OBESIDADE INFANTIL
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OBESIDADE INFANTIL

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OBESIDADE INFANTIL
DISCENTES: Rafaela Alves Dos Reis Costa Koga
 Sulomeia Cardoso dos Santos
 Tamara Mesquita da Costa

DOSCENTE: Rita Tatiana Erbs
A obesidade tem como característica o acúmulo de gordura corporal, é considerado um fator de risco para a saúde, pois pode acarretar distúrbios psicológicos e fisiológicos, como por exemplo: hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol, infarto do miocárdio, problemas cardiovasculares, entre outros.

OBJETIVO:

Compreender o bullying com crianças que apresenta obesidade infantil dos 7 aos 12 anos de idade.

METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão de literatura, foram usados artigos científicos publicados em periódicos nacionais e internacionais e relato de experiência.

Bullying é um ato de violência física ou emocional praticada em grupos ou individualmente a uma pessoa, e isso ocorre diante de estereótipos impostos pela sociedade, sobre o que é certo ou errado, feio ou bonito, magro ou gordo.

O “excesso de peso” é o tema principal do bullying contra as crianças, que vai além da realidade em sala de aula, por diversas vezes as chacotas e discriminações ocorre dentro de casa, pela própria família, que não percebem que a obesidade é doença, e a longo prazo essas “brincadeiras” podem ter consequências irreversíveis na vida adulta

. As principais consequências deste ato, são: alterações psíquicas, transtornos de ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, dificuldade de se relacionarem afetivamente, baixa estima, e muitos indivíduos não suportam a pressão e se entregam ao desejo do suicídio. É muito difícil viver em uma sociedade que não te aceita e só te reprime, você consegue expor o que sente, para ver se ocorre uma mudança, mas nada é feito.

Então você se pergunta? “Porque eu estou aqui? Eu não sirvo para nada, se eu morrer ninguém vai sentir minha falta”, por isso o suicídio é bastante cogitado.

Muitas pessoas acreditam que o bullying pode incentivar as crianças a mudarem o seu estilo de vida e sua alimentação, mas o que ocorre é justamente o contrário, e através desses insultos que as mesmas param de estudar e desenvolvem distúrbios alimentares, por não controlarem a alimentação diante da ansiedade pela busca do corpo perfeito, elas comem desenfreadamente e depois provocam o vômito.

 A escola deveria ser um ambiente em potencial para se combater a obesidade, mas infelizmente a realidade é outra, o espaço se torna lugar de inúmeros casos de preconceitos, discriminação, vindo a ser o terror dos alunos com sobrepeso. E é justamente nesta fase que é preciso um olhar mais humano do professor, um planejamento que englobe não só a obesidade, mas toda e qualquer deficiência que impeça o aluno de fazer a aula, é preciso atenção para que possa intervir o bullying antes que ele possa destruir a vida de qualquer aluno, é indispensável que o professor incentive a vida saudável e a boa alimentação.
Estudante de 12 anos comete suicídio em Vitória após sofrer bullying na escola
 
Um menino de 12 anos se suicidou em Vitória, no Espírito Santo, após ser alvo de bullying na escola. Segundo relatos, o aluno era humilhado, empurrado e xingado de "gay", "bicha" e "gordinho" pelos colegas.

Com base nas pesquisas citadas, foi possível discutir acerca do tema, visto que antes da mesma tínhamos o pensamento de que a escola não tinha um papel tão assíduo em relação a intervenção do Bullying com crianças obesas, como vimos nas pesquisas, dado que a obesidade com esse crescimento alarmante necessita de todo o apoio dos professores e dos familiares, pois, é uma doença que pode acarretar várias outras, podendo levar o indivíduo a morte.

O professor tem papel fundamental na briga contra a obesidade, uma vez que as atividades da vida diária contribuem cada vez menos para o gasto calórico, pelo estilo de vida adquirido através das facilidades cedidas pelas tecnológicas do nosso dia a dia.

Portanto, concluímos que é necessário que o professor tenha um planejamento pedagógico que inclua não só a obesidade infantil, mas também toda e qualquer deficiência, é indispensável que o professor pense em cada necessidade fisiológica, e que esteja atento aos alunos que cultuam o bullying, pois se o mesmo consegue intervir antes da agressão psicológica, além de salvar a vida daquela criança, ele vai ajudar ela a longo prazo, chegar na forma adulta sem ter distúrbios alimentares.

Por fim, o papel dos pais é fundamental para que a criança tenha bons hábitos, para que não chegue a obesidade, e é de suma importância que os pais desses alunos que praticam o bullying, instrua os, mostre que pode ser brincadeira para eles, mas para quem recebe é muito triste, machuca, e danifica o outro de forma inenarrável.

REFERÊNCIAS
 
MEOTTI, Juliane Prestes; PERÍCOLI, Marcelo. A POSTURA DO PROFESSOR DIANTE DO BULLYING EM SALA DE AULA.Panorâmica, Barra do Garça, v. 15, n. 1, p.66-84, dez. 2013.
GOMES, Ana Elizabeth Gondim; REZENDE, Luciana Krauss. Reflexões sobre bullying na realidade brasileira. Cadernos de Pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v. 11, n. 1, p.112-119, 2011.
PEREIRA, Fátima Luciana; MACIEL, Rosana Mendes. O Bullying Contra Crianças Obesas em Ambiente Escolar e suas Consequências. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo Do Conhecimento, Ano 01. Vol. 10, pp. 249-260. Novembro de 2016. ISSN:2448-0959
DURÉ et al. A obesidade infantil: um olhar sobre o contexto familiar, escolar e da mídia. Santa Cruz do Sul, RS, Brasil: Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção, 2015.
 
PAIXÃO, JAIRO ANTÔNIO; ROCHA, MARIA TERESA SUDÁRIO. PAPEL DA ESCOLA E DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO CONTROLE DA OBESIDADE INFANTIL NA PERCEPÇÃO DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA . 2015. 12 f. TCC (EDUCAÇÃO FÍSICA)- Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil, 2015. 8.