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livro teoria sistemica

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estratégica empresarial: as 
Análise Sistêmica e Inteligência Competitiva na Indústria
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cinco forças de Michel Porter, que são as influências da concorrência, 
dos stakeholders, dos produtos e dos serviços. Como este modelo é uma 
análise destas influencias, gera-se um conjunto de dados e informações 
que coletados por uma empresa, fazem com ela consiga entender e pre-
ver as ações dos concorrentes. Este estudo é denominado inteligência 
competitiva. Portanto, em nossa aula estaremos nos aprofundando nesta 
inteligência competitiva, como diagnóstico e análise de informações do 
ambiente setorial.
2.1 O modelo das Cinco Forças de Michel Porter
Para Siqueira e Boaventura (2012, p .4) a análise do ambiente e 
a interface com a organização é fundamental em quase todas as abor-
dagens, teorias, modelos e técnicas para a formulação e implantação 
das estratégias empresariais. Umas das teorias mais utilizadas para for-
mulação da estratégia organizacional é as das cinco forças de Michel 
Porter, onde caracteriza o ambiente empresarial externo ou análise do 
ambiente setorial:
 2 Rivalidade entre concorrentes;
 2 Poder de negociação dos clientes;
 2 Poder de negociação dos fornecedores;
 2 Ameaça de entrada de novos concorrentes;
 2 Ameaça de produtos substitutos.
O modelo das cinco forças de Porter proposta em 1998 pelo profes-
sor de Harvard University Michael E. Porter tornou-se famosa e sendo 
considerada por todas as empresas, independe do seu ramo de atuação 
ou segmento, identificam as cinco forças competitivas fundamentais, já 
mencionadas acima, mas não contemplam as forças internas, suas capaci-
dades, competências, cultura e clima de uma organização. Neste caso as 
cinco forças de Porter se caracteriza como reativo e não pró-ativo (BAL-
LESTERO e ALVAREZ, 2011). A Fig. 4 ilustra o digrama das cinco forças 
de Porter.
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Análise do ambiente externo setorial
Figura 4 – Cincos Forças de Porter ou forças competitivas setoriais
ENTRANTES
Ameaças de
novos Entrantes
CONCORRENTES
Rivalidade interna
SUBSTITUTOS
Ameaças de
produtos ou
serviços
FORNECEDORES
Poder de
negociação e
barganha
CLIENTES
Poder de
Negociação e
barganha
São partes interessadas, ou
chamados ,Stakeholders
pessoas ou outras
organizações que
influenciam ou são
influenciadas. Neste caso os
fornecedores que fornecem
matéria-prima, serviços e
tecnologia
Envolve quantidade, preço,
desempenho, ação coletiva
da empresa na promoção do
bem, lucratividade e
crescimento das empresas
dos produtos substitutos
São partes interessadas, ou
chamados Stakeholders
externos, no caso dos
clientes onde compram
produtos e serviços.
Esta força envolve os
concorrentes diretos de
uma empresa classificados
como rivalidade entre
empresas
A força de novos entrantes,
empresas que podem
ameaçar a participação de
mercados dos já existentes.
Os entrantes trazem
capacidade extra de produção.
Fonte: adaptado de Ballestero e Alverez (2011)
2.1.1 Análise dos concorrentes
No centro do diagrama das forças de Porter, da fig.4, a análise dos con-
correntes é uma parte importante da análise ambiental setorial da indústria 
que envolve concorrentes diretos e indiretos de uma empresa e busca ana-
lisar a movimentação estratégica dos concorrentes. Segundo Hitt, Ireland, 
Hosksson (2008, p. 53) as empresas de uma indústria concorrem entre si 
quando a rivalidade competitiva se intensifica através da diferenciação de 
seus produtos com relação ao preço, qualidade e inovações. 
A ameaça dos concorrentes determina até que ponto o outro pode 
satisfazer as mesmas necessidades do cliente, sendo que existe um limite 
de custo e investimento para produzir no mesmo patamar do concorrente. 
O dispêndio de produção para satisfazer tal necessidade pode levar a 
organização a não sobrevivência em longo prazo. O fator cliente também 
está relacionado a esta disputa, pois deve ser verificado se o cliente terá 
condições de pagar o preço por um produto acima do custo de produção 
(MATOS, MATOS e ALMEIDA, p. 143-144). Veja no diagrama que a 
Análise Sistêmica e Inteligência Competitiva na Indústria
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seta de força de influência do cliente é direcionada para a concorrência, ou 
seja, o cliente influencia a decisão, pois tem poder de compra e barganha.
Siqueira e Boaventura (2012, p. 4) apresentam alguns componentes 
da análise de concorrentes, ou seja, supostas coletas de informações que 
devem ser realizadas em termos de objetivos futuros, estratégia atual, pre-
missas e reações. Estas informações devem ser coletadas de maneira ética 
através de informações públicas como relatórios financeiros públicos e 
catálogos dos concorrentes [disponíveis, por exemplo, na web]. Os com-
ponentes de análise seriam:
1. Objetivos futuros:
 2 Nossas metas são compatíveis às de nossos concorrentes?
 2 Como nos comportamos em relação ao risco?
2. Estratégia atual:
 2 Nossa estratégia é competitiva?
 2 Como estamos concorrendo no mercado?
3. Premissas:
 2 Quais considerações nossos concorrentes fazem sobre o 
mercado?
 2 O que mudará o futuro?
4. Reações:
 2 Quais nossos pontos fortes em relação à concorrência?
 2 Quais nossos pontos fracos com relação à concorrência?
2.1.2 Análise dos Stakeholders
Segundo Hitt, Ireland, Hosksson (2008, p. 52) Os fornecedores 
podem influenciar diretamente nas negociações através do aumento dos 
preços e da redução da qualidade dos seus produtos. Este impacto reflete 
diretamente na redução da lucratividade dos produtos vendidos, caso a 
empresa não consiga recuperar os aumentos destes custos de seus for-
necedores, através de sua própria estrutura de precificação. Na realidade 
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Análise do ambiente externo setorial
este ambiente é mais complexo do que imaginamos, as organizações tem 
se deparado com uma complexidade além de formatos como clientes e 
fornecedores, mas como stakeholders ou partes interessadas, como fun-
cionários, investidores, acionistas, comunidade, etc. Cada stakeholder em 
uma organização cobra resultados financeiros, comportamentos ou demais 
necessidades influenciando a organização. O quadro 4 abaixo apresenta os 
principais stakeholders, o que lhes oferecem, seus principais interesses e 
como estão organizados.
Quadro 4 – Stakeholders e principais interesses e suas organizações
Stakeholders Oferecem Principaisinteresses
Organização 
dos stakeholders
Acionistas Capital, 
investimento
Rentabilidade, 
retorno do 
investimento.
Mercado de 
Capitais
Funcionários, 
gestores e 
diretores.
Trabalho, 
conhecimento
Salários 
adequados, 
benefícios sociais, 
oportunidade 
de crescimento 
profissional.
Dentro da 
Organização
Investidores
Capital, 
investimento
Rentabilidade, 
transparência, 
retorno do 
investimento.
Mercado de 
Capital
Clientes, 
canais de 
distribuição, 
atacadistas e 
varejistas.
Compra de 
produtos ou 
serviços
Preço, qualidade 
dos produtos 
ou serviços, 
assistência técnica.
De produtos e 
serviços 
Fornecedores 
de matéria-
prima, serviços 
e tecnologia. 
Oferta de 
insumo
Pontualidade 
nos pagamentos, 
venda de seus 
produtos ou 
serviços.
Fornecedores
Análise Sistêmica e Inteligência Competitiva na Indústria
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Stakeholders Oferecem Principaisinteresses
Organização 
dos stakeholders
Agências regu-
latórias, sindi-
catos, órgãos 
governamen-
tais, sociedade, 
comunidade, 
mídia. 
Políticas, 
normas da 
qualidade, 
leis, influen-
cias positivas, 
incentivo 
fiscal.
Qualidade de vida 
ao cidadão, melho-
ria na região, 
empregabilidade, 
estabilidade.
Externos
Fonte: Adaptado de Siqueira e Boaventura (2012, p.66).
Siqueira e Boaventura (2012, p. 67) comentam que a identificação 
dos stakeholders é de