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Portfolio BNCC

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autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 
As competências gerais são referência para a definição de competências para cada área e cada componente, formando um caminho até os objetivos de aprendizagem. Definindo unidades temáticas e habilidades que devem ser aprendidas em cada ano, observando-se a progressão dos alunos.
 O Ensino Fundamental, por sua vez, parte das quatro áreas do conhecimento definidas pela LDB: 
•Linguagens (Língua Portuguesa, Artes, Educação Física e Língua Inglesa); •Matemática; •Ciências da Natureza; •Ciências Humanas (Geografia e História). 
 De acordo com essas definições de unidades temáticas e habilidades é que devem ser apreendidas em cada ano letivo, através da observação do progresso dos estudantes. Ainda segundo a Base, as ações pedagógicas devem ter um foco na alfabetização das crianças nos primeiros dois anos de vida escolar, ou seja, que é através da habilidade da escrita e da leitura que um indivíduo amplia seus conhecimentos e lhes permitem participar como protagonistas na vida social.
 A importância do professor no processo de ensino aprendizagem e apresentar os desafios enfrentados pelo professor para conseguir realizar seu objetivo. Para ARROIO: 
 Teríamos que conseguir que os outros acreditem no que somos. Um processo social complicado, lento, de desencontros entre o que somos para nós e o que somos para fora [...] Somos a imagem social que foi construída sobre o ofício de mestre, sobre as formas diversas de exercer este ofício. Sabemos pouco sobre a nossa história (ARROIO, 2000, p.29).
Ensinar é uma tarefa bela, é orientar, mas não podemos continuar a fazê-lo de maneira como era realizada no passado, o mundo mudou, o ser humano mudou, é natural que o modo de ensinar também mude, pois a partir da visão de que educar é preparar para a vida, temos que refletir sobre as necessidades que tem os indivíduos na atualidade, e dessa forma, promover ações pedagógicas que atendam a necessidade atual dos indivíduos. Estamos vivendo na era da tecnologia, onde o indivíduo tem acesso a informações, mas muitas vezes não tem construído em si, a habilidade de utilizar essa informação de modo justo. É preciso que enquanto educadores, tenhamos a sensibilidade de compreensão que não adianta reclamarmos das injustiças, pois elas não existem por si só, mas sim a partir de nossas ações, e assim sendo, se tivermos a habilidade, o discernimento, os valores éticos e morais justos, estaremos interferindo de maneira positiva no meio social. 
 A escola como sendo lugar de formação, tem a responsabilidade de repensar suas ações para a formação integral dos estudantes, uma vez que tem a consciência de que eles agem e interagem dentro e fora da escola, que através de suas atitudes teremos a construção de um mundo que hoje sofre por falta de competências e habilidades que seriam necessárias para fazer diferente. 
 A escola deve ser espaço onde se constroem agentes de transformação através de professores mediador de conhecimentos, aberto para as mudanças que os novos indivíduos buscam para a formação do novo mundo. Para Freire:
 “É uma escola em que realmente se estude e se trabalhe. Quando criticamos, ao lado de outros educadores, o intelectualismo de nossa escola, não pretendemos defender posição para a escola em que se diluíssem disciplinas de estudo e uma disciplina de estudar. Talvez nunca tenhamos tido em nossa história necessidade tão grande de ensinar, de estudar, de aprender mais do que hoje. De aprender a ler, a escrever, a contar. De estudar história, geografia. De compreender a situação ou as situações do país. O intelectualismo combatido é precisamente esse palavreado oco, vazio, sonoro, sem relação com a realidade circundante, em que nascemos, crescemos e de que ainda hoje, em grande parte, nos nutrimos. Temos de nos resguardar deste tipo de intelectualismo como também de uma posição chamada antitradicionalista que reduz o trabalho escolar a meras experiências disso ou daquilo e a que falta o exercício duro, pesado, do estudo sério, honesto, de que resulta uma disciplina intelectual. (2003, p. 114)”
Dessa forma é preciso repensar a escola de hoje, seu papel na formação social, de indivíduos ativos, que trazem em sua natureza humana, permitindo ao estudante não somente aprender a ler e interpretar textos, mas fazer leitura e interpretação do mundo e de suas ações sobre ele.
CONCLUSÃO 
Portanto trabalhar para que a BNCC se torne uma realidade deve ser um passo importante, fazendo em modo que o Brasil tenha a possibilidade de promover a igualdade, como também oferecer uma educação de qualidade aos seus cidadãos, ao tempo em que promove possibilidades formar grupos sociais que trabalhem com o intuito construir uma sociedade democrática, escolas pública de qualidade para todos os brasileiros, e assim termos uma nação com nível de igualdade melhor que na atualidade.
É necessário a compreensão dos professores sobre a importância do seu papel junto as propostas da BNCC, como possibilidade para o desenvolvimento dos seres humanos na criação de sua identidade através de suas ações pedagógicas. Sendo para isso preciso que alguns reflitam seriamente sobre a responsabilidade intrínseca ao ato de educar. Educar para a vida, significa dizer que o indivíduo deve ser preparado para construção de uma sociedade de humanos que pensam, sentem, interagem e agem, mas devem agir com responsabilidade, movidos pelo senso ético, moral, que muitas vezes, vemos perdidos em tantos momentos sociais de hoje. 
Percebemos por enquanto que são muitos questionamentos hoje sobre a proposta deste documento, em alguns casos podemos dizer que uma certa resistência para compreendermos que o mundo mudou, e a educação também precisa mudar para atender as necessidades dessa geração do novo mundo. Não se pode ter medo da mudança, mas refletir sobre ela e de que forma podemos enquanto educadores colaborar para que ela aconteça de forma organizada, norteada por princípios e valores que formam uma sociedade justa e igual. 
4 REFERÊNCIAS 
 
https://convivaeducacao.org.br/fiqueatento/677 
PIMENTA, S. G. (Org.) Professor Reflexivo no Brasil. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2005. 
SAVIANI, D. Pedagogia Histórico Crítica: Primeiras aproximações. 6. ed. São Paulo: Autores Associados, 1997
http://www.unoparead.com.br/sites/bibliotecadigital/.

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