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0,0 ,0, DNIT 2017 MANUAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES VOLUME 10 MANUAIS TÉCNICOS CONTEÚDO 10 HIDROVIAS MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA GERAL DIRETORIA EXECUTIVA COORDENAÇÃO-GERAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES MINISTRO DOS TRANSPORTES, PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL Exmo. Sr. Maurício Quintella Malta Lessa DIRETOR GERAL DO DNIT Sr. Valter Casimiro Silveira DIRETOR EXECUTIVO DO DNIT Eng.º Halpher Luiggi Mônico Rosa COORDENAÇÃO-GERAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES Eng.º Luiz Heleno Albuquerque Filho MANUAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES VOLUME 10 MANUAIS TÉCNICOS CONTEÚDO 10 HIDROVIAS Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias ii MANUAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES A. VERSÃO ATUAL EQUIPE TÉCNICA: Revisão e Atualização: Fundação Getulio Vargas (Contrato nº 327/2012) Revisão e Atualização: Fundação Getulio Vargas (Contrato nº 462/2015) MANUAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES A. VERSÃO ATUAL FISCALIZAÇÃO E SUPERVISÃO DO DNIT: MSc. Eng.º Luiz Heleno Albuquerque Filho Eng.º Paulo Moreira Neto Eng.º Caio Saravi Cardoso B. PRIMEIRAS VERSÕES EQUIPE TÉCNICA (SINCTRAN e Sicro 3): Elaboração: CENTRAN Eng.º Osvaldo Rezende Mendes (Coordenador) SUPERVISÃO DO DNIT: Eng.º Silvio Mourão (Brasília) Eng.º Luciano Gerk (Rio de Janeiro) Brasil, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Diretoria Executiva. Coordenação-Geral de Custos de Infraestrutura de Transportes. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes. 1ª Edição - Brasília, 2017. 12v. em 74. Volume 10: Manuais Técnicos Conteúdo 10 - Hidrovias 1. Rodovias - Construções - Estimativa e Custo - Manuais. 2. Ferrovias - Construções - Estimativa e Custo - Manuais. 3. Aquavias - Construções - Estimativa e Custo - Manuais. I. Título. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias iii MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA GERAL DIRETORIA EXECUTIVA COORDENAÇÃO-GERAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES MANUAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES VOLUME 10 MANUAIS TÉCNICOS CONTEÚDO 10 HIDROVIAS 1ª Edição - Versão 3.0 BRASÍLIA 2017 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias iv MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA GERAL DIRETORIA EXECUTIVA COORDENAÇÃO-GERAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES Setor de Autarquias Norte, Bloco A, Edifício Núcleo dos Transportes, Edifício Sede do DNIT, Mezanino, Sala M.4.10 Brasília - DF CEP: 70.040-902 Tel.: (061) 3315-8351 Fax: (061) 3315-4721 E-mail: cgcit@dnit.gov.br TÍTULO: MANUAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES Primeira edição: MANUAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES, 2017 VOLUME 10: Manuais Técnicos Conteúdo 10 - Hidrovias Revisão: Fundação Getulio Vargas - FGV Contratos 327/2012-00 e 462/2015 (DNIT) Aprovado pela Diretoria Colegiada em 25/04/2017 Processo Administrativo nº 50600.096538/2013-43 Impresso no Brasil / Printed in Brazil Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias v APRESENTAÇÃO O Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes constitui a síntese de todo o desenvolvimento técnico das áreas de custos do extinto DNER e do DNIT na formação de preços referenciais de obras públicas. Em consonância à história destes importantes órgãos, o Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes abrange o conhecimento e a experiência acumulados desde a edição das primeiras tabelas referenciais de preços, passando pelo pioneirismo na conceituação e aplicação das composições de custos, até as mais recentes diferenciações de serviços e modais de transportes, particularmente no que se refere às composições de custos de serviços ferroviários e hidroviários. Outras inovações relevantes no presente Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes referem-se à metodologia para definição de custos de referência de canteiros de obras e de administração local e à diferenciação das taxas referenciais de bonificação e despesas indiretas em função da natureza e do porte das obras. Também merece registro a proposição de novas metodologias para o cálculo dos custos horários dos equipamentos e da mão de obra e para definição dos custos de referência para aquisição e transporte de produtos asfálticos. O Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes encontra-se organizado nos seguintes volumes, conteúdos e tomos: Volume 01 - Metodologia e Conceitos Volume 02 - Pesquisa de Preços Volume 03 - Equipamentos Volume 04 - Mão de Obra Tomo 01 - Parâmetros do CAGED Tomo 02 - Encargos Sociais Tomo 03 - Encargos Complementares Tomo 04 - Consolidação dos Custos de Mão de Obra Volume 05 - Materiais Volume 06 - Fator de Influência de Chuvas Tomo 01 - Índices Pluviométricos - Região Norte Tomo 02 - Índices Pluviométricos - Região Nordeste Tomo 03 - Índices Pluviométricos - Região Centro-Oeste Tomo 04 - Índices Pluviométricos - Região Sudeste Tomo 05 - Índices Pluviométricos - Região Sul Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias vi Volume 07 - Canteiros de Obras Tomo 01 - Módulos Básicos e Projetos Tipo (A3) Volume 08 - Administração Local Volume 09 - Mobilização e Desmobilização Volume 10 - Manuais Técnicos Conteúdo 01 - Terraplenagem Conteúdo 02 - Pavimentação / Usinagem Conteúdo 03 - Sinalização Rodoviária Conteúdo 04 - Concretos, Agregados, Armações, Fôrmas e Escoramentos Conteúdo 05 - Drenagem e Obras de Arte Correntes Conteúdo 06 - Fundações e Contenções Conteúdo 07 - Obras de Arte Especiais Conteúdo 08 - Manutenção e Conservação Rodoviária Conteúdo 09 - Ferrovias Conteúdo 10 - Hidrovias Conteúdo 11 - Transportes Conteúdo 12 - Obras Complementares e Proteção Ambiental Volume 11 - Composições de Custos Volume 12 - Produções de Equipes Mecânicas Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias vii RESUMO O Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes apresenta as metodologias, as premissas e as memórias adotadas para o cálculo dos custos de referência dos serviços necessários à execução de obras de infraestrutura de transportes e suas estruturas auxiliares. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias ix ABSTRACT The Transport Infrastructure Costs Manual presents the methodologies, assumptions and calculation sheets adopted for defining the requiredservice referential costs to implement transport infrastructure ventures and its auxiliary facilities. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias xi LISTA DE FIGURAS Figura 01 - Draga Hopper ............................................................................................ 7 Figura 02 - Massas específicas de projeto das cisternas ............................................ 9 Figura 03 - Draga de sucção e recalque .................................................................... 23 Figura 04 - Tubulação em PEAD ............................................................................... 23 Figura 05 - Linha de recalque com flutuantes ............................................................ 24 Figura 06 - Vazão de recalque para a draga IHC Beaver 45 ..................................... 42 Figura 07 - Vazão de recalque para a draga IHC Beaver 50 ..................................... 43 Figura 08 - Empurrador multi-propósito com guindaste hidráulico ............................. 48 Figura 09 - Embarcação de batimetria ....................................................................... 48 Figura 10 - Pontão flutuante com clamshell ............................................................... 53 Figura 11 - Clamshell sobre pontão flutuante carregando batelão de 500 m³ autopropelido .......................................................................................... 53 Figura 12 - Dragagem com utilização de guindaste com caçamba de arrasto do tipo dragline .................................................................................................. 65 Figura 13 - Dragagem de canal com a utilização de escavadeira hidráulica ............. 71 Figura 14 - Detonação de material de 3ª categoria nos serviços de derrocagem subaquática ............................................................................................ 77 Figura 15 - Flutuante com duas torres de perfuração (1) .......................................... 78 Figura 16 - Flutuante com duas torres de perfuração (2) .......................................... 79 Figura 17 - Flutuante com três torres de perfuração (1) ............................................ 79 Figura 18 - Flutuante com três torres de perfuração (2) ............................................ 79 Figura 19 - Draga Backhoe carregando batelão ........................................................ 82 Figura 20 - Draga Backhoe ........................................................................................ 83 Figura 21 - Molhe da Barra de Rio Grande/RS .......................................................... 91 Figura 22 - Molhe da Barra de Rio Grande/RS .......................................................... 91 Figura 23 - Tetrápode ................................................................................................ 92 Figura 24 - Forma metálica de tetrápode ................................................................... 93 Figura 25 - Xbloc ....................................................................................................... 93 Figura 26 - Geometria do Xbloc ................................................................................. 93 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias xiii LISTA DE TABELAS Tabela 01 - Granulometrias e massas específicas dos materiais (Ds) ........................ 8 Tabela 02 - Fatores de carga por tipo de material ..................................................... 10 Tabela 03 - Overflow por tipo de material .................................................................. 11 Tabela 04 - Capacidade da cisterna, transporte, velocidades médias de deslocamento e diâmetros das tubulações ............................................ 11 Tabela 05 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação ................................... 16 Tabela 06 - Efetivo da tripulação da draga por cada turno de trabalho ..................... 18 Tabela 07 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria ................................ 18 Tabela 08 - Efetivo da tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico .................................................................................................. 19 Tabela 09 - Vida útil das tubulações por material ...................................................... 24 Tabela 10 - Valor de referência para o cálculo da vida útil do mangote .................... 25 Tabela 11- Granulometria e densidade média dos sólidos ........................................ 26 Tabela 12 - Vazão e distância de recalque por tipo de material ................................ 26 Tabela 13 - Potência instalada, diâmetro de recalque e potência de bombas ........... 43 Tabela 14 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação ................................... 45 Tabela 15 - Efetivo da tripulação da draga por cada turno de trabalho ..................... 47 Tabela 16 - Efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito por cada turno ...... 48 Tabela 17 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria ................................ 49 Tabela 18 - Efetivo da tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico .................................................................................................. 49 Tabela 19 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação ................................... 57 Tabela 20 - Efetivo da tripulação do rebocador por cada turno de trabalho .............. 59 Tabela 21 - Efetivo da tripulação do batelão autopropelido ....................................... 59 Tabela 22 - Efetivo da tripulação do batelão rebocado .............................................. 60 Tabela 23 - Efetivo da tripulação do pontão flutuante ................................................ 60 Tabela 24 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria ................................ 60 Tabela 25 - Efetivo da tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico .................................................................................................. 60 Tabela 26 - Velocidades médias máximas no transporte com caminhões basculantes ............................................................................................................... 66 Tabela 27 - Velocidades médias máximas no transporte com caminhões basculantes ............................................................................................................... 72 Tabela 28 - Equipamentos de apoio aos serviços de derrocagem subaquática ........ 80 Tabela 29 - Categorias profissionais com adicionais de periculosidade .................... 81 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias xiv Tabela 30 - Profundidade média de escavação na derrocagem subaquática ........... 84 Tabela 31 - Velocidade média máxima por transporte para o batelão rebocado de 100 toneladas ........................................................................................ 84 Tabela 32 - Velocidade média máxima para os batelões autopropelido de 300 m³ e 500 m³ .................................................................................................... 85 Tabela 33 - Quantitativo de profissionais para perfuração e detonação ................... 85 Tabela 34 - Quantitativo de profissionais para carga com clamshell ........................ 85 Tabela 35 - Quantitativo de profissionais para carga com draga Backhoe ............... 85 Tabela 36 - Quantitativo de profissionais da equipe de mergulho .............................86 Tabela 37 - Quantitativo de profissionais para equipe de batimetria ......................... 86 Tabela 38 - Efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito .............................. 86 Tabela 39 - Efetivo da tripulação do rebocador ......................................................... 86 Tabela 40 - Quantitativo de profissionais para embarcação de apoio ....................... 87 Tabela 41 - Quantitativo de profissionais do batelão autopropelido .......................... 87 Tabela 42 - Velocidade média máxima por transporte para o batelão ...................... 95 Tabela 43 - Velocidade média máxima por caminho de serviço ............................... 96 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias xv SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 3 2. DRAGAGEM COM DRAGAS AUTO TRANSPORTADORAS DO TIPO HOPPER ...................................................................................................... 7 Descrição dos Serviços ............................................................................. 7 Parâmetros Adotados ................................................................................ 8 Granulometria ............................................................................................... 8 Capacidade de Transporte da draga (m³) ..................................................... 8 2.2.2.1. Massa Específica na Cisterna (Dc) .............................................................. 8 2.2.2.2. Massa Específica de Projeto da Cisterna (Dp) ............................................. 9 2.2.2.3. Volume Efetivo (Ve) ...................................................................................... 9 Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Hopper ...................... 10 Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Hopper (Fc) .................... 10 Velocidade Média de Bombeamento .......................................................... 11 Overflow ...................................................................................................... 11 Velocidades no Transporte de Material ....................................................... 12 Produção dos Serviços ............................................................................ 13 Custo Horário das Embarcações ............................................................ 15 Depreciação Horária (Dh) ........................................................................... 15 Custo de Manutenção ................................................................................. 16 Oportunidade de Capital (Jh) ...................................................................... 16 Consumo de Combustível ........................................................................... 16 Seguros e Impostos .................................................................................... 17 Custo da Mão de Obra de Operação .......................................................... 17 Operação dos Equipamentos .................................................................. 18 Dragas ........................................................................................................ 18 Equipe de Batimetria ................................................................................... 18 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico .................................................... 19 Canteiro de Obras e Apoio Local ............................................................ 19 Critérios de Medição ................................................................................ 19 3. DRAGAGEM COM DRAGAS DE SUCÇÃO E RECALQUE COM CORTADOR (CUTTER SUCTION DREDGE) ............................................ 23 Descrição dos Serviços ........................................................................... 23 Parâmetros Adotados .............................................................................. 24 Vida Útil ....................................................................................................... 24 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias xvi Granulometria ............................................................................................. 26 Equipamentos de Referência ou Equivalente ............................................. 26 Vazão ......................................................................................................... 26 Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque .. 41 Fator de Conversão nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque 41 Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque ........ 42 Potência ..................................................................................................... 43 Cálculo do Custo Horário da Embarcação (Ch) .................................... 44 Depreciação Horária (Dh) ........................................................................... 44 Custo de Manutenção ................................................................................ 45 Oportunidade de Capital (Jh)...................................................................... 45 Consumo de Combustível .......................................................................... 46 Seguros e Impostos .................................................................................... 46 Custo da Mão de Obra de Operação .......................................................... 47 Operação dos Equipamentos ................................................................. 47 Dragas de Sucção e Recalque ................................................................... 47 Empurrador Multi-propósito ........................................................................ 47 Equipe de Batimetria .................................................................................. 48 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico ................................................... 49 Canteiro de Obras e Apoio Local............................................................ 49 Critérios de Medição ................................................................................ 49 4. DRAGAGEM COM CLAMSHELL E PONTÃO FLUTUANTE ................... 53 Descrição dos Serviços ........................................................................... 53 Equipamentos Utilizados ........................................................................ 54 Parâmetros Adotados .............................................................................. 54 Clamshell .................................................................................................... 54 Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão Flutuante .................................................................................................... 54 Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão Flutuante .................................................................................................... 55 Fator de Conversão nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão Flutuante .................................................................................................... 55 Deslocamento ............................................................................................. 55 Custo Horário das Embarcações ............................................................ 56 Depreciação Horária (Dh) ........................................................................... 56 Custo de Manutenção................................................................................ 57 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias xvii Oportunidade de Capital (Jh) ...................................................................... 57 Consumo de Combustível ........................................................................... 57 Seguros e Impostos .................................................................................... 58 Custo da Mão de Obra de Operação .......................................................... 58 Operação dos Equipamentos .................................................................. 59 Rebocador de 2 x 360 HP ........................................................................... 59 Batelão Autopropelido ................................................................................. 59 Batelão Rebocado....................................................................................... 60 Pontão Flutuante ......................................................................................... 60 Equipe de Batimetria ................................................................................... 60 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico .................................................... 60 Canteiro de Obras e Apoio Local ............................................................ 61 Critérios de Medição ................................................................................ 61 5. DRAGAGEM COM DRAGLINE EM TERRA .............................................. 65 Descrição dos Serviços ........................................................................... 65 Equipamentos Utilizados ......................................................................... 65 Parâmetros Adotados .............................................................................. 66 Dragline ....................................................................................................... 66 Carregadeira ............................................................................................... 66 Caminhão Basculante ................................................................................. 66 Velocidades Médias Máximas ..................................................................... 66 Custo de Manutenção .............................................................................. 67 Oportunidade de Capital (Jh) .................................................................. 67 Consumo de Combustível ....................................................................... 67 Seguros e Impostos ................................................................................. 67 Custo da Mão de Obra de Operação ....................................................... 68 Critérios de Medição ................................................................................ 68 6. DRAGAGEM COM ESCAVADEIRA HIDRÁULICA EM TERRA ............... 71 Descrição dos Serviços ........................................................................... 71 Equipamentos Utilizados ......................................................................... 71 Parâmetros Adotados .............................................................................. 71 Fatores de Correção ................................................................................... 71 Velocidades Médias Máximas ..................................................................... 72 Custo de Manutenção .............................................................................. 72 Oportunidade de Capital (Jh) .................................................................. 72 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias xviii Consumo de Combustível ....................................................................... 72 Seguros e Impostos ................................................................................. 73 Custo da Mão de Obra de Operação ...................................................... 73 Critérios de Medição ................................................................................ 73 7. DERROCAGEM ......................................................................................... 77 Descrição dos Serviços ........................................................................... 77 Equipamentos Utilizados ........................................................................ 78 Adicional de Periculosidade ................................................................... 81 Parâmetros Adotados .............................................................................. 81 Perfuração e Detonação da Malha de Perfuração de 1,5 m² ..................... 81 Perfuração e Detonação da Malha de Perfuração de 4 m² ........................ 82 Escavação e Carga dos Batelões com Clamshell ...................................... 82 Escavação e Carga dos Batelões com Draga Backhoe ............................. 82 Fator de Eficiência nos Serviços de Derrocagem Subaquática .................. 83 Fator de Conversão nos Serviços de Derrocagem Subaquática ................ 83 Fator de Carga nos Serviços de Derrocagem Subaquática ....................... 84 Produção Horária da Draga ..................................................................... 84 Profundidade de Escavação ....................................................................... 84 Tempo de Ciclo da Draga Backhoe ............................................................ 84 Deslocamento ............................................................................................. 84 Operação dos Equipamentos ................................................................. 85 Perfuração e Detonação ............................................................................. 85 Carga com Clamshell ................................................................................. 85 Carga com Draga Backhoe ........................................................................ 85 Equipe de Mergulho ................................................................................... 86 Equipe de Batimetria .................................................................................. 86 Empurrador................................................................................................. 86 Rebocador .................................................................................................. 86 Embarcação de Apoio ................................................................................ 86 Batelão Autopropelido ................................................................................ 87 Canteiro de Obras e Apoio Local............................................................ 87 Critérios de Medição ................................................................................ 87 8. MOLHES .................................................................................................... 91 Descrição dos Serviços ........................................................................... 91 Equipamentos Utilizados ........................................................................ 92 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias xix Adicional de Insalubridade ...................................................................... 92 Componentes dos Molhes ....................................................................... 92 Carapaça ....................................................................................................92 Núcleo ......................................................................................................... 93 Sub-carapaça .............................................................................................. 93 Características do Material Pétreo .......................................................... 94 Características do Concreto dos Blocos Artificiais .............................. 94 Lançamento de Materiais nos Molhes .................................................... 94 Materiais Pétreos ........................................................................................ 94 Blocos Artificiais .......................................................................................... 94 Blocos Submersos ...................................................................................... 94 Batimetria .................................................................................................. 95 Transporte com Batelões ......................................................................... 95 Deslocamento ............................................................................................. 95 Transporte de Materiais Pétreos e Blocos Artificiais de Concreto ...... 96 Deslocamento ............................................................................................. 96 Critérios de Medição ................................................................................ 96 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 1 1. INTRODUÇÃO Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 3 1. INTRODUÇÃO O presente volume do Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes tem por objetivo apresentar as premissas, as memórias de cálculo e os parâmetros utilizados na elaboração de composições de custos para a execução de serviços relacionados à dragagem e à derrocagem de hidrovias, além da confecção de molhes. A dragagem consiste em uma atividade de engenharia que trata da criação e manutenção por meios artificiais, das profundidades necessárias à segura utilização dos portos e vias navegáveis ou ao livre fluir dos cursos de água e da recuperação de minerais que se encontram submersos. As operações de dragagem abrangem o desenvolvimento das seguintes atividades: Abertura, manutenção de calado e aprofundamento de vias navegáveis; Desobstrução de rios; Abertura ou desobstrução de canais de águas pluviais ou de irrigação; Remoção de solos, visando a construção de aterros ou derivados vazados no mar; Mineração em rios, lagos ou áreas inundadas. Consideram-se basicamente quatro tipos de dragagem, a saber: Implantação; Manutenção; Mineração; Ambiental. A dragagem de implantação envolve a criação ou ampliação de bacias portuárias e o aprofundamento de canais, vias navegáveis ou lagos, em locais não dragados anteriormente. Estes projetos são geralmente caracterizados por: Movimentação de grandes quantidades de material; Remoção de solos compactos; Dragagem de camadas de solo não alteradas; Baixa presença de contaminantes; Camadas com espessura considerável; Atividades de dragagem não repetitivas. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 4 A dragagem de manutenção consiste na remoção do material assoreado depositado no leito dos canais e portos com a finalidade de se manter as profundidades de projeto e possui como principais características: Quantidade de material variável; Remoção de solos não compactos; Possível presença de contaminantes; Ocorrência mais frequente em canais de navegação e portos; Atividade repetitiva e rotineira. A dragagem ambiental tem por finalidade retirar sedimentos submersos contaminados da área que se deseja utilizar. A dragagem de mineração tem a finalidade de extração de minerais submersos e com valor econômico. O SICRO apresenta composições de custos específicas para a dragagem de aprofundamento ou de manutenção, considerando para esse fim a utilização dos seguintes tipos de equipamentos: Dragas Hopper; Dragas de sucção e recalque; Guindaste com clamshell; Escavadeira hidráulica; Escavadeira dragline. O serviço de derrocagem é um tipo de dragagem e consiste no desmonte e posterior remoção de material de 3ª categoria submerso com a finalidade de aumento da profundidade e largura do canal de navegação em portos e rios. O SICRO apresenta composições de custos para a execução dos serviços de derrocagem com a utilização de explosivos. Os molhes são estruturas costeiras constituídas de enrocamentos de blocos soltos de rochas de peso elevado e de estruturas artificiais de concreto com a finalidade de quebra-mar e de proporcionar abrigo seguro para as embarcações. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 5 2. DRAGAGEM COM DRAGAS AUTO TRANSPORTADORAS DO TIPO HOPPER (TSHD) Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 7 2. DRAGAGEM COM DRAGAS AUTO TRANSPORTADORAS DO TIPO HOPPER Descrição dos Serviços A remoção de sedimentos submersos em mares, estuários ou rios com a utilização de dragas auto transportadoras tipo Hopper compreende a realização de atividades de escavação, carga, transporte e descarga do material dragado, com a finalidade de restaurar o calado ou aumentar a profundidade, conforme apresentado na Figura 01. Figura 01 - Draga Hopper A produção horária das dragas é obtida considerando o ciclo completo entre as atividades de carga, descarga, manobras e transporte. Para distâncias de até 2 mn (3,734 km), as composições de custos de dragagem do SICRO incluem diretamente o transporte. Para distâncias superiores, o custo total do serviço deve ser obtido por meio da utilização de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: Utilizar a composição para a distância de 2 mn (3,734 km), com a quantidade total a ser dragada; Utilizar a composição de transporte, multiplicando a quantidade total a ser dragada pela distância de transporte correspondente. No SICRO, são consideradas dragas de pequeno a médio porte, com capacidade da cisterna de 750 a 5.000 m³ e operando em profundidades de até 20 metros, capazes de dragar materiais com SPT menor ou igual a 15. Para materiais com resistência superior, torna-se necessária a utilização de dragas TSHD de maior porte, de dragas de sucção e recalque (TSR), de dragas com clamshell, de dragas tipo Backhoe, ou ainda desmonte subaquático de material de 3ª categoria (derrocagem). Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 8 Durante a elaboração do projeto, cabe ao orçamentista a seleção do tipo de draga mais adequado para a execução da obra, levando-se em consideração os aspectos relacionados aos custos, aos prazos e à disponibilidade de equipamentos no mercado. Parâmetros Adotados Granulometria As composições de custos de dragagem do SICRO foram desenvolvidas em função das granulometrias e das massas específicas médias in situ dos materiais, conforme parâmetros apresentados na Tabela 01. Tabela 01 - Granulometrias e massas específicas dos materiais (Ds) Classificação Granulometria Média (mm) Massa Específica do Material in situ (kg/m³) Massa Específica Média do Material In situ (kg/m³)Silte 0,060 Até 1.875 1.600 Areia fina 0,100 1.875 a 1.925 1.900 Areia média 0,235 1.925 a 1.975 1.950 Areia grossa 0,440 1975 a 2.025 2.000 Cascalho fino 1,300 2.025 a 2.175 2.100 Cascalho 7,000 2.175 a 2.225 2.200 Observação: As areias e cascalhos podem conter sedimentos de menor graduação em percentuais inferiores a 50%. Capacidade de Transporte da draga (m³) A Capacidade de Transporte de cada draga (m³) será obtida em função dos seguintes parâmetros: 2.2.2.1. Massa Específica na Cisterna (Dc) A massa específica na cisterna é a massa específica da mistura (sólido + água) contida na cisterna após o carregamento e pode ser definida por meio da aplicação da seguinte fórmula: Dc = Fc × Ds + (1 − Fc) × Da onde: Dc representa a massa específica na cisterna ≤ Ds; Fc representa o fator de carga, conforme a tabela 2; Ds representa a massa específica do sólido in situ; Da representa a massa específica da água (1.000 kg/m³). Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 9 2.2.2.2. Massa Específica de Projeto da Cisterna (Dp) A massa específica de projeto da cisterna é a carga máxima por unidade de volume que a draga pode transportar, conforme valores apresentados na Figura 02. Figura 02 - Massas específicas de projeto das cisternas Fonte: IHC Holland B.V. As dragas Hopper são fabricadas por encomenda e customizadas para as atividades de manutenção, aprofundamento ou ambos. Já as dragas de manutenção são projetadas para cargas com massas específicas da cisterna menores e as de aprofundamento para capacidades de carga com maiores densidades. O SICRO apresenta composições de custos para dragas com massas específicas de projeto da cisterna médias (Dp) de 1.600 kg/m³. 2.2.2.3. Volume Efetivo (Ve) É o volume máximo de sólidos e água que a draga pode transportar, sendo definido por meio da seguinte fórmula: Para Dc > 1.600 kg/m³: Ve = Vc × 1.600 Dc Para Dc ≤ 1.600 kg/m³: Ve = Vc onde: Ve representa o volume efetivo na cisterna (m³); Vc representa o volume da cisterna, fornecido no catálogo do equipamento; Ds representa a massa específica do sólido in situ; Dc representa a massa específica na cisterna. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 10 Observação: Caso a densidade na cisterna (Dc) se apresente menor que a densidade de projeto da cisterna (1.600 kg/m³), deve-se adotar como volume efetivo o próprio volume da cisterna. Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Hopper O fator de eficiência de um equipamento consiste na relação entre o tempo de produção efetiva e o tempo de produção nominal, ou seja, para cada hora do seu tempo total de trabalho será estimada uma fração em minutos efetivos de trabalho. No caso dos serviços de dragagem com Hopper, devem ser levados em consideração os tempos gastos com abastecimento, deslocamentos intra-passos, fundeio, remanejamento das tubulações de recalque, desobstrução do desagregador, trocas de turnos de pessoal, entre outros fatores. Dessa forma, o fator de eficiência nos serviços de dragagem pode ser definido em função das seguintes parcelas: Fator de eficiência → Fe = Fe1 × Fe2 × Fe3 onde: Fe1 está relacionado ao tipo de dragagem: Se Hopper → Fe1 = 0,83; Fe2 está relacionado à presença de ondas ou correntezas maiores que 1,5 m/s: Se Sim → Fe2 = 0,85; Se Não → Fe2 = 1,0; Fe3 está relacionado ao tráfego contínuo de outras embarcações: Se Sim → Fe3 = 0,85; Se Não → Fe3 = 1,0. Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Hopper (Fc) É a relação entre o volume de sólidos in situ e o volume da cisterna. A Tabela 02 apresenta os fatores de carga adotados para os diferentes materiais. Tabela 02 - Fatores de carga por tipo de material Tipo de Material Fator de Carga Silte 0,25 Areia fina 0,75 Areia média 0,80 Areia grossa 0,85 Cascalho fino 0,90 Cascalho 0,95 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 11 Velocidade Média de Bombeamento A velocidade média de bombeamento na sução e recalque das misturas de sólidos e água é de 5,0 m/s. Overflow No bombeamento, o percentual de sólidos na mistura com água é de aproximadamente 25% e uma parcela dos sólidos é perdida por overflow, conforme apresentado na Tabela 03. Tabela 03 - Overflow por tipo de material Tipo de Material Overflow (%) Silte - Areia fina 25,0 Areia média 15,0 Areia grossa 10,0 Cascalho fino 5,0 Cascalho 2,0 Para siltes, o tempo de enchimento ótimo da cisterna não considera o overflow, correspondendo a um enchimento da cisterna com 25 % de sólidos. A Tabela 04 apresenta as capacidades de cisterna e de transporte, as potências de propulsão, as velocidades médias de deslocamento (com carga e vazio) e os diâmetros das tubulações. Tabela 04 - Capacidade da cisterna, transporte, velocidades médias de deslocamento e diâmetros das tubulações Capacidade da Cisterna (m³) Capacidade de Transporte (t) Potência de Propulsão (kW) Velocidade Média com Carga (kt) Velocidade Média Vazia (kt) Diâmetro da Tubulação (mm) 750 1.200 1.000 8,0 8,5 400 1.000 1.600 1.200 9,5 10,0 500 2.000 3.200 2.100 11,0 12,0 600 3.000 4.800 3.000 12,0 12,5 700 4.000 6.400 3.900 12,5 13,0 800 5.000 8.000 4.800 13,0 14,0 900 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 12 Velocidades no Transporte de Material Velocidade de ida (Vi) A velocidade inicial é de 2 nós e a distância onde ocorre a velocidade média máxima de transporte é de 2 milhas náuticas. A equação abaixo permite a determinação da velocidade de ida (Vi) em função da distância: Para X ≤ 2: Vi = (Vmc - 2) × (1 - (2 - X)2 / 4)1/2 + 2 Para X > 2: Vi = Vmc onde: Vi representa a velocidade de ida (nós); Vmc representa a velocidade média com carga, obtida na Tabela 04; X representa a distância onde ocorre a velocidade Vi. Velocidade de retorno (Vr) A velocidade inicial é zero e a distância onde ocorre a velocidade média máxima de transporte é de 2 milhas náuticas. A equação abaixo permite a determinação da velocidade em função da distância: Para X ≤ 2: Vr = Vmv × (1 - (2 - X)2 / 4)1/2 Para X > 2: Vr = Vmv onde: Vr representa a velocidade de retorno (nós); Vmv representa a velocidade média vazia, obtida na Tabela 04; X representa a distância onde ocorre a velocidade Vr. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 13 Produção dos Serviços A produção dos serviços de remoção de sedimentos com a utilização de dragas auto transportadoras tipo Hopper pode ser obtida pela aplicação da seguinte fórmula: P = Ve × Fc × Fe Tc onde: P representa a produção do serviço (m³/h); Ve representa o volume efetivo da cisterna; Fc representa o fator de carga; Fe representa o fator de eficiência; Tc representa o tempo de ciclo. Tempo de ciclo (Tc) Tc = Tf + Tv onde: Tc representa o tempo de ciclo (h); Tf representa o tempo fixo; Tv representa o tempo variável. Tempo fixo (Tf) Tf = Tg + Td onde: Tf representa o tempo fixo (h); Tg representa o tempo de carga; Td representa o tempo de descarga. Tempo de carga (Tg) Tg = Vs × (1 + Overflow) Q × S onde:Tg representa o tempo de carga (h); Vs representa o volume de sólidos na cisterna = Ve x Fc; Ve representa o volume efetivo da cisterna; Q representa a vazão = A x V; S representa o percentual de sólidos = 25%; A representa a área interna da tubulação; V representa a velocidade da mistura = 5 m/s; Overflow é a parcela de sólidos perdida durante o enchimento da cisterna. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 14 Observação: Para siltes não se utiliza overflow no enchimento da cisterna. Assim que ocorre o enchimento inicia-se o transporte. Em consequência disso, a fórmula para o tempo de carga nestas condições é apresentada abaixo: Tg = Vs Q × S onde: Tg representa o tempo de carga (h); Ve o Volume efetivo da cisterna; Q representa a vazão. Tempo de descarga (Td) O SICRO adota 0,3 horas para o tempo de descarga. Tempo variável (Tv) Tv = Ti + Tr onde: Tv representa o tempo variável (h); Ti representa o tempo de ida; Tr representa o tempo de retorno. Tempo de ida (Ti) Ti = DMT Vi Tempo de retorno (Tr) Tr = DMT Vr onde: Ti representa o tempo de ida (h); Tr representa o tempo de retorno (h); Vi representa a velocidade de ida; Vr representa a velocidade de retorno; DMT representa a distância média a ser percorrida até o bota fora. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 15 Custo Horário das Embarcações Em conformidade à metodologia do SICRO, o cálculo do custo horário das embarcações é constituído pelas seguintes parcelas: Ch = Dh + Mh + Jh + Cc + Ih + Cmo onde: Ch representa o custo horário produtivo (R$/h); Dh representa a depreciação horária; Mh representa o custo de manutenção; Jh representa o custo de juros; Cc representa o custo de combustível na atividade produtiva; Ih representa o custo de seguros; Cmo representa o custo da mão de obra. Depreciação Horária (Dh) É o valor necessário para adquirir uma embarcação nova ao final da vida útil rateado pelo número de horas de uso durante este período. A depreciação horária é definida pela seguinte equação: Dh = (Va − Vr) (n × HTA) onde: Dh representa a depreciação horária (R$/h); Va representa o valor de aquisição de uma embarcação nova incluindo impostos de importação e demais impostos federais e estaduais; Vr representa o valor residual. Consiste no valor de revenda ao final da vida útil; n representa a vida útil, em anos; HTA representa o número de horas trabalhadas por ano, conforme abaixo: HTA = ((s − sn) × d − n) × h onde: s representa o número de semanas por ano = 52; sn representa o número de semanas não trabalhadas devido às condições de tempo e à necessidade de reparos = 8; d representa o número de dias trabalhados por semana = 6; n representa o número de dias navegando por ano = 24; h representa o número de horas trabalhadas por dia = 24; Total de horas trabalhadas por ano = ((52 - 8) × 6 - 24) × 24 = 5.760. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 16 A Tabela 05 apresenta a vida útil e o fator de manutenção adotado para as dragas Hopper e para as embarcações e apoio. Tabela 05 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação Embarcação Vida Útil (anos) Fator de Manutenção “k” Dragas Hopper 20 2,0 Embarcação de apoio / batimetria 10 1,0 Custo de Manutenção Durante a vida útil das embarcações são considerados os seguintes custos: Manutenções preventivas e corretivas; Reparos realizados através de docagens periódicas (2 a cada 5 anos, com a duração média de 30 a 60 dias cada); Substituição de peças e componentes. O fator de manutenção “k” deve ser adotado para cada equipamento, conforme valores apresentados na Tabela 05. Oportunidade de Capital (Jh) A remuneração sobre o capital foi definida em 6% ao ano, aplicado sobre o valor médio do custo de aquisição da embarcação, conforme abaixo: Jh = Va × (n + 1) × ( j ÷ 100) (2 × n × HTA) onde: Jh representa o custo de oportunidade de capital por hora (R$/h); Va representa o valor de aquisição; j representa o percentual de juros ao ano; n representa a vida útil, em anos; HTA representa o número de horas trabalhadas por ano. Consumo de Combustível O SICRO considera o consumo de combustível em função da potência nominal do equipamento. As dragas Hopper possuem uma potência instalada destinada a várias atividades, sendo a mais representativa a potência utilizada no transporte. O consumo de diesel calculado em função da potência utilizada na propulsão é de 0,18 litros/kWh com o acréscimo de 10% em função dos lubrificantes. O total adotado para o consumo de combustíveis é de 0,2 litros/kWh. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 17 Seguros e Impostos Devido ao alto custo envolvido e à baixa frequência de sinistros, os grandes frotistas não fazem seguro de todos seus equipamentos, a não ser em casos especiais. Eles arcam normalmente com os riscos, representados principalmente por avarias, já que os roubos de equipamentos de maior porte mostram-se raros. Para os veículos automotores, deve-se considerar o Imposto de Propriedade de Veículos Automotores - IPVA e o Seguro Obrigatório, necessários à regularização de sua utilização. O IPVA, imposto estadual relativo ao licenciamento de veículos, varia com a idade, segundo regras próprias para cada unidade da federação. A incidência média desses dois itens é da ordem de 2,5% sobre o investimento em veículos e seu valor é calculado pela aplicação da expressão apresentada a seguir: Ih = 0,025 × Vm HTA onde: Ih representa o custo horário dos seguros e impostos (R$/h); Vm representa o valor médio do investimento (R$); HTA representa o total de horas trabalhadas por ano. Custo da Mão de Obra de Operação Compreende o custo dos salários da tripulação acrescido dos encargos sociais e encargos complementares, conforme abaixo: Cmo = ∑ Qi × Si × Fi n i=1 onde: Cmo representa o custo horário da mão de obra de operação (R$/h); ΣQi representa a soma das quantidades de tripulantes ou operadores de cada categoria profissional; Si representa o salário-hora específico de cada tripulante ou operador; Fi representa os encargos sociais incidentes sobre os salários de cada tripulante ou operador; n = número de operadores. As dragas utilizam uma embarcação de apoio para realizar o transporte de pessoal e apoio logístico e outra para realizar a batimetria. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 18 Operação dos Equipamentos Dragas O efetivo da tripulação da draga, por cada turno de trabalho, compreende duas tripulações, com revezamento a cada 30 dias, sendo uma embarcada e outra em descanso em terra, conforme apresentado na Tabela 06. Tabela 06 - Efetivo da tripulação da draga por cada turno de trabalho Tripulação Capacidade da Draga (m³) 750 1.000 2.000 3.000 4.000 5.000 Comandante de longo curso 1/3 1/3 1/3 1/3 1/3 1/3 Imediato - - - 1,0 1,0 1,0 Oficial de náutica 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 Oficial de máquinas - - - 1,0 1,0 1,0 Condutor maquinista fluvial 1,0 1,0 1,0 1,0 2,0 2,0 Marinheiro de convés 1,0 2,0 2,0 3,0 4,0 4,0 Draguista 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 Os cozinheiros e os taifeiros fazem parte da tripulação da draga,mas seus custos encontram-se apropriados na parcela da alimentação dos encargos complementares. Os mecânicos, os eletricistas e os soldadores também fazem parte da tripulação da draga, mas seus custos encontram-se apropriados na parcela da manutenção do custo horário da embarcação. Durante a elaboração do projeto, caso sejam identificadas condições locais favoráveis, onde não se observe a necessidade de revezamento da tripulação, o cálculo do custo horário de operação deve ser ajustado, reduzindo-se a mão-de-obra pela metade, de forma a impedir a formação de sobrepreço. Equipe de Batimetria A equipe utiliza uma embarcação de batimetria de 120 HP, sendo prevista uma utilização produtiva de 40% do tempo efetivo da draga. No custo da embarcação de batimetria, encontram-se incluídos os equipamentos de oceanografia, o marégrafo e o GPS diferencial. A Tabela 07 apresenta o efetivo por tripulação da embarcação de batimetria por cada turno de trabalho (duas tripulações). Tabela 07 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria Tripulação Efetivo Técnico de batimetria 1,0 Piloto fluvial 1,0 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 19 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico O transporte de pessoal e apoio logístico é realizado por meio de uma embarcação de 175 HP, sendo prevista uma utilização produtiva de 60% do tempo efetivo da draga. A Tabela 08 apresenta o efetivo por tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico por cada turno de trabalho (duas tripulações). Tabela 08 - Efetivo da tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico Tripulação Efetivo Piloto fluvial 1,0 Canteiro de Obras e Apoio Local Em função de questões geográficas, econômicas e logísticas, as instalações dos canteiros para o apoio aos serviços de dragagem foram previstas em instalações móveis, tais como contêineres ou barco-hotel, e devem ser detalhadas na fase de elaboração do projeto, conforme orientações constantes do Volume 07 do Manual de Custos, intitulado “Canteiros de Obras”. A equipe de apoio em terra necessária aos serviços de remoção de sedimentos com utilização de dragas Hopper encontra-se devidamente detalhada no Volume 08 do Manual de Custos, intitulado “Administração Local”. Além dos custos relacionados à mão de obra e aos veículos da administração local, foi ainda prevista uma parcela relacionada às despesas diversas e à manutenção do canteiro de obras. Esta parcela pode ser detalhada em despesas com concessionárias de luz, água e esgoto, de telefone, com correios, com material de escritório e de expediente, com material de informática, com medicamentos, com inseticidas e repelentes, com água mineral (inexistência de água potável), com geradores, com custos portuários (atracação, ocupação do cais, fornecimento de energia, água, retirada de lixo, etc.) e com a manutenção do canteiro propriamente dita. Critérios de Medição A medição dos serviços de remoção de sedimentos com utilização de dragas Hopper deve ser realizada em função dos volumes obtidos por meio de levantamentos batimétricos, realizados antes e depois da execução dos serviços. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 21 3. DRAGAGEM COM DRAGAS DE SUCÇÃO E RECALQUE COM CORTADOR (CUTTER SUCTION DREDGE) Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 23 3. DRAGAGEM COM DRAGAS DE SUCÇÃO E RECALQUE COM CORTADOR (CUTTER SUCTION DREDGE) Descrição dos Serviços A remoção de sedimentos submersos em portos, rios, lagoas e canais pode ser realizada com equipamento dotado de um cortador, que desagrega o material no fundo do corpo aquático e realiza a sucção e o consequente recalque por meio de uma bomba de dragagem e tubulações de recalque até os locais de despejo, conforme apresentado na Figura 03. Figura 03 - Draga de sucção e recalque Para execução dos serviços, as dragas utilizam um empurrador multi-propósito com a finalidade de auxiliar no deslocamento, no abastecimento de óleo diesel e água, transporte de sobressalentes, na montagem e desmontagem da linha de recalque, na colocação de âncoras e no balizamento. As linhas de recalque são normalmente constituídas por tubulações de PEAD PE100 PN8, com flanges, flutuadores em polietileno bipartidos, mangotes flangeados de borracha reforçada com lonas sintéticas e camada final com espessura resistente ao desgaste em média de 12 a 15 mm, conforme tubulação apresentada na Figura 04. Figura 04 - Tubulação em PEAD Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 24 Em virtude de existência de correntes no local, a linha de recalque deve ser equipada com poitas ou âncoras, cujo peso mostra-se variável de acordo com a tubulação, a corrente local, entre outros fatores. A Figura 05 apresenta uma linha de recalque onde foi necessária a instalação de flutuantes. Figura 05 - Linha de recalque com flutuantes Parâmetros Adotados Vida Útil A utilização e a vida útil das tubulações nos serviços de dragagem de sucção e recalque encontram-se limitadas ao seu desgaste por abrasão, em função do tipo, da granulometria e do volume do material dragado. Além do desgaste das tubulações, o SICRO considera os custos relacionados à depreciação, à manutenção, à oportunidade de capital e ainda aos cabos e âncoras, resultando em uma vida útil média, conforme equações apresentadas na Tabela 09, onde L representa o comprimento da linha de recalque em metros. Tabela 09 - Vida útil das tubulações por material Material Vida Útil (m/m³) Silte L / 10.000.000 Areia fina L / 5.000.000 Areia média L / 2.500.000 Areia grossa L / 2.000.000 Cascalho fino L / 1.500.000 Cascalho L / 1.000.000 Importante destacar que o tipo de areia proposto no modelo foi definido como pouco abrasivo, ou seja, com a presença de cantos considerados rolados. A vida útil dos flutuadores é originalmente definida em 5 anos, conforme dados obtidos junto aos fabricantes. A utilização é de 3 flutuadores do tipo bipartido (split ring) a cada 10 metros, em média. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 25 Considerando os custos de depreciação, o SICRO adota para o cálculo da vida útil dos flutuadores a fórmula apresentada abaixo: Vu = L ( 10 × P × n × HTA 3 ) = L (P × 96.000) HTA representa 5.760 horas; n representa a vida útil do catálogo de fabricantes, em anos = 5; P representa a produção, em m³/h; L representa o comprimento da linha de recalque, em metros; Vu representa a vida útil efetiva, em un/m³. Importante destacar que no custo de cada flutuador também encontram-se incluídos dois bloqueadores. A utilização dos mangotes também está limitada a um desgaste por abrasão ou dano operacional, em função do tipo e do volume do material dragado e do comprimento da linha de recalque. Adota-se normalmente um mangote a cada 30 metros. A Tabela 10 apresenta as equações utilizadas para definição do valor de referência a ser adotado no cálculo da vida útil dos mangotes. Tabela 10 - Valor de referência para o cálculo da vida útil do mangote Material Valor Referencial do Mangote (un/m3) Areia fina L / 2.000.000 Areia média L / 1.800.000 Areia grossa L / 1.600.000 Cascalho fino L / 1.400.000 Cascalho L / 1.200.000 A vida útil do mangote é definida emcerca de 60 % do valor de referência indicado na Tabela 10, conforme apresentado na equação abaixo: Vm = 0,6 × Vr 30 onde: Vm representa a vida útil dos mangotes em un/m³; Vr representa o valor referencial do mangote, em conformidade com a Tabela 10; Os materiais a serem dragados são areias e cascalhos não abrasivos (material considerado sem cantos vivos). A profundidade da dragagem de sucção e recalque considerada é de até 10 m. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 26 Granulometria A Tabela 11 apresenta a granulometria e a densidade média dos sólidos consideradas na elaboração das composições de custos de dragagem de sucção e recalque. Tabela 11- Granulometria e densidade média dos sólidos Material Granulometria Densidade Média In situ Areia fina 100 μm 1.900 Areia média 235 μm 1.950 Areia grossa 440 μm 2.000 Cascalho fino 1.300 μm 2.100 Cascalho 7.000 μm 2.200 Equipamentos de Referência ou Equivalente O SICRO apresenta composições de custos para os serviços de dragagem de sucção e recalque prevendo a utilização dos seguintes equipamentos: IHC Beaver 300 C - Cutter Suction Dredger; IHC Beaver 40 - Cutter Suction Dredger; IHC Beaver 45 - Cutter Suction Dredger; IHC Beaver 50 - Cutter Suction Dredger. Vazão A Tabela 12 apresenta as vazões de sólidos in situ por bombeamento efetivo para as bombas das dragas de referência, considerando a altura de elevação da linha de recalque de 4 metros e sem restrições na sucção. Tabela 12 - Vazão e distância de recalque por tipo de material Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 300 Areia fina Até 500 180 Beaver 300 Areia fina 501 a 700 160 Beaver 300 Areia fina 701 a 900 148 Beaver 300 Areia fina 901 a 1.100 137 Beaver 300 Areia fina 1.101 a 1.300 129 Beaver 300 Areia fina 1.301 a 1.500 122 Beaver 300 Areia fina 1.501 a 1.700 115 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 27 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (2/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 300 Areia fina 1.701 a 1.900 108 Beaver 300 Areia fina 1.901 a 2.100 101 Beaver 300 Areia fina 2.101 a 2.300 94 Beaver 300 Areia fina 2.301 a 2.500 87 Beaver 300 Areia fina 2.501 a 2.700 80 Beaver 300 Areia fina 2.701 a 2.900 73 Beaver 300 Areia fina 2.901 a 3.100 61 Beaver 300 Areia fina 3.101 a 3.300 51 Beaver 300 Areia fina 3.301 a 3.500 45 Beaver 300 Areia fina 3.501 a 3.700 39 Beaver 300 Areia fina 3.701 a 3.900 33 Beaver 300 Areia fina 3.901 a 4.100 30 Beaver 300 Areia média Até 500 175 Beaver 300 Areia média 501 a 700 156 Beaver 300 Areia média 701 a 900 140 Beaver 300 Areia média 901 a 1.100 130 Beaver 300 Areia média 1.101 a 1.300 120 Beaver 300 Areia média 1.301 a 1.500 108 Beaver 300 Areia média 1.501 a 1.700 87 Beaver 300 Areia média 1.701 a 1.900 72 Beaver 300 Areia média 1.901 a 2.100 60 Beaver 300 Areia média 2.101 a 2.300 48 Beaver 300 Areia média 2.301 a 2.500 39 Beaver 300 Areia média 2.501 a 2.700 33 Beaver 300 Areia média 2.701 a 2.900 28 Beaver 300 Areia média 2.901 a 3.100 24 Beaver 300 Areia média 3.101 a 3.300 21 Beaver 300 Areia média 3.301 a 3.500 19 Beaver 300 Areia grossa Até 500 171 Beaver 300 Areia grossa 501 a 700 146 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 28 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (3/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 300 Areia grossa 701 a 900 131 Beaver 300 Areia grossa 901 a 1.100 120 Beaver 300 Areia grossa 1.101 a 1.300 93 Beaver 300 Areia grossa 1.301 a 1.500 70 Beaver 300 Areia grossa 1.501 a 1.700 51 Beaver 300 Areia grossa 1.701 a 1.900 40 Beaver 300 Areia grossa 1.901 a 2.100 30 Beaver 300 Areia grossa 2.101 a 2.300 25 Beaver 300 Areia grossa 2.301 a 2.500 22 Beaver 300 Cascalho fino Até 500 160 Beaver 300 Cascalho fino 501 a 700 130 Beaver 300 Cascalho fino 701 a 900 105 Beaver 300 Cascalho fino 901 a 1.100 70 Beaver 300 Cascalho fino 1.101 a 1.300 47 Beaver 300 Cascalho fino 1.301 a 1.500 32 Beaver 300 Cascalho fino 1.501 a 1.700 24 Beaver 300 Cascalho Até 500 142 Beaver 300 Cascalho 501 a 700 100 Beaver 300 Cascalho 701 a 900 67 Beaver 300 Cascalho 901 a 1.100 44 Beaver 300 Cascalho 1.101 a 1.300 31 Beaver 300 Cascalho 1.301 a 1.500 23 Beaver 40 Areia fina Até 500 475 Beaver 40 Areia fina 501 a 700 467 Beaver 40 Areia fina 701 a 900 458 Beaver 40 Areia fina 901 a 1.100 447 Beaver 40 Areia fina 1.101 a 1.300 423 Beaver 40 Areia fina 1.301 a 1.500 405 Beaver 40 Areia fina 1.501 a 1.700 388 Beaver 40 Areia fina 1.701 a 1.900 372 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 29 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (4/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 40 Areia fina 1.901 a 2.100 358 Beaver 40 Areia fina 2.101 a 2.300 344 Beaver 40 Areia fina 2.301 a 2.500 331 Beaver 40 Areia fina 2.501 a 2.700 318 Beaver 40 Areia fina 2.701 a 2.900 307 Beaver 40 Areia fina 2.901 a 3.100 296 Beaver 40 Areia fina 3.101 a 3.300 285 Beaver 40 Areia fina 3.301 a 3.500 275 Beaver 40 Areia fina 3.501 a 3.700 265 Beaver 40 Areia fina 3.701 a 3.900 255 Beaver 40 Areia fina 3.901 a 4.100 245 Beaver 40 Areia fina 4.101 a 4.300 236 Beaver 40 Areia fina 4.301 a 4.500 227 Beaver 40 Areia fina 4.501 a 4.700 218 Beaver 40 Areia fina 4.701 a 4.900 209 Beaver 40 Areia fina 4.901 a 5.100 200 Beaver 40 Areia fina 5.101 a 5.300 190 Beaver 40 Areia fina 5.301 a 5.500 180 Beaver 40 Areia fina 5.501 a 5.700 170 Beaver 40 Areia fina 5.701 a 5.900 160 Beaver 40 Areia fina 5.901 a 6.100 150 Beaver 40 Areia fina 6.101 a 6.300 140 Beaver 40 Areia fina 6.301 a 6.500 130 Beaver 40 Areia fina 6.501 a 6.700 120 Beaver 40 Areia fina 6.701 a 6.900 111 Beaver 40 Areia fina 6.901 a 7.100 104 Beaver 40 Areia fina 7.101 a 7.300 98 Beaver 40 Areia fina 7.301 a 7.500 92 Beaver 40 Areia fina 7.501 a 7.700 86 Beaver 40 Areia fina 7.701 a 7.900 82 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 30 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (5/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 40 Areia média Até 500 452 Beaver 40 Areia média 501 a 700 445 Beaver 40 Areia média 701 a 900 437 Beaver 40 Areia média 901 a 1.100 427 Beaver 40 Areia média 1.101 a 1.300 407 Beaver 40 Areia média 1.301 a 1.500 380 Beaver 40 Areia média 1.501 a 1.700 364 Beaver 40 Areia média 1.701 a 1.900 347 Beaver 40 Areia média 1.901 a 2.100 329 Beaver 40 Areia média 2.101 a 2.300 310 Beaver 40 Areia média 2.301 a 2.500 291 Beaver 40 Areia média 2.501 a 2.700 272 Beaver 40 Areia média 2.701 a 2.900 255 Beaver 40 Areia média 2.901 a 3.100 240 Beaver 40 Areia média 3.101 a 3.300 192 Beaver 40 Areia média 3.301 a 3.500 162 Beaver 40 Areia média 3.501 a 3.700 135 Beaver 40 Areia média 3.701 a 3.900 115 Beaver 40 Areia média 3.901 a 4.100 98 Beaver 40 Areia média 4.101 a 4.300 82 Beaver 40 Areia média 4.301 a 4.500 70 Beaver 40 Areia média 4.501 a 4.700 60 Beaver 40 Areiamédia 4.701 a 4.900 55 Beaver 40 Areia média 4.901 a 5.100 50 Beaver 40 Areia grossa Até 500 430 Beaver 40 Areia grossa 501 a 700 420 Beaver 40 Areia grossa 701 a 900 410 Beaver 40 Areia grossa 901 a 1.100 400 Beaver 40 Areia grossa 1.101 a 1.300 380 Beaver 40 Areia grossa 1.301 a 1.500 355 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 31 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (6/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 40 Areia grossa 1.501 a 1.700 328 Beaver 40 Areia grossa 1.701 a 1.900 299 Beaver 40 Areia grossa 1.901 a 2.100 270 Beaver 40 Areia grossa 2.101 a 2.300 230 Beaver 40 Areia grossa 2.301 a 2.500 178 Beaver 40 Areia grossa 2.501 a 2.700 140 Beaver 40 Areia grossa 2.701 a 2.900 110 Beaver 40 Areia grossa 2.901 a 3.100 90 Beaver 40 Areia grossa 3.101 a 3.300 72 Beaver 40 Areia grossa 3.301 a 3.500 60 Beaver 40 Areia grossa 3.501 a 3.700 55 Beaver 40 Cascalho fino Até 500 382 Beaver 40 Cascalho fino 501 a 700 372 Beaver 40 Cascalho fino 701 a 900 360 Beaver 40 Cascalho fino 901 a 1.100 325 Beaver 40 Cascalho fino 1.101 a 1.300 245 Beaver 40 Cascalho fino 1.301 a 1.500 180 Beaver 40 Cascalho fino 1.501 a 1.700 137 Beaver 40 Cascalho fino 1.701 a 1.900 105 Beaver 40 Cascalho fino 1.901 a 2.100 80 Beaver 40 Cascalho fino 2.101 a 2.300 65 Beaver 40 Cascalho fino 2.301 a 2.500 57 Beaver 40 Cascalho Até 500 278 Beaver 40 Cascalho 501 a 700 200 Beaver 40 Cascalho 701 a 900 120 Beaver 40 Cascalho 901 a 1.100 80 Beaver 40 Cascalho 1.101 a 1.300 57 Beaver 40 Cascalho 1.301 a 1.500 47 Beaver 45 Areia fina Até 500 853 Beaver 45 Areia fina 501 a 700 787 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 32 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (7/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 45 Areia fina 701 a 900 740 Beaver 45 Areia fina 901 a 1.100 708 Beaver 45 Areia fina 1.101 a 1.300 678 Beaver 45 Areia fina 1.301 a 1.500 650 Beaver 45 Areia fina 1.501 a 1.700 628 Beaver 45 Areia fina 1.701 a 1.900 608 Beaver 45 Areia fina 1.901 a 2.100 592 Beaver 45 Areia fina 2.101 a 2.300 576 Beaver 45 Areia fina 2.301 a 2.500 560 Beaver 45 Areia fina 2.501 a 2.700 544 Beaver 45 Areia fina 2.701 a 2.900 533 Beaver 45 Areia fina 2.901 a 3.100 522 Beaver 45 Areia fina 3.101 a 3.300 511 Beaver 45 Areia fina 3.301 a 3.500 500 Beaver 45 Areia fina 3.501 a 3.700 485 Beaver 45 Areia fina 3.701 a 3.900 470 Beaver 45 Areia fina 3.901 a 4.100 455 Beaver 45 Areia fina 4.101 a 4.300 440 Beaver 45 Areia fina 4.301 a 4.500 425 Beaver 45 Areia fina 4.501 a 4.700 410 Beaver 45 Areia fina 4.701 a 4.900 395 Beaver 45 Areia fina 4.901 a 5.100 380 Beaver 45 Areia fina 5.101 a 5.300 365 Beaver 45 Areia fina 5.301 a 5.500 350 Beaver 45 Areia fina 5.501 a 5.700 335 Beaver 45 Areia fina 5.701 a 5.900 317 Beaver 45 Areia fina 5.901 a 6.100 299 Beaver 45 Areia fina 6.101 a 6.300 279 Beaver 45 Areia fina 6.301 a 6.500 260 Beaver 45 Areia fina 6.501 a 6.700 241 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 33 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (8/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 45 Areia fina 6.701 a 6.900 227 Beaver 45 Areia fina 6.901 a 7.100 213 Beaver 45 Areia fina 7.101 a 7.300 199 Beaver 45 Areia fina 7.301 a 7.500 188 Beaver 45 Areia fina 7.501 a 7.700 177 Beaver 45 Areia fina 7.701 a 7.900 166 Beaver 45 Areia fina 7.901 a 8.100 157 Beaver 45 Areia fina 8.101 a 8.300 148 Beaver 45 Areia fina 8.301 a 8.500 139 Beaver 45 Areia fina 8.501 a 8.700 132 Beaver 45 Areia fina 8.701 a 8.900 125 Beaver 45 Areia fina 8.901 a 9.100 118 Beaver 45 Areia fina 9.101 a 9.300 111 Beaver 45 Areia fina 9.301 a 9.500 104 Beaver 45 Areia fina 9.501 a 9.700 100 Beaver 45 Areia fina 9.701 a 9.900 96 Beaver 45 Areia fina 9.901 a 10.100 92 Beaver 45 Areia média Até 500 820 Beaver 45 Areia média 501 a 700 750 Beaver 45 Areia média 701 a 900 702 Beaver 45 Areia média 901 a 1.100 660 Beaver 45 Areia média 1.101 a 1.300 630 Beaver 45 Areia média 1.301 a 1.500 605 Beaver 45 Areia média 1.501 a 1.700 580 Beaver 45 Areia média 1.701 a 1.900 560 Beaver 45 Areia média 1.901 a 2.100 540 Beaver 45 Areia média 2.101 a 2.300 520 Beaver 45 Areia média 2.301 a 2.500 500 Beaver 45 Areia média 2.501 a 2.700 485 Beaver 45 Areia média 2.701 a 2.900 470 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 34 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (9/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 45 Areia média 2.901 a 3.100 455 Beaver 45 Areia média 3.101 a 3.300 432 Beaver 45 Areia média 3.301 a 3.500 392 Beaver 45 Areia média 3.501 a 3.700 330 Beaver 45 Areia média 3.701 a 3.900 278 Beaver 45 Areia média 3.901 a 4.100 238 Beaver 45 Areia média 4.101 a 4.300 203 Beaver 45 Areia média 4.301 a 4.500 178 Beaver 45 Areia média 4.501 a 4.700 153 Beaver 45 Areia média 4.701 a 4.900 134 Beaver 45 Areia média 4.901 a 5.100 118 Beaver 45 Areia média 5.101 a 5.300 102 Beaver 45 Areia média 5.301 a 5.500 91 Beaver 45 Areia média 5.501 a 5.700 80 Beaver 45 Areia média 5.701 a 5.900 74 Beaver 45 Areia média 5.901 a 6.100 70 Beaver 45 Areia grossa Até 500 780 Beaver 45 Areia grossa 501 a 700 705 Beaver 45 Areia grossa 701 a 900 655 Beaver 45 Areia grossa 901 a 1.100 612 Beaver 45 Areia grossa 1.101 a 1.300 577 Beaver 45 Areia grossa 1.301 a 1.500 542 Beaver 45 Areia grossa 1.501 a 1.700 512 Beaver 45 Areia grossa 1.701 a 1.900 484 Beaver 45 Areia grossa 1.901 a 2.100 458 Beaver 45 Areia grossa 2.101 a 2.300 422 Beaver 45 Areia grossa 2.301 a 2.500 381 Beaver 45 Areia grossa 2.501 a 2.700 337 Beaver 45 Areia grossa 2.701 a 2.900 268 Beaver 45 Areia grossa 2.901 a 3.100 220 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 35 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (10/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 45 Areia grossa 3.101 a 3.300 180 Beaver 45 Areia grossa 3.301 a 3.500 150 Beaver 45 Areia grossa 3.501 a 3.700 125 Beaver 45 Areia grossa 3.701 a 3.900 105 Beaver 45 Areia grossa 3.901 a 4.100 92 Beaver 45 Areia grossa 4.101 a 4.300 79 Beaver 45 Areia grossa 4.301 a 4.500 76 Beaver 45 Cascalho fino Até 500 687 Beaver 45 Cascalho fino 501 a 700 588 Beaver 45 Cascalho fino 701 a 900 510 Beaver 45 Cascalho fino 901 a 1.100 435 Beaver 45 Cascalho fino 1.101 a 1.300 368 Beaver 45 Cascalho fino 1.301 a 1.500 318 Beaver 45 Cascalho fino 1.501 a 1.700 275 Beaver 45 Cascalho fino 1.701 a 1.900 232 Beaver 45 Cascalho fino 1.901 a 2.100 182 Beaver 45 Cascalho fino 2.101 a 2.300 146 Beaver 45 Cascalho fino 2.301 a 2.500 120 Beaver 45 Cascalho fino 2.501 a 2.700 100 Beaver 45 Cascalho fino 2.701 a 2.900 83 Beaver 45 Cascalho fino 2.901 a 3.100 78 Beaver 45 Cascalho Até 500 380 Beaver 45 Cascalho 501 a 700 252 Beaver 45 Cascalho 701 a 900 198 Beaver 45 Cascalho 901 a 1.100 157 Beaver 45 Cascalho 1.101 a 1.300 117 Beaver 45 Cascalho 1.301 a 1.500 90 Beaver45 Cascalho 1.501 a 1.700 70 Beaver 45 Cascalho 1.701 a 1.900 65 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 36 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (11/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 50 Areia fina Até 500 1.100 Beaver 50 Areia fina 501 a 700 1.090 Beaver 50 Areia fina 701 a 900 1.070 Beaver 50 Areia fina 901 a 1.100 1.050 Beaver 50 Areia fina 1.101 a 1.300 1.030 Beaver 50 Areia fina 1.301 a 1.500 1.010 Beaver 50 Areia fina 1.501 a 1.700 990 Beaver 50 Areia fina 1.701 a 1.900 963 Beaver 50 Areia fina 1.901 a 2.100 936 Beaver 50 Areia fina 2.101 a 2.300 910 Beaver 50 Areia fina 2.301 a 2.500 888 Beaver 50 Areia fina 2.501 a 2.700 866 Beaver 50 Areia fina 2.701 a 2.900 841 Beaver 50 Areia fina 2.901 a 3.100 816 Beaver 50 Areia fina 3.101 a 3.300 791 Beaver 50 Areia fina 3.301 a 3.500 766 Beaver 50 Areia fina 3.501 a 3.700 741 Beaver 50 Areia fina 3.701 a 3.900 722 Beaver 50 Areia fina 3.901 a 4.100 703 Beaver 50 Areia fina 4.101 a 4.300 684 Beaver 50 Areia fina 4.301 a 4.500 665 Beaver 50 Areia fina 4.501 a 4.700 648 Beaver 50 Areia fina 4.701 a 4.900 631 Beaver 50 Areia fina 4.901 a 5.100 615 Beaver 50 Areia fina 5.101 a 5.300 599 Beaver 50 Areia fina 5.301 a 5.500 583 Beaver 50 Areia fina 5.501 a 5.700 568 Beaver 50 Areia fina 5.701 a 5.900 554 Beaver 50 Areia fina 5.901 a 6.100 540 Beaver 50 Areia fina 6.101 a 6.300 526 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 37 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (12/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 50 Areia fina 6.301 a 6.500 512 Beaver 50 Areia fina 6.501 a 6.700 498 Beaver 50 Areia fina 6.701 a 6.900 484 Beaver 50 Areia fina 6.901 a 7.100 470 Beaver 50 Areia fina 7.101 a 7.300 455 Beaver 50 Areia fina 7.301 a 7.500 440 Beaver 50 Areia fina 7.501 a 7.700 425 Beaver 50 Areia fina 7.701 a 7.900 410 Beaver 50 Areia fina 7.901 a 8.100 390 Beaver 50 Areia fina 8.101 a 8.300 370 Beaver 50 Areia fina 8.301 a 8.500 350 Beaver 50 Areia fina 8.501 a 8.700 333 Beaver 50 Areia fina 8.701 a 8.900 316 Beaver 50 Areia fina 8.901 a 9100 300 Beaver 50 Areia fina 9.101 a 9300 285 Beaver 50 Areia fina 9.301 a 9.500 270 Beaver 50 Areia fina 9.501 a 9.700 258 Beaver 50 Areia fina 9.701 a 9.900 247 Beaver 50 Areia fina 9.901 a 10.100 237 Beaver 50 Areia fina 10.101 a 10300 225 Beaver 50 Areia fina 10.301 a 10.500 217 Beaver 50 Areia fina 10.501 a 10.700 207 Beaver 50 Areia fina 10.701 a 10.900 195 Beaver 50 Areia fina 10.901 a 11.100 183 Beaver 50 Areia fina 11.101 a 11.300 178 Beaver 50 Areia fina 11.301 a 11.500 173 Beaver 50 Areia fina 11.501 a 11.700 168 Beaver 50 Areia fina 11.701 a 11.900 163 Beaver 50 Areia fina 11.901 a 12.100 158 Beaver 50 Areia média Até 500 1.045 Beaver 50 Areia média 501 a 700 1.025 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 38 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (13/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 50 Areia média 701 a 900 1.006 Beaver 50 Areia média 901 a 1.100 987 Beaver 50 Areia média 1.101 a 1.300 968 Beaver 50 Areia média 1.301 a 1.500 948 Beaver 50 Areia média 1.501 a 1.700 928 Beaver 50 Areia média 1.701 a 1.900 908 Beaver 50 Areia média 1.901 a 2.100 885 Beaver 50 Areia média 2.101 a 2.300 862 Beaver 50 Areia média 2.301 a 2.500 839 Beaver 50 Areia média 2.501 a 2.700 815 Beaver 50 Areia média 2.701 a 2.900 778 Beaver 50 Areia média 2.901 a 3.100 749 Beaver 50 Areia média 3.101 a 3.300 720 Beaver 50 Areia média 3.301 a 3.500 690 Beaver 50 Areia média 3.501 a 3.700 663 Beaver 50 Areia média 3.701 a 3.900 636 Beaver 50 Areia média 3.901 a 4.100 609 Beaver 50 Areia média 4.101 a 4.300 582 Beaver 50 Areia média 4.301 a 4.500 555 Beaver 50 Areia média 4.501 a 4.700 515 Beaver 50 Areia média 4.701 a 4.900 450 Beaver 50 Areia média 4.901 a 5.100 394 Beaver 50 Areia média 5.101 a 5.300 345 Beaver 50 Areia média 5.301 a 5.500 302 Beaver 50 Areia média 5.501 a 5.700 272 Beaver 50 Areia média 5.701 a 5.900 245 Beaver 50 Areia média 5.901 a 6.100 219 Beaver 50 Areia média 6.101 a 6.300 195 Beaver 50 Areia média 6.301 a 6.500 175 Beaver 50 Areia média 6.501 a 6.700 160 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 39 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (14/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 50 Areia média 6.701 a 6.900 145 Beaver 50 Areia média 6.901 a 7.100 133 Beaver 50 Areia média 7.101 a 7.300 121 Beaver 50 Areia média 7.301 a 7.500 110 Beaver 50 Areia média 7.501 a 7.700 100 Beaver 50 Areia média 7.701 a 7.900 93 Beaver 50 Areia grossa Até 500 965 Beaver 50 Areia grossa 501 a 700 945 Beaver 50 Areia grossa 701 a 900 925 Beaver 50 Areia grossa 901 a 1.100 904 Beaver 50 Areia grossa 1.101 a 1.300 882 Beaver 50 Areia grossa 1.301 a 1.500 860 Beaver 50 Areia grossa 1.501 a 1.700 840 Beaver 50 Areia grossa 1.701 a 1.900 823 Beaver 50 Areia grossa 1.901 a 2.100 806 Beaver 50 Areia grossa 2.101 a 2.300 782 Beaver 50 Areia grossa 2.301 a 2.500 758 Beaver 50 Areia grossa 2.501 a 2.700 716 Beaver 50 Areia grossa 2.701 a 2.900 674 Beaver 50 Areia grossa 2.901 a 3.100 632 Beaver 50 Areia grossa 3.101 a 3.300 587 Beaver 50 Areia grossa 3.301 a 3.500 500 Beaver 50 Areia grossa 3.501 a 3.700 417 Beaver 50 Areia grossa 3.701 a 3.900 357 Beaver 50 Areia grossa 3.901 a 4.100 302 Beaver 50 Areia grossa 4.101 a 4.300 260 Beaver 50 Areia grossa 4.301 a 4.500 225 Beaver 50 Areia grossa 4.501 a 4.700 194 Beaver 50 Areia grossa 4.701 a 4.900 173 Beaver 50 Areia grossa 4.901 a 5.100 150 Beaver 50 Areia grossa 5.101 a 5.300 135 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 40 Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (15/15) Draga Tipo de Material Distância de Recalque (m) Vazão (m³/h) Beaver 50 Areia grossa 5.301 a 5.500 120 Beaver 50 Areia grossa 5.501 a 5.700 105 Beaver 50 Areia grossa 5.701 a 5.900 100 Beaver 50 Cascalho fino Até 500 815 Beaver 50 Cascalho fino 501 a 700 775 Beaver 50 Cascalho fino 701 a 900 735 Beaver 50 Cascalho fino 901 a 1.100 705 Beaver 50 Cascalho fino 1.101 a 1.300 675 Beaver 50 Cascalho fino 1.301 a 1.500 648 Beaver 50 Cascalho fino 1.501 a 1.700 619 Beaver 50 Cascalho fino 1.701 a 1.900 579 Beaver 50 Cascalho fino 1.901 a 2.100 499 Beaver 50 Cascalho fino 2.101 a 2.300 403 Beaver 50 Cascalho fino 2.301 a 2.500 333 Beaver 50 Cascalho fino 2.501 a 2.700 278 Beaver 50 Cascalho fino 2.701 a 2.900 232 Beaver 50 Cascalho fino 2.901 a 3.100 196 Beaver 50 Cascalho fino 3.101 a 3.300 168 Beaver 50 Cascalho fino 3.301 a 3.500 142 Beaver 50 Cascalho fino 3.501 a 3.700 125 Beaver 50 Cascalho fino 3.701 a 3.900 108 Beaver 50 Cascalho fino 3.901 a 4.100 100 Beaver 50 Cascalho Até 500 590 Beaver 50 Cascalho 501 a 700 533 Beaver 50 Cascalho 701 a 900 475 Beaver 50 Cascalho 901 a 1.100 390 Beaver 50 Cascalho 1.101 a 1.300 250 Beaver 50 Cascalho 1.301 a 1.500 195 Beaver 50 Cascalho 1.501 a 1.700 155 Beaver50 Cascalho 1.701 a 1.900 125 Beaver 50 Cascalho 1.901 a 2.100 103 Beaver 50 Cascalho 2.101 a 2.300 88 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 41 Importante destacar que as vazões apresentadas na Tabela 12 foram calculadas dentro dos limites da capacidade de desempenho das dragas, sem restrições na sucção devido à dureza do material e às potências dos cortadores das dragas. Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque O fator de eficiência de um equipamento consiste na relação entre o tempo de produção efetiva e o tempo de produção nominal, ou seja, para cada hora do seu tempo total de trabalho deve ser estimada uma fração em minutos efetivos de trabalho. No caso dos serviços de dragagem com sucção e recalque, devem ser levados em consideração os tempos gastos com abastecimento, deslocamentos intra-passos, fundeio, remanejamento das tubulações de recalque, desobstrução do desagregador, trocas de turnos de pessoal, entre outros fatores. Dessa forma, o fator de eficiência nos serviços de dragagem pode ser definido em função das seguintes parcelas: Fator de eficiência → Fe = Fe1 x Fe2 x Fe3 onde: Fe1 está relacionado ao tipo de dragagem: Se de sucção e recalque → Fe1 = 0,60; Fe2 está relacionado à presença de ondas ou correntezas maiores que 1,5 m/s: Se Sim → Fe2 = 0,85; Se Não → Fe2 = 1; Fe3 está relacionado ao tráfego contínuo de outras embarcações: Se Sim → Fe3 = 0,85; Se Não → Fe3 = 1. Fator de Conversão nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque O fator de conversão é usualmente definido como a relação entre o volume do material para o qual está sendo calculado o custo unitário e o volume do mesmo material que está sendo manuseado. Para o caso da dragagem por sucção e recalque, o volume de material retirado no corte é transportado por um meio fluido (água) e o fator de conversão é obtido pela concentração percentual de sólidos na mistura recalcada. Os ábacos fornecidos pelos fabricantes mostram que esta concentração de sólidos pode variar entre 20% (IHC 45) e 25% (IHC 50) da vazão nominal conforme o tipo de draga. Entretanto, não é necessário ponderar este fator no cálculo da produção do equipamento, uma vez que as curvas de vazões fornecidas pelos fabricantes já têm a concentração de sólidos efetivamente bombeados por m³ (Tabela 12). Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 42 Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque O fator de carga consiste na relação entre a capacidade efetiva do equipamento e sua capacidade nominal. Para o caso da dragagem por sucção e recalque, o fator de carga consiste na relação entre a vazão efetiva e a vazão nominal da bomba de sucção. As vazões nominais (volume sólido + líquido) das bombas de sucção indicam a capacidade de bombeamento e são baseadas na máxima potência disponível no eixo da bomba e no cortador, com o material fluindo livremente. As vazões efetivas (volume de sólido na mistura) são normalmente fornecidas pelos fabricantes em ábacos. Cada ábaco possui curvas de produtividade que variam em função do material a ser dragado. Definido o tipo de material, a produtividade efetiva pode ser obtida diretamente na curva usando-se como parâmetro o comprimento da tubulação de recalque. Dessa forma, não se mostra necessário a aplicação do fator de carga, uma vez que o valor obtido no gráfico já considera este fator. A seguir, são apresentados exemplos de aplicação do cálculo da vazão nominal das dragas obtido em função dos ábacos fornecidos pelos fabricantes dos equipamentos. Exemplo 01 Dados: Equipamento: Draga IHC Beaver 45 (Figura 06); Concentração de sólidos in situ: 25%; Material: Areia grossa (curva “C” do ábaco); Tubulação de recalque: 1.900 a 2.100 m. Figura 06 - Vazão de recalque para a draga IHC Beaver 45 Da análise do ábaco, obtém-se uma vazão de recalque de 458 m³/h. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 43 Exemplo 02 Dados: Equipamento: Draga IHC Beaver 50 (Figura 07); Concentração de sólidos in situ: 25%; Material: Areia média (curva “B” do ábaco); Tubulação de recalque: 2.900 a 3.100 m. Figura 07 - Vazão de recalque para a draga IHC Beaver 50 Da análise do ábaco, obtém-se uma vazão de recalque de 749 m³/h. Potência A Tabela 13 apresenta a potência instalada, o diâmetro das tubulações de recalque, a potência da bomba e a potência no cortador dos diferentes equipamentos utilizados nos serviços de dragagem de sucção e recalque. Tabela 13 - Potência instalada, diâmetro de recalque e potência de bombas Draga Potência Instalada (HP) Diâmetro da Tubulação de Recalque (cm) Potência da Bomba (kW) Potência no Cortador (kW) Beaver 300 300 25 177 30 Beaver 40 600 40 447 52 Beaver 45 1.000 45 746 110 Beaver 50 1.800 50 1.350 170 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 44 Cálculo do Custo Horário da Embarcação (Ch) Em conformidade à metodologia do SICRO, o cálculo do custo horário das embarcações é constituído pelas seguintes parcelas: Ch = Dh + Mh + Jh + Cc + Ih + Cmo onde: Ch representa o custo horário produtivo (R$/h); Dh representa a depreciação horária; Mh representa o custo de manutenção; Jh representa o custo de juros; Cc representa o custo de combustível na atividade produtiva; Ih representa o custo de seguros; Cmo representa o custo da mão de obra. Depreciação Horária (Dh) É o valor necessário para adquirir uma embarcação nova ao final da vida útil rateado pelo número de horas de uso durante este período. É definida pela seguinte equação: Dh = (Va − Vr) (n × HTA) onde: Dh representa a depreciação horária (R$/h); Va representa o valor de aquisição de uma embarcação nova incluindo impostos de importação e demais impostos federais e estaduais; Vr representa o valor residual. Consiste no valor de revenda ao final da vida útil; n representa a vida útil, em anos; HTA representa o número de horas trabalhadas por ano, conforme a seguir: HTA = ((s − sn) × d − n) × h onde: s representa o número de semanas por ano = 52; sn representa o número de semanas não trabalhadas devido às condições de tempo e à necessidade de reparos = 8; d representa o número de dias trabalhados por semana = 6; n representa o número de dias navegando por ano = 24; h representa o número de horas trabalhadas por dia = 24. Total de horas trabalhadas por ano = ((52 - 8) × 6 - 24) × 24 = 5.760. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 45 A Tabela 14 apresenta a vida útil e o fator de manutenção adotado para as embarcações utilizadas nos serviços de dragagem de sucção e recalque. Tabela 14 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação Embarcação Vida Útil (anos) Fator de Manutenção “k” Draga de sucção e recalque 20 2,0 Empurrador multi-propósito 12 2,0 Barco-hotel 12 2,0 Flutuante / Balsa 20 1,5 Embarcação de apoio / batimetria 10 1,0 Custo de Manutenção Durante a vida útil das embarcações são considerados os seguintes custos: Manutenções preventivas e corretivas; Reparos realizados através de docagens periódicas (2 a cada 5 anos, com a duração média de 30 a 60 dias cada); Substituição de peças e componentes. O fator de manutenção “k” deve ser adotado para cada equipamento, conformevalores apresentados na Tabela 14. Oportunidade de Capital (Jh) A remuneração sobre o capital foi definida em 6% ao ano, aplicado sobre o valor médio do custo de aquisição da embarcação, conforme abaixo: Jh = Va × (n + 1) × ( j ÷ 100) (2 × n × HTA) onde: Jh representa o custo de oportunidade de capital por hora (R$/h); Va representa o valor de aquisição; j representa o percentual de juros ao ano; n representa a vida útil, em anos; HTA representa o número de horas trabalhadas por ano. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 46 Consumo de Combustível O SICRO considera o consumo de combustível em função da potência nominal do equipamento. As dragas de sucção e recalque possuem uma potência instalada destinada a várias atividades. O consumo de catálogo recomendado pelos fabricantes das dragas de sucção e recalque apresenta o valor de 208,6 g/kWh, em condição de potência contínua do motor. As dragas operam normalmente a 70% dessa potência. O custo dos lubrificantes é definido em 10% e o de óleo hidráulico e filtros em 7% do custo do combustível. A densidade relativa do diesel apresenta variação entre 0,820 e 0,865, o que resulta no valor médio de 0,8425. De posse dos parâmetros, torna-se possível o cálculo do consumo de combustíveis, filtros e lubrificantes das dragas de sucção e recalque, conforme expressão matemática apresentada abaixo: Consumo de combustíveis e lubrificantes = 0,7 x 0,2086 x 1,17 / 0,8425 = 0,20 l/kWh. Seguros e Impostos Devido ao alto custo envolvido e à baixa frequência de sinistros, os grandes frotistas não fazem seguro de todos seus equipamentos, a não ser em casos especiais. Eles arcam normalmente com os riscos, representados principalmente por avarias, já que os roubos de equipamentos de maior porte mostram-se raros. Para os veículos automotores, deve-se considerar o Imposto de Propriedade de Veículos Automotores - IPVA e o Seguro Obrigatório, necessários à regularização de sua utilização. O IPVA, imposto estadual relativo ao licenciamento de veículos, varia com a idade, segundo regras próprias para cada unidade da federação. A incidência média desses dois itens é da ordem de 2,5% sobre o investimento em veículos e seu valor é calculado pela aplicação da expressão apresentada a seguir: Ih = 0,025 × Vm HTA onde: Ih representa o custo horário dos seguros e impostos (R$/h); Vm representa o valor médio do investimento (R$); HTA representa o total de horas trabalhadas por ano. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 47 Custo da Mão de Obra de Operação Compreende o custo dos salários da tripulação acrescido dos encargos sociais e encargos complementares, conforme abaixo: Cmo = ∑ Qi × Si × Fi n i=1 onde: Cmo representa o custo horário da mão de obra de operação (R$/h); ΣQi representa a soma das quantidades de tripulantes ou operadores de cada categoria profissional; Si representa o salário-hora específico de cada tripulante ou operador; Fi representa os encargos sociais incidentes sobre os salários de cada tripulante ou operador; n = número de operadores. Os serviços executados com as dragas de sucção e recalque exigem a previsão de um empurrador multi-propósito, de uma embarcação de apoio para realização do transporte de pessoal e apoio logístico e de outra para realização da batimetria. Operação dos Equipamentos Dragas de Sucção e Recalque A Tabela 15 apresenta o efetivo da tripulação da draga de sucção e recalque por cada turno de trabalho. Tabela 15 - Efetivo da tripulação da draga por cada turno de trabalho Tripulação Efetivo Draguista 1 Marinheiro de convés 1 Importa destacar que na tripulação proposta para operação da draga de sucção e recalque um dos marinheiros de convés é o maquinista da embarcação. Empurrador Multi-propósito Com objetivo de prestar apoio aos serviços de dragagem de sucção e recalque, torna- se necessária a previsão de um empurrador multi-propósito de 2 x 150 HP, com guindaste hidráulico de 11 toneladas, conforme apresentado na Figura 08. Em virtude da natureza dos serviços de dragagem de sucção e recalque, para o empurrador multi-propósito foi definida uma utilização produtiva de 50% no apoio à draga e de 25% no apoio ao flutuante dedicado à oficina. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 48 Figura 08 - Empurrador multi-propósito com guindaste hidráulico A Tabela 16 apresenta o efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito por cada turno de trabalho. Tabela 16 - Efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito por cada turno Tripulação Efetivo Mestre fluvial 1 Condutor maquinista fluvial 1 Marinheiro de máquinas 1 Marinheiro de convés 1 Equipe de Batimetria A embarcação de batimetria realiza o monitoramento batimétrico com posicionamento de GPS diferencial e posterior análise dos dados por meio do software Hypack. A equipe utiliza uma embarcação de batimetria de 120 HP, sendo prevista uma utilização produtiva de 40% do tempo efetivo da draga, conforme apresentado na Figura 09. No custo da embarcação de batimetria, encontram-se incluídos os equipamentos de batimetria. Figura 09 - Embarcação de batimetria Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 49 A Tabela 17 apresenta o efetivo por tripulação da embarcação de batimetria por cada turno de trabalho (duas tripulações). Tabela 17 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria Tripulação Efetivo Técnico de batimetria 1 Piloto fluvial 1 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico O transporte de pessoal e apoio logístico é realizado por meio de uma embarcação de 40 HP, sendo prevista uma utilização produtiva de 60% do tempo efetivo da draga. A Tabela 18 apresenta o efetivo por tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico por cada turno de trabalho (duas tripulações). Tabela 18 - Efetivo da tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico Tripulação Efetivo Piloto fluvial 1 Canteiro de Obras e Apoio Local Em função de questões geográficas, econômicas e logísticas, as instalações dos canteiros para o apoio aos serviços de dragagem foram previstas em instalações móveis, tais como contêineres ou barco-hotel, e devem ser detalhadas na fase de elaboração do projeto, conforme orientações constantes do Volume 07 do Manual de Custos, intitulado “Canteiros de Obras”. A equipe de apoio náutico, e em terra, necessárias aos serviços de remoção de sedimentos com utilização de dragas de sucção e recalque encontram-se detalhadas no Volume 08 do Manual de Custos, intitulado “Administração Local”. Além dos custos relacionados à mão de obra e aos veículos da administração local, foi ainda prevista uma parcela relacionada às despesas diversas e à manutenção do canteiro de obras. Esta parcela pode ser detalhada em despesas com concessionárias de luz, água e esgoto, de telefone, com correios, com material de escritório e de expediente, com material de informática, com medicamentos, com inseticidas e repelentes e com a manutenção do canteiro propriamente dita. Critérios de Medição A medição dos serviços de remoção de sedimentos com utilização de dragas de sucção e recalque deve ser realizada em função dos volumes obtidos por meio de levantamentos batimétricos, realizados antes e depois da execução dos serviços.A frequência dos levantamentos depende do assoreamento na área dragada. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 51 4. DRAGAGEM COM CLAMSHELL E PONTÃO FLUTUANTE Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 53 4. DRAGAGEM COM CLAMSHELL E PONTÃO FLUTUANTE Descrição dos Serviços O serviço consiste na escavação de materiais de 1ª categoria com a utilização de um guindaste com clamshell instalado sobre um pontão flutuante, conforme demonstrado na Figura 10. O pontão flutuante desloca-se com o auxílio de um rebocador. Figura 10 - Pontão flutuante com clamshell O transporte do material dragado até o local de despejo é realizado por batelões, conforme apresentado na Figura 11. Figura 11 - Clamshell sobre pontão flutuante carregando batelão de 500 m³ autopropelido A produção horária da draga é obtida considerando o ciclo completo entre as atividades de carga, descarga, manobras e o transporte. Para distâncias de até 3.000 metros, as composições de custos de dragagem com clamshell e pontão flutuante incluem diretamente o transporte. Para distâncias superiores, o custo do serviço deve ser obtido por meio da utilização de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: Utilizar a composição de custo para a distância de 3.000 metros, com a quantidade total a ser dragada; Utilizar a composição de transporte, com a unidade em m³km, multiplicando a quantidade total a ser dragada pela distância de transporte correspondente. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 54 Equipamentos Utilizados A execução dos serviços de dragagem com clamshell e pontão flutuante exige a utilização dos seguintes equipamentos: Guindaste sobre esteiras com clamshell de 4,6 m³ - 220 kW; Rebocador de 2 x 360 HP; Batelão autopropelido com capacidade de 500 m³; Pontão flutuante 15 x 30 x 1,8 m com capacidade 500 t; Embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico de 175 HP; Embarcação de batimetria de 120 HP. Parâmetros Adotados Clamshell Capacidade da caçamba = 4,6 m³; Profundidade média = 15 m; Tempo de ciclo = 0,85 min; Tempo para posicionamento = 3,0 min; Tempo de ciclo total = 3,85 min. Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão Flutuante O fator de eficiência de um equipamento é a relação entre o tempo de produção efetiva e o tempo de produção nominal, ou seja, para cada hora do seu tempo total de trabalho será estimada uma fração em minutos efetivos de trabalho. No caso do serviço de dragagem com clamshell e pontão flutuante, devem ser levados em consideração os tempos gastos com abastecimento, com deslocamentos intra- passos, com fundeio, com trocas de turnos de pessoal, entre outros fatores. Dessa forma, o fator de eficiência nos serviços de dragagem pode ser definido em função das seguintes parcelas: Fator de eficiência → Fe = Fe1 × Fe2 × Fe3 onde: Fe1 está relacionado ao tipo de equipamento: Se clamshell → Fe1 = 0,65; Se batelão flutuante → Fe1 = 0,83; Fe2 está relacionado à presença de ondas ou correntezas maiores que 1,5 m/s: Se Sim → Fe2 = 0,85; Se Não → Fe2 = 1; Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 55 Fe3 está relacionado ao tráfego contínuo de outras embarcações: Se Sim → Fe3 = 0,85; Se Não → Fe3 = 1. Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão Flutuante O SICRO adota o fator de carga em função da categoria de cada material, conforme parâmetros apresentados abaixo: Materiais de 1ª Categoria: Fca = 0,90; Materiais de 2ª Categoria: Fca = 0,80; Materiais de 3ª Categoria: Fca = 0,70. Fator de Conversão nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão Flutuante O SICRO adota o fator de carga em função da categoria de cada material, conforme parâmetros apresentados abaixo: Materiais de 1ª Categoria: Fcv = 1 m3 / 1,25 m3 = 0,80; Materiais de 2ª Categoria Fcv = 1 m3 / 1,39 m3 = 0,72; Materiais de 3ª Categoria Fcv = 1 m3 / 1,75 m3 = 0,57. Deslocamento Velocidades na faixa de aceleração A distância onde ocorre a velocidade média máxima de transporte é definida em 3.000 metros. A equação que permite o cálculo da velocidade em função da distância encontra-se apresentada abaixo: V = Vm × (1 − (3 − X) 2 / 9) 1/2 onde: V representa a velocidade (km/h); Vm representa a velocidade média; X representa a distância onde ocorre a velocidade V. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 56 Custo Horário das Embarcações Em conformidade à metodologia do SICRO, o cálculo do custo horário das embarcações é constituído pelas seguintes parcelas: Ch = Dh + Mh + Jh + Cc + Ih + Cmo onde: Ch representa o custo horário produtivo (R$/h); Dh representa a depreciação horária; Mh representa o custo de manutenção; Jh representa o custo de juros; Cc representa o custo de combustível na atividade produtiva; Ih representa o custo de seguros; Cmo representa o custo da mão de obra. Depreciação Horária (Dh) É o valor necessário para adquirir uma embarcação nova ao final da vida útil rateado pelo número de horas de uso durante este período. A depreciação horária é definida pela seguinte equação: Dh = (Va − Vr) (n × HTA) onde: Dh representa a depreciação horária (R$/h); Va representa o valor de aquisição de uma embarcação nova incluindo impostos de importação e demais impostos federais e estaduais; Vr representa o valor residual. Consiste no valor de revenda ao final da vida útil; n representa a vida útil, em anos; HTA representa o número de horas trabalhadas por ano, conforme abaixo: HTA = ((s − sn) × d − n) × h onde: s representa o número de semanas por ano = 52; sn representa o número de semanas não trabalhadas devido às condições de tempo e à necessidade de reparos = 8; d representa o número de dias trabalhados por semana = 6; n representa o número de dias navegando por ano = 24; h representa o número de horas trabalhadas por dia = 24. Total de horas trabalhadas por ano = ((52 - 8) × 6 - 24) × 24 = 5.760. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 57 A Tabela 19 apresenta a vida útil e o fator de manutenção adotado para os equipamentos utilizados nos serviços de dragagem com clamshell e pontão flutuante. Tabela 19 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação Embarcação Vida Útil (anos) Fator de Manutenção “k” Empurrador / Rebocador 12 2 Batelão autopropelido 12 2 Batelão 20 1,5 Pontão flutuante 20 1,5 Embarcação de apoio / batimetria 10 1 Custo de Manutenção Durante a vida útil das embarcações são considerados os seguintes custos: Manutenções preventivas e corretivas; Reparos realizados através de docagens periódicas (2 a cada 5 anos, com a duração média de 30 a 60 dias cada); Substituição de peças e componentes. O fator de manutenção “k” deve ser adotado para cada equipamento, conforme valores apresentados na Tabela 19. Oportunidade de Capital (Jh) A remuneração sobre o capital foi definida em 6% ao ano, aplicado sobre o valor médio do custo de aquisição da embarcação, conforme abaixo: Jh= Va × (n + 1) × ( j ÷ 100) (2 × n × HTA) onde: Jh representa o custo de oportunidade de capital por hora (R$/h); Va representa o valor de aquisição; j representa o percentual de juros ao ano; n representa a vida útil, em anos; HTA representa o número de horas trabalhadas por ano. Consumo de Combustível O SICRO considera o consumo de combustíveis, lubrificantes, filtros e graxas em função da potência nominal dos equipamentos, diferenciadas em função da natureza do combustível, a saber: diesel, gasolina, álcool e energia elétrica. Os coeficientes de consumo de combustíveis dos equipamentos encontram-se detalhadamente apresentados no Volume 03 do Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes, intitulado “Equipamentos”. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 58 Seguros e Impostos Devido ao alto custo envolvido e à baixa frequência de sinistros, os grandes frotistas não fazem seguro de todos seus equipamentos, a não ser em casos especiais. Eles arcam normalmente com os riscos, representados principalmente por avarias, já que os roubos de equipamentos de maior porte mostram-se raros. Para os veículos automotores, deve-se considerar o Imposto de Propriedade de Veículos Automotores - IPVA e o Seguro Obrigatório, necessários à regularização de sua utilização. O IPVA, imposto estadual relativo ao licenciamento de veículos, varia com a idade, segundo regras próprias para cada unidade da federação. A incidência média desses dois itens é da ordem de 2,5% sobre o investimento em veículos e seu valor é calculado pela aplicação da expressão apresentada a seguir: Ih = 0,025 × Vm HTA onde: Ih representa o custo horário dos seguros e impostos (R$/h); Vm representa o valor médio do investimento (R$); HTA representa o total de horas trabalhadas por ano. Custo da Mão de Obra de Operação Compreende o custo dos salários da tripulação acrescido dos encargos sociais e encargos complementares, conforme abaixo: Cmo = ∑ Qi × Si × Fi n i=1 onde: Cmo representa o custo horário da mão de obra de operação (R$/h); ΣQi representa a soma das quantidades de tripulantes ou operadores de cada categoria profissional; Si representa o salário-hora específico de cada tripulante ou operador; Fi representa os encargos sociais incidentes sobre os salários de cada tripulante ou operador; n = número de operadores A execução de serviços de dragagem com clamshell necessita de um rebocador para movimentação do pontão flutuante, de uma embarcação de apoio para realizar o transporte de pessoal e apoio logístico e de outra para realizar a batimetria. O material dragado é retirado do fundo pela clamshell fixada sob o pontão flutuante e posteriormente carregado pelos batelões para a área de bota fora. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 59 Operação dos Equipamentos Rebocador de 2 x 360 HP O rebocador de 2 x 360 HP tem sua utilização produtiva definida em 50% para o apoio ao pontão flutuante. O efetivo da tripulação do rebocador, por turno de trabalho, encontra-se apresentado na Tabela 20. Tabela 20 - Efetivo da tripulação do rebocador por cada turno de trabalho Tripulação Efetivo Mestre fluvial 1 Condutor maquinista fluvial 1 Marinheiro de máquinas 1 Marinheiro de convés 1 Os cozinheiros e os taifeiros fazem parte da tripulação rebocador, mas seus custos encontram-se apropriados na parcela da alimentação dos encargos complementares. Os mecânicos, os eletricistas e os soldadores também fazem parte da tripulação da rebocador, mas seus custos encontram-se apropriados na parcela da manutenção do custo horário da embarcação. Durante a elaboração do projeto, caso sejam identificadas condições locais favoráveis, onde não se observe a necessidade de revezamento da tripulação, o cálculo do custo horário de operação deve ser ajustado, reduzindo-se a mão-de-obra pela metade, de forma a impedir a formação de sobrepreço. Batelão Autopropelido A utilização do batelão autopropelido diminui em 50% a utilização produtiva do rebocador, em função do mesmo possuir propulsão própria. A Tabela 21 apresenta o efetivo da tripulação do batelão autopropelido. Tabela 21 - Efetivo da tripulação do batelão autopropelido Tripulação Efetivo Mestre fluvial 1 Marinheiro de máquinas 1 Marinheiro de convés 1 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 60 Batelão Rebocado O batelão rebocado é o equipamento responsável pelo transporte do material dragado para a área de bota fora. A Tabela 22 apresenta o efetivo da tripulação do batelão. Tabela 22 - Efetivo da tripulação do batelão rebocado Tripulação Efetivo Marinheiro de convés 1 Pontão Flutuante O pontão flutuante consiste na balsa utilizada para apoio e suporte para o guindaste com clamshell. A Tabela 23 apresenta o efetivo da tripulação do pontão flutuante. Tabela 23 - Efetivo da tripulação do pontão flutuante Tripulação Efetivo Marinheiro de convés 1 Equipe de Batimetria A embarcação de batimetria realiza o monitoramento batimétrico com posicionamento de GPS diferencial e posterior análise dos dados por meio do software Hypack. A equipe utiliza uma embarcação de batimetria de 120 HP, estando já incluído no custo da embarcação os equipamentos de batimetria com utilização operativa de 40%. A Tabela 24 apresenta o efetivo da tripulação da embarcação de batimetria. Tabela 24 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria Tripulação Efetivo Técnico de batimetria 1 Piloto fluvial 1 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico O transporte de pessoal e apoio logístico é realizado por meio de uma embarcação de 175 HP, com previsão de utilização produtiva de 60%. A Tabela 25 apresenta o efetivo da tripulação da embarcação utilizada para transporte de pessoal e apoio logístico. Tabela 25 - Efetivo da tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico Tripulação Efetivo Piloto fluvial 1 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 61 Canteiro de Obras e Apoio Local Em função de questões geográficas, econômicas e logísticas, as instalações dos canteiros para o apoio aos serviços de dragagem foram previstas em instalações móveis, tais como contêineres ou barco-hotel, e devem ser detalhadas na fase de elaboração do projeto, conforme orientações constantes do Volume 07 do Manual de Custos, intitulado “Canteiros de Obras”. A equipe de apoio em terra necessária aos serviços de dragagem com clamshell e pontão flutuante encontra-se devidamente detalhada no Volume 08 do Manual de Custos, intitulado “Administração Local”. Além dos custos relacionados à mão de obra e aos veículos da administração local, foi ainda prevista uma parcela relacionada às despesas diversas e à manutenção do canteiro de obras. Esta parcela pode ser detalhada em despesas com concessionárias de luz, água e esgoto, de telefone, com correios, com material de escritório e de expediente, com material de informática, com medicamentos e com a manutenção do canteiro. Critérios de Medição A medição dos serviços de dragagem com clamshell e pontão flutuante deve ser realizada em função dos volumes obtidos por meio de levantamentos batimétricos, realizados antes e depois da execução dos serviços. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias63 5. DRAGAGEM COM DRAGLINE EM TERRA Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 65 5. DRAGAGEM COM DRAGLINE EM TERRA Descrição dos Serviços O serviço consiste na dragagem de canais, em material de 1ª categoria, com a utilização de um guindaste com caçamba de arrasto, localizado em terra, conforme apresentado na Figura 12. O material dragado é depositado em terra e posteriormente carregado em caminhões basculantes, os quais realizam o transporte para o local de bota-fora. A carga dos caminhões é realizada com carregadeira de pneus. Figura 12 - Dragagem com utilização de guindaste com caçamba de arrasto do tipo dragline A produção do serviço de dragagem com dragline é obtida considerando o ciclo completo entre as atividades de carga, de descarga, de manobras e de transporte. As atividades de transporte podem ser realizadas em vias de leito natural, de revestimento primário ou em rodovias pavimentadas Para distâncias de até 3 km, as composições de custos dos serviços de dragagem com dragline incluem diretamente o transporte. Para distâncias superiores, o custo total do serviço deve ser obtido por meio da utilização de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: Utilizar a composição para a distância de 3 km, com a quantidade total a ser dragada; Utilizar a composição de custo de transporte, com a unidade em m³km, multiplicando a quantidade total a ser dragada pela distância de transporte correspondente. Equipamentos Utilizados A execução dos serviços de dragagem com dragline em terra exige a utilização dos seguintes equipamentos: Guindaste sobre esteiras com dragline com capacidade de 2,1 m³ - 270 kW; Caminhão basculante com capacidade de 14 m³ - 295 kW; Carregadeira de pneus com capacidade de 1,53 m³ - 106 kW. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 66 Parâmetros Adotados Dragline Profundidade média de 10 m; Ângulo de lançamento médio de 90°; Capacidade média da caçamba = 2,1 m³; Tempo de ciclo = 1,0 min; Fator de carga = 0,70; Fator de conversão = 0,77; Fator de eficiência = 0,83. Carregadeira Capacidade = 3,3 m³; Fator de carga = 0,90; Fator de conversão = 0,77; Fator de eficiência = 0,83; Tempo de ciclo = 0,50 min. Caminhão Basculante Capacidade = 14 m³; Fator de carga = 1; Fator de conversão = 0,77; Fator de eficiência = 0,80. Velocidades Médias Máximas A Tabela 26 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para o transporte de materiais de 1ª categoria em caminhões basculantes para vias em leito natural, revestimento primário ou pavimentadas. Tabela 26 - Velocidades médias máximas no transporte com caminhões basculantes Tipo de Caminho de Serviço Velocidade Média Máxima (km/h) Ida (carregado) Volta (vazio) Leito natural 21 39 Revestimento primário 40 45 Pavimentada 45 60 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 67 Custo de Manutenção Durante a vida útil dos equipamentos são considerados os seguintes custos: Manutenções corretivas; Reparos realizados através de manutenções preventivas periódicas; Substituição de peças e componentes. O fator de manutenção “k” dos equipamentos encontra-se definido no Volume 03 do Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes, intitulado “Equipamentos”. Oportunidade de Capital (Jh) A remuneração sobre o capital foi definida em 6% ao ano, aplicado sobre o valor médio do custo de aquisição do equipamento, conforme abaixo: Jh = Va × (n + 1) × ( j ÷ 100) (2 × n × HTA) onde: Jh representa o custo de oportunidade de capital por hora (R$/h); Va representa o valor de aquisição; j representa o percentual de juros ao ano; n representa a vida útil, em anos; HTA representa o número de horas trabalhadas por ano. Consumo de Combustível O SICRO considera o consumo de combustíveis, lubrificantes, filtros e graxas em função da potência nominal dos equipamentos, diferenciadas em função da natureza do combustível, a saber: diesel, gasolina, álcool e energia elétrica. Os coeficientes de consumo de combustíveis dos equipamentos encontram-se detalhadamente apresentados no Volume 03 do Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes, intitulado “Equipamentos”. Seguros e Impostos Devido ao alto custo envolvido e à baixa frequência de sinistros, os grandes frotistas não fazem seguro de todos seus equipamentos, a não ser em casos especiais. Eles arcam normalmente com os riscos, representados principalmente por avarias, já que os roubos de equipamentos de maior porte mostram-se raros. Para os veículos automotores, deve-se considerar o Imposto de Propriedade de Veículos Automotores - IPVA e o Seguro Obrigatório, necessários à regularização de sua utilização. O IPVA, imposto estadual relativo ao licenciamento de veículos, varia com a idade, segundo regras próprias para cada unidade da federação. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 68 A incidência média desses dois itens é da ordem de 2,5% sobre o investimento em veículos e seu valor é calculado pela aplicação da expressão apresentada a seguir: Ih = 0,025 × Vm HTA onde: Ih representa o custo horário dos seguros e impostos (R$/h); Vm representa o valor médio do investimento (R$); HTA representa o total de horas trabalhadas por ano. Custo da Mão de Obra de Operação Compreende o custo dos salários de todos os trabalhadores envolvidos diretamente na produção do serviço acrescido dos encargos sociais e encargos complementares, conforme abaixo: Cmo = ∑ Qi × Si × Fi n i=1 onde: Cmo representa o custo horário da mão de obra de operação (R$/h); ΣQi representa a soma das quantidades de operadores de cada categoria profissional; Si representa o salário-hora específico de cada operador; Fi representa os encargos sociais incidentes sobre os salários de cada operador. n = número de operadores Critérios de Medição A medição dos serviços de dragagem com dragline em terra deve ser realizada em função dos volumes efetivamente escavados, medidos in situ e comprovados por meio de levantamentos topográficos. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 69 6. DRAGAGEM COM ESCAVADEIRA HIDRÁULICA EM TERRA Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 71 6. DRAGAGEM COM ESCAVADEIRA HIDRÁULICA EM TERRA Descrição dos Serviços O serviço consiste na dragagem de canais, em material de 1ª categoria, com a utilização de uma escavadeira hidráulica de longo alcance, localizada em terra, conforme Figura 13. O material dragado é carregado em caminhões basculantes, com caçamba estanque, que realizam o transporte para o local de bota-fora. Figura 13 - Dragagem de canal com a utilização de escavadeira hidráulica Equipamentos Utilizados A execução dos serviços de dragagem com escavadeira hidráulica exige a utilização dos seguintes equipamentos: Escavadeira hidráulica sobre esteiras com capacidade de 1,5 m³ - 110 kW; Caminhão basculante com capacidade de 14 m³ e caçamba estanque - 265 kW. Parâmetros Adotados Fatores de Correção As composições de custos dos serviços de dragagem com escavadeirahidráulica em terra do SICRO foram elaboradas admitindo-se os seguintes fatores de correção: Fator de carga = 0,70; Fator de conversão = 0,77; Fator de eficiência = 0,83. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 72 Velocidades Médias Máximas A Tabela 27 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para o transporte de materiais de 1ª categoria em caminhões basculantes para vias em leito natural, revestimento primário ou pavimentadas. Tabela 27 - Velocidades médias máximas no transporte com caminhões basculantes Tipo de Caminho de Serviço Velocidade Média Máxima (km/h) Ida (carregado) Volta (vazio) Leito natural 21 39 Revestimento primário 40 45 Pavimentada 45 60 Custo de Manutenção Durante a vida útil dos equipamentos são considerados os seguintes custos: Manutenções corretivas; Reparos realizados através de manutenções preventivas periódicas; Substituição de peças e componentes. O fator de manutenção “k” dos equipamentos encontra-se definido no Volume 03 do Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes, intitulado “Equipamentos”. Oportunidade de Capital (Jh) A remuneração sobre o capital foi definida em 6% ao ano, aplicado sobre o valor médio do custo de aquisição do equipamento, conforme abaixo: Jh = Va × (n + 1) × ( j ÷ 100) (2 × n × HTA) onde: Jh representa o custo de oportunidade de capital por hora (R$/h); Va representa o valor de aquisição; j representa o percentual de juros ao ano; n representa a vida útil, em anos; HTA representa o número de horas trabalhadas por ano. Consumo de Combustível O SICRO considera o consumo de combustíveis, lubrificantes, filtros e graxas em função da potência nominal dos equipamentos, diferenciadas em função da natureza do combustível, a saber: diesel, gasolina, álcool e energia elétrica. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 73 Os coeficientes de consumo de combustíveis dos equipamentos encontram-se detalhadamente apresentados no Volume 03 do Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes, intitulado “Equipamentos”. Seguros e Impostos Devido ao alto custo envolvido e à baixa frequência de sinistros, os grandes frotistas não fazem seguro de todos seus equipamentos, a não ser em casos especiais. Eles arcam normalmente com os riscos, representados principalmente por avarias, já que os roubos de equipamentos de maior porte mostram-se raros. Para os veículos automotores, deve-se considerar o Imposto de Propriedade de Veículos Automotores - IPVA e o Seguro Obrigatório, necessários à regularização de sua utilização. O IPVA, imposto estadual relativo ao licenciamento de veículos, varia com a idade, segundo regras próprias para cada unidade da federação. A incidência média desses dois itens é da ordem de 2,5% sobre o investimento em veículos e seu valor é calculado pela aplicação da expressão apresentada a seguir: Ih = 0,025 × Vm HTA onde: Ih representa o custo horário dos seguros e impostos (R$/h); Vm representa o valor médio do investimento (R$); HTA representa o total de horas trabalhadas por ano. Custo da Mão de Obra de Operação Compreende o custo dos salários de todos os trabalhadores envolvidos diretamente na produção do serviço acrescido dos encargos sociais e encargos complementares, conforme abaixo: Cmo = ∑ Qi × Si × Fi n i=1 onde: Cmo representa o custo horário da mão de obra de operação (R$/h); ΣQi representa a soma das quantidades de operadores de cada categoria profissional; Si representa o salário-hora específico de cada operador; Fi representa os encargos sociais incidentes sobre os salários de cada operador. n = número de operadores Critérios de Medição A medição dos serviços de dragagem com escavadeira hidráulica em terra deve ser realizada em função dos volumes efetivamente escavados, medidos in situ e comprovados por meio de levantamentos topográficos. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 75 7. DERROCAGEM Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 77 7. DERROCAGEM Descrição dos Serviços O serviço de derrocagem pode ser caracterizado como um tipo de dragagem e que consiste na remoção de material de 3ª categoria submerso com a finalidade de aumento da profundidade e da largura do canal de navegação em portos e rios. O SICRO apresenta composições de custos para os serviços de derrocagem subaquática com a utilização de explosivos, conforme apresentado na Figura 14. Figura 14 - Detonação de material de 3ª categoria nos serviços de derrocagem subaquática A produção dos serviços de derrocagem é obtida considerando o ciclo completo entre as atividades de perfuração, detonação, carga e transporte da rocha detonada. O serviço de derrocagem subaquática é executado em duas etapas independentes, sendo a primeira delas de perfuração e detonação, e a segunda etapa a de carga e transporte do material detonado para o local de bota-fora. As composições de custos dos serviços de derrocagem subaquática são disponibilizadas para distâncias médias de transporte de até 3.000 metros. Para distâncias superiores, o custo do serviço deve ser obtido por meio da utilização de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: Utilizar a composição de custo para a distância de 3.000 metros, com a quantidade total a ser dragada; Utilizar a composição de transporte, com a unidade em m³km, multiplicando a quantidade total a ser dragada pela distância de transporte correspondente. O local de bota-fora considerado para as composições de custos de derrocagem do SICRO é o próprio meio aquático. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 78 Equipamentos Utilizados A execução dos serviços de derrocagem é realizada com a passível utilização dos seguintes equipamentos: Plataforma flutuante de 12 x 24 x 1,8 m com capacidade de 150 t; Plataforma autoelevatriz de 12 x 24 m² e capacidade de 150 t; Draga Backhoe de 7 m³ - 1.000 kW; Perfuratriz pneumática rotopercussiva montada em flutuante; Perfuratriz hidráulica montada em flutuante - 32 kW; Embarcação empurradora multi-propósito de 2 x 150 HP; Embarcação de batimetria de 120 HP; Embarcação para transporte de pessoal e apoio logístico de 175 HP; Lancha de apoio de 40 HP; Rebocador de 2 x 360 HP; Guindaste sobre esteiras com clamshell de 4,6 m³ - 220 kW; Batelão rebocável de 100 t; Batelão autopropelido de 300 m³ - 224 kW; Guincho pneumático com capacidade de 2,5 t; Compressor de ar portátil - 900 PCM - 212 kW; Grupo gerador 100/110 KVA. A plataforma flutuante desloca-se com o apoio de uma embarcação empurradora. As perfuratrizes são hidráulicas ou pneumáticas, para diâmetros de 64 mm, montadas nas laterais dos flutuantes e deslocam-se apoiadas sobre trilhos, conforme modelos apresentados nas Figuras 15 a 18. Figura 15 - Flutuante com duas torres de perfuração (1) Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 79 Figura 16 - Flutuante com duas torres de perfuração (2) Figura 17 - Flutuante com três torres de perfuração (1) Figura 18 - Flutuante com três torres de perfuração (2) Nas extremidades das plataformassão instalados guinchos para movimentação e ancoragem. A perfuratriz desloca-se sobre o flutuante para realizar os furos. Em locais de difícil acesso, os flutuantes e batelões são montados no local da obra. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 80 O SICRO apresenta composições de derrocagem para utilização em serviços pequenos, médios ou de grande porte, cabendo ao projetista, durante a fase de elaboração do projeto, a seleção do tipo mais adequado para a execução da obra. A definição da solução mais adequada deve levar em consideração aspectos relacionados aos custos, aos prazos e à disponibilidade de equipamentos no mercado. Para obras de maior vulto, em locais que permitam um calado mínimo de 2 metros e espessura média de derrocagem maior que 2 metros, o SICRO disponibiliza uma composição de custo de escavação com duas perfuratrizes, considerando a adoção de uma malha de perfuração de 4 m² e a utilização de uma draga Backhoe de 7 m³ para a limpeza do material derrocado. A Tabela 28 apresenta os equipamentos de apoio e suas respectivas finalidades necessários à execução dos serviços de derrocagem subaquática. Tabela 28 - Equipamentos de apoio aos serviços de derrocagem subaquática Equipamento de Apoio Finalidade Embarcação para transporte de pessoal de 40 HP Prestar apoio para as duas plataformas de perfuração e de carga Embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico - 175 HP Equipe de batimetria com embarcação de batimetria de 120 HP Acompanhar a atividade de derrocagem, realizando as medições dos volumes e alertando sobre a ocorrência de possíveis falhas Equipe de mergulho Inspecionar o leito para verificar a existência de repés ou porções não-detonadas, furos ainda carregados e qualquer outra consequência que possa ser danosa à continuidade das operações ou que não esteja de acordo com os padrões requisitados pelo projeto e que podem ser prejudiciais para o derrocagem Grupo gerador diesel de 105 kVA Fornecer energia para os guinchos e iluminação, sendo estabelecida a previsão de uma unidade de gerador por plataforma flutuante Em princípio, os projetos de derrocagem subaquática são dimensionadas em função da produção das plataformas de perfuração, sendo normalmente recomendados os seguintes critérios: Para obras de pequeno porte, recomenda-se considerar a utilização de um flutuante com uma torre de perfuração; Para obras de médio porte, recomenda-se considerar a utilização de um flutuante com duas torres de perfuração; Para obras de grande porte, recomenda-se considerar a utilização de um ou mais flutuantes com três torres de perfuração; Para obras em condições de forte correnteza, ou seja, com velocidade da água superior a 1,5 m/s, e com oscilação de marés, recomenda-se considerar a utilização de plataformas elevatrizes. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 81 Adicional de Periculosidade Em virtude da natureza dos serviços, O SICRO considerou necessária a aplicação de adicionais de periculosidade para serviços relacionados à derrocagem subaquática, de acordo com o previsto nas normas regulamentadoras do trabalho. Em observância à Norma Regulamentadora nº 16, estabeleceu-se a necessidade de se aplicar o referido adicional, em percentual de 30% (trinta por cento) sobre o salário de referência, aos trabalhadores que atuam em áreas nas quais ocorra manipulação regular de explosivos, particularmente nos serviços de túneis e derrocagem (inclusive para os mergulhadores). A Tabela 29 apresenta a relação de categorias profissionais cujos adicionais de periculosidade são incluídos diretamente no custo da mão de obra nos serviços de derrocagem subaquática. Tabela 29 - Categorias profissionais com adicionais de periculosidade Código SICRO Categoriais Profissionais com Adicional de Periculosidade Unidade 9923 Mergulhador com periculosidade h 9929 Bombeiro hidráulico com periculosidade h 9930 Eletricista com periculosidade h 9938 Operador de equipamento leve com periculosidade h 9942 Marinheiro de convés com periculosidade h 9928 Servente com periculosidade h Parâmetros Adotados Perfuração e Detonação da Malha de Perfuração de 1,5 m² Profundidade média da bancada de 2 a 4 m; Sub-furação (overdredging) = 1,5 m; Profundidade da lâmina d´água de até 15 m; Diâmetro do furo = 64 mm; Velocidade de perfuração = 0,5 m/min; Número de furos na bancada = 2 linhas de 10 furos = 20 unidades; Razão de carregamento = 1,5 kg/m³. Observações: O SICRO considera no cálculo do tempo de ciclo da etapa de perfuração os tempos de troca de hastes, colocação e retirada do revestimento, martelo de fundo, carga dos explosivos e a detonação propriamente dita. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 82 O volume excedente de rocha detonada (overdredging) não será removido. Perfuração e Detonação da Malha de Perfuração de 4 m² Profundidade média da bancada de 4 m; Sub-furação (overdredging) = 2 m; Profundidade da lâmina d´água de até 15 m; Calado mínimo = 2 m; Diâmetro do furo = 89 mm; Velocidade de perfuração = 0,5 m/min; Número de furos na bancada = 2 linhas de 9 furos = 18 unidades; Razão de carregamento = 1,2 kg/m³. Observações: O SICRO considera no cálculo do tempo de ciclo da etapa de perfuração os tempos de troca de hastes, colocação e retirada do revestimento, martelo de fundo, carga dos explosivos e a detonação propriamente dita. O volume excedente de rocha detonada (overdredging) não será removido. Escavação e Carga dos Batelões com Clamshell O SICRO considera no cálculo do tempo de ciclo desta etapa os tempos de carga, descarga, deslocamento e posicionamento dos equipamentos. Vide item 4 deste Manual. Escavação e Carga dos Batelões com Draga Backhoe A draga Backhoe consiste em uma escavadeira hidráulica montada em um pontão flutuante que tem a função de promover a escavação de sedimentos ou materiais resultantes de derrocamento e a carga em batelões, os quais realizam o transporte até o local de despejo, conforme apresentado nas Figura 19 e 20. Figura 19 - Draga Backhoe carregando batelão Fonte: Royalihc Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 83 Figura 20 - Draga Backhoe Fonte: IHC Merwede Fator de Eficiência nos Serviços de Derrocagem Subaquática O fator de eficiência de um equipamento consiste na relação entre o tempo de produção efetiva e o tempo de produção nominal, ou seja para cada hora do seu tempo total de trabalho será estimada uma fração em minutos efetivos de trabalho. No caso dos serviços de derrocagem subaquática, devem ser levados em consideração os tempos gastos com abastecimento, com deslocamentos intra- passos, com fundeio, com trocas de turnos de pessoal, entre outros fatores. Dessa forma, o fator de eficiência nos serviços de derrocagem subaquática pode ser definido em função das seguintes parcelas: Fator de eficiência → Fe = Fe1 × Fe2 × Fe3 onde: Fe1 está relacionado ao tipo de equipamento: Se perfuratriz → Fe1 = 0,83; Se clamshell → Fe1 = 0,65; Se batelão → Fe1 = 0,83; Se draga Backhoe → Fe1 = 0,83; Fe2 está relacionado à presença de ondas ou correntezas maiores que 1,5 m/s: Se Sim → Fe2 = 0,85; Se Não → Fe2 = 1; Fe3 está relacionado ao tráfego contínuo de outras embarcações: Se Sim → Fe3 = 0,85;Se Não → Fe3 = 1. Fator de Conversão nos Serviços de Derrocagem Subaquática O SICRO adota nas composições de custos de derrocagem o valor de 0,57 como fator de conversão referente aos materiais de 3ª categoria. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 84 Fator de Carga nos Serviços de Derrocagem Subaquática O SICRO adota nas composições de custos de derrocagem o valor de 0,70 como fator de carga para a draga Backhoe e de 0,90 para o batelão. Produção Horária da Draga Profundidade de Escavação A capacidade de escavação é variável em função da profundidade e da capacidade da caçamba, conforme valores apresentados na Tabela 30 Tabela 30 - Profundidade média de escavação na derrocagem subaquática Draga Backhoe Profundidade (m) Capacidade (kN) Profundidade Média (m) 7 m³ 6 200 10,5 15 90 Tempo de Ciclo da Draga Backhoe O tempo de ciclo da draga Backhoe inclui as atividades de escavação, deslocamentos e posicionamentos necessários para o enchimento de uma caçamba. Esse tempo é variável em função do tipo de material a ser dragado e da profundidade de escavação. O valor médio adotado no SICRO é de 0,9 min por carga de caçamba. Deslocamento A distância onde ocorre a velocidade média máxima de transporte é definida em 3.000 metros. A equação que permite o cálculo da velocidade em função da distância encontra-se apresentada abaixo: V = Vm × (1 − (3 − X) 2 / 9) 1/2 onde: V representa a velocidade (km/h); Vm representa a velocidade média; X representa a distância onde ocorre a velocidade V. A Tabela 31 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para o batelão rebocado de 100 toneladas nas condições de transporte de ida e retorno. Tabela 31 - Velocidade média máxima por transporte para o batelão rebocado de 100 toneladas Condição de Transporte Velocidade Média Máxima (km/h) Ida (carregado) 9 Retorno (vazio) 12 A Tabela 32 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para os batelões autopropelidos de 300 m3 e 500 m3 nas condições de transporte de ida e retorno. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 85 Tabela 32 - Velocidade média máxima para os batelões autopropelido de 300 m³ e 500 m³ Transporte Velocidade Média Máxima (km/h) Ida (carregado) 11 Retorno (vazio) 15 Operação dos Equipamentos Os serviços de derrocagem são executados continuamente, em três turnos de 8 horas, ocorrendo o revezamento das tripulações das embarcações a cada 30 dias. Durante a elaboração do projeto, caso seja identificada a necessidade de permanência de uma tripulação em terra, para fins de revezamento periódico, pode-se considerar esta como item específico de planilha no orçamento da obra. Perfuração e Detonação A Tabela 33 apresenta o quantitativo de profissionais dedicados às atividades de perfuração e detonação. Encontra-se ainda previsto na equipe um operador de perfuratriz por torre de perfuração e por turno. Tabela 33 - Quantitativo de profissionais para perfuração e detonação Profissional Quantidade Marinheiro de convés com periculosidade 2 Blaster 1 Carga com Clamshell A Tabela 34 apresenta o quantitativo de profissionais para as atividades de carga com clamshell. Encontra-se ainda previsto na equipe um operador de guindaste por turno. Tabela 34 - Quantitativo de profissionais para carga com clamshell Profissional Quantidade Operador de Equipamento pesado 1 Marinheiro de convés 1 Carga com Draga Backhoe A Tabela 35 apresenta o quantitativo de profissionais para as atividades de carga com draga Backhoe. Tabela 35 - Quantitativo de profissionais para carga com draga Backhoe Profissional Quantidade Draguista 1 Marinheiro de convés 1 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 86 Equipe de Mergulho A Tabela 36 apresenta o quantitativo de profissionais da equipe de mergulho. Tabela 36 - Quantitativo de profissionais da equipe de mergulho Profissional Quantidade Mergulhador 1 Equipe de Batimetria A Tabela 37 apresenta o quantitativo de profissionais da equipe de batimetria. Tabela 37 - Quantitativo de profissionais para equipe de batimetria Profissional Quantidade Técnico de batimetria 1 Piloto fluvial 1 Empurrador A Tabela 38 apresenta o efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito. Tabela 38 - Efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito Tripulação Efetivo Mestre fluvial 1 Condutor maquinista fluvial 1 Marinheiro de máquinas 1 Marinheiro de convés 1 Rebocador O efetivo da tripulação do rebocador encontra-se apresentado na Tabela 39. Tabela 39 - Efetivo da tripulação do rebocador Tripulação Efetivo Mestre fluvial 1 Condutor maquinista fluvial 1 Marinheiro de máquinas 1 Marinheiro de convés 1 Embarcação de Apoio A Tabela 40 apresenta o efetivo da tripulação da embarcação de apoio. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 87 Tabela 40 - Quantitativo de profissionais para embarcação de apoio Profissional Quantidade Piloto fluvial 1 Marinheiro de convés 1 Batelão Autopropelido A Tabela 41 apresenta o efetivo da tripulação do batelão autopropelido. Tabela 41 - Quantitativo de profissionais do batelão autopropelido Tripulação Efetivo Mestre fluvial 1 Marinheiro de máquinas 1 Marinheiro de convés 1 Canteiro de Obras e Apoio Local Em função de questões geográficas, econômicas e logísticas, as instalações dos canteiros para o apoio aos serviços de derrocagem foram previstas em instalações móveis, tais como contêineres ou barco-hotel, e devem ser detalhadas na fase de elaboração do projeto, conforme orientações constantes do Volume 07 do Manual de Custos, intitulado “Canteiros de Obras”. A equipe de apoio em terra necessária aos serviços de derrocagem subaquática de materiais de 3ª categoria encontra-se devidamente detalhada no Volume 08 do Manual de Custos, intitulado “Administração Local”. Além dos custos relacionados à mão de obra e aos veículos da administração local, foi ainda prevista uma parcela relacionada às despesas diversas e à manutenção do canteiro de obras. Critérios de Medição A medição dos serviços de derrocagem subaquática de materiais de 3ª categoria deve ser realizada em função dos volumes obtidos por meio de levantamentos batimétricos realizados antes e depois da execução dos serviços. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 89 8. MOLHES Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 91 8. MOLHES Descrição dos Serviços Os molhes são estruturas costeiras constituídas de enrocamentos de blocos soltos de rochas de peso elevado e de estruturas artificiais de concreto que tem por finalidade funcionar como quebra-mar e proporcionar abrigo seguro para as embarcações. Uma das extremidades do molhe sempre se localiza em terra e a outra no mar, conforme apresentado nas Figuras 21 e 22. Figura 21 - Molhe da Barra de Rio Grande/RS Figura 22 - Molhe da Barra de Rio Grande/RS O molhe pode ser subdividido nos seguintes componentes: Carapaça: camada externa que recebe o impacto direto das ondas; Núcleo:camada interna da estrutura; Sub-carapaça: camada intermediária entre a carapaça e o núcleo. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 92 Equipamentos Utilizados A execução dos molhes exige a utilização dos seguintes equipamentos: Trator de esteiras com lâmina - 259 kW; Guindaste sobre esteiras com pinça - 220 kW; Guindaste sobre rodas com capacidade de 370 kNm - 75 kW; Escavadeira hidráulica com caçamba e capacidade de 1,5 m³ - 110 kW; Caminhão basculante para rocha com capacidade de 8 m³ - 210 kW; Batelão autopropelido com capacidade de 300 m³; Martelete perfurador/rompedor a ar comprimido de 25 kg; Cavalo mecânico com semi-reboque com capacidade de 35 t - 210 kW. Adicional de Insalubridade Em virtude da natureza dos serviços, O SICRO considerou necessária a aplicação de adicionais de insalubridade para alguns serviços e/ou equipamentos, de acordo com o previsto nas normas regulamentadoras do trabalho. O adicional de insalubridade foi considerado diretamente no custo horário da mão de obra do SICRO para os perfuradores que atuam em tubulões sob ar comprimido e aos mergulhadores nos serviços de molhes, em respeito à Norma Regulamentadora nº 15, em particular o Anexo 6, que trata de trabalhos exercidos em condições hiperbáricas. Para essas categorias profissionais, foi acrescido um percentual de 40% (quarenta por cento) sobre o salário mínimo, considerando o grau máximo previsto na referida norma, uma vez que os trabalhadores estarão expostos a condições hiperbárica, perigosas e em ambientes confinados. Componentes dos Molhes Carapaça A carapaça é constituída por blocos de rocha de peso elevado ou por estruturas artificiais de concreto com massa na ordem de 2 a 20 toneladas. Estas estruturas artificiais de concreto podem possuir diversos formatos, sendo que o SICRO considera a utilização de tetrápodes e de Xbloc, com massas variando entre 8 a 12 toneladas, conforme modelos apresentados nas Figuras 23 a 26. Figura 23 - Tetrápode Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 93 Figura 24 - Forma metálica de tetrápode Figura 25 - Xbloc Figura 26 - Geometria do Xbloc Núcleo O núcleo é constituído por blocos de rocha com massa de até 0,5 toneladas, sem a contaminação de pó de pedra e de outros materiais não rochosos. Sub-carapaça A sub-carapaça é constituída por blocos de rocha com massa variando entre 0,5 a 2 toneladas. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 94 Características do Material Pétreo Os blocos são formados por rochas graníticas, com massa específica aparente superior a 2,65 t/m3, isentos de fissuras, de formato geométrico próximo ao cúbico e de resistência a ruptura por compressão simples superior a 50 MPa. Para a obtenção dos blocos na pedreira, a quantidade de explosivos deve ser reduzida em relação ao utilizado normalmente em bancadas. Tal procedimento tem por objetivo a geração de blocos grandes e adequados para a utilização no molhe. Para a seleção dos blocos devem ser empregadas equipes de profissionais especializados para sua adequada identificação, em conformidade com as especificações técnicas e com o projeto. Características do Concreto dos Blocos Artificiais Os blocos artificiais de concreto utilizados nos molhes são pré-moldados com resistência característica de 20 MPa e não possuem armação estrutural. São normalmente pré-moldados em central, a céu aberto, em local previamente preparado, contemplando as áreas de concretagem e de estocagem. Os tetrápodes possuem alças de aço para suspensão e suas formas são metálicas. Lançamento de Materiais nos Molhes Materiais Pétreos O lançamento do material submerso até o limite permitido pelo calado é realizado por meio de batelões Split Hopper. A carga dos batelões é realizada com escavadeiras hidráulicas em ancoradouros previamente preparados. O posicionamento dos batelões no local de lançamento é realizado com o auxílio de GPS diferencial. O lançamento do material da carapaça é realizado com guindastes. O lançamento do material pétreo na sub-carapaça e no núcleo é realizado diretamente no maciço por meio de caminhões basculantes e espalhados com trator de esteira, pá carregadeira ou escavadeira hidráulica. Blocos Artificiais O lançamento dos blocos artificiais da carapaça é realizado com a utilização de guindastes, uma unidade por vez. Blocos Submersos Quando submersos, a arrumação dos blocos é realizada com o acompanhamento de mergulhadores. Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 95 Batimetria Na execução dos molhes são realizadas batimetrias periódicas, junto com o controle por mergulho, para checar os taludes e níveis. O controle submerso das saias do enrocamento e de seus taludes é realizado com a utilização de ecobatímetro de registro contínuo, de 200 kHz, montado sobre uma embarcação posicionada por sistema GPS diferencial e “link” com marégrafo situado nas proximidades da obra. Transporte com Batelões Para distâncias de até 3.000 metros, as composições de custos do SICRO incluem diretamente o transporte. Para distâncias superiores, o custo do serviço deve ser obtido por meio da utilização de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: Utilizar a composição de custo para a distância de 3.000 metros, com a quantidade total a ser transportada; Utilizar a composição de transporte, com a unidade em m³km, multiplicando a quantidade total a ser transportada pela distância correspondente. Deslocamento A distância onde ocorre a velocidade média máxima de transporte é definida em 3.000 metros. A equação que permite o cálculo da velocidade em função da distância encontra-se apresentada abaixo: V = Vm × (1 − (3 − X) 2 / 9) 1/2 onde: V representa a velocidade (km/h); Vm representa a velocidade média; X representa a distância onde ocorre a velocidade V. A Tabela 42 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para o batelão rebocado nas condições de transporte de ida e retorno. Tabela 42 - Velocidade média máxima por transporte para o batelão Condição de Transporte Velocidade Média Máxima (km/h) Ida (carregado) 9 Retorno (vazio) 12 Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 96 Transporte de Materiais Pétreos e Blocos Artificiais de Concreto Para materiais pétreos, o SICRO disponibiliza composições de custos de escavação, carga e transporte para faixas de distâncias de 1.000 a 3.000 metros. Para blocos artificiais de concreto são disponibilizadas composições para faixas de distâncias de até 3.000 metros, com os custos de transportes já incluídos. Para distâncias superiores, o custo do serviço deve ser obtido por meio da utilização de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: Utilizar a composição de custo para a distância de 3.000 metros, com a quantidade total a ser transportada; Utilizar a composição de transporte, com a unidade em m³km, multiplicando a quantidade total a ser transportada pela distância correspondente. Deslocamento A distância onde ocorre a velocidade média máxima de transporte é definida em 3.000 metros. A equação que permite o cálculo da velocidade em função da distância encontra-se apresentadaabaixo: V = Vm × (1 − (3 − X) 2 / 9) 1/2 onde: V representa a velocidade (km/h); Vm representa a velocidade média; X representa a distância onde ocorre a velocidade V. A Tabela 43 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para s caminhões basculantes, nas condições de transporte de ida e retorno, para os caminhões de serviços em leito natural, com revestimento primário ou em rodovia pavimentada. Tabela 43 - Velocidade média máxima por caminho de serviço Caminho de Serviço Velocidade Média Máxima (km/h) Leito natural - ida (carregado) 21 Leito natural - retorno (vazio) 39 Revestimento primário - Ida (carregado) 40 Revestimento primário - retorno (vazio) 45 Pavimentado - ida (carregado) 45 Pavimentado - retorno (vazio) 60 Critérios de Medição A medição dos serviços de execução de molhes deve ser realizada em função do volume efetivamente implantado e de acordo com a seção de projeto. . Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes Volume 02 - Pesquisa de Preços 98