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CAIXA DE TEXTOHEMORRAGIA SUBARACNÓIDE CAIXA DE TEXTO ANATOMIA CAIXA DE TEXTO EPIDEMIOLOGIA Corresponde a 10% dos AVCs Incidência: 6 a 16 casos/100.000 pessoas/ano Risco para mulheres (1,6x > homens) Letalidade: 50% Seqüelas (cuidados permanentes em 1/3 dos sobreviventes) CAIXA DE TEXTO ETIOLOGIA • Rotura de aneurisma • Má-formação arteriovenosa (MAV) • Trauma CAIXA DE TEXTO Aneurisma Estudos de necrópsia mostram prevalência de 1-6% de aneurismas na população geral 80% localizados na circulação anterior 20-30% aneurismas múltiplos Brisman J et al. N Engl J Med 2006;355:928-939 Solicitar TC/RM se: Cefaléia intensa + Sintomatologia neurológica ou Histórico de aneurisma cerebral DIAGNÓSTICO CAIXA DE TEXTO Cefaléia aguda, nova, intensidade máxima em 1h e ≥1: • 40 anos ou mais • Perda de consciência testemunhada • Início durante esforço • Cefaléia sentinela (“em trovoada”: pico instantâneo) • Dor ou rigidez de nuca • Limitação da flexão cervical ao exame DIAGNÓSTICO Regra de Ottawa CAIXA DE TEXTO TC de crânio Sensibilidade: 100% em 6h; 93% primeiras 24h; <60% após 5 dias CAIXA DE TEXTO Principais fatores associados a desfechos ruins: Idade Nível de consciência Quantidade de sangue na TC crânio CAIXA DE TEXTO Classificação Hunt - Hess Mortalidade Grau I Assintomático ou cefaléia minima ou leve rigidez de nuca 1,4% Grau II Cefaléia moderada a intensa, rigidez de nuca, sem déficit neurológico (exceto par craniano) 5,4% Grau III Sonolência, confusão, déficit focal 18,8% Grau IV Coma, hemiparesia moderada ou intensa, esboço de hipertonia extensora, distúrbios vegetativos 41,9% Grau V Coma profundo, postura de descerebração 76,9% CAIXA DE TEXTO Classificação World Federation of Neurological Surgeons – Escala WFNS Escala de Coma de Glasgow Déficit Motor Grau I 15 Ausente Grau II 13-14 Ausente Grau III 13-14 Presente Grau IV 7-12 Ausente ou presente Grau V 3-6 Ausente ou presente Escala preferida Mais objetiva CAIXA DE TEXTO Escala de Fisher modificada Risco de vasoespasmo & infarto CAIXA DE TEXTO Identificação da causa angio-TC angiografia angiorressonância HSA Perimesencefálica Ruptura de pequena veia mesencefálica Benigna • Baixo potencial para ressangramento e vasoespasmo HSA com arteriografia negativa van Gijn J , Rinkel G J E Brain 2001;124:249-278 CAIXA DE TEXTO TRATAMENTO • Airway + Breathing + Circulation • Prevenir e tratar as complicações CAIXA DE TEXTO Complicações Principais: Ressangramento (7%) Vasoespasmo (46%) Hidrocefalia (20%) Outras: Alterações Cardíacas Crises convulsivas Disnatremias CAIXA DE TEXTO Ressangramento Alta mortalidade (50-70%) Risco máximo nas primeiras 12h • Metade dos ressangramentos ocorre dentro de 6h • Controle da PA • Tratamento precoce do aneurisma • Anti-fibrinolíticos (?) Prevenção CAIXA DE TEXTO Controle da PA Aneurisma roto não tratado: • PAS <160mmHg Aneurisma tratado: • Níveis pressóricos espontaneamente mais altos que os acima referidos podem ser benéficos. CAIXA DE TEXTO Quem clipar? Quem embolizar? • Decisão específica para cada paciente Tratamento do aneurisma Neurocirurgia vs Neurorradiologia CAIXA DE TEXTO HIDROCEFALIA Hidrocefalia Aguda (em 3 a 7 dias) Geralmente obstrutiva Incidência de 20% - 27% Ventriculostomia Hidrocefalia Crônica (em 30 dias) I Geralmente comunicante Incidência de 10 a 48% Derivação interna em pacientes sintomáticos • Isquemia Cerebral Tardia em HSA: – Déficit focal ou redução de 2 pontos na Escala de Coma de Glasgow • Pelo menos 1 hora • Não imediatamente após o ictus ou após oclusão do aneurisma • Infarto em Isquemia Cerebral Tardia – Isquemia em TC ou RNM em até 6 semanas pós ictus. – NÃO pode estar presente em TC ou RNM 24-48h após oclusão do aneurisma – NÃO pode ser resultado de procedimento cirúrgico, embolização, cateter ventricular ou hematoma prévio VASOESPASMO Isquemia Cerebral Tardia FASE DE MAIOR RISCO: 3 – 14 dias pós ictus • 30 – 70% dos pacientes apresentam VASOESPASMO radiológico. • Apenas 30% dos pacientes apresentam isquemia cerebral tardia. • Territórios sem vasoespasmo radiológico ou distantes do local acometido podem ter ICT • Outras situações de HSA (não aneurismática) que cursam com vasoespasmo não tem a mesma evolução British Journal of Anaesthesia 109 (3): 315–29 (2012) Isquemia Cerebral Tardia VASOESPASMO Estreitamento arterial nas imagens arteriográficas ou ao doppler transcraniano CAIXA DE TEXTO VASOESPASMO Entre 4-12 dias pós-HSA Resolução gradual em 21 dias Incidência angiográfica: 60% - 70% • Sintomático em 32% (metade destes pacientes) • Até 50% dos sintomáticos progridem para infarto Causa da morte em 10 a 23% dos pacientes com HSA CAIXA DE TEXTO Fatores de risco para vasoespasmo O volume de sangue no espaço subaracnóideo é o principal fator de risco A hemoglobina impede o relaxamento vascular CAIXA DE TEXTOA presença de vasoespasmo está associada à ocorrência de déficit neurológico isquêmico tardio (DNIT) CAIXA DE TEXTO Nem todo déficit neurológico tardio se deve a DNIT • Edema • Ressangramento • Hidrocefalia • Convulsões ou EMNC • Sepse • Hiponatremia • Hipóxia • Hipotensão CAIXA DE TEXTO Profilaxia do vasoespasmo Nimodipina: 60 mg VO 4/4h • Único demonstrado melhorar resultados • Reduz infarto em 34% e desfecho ruim em 40% Não reduz incidência de vasoespasmo Incidência de DNIT 1989 CAIXA DE TEXTO Profilaxia do vasoespasmo • Euvolemia • Evitar disnatremia • Estatinas: sem efeito • STASH. Lancet Neurology 2014 • HDS-SAH. Stroke 2015 •Magnésio: sem efeito •MASH. Lancet 2012 •No entanto: Evitar distúrbios hidroeletrolíticos (HipoMg) CAIXA DE TEXTO VASOESPASMO diagnóstico EXAME CLÍNICO !!! • SINTOMÁTICO x ASSINTOMÁTICO US Doppler transcraniano Angiografia cerebral por TC (angioTC) Angiografia por subtração digital TC perfusional CAIXA DE TEXTO Doppler transcraniano (DCT) Velocidade de fluxo média ≥120 cm/s VFm > 50 cm/s em 24 hs Índice de Lindergaard (VFm ACM/ACI) ≥3 Sem vasoespasmo Com vasoespasmo CAIXA DE TEXTO Angiografia por subtração digital Aneurisma embolizado Segmento M1 da ACM CAIXA DE TEXTO Terapia dos 3 Hs Hipervolemia Hipertensão é o H importante Hemodiluição Treggiari-Venzi et al. Neurosurgery 48: 249-62, 2001 Nicholas WC. Curr Opin Crit Care 8: 128-33,2002 Tratamento do Vasoespasmo 3 Hs profilático (assintomático) = MAIOR MORBIDADE / CUSTOS 3 Hs Terapêutico (sintomático) = INDUZIR HIPERTENSÃO CAIXA DE TEXTO Complicações dos 3 H: • Edema Pulmonar ( 7 – 26 %) • Edema Cerebral • Isquemia Miocárdica • Hiponatremia • Transformação Hemorrágica de AVCI • Sangramento de outros aneurismas • “Washout” da medular renal Terapia endovascular Pacientes que não melhoram com tratamento clínico Angioplastia transluminal • Lesões acessiveis Vasodilator intra-arterial • Vasos mais distais • Papaverina (abandonado por neurotoxicidade) • Bloqueadoresde canal de cálcio (verapamil, nicardipina) CAIXA DE TEXTO Vasoespasmo Antes e após infusão de vasodilatador CAIXA DE TEXTO Tratamento do vasoespasmo outras opções Milrinona IV • Ação vasodilatadora Dobutamina IV Crises Convulsivas Complicação frequente após HSA (10-20%) CRISES = Associado a MAIOR mortalidade • Profilaxia primária não reduz o risco de óbito • Indicado: Crises / Rebaixamento ? Risco de eventos adversos • 23% dos pacientes = efeitos colaterais • Associado a pior desfecho cognitivo em 3 meses Stroke. 2005;36:583-587 J Korean Neurosurg Soc 46 : 93-98, 2009 Deterioração Neurológica aguda Vasoespasmo ? Descarte / Trate outras causas Induza hipertensão: Cristalóides + Noradrenalina Elevação PA média > 130 mmHg ou 20 mmHg - Elevação PA média 25 ----> 35% Não Resposta Resposta Parcial Terapia Endovascular: Angioplasta Vasodilatadores ? Papel exames imagem: Possíveis preditores de eventos / Aumentar vigilância neurológica -> DTC / AngioTC / EEG Deterioração Neurológica Aguda ??? (20% nenhum sinal) Evitar sedação / Exame clinico DTC diário Mais permissivo com: TC / EEGc Monitorização neurológica invasiva: Micro-dialise / PtO2 /Fluxo cerebral ... Elevação PA média 25 -35% EMPIRICO + ↑DC Avaliação resposta: Monitorização multimodal Pressão Arterial Sistólica 200 -220 mmHg Tratamento do vasoespasmo Compressão pneumática intermitente Meias de compressão graduada não reduzem TVP Heparina profilática após 1-4 dias Tratamento do aneurisma • Documentar estabilização da hemorragia Tromboprofilaxia CAIXA DE TEXTO Distúrbios do sódio SIADH • Hiponatremia + Osm urinária (Na urinário ) + euvolemia Diabetes insipidus • Hipernatremia + Osm urinária (Na urinário ) + poliúria Síndrome cerebral perdedora de sal • Hiponatremia + Osm urinária (Na urinário ) + hipovolemia CAIXA DE TEXTO Alterações Cardíacas ECG: 70% - 90% • Alterações ST, inversão onda T, prolongamento do QRS, arritmia Enzimas: 15%-20% Disfunção do VE: 10% PONTOS CHAVE Causas principais da HSA • Aneurisma • MAV • Trauma Em um paciente com cefaleia, solicitar TC se: • Sintomatologia neurológica ou histórico de aneurisma Nos demais casos, usar regra de Otawa PONTOS CHAVE Principais indicadores de mau prognóstico • Idade avançada • Grau de rebaixamento do nível de consciência • Quantidade de sangue na TC O ressangramento é minimizado com controle da PA e tratamento do aneurisma O volume de sangue no espaço subaracnóideo é o principal fator de risco para vasoespasmo PONTOS CHAVE A nimodipina não reduz o vasoespasmo mas diminui a incidência de DNIT O vasoespasmo DEVE ser monitorado clinicamente. Pode ser monitorado com US doppler beira-leito O tratamento clínico do vasoespasmo envolve manter euvolemia e induzir hipertensão, no aneurisma tratado A profilaxia da TVP com heparina pode ser iniciada após documentação da estabilização da hemorragia CAIXA DE TEXTO OBRIGADO!