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Amábile Catarina Vieira; Gabriele Schneider Geraldo; Julia Gabriela da Silva Ferreira. DOENÇAS DO SISTEMA OSTEO- ARTICULAR DOENÇAS PRINCIPAIS • Osteoporose • Artrite reumatoide • Osteoartrite OSTEOPOROSE DOENÇA • Significado: “osso poroso” • Caracterizase pela redução da massa óssea e deterioração progressiva do tecido ósseo; • Redução da densidade mineral óssea; • Aumenta a fragilidade óssea; • Resultado: aumento da suscetibilidade a fraturas. • Essa doença é o distúrbio osteometabólico mais frquente e um importante problema de saúde pública, que leva a um maior risco de fraturas espontâneas e traumáticas. OSTEOPOROSE DOENÇA • Maior prevalência em idosos; • É uma doença multifatorial influenciada tanto por fatores genéticos como por fatores ambientais; • Classificada de três formas: primária do tipo I e II e secundária; • É conhecida como uma epidemia silenciosa – dor crônica e incapacidade; • Possui tratamento se iniciado cedo, pode evitar a ocorrência de fraturas graves; OSTEOPOROSE DOENÇA • Fraturas levam à maior morbidade, desencadeiam danos tanto à saúde do indivíduo quanto prejuízos para a família e para o estado, decorrentes do tratamento das lesões. • Pode afetar diretamente na qualidade de vida do individuo enfermo pode causar aumento da inatividade, limitação funcional, diminuição da independência, além de prejuízos no aspecto social. OSTEOPOROSE DOENÇA • Principais fatores de risco deficiência hormonal, sexo feminino, idade avançada, dieta pobre em cálcio, baixo peso, desordens osteometabólicas, uso de corticoides, histórico familiar, fumo, álcool e uma vida sedentária. • A identificação é necessária para que possam ser tomadas medidas preventivas ou corretivas em relação a essa doença. • Atualmente, existem centros modernos que fazem exames capazes de prever o risco de fratura do paciente nos próximos 10 anos. ESTATÍSTICAS OSTEOPOROSE • O número de cidadãos com essa doença aumenta cada vez mais, principalmente o de mulheres; • 9 em cada 10 mulheres brasileiras não consomem a quantidade necessária de cálcio para manter uma boa saúde dos ossos; • Cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem de osteoporose; • Estimase que 1 em cada 5 homens tenha osteoporose; • 1 a cada 3 mulheres com mais de 50 anos têm a doença; • 75% dos diagnósticos desta é feito apenas após a ocorrência da primeira fratura. • No Brasil, ocorrem a cada ano cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose e cerca de 200 mil pessoas morrem anualmente em decorrência destas. ESTATÍSTICAS OSTEOPOROSE • Para mulheres acima de 50 anos é recomendado a ingestão de 1g de cálcio por dia; • Para as que já entraram no período de menopausa, recomendase uma ingestão ainda maior deste, uma vez que estas são as mais atingidas pela osteoporose; • Os ossos mais afetados nas fraturas são: fêmur, coluna vertebral, ombros e punhos. • É estimado que apenas 1/4 das fraturas receba ou seja encaminhado para o tratamento adequado da doença ocorrência de novas fraturas. IMPORTÂNCIA DO CONSUMO DE CÁLCIO • Alimentos como leite e derivados reduzem o risco de osteoporose; • Lácteos são as principais fontes de cálcio encontradas nos alimentos, tanto em quantidade quanto em percentual de absorção pelo corpo; • Outros alimentos como brócolis e alguns grãos também contêm cálcio; • Vegetais possuem uma substância chamada fitato impede a absorção de cálcio pelo organismo absorção do cálcio proveniente destes alimentos é muito pequena; • O Ministério da Saúde indica um consumo mínimo diário de 400 ml de leite para crianças de até 10 anos, 700 ml para adolescentes de 11 a 19 anos e 600 ml para adultos acima de 20 anos; • O hábito que mais influencia negativamente no consumo diário de leite e produtos lácteos é a alimentação fora de casa; FISIOPATOLOGIA OSTEOPOROSE • A fisiopatologia da osteoporose é um desequilíbrio entre a reabsorção e formação óssea; • Ocorre mais reabsorção óssea do que formação, gerando consequentemente um saldo negativo; • Este ocorre com uma perda líquida de osso, aumentando o risco de fraturas, o que resulta em deformidades e dores crônicas; Este desequilíbrio pode ser causado pelo resultado de um ou da combinação de dois fatores: • o aumento da reabsorção óssea dentro de uma unidade de remodelação; • ou a diminuição da formação óssea dentro de uma unidade de remodelação. FISIOPATOLOGIA OSTEOPOROSE – REMODELAÇÃO ÓSSEA • Atividade óssea que ocorre continuamente; • Finalidade principal é a manutenção da microestrutura óssea, mantendoa constantemente adaptada às exigências mecânicas e funcionais do esqueleto humano; • Normalmente, a formação e a reabsorção óssea acontecem juntas; • Tal processo se inicia pela atividade reabsortiva dos osteoclastos (células que absorvem o osso), continuando com a atividade formadora dos osteoblastos (células que fazem a matriz orgânica do osso e depois o mineralizam); • Estes são regulados por paratormônio, calcitonina, estrógeno, vitamina D, várias citocinas e outros fatores locais, tais como as prostaglandinas. FISIOPATOLOGIA OSTEOPOROSE • Após menopausa ocorre maior perda óssea no osso trabecular, como consequência da queda brusca da concentração de estrógenos; • A deficiência deste foi apontada como causa principal desta doença. Isso foi confirmado em trabalhos posteriores, em que a reposição hormonal preveniu a perda óssea; • Em indivíduos mais idosos, são outros fatores que afetam, causando perdas ósseas que ocorrem mais lentamente, afetando tanto o osso cortical como o trabecular; • A espessura cortical e o tamanho das trabéculas diminuem, resultando em porosidade aumentada. A trabécula pode estar interrompida ou inteiramente ausente. FISIOPATOLOGIA OSTEOPOROSE • A diminuição da densidade mineral óssea (DMO) é um fenômeno que ocorre com todas as pessoas ao longo do tempo; • Esta não constitui um processo patológico em si, mas constitui um substrato para o desenvolvimento da osteoporose; • Conforme o tecido ósseo vai envelhecendo, este precisa ser substituído por estruturas mais jovens, reconstruídas de acordo com as exigências mecânicas e obedecendo às informações que são transmitidas pelas linhas de força que passam por esta região e ativam células ósseas; • Nos indivíduos em fase de crescimento, ocorrem estes mesmos processos, tendo, no entanto, predomínio da formação óssea. CLASSIFICAÇÃO OSTEOPOROSE • A osteoporose pode ser classificada das seguintes formas: • Primária: ➢ Tipo I; ➢ Tipo II; • Secundária. CLASSIFICAÇÃO OSTEOPOROSE – TIPO I • Acomete mulheres recentemente menopausadas; • Ocorre nos 10 anos que seguem à menopausa; • É uma consequência da deficiência de estrógeno; • Ocorre rápida perda óssea e predominantemente atinge o osso trabecular; • É associada a fraturas das vértebras e do rádio distal. CLASSIFICAÇÃO OSTEOPOROSE – TIPO II • Também chamada de osteoporose senil; • Ocorre um aumento da atividade do hormônio paratormônio e diminuição da formação óssea; • Esta, ocorreria após os 65 anos e é, portanto, relacionada ao envelhecimento; • Aparece também por deficiência crônica de cálcio. CLASSIFICAÇÃO OSTEOPOROSE SECUNDÁRIA • É causada por processos inflamatórios, como a artrite reumatóide; • Por alterações endócrinas; • Por mieloma múltiplo; • Por desuso; • Por uso de drogas como álcool, vitamina A, heparina e corticoides; • Os corticóides inibem a absorção intestinal do cálcio e aumentam sua eliminação urinária, diminuem a formação de osteoblastos e aumentam a reabsorção osteoclástica. TRATAMENTO • O diagnóstico normalmente é feito apenas após a ocorrência de uma primeira fratura na maioria das vezes, na coluna ou no quadril; • A confirmaçãoé dada após uma medição da densidade mineral óssea do paciente, por meio de uma varredura do osso ou pela presença de uma fratura ; O principal objetivo do tratamento é; • Causar uma diminuição da dor (quando presente); • Prevenção de fraturas; • Manutenção da função. A intensidade da dor pode ser medida utilizandose uma escala de avaliação numérica. TRATAMENTO O paciente deve fazer a combinação de uma série de opções, incluindo: • Intervenções médicas; • Fisioterapia; • Apoio psicológico; • Realização de exercícios físicos. TRATAMENTO Dentre suas opções, podese citar: • Mudanças no estilo de vida; • Regimes de exercício adaptados às capacidades individuais do paciente (ajustar a intensidade do exercício para sua densidade mineral óssea); • Tomar suplementos nutricionais (ex.: vitamina D e cálcio); • Fazer o uso de medicamentos que parem a perda óssea e tomar analgésicos. TRATAMENTO • Atualmente, a maior parte dos medicamentos comercializados reduz a perda óssea através da inibição da reabsorção óssea ; • No entanto, as novas terapias podem, além disso, também aumentar diretamente a massa óssea, como é o caso do paratormônio. • As alternativas de tratamento que existem hoje em dia incluem: bisfosfonatos, calcitonina, moduladores seletivos do receptor de estrogênio, sendo que níveis suficientes de cálcio e vitamina D são necessários. • Novos agentes que têm os osteoclastos como alvo estão sendo desenvolvidos. Todavia, ainda se faz necessário um maior conhecimento nesse campo para que se possa melhorar as intervenções farmacológicas. ARTRITE REUMATOIDE DOENÇA • A Atrite reumatoide, ou também chamada de Poliartrite crônica evolutiva, é uma doença com características autoimune, que ataca as células da membrana sinovial, comprometendo as articulações do indivíduo; • A artrite reumatoide tem um perfil crônico, na qual, não apresenta cura e persiste por longos períodos de tempo; ARTRITE REUMATOIDE DOENÇA • As articulações mais afetadas pela doença são: • as articulações metacarpo falangianas (MCF) • as articulações interfalangianas proximais (IFP) • os punhos • as articulações metatarso falangianas (MTF) • as articulações do joelho • podendo envolver ainda outras articulações e alguns órgãos. ARTRITE REUMATOIDE DOENÇA • A membrana sinovial é uma camada de células de uma fina espessura, que envolve a parte interna das articulações e produz o liquido sinovial, que tem como função principal a lubrificação das articulações; • Quando a artrite reumatoide ataca a membrana sinovial há uma inflamação no tecido, fazendo com que o mesmo aumente sua espessura; ARTRITE REUMATOIDE – CAUSAS • A teoria mais aceita atualmente é que a artrite reumatoide é uma doença de natureza imunitária e aparece em indivíduos geneticamente suscetíveis, resultando em reações inflamatórias associada a fenômenos imunitários; • Acreditase que algum antígeno, ainda não identificado estimulam a resposta imunitária, tanto a celular como a humoral, e em alguns indivíduos foram demostrados auto anticorpos contra epítopos de proteínas citrulinas, que contribuem para a cronicidade do processo da doença. ARTRITE REUMATOIDE – CAUSAS • Grande parte dos pacientes que possuem a doença apresentam um auto anticorpo chamado fator reumatoide, que está presente no soro e no liquido sinovial, formando imunocomplexos que fixam complementos, são quimiotáticos para neutrófilos e contribuem para a agressão dos tecidos. • Os processos de lesão e progressão da doença, se dão pelos linfócitos T auxiliares; ARTRITE REUMATOIDE – SINTOMAS • Os sintomas da artrite reumatoide variam dependendo da fase de progressão da doença; • Em geral a artrite reumatoide tem seu início com o envolvimento simétrico das pequenas articulações, dor e inchaço nas articulações afetadas, rigidez articular matinal e limitação dos movimentos por mais de uma hora. ARTRITE REUMATOIDE – SINTOMAS • Nas fases mais avançadas há uma grande taxa de destruição tecidual, fortes dores nos locais afetados, deformidades das articulações, a limitação funcional e a redução da qualidade de vida do paciente. ARTRITE REUMATOIDE – ESTATÍSTICAS • No Brasil, realizouse estudo em 2004 que mostrou uma prevalência da doença em 0,46% da população, representando quase um milhão de pessoas com artrite reumatoide. • Outro estudo realizado em 1993, que verificou uma prevalência de artrite reumatoide em adultos variando de 0,2%1%, nas macrorregiões brasileiras. • Essa pesquisa mostrou também que a artrite reumatoide ocorre predominantemente no grupo de mulheres, que tem idade entre quarenta e sessenta anos. ARTRITE REUMATOIDE – ESTATÍSTICAS • A doença apresenta um índice de afastamento no trabalho nos pacientes de 60% após 15 anos dos primeiros sintomas da doença. • Ela também apresenta uma alta mortalidade entre os doentes, sendo que essa taxa de mortalidade é proporcional a gravidade do quadro clínico do paciente. • Um estudo mostrou que pacientes com formas poliarticulares podem ter sobrevida de apenas 40% em 5 anos. ARTRITE REUMATOIDE – ESTATÍSTICAS • O gráfico mostra a distribuição do tempo de diagnóstico de pacientes com artrite reumatoide, variando de menos de 5 anos a mais de 30 anos, foram avaliados 1343 pacientes. Os resultados foram: • Menos de 5 anos: 46% (605 pessoas) • 5 a 10 anos: 25% (342 pessoas) • 10 a 15 anos: 15% (201 pessoas) • 15 a 20 anos: 7% (98 pessoas) • 20 a 25 anos: 4% (55 pessoas) • 25 a 30 anos: 1% (22 pessoas) • Mais de 30 anos: 2% (22 pessoas) ARTRITE REUMATOIDE – FISIOPATOLOGIA • A Fisiopatologia da artrite reumatoide é dividida em 3 fases: • Fase Inicial; • Fase Crônica; • Fase Cicatricial; ARTRITE REUMATOIDE – FISIOPATOLOGIA • Na fase inicial da doença, as principais articulações atingidas são as mais periféricas e as menores; • Nesta fase, encontramse sinovite difusa (inflamação difusa da membrana sinovial), com edema e aumento do volume da área afetada; • Os linfócitos e os plasmócitos são altamente infiltrados na membrana nesta fase, os macrófagos e algumas células gigantes multinucleadas podem vir a infiltrar a membrana também; • Todas essas alterações dão a membrana um aspecto viloso, apresentando projeções para a cavidade articular. ARTRITE REUMATOIDE – FISIOPATOLOGIA • Na fase crônica há um efeito denominado pannus, na qual há uma formação de tecido de granulação e de estruturas vilosas; • O pannus tende a ocupar toda a superfície articular, essa proliferação é mais intensa nos recessos, formados pela junção da cápsula articular com a epífise dos ossos, e nos locais aonde há uma maior quantidade de membrana e acaba ocasionando uma erosão óssea precoce. ARTRITE REUMATOIDE – FISIOPATOLOGIA • Na fase cicatricial, o pannus acaba invadindo a cartilagem articular fazendo com que haja mais erosões e fragmentação da cartilagem. • Alguns outros efeitos que essa fase pode trazer ao doente são que o osso subcondral pode sofrer desmineralização, a criação de pontes fibrosas intraarticulares que restringem os movimentos; • Podem surgir também pontes ósseas que unem as partes comprometidas, ocorre também deformidades por causa da rigidez articular, das subluxações e da anquilose; • Bolsas, bainhas tendinosas e ligamentos também podem ser afetados podendo provocar aderência dos tendões e ligamentos nos tecidos vizinhos e às vezes a compressão de nervos. ARTRITE REUMATOIDE – TRATAMENTO • Não existe uma cura para a artrite reumatoide, mas há alguns fatores que podem auxiliar no tratamento e no retardo da progressão da doença. • A principal forma de modificar a progressão da doença é tendo um diagnóstico precoce da doença e assim realizando o manejo adequado do paciente, no entanto a identificação precoce da artrite é difícil, por ela possuir bastante heterogeneidadedas manifestações clínicas. • Após realizado o diagnóstico, o tratamento da doença vai se basear em uso de fármacos e fisioterapia. ARTRITE REUMATOIDE – TRATAMENTO • Os fármacos mais utilizados são: • antiinflamatórios não esteroidais (AINEs); • Corticosteroides; • drogas antirreumáticas modificadoras do curso da doença (DMARD) ; • agentes imunobiológicos. ARTRITE REUMATOIDE – TRATAMENTO • A fisioterapia pode ser realizada de três formas principais para melhorar os sintomas da artrite reumatoide, sendo elas: • eletroterapia para combater a dor; • calor úmido para ajudar a desinflamar a articulação ; • exercícios para ganho de amplitude articular e fortalecimento muscular. • Além disso, também são adotadas medidas como educação do paciente e terapias psico ocupacionais. OSTEOARTRITE DOENÇA • Também conhecida como: OSTEOARTROSE • Caracterizada por degeneração das cartilagens acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas • É a mais comum das doenças reumaticas que se manifesta em ambos os sexos, a intensidade das queixas aumenta progressivamente com a idade. • É responsável por inúmeras cirurgias numa população cujo risco cirúrgico é muito elevado os idosos. • A história natural, os fatores de risco, a progressão e a evolução variam de acordo com a articulação comprometida, o que explica a heterogeneidade das diversas condições que acarreta • Existem vários fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver OA, incluindo: • Obesidade • Gênero • Idade • Trabalho • Genes • Deformações ósseas • Lesões nas articulações OSTEOARTRITE ESTATISTICAS • No conjunto das doenças agrupadas sob a designação de “reumatismos”, a osteoartrite é a mais frequente, representando cerca de 30 a 40% das consultas em ambulatórios de Reumatologia • Sua importância pode ser demonstrada através dos dados da previdência social no Brasil, pois é responsável por 7,5% de todos os afastamentos do trabalho • A osteoartrite (artrose), em conjunto, tem certa preferência pelas mulheres, mas há localizações que ocorrem mais no sexo feminino, por exemplo mãos e joelhos, outras no masculino, como a da articulação coxofemoral (do fêmur com a bacia). • Pelos 75 anos, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica da doença, mas somente 30 a 50% dos indivíduos com alterações observadas nas radiografias queixamse de dor crônica OSTEOARTRITE SINTOMAS • Geralmente os sintomas se desenvolvem lentamente, piorando com o passar do tempo. São eles: • Sensibilidade, dor e rigidez na articulação • A articulação parece maior e mais “nodosa” do que o habitual; • Osteófitos, que podem se formar a medida que os ossos entrem em contato. OSTEOARTRITE SINTOMAS • Funções diminuídas ou capacidade limitada ao movimentar a sua articulação; • Fraqueza e perda de musculo ao redor da zona dolorosa • Sensação de raspar ou de existência de fissuras ao mover a articulação • No caso de AO nas mãos, o paciente pode sentir esporões ósseos nas extremidades das suas articulações. Isto pode tornar as articulações dos dedos rígidas, doloridas, inchadas, sensíveis e avermelhadas. OSTEOARTRITE CAUSAS • Osteoartrite primária ou idiopática: geralmente não se sabe a causa, mas sabese que obesidade, esforços físicos repetitivos e esportes são fatores de risco para doença. • Já os quadros de osteoartrite secundária instalamse como consequência de traumas, doenças reumatológicas inflamatórias, necrose óssea, injeções intraarticulares repetidas de cortisona, doenças congênitas do esqueleto, doenças metabólicas e endócrinas, e de enfermidades em que haja comprometimento dos nervos periféricos, por exemplo. OSTEOARTRITE FISIOPATOLOGIA • Articulações mais afetadas: • Articulações interfalgianas distais e articulações interfalangianas proximais • Articulação carpometacarpiana do polegar • Discos intervertebrais • Primeira articulação metatarsofalangiana • Quadril • Joelhos • Na coluna, porção cervical e lombar OSTEOARTRITE FISIOPATOLOGIA • A OA começa com uma lesão tecidual por lesão mecânica (p. ex., lesão do menisco), transmissão de mediadores inflamatórios da sinóvia para a cartilagem ou defeitos no metabolismo da cartilagem. • A lesão tecidual estimula os condrócitos a uma tentativa de reparação, o que aumenta a produção de proteoglicanos e colágeno. • No entanto, os reforços para a reparação também estimulam a produção de enzimas que degradam a cartilagem, como as citocinas inflamatorias • Este ciclo inflamatorio, vai estimular os condrocitos e células da membrana sinovial a eventualmente “romperem” a cartilagem. • Enquanto o condrócito consegue repor o material catabolizado, a doença fica sob controle. Entretanto, quando a sua capacidade de reparação se esgota, sobrevêm a doença clínica • Podese entender a AO, portanto, como sendo uma descompensação de um processo de remodelamento fisiológico. OSTEOARTRITE TRATAMENTO • Dado que, atualmente, não existe cura para a OA, estes são importantes e formam os objetivos principais no controle da OA. • Melhorar a função das articulações • Manter um peso corporal saudável • Controlar a dor • Alcançar um estilo de vida saudável OSTEOARTRITE TRATAMENTO • Medicamentos que podem ser utilizados para ajudar a aliviar a dor associada à OA incluem analgésicos como paracetamol e antiinflamatórios não esteroides (AINES), que podem ajudar a reduzir a dor e a inflamação, disponível sem prescrição médica como cremes, gels e sprays tópicos, assim como comprimidos e cápsulas. • Em alguns casos, perda de peso e pratica moderada de exercício físico • Terapia física ou ocupacional, palmilhas que reduzam a dor ao andar ou aplicação de frio e calor, alternadamente. • Injeções intraarticulares de corticoide para aliviar as dores ou injeções de ácido hialurônico para acolchoar o joelho. OSTEOARTRITE TRATAMENTO • Os exercicios fisicos no tratamento da osteoartrite: • Melhoraram o desempenho funcional das juntas • Diminuem a necessidade do uso de fármacos • Benefícios psicológicos • O fortalecimento da musculatura anterior da coxa é fundamental e indispensável no tratamento da artrose de joelho REFERÊNCIAS • CHAKR, Rafael et al. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Artrite reumatoide. 2014. Disponível em: <http://conitec.gov.br/images/Protocolos/ ArtriteReumatoide.pdf>. Acesso em: 18 set. 2018. • MOTA, Licia Maria Henrique da et al. Consenso 2012 da Sociedade Brasileira de Reumatologia para o tratamento da artrite reumatoide. Revista Brasileira de Reumatologia São Paulo, v. 52, n. 2, p.152174, 2012. Disponível em: <http://www.producao.usp.br/handle/BDPI/39587>. Acesso em: 18 set. 2018 . • ALTMAN, ROY D. Osteoartrite. 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