por meios de reações (analisar a opinião dos participantes do treinamento quanto ao alcance de seus objetivos e satisfação), aprendizado (aná- lise do volume de informações transmitidas), o comportamento (análise do grau Treinamento e Motivaçãoda Equipe de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 135 de mudança do comportamento do treinado) e os resultados (verificação se o treinamento está proporcionando melhores resultados de desempenho à orga- nização e à equipe de vendas). Apesar de todas essas informações, é importante ressaltar que o objetivo do treinamento está em influenciar questões referentes à motivação, técnicas e habilidades da equipe de vendas, mas que seus idealizadores devem relevar e ter claro que as aptidões e características de cada pessoa de sua equipe não serão alteradas. Cabe ao processo de recrutamento e seleção determinar e selecionar pessoas com as características sugeridas e relacionadas ao trabalho e desenvol- vimento da organização. E referente à Motivação, Castro e Neves (2014, p. 156) a definem como ‘[...] o montante de esforço que um vendedor está disposto a investir em atividades como visitar clientes, fazer relatórios, prestar serviço pós-venda e assim por diante”. E tais esforços podem ser divididos em 3 (três) dimensões, apresenta- das e discutidas por Ingran et al. (2009): ■ Intensidade: quantidade de esforço físico e mental empreendido pelo vendedor. ■ Persistência: relaciona-se à escolha do profissional de vendas em investir e realizar esforços ao longo do tempo, principalmente quando enfrenta situações adversas. ■ Direção: envolve a escolha dos profissionais de vendas em quais ativida- des investirão e direcionarão seus esforços. A motivação também está relacionada aos programas de recompensas ofereci- dos pela organização e o qual já discutimos no tópico referente a remuneração da equipe de vendas discutidos na Unidade III do livro. Para definir as formas de motivação, é preciso que a organização defina e identifique o que sua equipe de vendas valoriza como recompensa e relacioná- -las às metas e atividades necessárias para atingi-las. FATORES ESTRATÉGICOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E136 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao final desta unidade, você pôde perceber o quanto as ações de comunicação são importantes no processo de vendas. Transmitir a mensagem de maneira cor- reta e direcionada aos consumidores, tanto pelo uso da Comunicação Verbal (palavras e fala) ou pela Comunicação Não Verbal (gestos, expressões, postura corporal, entre outros), são pontos chaves para que a venda seja bem-sucedida. Além disso, as organizações podem usar ferramentas de comunicação, como a Promoção de Vendas e o Merchandising, para apresentar seus produtos e/ou serviços no mercado. Em relação à atuação dos profissionais de vendas nos cargos de Gerente de Vendas, Vendedor, Assistente de Vendas e Promotor de Vendas, é possível verifi- car que todos possuem características e funções básicas. As ações de prospecção de mercado, definição e conhecimento do público alvo, a comunicação com o mercado, a coleta de informações e a fidelização de clientes são tarefas da equipe de vendas, independente do cargo que ocupam ou da tarefa que executam. Quanto ao perfil e habilidades dos profissionais de vendas, compreendemos as atividades relacionadas às Habilidades Interpessoais, Técnicas e de Negociação. É importante relembrar que não existe um perfil exato desse profissional, mas sim aquele que se encaixa com a necessidade de cada empresa. O processo de recrutamento e seleção dos profissionais deve seguir algumas etapas para que seja executado da maneira que a organização necessite. É preciso planejar o processo de recrutamento e seleção, recrutar um número adequado de candidatos, selecionar os candidatos mais qualificados, contratar os que tive- rem sido selecionados e assimilar os novos contratados na empresa. Essa assimilação do profissional na empresa está relacionada ao processo de treinamento e motivação dos colaboradores também, sendo esse o último tópico de estudo nesta unidade. 137 1. A comunicação entre equipe de vendas e clientes pode ser feita de maneira ver- bal e não verbal, sendo que a não verbal relaciona-se aos gestos, expressões, postura corporal, entre outros. Assim, determine e explique os 4 (quatro) principais canais de comunicação não verbais entre vendedor e consumi- dor. 2. A função do profissional de vendas relaciona-se à satisfação do consumidor e à busca de um retorno deste a organização, além de contribuir para o desen- volvimento e a lucratividade da empresa no mercado. Referente aos principais objetivos da força de vendas, analise as alternativas: I. A Definição do alvo tem como objetivo direcionar as ações de vendas aos clientes atuais e potenciais. II. A Prospecção de mercado busca manter relacionamento com os clientes e a Fidelização do cliente visa a busca e identificação de novos mercados poten- ciais para a empresa. III. A Comunicação com o mercado busca conhecer e compreender dados e infor- mações relevantes somente à empresa. IV. O conhecimento de mercado envolve a busca de informações sobre o produto e/ou serviço para que possam auxiliar na tomada de decisão de compra do cliente. Podemos afirmar que: a) Somente a alternativa I está correta. b) Somente as alternativas I e II estão corretas.c) Somente as alternativas I, III e IV estão corretas. d) Somente as alternativas II e III estão corretas. e) Todas as alternativas (I, II, III e IV) estão corretas. 3. Ao definirmos e discutirmos as funções dos profissionais de vendas compreen- demos que o vendedor não se define apenas como o profissional que realiza o contato entre empresa e consumidor, mas que esse também possui algumas funções básicas. Assim, determine e explique as funções básicas do Vende- dor. 138 4. As Habilidades do profissional de vendas são analisadas com base nas necessi- dades da organização no mercado, sendo divididas em Interpessoais, Técnicas e de Negociação. Referente às Habilidades Técnicas, assinale a alternativa correta. a) São as habilidades referentes ao contato do vendedor com o cliente, buscan- do compreender e atender suas necessidades de consumo. b) Trata-se das habilidades e ações realizadas pelos profissionais de vendas no mercado e que visam gerar oportunidades de vendas e apresentação do pro- duto aos consumidores finais da organização. c) São as habilidades relacionadas ao conhecimento das características do pro- duto e/ou serviço que vende. d) Envolvem as habilidades com foco no processo de venda, e que visam à nego- ciação quanto a preço e formas de pagamento pelo consumidor. e) Nessa habilidades, são trabalhados os conhecimentos referentes somente aos concorrentes existentes no mercado, para que os profissionais de venda sai- bam diferenciar os produtos que vendem dos demais para os consumidores. 5. Durante o processo de recrutamento e seleção da equipe de vendas, verifica- mos a importância em se conhecer e determinar as variáveis que auxiliam no conhecimento das características dos candidatos à vaga. Sabendo-se dessas informações, explique as variáveis denominadas de Estilo de vida e status atual, Aptidões (inerentes à pessoa) e Habilidades. 6. Elaborar um plano de treinamento envolve a análise dos objetivos deste e a rea- lização de 4 (quatro) etapas sendo essas a de Definição do Treinamento, Projeto do Programa, Reforço e Avaliação do Treinamento. Explique a fase de Avalia- ção do Treinamento. 139 O PROFISSIONAL DE VENDAS Um bom profissional de vendas é aquele que busca conhecimento técnico e constante atualização de sua função, mas é também aquele que está “antenado” com tudo o que acontece no mercado. É válido relembrar, nesse momento, que o mercado em que vive- mos hoje muda constantemente e com rapidez. Ações que há cinco anos eram consideradas viáveis e lucrativas para as empresas hoje já são vistas como ultrapassadas e desatualizadas. Além disso, o comportamento de com- pra do consumidor muda, bem como o perfil do público alvo, basta analisarmos, como exemplo, o público infantil. Quem não se lembra de quantas vezes ficou até tarde na rua brincando de bola ou de esconder com os amigos? E que, mais que um brinquedo, o que valia era a companhia e o contato pessoal com os colegas. Mas hoje isso mudou, o perfil da criança está mais tecnológico. Brinquedos como bolas e bonecas já não são mais vendidos na mesma quantidade que antes, pois as solicita- ções são de aparelhos tecnológicos como videogames e celulares. O contato direto com os amigos passa a ser virtual e não mais pessoal. Então, como fica o profissional de vendas com essas mudanças de mercado? Há neces- sidade de mudança em suas habilidades e perfil? Pensando nessa discussão que realizamos, apresentamos a você algumas dicas para atu- ação do profissional de vendas no mercado: - Saiba ouvir o consumidor. Nem sempre o consumidor tem certeza do que necessita comprar, ao ouvi-lo com atenção e levantar suas principais necessidades, fica mais fácil direcionar sua compra, demonstrando os produtos e/ou serviços corretos. - Durante a negociação, fique atento às negativas apresentadas pelo cliente, verifique se essas são reais ou não e tente solucionar os problemas apresentados para que a compra seja fechada com êxito. - Acredite na empresa, produto e/ou serviço que está vendendo. Além de conhecer muito bem o que está sendo oferecido ao consumidor, o bom vendedor é aquele que acredita e conhece o que está vendendo. Afinal, vender algo que gostamos não é fácil. - Busque constante capacitação da sua função. Como em todas as áreas de mercado, o profissional de vendas também precisa de capacitação e conhecimento da sua função. O mercado mudou, as pessoas mudaram e o antigo perfil de vendas, de 50 anos atrás, já não funciona mais hoje. Outros fatores também contribuem para o perfil de um profissional de vendas. A dis- ciplina diária, com a organização de suas atividades, bem como o entendimento e a determinação das ações que irá executar para que as metas que lhe foram propostas sejam alcançadas. 140 Ser criativo durante o processo de vendas, o que auxilia na busca de alternativas para as objeções e negativas do cliente, sendo essa uma forma a mais de oferecer novas opções de compras ao consumidor. O profissional de vendas também deve “investigar” as informações que o cliente lhe pas- sa, para que consiga definir as necessidades do consumidor. Ao perceber que sua aqui- sição foi correta e atendeu suas expectativas, o consumidor voltará a comprar, podendo se tornar fiel à empresa. Além disso, o profissional de vendas deve criar uma identificação e inspirar confiança ao consumidor, pois as pessoas preferem se relacionar com quem elas conhecem e acredi- tam. E, por fim, saber persistir na venda, mas sem ser insistente, a ponto de irritar o consumi- dor. Descrevemos aqui apenas algumas dicas para a atuação do profissional de vendas no mercado, mas o mais importante está em entender e atender às necessidades do con- sumidor. É importante que se atenha sempre ao perfil do cliente com o qual a empresa está traba- lhando. Cada consumidor exigirá um atendimento diferenciado, uma abordagem e uma apresentação do produto conforme as suas necessidades. E não se esqueça: nunca é demais pesquisar e conhecer o mercado. Fonte: Francisco (2016, p. 59-60). Material Complementar MATERIAL COMPLEMENTAR Inteligência em Vendas Marcelo Ortega Editora: Saraiva Sinopse: Inteligência em Vendas é um manual para todos aqueles que lideram equipes comerciais e que precisam melhorar processos e a forma de conduzir e mobilizar a equipe de vendedores ao resultado. Por tratar das competências essenciais para um líder comercial completo, é um livro com abordagem funcional e aplicável à qualquer empresa ou negócio, independente de seu porte, tamanho ou ramo de atividade. Empreendedores, empresários, diretores, gerentes e supervisores de vendas se bene� ciarão com a praticidade dos termos e técnicas apresentadas, sempre exempli� cadas pelo autor, que vive no mundo das vendas como um dos mais requisitados especialistas do Brasil. REFERÊNCIAS BERNARDO, J. M. L.; BAZAGA, C. E. D. O Papel do Gerente de Vendas em Lojas de Varejo. Revista Eletrônica da Faculdade Metodista Granbery. Curso de Adminis- tração, n. 10, jan./jun. 2011. CASTRO, L. T. e; NEVES, M. F. Administração de Vendas: Planejamento, Estratégia e Gestão. São Paulo: Atlas, 2014 CHIAVENATTO, I. Administração de Vendas: uma abordagem introdutória. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. COBRA, M. Administração de Vendas. São Paulo: Atlas, 2011. FRANCISCO, C. C. B. Gestão de Vendas. Maringá-PR: UniCesumar, 2016. FUTRELL, C. M. Vendas: fundamentos e novas práticas de gestão. São Paulo: Saraiva, 2003. GOBE, A. C.; MOREIRA, J. C. T.; FISCHER, C. H.; SOUSA, J. J. de; PASQUALE, P. P. Admi- nistração de vendas. São Paulo: Saraiva, 2007. HILMANN, R. Administração de vendas, varejo e serviços. [livro eletrônico] Curiti- ba: InterSaberes, 2013. INGRAN, T., N.; LA FORGE, R. W.; AVILA, R. A.; SCHWEPKER JR., C. H.; WILLIAMS, M. R. Gerenciamentode Vendas: análise e tomada de decisão. São Paulo: Cengage Learning, 2009. SCHWEPKER JR, C. H.; WILLIAMS, M. R. Gerenciamento de Vendas: análise e tomada de decisão. São Paulo: Cengage Learning, 2008. SHIMP, T. A.; SOUZA, T. C. F. de. Comunicação integrada de marketing: propaganda e promoção. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. SILVA, M. J. P. da. Comunicação tem remédio. São Paulo: Loyola, 2006. SILVA, J. M. da. Administração de Vendas. Maringá: Centro Universitário de Marin- gá - Núcleo de Educação a distância, 2012. SOUZA, R. H. Vender é preciso. São Paulo: Biblioteca 24 horas, 2009. STANTON, W. J.; ALENCAR, D. C. de; SPIRO, R. Administração de vendas. 10. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2000. ZENONE, L. C.; BUAIRIDE, A. M. R. Marketing da promoção e merchandising: con- ceitos e estratégias para ações bem sucedidas. São Paulo: Pioneira Thomson Lear- ning, 2005. REFERÊNCIAS 143 REFERÊNCIAS ON-LINE 1 Em:<http://www.webartigos.com/artigos/como-o-merchandising-pode-con- tribuir-no-ponto-de-venda-para-conquistar-clientes/7384/>. Acesso em: 16 mar. 2017. 2 Em:<http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/BuscaPorTituloResulta- do.jsf>. Acesso em: 16 mar. 2017. 3 Em:<http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/ bds.nsf/15D3B7D1212C396503257147006A0292/$File/NT00032002.pdf>. Acesso em: 16 mar. 2017. GABARITO 1) Espaço físico entre vendedor e comprador: distância de espaço que as pesso- as mantêm entre si e são aceitáveis, em sua determinada situação. Aparência: apresentação pessoal do profissional de vendas e o impacto que esta gera no cliente. Algumas empresas determinam padrões de vestimentas e penteados para seus colaboradores visando um padrão de aparência e “arrumação”. Aperto de mão: uma forma de duas pessoas se cumprimentarem durante uma situa- ção profissional e pode gerar diversas interpretações. Movimentos de corpo: relacionados aos sinais corporais transmitidos pelo consumidor e também pelo vendedor da empresa. 2) A opção correta é a A. 3) Pesquisa o mercado em busca de informações para conhecer as necessidades do consumidor, as novidades referentes ao produto e/ou serviço que vende e analisar a concorrência. Programação do trabalho de vendas com base nos obje- tivos e metas da empresa a serem atingidos, direcionando e criando um sistema de trabalho. Conhecimento do produto e/ou serviço quanto às suas caracterís- ticas, funções, processo de fabricação, utilização pelo consumidor, preço, entre outros. Pós-Venda acompanhando o consumidor após sua compra para verifi- car sua satisfação com o produto e/ou serviço, e também com o atendimento realizado. 4) A opção correta é a C. 5) Estilo de vida e status atual: envolvem informações referentes à vida familiar (atividades do cônjuge e filhos), número de dependentes, situação financeira familiar e atividades extras (hobbies) realizados pelo candidato à vaga. Aptidões (inerentes à pessoa): nesse momento, são verificadas as habilidade cognitivas, a capacidade de comunicação verbal e a aptidão para o trabalho como profissio- nal de vendas. Habilidades (podem ser apreendidas): são aquelas que podem ser desenvolvidas no profissional, como a apresentação oral, as habilidades in- terpessoais de relacionamento, as habilidades administrativas e o conhecimento sobre a atividade e o negócio da organização. 6) Avaliação do Treinamento: responsáveis pela equipe de vendas realizarão um acompanhamento e uma avaliação da eficácia do programa de treinamen- to realizado pela organização. São levantados os resultados alcançados, por meios de reações (analisar a opinião dos participantes do treinamento quanto ao alcance de seus objetivos e satisfação), aprendizado (análise do volume de informações transmitidas), o comportamento (análise do grau de mudança do comportamento do treinado) e os resultados (verificação se o treinamento está proporcionando melhores resultados de desempenho a organização e a equipe de vendas). U N ID A D E V Professora Me. Cláudia Cristina Batistela Francisco ANÁLISE DOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE UM SERVIÇO Objetivos de Aprendizagem ■ Compreender o funcionamento da Administração de Conflitos. ■ Analisar as formas de Controle da Força de Vendas. ■ Verificar a aplicação da Auditoria em Vendas. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Administração de Conflitos ■ Controle da Força de Vendas ■ Auditoria em Vendas ■ Tendências em Vendas INTRODUÇÃO Olá, caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à última unidade do livro de Gestão de Vendas. A partir daqui iniciamos o processo para finalizar todas as etapas des- critas e apresentadas quanto ao Planejamento Estratégico de Vendas. Na unidade inicial, tivemos a preocupação em lhes descrever todas as etapas que seriam apresentadas e estudadas, para que ao final dos estudos você estivesse apto a realizar o planejamento de vendas. Assim, passamos a discutir neste momento a Administração de Conflitos. Serão apresentados os pontos que determinam as divergências e diferenças entre equipe de vendas, distribuidores e a empresa. O tópico que trata do Controle da Força de Vendas discutirá as formas uti- lizadas pelas organizações para o controle das atividades diárias realizadas por essa área da organização. É preciso compreender e acompanhar as atividades e os resultados que estão sendo alcançados com as vendas, para que sejam com- parados e mensurados aos objetivos e metas da organização. Nesse momento, serão apresentadas e discutidas as seguintes formas de acom- panhamento das atividades: por meio da Ficha do Cliente, da Ficha de Cadastro para Concessão de Crédito, do Mapa de Vendas, do Controle de Pedidos, dos Relatórios de Visitas e dos Relatórios de Despesas da Equipe Comercial. A apresentação e discussão da Auditoria em Vendas foca na descrição da importância e como realizar a coleta e análise das informações referentes aos resultados alcançados pelas vendas, além da análise dos fatores de mercado que contribuíram ou não para que fossem alcançados os objetivos e metas e que auxi- liarão na elaboração do planejamento para as ações de vendas no próximo período. E por fim, um assunto que não está dentro do Planejamento Estratégico de Vendas, mas que vem complementar com informações: as Tendências do Mercado de Vendas, para que você compreenda o que o mercado pede e para o que as atividades de vendas estão sendo direcionadas. Introdução Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 147 ANÁLISE DOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E148 ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS A área da força de vendas é uma das que mais apresentam conflitos internos, sendo necessário, aos gestores dessas equipes, a identificação e minimização dessas ameaças. Assim, nosso propósito, neste momento, está em apresentar os possí- veis conflitos enfrentados e quais são os critérios que auxiliam na sua solução. Castro e Neves (2014) determinam que a maioria dos conflitos ocorrem devido às divergências e diferenças entre equipe de vendas, distribuidores e a empresa. Sendo esses relacionados a: ■ Metas: relacionam-se as metas propostas pelos fabricantes, que sempre estão de acordo com a realidade do distribuidor. Por exemplo, o fabri- cante busca uma maior margem em seus lucros, e para isso impõe preços altos ao distribuidor, com um estoque maior, porém em uma quantidade maior de canais de vendas. Contudo, o distribuidor não busca investir em estoque, querendo pagar menos ao fabricantepara que suas margens de lucro sejam maiores, surgindo assim um conflito de metas e interes- ses entre fabricante e distribuidor. ■ Percepção da Realidade: essa percepção refere-se aos atributos dos pro- dutos e/ou serviços, conhecimento do público e da concorrência. Ocorre quando a empresa e os vendedores possuem diferentes pontos de vista, havendo dificuldades na compreensão das solicitações de cada parte. Administração de Conflitos Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 149 ■ Conflitos de Domínio: ocorre quando há conflitos sobre as responsa- bilidades e atividades de cada um. Por exemplo, a empresa acredita ser responsabilidade de seus vendedores a realização de atividades pós-vendas, porém os vendedores acreditam que essa função e ação são de responsa- bilidade da organização, ocorrendo uma discordância de domínio. ■ Incongruência de papéis: define-se “papel” como o conjunto das atividades e do comportamento de determinado “ator” (distribuidor, representante ou vendedor). Quando esse papel é alterado por qualquer uma das par- tes, gera-se uma situação de conflito. Ingran et al. (2009) também apresentam os conflitos de interesses e os vende- dores problemas como ameaças a serem verificadas e corrigida pelos gestores da equipe de vendas. Os conflitos de interesse ocorrem quando o vendedor é capaz de violar as políticas da empresa para satisfazer as exigências particulares do cliente. E os vendedores problemas são aqueles que apresentam dificuldades em seu comportamento ou na realização das atividades diárias da organização. Apesar dos conflitos serem vistos de forma negativa, atores como Carvalhal, et al. (2014, s/p), determinam que “[...] é possível considerar o conflito até mesmo como necessário para o convívio saudável de grupos sociais, pois oferece oportunidades de achar vias construtivas para equilibrar a satisfação das necessidades dos envolvi- dos”. A diferença está na forma como cada organização vai lidar com os conflitos. Conflitos na equipe de vendas também são considerados necessários por Robbins (2003), pois, conforme o autor, equipes que não apresentam conflitos podem se tornar apáticas e estagnadas. E dentro de uma equipe, os conflitos são capazes de estimular discussões em busca de melhorias, realizar uma avaliação crítica dos problemas e propor opções que conduzam a melhores decisões da equipe de vendas. Referente aos tipos de conflitos em vendas, Castro e Neves (2014), defi- nem os conflitos relacionados a (1) Política de Vendas, (2) Vendas, (3) Venda Direta e (4) Regras. Quanto à Política de Vendas, são analisados os conflitos que surgem no caso de transgressões às normas da organização. Nesse momento, cabe aos gestores da empresa analisar cada caso e definir quais serão as punições realizadas pela empresa aos colaboradores que realizem tais transgressões. ANÁLISE DOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E150 O conflito envolvendo as Vendas ocorre quando a organização possui diversos canais múltiplos de venda, ou seja, disponibiliza seus produtos no varejo, na inter- net, por meio de representantes ou vendedores, por um distribuidor, entre outros. Para a organização, essa ação não é vista como conflito, pois quanto maior a dis- tribuição de seus produtos, maior a chance de vendas. Os conflitos estão entre os canais de vendas, pois surge uma concorrência e disputa pelos mesmos clientes. Na Venda Direta, os conflitos surgem entre fabricante e distribuidores, pois, além de oferecer a venda por meio de intermediários, a organização também possui um canal de vendas próprio, o que gera concorrência e briga por consumidores no mercado. E por fim, as Regras. Conforme Castro e Neves (2014, p.171), se “por um lado um excesso de regras pode tornar “burocrática” a relação, tornando-a pouco flexível e mostrando que o excesso de controle advém de pouca confiança, o que prejudica a formação de parceria”, a falta de regras pode gerar indefinições e o surgimento de conflitos que poderiam ser simplesmente contornáveis. A busca na solução desses conflitos inicia-se pela comunicação na organiza- ção, pois esta é vista como fonte de motivação e satisfação entre colaboradores, empresa e distribuidores. Além disso, a comunicação permite e promove uma comunicação entre todas as áreas, evitando falhas e conflitos. E para a realização de uma comunicação excelente, segundo Robbins (2003), esta deve ser: Quadro 1 - Etapas para a realização de uma comunicação - Transparente. - Uma “via de mão dupla”, funcionado com a mesma eficiência entre todos os setores, interna e externamente na organização. - Possuir mecanismos formais que facilitem a comunicação interna e externa. - Preocupar-se em informar à equipe da organização tudo o que possa afetar o desenvolvimento de seu trabalho. Fonte: a autora. Além da comunicação, é preciso estabelecer e criar canais de informação e comunicação para que os envolvidos possam expressar suas insatisfações, rea- lizar uma avaliação dos conflitos passados e atuais para a tomada de decisões e desenvolver padrões de atuação para serem seguidos em eventuais futuros con- flitos (CASTRO, NEVES, 2014). Administração de Conflitos Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 151 E quando pensamos em canais de comunicação entre equipe de vendas, remetemo-nos à Comunicação Interna da organização. Essa forma de comuni- cação é definida por Kunsch (2003, p. 154) como [...] um setor planejado, com objetivos bem definidos, para viabilizar toda a interação possível entre a organização e seus empregados, usan- do ferramentas da comunicação institucional e até da comunicação mercadológica [...] portanto, a comunicação interna ocorre paralela- mente com a circulação normal da comunicação que perpassa todos os setores da organização, permitindo seu pleno funcionamento. A Comunicação Interna é uma forma de compartilhar os interesses, dificuldades e sugestões dos colaboradores da organização, bem como de seus parceiros, para que, por meio da troca de informações e experiências, sejam realizadas ações de melhorias nos conflitos da empresa. Além disso, Chiavenatto (2005) afirma que a comunicação entre a equipe da organização não deve se basear somente na troca de informações, mas tam- bém no sentido de que todas as informações passadas sejam compreendidas por quem as recebe, para que sejam evitados ruídos (falhas) nesse processo. Cabe à cada organização refletir sobre os conflitos enfrentados no seu pro- cesso de vendas e com sua equipe, tomando as melhores decisões para a sua solução, evitando, assim, que esses conflitos prejudiquem o seu desenvolvimento e lucratividade no mercado. Os conflitos entre pessoas, dentro de uma equipe, podem causar embates e diferenças que geram problemas para as organizações. Podendo até reduzir a produtividade no trabalho e tornar insustentável a convivência entre as pessoas dentro das organizações. Porém, há uma dificuldade nas organi- zações e nas pessoas em compreender a melhor forma de solucionar tais conflitos, pois, nem sempre é fácil conviver com diferença de opiniões, de percepções e de sentimentos. É preciso ver os conflitos como algo que fará a organização melhor dentro do mercado competitivo, e usá-los como apren- dizado e crescimento da organização. Fonte: ADMINISTRADORES.COM. (2010, on-line)1. ANÁLISE DOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE UM SERVIÇO Reprodução proibida.A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E152 CONTROLE DA FORÇA DE VENDAS Até o momento, em todo o estudo apresentado neste material, compreendemos a importância da análise e conhecimento de mercado, concorrência e consumi- dores da organização, bem como a necessidade do treinamento, capacitação e da remuneração da equipe de vendas. Tais pontos, juntamente com o planejamento estratégico da organização, per- mitem o desenvolvimento e trabalho para alcance das metas e objetivos de vendas da empresa. Entretanto, além de administrar bem a venda, a organização pre- cisa controlar esse processo, em busca de minimizar custos e maximizar o lucro. Os relatórios de vendas fornecem informações e registros que auxiliam no monitoramento e na avaliação das atividades da equipe de vendas. São apresentadas informações como o número de visitas realizadas, os pedidos obtidos, informações quanto a viagens (quilometragem percorrida e dias trabalhados) e informações sobre novos e potenciais clientes visitados (STANTON; ALENCAR; SPIRO, 2000). E para que isso ocorra, Cobra (2012) e Gobe et al. (2007) propõem algu- mas formas de controle para a administração de vendas, que são apresentadas em forma de relatórios, sendo esses a (1) Ficha do Cliente, (2) Ficha de cadas- tro para concessão de crédito, (3) Mapa de Vendas, (4) Controle de Pedidos, (5) Relatórios de Visitas e (6) Relatórios de Despesas da Equipe Comercial. Controle da Força de Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 153 ■ Ficha do Cliente: é uma ficha cadastral com as informações básicas do cliente, como dados e contatos, e com uma análise dos últimos demonstra- tivos contábeis (potencial e volume de compra, dados de crédito). Contudo, não deve ser o único instrumento para a concessão de crédito ao cliente. São informações que devem estar sempre atualizadas, tanto para conhecimento do cliente, quanto para retratar o momento real pelo qual o cliente passa. Quadro 2 - Ficha do Cliente Fonte: Gobe et al. (2007, p. 126). ■ Ficha de cadastro para concessão de crédito: além de negociar a venda dos produtos e/ou serviços, o vendedor também precisa saber sobre a concessão de crédito ao cliente. A ficha de cadastro para a concessão de crédito fornece ao departamento financeiro da organização informações que permitam a determinação do limite de crédito ideal para cada cliente (GOBE et al., 2007). ANÁLISE DOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E154 A empresa pode, também, realizar consultas a empresas especializadas para con- firmar as informações fornecidas pelo cliente na ficha. ■ Mapa de Vendas: auxilia no controle, pelo vendedor e empresa, das visi- tas e dos resultados de vendas. É uma forma de análise da evolução dos resultados de vendas, sendo possível mensurar se as metas propostas estão sendo alcançadas. ■ Controle de Pedidos: o formulário para controle de pedido, segundo Cobra (2012), deve ser simples para o preenchimento, facilitando a tarefa do vendedor, e também no processamento pelo departamento de produ- ção e faturamento da organização. É o instrumento usado pela organização para controle das vendas, no qual são discriminados os itens do pedido, a quantidade solicitada e o valor monetário de cada. Sua organização facilita o fluxo interno da empresa, permitindo uma entrega com rapidez e correta. ■ Relatórios de Visitas: usados para mensurar o desempenho do vende- dor e/ou equipe de vendas, pois permite a visualização de um histórico das ações realizadas pelos profissionais, demonstrando à empresa as ati- vidades comerciais realizadas em busca de resultados. Os resultados das visitas de um vendedor, segundo Cobra (2012), são influen- ciados pelos seguintes fatores: ■ O número de visitas realizadas por dia, semana ou mês. ■ A qualidade da visita realizada, que sofre influência da eficácia na comuni- cação e no acompanhamento após a visita, para que a negociação continue. ■ E o esforço da equipe de vendas para cada tipo de cliente atual ou poten- cial em função de suas necessidades específicas e potencial de compra. ■ Relatórios de Despesas da Equipe Comercial: tal relatório tem como objetivo apresentar as despesas da equipe de vendas com viagens, alimen- tação, combustível, entre outros. Os relatórios apresentados proporcionam uma base para avaliação das estraté- gias e desenvolvimento da equipe de vendas no mercado. No entanto, não há uma fórmula exata de como essa verificação deve ser feita, cada organização pode moldar e adaptar seus relatórios e controle conforme as suas necessidades. Auditoria em Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 155 AUDITORIA EM VENDAS Realizar um controle das vendas permite à organização coletar e analisar infor- mações quanto aos resultados alcançados, quais fatores de mercado contribuíram ou não para os resultados e elaborar um planejamento para as ações de vendas no próximo período (STANTON; RICH; SPIRO; 2010). A análise da organização e da equipe de vendas varia conforme as metas e os objetivos de cada organização, e envolve a coleta, classificação, comparação e o estudo dos dados de vendas da empresa. E, uma das formas mais comuns para a avaliação da equipe de vendas, está na Auditoria de Vendas, que segue os princípios de avaliação e controle, porém, tem o foco no desempenho de todas ás áreas de vendas da organização. Castro e Neves (2014) propõem 4 (quatro) elementos de análise na Auditoria de Vendas, e que são apresentados no quadro a seguir. Quadro 3 - Análise na Auditoria em Vendas EVOLUÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DE VENDAS O AMBIENTE EM ADMINISTRAÇÃO DE VENDAS SISTEMA DE PLANEJAMENTO DE VENDAS FUNÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO DE VENDAS • Adequação dos gerentes de vendas • Adequação das práticas adminis- trativas • Fatores extra-organiza- cionais: - econômico-demográ- ficos; - político-legais; - tecnológico; - competitivo; - mercado consumidor. • Fatores intra-organiza- cionais; - organização da empresa; - inegração do departa- mento de vendas com marketing e outras áreas. • Objetivos • Programa de administração de vendas • Implementação do programa • Organização da força de vendas • Recrutamento e seleção • Treinamento de vendas • Remuneração e despesas • Supervisão, moral e motivação • Previsão de vendas • Orçamento • Quotas • Território e roteamento • Análise de custos • Análises de custos e rentabilidade Fonte: Castro e Neves (2014, p. 175). ANÁLISE DOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E156 Analisando tais fatores, é possível compreender o que acontece no desenvolvimento das vendas da organização, o porquê acontece (motivos que levaram a dados positivos ou negativos de vendas) e o que fazer a respeito (planejar as atividades do próximo período, melhorando o que não deu certo e aproveitando os fatores positivos). Stanton, Rich, Spiro (2010) propõem também a análise de fatores como (1) Volume Total de Vendas, (2) Vendas por Territórios, (3) Vendas por Produtos e (3) Vendas por Classificação de Clientes. ANÁLISE POR VOLUME DE VENDAS A análise por volume de vendas inclui os números das vendas de todos os pro- dutos em todos os territórios de vendas da organização epara todos os seus clientes, sendo esta análise considerada pelos autores a mais fácil de todas, pois envolve somente dois tipos de dados. Primeiramente, analisam-se os números anuais de vendas dos últimos anos para a organização, e depois as vendas anuais do mercado/segmento de atuação da empresa. E a partir desses dados, é possível determinar-se a participação de mercado (em %) da organização. Por exemplo, se no ano de 2014 o volume de vendas do mercado de atuação da empresa X foi de R$ 360 milhões, e a empresa apresentou um volume de ven- das de R$ 27 milhões, sua porcentagem de participação de vendas no mercado é de 7,5%. Basta realizar uma simples regra de três para o cálculo: VENDAS POR TERRITÓRIOS Essa forma de análise busca verificar quais territórios são fracos e quais são for- tes em vendas. Nesse momento, devem ser analisados os índices de mercado, que demonstram os percentuais de vendas em cada território; as metas de vendas da empresa e as vendas reais de mercado, para que sejam analisados e calculados o desempenho final da empresa. Auditoria em Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 157 VENDAS POR PRODUTOS É preciso compreender, nessa análise, que não há uma relação entre volume e lucro, pois os produtos que correspondem a uma grande proporção de vendas em volume de uma organização podem não ser os que mais contribuem com o percentual de lucros de vendas. A análise do volume por produtos pode ser feita pelo “[...] resumo do total de vendas passadas e presentes divididas pelos produtos individuais ou grupos de produtos” (STANTON, RICH, SPIRO, 2010, p. 425) ou pela análise de ven- das de cada linha de produtos em cada território que a empresa atende. Após a análise pelo volume de vendas, cabe à organização decidir o que deve ser feito com os produtos que apresentarem baixo volume e que não atingiram os objetivos de vendas. A sua retirada de mercado só ocorrerá caso o produto seja considerado uma “causa perdida”, porém o reposicionamento da marca e alterações no produto podem torná-lo rentável e competitivo para a empresa. VENDAS POR CLASSIFICAÇÕES DE CLIENTES Essa análise, normalmente, é realizada com base nos territórios e linhas de pro- dutos. É preciso analisar cada território individualmente, verificando o tipo e características do cliente para quem se vende, e só assim levantar se os números de vendas estão bons ou não. Gobe et al. (2007) complementam toda a análise proposta para a Avaliação da Equipe de Vendas, apresentando outros fatores que auxiliam na avaliação da força de vendas de uma organização, como desempenho do vendedor, que está relacionado à motivação desse profissional para atingir as metas ou cotas de ven- das da organização. Não deve ser analisado somente o volume de vendas ou sua rentabilidade, mas também a qualidade de atendimento e prospecção do ven- dedor com os clientes. ANÁLISE DOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E158 Enfim, avaliar e analisar a equipe de vendas envolve um estudo detalhado do volume real de vendas comparado aos objetivos e metas da organização. É pre- ciso analisar territórios, produtos, grupos de clientes, profissionais de vendas e volume de pedidos, sempre comparando o desempenho da empresa com os números do mercado e/ou segmento de atuação. TENDÊNCIAS EM VENDAS Estamos chegando ao final de nossos estudos e até esse ponto, analisamos e com- preendemos as funções dos profissionais de vendas, as técnicas e estratégias de mercado e vendas e as análises e avaliações de desempenho da empresa e equipe O processo de Auditoria em Vendas tem como foco analisar e diagnosticar todo o contexto comercial da empresa e do cliente. Quando realizado da maneira correta, possibilita à organização conhecer os pontos fortes e fracos do departamento de vendas, e propor e realizar alterações em busca da me- lhoria de seus processos diários de vendas. Inicialmente é preciso verificar, junto à organização, seus objetivos para que possam ser levantadas as in- formações que irão contribuir para uma melhora na qualidade do processo de vendas. É importante analisar pontos como a satisfação e opinião dos consumidores quanto ao processo de vendas, produtos e/ou serviços vendidos pela orga- nização, definir a segmentação de mercado e analisar os pontos (positivos e negativos) de influência de mercado. Por meio da análise de desempenho da força de vendas, compreende-se o sucesso ou não do planejamento de vendas, como também se os objetivos de vendas (lucratividade) foram al- cançados adequadamente. Fonte: ADMINISTRADORES.COM. (2010, on-line)2. Tendências em Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 159 de vendas. Contudo, ainda há um assunto que precisamos abordar: as tendências em vendas. E tais tendências estão relacionadas ao comércio digital, o e-commerce. É possível afirmarmos, segundo Frazão (2013), que até pouco tempo atrás os consumidores ainda tinham receio e medo de comprar pela internet. Talvez por não saberem em quem confiar, pois não há a figura física do vendedor para lhe atender e explicar sobre o produto e/ou serviço adquirido. No entanto, os tempos mudaram, com a popularização dos serviços oferecidos pela internet, e com um frequente aumento na oferta de produtos para venda on-line, o com- portamento, tanto dos consumidores, quanto das empresas, se alterou. Hoje, a internet funciona como um canal de venda e comunicação com os consumidores das organizações. O perfil do consumidor mudou, e o vendedor deve acompanhar essas alterações. Frazão (2013) afirma que vender on-line não é apenas uma questão de estar presente no comércio eletrônico, é também preciso entender como essas ferra- mentas funcionam e como podem ser aproveitadas para aumentar as vendas da empresa. O comércio eletrônico, conforme Pinho (2000), pode ser entendido com base em 4 (quatro) perspectivas, sendo essas as de: ■ Comunicações: o comércio eletrônico “entrega” informações sobre pro- dutos e/ou serviços por meio dos canais eletrônicos, como site e mídias sociais, aos consumidores. ■ Processo de Negócios: usado na transação de negócios e fluxos de dados pela empresa. ■ Serviço: busca a melhoria na qualidade dos produtos e serviços ofereci- dos, por meio da satisfação dos desejos dos consumidores. ■ On-line: é a capacidade de comprar e vender produtos e/ou serviços, pela internet, bem como na propagação de informações. E com o aumento das vendas on-line, surgem novos modelos de negócios, e que devem ser conhecidos pelos profissionais de vendas. Catalani et al. (2006) apre- senta os modelos B2C (Business to Consumer), B2B (Business to Business) e C2C (Consumer to Consumer). O modelo B2C é o modelo de negócios e empresas on-line mais clássico, ANÁLISE DOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E160 pois parte da empresa para o consumidor final, tratando-se do varejo on-line. O modelo B2B são as ações comerciais entre as empresas, no qual a empresa atua vendendo para outras empresas, utilizando-se da tecnologia da internet para administrar suas vendas. E por último, o modelo C2C envolve as vendas e negociações diretas entre consumidores, como, por exemplo, a venda de bens por meio de sites de leilão. Além dos modelos apresentados, Limeira (2003) apresenta outros modelosde negócios, usados para que a empresa possa aproveitar as oportunidades de vendas no mercado: ■ Lojas Virtuais: usada pelas empresas que realizam vendas pela internet para um determinado mercado consumidor, oferecendo produtos e/ou serviços. ■ Infomediários: são as empresas que atuam como intermediárias na distri- buição e venda de conteúdo e informações, por meio de sites com grande acesso, como portais de conteúdos. Além disso, por meio de parcerias, indi- cam clientes para as lojas virtuais, por exemplo, o site de conteúdo da UOL. ■ Brokers ou Intermediários de Negócios: são sites que atuam como inter- mediários no processo de vendas, ou seja, não produzem ou têm posse do produto, mas possuem parcerias para realizar negócios. E por realiza- rem tais intermediações de vendas, recebem comissões sobre os produtos e/ou serviços vendidos. Tendências em Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 161 ■ Avalistas de Confiança: são intermediários que oferecem, aos comprado- res, um ambiente seguro para compras on-line. Por exemplo, sites como o Pag Seguro. Vamos nos ater nesse momento somente a uma discussão mais profunda das Lojas Virtuais, pois esse é o modelo de negócio mais utilizado pelas organiza- ções para venda de seus produtos e/ou serviços no mercado. As análises de mercado para vendas on-line seguem a mesma linha de análise para atuação no mercado com uma loja física. É preciso conhecer consumi- dor, concorrentes e o perfil do público-alvo. O que difere nesse momento é que pela internet, com a loja virtual, as organizações conseguem transmitir e ofere- cer aos seus consumidores mais informações sobre o produto e/ou serviço que está sendo vendido. Reedy, Schullo e Zimmerman (2001) apresentam as vantagens e as desvan- tagens de uma loja virtual, as quais representamos no quadro a seguir: Quadro 4 - Vantagens e Desvantagens de uma loja virtual VANTAGENS DESVANTAGENS Uso do site como um novo canal de venda e distribuição. Nem todo produto e/ou serviço é apropriado para venda on-line. As despesas para abrir e manter uma loja virtual são menores dos que a de uma loja física. As atividades de marketing são mais intensas e demanda mais tempo e investimento. Funcionamento do site e vendas 24 horas por dia. Podem ocorrer falhas no atendimento 24 horas do site, por falta de funcio- nários ou alto custos. Controle de preços, possibilitando ações promocionais e descontos diferenciados somente na loja virtual. O “anonimato” da internet gera dúvi- das no consumidor sobre a empresa. Atendimento às dúvidas e informações dos clientes com mais rapidez. Apesar do desenvolvimento tecnoló- gico, ainda há um grande número de consumidores sem acesso à internet. Serve como mercado teste para novos produtos e/ou serviços. Falhas no provedor podem “tirar a empresa do ar”. O alcance da Loja Virtual é internacional. Fonte: elaborado pela autora. Baseado em Reedy, Schullo e Zimmerman (2001, p. 116-121). ANÁLISE DOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E162 Além de analisar as vantagens e desvantagens, é preciso compreender o que há de semelhança e diferença na loja física e virtual. As lojas tradicionais (físicas) baseiam sua administração em 3 (três) funções: aspectos financeiros, operacio- nais e de marketing. As lojas virtuais também seguem essa mesma linha, porém o virtual per- mite uma maior interatividade do consumidor com a empresa. Reedy, Schullo e Zimmerman (2001) determinam que essa conveniência na interatividade e na troca de informações com os consumidores está disponível não somente no local (cidade) de atuação da empresa, mas é algo que pode ser realizado internacionalmente. O profissional de vendas da atualidade pode, e deve, aproveitar essas ferramen- tas tecnológicas a seu favor. É preciso estar conectado o tempo todo, oferecendo respostas aos consumidores com rapidez, caso isso não ocorra, o cliente buscará por outro produto e empresa que possa atender suas necessidades. E o profissional de vendas? Como fica sua atuação no mercado com a existên- cia de lojas virtuais? Frazão (2013, s/p) afirma que É preciso estar conectado o tempo todo e dar respostas aos clientes o mais rápido possível, pois ele vive na velocidade da tecnologia, e essa rapidez é o grande diferencial de quem utiliza a rede. Se houver demo- ra de resposta, o cliente pode mudar de ideia, procurar outro produto similar, encontrar outro produto igual em oferta ou simplesmente de- sistir porque não quis esperar. O fato é de que a internet vem quebrando paradigmas de negócios a cada dia, pois uma pessoa tem o poder de atingir qualquer outra ao redor do planeta, sem barreiras ou hierarquias. E compreender esse alcance ainda é o desafio para muitos profissionais. (César Frazão) Tendências em Vendas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 163 O perfil do consumidor mudou, as pessoas estão cada vez mais conectadas ao virtual e o usam para buscar informações a respeito de tudo, inclusive do pro- duto e/ou serviço que tem intenção de comprar. Um exemplo de contato maior com o consumidor pela internet está nas mídias sociais. Além das mídias sociais oficiais da empresa, o profissional de vendas pode usar a sua própria ou criar uma conta exclusiva para atendimento aos clientes. É uma forma de estreitar relacionamentos com os clientes e com- partilhar informações. Um profissional de vendas de sucesso, e que se utiliza do virtual, é aquele que acompanha a evolução digital, e entende que todas as transações comerciais, de hoje, são baseadas em pessoas, conexões e relevância social (FRAZÃO, 2013). As marcas passam a sofrer influências do que os consumidores dizem a seu respeito nas mídias sociais, o que gera uma atenção maior, tanto da empresa, quanto do vendedor. Afinal, o comportamento de consumo mudou. Os consu- midores passam a ser atraídos pela oferta, independente se ela está na loja física ou virtual, por isso, é preciso conhecer o cliente, compreender o que buscam. Em busca do aumento de vendas, e como uma nova perspectiva para en- frentar a crise, muitas empresas optam pela venda on-line. Além disso, o uso da internet para compras e busca de informações vem aumentando pelos consumidores, o que leva as organizações a buscarem essa ferramenta em seu processo de vendas. E para que você conheça um pouco mais sobre o assunto, acesse o link a seguir: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/07/lojas-fisicas-vao-para- -internet-para-melhorar-vendas-em-ano-de-crise.html Fonte: adaptado de Globo.com (2015, on-line)3. ANÁLISE DOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE UM SERVIÇO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E164 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao final desta unidade, além de compreender todo o processo do Planejamento de Vendas, você também obteve informações sobre as tendências e o desenvol- vimento das vendas no mercado. Iniciamos nossas discussões apresentando as atividades referentes à Administração de Conflitos. Apesar da palavra conflito ser relacionada a fato- res negativos, por vezes estes são considerados necessários e importantes para a empresa, pois é por meio dos conflitos que a organização consegue levantar suas falhas e propor correções. Além dos tipos de conflitos apresentados, compreendemos que sua solução, por muitas vezes, está relacionadaà melhora na troca e compartilhamento de informação e na comunicação com a equipe de vendas e intermediários (distri- buidores e revendedores). Na sequência, o tema Controle da Força de Vendas foi abordado. Por meio de ferramentas como a Ficha do Cliente, Ficha de cadastro para concessão de crédito, Mapa de Vendas, Controle de Pedidos, Relatórios de Visitas e Relatórios de Despesas da Equipe Comercial, a organização pode mensurar e analisar as atividades comerciais realizadas pela sua equipe. A Auditoria em Vendas, que também busca a avaliação e o controle dos resultados alcançados da equipe, é realizada por meio da Análise por Volume de Vendas, Vendas por Territórios, Vendas por Produtos e Vendas por Classificações de Clientes. Cabe à cada organização escolher e aplicar a melhor forma - e que se encaixe com os seus objetivos - de auditoria para realização dessa análise e controle de sua lucratividade no mercado. E por fim, um assunto que não se encaixa nas etapas no Planejamento Estratégico de Vendas, mas que consideramos relevante para os seus estudos, é as Tendências no Processo de Vendas. Discute-se qual será o futuro dessa profissional, principalmente devido ao surgimento e uso do comércio eletrônico. A função dos profissionais de vendas não irá desaparecer, apenas deve se adaptar e utilizar as ferramentas eletrônicas para auxílio e realização das vendas. 165 1. Compreendemos a existência de conflitos na força de vendas e o quanto estes podem prejudicar o desenvolvimento do planejamento estratégico e das ativi- dades diárias da organização. Sabendo-se que a maioria dos conflitos ocor- rem devido a divergências e diferenças entre equipe de vendas, distribui- dores e a empresa, discuta e explique o conflito de vendas relacionado a Metas. 2. As diferentes formas de conflitos devem ser analisadas e conhecidas pelas or- ganizações, para que sejam trabalhadas e corrigidas e, assim, evitem problemas futuros. Referente aos conflitos relacionados à Incongruência de Papéis e aos Conflitos de Interesse, avalie as alternativas apresentadas a seguir: I. Conflitos de Interesse surgem quando o vendedor é capaz de violar as políti- cas da empresa para satisfazer às exigências particulares do cliente. II. A Incongruência de papéis acontece quando o “papel” (conjunto das ativida- des e do comportamento de determinado “ator”) é alterado por qualquer uma das partes, gera-se uma situação de conflito. III. Os conflitos relacionados às responsabilidades e atividades de cada colabo- rador envolvido com o processo de vendas são relacionados à Incongruência de papéis. IV. Quando a empresa e os vendedores possuem diferentes pontos de vista, ha- vendo dificuldades na compreensão das solicitações de cada parte ocorre o Conflito de Interesse. Podemos afirmar que: a) Somente a alternativa I está correta. b) Somente as alternativas I e II estão corretas. c) Somente as alternativas I, III e IV estão corretas. d) Somente as alternativas II e III estão corretas. e) Todas as alternativas (I, II, III e IV) estão corretas. 3. Os relatórios de vendas fornecem informações e registros que auxiliam no mo- nitoramento e na avaliação das atividades da equipe de vendas. E como formas de controle para a administração de vendas, verificamos o uso da (1) Ficha de cadastro para concessão de crédito e do (2) Mapa de Vendas. Assim, explique as 2 (duas) formas de controle de vendas apresentadas anteriormente. 166 4. Os Relatórios de Visitas são apresentados como uma das ferramentas, utilizadas pelas organizações, para o controle das atividades realizadas pela equipe de vendas. Referente aos Relatórios de Visitas, assinale a alternativa correta: a) São relatórios utilizados pela organização visando mensurar o desempenho do vendedor e/ou da equipe de vendas, pois permitem a visualização de um histórico das ações realizadas pelos profissionais. b) Apresentam e descrevem as despesas da equipe de vendas com viagens, ali- mentação, combustível, entre outros, proporcionando uma base para avalia- ção das estratégias e desenvolvimento da equipe de vendas no mercado. c) São formulários para o controle das vendas, nos quais são discriminados os itens do pedido, a quantidade solicitada e o valor monetário de cada, o que facilita o fluxo interno da empresa, permitindo uma entrega com rapidez e correta. d) Trata-se de uma ficha cadastral com as informações básicas do cliente, como dados e contatos, e com uma análise dos últimos demonstrativos contábeis (potencial e volume de compra, dados de crédito). e) São relatórios que apresentam informações sobre os concorrentes da organi- zação, nos quais serão levantados dados quanto ao número de vendas, territó- rios trabalhados e perfil da equipe de vendas dessas organizações. 5. A Auditoria de Vendas segue os princípios de avaliação e controle com foco no desempenho de todas ás áreas de vendas da organização, sendo que uma das suas formas de realização é a baseada nas Vendas por Território. Sabendo-se dessas informações, explique Vendas por Território. 6. Aos discutirmos as Tendências no Processo de Vendas, compreendemos a venda on-line e sua importância para o desenvolvimento atual das organizações no mercado. Assim, determine e explique as 4 (quatro) perspectivas do comér- cio eletrônico. 167 GESTÃO DA EQUIPE DE VENDAS Cada dia mais as organizações compreendem a importância das pessoas, no caso a sua equipe, no desenvolvimento das organizações. Afinal, são estes que estão “cara a cara” com os consumidores, expondo os produtos e/ou serviços, explicando suas característi- cas e valores, além de transmitirem a confiança e a imagem da organização. No entanto, trabalhar e lidar com pessoas não é uma tarefa fácil. Mesmo que a organiza- ção se preocupe e realize um processo de seleção e contratação de seus colaboradores verificando e buscando habilidades específicas, nem sempre o dia a dia de trabalho con- diz com as expectativas esperadas no funcionário. E para medir e acompanhar esse desempenho das equipes, focando nas vendas, os gestores das organizações podem seguir alguns pontos. Primeiramente, é preciso que os gestores das equipes de vendas atuem como suporte de seus colaboradores e não como meros controladores de suas atividades. São eles que devem direcionar e auxiliar a equipe para que as metas e os objetivos da organização sejam alcançados no mercado. Devem também trabalhar com ações de relacionamento, tanto com a equipe de vendas, quanto com os consumidores da organização. Manter contato constante, demonstran- do interesse nas necessidades e nos desejos de colaboradores e consumidores trata-se de um diferencial e um ponto positivo das organizações no mercado. Utilizar-se de ações como reuniões e treinamentos para motivação e incentivo dos fun- cionários funcionam muito bem com a equipe de vendas. Tais ações, se bem realizadas e com foco nos objetivos e metas da organização, auxiliarão nas atividades diárias e na superação de desafios pela equipe. Por fim, é preciso reconhecer e comemorar as vitórias realizadas pela equipe de vendas, independente do tamanho (valor financeiro) da venda. Essa ação funciona como forma de incentivo ao colaborador, sendo importante para a motivação diária da equipe. Gerir uma equipe não é somente delegar funções e acreditar que sozinhos irão atingir os objetivos e metas da organização, mas essa atividade está focada e relacionada nas ações de motivação e acompanhamento da equipe. Um gestor presente e que participe constantemente das atividades de sua equipe terá grandes chances de sucesso para a organização. Fonte: a autora. MATERIAL COMPLEMENTAR Gestão de Confl itos: desafi os para o mundo corporativo Anna e Marc Burbridge Editora: Saraiva Ano: 2012 Sinopse: o objetivo deste livro é ajudar gestores (e pessoasque trabalham com gestores) a reconhecer a diferença entre con� itos produtivos e contra produtivos, e saber como gerenciar ambos nas organizações. De forma prática e divertida, o livro mostra ao leitor como transformar os momentos de con� itos em oportunidades positivas, podendo contribuir, e muito, para os resultados da organização e para o bem-estar de todos ao seu redor. REFERÊNCIAS 169 CATALANI, L. et al. E-commerce. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. CARVALHAL, E.; ANDRADE, G. M. de; ARAÚJO, J. V. de; KNUST, M. Negociação e Ad- ministração de Conflitos. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014. CASTRO, L. T. e; NEVES, M. F. Administração de Vendas: Planejamento, Estratégia e Gestão. São Paulo: Atlas, 2014 CHIAVENATTO, I. Administração de Vendas: uma abordagem introdutória. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. COBRA, M. Administração de Vendas. São Paulo: Atlas, 2012. FRAZÃO, C. O vendedor na era digital: como vender por e-mail, internet e redes sociais. Conheça o poder do novo consumidor, que é o que ele quer e aumente as vendas utilizando as novas ferramentas do mundo digital. São Paulo: Editora Gente, 2013. GOBE, A. C.; MOREIRA, J. C. T.; FISCHER, C. H.; SOUSA, J. J. de; PASQUALE, P. P. Admi- nistração de vendas. São Paulo: Saraiva, 2007. INGRAN, T., N.; LA FORGE, R. W.; AVILA, R. A.; SCHWEPKER JR., C. H.; WILLIAMS, M. R. Gerenciamento de Vendas: análise e tomada de decisão. São Paulo: Cengage Learning, 2009. KUNSCH, M. M. K. Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integra- da. São Paulo: Summus, 2003. LIMEIRA, T. M. V. E-marketing. O marketing da internet com casos brasileiros. São Paulo: Saraiva, 2003. PINHO, J. B. Publicidade e vendas na Internet: técnicas e estratégias. São Paulo: Summus, 2000. REEDY, J.; SCHULLO, S.; ZIMMERMAN, K. Marketing Eletrônico. A integração de re- cursos eletrônicos ao processo de internet. Porto Alegre: Bookman, 2001. ROBBINS, S. P. A verdade sobre gerenciar pessoas. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2003. STANTON, W. J.; ALENCAR, D. C. de; SPIRO, Rosann. Administração de vendas. 10. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2000. STANTON, W. J.; RICH, G. A.; SPIRO, R. Gestão da Força de Vendas. Porto Alegre: AMGH, 2010. REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS ON-LINE 1 Em: <http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/administracao-de- -conflitos-na-equipe/48254/>. Acesso em: 16 mar. 2017. 2 Em: <http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/auditoria-em- -marketing-e-vendas-avaliacao-da-competencia-comercial/46627/>. Acesso em: 16 mar. 2017. 3 Em: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/07/lojas-fisicas-vao-para-in- ternet-para-melhorar-vendas-em-ano-de-crise.html>. Acesso em: 17 mar. 2017. GABARITO 171 1) Metas: relacionam-se às metas propostas pelos fabricantes, que sempre estão de acordo com a realidade do distribuidor. Por exemplo, o fabricante busca uma maior margem em seus lucros, e para isso impõe preços altos ao distribuidor, com um estoque maior, porém em uma quantidade maior de canais de vendas. O distribuidor, porém, não busca investir em estoque, querendo pagar menos ao fabricante para que suas margens de lucro sejam maiores, surgindo assim um conflito de metas e interesses entre fabricante e distribuidor. 2) A alternativa correta é a B. 3) Ficha de cadastro para concessão de crédito: além de negociar a venda dos produtos e/ou serviços, o vendedor também precisa saber sobre a concessão de crédito ao cliente. A ficha de cadastro para a concessão de crédito fornece ao departamento financeiro da organização informações que permitam a determi- nação do limite de crédito ideal para cada cliente (GOBE et al., 2007). Podendo a empresa, também, realizar consultas a empresas especializadas para confirmar as informações fornecidas pelo cliente na ficha. Mapa de Vendas: auxilia no controle, pelo vendedor e empresa, das visitas e dos resultados de vendas. É uma forma de análise da evolução dos resultados de vendas, sendo possível mensurar se as metas propostas estão sendo alcançadas. 4) A alternativa correta é a A. 5) Vendas por Territórios: Essa forma de análise busca verificar quais territórios são fracos e quais são fortes em vendas. Nesse momento, devem ser analisados os índices de mercado, que demonstram os percentuais de vendas em cada ter- ritório; as metas de vendas da empresa e as vendas reais de mercado, para que sejam analisados e calculados o desempenho final da empresa. 6) Comunicações: o comércio eletrônico “entrega” informações sobre produtos e/ ou serviços por meio dos canais eletrônicos, como site e mídias sociais, aos con- sumidores. Processo de Negócios: usado na transação de negócios e fluxos de dados pela empresa. Serviço: busca a melhoria na qualidade dos produtos e ser- viços oferecidos, por meio da satisfação dos desejos dos consumidores. On-line: é a capacidade de comprar e vender produtos e/ou serviços, pela internet, bem como na propagação de informações. CONCLUSÃO Ao finalizar nossos estudos, esperamos que você tenha aproveitado ao máximo to- das as informações que foram passadas e que estas contribuam para o seu desen- volvimento profissional. Durante todo o material, propomo-nos a apresentar todas as etapas que devem ser realizadas dentro do Planejamento Estratégico em Vendas. Lógico que para que isso acontecesse alguns pontos extras, como a contextualização de vendas, com sua his- tória, desenvolvimento e funções, além das tendências desse processo, foram ne- cessárias para complementar a discussão. Foi possível compreender e verificar a importância na análise do mercado de atua- ção da empresa, para que se possa conhecer, não somente o segmento em que se irá atuar, mas também as atividades e ações de seus concorrentes, e o comporta- mento de compra de seus consumidores. Compreendemos também que vender não é somente expor o produto e/ou serviço no mercado ao consumidor, mas, sim, que essa atividade envolve diversas ações e funções que devem ser executadas pelas organizações para controle e análise das vendas. Definir metas, objetivos, prever resultados e analisar em quais territórios deve-se trabalhar são pontos importantes para o alcance de resultados financeiros, e porque não, trazer também os resultados de imagem, da organização. Outro processo que não pode ser esquecido envolve a quantidade e a qualidade no processo de informação e comunicação com e no sistema de vendas. Falhas, ruídos e falta de comunicação, além de prejudicarem a empresa, tornam todo o processo de vendas desgastante e trabalhoso. Imagine-se como consumidor nesse momen- to, você recebe uma informação por e-mail quanto a uma ação promocional de uma determinada marca, porém, ao chegar no ponto de venda, a equipe de vendas não foi informada quanto a essa ação. Qual seria a sua reação? E a da equipe de vendas? Provavelmente não seria a melhor. Além dessas ações e informações, buscamos compartilhar com vocês todos os pon- tos do Planejamento em Vendas e acreditamos que, assim, você será capaz de reali- zá-lo e contribuir no desenvolvimento de sua organização no mercado.