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PERIODIZAÇÃO “Planejamento geral e detalhado do tempo disponível para treinamento, de acordo com objetivos intermediários perfeitamente estabelecidos, respeitando-se os princípios científicos do exercício desportivo.” (DANTAS, 1998) VARIAÇÕES ONDULATÓRIAS DAS CARGAS DE TREINO – Alternância de estímulos fortes e estímulos moderados. – Inerente ao volume (quantidade) e à intensidade. – Objetivo: suportar a enorme carga de trabalho, aproveitando sempre o fenômeno da supercompensação (princípio da adaptação) e necessidade de variação das cargas (princípio da sobrecarga) VARIAÇÕES ONDULATÓRIAS DAS CARGAS DE TREINO • Existem ondas de três graus: – Ondas pequenas: dinâmica das cargas no microciclo (de 4 a 12 dias). – Ondas médias: tendências gerais do comportamento de carga nos mesocilclos (3 a 4 microciclos). – Ondas grandes: Ondulação geral da carga ao longo das fases e períodos. (MATVEEV, 1997) VARIAÇÕES ONDULATÓRIAS DAS CARGAS DE TREINO QUANTIDADE X INTENSIDADE • O incremento do volume (quantidade) desempenha um papel preferencial na criação de base para resultados posteriores. • O incremento da intensidade desempenha um papel determinante na obtenção de resultados desportivos à base dos volume assimilados. FASES DE DESENVOLVIMENTO DA FORMA DESPORTIVA (DESEMPENHO) • Fase de aquisição: – Desenvolvimento das premissas do desempenho. – Desenvolvimento múltiplo das qualidades físicas. – Não são descartadas interações negativas entre as diversas qualidades físicas. – Maior incremento de volume x menor intensidade FASES DE DESENVOLVIMENTO DA FORMA DESPORTIVA (DESEMPENHO) • Fase de manutenção: – Manutenção do desempenho ótimo obtido. – Dinâmica com 1 “pico de desempenho”: FASES DE DESENVOLVIMENTO DA FORMA DESPORTIVA (DESEMPENHO) • Fase de manutenção: – Dinâmica com 2 “picos de desempenho”: FASES DE DESENVOLVIMENTO DA FORMA DESPORTIVA (DESEMPENHO) • Fase de manutenção: – Dinâmica com 3 “picos de desempenho”: FASES DE DESENVOLVIMENTO DA FORMA DESPORTIVA (DESEMPENHO) • Fase de perda temporária: – Necessária devido ao efeito acumulativo dos estímulos aplicado ao logo da temporada. – Para atingir níveis mais elevados de manutenção. – Dificuldade de manutenção do equilíbrio das funções fisiológicas (principalmente com prioridade para determinadas funções mais específicas). CARÁTER CÍCLICO DO PROCESSO DE TREINAMENTO • Série relativamente bem delimitada das sessões, etapas e períodos (microciclos, mesocilclos e macrociclos). • Objetivos: – Garantir o caráter oscilatório da dinâmica das cargas. – Êxito na busca pelas fases de desenvolvimento da forma desportiva . MACROCICLO • Parte do plano de expectativa desportiva executado em uma temporada visando atingir o nível de condicionamento para obter o desempenho em competições escolhidas, dentro de um planejamento prévio. MACROCICLO Subdivisão em períodos: – Período de preparação / preparatório - 3,5 a 4 meses (macrociclos semestrais e duplicado) - 5 a 7 meses (macrociclos anuais) – Período de competição / competitivo - 1,5 a 2 meses (macrociclos semestrais e duplicado) - 4 a 5 meses (macrociclos anuais) – Período de transição / transitório - 3 a 4 semanas MACROCICLO Período de preparação / preparatório – Possui duas fases de preparação: - Preparação básica (maior ênfase em exercícios gerais e no volume de treinamento) Preparação de caráter multilateral ex.: 1,5 a 2% de exercícios específicos para levantadores de peso ex.: 0,5 a 1% de distâncias específicas para velocistas e nadadores ex.: Possibilidade de exclusão de exercícios específicos (hábitos errôneos) ex.: JDC, combates e provas combinadas a proporção é muito superior - Preparação especial (maior ênfase em exercícios específicos) (DANTAS, 1998) MACROCICLO Período de competição / competitivo – Competições fazem parte do calendário de treinamento (deixam de ser auxiliares para ser o objetivo) – Aquisição do “pico de desempenho” – Ênfase em sobre a formação específica e discreta participação da preparação geral. MACROCICLO Período de transição / transitório – Recuperação física (ativa) e mental. – Fundamental para o caráter plurianual. – Férias desencadeiam um nível inicial muito inferior para a próxima temporada. – Ênfase em atividades gerais (utilização de adicional modalidades diferentes). – Intensidades muito baixas (maior recuperação) Microciclo “Sequência de sessões realizadas durante vários dias e que asseguram a execução conjunta dos objetivos de uma etapa de preparação.” (PLATONOV, 2004) Microciclo Combinar fases de estímulo e recuperação para obter a supercompensação Planejamento a curto prazo para atender a influências internas e externas. Flexibilidade para adaptação à imprevisibilidade internas e externas. Microciclo de Incorporação (Introdução) Passagem gradual do atleta de uma situação de transição para a realidade do treinamento (baixas intensidades) Microciclo Ordinário Provocar adaptações crônicas capazes de melhora o condicionamento físico (mais comum) Sobrecargas moderadas homogêneas (3 dias) Microciclo de Choque Ápice de aplicação de sobrecarga em um mesociclo Necessariamente no momento ideal da periodização Durante o período de preparação: Microciclo de Recuperação “Restauração” ampliada da homeostase. “Acúmulo” de reserva para as próximas exigências. Estímulos reduzidos (recuperação metabólica ativa) Microciclo Pré-competitivo Transferência das valência obtidas para as necessidades da competição. Adaptação às condições climáticas, geográficas e horárias da competição (determinante na estruturação no microciclo). Sugestão para competições duradouras: Microciclo Pré-competitivo Sugestão para competições curtas: APESAR DAS SUGESTÕES ACIMA, A ESTRUTURAÇÃO DEVE SE BASEAR NA COMPETIÇÃO!!! Microciclo Competitivo Não possui estrutura pré-determinada (determinada pelo regulamento da competição) Performance é prioridade máxima Existem cargas de treinamento: - Exercícios de recuperação ativa; - treinamentos corretivos (técnicos e táticos); - sobrecargas (quando o calendário permitir). Mesociclos Possibilita sistematizar o processo de treinamento em função do objetivo principal do período e assegurar melhor dinâmica das cargas e uma combinação racional dos diferentes meios e métodos de preparação, assim como uma relação entre os fatores de ação pedagógica e as normas para recuperação. PLATONOV (2004) Tempo de Duração dos Mesociclos Período preparatório – 4 a 6 semanas Período competitivo – 2 a 4 semanas Bompa (2002); Weineck (2003) Classificação dos Mesociclos Inicial Básico Pré-competitivo CompetitivoPreparação e controle Mesociclos Classificação dos Mesociclos Mesociclo de Inicial ou introdutório Introduzir gradualmente os desportistas no processo de treinamento específico. PLATONOV (2004) É composto por dois ou três microciclos do tipo recuperativo de manutenção ou estabilizador, sendo em geral concluídos com um micro do tipo recuperativo. Nesse mesociclo a carga é mais baixa para promover o retorno do atleta aos treinamentos. Classificação dos Mesociclos Mesociclo de Base Caracteriza-se por uma carga elevada para uma determinada meta de preparação. Sua estrutura é formada basicamente por microciclos de choque e ordinários. O processo de treinamento é caracterizado especialmente por cargas de preparação especial eespecífica. Classificação dos Mesociclos Mesociclo Preparatório e Controle É o mesociclo mais utilizado para o término do Período Preparatório. Serve para verificar a eficiência dos mesociclos anteriores, bem como para ajustar as pequenas falhas que porventura ainda não tenham sido percebidas. Muitas vezes, o treinamento é mesclado com testes e com competições para se verificar os níveis de performance atingidos. Classificação dos Mesociclos Mesociclo Pré-competitivo Visa realçar a preparação anterior, à fim de se conseguir o melhor desempenho no mesociclo competitivo. Nele são resolvidas a recuperação após uma etapa de competições, eliminação de pequenos problemas técnicos ainda existentes ou então detectados, melhoria do estado psicológico e adaptação às condições das provas principais. O mesociclo pré competitivo só deve ser usado no período competitivo, antes do mesociclo competitivo que antecede às competições mais importantes da periodização. Classificação dos Mesociclos Mesociclo Competitivo É o mesociclo que deve convergir todos os esforços dos ciclos de preparação para a obtenção do melhor rendimento. Sua determinação ocorre em função da modalidade desportiva. O mesociclo competitivo só deve ser aplicado no período competitivo e durante o(s) ciclos(s) de competições de maior nível de importância previstos na temporada. MESOCICLO RECUPERATIVO Propicia a recuperação metabólica e psicológica (recuperação ativa) - período de transição Composição dos Mesociclos Mesociclos Microciclos Inicial R O O R Básico CH O CH R O CH CH R Controle R E R Pré-competitivo O E E R Competitivo C R C E E C R=Recuperativo, CH=Choque, O=Ordinário, E=Estabilizador C= Competitivo Períodos Preparatório Competitivo Fases Básico Específico Mesos MESES AGO SET OUT NOV DEZ SEMANAS 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 5 1 2 3 4 1 2 3 4 Introdutório Básico Controle Pré-competitivoCompetitivo Localização no macrociclo Microciclos Menor ciclo da programação do treinamento. Seqüência de sessões realizadas durante vários dias e que asseguram a execução conjunta dos objetivos de uma etapa da preparação. Normalmente segue uma estrutura semanal. Magnitude das Cargas: - Choque - Ordinário - Estabilizador - Recuperativo de treinamento TIPOS DE MICROCICLOS ZAKHAROV (1992) Assegura adaptações a longo prazo do organismo preparatório de controle competitivo pré-competitivo Visa verificar o nível de preparação do atleta (final de períodos): testes e competições Assegurar o estado de prontidão otimizada. Adaptação as condições específicas da competição Microciclo-modelo: reprodução das condições de competição Desenvolvimento MICROCICLOS DE TREINAMENTO Choque: cargas máximas (80-100%) Ordinário: cargas máximas (60-80%) Recuperativo Manutenção: cargas máximas (30-40%) Recuperação: cargas máximas (10-20%) Estabilizador cargas máximas (40-60%) Microciclo •Programa semanal de treinamento •Seqüência ótima segundo OZOLIN,1971: Aprender e aperfeiçoar a técnica com média intensidade; Aperfeiçoar a técnica em intensidades submáximas e máxima; Desenvolver a velocidade de curta duração (acima do limite); Desenvolver a resistência anaeróbia. Elevar a força utilizando uma carga de 90 a 100% de seu máximo; Desenvolver a resistência muscular utilizando cargas médias e baixas; Desenvolver a resistência muscular com intensidade alta e máxima; Desenvolver a resistência cardiorrespiratória com intensidade máxima; Desenvolver a resistência cardiorrespiratória com intensidade moderada; INTENSIDADE PROGRESSIVA E MÁXIMA NO MEIO DO MICROCICLO RESISTÊNCIA ATINGE O SEU PICO NO FINAL DO PROCESSO Desenvolva a técnica e a tática Desenvolva a velocidade ou a força rápida Desenvolva a força Desenvolva a resistência geral Microciclo Microciclo de choque (80-100%) Apresenta de 2 a 5 cargas de choque na semana Microciclo de Choque (80 a 100%) 0 20 40 60 80 100 % de carga 80 85 90 85 80 60 0 Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo Microciclo de choque (80-100%) Apresenta de 2 a 5 cargas de choque na semana Microciclo de Choque (80 a 100%) 0 20 40 60 80 100 % de carga 80 85 60 80 90 95 0 Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo Microciclo Ordinário (60-80%) Apresenta de 2 a 6 sessões de treino com cargas constantes Microciclo Ordinário (60 a 80%) 0 20 40 60 80 100 % de carga 60 60 60 40 30 20 0 Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo Microciclo Estabilizador (40-60%) Para estabilizar o estado das cargas dos micros de choque e ordinário Microciclo Estabilizador (40 a 60%) 0 20 40 60 80 100 % de carga 60 50 40 50 60 50 0 Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo Microciclo Recuperativo de Manutenção (30-40%) Auxilia na recuperação e na redução da perda do ritmo de preparação Microciclo Recuperativo de manutenção (30 a 40%) 0 20 40 60 80 100 % de carga 30 40 30 20 30 40 0 Segund Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Doming Microciclo de recuperação (10-20%) Microciclo de recuperação (10 a 20%) 0 20 40 60 80 100 % de carga 10 20 10 20 10 20 0 Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo Microciclo Competitivo alterna cargas intensas de trabalho com estímulos propriamente recuperativos Microciclo Competitivo 0 20 40 60 80 100 120 Percentual 60 30 100 20 60 20 100 Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo MESES AGO SET OUT NOV DEZ SEMANAS 1 2 3 4 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 JOGOS S T Q Q S S D 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Micros Programados O O O E C O C R O C O C R O E O R E E R R Controle x x PERÍODOS Preparatório Competitivo MESOCICLOS Introdutório Básico Pré-Competitivo Competitivo Localização no macrociclo Microciclo “Deve ser observado o tempo necessário para restaurar o combustível que supre os sistemas energéticos durante o treinamento” BOMPA, 2002:203 CAPACIDADES FÍSICAS TEMPO DE RECUPERAÇÃO VELOCIDADE 24 hs FORÇA EXPLOSIVA 24 - 28 hs FORÇA MÁXIMA 48 hs RESISTÊNCIA AN. LÁTICA 48 - 72 hs RESISTÊNCIA AN. ALÁTICA 48 hs RESISTÊNCIA GERAL 48 - 72 hs RAPIDEZ DE MOVIMENTO 6 hs TEMPO DE RECUPERAÇÃO APÓS VÁRIOS TIPOS DE CARGA SEGUNDO SOLDATOW, 1969. FONTE: SZMUCHROWSKI, L. 1987 SISTEMAS DISTÂNCIAS EM NATAÇÃO DURAÇÃO 1 ATP - CP 25 JARDAS 5” a 10” 2 ATP, ÁCIDO LA’TICO 50 a 100 JARDAS 10” a 2’3 OXIGÊNIO 200 JARDAS OU MAIS, A UMA VELOC. MODERDA INDETERMINADO EXEMPLO DE CONSUMO / UTILIZAÇÃO DE SISTEMA ENERGÉTICO, SEGUNDO A DURAÇÃO DO ESFORÇO (TUBINO, M.G. , 1979). FONTE ANAERÓBICA ALÁTICA (ATP-CP) TEMPO PORCENTAGEM RECUPERADA 18 segundos 50 30 segundos 75 180 segundos 100 FONTE ANAERÓBICA LÁTICA TEMPO PORCENTAGEM RECUPERADA 15 minutos 50 30 minutos 75 45 minutos 83 RECUPERAÇÃO DOS SISTEMAS ENERGÉTICOS DE ACORDO COM VAN PATOT, 1982 (FONTE: BARBANTI, V. J. - 1984) MÁXIMA SUBMÁXIMA So bre ca rga MÉDIA ESPORTES FUTEBOL RUGBY BASQUETE HANDEBOL VOLEIBOL -GINÁSTICA RÍTMICA -ESGRIMA -DANÇA 6 horas 12 horas 24 horas Re cu pe raç ão 48 horas TEMPO DE RECUPERAÇÃO SUGERIDA NA COMPETIÇÃO DE VÁRIOS ESPORTES (SEGUNDO BARBANTI, V. J. - 1984) Processos de regeneração Duração Carga necessária Reestabelecimento de CP 3-5 min Cargas máximas (aláticas) 10-12s Remoção do lactato (metade) 1-3 h (15 min) Carga anaeróbia intensiva (>10-12 mmol/l Início da reposição do glicogênio (tip II) até 30 min Carga aneróbia lática (fibras II) Compensação do glicogênio (tipo I) 24-36 hs Carga aeróbia intensiva (45-60 min) Equilíbro eletrolítico (Na, K) 6 hs Carga longa com perda de água >1h Anabolismo da proteína contrátil 12-48 h Carga muscular máxima Compensação de enzimas 48-60 h Altamente intensiva (acima 60 min) Recomposição de proteína estrutural 48-72 h Para constante formação de lactato Supercompensação do depósito de Glico. 2-3 dias Carga aeróbia intensiva (60-90 min) Equilíbro eletrolítico (Mg, Fe) 2-3 dias Cargas longas com perda de água Equilíbrio do estado hormonal: ressíntese de catecolamina 2-3 (5) dias Carga anaeróbica lática, mudança de intensidade frequente Ressíntese de cortisol 3-5 (7) dias Após maratona Baseado nos dados de KEUL et al. (1986), KINDERMANN (1978), BADTKE et al. (1995) PROBLEMAS DA TEORIA CLÁSSICA Calendário das competições Individualização precisa das sobrecargas nos esportes coletivos Contexto (mídia, torcida, diretoria, etc.) Desvalorização do desenvolvimento geral. EXEMPLO CLÁSSICO: FUTEBOL