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Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
Farmacologia do sistema cardiovascular.
• Pré-carga: tensão da parede ventricular diastólica final, estiramento das fibras ventriculares antes da contração, que 
corresponde à pressão ou volume diastólico final.
- Aumento da pressão no ventrículo, aumenta o esforço cardíaco, pois há maior contração e estiramento.
- Aumento de pré carga: aumento do retorno venoso -> aumento volume diastólica final -> Aumento do volume 
sistólico final.
- Depende do retorno venoso.
• Pós-carga: tensão da parede ventricular sistólica, resistência que o ventrículo deve superar para a ejeção do 
sangue.( Sistolia).
- Depende da complacência(distensibilidade) e resistência vascular.
- Aumento da RVP(resistência vascular periférica), aumenta a pós-carga
- Vênulas: camada muscular delicada, ligada à capacitância.
Débito cardíaco: medida de desempenho do coração, ou seja, quantidade de sangue que é ejetada pelo coração.
Sistema Renina-Angiotensina 
- Atua com sinergismo ao sistema 
nervoso simpático.
- Controle do tônus(força) vascular.
- Controle de volume e excreção de 
sódio.
Renina: secretada pelo aparelho 
justoglomerular do rins devido à:
- Redução da concentração de sódio.
- Queda da pressão de perfusão renal.
- Atividade nervosa simpática renal.
- Prostaglandinas PGI2
- A angiotensina II exerce seu efeito por 
meio do receptor AT1- 
vasoconstrição(metabotrópico). AT2 
tem evidência em vasos fetais/
placentários, em que faz a 
vasodilatação.
- Angiotensina II inibe a liberação de 
renina por feedback negativo(retroalimentação).
Conceitos
• DÉBITO CARDÍACO
– Medida de desempenho do coração (quantidade de sangue que é 
ejetada pelo coração)
DC = FC x Volume Sistólico
• FC = 100bpm
• VS = 50 mL
• DC = 5 litros/min
Conceitos
•Força de contração;
•Pré-carga;
•Pós-carga;
PA = DC x RVP
DC = FC x VS
Retorno Venoso
Conceitos
Sistema Renina-angiotensina
ECA: Enzima ligada à membrana presente 
na superfície das células endoteliais
Enzima Conversora de 
angiotensina
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
Ações da Angiotensina II 

- Reabsorção de sódio no túbulo proximal. 
- Crescimento celular no coração e nas artérias. 
- Estimulação da secreção de aldosterona no córtex adrenal. Ocorre na célula principal, co-transporte de sódio e 
potássio, entrada de sódio e saída de potássio, gerando uma depleção de potássio(hipopotassemia). OBS: a 
Aldosterona aumenta o tecido fibroso no coração, diminuindo sua complacência, perda de perfusão. 
- Vasoconstrição generalizada, especialmente nas arteríolas eferentes dos rins, que aumenta a taxa de filtração 
glomerular, o que aumenta a pressão. 
Alterações/Patologias do sistema cardiovascular. 
• Hipertensão arterial: doença multifatorial que compromete os mecanismos de vasodilatação de vasoconstrição, 
levando um aumento da tensão sanguínea nos vaso, podendo comprometer a irrigação. 
- Sua grande maioria é assintomática 
- Diagnóstico: medidas repetidas da PA(devido à interferências externas, como, estresse, atividade física, 
temperatura), valores acima de 140x90mmHg. 
- Pode levar a uma insuficiência cardíaca devido à sobrecarga cardíaca, que aumenta o tecido fibroso no coração. 
- Hipertensos devido ao aumento do DC: utilizar β bloqueadores. 
- Hipertensos devido à função vascular(RVP): utilizar diuréticos tiazídicos. 
- Função renal: redução na pressão de perfusão renal levam as células justaglomerulares aumentarem a secreção de 
renina, que leva à produção aumentada de angiotensina II e aldosterona. Esses últimos mediadores aumentam tanto 
o tônus vasomotor quanto a retenção de Na+/H2O, levando a um perfil hemodinâmico caracterizado por elevação do 
DC e da RVS. 
- Primeiro passo para tratamento de hipertensos será a mudança no estilo de vida, adotando hábitos mais saudáveis, 
diminuição de peso, dieta baixo teor de gordura e sódio. A redução ou eliminação dos agentes exógenos passíveis 
de induzir hipertensão — como etanol, anticoncepcionais orais, glicocorticóides e drogas estimulantes. 


Alterações da fisiologia cardiovascular
Hipertensão Arterial
410 | Capítulo Vinte e Quatro
QUADRO 24.2 Principais Classes de Agentes Anti-Hipertensivos
DIURÉTICOS SIMPATICOLÍTICOS VASODILATADORES
BLOQUEADORES DO SISTEMA 
RENINA-ANGIOTENSINA
Diuréticos tiazídicos Bloqueadores do efluxo simpático 
do SNC
Bloqueadores dos canais de 
cálcio
Inibidores da ECA
Diuréticos de alça Bloqueadores ganglionares Minoxidil Antagonistas AT1
Diuréticos poupadores de K+ Antagonistas das terminações 
nervosas adrenérgicas pós-
ganglionares
Hidralazina
Nitroprussiato de sódio
Antagonistas !1-adrenérgicos
Antagonistas "1-adrenérgicos
Antagonistas !-adrenérgicos/"-
adrenérgicos mistos
PA
BCC
Vasodilatadores 
arteriais diretos
DC
FC
Diuréticos
Inibidores da ECA
Antagonistas AT1 
Antagonistas 
 da endotelina 
Nitroprussiato 
 de sódio
Inibidores da ECA
Antagonistas AT1 
VS Inervação direta
Contratilidade Pré-carga
Tônus venoso Volume intravascular
Retenção de Na+/H2O
Reguladores 
circulantes
Reguladores 
locais
RVS
Antagonistas "
Antagonistas "
BCC
BCC
Antagonistas !1 Antagonistas !1
Agonistas !2 
centrais
Agonistas !2 
centrais
Inibidores da ECA
Antagonistas AT1
Antagonistas !1
Nitroprussiato 
 de sódio
Inibidores da ECA
Antagonistas AT1
Fig. 24.2 Efeitos farmacológicos dos agentes anti-hipertensivos 
comumente utilizados. Os agentes anti-hipertensivos modulam a pressão 
arterial ao interferir nos determinantes da pressão arterial. Muitos desses 
agentes anti-hipertensivos possuem múltiplas ações. Por exemplo, os 
bloqueadores do sistema renina-angiotensina, como os inibidores da ECA e 
os antagonistas AT1, alteram os níveis dos reguladores locais e reguladores 
circulantes e também afetam a retenção renal de Na+ e o tônus venoso. PA, 
pressão arterial; DC, débito cardíaco; RVS, resistência vascular sistêmica; FC, 
freqüência cardíaca; VS, volume sistólico; BCC, bloqueadores dos canais de 
Ca2+; ECA, enzima conversora de angiotensina.
Hipertensão 
PA
PA
Reflexo 
barorreceptor
Efluxo 
simpático
Taquicardia,
contratilidade
Vasoconstrição 
Perfusão 
 renal
Liberação 
de renina
Retenção 
de Na+/H2O
Intervenção 
farmacológica
Diuréticos 
Inibidores da ECA
Antagonistas AT1
Antagonistas !1
Simpaticolíticos 
(antagonistas ")
Fig. 24.3 Respostas homeostáticas compensatórias ao tratamento anti-
hipertensivo. Quando a pressão arterial é reduzida através de intervenção 
farmacológica, ocorre ativação das respostas homeostáticas à elevação da 
pressão arterial. Essas respostas homeostáticas podem ser amplamente 
divididas em reflexos barorreceptores e reflexos de perfusão renal. Os 
reflexos barorreceptores, que se originam no arco aórtico e no seio carotídeo, 
aumentam o efluxo simpático, resultando em taquicardia, aumento da 
contratilidade e vasoconstrição; todos esses efeitos aumentam a pressão 
arterial. Os simpaticolíticos, como os antagonistas ", atenuam as respostas 
de taquicardia e contratilidade, interrompendo o sistema nervoso simpático. 
Os antagonistas !1 inibem a vasoconstrição, porém exercem efeitos mínimos 
sobre a taquicardia ou a contratilidade. A diminuição da perfusão renal induz 
a liberação aumentada de renina pelas células justaglomerulares do rim. A 
seguir, a renina cliva o angiotensinogênio em angiotensina I que, por sua 
vez, é ativada no potente vasoconstritor angiotensina II (não indicada). A 
angiotensina II aumenta a secreção supra-renal de aldosterona, que atua sobre 
as células principais do ducto coletor, aumentando a reabsorção de Na+ (e, 
conseqüentemente, de água). A reabsorçãoaumentada de Na+ aumenta o 
volume intravascular, resultando, portanto, em elevação da pressão arterial. Os 
diuréticos interrompem essa resposta homeostática ao diminuir a reabsorção 
de Na+ do néfron; os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) 
interrompem a formação de angiotensina II; e os antagonistas AT1 impedem 
a sinalização da angiotensina II nos órgãos-alvo.
compensada, levando a uma redução sustentada da pressão arte-
rial. Essa hipótese é corroborada pela observação de que o efeito 
anti-hipertensivo máximo dos tiazídicos é freqüentemente obtido 
em doses mais baixas do que as necessárias para produzir um 
efeito diurético máximo. Por conseguinte, os tiazídicos exercem 
seus efeitos sobre a pressão arterial ao influenciar tanto o débito 
cardíaco quanto a resistência vascular sistêmica.
O algoritmo de “cuidados por etapas” da Joint National 
Commission sugere o uso de diuréticos tiazídicos como fár-
macos de escolha de primeira linha para a maioria dos pacien-
tes, a não ser que haja alguma indicação específica para outro 
agente anti-hipertensivo (como inibidor da ECA no paciente 
com diabetes). Essa recomendação provém dos resultados de 
um estudo clínico em grande escala que observou desfechos 
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
Tratamento: 
- Redução do volume intravascular com vasodilatação concomitante (diuréticos)
- Infra-regulação do tônus simpático (antagonistas Beta , antagonistas Beta 1, simpaticolíticos centrais); 
- Modulação do tônus do músculo liso vascular (bloqueadores dos canais de cálcio, ativadores dos canais de K+)
- Inibição dos reguladores neurohumorais da circulação (inibidores da ECA, antagonistas da AT1 [antagonistas do 
receptor de angiotensina II]). 
Insuficiência Cardíaca 
Farmacologia Cardiovascular Integrativa: Hipertensão, Cardiopatia Isquêmica e Insuficiência Cardíaca | 409
arterial pode permanecer assintomática durante muitos anos, 
mesmo quando ocorre lesão considerável dos órgãos-alvo. Em 
conseqüência, o tratamento efetivo da hipertensão deve recorrer 
a estratégias para a identificação de pacientes assintomáticos, 
particularmente aqueles que correm alto risco de apresentar os 
efeitos adversos da doença nos órgãos-alvo. Como o uso de 
agentes anti-hipertensivos pode ser inconveniente para a vida 
de um paciente assintomático, o tratamento a longo prazo do 
paciente hipertenso exige o uso de esquemas farmacológicos, 
que devem ser individualizados para obter uma aderência 
ótima do paciente ao tratamento e eficácia dos fármacos. Por 
conseguinte, é necessário considerar o perfil de segurança, o 
esquema de dosagem e o custo desses agentes.
A primeira conduta no tratamento da hipertensão é o acon-
selhamento relativo à importância de efetuar modificações no 
estilo de vida. As modificações no estilo de vida que estão 
associadas a resultados favoráveis em pacientes hipertensos 
incluem perda de peso, aumento da atividade física, abandono 
do tabagismo e dieta com baixo teor de gordura e de sódio. 
A redução ou eliminação dos agentes exógenos passíveis de 
induzir hipertensão — como etanol, anticoncepcionais orais, 
glicocorticóides e drogas estimulantes — também podem ter 
um benefício clínico demonstrável. Embora as terapias não-
farmacológicas por si sós possam não produzir uma redução 
suficiente da pressão arterial, constituem adjuvantes essenciais 
para o tratamento farmacológico.
Utiliza-se um extenso arsenal de fármacos para tratar a 
hipertensão sistêmica. Todavia, todos esses agentes exercem, 
em última análise, seus efeitos sobre a pressão arterial através 
de uma redução no débito cardíaco e/ou na resistência vascular 
sistêmica. As estratégias atualmente empregadas no tratamento 
da hipertensão (Quadro 24.2 e Fig. 24.2) consistem na redução 
do volume intravascular com vasodilatação concomitante (diu-
réticos); infra-regulação do tônus simpático (antagonistas !, 
antagonistas "1, simpaticolíticos centrais); modulação do tônus 
do músculo liso vascular (bloqueadores dos canais de cálcio, 
ativadores dos canais de K+); e inibição dos reguladores neuro-
humorais da circulação (inibidores da ECA, antagonistas da 
AT1 [antagonistas do receptor de angiotensina II]). A redução 
da pressão arterial produzida por esses fármacos é percebida 
pelos barorreceptores e pelas células justaglomerulares renais, 
que podem ativar respostas contra-reguladoras que atenuam a 
magnitude da redução da pressão arterial. Essas respostas com-
pensatórias podem ser consideráveis, exigindo um ajuste da 
dose e/ou o uso de mais de um agente para obter um controle 
da pressão a longo prazo (Fig. 24.3).
REDUÇÃO DO VOLUME INTRAVASCULAR
Diuréticos 
Embora os diuréticos tenham sido, há muito tempo, um dos 
pilares da terapia anti-hipertensiva, o mecanismo de ação dos 
diuréticos na hipertensão ainda não está totalmente elucidado. 
Conforme discutido no Cap. 20, os diuréticos diminuem o volu-
me intravascular através de um aumento na excreção renal de 
Na+ e H2O. Entretanto, a depleção de volume por si só provavel-
mente não pode explicar por completo o efeito anti-hipertensivo 
dos diuréticos.
Os diuréticos tiazídicos (por exemplo, hidroclorotiazida) 
constituem os fármacos natriuréticos mais comumente prescri-
tos para o tratamento da hipertensão (Quadro 24.3). Em virtude 
de suas características farmacocinéticas e farmacodinâmicas, os 
tiazídicos são agentes particularmente úteis no tratamento da 
hipertensão crônica. Os tiazídicos possuem alta disponibilidade 
oral e longa duração de ação. O efeito anti-hipertensivo inicial 
parece ser mediado pela diminuição do volume intravascular. Por 
conseguinte, os tiazídicos mostram-se particularmente efetivos 
em pacientes com hipertensão baseada no volume, como os que 
apresentam doença renal primária e pacientes afro-americanos. 
Os tiazídicos induzem uma diminuição inicial do volume intra-
vascular que tem por efeito reduzir a pressão arterial ao diminuir 
o débito cardíaco. Todavia, a diminuição do débito cardíaco esti-
mula o sistema renina-angiotensina, levando a uma retenção de 
volume e atenuação dos efeitos dos tiazídicos sobre o estado do 
volume. Foi aventada a hipótese de que os tiazídicos exercem 
um efeito vasodilatador que potencializa a depleção de volume 
PA
DC
FC
SNPS
SNS
Catecolaminas
SNS
Aldosterona
ADH
Peptídios natriuréticos
SNS
Catecolaminas 
SNS
Catecolaminas 
Sede 
Catecolaminas
ATII
NO
Prostaciclina
Endotelina 
ATII
O2
H+
Adenosina
VS Inervação direta
Contratilidade Pré-carga
Tônus venoso Volume intravascular
Retenção de Na+/H2O
Reguladores 
circulantes
Reguladores 
locais
RVS
Fig. 24.1 Determinantes da pressão arterial sistêmica. A pressão arterial 
é o produto do débito cardíaco (DC) pela resistência vascular sistêmica (RVS), 
e o DC é o produto da freqüência cardíaca (FC) pelo volume sistólico (VS). 
Esses determinantes são alterados por diversos mecanismos homeostáticos. 
A freqüência cardíaca é aumentada pelo sistema nervoso simpático (SNS) e 
pelas catecolaminas, enquanto é reduzida pelo sistema nervoso parassimpático 
(SNPS). O volume sistólico é aumentado pela contratilidade e pré-carga e 
diminuído pela pós-carga (não indicada); todos esses determinantes 
constituem parâmetros importantes da função cardíaca. A pré-carga é 
alterada por mudanças no tônus venoso e no volume intravascular. O SNS e 
os hormônios, incluindo a aldosterona, o hormônio antidiurético (ADH) e os 
peptídios natriuréticos, constituem os principais fatores que afetam o volume 
intravascular. A resistência vascular sistêmica é uma função da inervação direta, 
dos reguladores circulantes e dos reguladores locais. A inervação direta inclui 
os receptores "1-adrenérgicos ("1-AR), que aumentam a RVS. Os reguladores 
circulantes incluem as catecolaminas e aangiotensina II (AT II), que aumentam 
a RVS. Diversos reguladores locais também alteram a RVS. Esses reguladores 
incluem moléculas de sinalização derivadas do endotélio, como óxido nítrico 
(NO), prostaciclina, endotelina e AT II; e reguladores metabólicos locais, como 
O2, H+ e adenosina. A RVS constitui o principal componente da pós-carga, 
que está inversamente relacionada com o volume sistólico. A combinação do 
efeito direto da RVS sobre a pressão arterial e o efeito inverso da pós-carga 
sobre o volume sistólico ilustra a complexidade do sistema. ↑ indica um efeito 
estimulador; ↓ indica um efeito inibitório sobre a variável dentro do boxe.
410 | Capítulo Vinte e Quatro
QUADRO 24.2 Principais Classes de Agentes Anti-Hipertensivos
DIURÉTICOS SIMPATICOLÍTICOS VASODILATADORES
BLOQUEADORES DO SISTEMA 
RENINA-ANGIOTENSINA
Diuréticos tiazídicos Bloqueadores do efluxo simpático 
do SNC
Bloqueadores dos canais de 
cálcio
Inibidores da ECA
Diuréticos de alça Bloqueadores ganglionares Minoxidil Antagonistas AT1
Diuréticos poupadores de K+ Antagonistas das terminações 
nervosas adrenérgicas pós-
ganglionares
Hidralazina
Nitroprussiato de sódio
Antagonistas !1-adrenérgicos
Antagonistas "1-adrenérgicos
Antagonistas !-adrenérgicos/"-
adrenérgicos mistos
PA
BCC
Vasodilatadores 
arteriais diretos
DC
FC
Diuréticos
Inibidores da ECA
Antagonistas AT1 
Antagonistas 
 da endotelina 
Nitroprussiato 
 de sódio
Inibidores da ECA
Antagonistas AT1 
VS Inervação direta
Contratilidade Pré-carga
Tônus venoso Volume intravascular
Retenção de Na+/H2O
Reguladores 
circulantes
Reguladores 
locais
RVS
Antagonistas "
Antagonistas "
BCC
BCC
Antagonistas !1 Antagonistas !1
Agonistas !2 
centrais
Agonistas !2 
centrais
Inibidores da ECA
Antagonistas AT1
Antagonistas !1
Nitroprussiato 
 de sódio
Inibidores da ECA
Antagonistas AT1
Fig. 24.2 Efeitos farmacológicos dos agentes anti-hipertensivos 
comumente utilizados. Os agentes anti-hipertensivos modulam a pressão 
arterial ao interferir nos determinantes da pressão arterial. Muitos desses 
agentes anti-hipertensivos possuem múltiplas ações. Por exemplo, os 
bloqueadores do sistema renina-angiotensina, como os inibidores da ECA e 
os antagonistas AT1, alteram os níveis dos reguladores locais e reguladores 
circulantes e também afetam a retenção renal de Na+ e o tônus venoso. PA, 
pressão arterial; DC, débito cardíaco; RVS, resistência vascular sistêmica; FC, 
freqüência cardíaca; VS, volume sistólico; BCC, bloqueadores dos canais de 
Ca2+; ECA, enzima conversora de angiotensina.
Hipertensão 
PA
PA
Reflexo 
barorreceptor
Efluxo 
simpático
Taquicardia,
contratilidade
Vasoconstrição 
Perfusão 
 renal
Liberação 
de renina
Retenção 
de Na+/H2O
Intervenção 
farmacológica
Diuréticos 
Inibidores da ECA
Antagonistas AT1
Antagonistas !1
Simpaticolíticos 
(antagonistas ")
Fig. 24.3 Respostas homeostáticas compensatórias ao tratamento anti-
hipertensivo. Quando a pressão arterial é reduzida através de intervenção 
farmacológica, ocorre ativação das respostas homeostáticas à elevação da 
pressão arterial. Essas respostas homeostáticas podem ser amplamente 
divididas em reflexos barorreceptores e reflexos de perfusão renal. Os 
reflexos barorreceptores, que se originam no arco aórtico e no seio carotídeo, 
aumentam o efluxo simpático, resultando em taquicardia, aumento da 
contratilidade e vasoconstrição; todos esses efeitos aumentam a pressão 
arterial. Os simpaticolíticos, como os antagonistas ", atenuam as respostas 
de taquicardia e contratilidade, interrompendo o sistema nervoso simpático. 
Os antagonistas !1 inibem a vasoconstrição, porém exercem efeitos mínimos 
sobre a taquicardia ou a contratilidade. A diminuição da perfusão renal induz 
a liberação aumentada de renina pelas células justaglomerulares do rim. A 
seguir, a renina cliva o angiotensinogênio em angiotensina I que, por sua 
vez, é ativada no potente vasoconstritor angiotensina II (não indicada). A 
angiotensina II aumenta a secreção supra-renal de aldosterona, que atua sobre 
as células principais do ducto coletor, aumentando a reabsorção de Na+ (e, 
conseqüentemente, de água). A reabsorção aumentada de Na+ aumenta o 
volume intravascular, resultando, portanto, em elevação da pressão arterial. Os 
diuréticos interrompem essa resposta homeostática ao diminuir a reabsorção 
de Na+ do néfron; os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) 
interrompem a formação de angiotensina II; e os antagonistas AT1 impedem 
a sinalização da angiotensina II nos órgãos-alvo.
compensada, levando a uma redução sustentada da pressão arte-
rial. Essa hipótese é corroborada pela observação de que o efeito 
anti-hipertensivo máximo dos tiazídicos é freqüentemente obtido 
em doses mais baixas do que as necessárias para produzir um 
efeito diurético máximo. Por conseguinte, os tiazídicos exercem 
seus efeitos sobre a pressão arterial ao influenciar tanto o débito 
cardíaco quanto a resistência vascular sistêmica.
O algoritmo de “cuidados por etapas” da Joint National 
Commission sugere o uso de diuréticos tiazídicos como fár-
macos de escolha de primeira linha para a maioria dos pacien-
tes, a não ser que haja alguma indicação específica para outro 
agente anti-hipertensivo (como inibidor da ECA no paciente 
com diabetes). Essa recomendação provém dos resultados de 
um estudo clínico em grande escala que observou desfechos 
428 | Capítulo Vinte e Quatro
Em condições de sobrecarga de volume crônica, como 
insuficiência mitral ou aórtica, o VE desenvolve um padrão 
excêntrico de hipertrofia, devido ao acréscimo de proteínas 
contráteis e novos sarcômeros em série com os miofilamen-
tos existentes. A hipertrofia excêntrica ajuda a manter o 
desempenho cardíaco através da modulação da tensão da 
parede diastólica. Ao contrário da situação observada após 
a remodelagem concêntrica, a hipertrofia excêntrica está 
associada a um aumento da complacência VE. O aumento 
da complacência permite o aumento do volume diastólico 
final VE, sem elevação significativa das pressões diastólicas 
ventricular esquerda e atrial esquerda. Essa atenuação na 
elevação da pressão das câmaras permite ao sistema manter 
um débito cardíaco anterógrado através de um aumento do 
volume sistólico total induzido pelo volume. Durante a fase 
compensada da hipertrofia excêntrica, a espessura da parede 
do VE aumenta de modo aproximadamente proporcional ao 
aumento do raio da câmara.
Ativação Neuro-Humoral
A incapacidade do coração de produzir um débito anterógra-
do adequado ativa diversos sistemas neuro-humorais, 
freqüentemente com conseqüências deletérias (Fig. 24.12). A 
diminuição da pressão arterial ativa o reflexo barorreceptor, 
estimulando a liberação de catecolaminas; por sua vez, as 
catecolaminas produzem taquicardia (através dos receptores 
!1) e vasoconstrição (através dos receptores "1 periféricos). 
A estimulação dos receptores !1 nas células justaglomeru-
lares (JG) renais promove a liberação de renina. As células 
JG também liberam renina em resposta à diminuição da per-
fusão renal que acompanha o débito cardíaco diminuído. A 
renina cliva o angiotensinogênio circulante em angiotensina 
I, que é subseqüentemente convertida em angiotensina II 
(AT II) pela enzima conversora de angiotensina (ECA). A 
AT II atua através dos receptores AT1 para aumentar o tônus 
vasomotor arterial. A AT II também ativa vários mecanismos 
fisiológicos que aumentam o volume intravascular, inclu-
indo a liberação de aldosterona das glândulas supra-renais 
(promovendo, assim, a retenção de sal e de água), libera-
ção de vasopressina (ADH) da neuro-hipófise e ativação do 
centro da sede no hipotálamo. Além disso, a AT II parece 
constituir um importante mediadorda hipertrofia vascular 
e miocárdica. 
A taquicardia e o aumento de volume intravascular que 
acompanham a ativação desses mecanismos neuro-humorais 
ajudam a manter o débito cardíaco anterógrado, e a vasoconstri-
ção sistêmica que ocorre proporciona um mecanismo pelo qual 
os centros reguladores centrais podem superar a auto-regulação 
local do fluxo sangüíneo. Em seu conjunto, esses mecanismos 
permitem que o sistema cardiovascular mantenha a perfusão 
dos órgãos críticos na presença de débito cardíaco reduzido. 
Entretanto, a estimulação simpática do coração também aumen-
ta a demanda de oxigênio do miocárdio através de aumento da 
pós-carga (constrição arteriolar) e pré-carga (retenção de sódio 
e de água). A estimulação simpática contínua acaba resultando 
em infra-regulação dos receptores !-adrenérgicos, comprome-
tendo ainda mais a capacidade do sistema de manter o débito 
anterógrado. O objetivo central do manejo farmacológico atual 
da IC consiste em modular a ação desses efetores neuro-humo-
rais (Fig. 24.13).
MANEJO CLÍNICO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
O tratamento farmacológico da IC sofreu uma notável expansão 
no decorrer das últimas três décadas. A evolução da terapia 
“ativa para cargas” revolucionou o manejo dos pacientes com 
IC, e numerosos estudos clínicos em grande escala demonstra-
ram que esses tratamentos estão associados a uma redução esta-
tisticamente significativa na morbidade e mortalidade. Além 
disso, os progressos na detecção e no tratamento da hipertensão 
e o manejo da CAD complexa de múltiplos vasos modificaram 
radicalmente a evolução clínica de pacientes com disfunção 
contrátil. É útil organizar as estratégias de tratamento para a 
disfunção contrátil em pacientes que apresentam ou que correm 
risco de insuficiência cardíaca sintomática, de acordo com as 
seguintes metas fisiológicas: redução da pré-carga, redução da 
pós-carga e aumento do inotropismo. O Quadro 24.6 fornece 
um resumo dos efeitos hemodinâmicos e dos mecanismos de 
ação das classes de fármacos que são comumente utilizadas no 
tratamento da insuficiência cardíaca.
Aumento da 
aldosterona
Expansão 
do volume 
intravascular
Aumento 
da AT II
Aumento da 
pré-carga
Agravamento da 
insuficiência cardíaca
Aumento da demanda 
de O2 do miocárdio
Aumento da pós-carga
Vasoconstrição 
Aumento do 
efluxo simpático
Aumento 
da renina
Reflexo 
barorreceptor
Diminuição da 
pressão arterial
Comprometimento da 
função cardíaca
β
α
Retenção 
de Na+
Fig. 24.12 Efeitos neuro-humorais da insuficiência cardíaca. O 
comprometimento da função cardíaca leva a uma diminuição da pressão 
arterial, com conseqüente ativação de barorreceptores, que aumentam o efluxo 
simpático. O efluxo simpático "-adrenérgico (") provoca vasoconstrição, um 
efeito que aumenta a pós-carga. O aumento da pós-carga cria uma maior pressão 
contra a qual o coração deve contrair-se e, portanto, aumenta a demanda de 
O2 do miocárdio. O efluxo simpático !-adrenérgico (!) aumenta a liberação de 
renina pelas células justaglomerulares. A renina cliva o angiotensinogênio em 
angiotensina I, e esta é convertida, a seguir, no hormônio ativo, a angiotensina 
II (AT II). A AT II possui uma ação vasoconstritora direta; além disso, aumenta a 
síntese e a secreção de aldosterona. A aldosterona aumenta a reabsorção de Na+ 
pelo ducto coletor, resultando em expansão do volume intravascular e aumento 
da pré-carga. Em conjunto, a pós-carga e a pré-carga aumentadas aumentam 
a demanda de O2 do miocárdio. No coração já comprometido, esses estresses 
aumentados podem resultar em agravamento da insuficiência cardíaca.
Farmacologia Cardiovascular Integrativa: Hipertensão, Cardiopatia Isquêmica e Insuficiência Cardíaca | 429
REDUÇÃO DA PRÉ-CARGA
Diuréticos
Os diuréticos vêm sendo, há muito tempo, a base do tratamento 
farmacológico de pacientes com insuficiência cardíaca esquer-
da e continuam sendo componentes integrantes do tratamento 
de pacientes com sintomas congestivos e/ou sobrecarga de volu-
me intravascular. Todavia, apesar da eficácia desses agentes na 
redução dos sintomas congestivos, não há evidência de bene-
fício do tratamento com diuréticos de alça ou com diuréticos 
tiazídicos em relação à taxa de mortalidade. 
Os agentes natriuréticos mais comumente utilizados na IC 
consistem nos diuréticos de alça, que incluem a furosemida e 
a bumetanida. Esses fármacos inibem o co-transportador de 
Na+-K+-2Cl– (NKCC2) no ramo ascendente espesso da alça de 
Henle, resultando em excreção aumentada de sódio, potássio e 
água. Os diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, tam-
bém são utilizados no tratamento dos sintomas congestivos, 
particularmente em pacientes com cardiopatia hipertensiva e 
com disfunção sistólica VE. Os tiazídicos inibem a reabsorção 
de sódio e de cloreto através do co-transportador de Na+-Cl– 
(NCC1) no túbulo contornado distal e são agentes natriuréticos 
menos eficazes do que os diuréticos de alça. Com freqüência, 
os tiazídicos são ineficazes como monoterapia para os sintomas 
congestivos apresentados por pacientes com doença renal crô-
nica. Algumas vezes, os tiazídicos são co-administrados com 
diuréticos de alça a pacientes com redução da TFG e sobrecarga 
de volume refratária, bem como em pacientes selecionados que 
apresentam IC e nos quais o tratamento com diuréticos de alça 
apenas não produz diurese adequada. (Consultar o Cap. 20 para 
uma discussão mais detalhada dos diuréticos.)
Antagonistas dos Receptores de Aldosterona
A espironolactona é um diurético poupador de potássio que 
atua como antagonista competitivo no receptor de aldosterona, 
diminuindo, assim, a troca de sódio-potássio no túbulo distal e 
ducto coletor do néfron. Um estudo clínico recente desse fár-
maco em pacientes com IC sistólica (o estudo RALES) recebeu 
muita atenção. Nesse estudo, pacientes com IC grave foram 
tratados com baixas doses de espironolactona (25 a 50 mg ao 
dia); os pacientes recrutados não apresentaram comprometi-
mento renal significativo e receberam concomitantemente trata-
mento padrão para a insuficiência cardíaca (inibidor da ECA, 
diurético de alça ! digoxina). Nos pacientes tratados com espi-
ronolactona, a taxa de mortalidade de todas as causas (inclu-
indo morte cardíaca súbita e morte por insuficiência cardíaca 
progressiva) foi reduzida em cerca de 30%, assim como as 
internações devido a exacerbações da IC. Com freqüência, a 
espironolactona é administrada em associação com um inibidor 
da ECA (ver adiante). Como tanto a espironolactona quanto os 
inibidores da ECA diminuem a excreção de K+, é necessário 
monitorar cuidadosamente a suplementação de potássio e os 
níveis plasmáticos de K+. 
Venodilatadores 
Com freqüência, os agentes venodilatadores são co-adminis-
trados com diuréticos em pacientes com sintomas congesti-
vos. O protótipo desses fármacos é a nitroglicerina (NTG). 
A nitroglicerina aumenta a capacitância venosa e, portanto, 
diminui o retorno venoso ao coração. A diminuição do retorno 
venoso resulta em redução do volume da câmara VE e da 
pressão diastólica VE. Esses efeitos dos nitratos diminuem a 
demanda de oxigênio do miocárdio, o que pode ser particu-
larmente benéfico para pacientes com angina coexistente e 
disfunção VE.
Os nitratos também podem ser particularmente efetivos 
nos casos em que a IC esquerda resulta de isquemia aguda 
do miocárdio. Nessa condição, ocorre comprometimento do 
relaxamento VE, a complacência VE encontra-se diminuída 
e a pressão diastólica VE está tipicamente elevada. Através 
do aumento da capacitância venosa, os nitratos diminuem o 
retorno venoso ao coração e reduzem o volume diastólico VE. 
Por sua vez, a diminuição do volume diastólico leva a uma 
redução do consumo de oxigênio do miocárdio. Além disso, os 
nitratos podem aliviar a isquemia, melhorando, assim,o rela-
xamento diastólico. Por conseguinte, os efeitos benéficos da 
administração de nitratos nessa situação incluem uma redução 
da pré-carga e melhora da complacência VE.
Retenção 
de Na+
Aumento da 
aldosterona
Expansão do 
volume 
intravascular
Aumento 
da AT II
Aumento da 
pré-carga
Agravamento da 
insuficiência cardíaca
Aumento da demanda 
de O2 do miocárdio 
Aumento da pós-carga
Vasoconstrição 
Aumento do 
efluxo simpático
Aumento 
da renina
Inibidores da ECA
Venodilatadores 
Vasodilatadores 
Espironolactona
Diuréticos
Reflexo 
barorreceptor
Diminuição da 
pressão arterial
Comprometimento da 
função cardíaca
Antagonistas "
Fig. 24.13 Modulação farmacológica dos efeitos neuro-humorais da 
insuficiência cardíaca. Numerosos agentes terapêuticos empregados no 
manejo da insuficiência cardíaca modulam os sistemas neuro-humorais que são 
ativados pela função cardíaca comprometida. O sistema de renina-angiotensina-
aldosterona pode ser inibido por (1) antagonistas "-adrenérgicos, que inibem 
a liberação de renina pelas células justaglomerulares do rim; (2) inibidores 
da ECA, que impedem a conversão da angiotensina I no hormônio ativo, 
a angiotensina II; e (3) espironolactona, que antagoniza competitivamente 
a ligação da aldosterona ao receptor de mineralocorticóides. Os diuréticos 
promovem a excreção de Na+ e, portanto, contrabalançam a retenção de 
Na+ estimulada pela ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. 
Os venodilatadores anulam o efeito da expansão do volume intravascular ao 
aumentar a capacitância venosa periférica, diminuindo, assim, a pré-carga. 
Os vasodilatadores arteriais diretos aliviam a vasoconstrição mediada pelos 
receptores #-adrenérgicos e pelos receptores de angiotensina II, induzida 
pelo aumento do efluxo simpático. Os glicosídios cardíacos, os agonistas "-
adrenérgicos e os inibidores da fosfodiesterase cardíaca também são utilizados 
na IC para aumentar a contratilidade do miocárdio (não indicados).
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
• Insuficiência cardíaca: o coração não consegue manter o volume suficiente de ejeção para a manutenção das 
necessidades do organismo.
- Redução do débito cardíaco, o que diminui a perfusão renal. Aumenta a liberação de renina-> aumenta a 
angiotensina II.
- Mecanismos compensatórios: aumento de volume sanguíneo( up pré-carga), aumento da RVP(up da pós-carga). 
Ambos aumentam a sobrecarga cardíaca e há uma progressão da doença.
Tipos 
Insuficiência cardíaca sistólica: ocorre quando o músculo cardíaco não consegue bombear ou ejetar o sangue para 
fora do coração adequadamente. Dilatação cardíaca.
Insuficiência cardíaca diastólica: os músculos do coração ficam rígidos e não se enchem de sangue facilmente. 
Hipertrofia cardíaca.
Aspectos fisiopatológicos 
- Menor força de contração.
- Menor débito cardíaco.
- Maior resistência vascular periférica (RVP).
- PA normal.
- Edema.
- Menor perfusão.
- Menor tolerância ao esforço.
- Dilatação ventricular.
Alterações da fisiologia cardiovascular
Insuficiência Cardíaca
Insuficiência Cardíaca
Alterações da fisiologia cardiovascular
CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL DA 
INSUFICIÊNCIA
CARDÍACA
Classe funcional I Paciente assintomático em suas 
atividades físicas
habituais.
Classe funcional II Paciente assintomático em repouso. 
Sintomas
são desencadeados pela atividade 
física habitual.
Classe funcional III Paciente assintomático em repouso. 
Atividade
menor que a habitual causa sintomas.
Classe funcional IV Paciente com sintomas (dispnéia, 
palpitações e
fadiga), ocorrendo às menores 
atividades físicas
e mesmo em repouso.
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
Tratamento padrão para a insuficiência cardíaca (inibidor da ECA, diurético de alça + ou não digoxina) 
430 | Capítulo Vinte e Quatro
QUADRO 24.6 Agentes Farmacológicos Utilizados no Tratamento da Insuficiência Cardíaca
FÁRMACO OU CLASSE
DE FÁRMACOS MECANISMO DE AÇÃO EFEITO HEMODINÂMICO OBSERVAÇÕES CLÍNICAS
Fármacos com Comprovada Redução da Mortalidade
Inibidores da ECA Inibem a geração de AT II → 
↓ ativação do receptor AT1
Diminuição da pós-carga
Diminuição da pré-carga
Podem causar hipercalemia
Antagonistas ! Antagonistas competitivos no 
receptor !-adrenérgico → 
↓ liberação de renina
Diminuição da pós-carga
Diminuição da pré-carga
Podem estar relativamente 
contra-indicados para a 
insuficiência cardíaca gravemente 
descompensada
Espironolactona Antagonista competitivo no 
receptor de aldosterona
Diminuição da pré-carga O benefício em termos de taxa de 
mortalidade pode não depender 
dos efeitos hemodinâmicos; pode 
causar hipercalemia
Fármacos Utilizados para Melhora Sintomática 
Restrição de Na+/H2O Diminuição do volume 
intravascular
Diminuição da pré-carga Pode ajudar a limitar a formação 
de edema
Diuréticos Inibem a reabsorção renal de Na+ Diminuição da pré-carga A furosemida é mais efetiva 
para o tratamento dos sintomas 
congestivos
Digoxina Inibe a Na+/K+ ATPase
→ ↑ Ca2+ intracelular
Aumento da contratilidade Retarda a condução nodal 
atrioventricular 
→ ↑ contratilidade
Nitratos orgânicos Aumentam NO → relaxamento do 
músculo liso venoso
Diminuição da pré-carga Diminui a demanda de O2 do 
miocárdio
→ ↑ capacitância venosa
Dobutamina Estimula os receptores !-
adrenérgicos
Aumento da contratilidade 
(efeito !1)
Utilizada apenas na situação aguda
Diminuição da pós-carga 
(efeito !2)
Anrinona, milrinona Inibem a fosfodiesterase Aumento da contratilidade Utilizadas apenas na situação aguda 
→ ↑ efeito !-adrenérgico Diminuição da pós-carga
Diminuição da pré-carga
REDUÇÃO DA PÓS-CARGA
Inibidores da ECA
Os inibidores da ECA inibem reversivelmente a enzima con-
versora de angiotensina (ECA). A conseqüente diminuição da 
angiotensina II (AT II) produz vários benefícios potenciais. A 
AT II é um componente importante da regulação neuro-humoral 
da circulação em falência. Em resposta à hipoperfusão renal, 
o rim aumenta a secreção de renina, resultando em produção 
aumentada de AT II, conforme assinalado anteriormente (ver 
também Cap. 20). Por sua vez, a AT II estimula a glândula 
supra-renal a secretar aldosterona. De modo global, a ativação 
do sistema renina-angiotensina-aldosterona aumenta o tônus 
vasomotor, bem como a retenção de sódio e de água. Essas 
alterações hemodinâmicas resultam em aumento do volume 
intravascular (levando, por fim, a um aumento do enchimento 
diastólico VE e aumento do volume sistólico VE) e redistri-
buição periférica do débito cardíaco (mediada pelos efeitos 
vasoconstritores da AT II).
A administração de um inibidor da ECA reverte a vasocons-
trição e a retenção de volume que caracterizam a ativação do 
sistema renina-angiotensina-aldosterona. A redução da pós-carga 
diminui a impedância à ejeção VE e, portanto, aumenta o volume 
sistólico VE. A reversão da retenção de volume relacionada com 
a aldosterona diminui a pré-carga. Esses efeitos são sinérgicos em 
pacientes com IC: à medida que aumenta o volume sistólico, a 
TFG também aumenta, resultando em maior aporte de sódio e de 
água ao néfron distal, onde (na ausência de elevação dos níveis de 
aldosterona estimulada pela renina) ocorrem natriurese e diurese. 
A inibição da ECA também pode aumentar a capacitância venosa 
(e, portanto, reduzir a pré-carga) ao diminuir a degradação do 
vasodilatador endógeno, a bradicinina. Ao alterar a remodelagem 
do miocárdio que ocorre após infarto do miocárdio com elevação 
do segmento ST, os inibidores da ECA podem proporcionar um 
benefício adicional em pacientes com IC e CP concomitantes.
Os inibidores da ECA possuem um impacto estatisticamente 
significativo sobre a sobrevida dos pacientes com insuficiênciacardíaca. Esse benefício na taxa de mortalidade foi demonstra-
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
Angina de peito. 
- Dor torácica intensa, que acontece 
quando o fluxo sanguíneo coronário é 
inadequado para suprir o oxigênio do 
coração.
- Causas: obstrução coronariana, 
vasoespamo variante(repouso).
- Desproporção de trabalho cardíaco e 
suprimento de oxigênio: maior 
demanda(esforço) e menor suprimento.
* Infarto é consequência da angina.
Tipos
1) Angina estável: 
- Esforço.
- Fluxo sanguíneo coronariano não 
aumenta proporcionalmente à 
necessidade de oxigênio.
- Utiliza-se beta bloqueadores, algumas 
vezes associados à nitratos orgânicos.
2) Angina instável 
- Trombo/ ateroma coronariano.
3) Angina variante 
- Suprimento de oxigênio cai devido aos vasoespasmos coronarianas reversíveis da artéria afetada pela doença 
ateromatosa.
Consumo de oxigênio aumenta quando: aumenta FC, aumenta PA, aumenta o volume ventricular, aumenta a 
contrtilidade.
Tratamento: aumentar a oferta de oxigênio, diminuir o consumo de oxigênio(diminue a RVP e DC).
Medicamentos conceitos: 
 
- Fármacos cronotrópicos: agem na frequência cardíaca.
- Fármacos inotrópicos: agem na força de contração.
- Fármacos antiangionosos: diminuem a demanda cardíaca, menor consumo de O2 no miocárdio.
- Fármacos vasoativos 
- Fármacos antiarrítmicos
Receptores adrenérgicos 
Classe: Beta bloqueadores 
-Beta bloqueadores: efeito inotrópicos/cronotrópicos negativos(β1), oposição à vasodilatação(β2) e 
aumento da resistência das vias aéreas(β2).
Angina de Peito
Alterações da fisiologia cardiovascular
Receptores adrenérgicos
Receptores alfa-1:
- Vasoconstrição arteriolar. 
- ↑ da PA sistêmica e ↑ das 
pressões de perfusão 
coronariana e cerebral. 
Receptores alfa-2:
- Feedback negativo de NA nas 
terminações nervosas.
Receptores beta-1:
- Efeitos inotrópico e 
cronotrópico +. 
Receptores beta-2:
- Vasodilatação arteriolar.
- Broncodilatação.
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
- Mecanismo de ação: inibe os receptores 
adrenérgicos β. Vão atuar justamente na 
diminuição do trabalho cardíaco, diminuindo o 
débito cardíaco e , consequentemente, o 
consumo de O2.
- Ações: Diminui muito a frequência cardíaca, 
diminui contratilidade, diminui gasto de 
oxigênio, menor liberação de renina, menor 
atividade simpática.
- Efeitos adversos: bradicardia, fadiga, 
broncoconstrição, hiperglicemia(reduz liberação 
de insulina- simpático) ou hipoglicemia (reduz a 
glicogenólise do β2).
- Indicações: Tratamento da 
hipertensão(associados à outros medicamentos), cardiopatia isquêmica( poucos episódios de angina), arritmias 
cardíacas, ansiedade(crise de pânico) e profilaxia de enxaqueca.
- Contra-indicações: Beta bloqueadores sozinho não pode ser utilizado em idosos devido à arritmia braquicardica.
- Observação: β2 dilata as coronarianas, logo, beta bloqueadores não seletivos causam vasoconstrição no coração. 
Beta bloqueador β1 seletivo não atua nas coronarianas.
- Vasoconstrição para aumento da pressão venosa central tentando aumento do débito, em pacientes em IC.
• Fármacos: 
- Propanolol: lipofílico, penetra o SNC por meio da membrana hematocefálica. Usado em insuficiência cardíaca e 
enxaqueca.
- Esmolol é pouco usado devido ao tempo de ação.
-Importantes: propanolol, nadolol, caverdilol, 
metaprolol e atenolol
Classe: Bloqueadores de canais de cálcio 
- Mecanismo de ação: bloqueia a entrada de cálcio por meio dos 
canaisde tipo L regulados por voltagem na membrana plasmática. 
Causa diminuição da excitabilidade e contração da célula , pois o 
cálcio que ativa a interação actina e miosina. Atua, principalmente, 
Betabloqueadores
Betabloqueadores
Bloqueadores de Canal de Cálcio
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
no músculo estriado cardíaco e no músculo liso. 
Efeitos antianginosos, antiarrítmicos e dilatação 
da arteríola periférica(redução da PA).
- Observação: O músculo estriado esquelético não 
é tão afetado pois a sua contração depende mais 
do cálcio armazenado dentro da célula
• Fármacos possuem diferentes sensibilidades para 
os músculos cardíacos e vascular
- Verapamil: coração
- Diltiazem: Intermediário
- Diidropiridina(anlodipino e nifedipino): músculo 
liso dos vasos.
Efeitos fármacos: 
- Diminui tônus vascular arterial= vasodilatação, diminue a pós-carga e a sobrecarga cardíaca. Diltiazem, 
Diidropiridinas.
- Vasodilatação coronariana pelas diidropiridinas, pouca importância clínica.
- Diminuição da pré-carga- diidropiridinas. Menor retorno venoso por ação das vênulas.
- Menor contratilidade miocárdio(menor demanda de oxigênio): verapamil e diltiazem.
- Menor frequência cardíaca (menor demanda de oxigênio): verapamil e diltiazem.
- Aumento do suprimento de oxigênio cardíaco (diidropiridina).
- Maior fluxo sanguíneo em regiões epicárdicas.
- Os BCC podem reduzir a pressão arterial através de uma diminuição da resistência vascular sistêmica e do débito 
cardíaco. 
Dados farmacocinéticos 
- Bem absorvidos após administração oral
- Verapamil tem doses orais e parenteral 
diferentes.
- Metabolismo hepático.
- Considerável efeito de primeira passagem.
- Verapamil- 20-35% de biodisponibilidade oral.
- Ligação com proteínas plasmáticas.
Efeitos adversos 
- Edema de tornozelo, principalmente 
diidropiridinas. Esse edema será devido ao 
aumento de retenção de água.
- Hipotensão postural, principalmente 
diidropiridinas, devido à grande vasodilatação 
e , consequente, queda de pressão.
- Cefaléia.
- Taquicardia reflexa. Diidropiridina por aumentar 
FC.
- Verapamil e diltiazem causam bradicardia, 
NÃO deve ser administrado com beta 
bloqueadores adrenérgicos
- Rubor facial.
Bloqueadores de Canal de Cálcio
Verapamil Diltiazem Diidropiridinas
Vasodilatação 
periférica
↑ ↑ ↑ ↑
Freqüência 
cardíaca
↓ ↓ ↓ ↑
Contratilidade 
cardíaca
↓ ↓ ↓ 0 / ↓
Condução nodal 
AS/AV
↓ ↓ 0
Fluxo sangüíneo
coronário
↑ ↑ ↑ ↑
Bloqueadores de Canal de Cálcio
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
Indicações 
- Disritimias (taquicardia atrial)- verapamil e diltiazem.
- Angina de peito- diidropiridina, causa vasodilatação, o que reduz o trabalho cardíaco. Principalmente, a angina 
variante atuando através da dilatação das artérias coronárias epicárdicas e dos vasos de resistência arteriolares. 
Lembrando que a angina variante não deve ser tratada com betabloqueadores.
- Verapamil e diltiazem são utilizados para angina também.
- Hipertensão.
Contraindicação
- Verapamil e diltiazem não devem ser usados pacientes que apresentam comprometimento da função sistólica VE .
- Insuficiência cardíaca descompensada por diminuirem a função contrátil. 
Classe: Digitálico 
Mecanismo de ação 
Bomba de sódio e potássio atrase liga-se o digitálico. Efeito principal redução do contra-transporte NA+ e CA++.
Aumenta o Na+ intracelular e reduz a entrada de Na+, o que diminue a saída de Ca2+ pelo trocador de Na+/Ca2+. Há 
um aumento de cálcio intracelular, armazenado no retruco sarcoplasmático, com consequente aumento de Ca2+. 
Obs: Entrada de sódio-> potencial de ação. Fluxo de cálcio-> contração.
Efeitos do fármaco 
- Menor atividade simpática.
- Aumento do cálcio intracitoplasmático.
- Menor condução elétrica nos nós cardíacos-Diminuição a condução do nó sino-atrial e nó AV.
- Maior força de contração.
- Cronotrópico negativo- reduz a condução
- Inotrópico positivo- aumento do cálcio 
intracelular.
- Aumenta o débito cardíaco. 
- Aumenta a atividade vagal(SNP).
Fármacos da classe 
- Digoxina: mais utilizado
Meia vida: 40horas.
Excreção renal: forma inalterada.
Pode ser por IV ou oral.
- Digitoxina 
Mais perigosa, pois tem meia vida de 7 dias e 
janela terapêutica estreita.
Fatores que afetam a sensibilidade aos 
digitais 
- Idade
- Hipopotassemia ou hipocalemia, pois não tem o potássio para a bomba de sódio/potássio.
Indicações Clínicas
• Angina de peito (diidropiridinas – vasodilatação – redução do 
trabalho cardíaco);
Bloqueadores de Canal de Cálcio
Indicações Clínicas
• Hipertensão.
Bloqueadores de Canal de Cálcio
Digitálicos
Indicações Clínicas: Insuficiência Cardíaca e algumas arritmias
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
- Hipercalcemia.
- Hipoxemia e isquemia.
Tratamento de intoxicação 
* Principalmente por digitoxina por sua pequena 
janela/índice terapêutico.
- Atropina para bradicardia.
- Reposição de potássio: estimula a bomba Na-
K ATPase, diminui a ligação do digital a 
bomba.
Interações medicamentosas 
- Farmacocinética
Diminue o clearence(aumento da toxicidade): 
verapamil e diltiazem(bloqueadores de canais de 
cálcio).
Aumento do clearence: barbitúricos e rifampicina, 
esses remédios associados à qualquer classe, 
causa um aumento do clearence.
Aumento da absorção: antibióticos
Diminue a absorção: antiácidos e omeprazol.
- Farmacodinâmica 
Reduz a condução do nodo AV: betabloqueadores e verapamil.
Aumento da toxicidade: 
a) Diurético: hipopotassemia.
b) Corticóide: hipopotassemia.
c) Hipotiroidismo.
Indicações clínicas: insuficiência cardíaca(Fração de ejeção<70%) e algumas arritmias, aumenta o débito cardíaco.
Contra-indicações: doença renal
Classe: Fármacos simpaticomiméticos
- Fármacos:
a) Adrenalina
- < 0,2 ug/Kg/min - Efeitos β-1 e β-2: ↓ PA 
-  > 0,2 ug/Kg/min - Efeitos α: ↑ PA, vasoconstrição renal, broncodilatação. 
Indicações: choque cardiovascular, anafilaxia, asma, contração uterina excessiva, adjuvante na anestesia.
b) Noradrenalina 
- Inotropismo +
- Age mais no alfa receptores. (Alfa-1 causa vasodilatação).
- Vasoconstrição periférica e renal,
Indicações: Hipotensão aguda, disritmias cardíacas e lesões renais e cardíacas.\
Contra-indicação: hipotensão por déficit de volume plasmático.
c) Dobutamina 
- Seletiva para β1.
- Inotrópico +, aumenta o volume de ejeção sistólica, aumento do débito cardíaco.
Indicações: disritmias, choque cardiovascular, suporte no infarto, choque séptico, cardiomiopatias.
Classe: Inibidores da enzima conversora de angiotensina. 
Mecanismo de ação: Inibidor da conversão da angiotensina I em angiotensina II. 

Efeitos Neurológicos
• Cefaléia
• Sonolência
• Fadiga
• Neuralgia
• Desorientação, confusão, 
convulsão : Idoso
Gastrointestinais
• Anorexia
• Náuseas
• Vômitos
• Diarréia
• Dor abdominal
• Salivação
Visuais
• Defeito na percepção das cores
• (amarelada ou esverdeada)
• Turvação visual
• Diplopia
• Escotomas
Digitálicos
Arritmias Cardíacas
Intoxicação Digitálica
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
Ações 
- Queda de PA, principalmente em pacientes com maior secreção de renina.
Obs: IECA tem menos ação em paciente negros por questões genéticas e baixa quantidade de renina.
- Afetam vasos de capacitância e resistência: reduzem pré e pós-carga, reduz PA.
- Vasodilatação de artérias e veias: redução da pós e pré carga.
- Aumento da bradicinina: relaxamento músculo liso vascular, vasodilatação.
- Redução aldosterona, vasopressina, endotelina, atividade simpática. Aumento da natriurese com diminuição do 
LEC.
- Diminui ADH.
- Diminui crescimento celular


Fármacos 
- Captopril
- Enalapril (PF)
- Lisinopril(não sofre metabolismo)
- Ramipril(PF)
Efeitos adversos 
- Reações alérgicas.
- Tosse seca (bradicinina,pois a ECA cliva a 
bradicinina. Sem ECA, a bradicinina se acumula.)
- Hipotensão.
- Hipercalemia.
- Teratogenicidade.
Indicações clínicas 
- Insuficiência cardíaca, hipertrofia cardíaca.
- Hipertensão.
- Os inibidores da ECA são considerados como 
agentes preferidos no tratamento do paciente 
diabético hipertenso. Não altera glicemia.
Contra indicações: pacientes com depleção de 
LEC.
Classe: Inibidores de AT1 ou 
bloqueador do receptor de 
angiotensina II.
Mecanismo de ação: Entram no receptor AT1, o 
qual é receptor de angiotensina II.
Obs: Não tem efeito sob bradicinina. Não causa 
tosse.
IECA
Indicações Clínicas
• Insuficiência Cardíaca – Hipertrofia cardíaca
IECA
Indicações Clínicas
• Hipertensão
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
Fármacos:
- Losartana, candersartana, valsartana, ibersatana.
Efeitos adversos 
- Reações alérgicas.
- Hipotensão.
- Hipercalemia.
- Teratogênicidade.
Classe: Inibidor direto da renina. 
- A combinação de um IECA e um BRA ou um bloqueador de 
renina NÃO é recomendada, devido ao maior risco de perda de 
função renal, síncope e hipercalemia 
- Fármaco: Alisquireno.
- Renina é ativado na diminuição da pressão glomerular. 
Classe: Nitratos Orgânicos 
Mecanismo de ação. 
- Os nitratos são metalizados formando o NO que 
entra no músculo liso.
- Ativa a GC, aumento do GMPc que inibe os canais 
de cálcio.
- Diminui o cálcio intracelular, vasodilatação
- .Os nitratos também possuem efeitos 
antiagregantes sobre as plaquetas. 
Efeitos farmacológicos 
- Menor demanda cardíaca, menor consumo de O2 
miocárdio.
- Menor pré-carga, menor retorno venoso por ação 
nas vênulas.
- Menor DC, vasodilatação arteriolar periférica. 
(Menor pós-carga).
- Maior suprimento de O2 cardíaco.
- Dilatação das artérias coronárias desobstruída e vasos colaterais.
- Redistribuição do fluxo sanguínea miocárdio para áreas isquêmicas.
Efeitos adversos 
- Hipotensão ortostática(severa).
- Taquicardia reflexa.
- Cefaléia, vasodilatação artérias cerebrais.
- Tolerância-> enzimas que metabolizam nitrato em 
NO entram em exaustão/saturadas.
Indicações clínicas 
- Via sublingual antes de dor de angina ou início de 
episódio de angina. Angina de esforço.
- IV-intravenosa usada para controlar angina instável 
e risco de infarto do miocárdio.
- Liberação lenta para prevenir dor de angina.
Fármacos 
Inibidores da AT1
• Não exercem nenhum 
efeito sobre o 
metabolismo da 
bradicinina;
• Efeitos adversos
– Semelhantes aos IECA, 
incluindo 
teratogênicidade
• Losartana, 
Candersartana, 
Valsartana, Ibersatana.
Nitratos Orgânicos
• ↓ demanda cardíaca /consumo O2 miocárdio
• ↓ pré-carga (↓ retorno venoso) por ação nas vênulas;
• ↓ DC (↓ pós-carga) - vasodilatação arteriolar periférica : 
• ↓ necessidade de oxigênio
• ↑ suprimento O2 cardíaco
• dilatação artérias coronárias desobstruídas e vasos colaterais;
• redistribuição do fluxo sanguíneo miocárdio para áreas isquêmicas.
Nitratos Orgânicos
Feito por: Beatriz Carneiro Habbema De Maia . Medicina UCB 
- Mononitrato de isossorbida: oral e injetável- pró-fármaco.
- Dinitrato de isossorbida: sublingual.
- Nitroglicerina ou trinitrato de gliceril: oral, sublingual e IV.
Classe: Diuréticos 
a) Diuréticos de alça 
Mecanismo de ação: inibem reabsorção de NaCl no ramo ascendente espesso da Alça de Helen.
Indicações: hipertensão, edemas , crise hipertensiva, insuficiência cardíaca.
Fármacos: Furosemida, bumetanida e torsmida.
Efeitos adversos: hiperuricemia, hipomagnesemia, hipocalcemia, alcalose metabólica, fadiga, ototoxicidade, reações 
alérgicas.
* São pouco usados devido à diurese elevada.
b) Diuréticos Tiazídicos 
Mecanismo de ação: Inibem a reabsorção de Na e H20 no túbulo contorcido distal.
Efeito: redução do LEC, diminuindo o débito cardíaco.
Fármacos: Hidroclorotiazida e clortalidona.
Efeitos adversos: hipopotassemia,hiperuricemia, hiperglicemia, hiperlipidemia, hiponatremia, fadiga.
* Os tiazídicos mostram-se particularmente efetivos em pacientes com hipertensão baseada no volume, como os que 
apresentam doença renal primária e pacientes afro-americanos. 
c) Poupadores de potássio. 
Mecanismo de ação: Inativação da ação da aldosterona no túbulo distal e ducto coletores.
Fármacos: amiloridam triantereno e espirinolactona.
Efeitos adversos: hipercalemia, acidose, ginecomastia.
Eliminação: via biliar(renal é secundária).
Indicações: São, normalmente, utilizados em associação com outros diuréticos para diminuir a depleção de 
potássio(caliurese.) Utilizado também para hipertensão causada por hiperaldosteronismo. 
Importante: Os inibidores da ECA (que diminuem a atividade da aldosterona e a excreção de K+) quanto os 
suplementos de K+ devem ser diminuídos ou eliminados nos pacientes em uso de diuréticos poupadores de K+, 
Geral… 
414 | Capítulo Vinte e Quatro
POSSÍVEIS FATORES DEMOGRÁFICOS 
Foi relatado que certas classes de agentes anti-hipertensivos são 
mais efetivas do que outras em populações especiais. Alguns 
dados também sugerem que as diversas etiologias distintas da 
hipertensão podem ser mais ou menos prevalentes em diferen-
tes populações.
Os pacientes idosos tendem a responder mais favoravel-
mente a diuréticos e a bloqueadores dos canais de Ca2+ dii-
dropiridínicos do que a outros agentes anti-hipertensivos. Os 
antagonistas ! têm mais tendência a causar disfunção do nó 
SA ou do nó AV ou a comprometer a função do miocárdio nos 
pacientes idosos; esses efeitos provavelmente estão relaciona-
dos com a maior prevalência de doença do sistema de condu-
ção e de disfunção sistólica VE nesses pacientes. Os pacientes 
idosos também têm tendência a apresentar níveis circulantes 
diminuídos de renina, e há relatos que eles são menos respon-
sivos aos inibidores da ECA.
Foi constatado que a hipertensão em pacientes de descen-
dência africana é mais responsiva a diuréticos e a bloqueadores 
dos canais de Ca2+ do que a antagonistas ! e inibidores da 
ECA. (Uma notável exceção é a resposta favorável observa-
da em indivíduos afro-americanos jovens ao tratamento com 
antagonistas !.) Os relatos indicam que alguns indivíduos 
afro-americanos apresentam níveis circulantes mais baixos 
de renina, o que pode explicar a observação de que os inibi-
dores da ECA são menos efetivos nesses pacientes. Relatos 
recentes demonstraram que a prevalência de sensibilidade ao 
Na+ está consideravelmente aumentada em alguns indivíduos 
afro-americanos, incluindo tanto a coorte hipertensa quanto a 
normotensa. Embora tenha sido bem menos estudada, há algu-
mas evidências de uma responsividade diferencial às diversas 
classes de agentes anti-hipertensivos em coortes asiáticas e 
hispânicas com hipertensão.
Apesar dessas observações demográficas, o benefício clínico 
da escolha de fármacos com base na responsividade diferencial 
a classes específicas ainda não foi avaliado de modo sistemático. 
Por exemplo, embora se tenha constatado que os pacientes ido-
sos são menos responsivos aos antagonistas !, os resultados do 
Systolic Hypertension in the Elderly Project (SHEP Trial) indicam 
Todavia, certas circunstâncias clínicas favorecem o uso 
inicial de uma classe específica de agentes anti-hipertensivos 
(Quadro 24.4). Assim, os antagonistas ! constituem os fár-
macos de escolha para pacientes com história de infarto do 
miocárdio (IM). Os inibidores da ECA são recomendados para 
pacientes com disfunção ventricular esquerda, diabetes e/ou 
doença renal crônica. A hipertensão associada à retenção de 
volume na síndrome nefrótica responde de modo satisfatório 
aos diuréticos. Os inibidores da ECA também são utilizados na 
síndrome nefrótica para atenuar o grau de proteinúria.
Os cuidados por etapas no tratamento da hipertensão 
referem-se ao acréscimo gradual e progressivo de fármacos ao 
esquema terapêutico. A terapia de combinação baseia-se no uso 
de agentes com mecanismos distintos de ação; além disso, res-
salta o uso de doses submáximas dos fármacos na tentativa de 
minimizar os efeitos adversos potenciais e toxicidades. Embora 
as primeiras interações na abordagem dos cuidados por etapas 
tenham sido um tanto rígidas, os algoritmos mais recentes for-
necem uma latitude muito mais vasta na seleção da seqüência 
de acréscimo das várias classes de fármacos. Os algoritmos 
atuais para tratamento reconhecem que qualquer fármaco em 
particular provavelmente terá efeitos sobre mais de um dos 
sistemas inter-relacionados que regulam a função circulatória. 
Por exemplo, a redução inicial da pressão arterial média indu-
zida por vasodilatadores arteriais de ação curta, como a hidra-
lazina ou a nifedipina, ativa mecanismos compensatórios, que 
podem resultar em taquicardia significativa e retenção de Na+ 
e H2O. A adição de um agente simpaticolítico (por exemplo, 
metoprolol) e/ou de um diurético (por exemplo, hidroclorotia-
zida) pode atenuar essas respostas compensatórias. Além disso, 
os avanços farmacêuticos propiciaram o desenvolvimento de 
novas formulações de fármacos capazes de alterar a cinética 
do metabolismo e da eliminação dos fármacos. Por exemplo, o 
problema da taquicardia compensatória em resposta ao uso de 
BCC de ação curta da classe das diidropiridinas foi, em gran-
de parte, solucionado com o desenvolvimento de formulações 
de liberação prolongada e de fármacos alternativos com perfis 
farmacocinéticos mais favoráveis (ver Cap. 21). 
QUADRO 24.4 Indicações e Contra-Indicações Relativas dos Agentes Anti-Hipertensivos
CLASSE DE FÁRMACOS INDICAÇÕES CONTRA-INDICAÇÕES
Diuréticos Insuficiência cardíaca 
Hipertensão sistólica 
Gota
Antagonistas ! Coronariopatia 
Insuficiência cardíaca 
Enxaqueca
Taquiarritmias
Asma 
Bloqueio cardíaco 
Antagonistas " Hipertrofia prostática Insuficiência cardíaca
Bloqueadores dos canais de 
cálcio
Hipertensão sistólica Bloqueio cardíaco 
Inibidores da ECA Nefropatia diabética ou outra nefropatia 
Insuficiência cardíaca 
Infarto do miocárdio anterior
Estenose bilateral da artéria renal
Hipercalemia
Gravidez 
Antagonistas AT1 Tosse associada a inibidores da ECA
Nefropatia diabética ou outra nefropatia
Insuficiência cardíaca 
Estenose bilateral da artéria renal
Hipercalemia
Gravidez

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