ED CARDIO   5
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ED CARDIO 5


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18/06/2018 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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CONTEÚDO 6 - VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA
VENTILAÇÃO \u2013 DEFINIÇÕES
Respiração: conjunto de processos através dos quais o organismo absorve o oxigênio de que necessita para as suas combustões, libertando-se, simultaneamente, dos produtos gasosos que constituem resíduos da sua atividade química.
Ventilação: ação pelo qual o sistema respiratório renova o ar alveolar, disponibilizando-o para a troca gasosa.
Ventilação espontânea: quando o indivíduo realiza essa tarefa sozinho, utilizando-se da musculatura respiratória (diafragma).
Ventilação mecânica: necessidade de auxílio de um dispositivo externo para promover a ventilação.
Ventilador: dispositivo utilizado para executar a tarefa de mover ar para os pulmões.
VENTILAÇÃO MECÂNICA (VM)
Manutenção da oxigenação e/ou ventilação dos pacientes portadores de Insuficiência Respiratória Aguda de maneira artificial, até que estes estejam capacitados a 
reassumí-la.
\u201cA VM é um método de suporte para o paciente durante uma enfermidade, não se constituindo em um tratamento curativo\u201d.
(II Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica, 2000).
VM \u2013 Sistema de Ventilação Artificial
Fase Inspiratória:
- Abertura da válvula de fluxo e fechamento válvula de exalação. 
- Enchimento dos Pulmões: pressão necessária para vencer o atrito nas VAs e expandir os pulmões. 
Fase Expiratória: Fechamento da válvula de fluxo e abertura da válvula de exalação.
Esvaziamento dos pulmões (passiva).
VM \u2013 Conceitos Básicos
PRESSÃO
- Força motriz da ventilação pulmonar mecânica.
- Representa a interação entre o fluxo de ar e as propriedades elásticas e resistivas (impedância).
- Pressão = Força cm H2O
 Área
VOLUME
- Espaço ocupado por determinada quantidade de matéria.
- Representa a quantidade de ar ofertada às vias aéreas.
- É derivado da interação entre fluxo \u2013 tempo.
FLUXO
- Representa a velocidade com que determinado volume é movimentado.
- Fluxo = volume L/min.
 tempo
COMPLACÊNCIA
Relação entre volume insuflado e pressão no interior dos pulmões
Valor indivíduo normal: > 80 ml/cm H2O. 
C = V ml
 P cm H2O
Complacência Estática: soma das complacências estáticas pulmonar e da caixa torácica.
 - Determinada com fluxo zero, musculatura relaxada e após equilíbrio do sistema.
 - C est= VC /Pplatô \u2013 PEEP ml/cm H2O. 
Complacência Dinâmica: ponto da curva volume-pressão determinado entre os limites máximos e mínimos de pressões geradas durante o ciclo respiratório, imediatamente ao terminar o fluxo gasoso.
 - Determinada com fluxo zero; pode haver movimento gasoso.
 - C din= VC/P pico \u2013 PEEP ml/cm H2O. 
RESISTÊNCIA
Respiração: insuflação dos pulmões (pressão gerada) depende das propriedades elásticas e resistivas do Sistema Respiratório.
- Resistência: soma das resistências ao movimento do tecido pulmonar e da caixa torácica e a resistência aérea ao fluxo gasoso.
- R = Ppico \u2013 Pplatô / Fluxo cmH2O/L/s (valor = 2).
- Pcte VM: patologia broncopulmonar;
 tubos endotraqueais;
 conexões. 
ELASTÂNCIA:
- É definida como a mudança na pressão de distensão dividida pela modificação de volume.
- E = ? P cm H2O 
 ? V ml
CONSTANTE DE TEMPO
- Produto da resistência e complacência.
- Relacionada com o tempo de esvaziamento do pulmão. 
- Ct = R x C est
PICO DE PRESSÃO INSPIRATÓRIO
- Pressão máxima necessária para expandir os pulmões, parede torácica e as VAs por um período de tempo.
- Valor máximo aceitável: 40 cmH2O.
- Não reflete o que ocorre dentro do alvéolo.
PRESSÃO DE PLATÔ
- Correlaciona-se à pressão alveolar.
- Depende do VC, complacência da caixa torácica e da PEEP.
- P platô = VC/ Cest + PEEP
- P alv = P platô (valores inferiores a 30-35 cmH2O).
VM \u2013 Indicações
Quando não se conseguir manter uma troca gasosa efetiva.
Quando se desejar diminuir o trabalho respiratório.
Em determinadas situações especiais como Hipertensão Intracraniana e o tórax instável pós-traumatismo.
Apneia.
Hipoxemia com PaO2 < 50 mmHg c/ FiO2 > 40%.
Hipercapnia Aguda com PaCO2 > 50 mmHg e pH < 7,30. 
VM \u2013 Objetivos Clínicos 
Reverter hipoxemia;*
Reverter a acidose respiratória aguda;
Reduzir o desconforto respiratório;*
Prevenir ou reverter atelectasias;
Reverter a fadiga dos músculos respiratórios;*
Permitir sedação, anestesia ou uso de bloqueadores neuromuscular;
Reduzir o consumo de oxigênio sistêmico e miocárdico; 
Reduzir a pressão intracraniana;
Estabilizar a parede torácica.
* Reduzindo o consumo de oxigênio e aumentando a oferta de oxigênio.
VM \u2013 Objetivos Fisiológicos
Manter ou modificar a troca gasosa pulmonar (Ventilação Alveolar/Oxigenação Arterial). 
Aumentar o volume pulmonar (insuflação pulmonar respiratória final/otimizar a CRF).
Reduzir o trabalho muscular respiratório.
VM \u2013 Princípios Básicos
Para que ocorra fluxo de gases durante a inspiração e a expiração, durante a VM, é necessário que haja um gradiente de pressão entre a entrada das vias aéreas e os alvéolos. Esse gradiente de pressão das vias respiratórias deve superar as propriedades elásticas do parênquima pulmonar e da parede torácica (complacência), bem como a resistência ao fluxo aéreo.
Durante a VM, uma quantidade de gás deve ser ciclicamente transportada através do sistema respiratório, desde as vias aéreas até os alvéolos.
Os ventiladores com pressão positiva criam uma pressão supra-atmosférica nas VAS que empurra os gases até os pulmões. Essas pressões tornam-se positivas durante a inspiração mecânica, exatamente o oposto da inspiração espontânea.
A expiração se dá de forma passiva.
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Didaticamente a VM com pressão positiva pode ser dividida em 4 fases:
1. Fase Inspiratória;
2. Mudança da fase inspiratória para a fase expiratória \u2013 ciclagem;
3. Fase expiratória;
4. Mudança da fase expiratória para a inspiratória \u2013 disparo.
1. Fase inspiratória
O ventilador deverá insuflar os pulmões do paciente, vencendo as propriedades elásticas e resistivas do sistema respiratório. Ao final desta fase pode-se utilizar um recurso denominado pausa inspiratória com a qual pode-se prolongar esta fase de acordo com o necessário para uma melhor troca gasosa.
2. Mudança da fase inspiratória para a fase expiratória
O ventilador deverá interromper a fase inspiratória e permitir o início da fase expiratória; é o que chamamos de ciclagem do ventilador.
3. Fase expiratória
De forma passiva, o ventilador permite o esvaziamento dos pulmões. Nesta fase, o ventilador pode permitir apenas o esvaziamento parcial dos pulmões mantendo uma pressão positiva residual no final da fase expiratória e aumentando a capacidade residual funcional (CRF) do indivíduo. Este recurso é denominado PEEP.
4. Mudança da fase expiratória para a fase inspiratória
O ventilador interrompe a fase expiratória e permite o início da fase inspiratória do novo ciclo; é o que chamamos de disparo. Esta transição pode ser desencadeada pelo próprio aparelho (critério de tempo), ou pelo próprio paciente (sensibilidade). 
VM \u2013 Parâmetros Programáveis
Fração Inspirada de Oxigênio (FiO2)
- Porcentagem de O2 enviada a cada ciclo ventilatório.
- FiO2 21% a 100%.
- Manter FiO2 suficiente para obter SaO2 \u2265 90% e PaO2 \u2265 60 mmHg. 
- É avaliada pela gasometria arterial e pela SaO2.
- Índice Oxigenação: PaO2 \u2265 200.
 FiO2
Volume Corrente (Vt) 
- Está relacionado com o