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DNIT 
2017 
MANUAL DE CUSTOS DE 
INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
 
VOLUME 10 
MANUAIS TÉCNICOS 
 
CONTEÚDO 10 
HIDROVIAS 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA GERAL 
DIRETORIA EXECUTIVA 
COORDENAÇÃO-GERAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
 
 
MINISTRO DOS TRANSPORTES, PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL 
Exmo. Sr. Maurício Quintella Malta Lessa 
 
DIRETOR GERAL DO DNIT 
Sr. Valter Casimiro Silveira 
 
DIRETOR EXECUTIVO DO DNIT 
Eng.º Halpher Luiggi Mônico Rosa 
 
COORDENAÇÃO-GERAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
Eng.º Luiz Heleno Albuquerque Filho 
 
 
MANUAL DE CUSTOS DE 
INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
 
VOLUME 10 
MANUAIS TÉCNICOS 
 
CONTEÚDO 10 
HIDROVIAS 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
ii 
MANUAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
 
A. VERSÃO ATUAL 
 
EQUIPE TÉCNICA: 
 
Revisão e Atualização: Fundação Getulio Vargas (Contrato nº 327/2012) 
 
Revisão e Atualização: Fundação Getulio Vargas (Contrato nº 462/2015) 
 
MANUAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
 
A. VERSÃO ATUAL 
 
FISCALIZAÇÃO E SUPERVISÃO DO DNIT: 
MSc. Eng.º Luiz Heleno Albuquerque Filho 
Eng.º Paulo Moreira Neto 
Eng.º Caio Saravi Cardoso 
 
B. PRIMEIRAS VERSÕES 
 
EQUIPE TÉCNICA (SINCTRAN e Sicro 3): 
Elaboração: CENTRAN 
Eng.º Osvaldo Rezende Mendes (Coordenador) 
 
SUPERVISÃO DO DNIT: 
Eng.º Silvio Mourão (Brasília) 
Eng.º Luciano Gerk (Rio de Janeiro) 
 
 
 
 
 
 
 
Brasil, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. 
Diretoria Executiva. Coordenação-Geral de Custos de Infraestrutura 
de Transportes. 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes. 1ª Edição - 
Brasília, 2017. 
 
12v. em 74. 
 
 
Volume 10: Manuais Técnicos 
Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
1. Rodovias - Construções - Estimativa e Custo - Manuais. 2. Ferrovias - 
Construções - Estimativa e Custo - Manuais. 3. Aquavias - Construções - 
Estimativa e Custo - Manuais. I. Título. 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
iii 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA GERAL 
DIRETORIA EXECUTIVA 
COORDENAÇÃO-GERAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE 
TRANSPORTES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANUAL DE CUSTOS DE 
INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
 
VOLUME 10 
MANUAIS TÉCNICOS 
 
CONTEÚDO 10 
HIDROVIAS 
 
1ª Edição - Versão 3.0 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BRASÍLIA 
2017
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
iv 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA GERAL 
DIRETORIA EXECUTIVA 
COORDENAÇÃO-GERAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE 
TRANSPORTES 
 
 
 
 
 
 
Setor de Autarquias Norte, Bloco A, Edifício Núcleo dos Transportes, Edifício Sede do 
DNIT, Mezanino, Sala M.4.10 
Brasília - DF 
CEP: 70.040-902 
Tel.: (061) 3315-8351 
Fax: (061) 3315-4721 
E-mail: cgcit@dnit.gov.br 
 
 
TÍTULO: MANUAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
 
Primeira edição: MANUAL DE CUSTOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES, 2017 
 
VOLUME 10: Manuais Técnicos 
Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Revisão: 
Fundação Getulio Vargas - FGV 
Contratos 327/2012-00 e 462/2015 (DNIT) 
Aprovado pela Diretoria Colegiada em 25/04/2017 
Processo Administrativo nº 50600.096538/2013-43 
 
Impresso no Brasil / Printed in Brazil 
 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a 
fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
v 
APRESENTAÇÃO 
 
O Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes constitui a síntese de todo o 
desenvolvimento técnico das áreas de custos do extinto DNER e do DNIT na formação 
de preços referenciais de obras públicas. 
 
Em consonância à história destes importantes órgãos, o Manual de Custos de 
Infraestrutura de Transportes abrange o conhecimento e a experiência acumulados 
desde a edição das primeiras tabelas referenciais de preços, passando pelo 
pioneirismo na conceituação e aplicação das composições de custos, até as mais 
recentes diferenciações de serviços e modais de transportes, particularmente no que 
se refere às composições de custos de serviços ferroviários e hidroviários. 
 
Outras inovações relevantes no presente Manual de Custos de Infraestrutura de 
Transportes referem-se à metodologia para definição de custos de referência de 
canteiros de obras e de administração local e à diferenciação das taxas referenciais 
de bonificação e despesas indiretas em função da natureza e do porte das obras. 
Também merece registro a proposição de novas metodologias para o cálculo dos 
custos horários dos equipamentos e da mão de obra e para definição dos custos de 
referência para aquisição e transporte de produtos asfálticos. 
 
O Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes encontra-se organizado nos 
seguintes volumes, conteúdos e tomos: 
 
Volume 01 - Metodologia e Conceitos 
 
Volume 02 - Pesquisa de Preços 
 
Volume 03 - Equipamentos 
 
Volume 04 - Mão de Obra 
 Tomo 01 - Parâmetros do CAGED 
 Tomo 02 - Encargos Sociais 
 Tomo 03 - Encargos Complementares 
 Tomo 04 - Consolidação dos Custos de Mão de Obra 
 
Volume 05 - Materiais 
 
Volume 06 - Fator de Influência de Chuvas 
 Tomo 01 - Índices Pluviométricos - Região Norte 
 Tomo 02 - Índices Pluviométricos - Região Nordeste 
 Tomo 03 - Índices Pluviométricos - Região Centro-Oeste 
 Tomo 04 - Índices Pluviométricos - Região Sudeste 
 Tomo 05 - Índices Pluviométricos - Região Sul 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
vi 
Volume 07 - Canteiros de Obras 
 Tomo 01 - Módulos Básicos e Projetos Tipo (A3) 
 
Volume 08 - Administração Local 
 
Volume 09 - Mobilização e Desmobilização 
 
Volume 10 - Manuais Técnicos 
Conteúdo 01 - Terraplenagem 
Conteúdo 02 - Pavimentação / Usinagem 
Conteúdo 03 - Sinalização Rodoviária 
Conteúdo 04 - Concretos, Agregados, Armações, Fôrmas e Escoramentos 
Conteúdo 05 - Drenagem e Obras de Arte Correntes 
Conteúdo 06 - Fundações e Contenções 
Conteúdo 07 - Obras de Arte Especiais 
Conteúdo 08 - Manutenção e Conservação Rodoviária 
Conteúdo 09 - Ferrovias 
Conteúdo 10 - Hidrovias 
Conteúdo 11 - Transportes 
Conteúdo 12 - Obras Complementares e Proteção Ambiental 
 
Volume 11 - Composições de Custos 
 
Volume 12 - Produções de Equipes Mecânicas 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
vii 
RESUMO 
 
O Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes apresenta as metodologias, as premissas e as 
memórias adotadas para o cálculo dos custos de referência dos serviços necessários à execução de 
obras de infraestrutura de transportes e suas estruturas auxiliares. 
 
 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
ix 
ABSTRACT 
 
The Transport Infrastructure Costs Manual presents the methodologies, assumptions and calculation 
sheets adopted for defining the requiredservice referential costs to implement transport infrastructure 
ventures and its auxiliary facilities. 
 
 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
xi 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 01 - Draga Hopper ............................................................................................ 7 
Figura 02 - Massas específicas de projeto das cisternas ............................................ 9 
Figura 03 - Draga de sucção e recalque .................................................................... 23 
Figura 04 - Tubulação em PEAD ............................................................................... 23 
Figura 05 - Linha de recalque com flutuantes ............................................................ 24 
Figura 06 - Vazão de recalque para a draga IHC Beaver 45 ..................................... 42 
Figura 07 - Vazão de recalque para a draga IHC Beaver 50 ..................................... 43 
Figura 08 - Empurrador multi-propósito com guindaste hidráulico ............................. 48 
Figura 09 - Embarcação de batimetria ....................................................................... 48 
Figura 10 - Pontão flutuante com clamshell ............................................................... 53 
Figura 11 - Clamshell sobre pontão flutuante carregando batelão de 500 m³ 
autopropelido .......................................................................................... 53 
Figura 12 - Dragagem com utilização de guindaste com caçamba de arrasto do tipo 
dragline .................................................................................................. 65 
Figura 13 - Dragagem de canal com a utilização de escavadeira hidráulica ............. 71 
Figura 14 - Detonação de material de 3ª categoria nos serviços de derrocagem 
subaquática ............................................................................................ 77 
Figura 15 - Flutuante com duas torres de perfuração (1) .......................................... 78 
Figura 16 - Flutuante com duas torres de perfuração (2) .......................................... 79 
Figura 17 - Flutuante com três torres de perfuração (1) ............................................ 79 
Figura 18 - Flutuante com três torres de perfuração (2) ............................................ 79 
Figura 19 - Draga Backhoe carregando batelão ........................................................ 82 
Figura 20 - Draga Backhoe ........................................................................................ 83 
Figura 21 - Molhe da Barra de Rio Grande/RS .......................................................... 91 
Figura 22 - Molhe da Barra de Rio Grande/RS .......................................................... 91 
Figura 23 - Tetrápode ................................................................................................ 92 
Figura 24 - Forma metálica de tetrápode ................................................................... 93 
Figura 25 - Xbloc ....................................................................................................... 93 
Figura 26 - Geometria do Xbloc ................................................................................. 93 
 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
xiii 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 01 - Granulometrias e massas específicas dos materiais (Ds) ........................ 8 
Tabela 02 - Fatores de carga por tipo de material ..................................................... 10 
Tabela 03 - Overflow por tipo de material .................................................................. 11 
Tabela 04 - Capacidade da cisterna, transporte, velocidades médias de 
deslocamento e diâmetros das tubulações ............................................ 11 
Tabela 05 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação ................................... 16 
Tabela 06 - Efetivo da tripulação da draga por cada turno de trabalho ..................... 18 
Tabela 07 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria ................................ 18 
Tabela 08 - Efetivo da tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio 
logístico .................................................................................................. 19 
Tabela 09 - Vida útil das tubulações por material ...................................................... 24 
Tabela 10 - Valor de referência para o cálculo da vida útil do mangote .................... 25 
Tabela 11- Granulometria e densidade média dos sólidos ........................................ 26 
Tabela 12 - Vazão e distância de recalque por tipo de material ................................ 26 
Tabela 13 - Potência instalada, diâmetro de recalque e potência de bombas ........... 43 
Tabela 14 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação ................................... 45 
Tabela 15 - Efetivo da tripulação da draga por cada turno de trabalho ..................... 47 
Tabela 16 - Efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito por cada turno ...... 48 
Tabela 17 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria ................................ 49 
Tabela 18 - Efetivo da tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio 
logístico .................................................................................................. 49 
Tabela 19 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação ................................... 57 
Tabela 20 - Efetivo da tripulação do rebocador por cada turno de trabalho .............. 59 
Tabela 21 - Efetivo da tripulação do batelão autopropelido ....................................... 59 
Tabela 22 - Efetivo da tripulação do batelão rebocado .............................................. 60 
Tabela 23 - Efetivo da tripulação do pontão flutuante ................................................ 60 
Tabela 24 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria ................................ 60 
Tabela 25 - Efetivo da tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio 
logístico .................................................................................................. 60 
Tabela 26 - Velocidades médias máximas no transporte com caminhões basculantes
 ............................................................................................................... 66 
Tabela 27 - Velocidades médias máximas no transporte com caminhões basculantes
 ............................................................................................................... 72 
Tabela 28 - Equipamentos de apoio aos serviços de derrocagem subaquática ........ 80 
Tabela 29 - Categorias profissionais com adicionais de periculosidade .................... 81 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
xiv 
Tabela 30 - Profundidade média de escavação na derrocagem subaquática ........... 84 
Tabela 31 - Velocidade média máxima por transporte para o batelão rebocado de 
100 toneladas ........................................................................................ 84 
Tabela 32 - Velocidade média máxima para os batelões autopropelido de 300 m³ e 
500 m³ .................................................................................................... 85 
Tabela 33 - Quantitativo de profissionais para perfuração e detonação ................... 85 
Tabela 34 - Quantitativo de profissionais para carga com clamshell ........................ 85 
Tabela 35 - Quantitativo de profissionais para carga com draga Backhoe ............... 85 
Tabela 36 - Quantitativo de profissionais da equipe de mergulho .............................86 
Tabela 37 - Quantitativo de profissionais para equipe de batimetria ......................... 86 
Tabela 38 - Efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito .............................. 86 
Tabela 39 - Efetivo da tripulação do rebocador ......................................................... 86 
Tabela 40 - Quantitativo de profissionais para embarcação de apoio ....................... 87 
Tabela 41 - Quantitativo de profissionais do batelão autopropelido .......................... 87 
Tabela 42 - Velocidade média máxima por transporte para o batelão ...................... 95 
Tabela 43 - Velocidade média máxima por caminho de serviço ............................... 96 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
xv 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 3 
2. DRAGAGEM COM DRAGAS AUTO TRANSPORTADORAS DO TIPO 
HOPPER ...................................................................................................... 7 
 Descrição dos Serviços ............................................................................. 7 
 Parâmetros Adotados ................................................................................ 8 
 Granulometria ............................................................................................... 8 
 Capacidade de Transporte da draga (m³) ..................................................... 8 
2.2.2.1. Massa Específica na Cisterna (Dc) .............................................................. 8 
2.2.2.2. Massa Específica de Projeto da Cisterna (Dp) ............................................. 9 
2.2.2.3. Volume Efetivo (Ve) ...................................................................................... 9 
 Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Hopper ...................... 10 
 Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Hopper (Fc) .................... 10 
 Velocidade Média de Bombeamento .......................................................... 11 
 Overflow ...................................................................................................... 11 
 Velocidades no Transporte de Material ....................................................... 12 
 Produção dos Serviços ............................................................................ 13 
 Custo Horário das Embarcações ............................................................ 15 
 Depreciação Horária (Dh) ........................................................................... 15 
 Custo de Manutenção ................................................................................. 16 
 Oportunidade de Capital (Jh) ...................................................................... 16 
 Consumo de Combustível ........................................................................... 16 
 Seguros e Impostos .................................................................................... 17 
 Custo da Mão de Obra de Operação .......................................................... 17 
 Operação dos Equipamentos .................................................................. 18 
 Dragas ........................................................................................................ 18 
 Equipe de Batimetria ................................................................................... 18 
 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico .................................................... 19 
 Canteiro de Obras e Apoio Local ............................................................ 19 
 Critérios de Medição ................................................................................ 19 
3. DRAGAGEM COM DRAGAS DE SUCÇÃO E RECALQUE COM 
CORTADOR (CUTTER SUCTION DREDGE) ............................................ 23 
 Descrição dos Serviços ........................................................................... 23 
 Parâmetros Adotados .............................................................................. 24 
 Vida Útil ....................................................................................................... 24 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
xvi 
 Granulometria ............................................................................................. 26 
 Equipamentos de Referência ou Equivalente ............................................. 26 
 Vazão ......................................................................................................... 26 
 Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque .. 41 
 Fator de Conversão nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque 41 
 Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque ........ 42 
 Potência ..................................................................................................... 43 
 Cálculo do Custo Horário da Embarcação (Ch) .................................... 44 
 Depreciação Horária (Dh) ........................................................................... 44 
 Custo de Manutenção ................................................................................ 45 
 Oportunidade de Capital (Jh)...................................................................... 45 
 Consumo de Combustível .......................................................................... 46 
 Seguros e Impostos .................................................................................... 46 
 Custo da Mão de Obra de Operação .......................................................... 47 
 Operação dos Equipamentos ................................................................. 47 
 Dragas de Sucção e Recalque ................................................................... 47 
 Empurrador Multi-propósito ........................................................................ 47 
 Equipe de Batimetria .................................................................................. 48 
 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico ................................................... 49 
 Canteiro de Obras e Apoio Local............................................................ 49 
 Critérios de Medição ................................................................................ 49 
4. DRAGAGEM COM CLAMSHELL E PONTÃO FLUTUANTE ................... 53 
 Descrição dos Serviços ........................................................................... 53 
 Equipamentos Utilizados ........................................................................ 54 
 Parâmetros Adotados .............................................................................. 54 
 Clamshell .................................................................................................... 54 
 Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão 
Flutuante .................................................................................................... 54 
 Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão 
Flutuante .................................................................................................... 55 
 Fator de Conversão nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão 
Flutuante .................................................................................................... 55 
 Deslocamento ............................................................................................. 55 
 Custo Horário das Embarcações ............................................................ 56 
 Depreciação Horária (Dh) ........................................................................... 56 
 Custo de Manutenção................................................................................ 57 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
xvii 
 Oportunidade de Capital (Jh) ...................................................................... 57 
 Consumo de Combustível ........................................................................... 57 
 Seguros e Impostos .................................................................................... 58 
 Custo da Mão de Obra de Operação .......................................................... 58 
 Operação dos Equipamentos .................................................................. 59 
 Rebocador de 2 x 360 HP ........................................................................... 59 
 Batelão Autopropelido ................................................................................. 59 
 Batelão Rebocado....................................................................................... 60 
 Pontão Flutuante ......................................................................................... 60 
 Equipe de Batimetria ................................................................................... 60 
 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico .................................................... 60 
 Canteiro de Obras e Apoio Local ............................................................ 61 
 Critérios de Medição ................................................................................ 61 
5. DRAGAGEM COM DRAGLINE EM TERRA .............................................. 65 
 Descrição dos Serviços ........................................................................... 65 
 Equipamentos Utilizados ......................................................................... 65 
 Parâmetros Adotados .............................................................................. 66 
 Dragline ....................................................................................................... 66 
 Carregadeira ............................................................................................... 66 
 Caminhão Basculante ................................................................................. 66 
 Velocidades Médias Máximas ..................................................................... 66 
 Custo de Manutenção .............................................................................. 67 
 Oportunidade de Capital (Jh) .................................................................. 67 
 Consumo de Combustível ....................................................................... 67 
 Seguros e Impostos ................................................................................. 67 
 Custo da Mão de Obra de Operação ....................................................... 68 
 Critérios de Medição ................................................................................ 68 
6. DRAGAGEM COM ESCAVADEIRA HIDRÁULICA EM TERRA ............... 71 
 Descrição dos Serviços ........................................................................... 71 
 Equipamentos Utilizados ......................................................................... 71 
 Parâmetros Adotados .............................................................................. 71 
 Fatores de Correção ................................................................................... 71 
 Velocidades Médias Máximas ..................................................................... 72 
 Custo de Manutenção .............................................................................. 72 
 Oportunidade de Capital (Jh) .................................................................. 72 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
xviii 
 Consumo de Combustível ....................................................................... 72 
 Seguros e Impostos ................................................................................. 73 
 Custo da Mão de Obra de Operação ...................................................... 73 
 Critérios de Medição ................................................................................ 73 
7. DERROCAGEM ......................................................................................... 77 
 Descrição dos Serviços ........................................................................... 77 
 Equipamentos Utilizados ........................................................................ 78 
 Adicional de Periculosidade ................................................................... 81 
 Parâmetros Adotados .............................................................................. 81 
 Perfuração e Detonação da Malha de Perfuração de 1,5 m² ..................... 81 
 Perfuração e Detonação da Malha de Perfuração de 4 m² ........................ 82 
 Escavação e Carga dos Batelões com Clamshell ...................................... 82 
 Escavação e Carga dos Batelões com Draga Backhoe ............................. 82 
 Fator de Eficiência nos Serviços de Derrocagem Subaquática .................. 83 
 Fator de Conversão nos Serviços de Derrocagem Subaquática ................ 83 
 Fator de Carga nos Serviços de Derrocagem Subaquática ....................... 84 
 Produção Horária da Draga ..................................................................... 84 
 Profundidade de Escavação ....................................................................... 84 
 Tempo de Ciclo da Draga Backhoe ............................................................ 84 
 Deslocamento ............................................................................................. 84 
 Operação dos Equipamentos ................................................................. 85 
 Perfuração e Detonação ............................................................................. 85 
 Carga com Clamshell ................................................................................. 85 
 Carga com Draga Backhoe ........................................................................ 85 
 Equipe de Mergulho ................................................................................... 86 
 Equipe de Batimetria .................................................................................. 86 
 Empurrador................................................................................................. 86 
 Rebocador .................................................................................................. 86 
 Embarcação de Apoio ................................................................................ 86 
 Batelão Autopropelido ................................................................................ 87 
 Canteiro de Obras e Apoio Local............................................................ 87 
 Critérios de Medição ................................................................................ 87 
8. MOLHES .................................................................................................... 91 
 Descrição dos Serviços ........................................................................... 91 
 Equipamentos Utilizados ........................................................................ 92 
 
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xix 
 Adicional de Insalubridade ...................................................................... 92 
 Componentes dos Molhes ....................................................................... 92 
 Carapaça ....................................................................................................92 
 Núcleo ......................................................................................................... 93 
 Sub-carapaça .............................................................................................. 93 
 Características do Material Pétreo .......................................................... 94 
 Características do Concreto dos Blocos Artificiais .............................. 94 
 Lançamento de Materiais nos Molhes .................................................... 94 
 Materiais Pétreos ........................................................................................ 94 
 Blocos Artificiais .......................................................................................... 94 
 Blocos Submersos ...................................................................................... 94 
 Batimetria .................................................................................................. 95 
 Transporte com Batelões ......................................................................... 95 
 Deslocamento ............................................................................................. 95 
 Transporte de Materiais Pétreos e Blocos Artificiais de Concreto ...... 96 
 Deslocamento ............................................................................................. 96 
 Critérios de Medição ................................................................................ 96 
 
 
 
 
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1 
1. INTRODUÇÃO
 
 
 
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3 
1. INTRODUÇÃO 
 
O presente volume do Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes tem por 
objetivo apresentar as premissas, as memórias de cálculo e os parâmetros utilizados 
na elaboração de composições de custos para a execução de serviços relacionados 
à dragagem e à derrocagem de hidrovias, além da confecção de molhes. 
 
A dragagem consiste em uma atividade de engenharia que trata da criação e 
manutenção por meios artificiais, das profundidades necessárias à segura utilização 
dos portos e vias navegáveis ou ao livre fluir dos cursos de água e da recuperação de 
minerais que se encontram submersos. 
 
As operações de dragagem abrangem o desenvolvimento das seguintes atividades: 
 
 Abertura, manutenção de calado e aprofundamento de vias navegáveis; 
 Desobstrução de rios; 
 Abertura ou desobstrução de canais de águas pluviais ou de irrigação; 
 Remoção de solos, visando a construção de aterros ou derivados vazados no 
mar; 
 Mineração em rios, lagos ou áreas inundadas. 
 
Consideram-se basicamente quatro tipos de dragagem, a saber: 
 
 Implantação; 
 Manutenção; 
 Mineração; 
 Ambiental. 
 
A dragagem de implantação envolve a criação ou ampliação de bacias portuárias e o 
aprofundamento de canais, vias navegáveis ou lagos, em locais não dragados 
anteriormente. Estes projetos são geralmente caracterizados por: 
 
 Movimentação de grandes quantidades de material; 
 Remoção de solos compactos; 
 Dragagem de camadas de solo não alteradas; 
 Baixa presença de contaminantes; 
 Camadas com espessura considerável; 
 Atividades de dragagem não repetitivas. 
 
 
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4 
A dragagem de manutenção consiste na remoção do material assoreado depositado 
no leito dos canais e portos com a finalidade de se manter as profundidades de projeto 
e possui como principais características: 
 
 Quantidade de material variável; 
 Remoção de solos não compactos; 
 Possível presença de contaminantes; 
 Ocorrência mais frequente em canais de navegação e portos; 
 Atividade repetitiva e rotineira. 
 
A dragagem ambiental tem por finalidade retirar sedimentos submersos contaminados 
da área que se deseja utilizar. 
 
A dragagem de mineração tem a finalidade de extração de minerais submersos e com 
valor econômico. 
 
O SICRO apresenta composições de custos específicas para a dragagem de 
aprofundamento ou de manutenção, considerando para esse fim a utilização dos 
seguintes tipos de equipamentos: 
 
 Dragas Hopper; 
 Dragas de sucção e recalque; 
 Guindaste com clamshell; 
 Escavadeira hidráulica; 
 Escavadeira dragline. 
 
O serviço de derrocagem é um tipo de dragagem e consiste no desmonte e posterior 
remoção de material de 3ª categoria submerso com a finalidade de aumento da 
profundidade e largura do canal de navegação em portos e rios. 
 
O SICRO apresenta composições de custos para a execução dos serviços de 
derrocagem com a utilização de explosivos. 
 
Os molhes são estruturas costeiras constituídas de enrocamentos de blocos soltos de 
rochas de peso elevado e de estruturas artificiais de concreto com a finalidade de 
quebra-mar e de proporcionar abrigo seguro para as embarcações. 
 
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5 
2. DRAGAGEM COM DRAGAS AUTO TRANSPORTADORAS DO 
TIPO HOPPER (TSHD) 
 
 
 
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7 
2. DRAGAGEM COM DRAGAS AUTO TRANSPORTADORAS DO TIPO HOPPER 
 
 Descrição dos Serviços 
 
A remoção de sedimentos submersos em mares, estuários ou rios com a utilização de 
dragas auto transportadoras tipo Hopper compreende a realização de atividades de 
escavação, carga, transporte e descarga do material dragado, com a finalidade de 
restaurar o calado ou aumentar a profundidade, conforme apresentado na Figura 01. 
 
Figura 01 - Draga Hopper 
 
 
A produção horária das dragas é obtida considerando o ciclo completo entre as 
atividades de carga, descarga, manobras e transporte. 
 
Para distâncias de até 2 mn (3,734 km), as composições de custos de dragagem do 
SICRO incluem diretamente o transporte. 
 
Para distâncias superiores, o custo total do serviço deve ser obtido por meio da 
utilização de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: 
 
 Utilizar a composição para a distância de 2 mn (3,734 km), com a quantidade 
total a ser dragada; 
 Utilizar a composição de transporte, multiplicando a quantidade total a ser 
dragada pela distância de transporte correspondente. 
 
No SICRO, são consideradas dragas de pequeno a médio porte, com capacidade da 
cisterna de 750 a 5.000 m³ e operando em profundidades de até 20 metros, capazes 
de dragar materiais com SPT menor ou igual a 15. 
 
Para materiais com resistência superior, torna-se necessária a utilização de dragas 
TSHD de maior porte, de dragas de sucção e recalque (TSR), de dragas com 
clamshell, de dragas tipo Backhoe, ou ainda desmonte subaquático de material de 3ª 
categoria (derrocagem). 
 
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8 
Durante a elaboração do projeto, cabe ao orçamentista a seleção do tipo de draga 
mais adequado para a execução da obra, levando-se em consideração os aspectos 
relacionados aos custos, aos prazos e à disponibilidade de equipamentos no mercado. 
 
 Parâmetros Adotados 
 
 Granulometria 
 
As composições de custos de dragagem do SICRO foram desenvolvidas em função 
das granulometrias e das massas específicas médias in situ dos materiais, conforme 
parâmetros apresentados na Tabela 01. 
 
Tabela 01 - Granulometrias e massas específicas dos materiais (Ds) 
Classificação 
Granulometria 
Média (mm) 
Massa Específica 
do Material in situ 
(kg/m³) 
Massa Específica 
Média do Material 
In situ (kg/m³)Silte 0,060 Até 1.875 1.600 
Areia fina 0,100 1.875 a 1.925 1.900 
Areia média 0,235 1.925 a 1.975 1.950 
Areia grossa 0,440 1975 a 2.025 2.000 
Cascalho fino 1,300 2.025 a 2.175 2.100 
Cascalho 7,000 2.175 a 2.225 2.200 
 
Observação: As areias e cascalhos podem conter sedimentos de menor graduação 
em percentuais inferiores a 50%. 
 
 Capacidade de Transporte da draga (m³) 
 
A Capacidade de Transporte de cada draga (m³) será obtida em função dos seguintes 
parâmetros: 
 
2.2.2.1. Massa Específica na Cisterna (Dc) 
 
A massa específica na cisterna é a massa específica da mistura (sólido + água) 
contida na cisterna após o carregamento e pode ser definida por meio da aplicação 
da seguinte fórmula: 
 
Dc = Fc × Ds + (1 − Fc) × Da 
 
onde: 
 
Dc representa a massa específica na cisterna ≤ Ds; 
Fc representa o fator de carga, conforme a tabela 2; 
Ds representa a massa específica do sólido in situ; 
Da representa a massa específica da água (1.000 kg/m³). 
 
 
 
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9 
 
2.2.2.2. Massa Específica de Projeto da Cisterna (Dp) 
 
A massa específica de projeto da cisterna é a carga máxima por unidade de volume 
que a draga pode transportar, conforme valores apresentados na Figura 02. 
 
Figura 02 - Massas específicas de projeto das cisternas 
 
Fonte: IHC Holland B.V. 
 
As dragas Hopper são fabricadas por encomenda e customizadas para as atividades 
de manutenção, aprofundamento ou ambos. Já as dragas de manutenção são 
projetadas para cargas com massas específicas da cisterna menores e as de 
aprofundamento para capacidades de carga com maiores densidades. 
 
O SICRO apresenta composições de custos para dragas com massas específicas de 
projeto da cisterna médias (Dp) de 1.600 kg/m³. 
 
2.2.2.3. Volume Efetivo (Ve) 
 
É o volume máximo de sólidos e água que a draga pode transportar, sendo definido 
por meio da seguinte fórmula: 
 
Para Dc > 1.600 kg/m³: 
 
Ve = Vc ×
1.600
Dc
 
 
Para Dc ≤ 1.600 kg/m³: 
 
Ve = Vc 
onde: 
 
Ve representa o volume efetivo na cisterna (m³); 
Vc representa o volume da cisterna, fornecido no catálogo do equipamento; 
Ds representa a massa específica do sólido in situ; 
Dc representa a massa específica na cisterna. 
 
 
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10 
Observação: Caso a densidade na cisterna (Dc) se apresente menor que a densidade 
de projeto da cisterna (1.600 kg/m³), deve-se adotar como volume efetivo o próprio 
volume da cisterna. 
 
 Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Hopper 
 
O fator de eficiência de um equipamento consiste na relação entre o tempo de 
produção efetiva e o tempo de produção nominal, ou seja, para cada hora do seu 
tempo total de trabalho será estimada uma fração em minutos efetivos de trabalho. 
 
No caso dos serviços de dragagem com Hopper, devem ser levados em consideração 
os tempos gastos com abastecimento, deslocamentos intra-passos, fundeio, 
remanejamento das tubulações de recalque, desobstrução do desagregador, trocas 
de turnos de pessoal, entre outros fatores. 
 
Dessa forma, o fator de eficiência nos serviços de dragagem pode ser definido em 
função das seguintes parcelas: 
 
Fator de eficiência → Fe = Fe1 × Fe2 × Fe3 
 
onde: 
 
Fe1 está relacionado ao tipo de dragagem: 
Se Hopper → Fe1 = 0,83; 
 
Fe2 está relacionado à presença de ondas ou correntezas maiores que 1,5 m/s: 
Se Sim → Fe2 = 0,85; 
Se Não → Fe2 = 1,0; 
 
Fe3 está relacionado ao tráfego contínuo de outras embarcações: 
Se Sim → Fe3 = 0,85; 
Se Não → Fe3 = 1,0. 
 
 Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Hopper (Fc) 
 
É a relação entre o volume de sólidos in situ e o volume da cisterna. A Tabela 02 
apresenta os fatores de carga adotados para os diferentes materiais. 
 
Tabela 02 - Fatores de carga por tipo de material 
Tipo de Material Fator de Carga 
Silte 0,25 
Areia fina 0,75 
Areia média 0,80 
Areia grossa 0,85 
Cascalho fino 0,90 
Cascalho 0,95 
 
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11 
 Velocidade Média de Bombeamento 
 
A velocidade média de bombeamento na sução e recalque das misturas de sólidos e 
água é de 5,0 m/s. 
 
 Overflow 
 
No bombeamento, o percentual de sólidos na mistura com água é de 
aproximadamente 25% e uma parcela dos sólidos é perdida por overflow, conforme 
apresentado na Tabela 03. 
 
Tabela 03 - Overflow por tipo de material 
Tipo de Material Overflow (%) 
Silte - 
Areia fina 25,0 
Areia média 15,0 
Areia grossa 10,0 
Cascalho fino 5,0 
Cascalho 2,0 
 
Para siltes, o tempo de enchimento ótimo da cisterna não considera o overflow, 
correspondendo a um enchimento da cisterna com 25 % de sólidos. 
 
A Tabela 04 apresenta as capacidades de cisterna e de transporte, as potências de 
propulsão, as velocidades médias de deslocamento (com carga e vazio) e os 
diâmetros das tubulações. 
 
Tabela 04 - Capacidade da cisterna, transporte, velocidades médias de deslocamento e 
diâmetros das tubulações 
Capacidade 
da Cisterna 
(m³) 
Capacidade de 
Transporte (t) 
Potência de 
Propulsão (kW) 
Velocidade 
Média com 
Carga (kt) 
Velocidade 
Média Vazia 
(kt) 
Diâmetro da 
Tubulação 
(mm) 
750 1.200 1.000 8,0 8,5 400 
1.000 1.600 1.200 9,5 10,0 500 
2.000 3.200 2.100 11,0 12,0 600 
3.000 4.800 3.000 12,0 12,5 700 
4.000 6.400 3.900 12,5 13,0 800 
5.000 8.000 4.800 13,0 14,0 900 
 
 
 
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12 
 Velocidades no Transporte de Material 
 
 Velocidade de ida (Vi) 
 
A velocidade inicial é de 2 nós e a distância onde ocorre a velocidade média 
máxima de transporte é de 2 milhas náuticas. A equação abaixo permite a 
determinação da velocidade de ida (Vi) em função da distância: 
 
Para X ≤ 2: 
 
Vi = (Vmc - 2) × (1 - (2 - X)2 / 4)1/2 + 2 
 
Para X > 2: 
 
Vi = Vmc 
 
onde: 
 
Vi representa a velocidade de ida (nós); 
Vmc representa a velocidade média com carga, obtida na Tabela 04; 
X representa a distância onde ocorre a velocidade Vi. 
 
 Velocidade de retorno (Vr) 
 
A velocidade inicial é zero e a distância onde ocorre a velocidade média máxima 
de transporte é de 2 milhas náuticas. 
 
A equação abaixo permite a determinação da velocidade em função da 
distância: 
 
Para X ≤ 2: 
 
Vr = Vmv × (1 - (2 - X)2 / 4)1/2 
 
Para X > 2: 
 
Vr = Vmv 
 
onde: 
 
Vr representa a velocidade de retorno (nós); 
Vmv representa a velocidade média vazia, obtida na Tabela 04; 
X representa a distância onde ocorre a velocidade Vr. 
 
 
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13 
 Produção dos Serviços 
 
A produção dos serviços de remoção de sedimentos com a utilização de dragas auto 
transportadoras tipo Hopper pode ser obtida pela aplicação da seguinte fórmula: 
 
P = 
Ve × Fc × Fe 
Tc
 
 
onde: 
 
P representa a produção do serviço (m³/h); 
Ve representa o volume efetivo da cisterna; 
Fc representa o fator de carga; 
Fe representa o fator de eficiência; 
Tc representa o tempo de ciclo. 
 
 Tempo de ciclo (Tc) 
 
Tc = Tf + Tv 
 
onde: 
 
Tc representa o tempo de ciclo (h); 
Tf representa o tempo fixo; 
Tv representa o tempo variável. 
 
 Tempo fixo (Tf) 
 
Tf = Tg + Td 
 
onde: 
 
Tf representa o tempo fixo (h); 
Tg representa o tempo de carga; 
Td representa o tempo de descarga. 
 
 Tempo de carga (Tg) 
 
Tg = 
Vs × (1 + Overflow)
Q × S
 
 
onde:Tg representa o tempo de carga (h); 
Vs representa o volume de sólidos na cisterna = Ve x Fc; 
Ve representa o volume efetivo da cisterna; 
Q representa a vazão = A x V; 
S representa o percentual de sólidos = 25%; 
A representa a área interna da tubulação; 
V representa a velocidade da mistura = 5 m/s; 
Overflow é a parcela de sólidos perdida durante o enchimento da cisterna. 
 
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14 
Observação: Para siltes não se utiliza overflow no enchimento da cisterna. 
Assim que ocorre o enchimento inicia-se o transporte. Em consequência disso, 
a fórmula para o tempo de carga nestas condições é apresentada abaixo: 
 
Tg = 
Vs
Q × S
 
 
onde: 
 
Tg representa o tempo de carga (h); 
Ve o Volume efetivo da cisterna; 
Q representa a vazão. 
 
 Tempo de descarga (Td) 
 
O SICRO adota 0,3 horas para o tempo de descarga. 
 
 Tempo variável (Tv) 
 
Tv = Ti + Tr 
 
onde: 
 
Tv representa o tempo variável (h); 
Ti representa o tempo de ida; 
Tr representa o tempo de retorno. 
 
 Tempo de ida (Ti) 
 
Ti = 
DMT
Vi
 
 
 Tempo de retorno (Tr) 
 
Tr = 
DMT
Vr
 
 
onde: 
 
Ti representa o tempo de ida (h); 
Tr representa o tempo de retorno (h); 
Vi representa a velocidade de ida; 
Vr representa a velocidade de retorno; 
DMT representa a distância média a ser percorrida até o bota fora. 
 
 
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15 
 Custo Horário das Embarcações 
 
Em conformidade à metodologia do SICRO, o cálculo do custo horário das 
embarcações é constituído pelas seguintes parcelas: 
 
Ch = Dh + Mh + Jh + Cc + Ih + Cmo 
 
onde: 
 
Ch representa o custo horário produtivo (R$/h); 
Dh representa a depreciação horária; 
Mh representa o custo de manutenção; 
Jh representa o custo de juros; 
Cc representa o custo de combustível na atividade produtiva; 
Ih representa o custo de seguros; 
Cmo representa o custo da mão de obra. 
 
 Depreciação Horária (Dh) 
 
É o valor necessário para adquirir uma embarcação nova ao final da vida útil rateado 
pelo número de horas de uso durante este período. 
 
A depreciação horária é definida pela seguinte equação: 
 
Dh =
 (Va − Vr) 
(n × HTA)
 
 
onde: 
 
Dh representa a depreciação horária (R$/h); 
Va representa o valor de aquisição de uma embarcação nova incluindo impostos de 
importação e demais impostos federais e estaduais; 
Vr representa o valor residual. Consiste no valor de revenda ao final da vida útil; 
n representa a vida útil, em anos; 
HTA representa o número de horas trabalhadas por ano, conforme abaixo: 
 
HTA = ((s − sn) × d − n) × h 
 
onde: 
 
s representa o número de semanas por ano = 52; 
sn representa o número de semanas não trabalhadas devido às condições de tempo 
e à necessidade de reparos = 8; 
d representa o número de dias trabalhados por semana = 6; 
n representa o número de dias navegando por ano = 24; 
h representa o número de horas trabalhadas por dia = 24; 
Total de horas trabalhadas por ano = ((52 - 8) × 6 - 24) × 24 = 5.760. 
 
 
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16 
A Tabela 05 apresenta a vida útil e o fator de manutenção adotado para as dragas 
Hopper e para as embarcações e apoio. 
 
Tabela 05 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação 
Embarcação Vida Útil (anos) 
Fator de 
Manutenção “k” 
Dragas Hopper 20 2,0 
Embarcação de apoio / batimetria 10 1,0 
 
 Custo de Manutenção 
 
Durante a vida útil das embarcações são considerados os seguintes custos: 
 
 Manutenções preventivas e corretivas; 
 Reparos realizados através de docagens periódicas (2 a cada 5 anos, com a 
duração média de 30 a 60 dias cada); 
 Substituição de peças e componentes. 
 
O fator de manutenção “k” deve ser adotado para cada equipamento, conforme 
valores apresentados na Tabela 05. 
 
 Oportunidade de Capital (Jh) 
 
A remuneração sobre o capital foi definida em 6% ao ano, aplicado sobre o valor médio 
do custo de aquisição da embarcação, conforme abaixo: 
 
Jh = 
 Va × (n + 1) × ( j ÷ 100) 
(2 × n × HTA)
 
 
onde: 
 
Jh representa o custo de oportunidade de capital por hora (R$/h); 
Va representa o valor de aquisição; 
j representa o percentual de juros ao ano; 
n representa a vida útil, em anos; 
HTA representa o número de horas trabalhadas por ano. 
 
 Consumo de Combustível 
 
O SICRO considera o consumo de combustível em função da potência nominal do 
equipamento. As dragas Hopper possuem uma potência instalada destinada a várias 
atividades, sendo a mais representativa a potência utilizada no transporte. 
 
O consumo de diesel calculado em função da potência utilizada na propulsão é de 
0,18 litros/kWh com o acréscimo de 10% em função dos lubrificantes. O total adotado 
para o consumo de combustíveis é de 0,2 litros/kWh. 
 
 
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17 
 Seguros e Impostos 
 
Devido ao alto custo envolvido e à baixa frequência de sinistros, os grandes frotistas 
não fazem seguro de todos seus equipamentos, a não ser em casos especiais. Eles 
arcam normalmente com os riscos, representados principalmente por avarias, já que 
os roubos de equipamentos de maior porte mostram-se raros. 
 
Para os veículos automotores, deve-se considerar o Imposto de Propriedade de 
Veículos Automotores - IPVA e o Seguro Obrigatório, necessários à regularização de 
sua utilização. O IPVA, imposto estadual relativo ao licenciamento de veículos, varia 
com a idade, segundo regras próprias para cada unidade da federação. 
 
A incidência média desses dois itens é da ordem de 2,5% sobre o investimento em 
veículos e seu valor é calculado pela aplicação da expressão apresentada a seguir: 
 
Ih = 
0,025 × Vm 
HTA
 
 
onde: 
 
Ih representa o custo horário dos seguros e impostos (R$/h); 
Vm representa o valor médio do investimento (R$); 
HTA representa o total de horas trabalhadas por ano. 
 
 Custo da Mão de Obra de Operação 
 
Compreende o custo dos salários da tripulação acrescido dos encargos sociais e 
encargos complementares, conforme abaixo: 
 
Cmo = ∑ Qi × Si × Fi
n
i=1
 
 
onde: 
 
Cmo representa o custo horário da mão de obra de operação (R$/h); 
ΣQi representa a soma das quantidades de tripulantes ou operadores de cada 
categoria profissional; 
Si representa o salário-hora específico de cada tripulante ou operador; 
Fi representa os encargos sociais incidentes sobre os salários de cada tripulante ou 
operador; 
n = número de operadores. 
 
As dragas utilizam uma embarcação de apoio para realizar o transporte de pessoal e 
apoio logístico e outra para realizar a batimetria. 
 
 
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18 
 Operação dos Equipamentos 
 
 Dragas 
 
O efetivo da tripulação da draga, por cada turno de trabalho, compreende duas 
tripulações, com revezamento a cada 30 dias, sendo uma embarcada e outra em 
descanso em terra, conforme apresentado na Tabela 06. 
 
Tabela 06 - Efetivo da tripulação da draga por cada turno de trabalho 
Tripulação 
Capacidade da Draga (m³) 
750 1.000 2.000 3.000 4.000 5.000 
Comandante de longo curso 1/3 1/3 1/3 1/3 1/3 1/3 
Imediato - - - 1,0 1,0 1,0 
Oficial de náutica 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 
Oficial de máquinas - - - 1,0 1,0 1,0 
Condutor maquinista fluvial 1,0 1,0 1,0 1,0 2,0 2,0 
Marinheiro de convés 1,0 2,0 2,0 3,0 4,0 4,0 
Draguista 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 
 
Os cozinheiros e os taifeiros fazem parte da tripulação da draga,mas seus custos 
encontram-se apropriados na parcela da alimentação dos encargos complementares. 
 
Os mecânicos, os eletricistas e os soldadores também fazem parte da tripulação da 
draga, mas seus custos encontram-se apropriados na parcela da manutenção do 
custo horário da embarcação. 
 
Durante a elaboração do projeto, caso sejam identificadas condições locais 
favoráveis, onde não se observe a necessidade de revezamento da tripulação, o 
cálculo do custo horário de operação deve ser ajustado, reduzindo-se a mão-de-obra 
pela metade, de forma a impedir a formação de sobrepreço. 
 
 Equipe de Batimetria 
 
A equipe utiliza uma embarcação de batimetria de 120 HP, sendo prevista uma 
utilização produtiva de 40% do tempo efetivo da draga. No custo da embarcação de 
batimetria, encontram-se incluídos os equipamentos de oceanografia, o marégrafo e 
o GPS diferencial. 
 
A Tabela 07 apresenta o efetivo por tripulação da embarcação de batimetria por cada 
turno de trabalho (duas tripulações). 
 
Tabela 07 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria 
Tripulação Efetivo 
Técnico de batimetria 1,0 
Piloto fluvial 1,0 
 
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19 
 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico 
 
O transporte de pessoal e apoio logístico é realizado por meio de uma embarcação 
de 175 HP, sendo prevista uma utilização produtiva de 60% do tempo efetivo da draga. 
 
A Tabela 08 apresenta o efetivo por tripulação da embarcação de transporte de 
pessoal e apoio logístico por cada turno de trabalho (duas tripulações). 
 
Tabela 08 - Efetivo da tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico 
Tripulação Efetivo 
Piloto fluvial 1,0 
 
 Canteiro de Obras e Apoio Local 
 
Em função de questões geográficas, econômicas e logísticas, as instalações dos 
canteiros para o apoio aos serviços de dragagem foram previstas em instalações 
móveis, tais como contêineres ou barco-hotel, e devem ser detalhadas na fase de 
elaboração do projeto, conforme orientações constantes do Volume 07 do Manual de 
Custos, intitulado “Canteiros de Obras”. 
 
A equipe de apoio em terra necessária aos serviços de remoção de sedimentos com 
utilização de dragas Hopper encontra-se devidamente detalhada no Volume 08 do 
Manual de Custos, intitulado “Administração Local”. 
 
Além dos custos relacionados à mão de obra e aos veículos da administração local, 
foi ainda prevista uma parcela relacionada às despesas diversas e à manutenção do 
canteiro de obras. 
 
Esta parcela pode ser detalhada em despesas com concessionárias de luz, água e 
esgoto, de telefone, com correios, com material de escritório e de expediente, com 
material de informática, com medicamentos, com inseticidas e repelentes, com água 
mineral (inexistência de água potável), com geradores, com custos portuários 
(atracação, ocupação do cais, fornecimento de energia, água, retirada de lixo, etc.) e 
com a manutenção do canteiro propriamente dita. 
 
 Critérios de Medição 
 
A medição dos serviços de remoção de sedimentos com utilização de dragas Hopper 
deve ser realizada em função dos volumes obtidos por meio de levantamentos 
batimétricos, realizados antes e depois da execução dos serviços. 
 
 
 
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21 
3. DRAGAGEM COM DRAGAS DE SUCÇÃO E RECALQUE COM 
CORTADOR (CUTTER SUCTION DREDGE)
 
 
 
 
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23 
3. DRAGAGEM COM DRAGAS DE SUCÇÃO E RECALQUE COM CORTADOR 
(CUTTER SUCTION DREDGE) 
 
 Descrição dos Serviços 
 
A remoção de sedimentos submersos em portos, rios, lagoas e canais pode ser 
realizada com equipamento dotado de um cortador, que desagrega o material no 
fundo do corpo aquático e realiza a sucção e o consequente recalque por meio de 
uma bomba de dragagem e tubulações de recalque até os locais de despejo, conforme 
apresentado na Figura 03. 
 
Figura 03 - Draga de sucção e recalque 
 
 
Para execução dos serviços, as dragas utilizam um empurrador multi-propósito com a 
finalidade de auxiliar no deslocamento, no abastecimento de óleo diesel e água, 
transporte de sobressalentes, na montagem e desmontagem da linha de recalque, na 
colocação de âncoras e no balizamento. 
 
As linhas de recalque são normalmente constituídas por tubulações de PEAD PE100 
PN8, com flanges, flutuadores em polietileno bipartidos, mangotes flangeados de 
borracha reforçada com lonas sintéticas e camada final com espessura resistente ao 
desgaste em média de 12 a 15 mm, conforme tubulação apresentada na Figura 04. 
 
Figura 04 - Tubulação em PEAD 
 
 
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24 
Em virtude de existência de correntes no local, a linha de recalque deve ser equipada 
com poitas ou âncoras, cujo peso mostra-se variável de acordo com a tubulação, a 
corrente local, entre outros fatores. A Figura 05 apresenta uma linha de recalque onde 
foi necessária a instalação de flutuantes. 
 
Figura 05 - Linha de recalque com flutuantes 
 
 
 Parâmetros Adotados 
 
 Vida Útil 
 
A utilização e a vida útil das tubulações nos serviços de dragagem de sucção e 
recalque encontram-se limitadas ao seu desgaste por abrasão, em função do tipo, da 
granulometria e do volume do material dragado. 
 
Além do desgaste das tubulações, o SICRO considera os custos relacionados à 
depreciação, à manutenção, à oportunidade de capital e ainda aos cabos e âncoras, 
resultando em uma vida útil média, conforme equações apresentadas na Tabela 09, 
onde L representa o comprimento da linha de recalque em metros. 
 
Tabela 09 - Vida útil das tubulações por material 
Material Vida Útil (m/m³) 
Silte L / 10.000.000 
Areia fina L / 5.000.000 
Areia média L / 2.500.000 
Areia grossa L / 2.000.000 
Cascalho fino L / 1.500.000 
Cascalho L / 1.000.000 
 
Importante destacar que o tipo de areia proposto no modelo foi definido como pouco 
abrasivo, ou seja, com a presença de cantos considerados rolados. 
 
A vida útil dos flutuadores é originalmente definida em 5 anos, conforme dados obtidos 
junto aos fabricantes. A utilização é de 3 flutuadores do tipo bipartido (split ring) a cada 
10 metros, em média. 
 
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25 
Considerando os custos de depreciação, o SICRO adota para o cálculo da vida útil 
dos flutuadores a fórmula apresentada abaixo: 
 
Vu = 
 L 
(
10 × P × n × HTA
3
) 
 = 
 L 
(P × 96.000) 
 
 
HTA representa 5.760 horas; 
n representa a vida útil do catálogo de fabricantes, em anos = 5; 
P representa a produção, em m³/h; 
L representa o comprimento da linha de recalque, em metros; 
Vu representa a vida útil efetiva, em un/m³. 
 
Importante destacar que no custo de cada flutuador também encontram-se incluídos 
dois bloqueadores. 
 
A utilização dos mangotes também está limitada a um desgaste por abrasão ou dano 
operacional, em função do tipo e do volume do material dragado e do comprimento da 
linha de recalque. Adota-se normalmente um mangote a cada 30 metros. 
 
A Tabela 10 apresenta as equações utilizadas para definição do valor de referência a 
ser adotado no cálculo da vida útil dos mangotes. 
 
Tabela 10 - Valor de referência para o cálculo da vida útil do mangote 
Material 
Valor Referencial do 
Mangote (un/m3) 
Areia fina L / 2.000.000 
Areia média L / 1.800.000 
Areia grossa L / 1.600.000 
Cascalho fino L / 1.400.000 
Cascalho L / 1.200.000 
 
A vida útil do mangote é definida emcerca de 60 % do valor de referência indicado na 
Tabela 10, conforme apresentado na equação abaixo: 
 
Vm = 
 0,6 × Vr 
30 
 
 
onde: 
 
Vm representa a vida útil dos mangotes em un/m³; 
Vr representa o valor referencial do mangote, em conformidade com a Tabela 10; 
 
Os materiais a serem dragados são areias e cascalhos não abrasivos (material 
considerado sem cantos vivos). 
 
A profundidade da dragagem de sucção e recalque considerada é de até 10 m. 
 
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26 
 Granulometria 
 
A Tabela 11 apresenta a granulometria e a densidade média dos sólidos consideradas 
na elaboração das composições de custos de dragagem de sucção e recalque. 
 
Tabela 11- Granulometria e densidade média dos sólidos 
Material Granulometria 
Densidade Média 
 In situ 
Areia fina 100 μm 1.900 
Areia média 235 μm 1.950 
Areia grossa 440 μm 2.000 
Cascalho fino 1.300 μm 2.100 
Cascalho 7.000 μm 2.200 
 
 Equipamentos de Referência ou Equivalente 
 
O SICRO apresenta composições de custos para os serviços de dragagem de sucção 
e recalque prevendo a utilização dos seguintes equipamentos: 
 
 IHC Beaver 300 C - Cutter Suction Dredger; 
 IHC Beaver 40 - Cutter Suction Dredger; 
 IHC Beaver 45 - Cutter Suction Dredger; 
 IHC Beaver 50 - Cutter Suction Dredger. 
 
 Vazão 
 
A Tabela 12 apresenta as vazões de sólidos in situ por bombeamento efetivo para as 
bombas das dragas de referência, considerando a altura de elevação da linha de 
recalque de 4 metros e sem restrições na sucção. 
 
Tabela 12 - Vazão e distância de recalque por tipo de material 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 300 Areia fina Até 500 180 
Beaver 300 Areia fina 501 a 700 160 
Beaver 300 Areia fina 701 a 900 148 
Beaver 300 Areia fina 901 a 1.100 137 
Beaver 300 Areia fina 1.101 a 1.300 129 
Beaver 300 Areia fina 1.301 a 1.500 122 
Beaver 300 Areia fina 1.501 a 1.700 115 
 
 
 
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Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
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Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (2/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 300 Areia fina 1.701 a 1.900 108 
Beaver 300 Areia fina 1.901 a 2.100 101 
Beaver 300 Areia fina 2.101 a 2.300 94 
Beaver 300 Areia fina 2.301 a 2.500 87 
Beaver 300 Areia fina 2.501 a 2.700 80 
Beaver 300 Areia fina 2.701 a 2.900 73 
Beaver 300 Areia fina 2.901 a 3.100 61 
Beaver 300 Areia fina 3.101 a 3.300 51 
Beaver 300 Areia fina 3.301 a 3.500 45 
Beaver 300 Areia fina 3.501 a 3.700 39 
Beaver 300 Areia fina 3.701 a 3.900 33 
Beaver 300 Areia fina 3.901 a 4.100 30 
Beaver 300 Areia média Até 500 175 
Beaver 300 Areia média 501 a 700 156 
Beaver 300 Areia média 701 a 900 140 
Beaver 300 Areia média 901 a 1.100 130 
Beaver 300 Areia média 1.101 a 1.300 120 
Beaver 300 Areia média 1.301 a 1.500 108 
Beaver 300 Areia média 1.501 a 1.700 87 
Beaver 300 Areia média 1.701 a 1.900 72 
Beaver 300 Areia média 1.901 a 2.100 60 
Beaver 300 Areia média 2.101 a 2.300 48 
Beaver 300 Areia média 2.301 a 2.500 39 
Beaver 300 Areia média 2.501 a 2.700 33 
Beaver 300 Areia média 2.701 a 2.900 28 
Beaver 300 Areia média 2.901 a 3.100 24 
Beaver 300 Areia média 3.101 a 3.300 21 
Beaver 300 Areia média 3.301 a 3.500 19 
Beaver 300 Areia grossa Até 500 171 
Beaver 300 Areia grossa 501 a 700 146 
 
 
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28 
Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (3/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 300 Areia grossa 701 a 900 131 
Beaver 300 Areia grossa 901 a 1.100 120 
Beaver 300 Areia grossa 1.101 a 1.300 93 
Beaver 300 Areia grossa 1.301 a 1.500 70 
Beaver 300 Areia grossa 1.501 a 1.700 51 
Beaver 300 Areia grossa 1.701 a 1.900 40 
Beaver 300 Areia grossa 1.901 a 2.100 30 
Beaver 300 Areia grossa 2.101 a 2.300 25 
Beaver 300 Areia grossa 2.301 a 2.500 22 
Beaver 300 Cascalho fino Até 500 160 
Beaver 300 Cascalho fino 501 a 700 130 
Beaver 300 Cascalho fino 701 a 900 105 
Beaver 300 Cascalho fino 901 a 1.100 70 
Beaver 300 Cascalho fino 1.101 a 1.300 47 
Beaver 300 Cascalho fino 1.301 a 1.500 32 
Beaver 300 Cascalho fino 1.501 a 1.700 24 
Beaver 300 Cascalho Até 500 142 
Beaver 300 Cascalho 501 a 700 100 
Beaver 300 Cascalho 701 a 900 67 
Beaver 300 Cascalho 901 a 1.100 44 
Beaver 300 Cascalho 1.101 a 1.300 31 
Beaver 300 Cascalho 1.301 a 1.500 23 
Beaver 40 Areia fina Até 500 475 
Beaver 40 Areia fina 501 a 700 467 
Beaver 40 Areia fina 701 a 900 458 
Beaver 40 Areia fina 901 a 1.100 447 
Beaver 40 Areia fina 1.101 a 1.300 423 
Beaver 40 Areia fina 1.301 a 1.500 405 
Beaver 40 Areia fina 1.501 a 1.700 388 
Beaver 40 Areia fina 1.701 a 1.900 372 
 
 
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29 
Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (4/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 40 Areia fina 1.901 a 2.100 358 
Beaver 40 Areia fina 2.101 a 2.300 344 
Beaver 40 Areia fina 2.301 a 2.500 331 
Beaver 40 Areia fina 2.501 a 2.700 318 
Beaver 40 Areia fina 2.701 a 2.900 307 
Beaver 40 Areia fina 2.901 a 3.100 296 
Beaver 40 Areia fina 3.101 a 3.300 285 
Beaver 40 Areia fina 3.301 a 3.500 275 
Beaver 40 Areia fina 3.501 a 3.700 265 
Beaver 40 Areia fina 3.701 a 3.900 255 
Beaver 40 Areia fina 3.901 a 4.100 245 
Beaver 40 Areia fina 4.101 a 4.300 236 
Beaver 40 Areia fina 4.301 a 4.500 227 
Beaver 40 Areia fina 4.501 a 4.700 218 
Beaver 40 Areia fina 4.701 a 4.900 209 
Beaver 40 Areia fina 4.901 a 5.100 200 
Beaver 40 Areia fina 5.101 a 5.300 190 
Beaver 40 Areia fina 5.301 a 5.500 180 
Beaver 40 Areia fina 5.501 a 5.700 170 
Beaver 40 Areia fina 5.701 a 5.900 160 
Beaver 40 Areia fina 5.901 a 6.100 150 
Beaver 40 Areia fina 6.101 a 6.300 140 
Beaver 40 Areia fina 6.301 a 6.500 130 
Beaver 40 Areia fina 6.501 a 6.700 120 
Beaver 40 Areia fina 6.701 a 6.900 111 
Beaver 40 Areia fina 6.901 a 7.100 104 
Beaver 40 Areia fina 7.101 a 7.300 98 
Beaver 40 Areia fina 7.301 a 7.500 92 
Beaver 40 Areia fina 7.501 a 7.700 86 
Beaver 40 Areia fina 7.701 a 7.900 82 
 
 
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Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
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Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (5/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 40 Areia média Até 500 452 
Beaver 40 Areia média 501 a 700 445 
Beaver 40 Areia média 701 a 900 437 
Beaver 40 Areia média 901 a 1.100 427 
Beaver 40 Areia média 1.101 a 1.300 407 
Beaver 40 Areia média 1.301 a 1.500 380 
Beaver 40 Areia média 1.501 a 1.700 364 
Beaver 40 Areia média 1.701 a 1.900 347 
Beaver 40 Areia média 1.901 a 2.100 329 
Beaver 40 Areia média 2.101 a 2.300 310 
Beaver 40 Areia média 2.301 a 2.500 291 
Beaver 40 Areia média 2.501 a 2.700 272 
Beaver 40 Areia média 2.701 a 2.900 255 
Beaver 40 Areia média 2.901 a 3.100 240 
Beaver 40 Areia média 3.101 a 3.300 192 
Beaver 40 Areia média 3.301 a 3.500 162 
Beaver 40 Areia média 3.501 a 3.700 135 
Beaver 40 Areia média 3.701 a 3.900 115 
Beaver 40 Areia média 3.901 a 4.100 98 
Beaver 40 Areia média 4.101 a 4.300 82 
Beaver 40 Areia média 4.301 a 4.500 70 
Beaver 40 Areia média 4.501 a 4.700 60 
Beaver 40 Areiamédia 4.701 a 4.900 55 
Beaver 40 Areia média 4.901 a 5.100 50 
Beaver 40 Areia grossa Até 500 430 
Beaver 40 Areia grossa 501 a 700 420 
Beaver 40 Areia grossa 701 a 900 410 
Beaver 40 Areia grossa 901 a 1.100 400 
Beaver 40 Areia grossa 1.101 a 1.300 380 
Beaver 40 Areia grossa 1.301 a 1.500 355 
 
 
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Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (6/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 40 Areia grossa 1.501 a 1.700 328 
Beaver 40 Areia grossa 1.701 a 1.900 299 
Beaver 40 Areia grossa 1.901 a 2.100 270 
Beaver 40 Areia grossa 2.101 a 2.300 230 
Beaver 40 Areia grossa 2.301 a 2.500 178 
Beaver 40 Areia grossa 2.501 a 2.700 140 
Beaver 40 Areia grossa 2.701 a 2.900 110 
Beaver 40 Areia grossa 2.901 a 3.100 90 
Beaver 40 Areia grossa 3.101 a 3.300 72 
Beaver 40 Areia grossa 3.301 a 3.500 60 
Beaver 40 Areia grossa 3.501 a 3.700 55 
Beaver 40 Cascalho fino Até 500 382 
Beaver 40 Cascalho fino 501 a 700 372 
Beaver 40 Cascalho fino 701 a 900 360 
Beaver 40 Cascalho fino 901 a 1.100 325 
Beaver 40 Cascalho fino 1.101 a 1.300 245 
Beaver 40 Cascalho fino 1.301 a 1.500 180 
Beaver 40 Cascalho fino 1.501 a 1.700 137 
Beaver 40 Cascalho fino 1.701 a 1.900 105 
Beaver 40 Cascalho fino 1.901 a 2.100 80 
Beaver 40 Cascalho fino 2.101 a 2.300 65 
Beaver 40 Cascalho fino 2.301 a 2.500 57 
Beaver 40 Cascalho Até 500 278 
Beaver 40 Cascalho 501 a 700 200 
Beaver 40 Cascalho 701 a 900 120 
Beaver 40 Cascalho 901 a 1.100 80 
Beaver 40 Cascalho 1.101 a 1.300 57 
Beaver 40 Cascalho 1.301 a 1.500 47 
Beaver 45 Areia fina Até 500 853 
Beaver 45 Areia fina 501 a 700 787 
 
 
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32 
Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (7/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 45 Areia fina 701 a 900 740 
Beaver 45 Areia fina 901 a 1.100 708 
Beaver 45 Areia fina 1.101 a 1.300 678 
Beaver 45 Areia fina 1.301 a 1.500 650 
Beaver 45 Areia fina 1.501 a 1.700 628 
Beaver 45 Areia fina 1.701 a 1.900 608 
Beaver 45 Areia fina 1.901 a 2.100 592 
Beaver 45 Areia fina 2.101 a 2.300 576 
Beaver 45 Areia fina 2.301 a 2.500 560 
Beaver 45 Areia fina 2.501 a 2.700 544 
Beaver 45 Areia fina 2.701 a 2.900 533 
Beaver 45 Areia fina 2.901 a 3.100 522 
Beaver 45 Areia fina 3.101 a 3.300 511 
Beaver 45 Areia fina 3.301 a 3.500 500 
Beaver 45 Areia fina 3.501 a 3.700 485 
Beaver 45 Areia fina 3.701 a 3.900 470 
Beaver 45 Areia fina 3.901 a 4.100 455 
Beaver 45 Areia fina 4.101 a 4.300 440 
Beaver 45 Areia fina 4.301 a 4.500 425 
Beaver 45 Areia fina 4.501 a 4.700 410 
Beaver 45 Areia fina 4.701 a 4.900 395 
Beaver 45 Areia fina 4.901 a 5.100 380 
Beaver 45 Areia fina 5.101 a 5.300 365 
Beaver 45 Areia fina 5.301 a 5.500 350 
Beaver 45 Areia fina 5.501 a 5.700 335 
Beaver 45 Areia fina 5.701 a 5.900 317 
Beaver 45 Areia fina 5.901 a 6.100 299 
Beaver 45 Areia fina 6.101 a 6.300 279 
Beaver 45 Areia fina 6.301 a 6.500 260 
Beaver 45 Areia fina 6.501 a 6.700 241 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
33 
Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (8/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 45 Areia fina 6.701 a 6.900 227 
Beaver 45 Areia fina 6.901 a 7.100 213 
Beaver 45 Areia fina 7.101 a 7.300 199 
Beaver 45 Areia fina 7.301 a 7.500 188 
Beaver 45 Areia fina 7.501 a 7.700 177 
Beaver 45 Areia fina 7.701 a 7.900 166 
Beaver 45 Areia fina 7.901 a 8.100 157 
Beaver 45 Areia fina 8.101 a 8.300 148 
Beaver 45 Areia fina 8.301 a 8.500 139 
Beaver 45 Areia fina 8.501 a 8.700 132 
Beaver 45 Areia fina 8.701 a 8.900 125 
Beaver 45 Areia fina 8.901 a 9.100 118 
Beaver 45 Areia fina 9.101 a 9.300 111 
Beaver 45 Areia fina 9.301 a 9.500 104 
Beaver 45 Areia fina 9.501 a 9.700 100 
Beaver 45 Areia fina 9.701 a 9.900 96 
Beaver 45 Areia fina 9.901 a 10.100 92 
Beaver 45 Areia média Até 500 820 
Beaver 45 Areia média 501 a 700 750 
Beaver 45 Areia média 701 a 900 702 
Beaver 45 Areia média 901 a 1.100 660 
Beaver 45 Areia média 1.101 a 1.300 630 
Beaver 45 Areia média 1.301 a 1.500 605 
Beaver 45 Areia média 1.501 a 1.700 580 
Beaver 45 Areia média 1.701 a 1.900 560 
Beaver 45 Areia média 1.901 a 2.100 540 
Beaver 45 Areia média 2.101 a 2.300 520 
Beaver 45 Areia média 2.301 a 2.500 500 
Beaver 45 Areia média 2.501 a 2.700 485 
Beaver 45 Areia média 2.701 a 2.900 470 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
34 
Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (9/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 45 Areia média 2.901 a 3.100 455 
Beaver 45 Areia média 3.101 a 3.300 432 
Beaver 45 Areia média 3.301 a 3.500 392 
Beaver 45 Areia média 3.501 a 3.700 330 
Beaver 45 Areia média 3.701 a 3.900 278 
Beaver 45 Areia média 3.901 a 4.100 238 
Beaver 45 Areia média 4.101 a 4.300 203 
Beaver 45 Areia média 4.301 a 4.500 178 
Beaver 45 Areia média 4.501 a 4.700 153 
Beaver 45 Areia média 4.701 a 4.900 134 
Beaver 45 Areia média 4.901 a 5.100 118 
Beaver 45 Areia média 5.101 a 5.300 102 
Beaver 45 Areia média 5.301 a 5.500 91 
Beaver 45 Areia média 5.501 a 5.700 80 
Beaver 45 Areia média 5.701 a 5.900 74 
Beaver 45 Areia média 5.901 a 6.100 70 
Beaver 45 Areia grossa Até 500 780 
Beaver 45 Areia grossa 501 a 700 705 
Beaver 45 Areia grossa 701 a 900 655 
Beaver 45 Areia grossa 901 a 1.100 612 
Beaver 45 Areia grossa 1.101 a 1.300 577 
Beaver 45 Areia grossa 1.301 a 1.500 542 
Beaver 45 Areia grossa 1.501 a 1.700 512 
Beaver 45 Areia grossa 1.701 a 1.900 484 
Beaver 45 Areia grossa 1.901 a 2.100 458 
Beaver 45 Areia grossa 2.101 a 2.300 422 
Beaver 45 Areia grossa 2.301 a 2.500 381 
Beaver 45 Areia grossa 2.501 a 2.700 337 
Beaver 45 Areia grossa 2.701 a 2.900 268 
Beaver 45 Areia grossa 2.901 a 3.100 220 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
35 
Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (10/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 45 Areia grossa 3.101 a 3.300 180 
Beaver 45 Areia grossa 3.301 a 3.500 150 
Beaver 45 Areia grossa 3.501 a 3.700 125 
Beaver 45 Areia grossa 3.701 a 3.900 105 
Beaver 45 Areia grossa 3.901 a 4.100 92 
Beaver 45 Areia grossa 4.101 a 4.300 79 
Beaver 45 Areia grossa 4.301 a 4.500 76 
Beaver 45 Cascalho fino Até 500 687 
Beaver 45 Cascalho fino 501 a 700 588 
Beaver 45 Cascalho fino 701 a 900 510 
Beaver 45 Cascalho fino 901 a 1.100 435 
Beaver 45 Cascalho fino 1.101 a 1.300 368 
Beaver 45 Cascalho fino 1.301 a 1.500 318 
Beaver 45 Cascalho fino 1.501 a 1.700 275 
Beaver 45 Cascalho fino 1.701 a 1.900 232 
Beaver 45 Cascalho fino 1.901 a 2.100 182 
Beaver 45 Cascalho fino 2.101 a 2.300 146 
Beaver 45 Cascalho fino 2.301 a 2.500 120 
Beaver 45 Cascalho fino 2.501 a 2.700 100 
Beaver 45 Cascalho fino 2.701 a 2.900 83 
Beaver 45 Cascalho fino 2.901 a 3.100 78 
Beaver 45 Cascalho Até 500 380 
Beaver 45 Cascalho 501 a 700 252 
Beaver 45 Cascalho 701 a 900 198 
Beaver 45 Cascalho 901 a 1.100 157 
Beaver 45 Cascalho 1.101 a 1.300 117 
Beaver 45 Cascalho 1.301 a 1.500 90 
Beaver45 Cascalho 1.501 a 1.700 70 
Beaver 45 Cascalho 1.701 a 1.900 65 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
36 
Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (11/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 50 Areia fina Até 500 1.100 
Beaver 50 Areia fina 501 a 700 1.090 
Beaver 50 Areia fina 701 a 900 1.070 
Beaver 50 Areia fina 901 a 1.100 1.050 
Beaver 50 Areia fina 1.101 a 1.300 1.030 
Beaver 50 Areia fina 1.301 a 1.500 1.010 
Beaver 50 Areia fina 1.501 a 1.700 990 
Beaver 50 Areia fina 1.701 a 1.900 963 
Beaver 50 Areia fina 1.901 a 2.100 936 
Beaver 50 Areia fina 2.101 a 2.300 910 
Beaver 50 Areia fina 2.301 a 2.500 888 
Beaver 50 Areia fina 2.501 a 2.700 866 
Beaver 50 Areia fina 2.701 a 2.900 841 
Beaver 50 Areia fina 2.901 a 3.100 816 
Beaver 50 Areia fina 3.101 a 3.300 791 
Beaver 50 Areia fina 3.301 a 3.500 766 
Beaver 50 Areia fina 3.501 a 3.700 741 
Beaver 50 Areia fina 3.701 a 3.900 722 
Beaver 50 Areia fina 3.901 a 4.100 703 
Beaver 50 Areia fina 4.101 a 4.300 684 
Beaver 50 Areia fina 4.301 a 4.500 665 
Beaver 50 Areia fina 4.501 a 4.700 648 
Beaver 50 Areia fina 4.701 a 4.900 631 
Beaver 50 Areia fina 4.901 a 5.100 615 
Beaver 50 Areia fina 5.101 a 5.300 599 
Beaver 50 Areia fina 5.301 a 5.500 583 
Beaver 50 Areia fina 5.501 a 5.700 568 
Beaver 50 Areia fina 5.701 a 5.900 554 
Beaver 50 Areia fina 5.901 a 6.100 540 
Beaver 50 Areia fina 6.101 a 6.300 526 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
37 
Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (12/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 50 Areia fina 6.301 a 6.500 512 
Beaver 50 Areia fina 6.501 a 6.700 498 
Beaver 50 Areia fina 6.701 a 6.900 484 
Beaver 50 Areia fina 6.901 a 7.100 470 
Beaver 50 Areia fina 7.101 a 7.300 455 
Beaver 50 Areia fina 7.301 a 7.500 440 
Beaver 50 Areia fina 7.501 a 7.700 425 
Beaver 50 Areia fina 7.701 a 7.900 410 
Beaver 50 Areia fina 7.901 a 8.100 390 
Beaver 50 Areia fina 8.101 a 8.300 370 
Beaver 50 Areia fina 8.301 a 8.500 350 
Beaver 50 Areia fina 8.501 a 8.700 333 
Beaver 50 Areia fina 8.701 a 8.900 316 
Beaver 50 Areia fina 8.901 a 9100 300 
Beaver 50 Areia fina 9.101 a 9300 285 
Beaver 50 Areia fina 9.301 a 9.500 270 
Beaver 50 Areia fina 9.501 a 9.700 258 
Beaver 50 Areia fina 9.701 a 9.900 247 
Beaver 50 Areia fina 9.901 a 10.100 237 
Beaver 50 Areia fina 10.101 a 10300 225 
Beaver 50 Areia fina 10.301 a 10.500 217 
Beaver 50 Areia fina 10.501 a 10.700 207 
Beaver 50 Areia fina 10.701 a 10.900 195 
Beaver 50 Areia fina 10.901 a 11.100 183 
Beaver 50 Areia fina 11.101 a 11.300 178 
Beaver 50 Areia fina 11.301 a 11.500 173 
Beaver 50 Areia fina 11.501 a 11.700 168 
Beaver 50 Areia fina 11.701 a 11.900 163 
Beaver 50 Areia fina 11.901 a 12.100 158 
Beaver 50 Areia média Até 500 1.045 
Beaver 50 Areia média 501 a 700 1.025 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
38 
Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (13/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 50 Areia média 701 a 900 1.006 
Beaver 50 Areia média 901 a 1.100 987 
Beaver 50 Areia média 1.101 a 1.300 968 
Beaver 50 Areia média 1.301 a 1.500 948 
Beaver 50 Areia média 1.501 a 1.700 928 
Beaver 50 Areia média 1.701 a 1.900 908 
Beaver 50 Areia média 1.901 a 2.100 885 
Beaver 50 Areia média 2.101 a 2.300 862 
Beaver 50 Areia média 2.301 a 2.500 839 
Beaver 50 Areia média 2.501 a 2.700 815 
Beaver 50 Areia média 2.701 a 2.900 778 
Beaver 50 Areia média 2.901 a 3.100 749 
Beaver 50 Areia média 3.101 a 3.300 720 
Beaver 50 Areia média 3.301 a 3.500 690 
Beaver 50 Areia média 3.501 a 3.700 663 
Beaver 50 Areia média 3.701 a 3.900 636 
Beaver 50 Areia média 3.901 a 4.100 609 
Beaver 50 Areia média 4.101 a 4.300 582 
Beaver 50 Areia média 4.301 a 4.500 555 
Beaver 50 Areia média 4.501 a 4.700 515 
Beaver 50 Areia média 4.701 a 4.900 450 
Beaver 50 Areia média 4.901 a 5.100 394 
Beaver 50 Areia média 5.101 a 5.300 345 
Beaver 50 Areia média 5.301 a 5.500 302 
Beaver 50 Areia média 5.501 a 5.700 272 
Beaver 50 Areia média 5.701 a 5.900 245 
Beaver 50 Areia média 5.901 a 6.100 219 
Beaver 50 Areia média 6.101 a 6.300 195 
Beaver 50 Areia média 6.301 a 6.500 175 
Beaver 50 Areia média 6.501 a 6.700 160 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
39 
Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (14/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 50 Areia média 6.701 a 6.900 145 
Beaver 50 Areia média 6.901 a 7.100 133 
Beaver 50 Areia média 7.101 a 7.300 121 
Beaver 50 Areia média 7.301 a 7.500 110 
Beaver 50 Areia média 7.501 a 7.700 100 
Beaver 50 Areia média 7.701 a 7.900 93 
Beaver 50 Areia grossa Até 500 965 
Beaver 50 Areia grossa 501 a 700 945 
Beaver 50 Areia grossa 701 a 900 925 
Beaver 50 Areia grossa 901 a 1.100 904 
Beaver 50 Areia grossa 1.101 a 1.300 882 
Beaver 50 Areia grossa 1.301 a 1.500 860 
Beaver 50 Areia grossa 1.501 a 1.700 840 
Beaver 50 Areia grossa 1.701 a 1.900 823 
Beaver 50 Areia grossa 1.901 a 2.100 806 
Beaver 50 Areia grossa 2.101 a 2.300 782 
Beaver 50 Areia grossa 2.301 a 2.500 758 
Beaver 50 Areia grossa 2.501 a 2.700 716 
Beaver 50 Areia grossa 2.701 a 2.900 674 
Beaver 50 Areia grossa 2.901 a 3.100 632 
Beaver 50 Areia grossa 3.101 a 3.300 587 
Beaver 50 Areia grossa 3.301 a 3.500 500 
Beaver 50 Areia grossa 3.501 a 3.700 417 
Beaver 50 Areia grossa 3.701 a 3.900 357 
Beaver 50 Areia grossa 3.901 a 4.100 302 
Beaver 50 Areia grossa 4.101 a 4.300 260 
Beaver 50 Areia grossa 4.301 a 4.500 225 
Beaver 50 Areia grossa 4.501 a 4.700 194 
Beaver 50 Areia grossa 4.701 a 4.900 173 
Beaver 50 Areia grossa 4.901 a 5.100 150 
Beaver 50 Areia grossa 5.101 a 5.300 135 
 
 
 
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Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
40 
Tabela 12- Vazão e distância de recalque por tipo de material (15/15) 
Draga Tipo de Material 
Distância de 
Recalque (m) 
Vazão 
(m³/h) 
Beaver 50 Areia grossa 5.301 a 5.500 120 
Beaver 50 Areia grossa 5.501 a 5.700 105 
Beaver 50 Areia grossa 5.701 a 5.900 100 
Beaver 50 Cascalho fino Até 500 815 
Beaver 50 Cascalho fino 501 a 700 775 
Beaver 50 Cascalho fino 701 a 900 735 
Beaver 50 Cascalho fino 901 a 1.100 705 
Beaver 50 Cascalho fino 1.101 a 1.300 675 
Beaver 50 Cascalho fino 1.301 a 1.500 648 
Beaver 50 Cascalho fino 1.501 a 1.700 619 
Beaver 50 Cascalho fino 1.701 a 1.900 579 
Beaver 50 Cascalho fino 1.901 a 2.100 499 
Beaver 50 Cascalho fino 2.101 a 2.300 403 
Beaver 50 Cascalho fino 2.301 a 2.500 333 
Beaver 50 Cascalho fino 2.501 a 2.700 278 
Beaver 50 Cascalho fino 2.701 a 2.900 232 
Beaver 50 Cascalho fino 2.901 a 3.100 196 
Beaver 50 Cascalho fino 3.101 a 3.300 168 
Beaver 50 Cascalho fino 3.301 a 3.500 142 
Beaver 50 Cascalho fino 3.501 a 3.700 125 
Beaver 50 Cascalho fino 3.701 a 3.900 108 
Beaver 50 Cascalho fino 3.901 a 4.100 100 
Beaver 50 Cascalho Até 500 590 
Beaver 50 Cascalho 501 a 700 533 
Beaver 50 Cascalho 701 a 900 475 
Beaver 50 Cascalho 901 a 1.100 390 
Beaver 50 Cascalho 1.101 a 1.300 250 
Beaver 50 Cascalho 1.301 a 1.500 195 
Beaver 50 Cascalho 1.501 a 1.700 155 
Beaver50 Cascalho 1.701 a 1.900 125 
Beaver 50 Cascalho 1.901 a 2.100 103 
Beaver 50 Cascalho 2.101 a 2.300 88 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
41 
Importante destacar que as vazões apresentadas na Tabela 12 foram calculadas 
dentro dos limites da capacidade de desempenho das dragas, sem restrições na 
sucção devido à dureza do material e às potências dos cortadores das dragas. 
 
 Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque 
 
O fator de eficiência de um equipamento consiste na relação entre o tempo de 
produção efetiva e o tempo de produção nominal, ou seja, para cada hora do seu 
tempo total de trabalho deve ser estimada uma fração em minutos efetivos de trabalho. 
 
No caso dos serviços de dragagem com sucção e recalque, devem ser levados em 
consideração os tempos gastos com abastecimento, deslocamentos intra-passos, 
fundeio, remanejamento das tubulações de recalque, desobstrução do desagregador, 
trocas de turnos de pessoal, entre outros fatores. 
 
Dessa forma, o fator de eficiência nos serviços de dragagem pode ser definido em 
função das seguintes parcelas: 
 
Fator de eficiência → Fe = Fe1 x Fe2 x Fe3 
 
onde: 
 
Fe1 está relacionado ao tipo de dragagem: 
Se de sucção e recalque → Fe1 = 0,60; 
 
Fe2 está relacionado à presença de ondas ou correntezas maiores que 1,5 m/s: 
Se Sim → Fe2 = 0,85; 
Se Não → Fe2 = 1; 
 
Fe3 está relacionado ao tráfego contínuo de outras embarcações: 
Se Sim → Fe3 = 0,85; 
Se Não → Fe3 = 1. 
 
 Fator de Conversão nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque 
 
O fator de conversão é usualmente definido como a relação entre o volume do material 
para o qual está sendo calculado o custo unitário e o volume do mesmo material que 
está sendo manuseado. 
 
Para o caso da dragagem por sucção e recalque, o volume de material retirado no 
corte é transportado por um meio fluido (água) e o fator de conversão é obtido pela 
concentração percentual de sólidos na mistura recalcada. 
 
Os ábacos fornecidos pelos fabricantes mostram que esta concentração de sólidos 
pode variar entre 20% (IHC 45) e 25% (IHC 50) da vazão nominal conforme o tipo de 
draga. Entretanto, não é necessário ponderar este fator no cálculo da produção do 
equipamento, uma vez que as curvas de vazões fornecidas pelos fabricantes já têm a 
concentração de sólidos efetivamente bombeados por m³ (Tabela 12). 
 
 
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Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
42 
 Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Sucção e Recalque 
 
O fator de carga consiste na relação entre a capacidade efetiva do equipamento e sua 
capacidade nominal. Para o caso da dragagem por sucção e recalque, o fator de carga 
consiste na relação entre a vazão efetiva e a vazão nominal da bomba de sucção. 
 
As vazões nominais (volume sólido + líquido) das bombas de sucção indicam a 
capacidade de bombeamento e são baseadas na máxima potência disponível no eixo 
da bomba e no cortador, com o material fluindo livremente. 
 
As vazões efetivas (volume de sólido na mistura) são normalmente fornecidas pelos 
fabricantes em ábacos. Cada ábaco possui curvas de produtividade que variam em 
função do material a ser dragado. 
 
Definido o tipo de material, a produtividade efetiva pode ser obtida diretamente na 
curva usando-se como parâmetro o comprimento da tubulação de recalque. Dessa 
forma, não se mostra necessário a aplicação do fator de carga, uma vez que o valor 
obtido no gráfico já considera este fator. 
 
A seguir, são apresentados exemplos de aplicação do cálculo da vazão nominal das 
dragas obtido em função dos ábacos fornecidos pelos fabricantes dos equipamentos. 
 
 Exemplo 01 
 
Dados: Equipamento: Draga IHC Beaver 45 (Figura 06); 
Concentração de sólidos in situ: 25%; 
Material: Areia grossa (curva “C” do ábaco); 
Tubulação de recalque: 1.900 a 2.100 m. 
 
Figura 06 - Vazão de recalque para a draga IHC Beaver 45 
 
 
Da análise do ábaco, obtém-se uma vazão de recalque de 458 m³/h. 
 
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43 
 Exemplo 02 
 
Dados: Equipamento: Draga IHC Beaver 50 (Figura 07); 
Concentração de sólidos in situ: 25%; 
Material: Areia média (curva “B” do ábaco); 
Tubulação de recalque: 2.900 a 3.100 m. 
 
Figura 07 - Vazão de recalque para a draga IHC Beaver 50 
 
 
Da análise do ábaco, obtém-se uma vazão de recalque de 749 m³/h. 
 
 Potência 
 
A Tabela 13 apresenta a potência instalada, o diâmetro das tubulações de recalque, 
a potência da bomba e a potência no cortador dos diferentes equipamentos utilizados 
nos serviços de dragagem de sucção e recalque. 
 
Tabela 13 - Potência instalada, diâmetro de recalque e potência de bombas 
Draga 
Potência 
Instalada (HP) 
Diâmetro da Tubulação 
de Recalque (cm) 
Potência da 
Bomba (kW) 
Potência no 
Cortador (kW) 
Beaver 300 300 25 177 30 
Beaver 40 600 40 447 52 
Beaver 45 1.000 45 746 110 
Beaver 50 1.800 50 1.350 170 
 
 
 
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44 
 Cálculo do Custo Horário da Embarcação (Ch) 
 
Em conformidade à metodologia do SICRO, o cálculo do custo horário das 
embarcações é constituído pelas seguintes parcelas: 
 
Ch = Dh + Mh + Jh + Cc + Ih + Cmo 
 
onde: 
 
Ch representa o custo horário produtivo (R$/h); 
Dh representa a depreciação horária; 
Mh representa o custo de manutenção; 
Jh representa o custo de juros; 
Cc representa o custo de combustível na atividade produtiva; 
Ih representa o custo de seguros; 
Cmo representa o custo da mão de obra. 
 
 Depreciação Horária (Dh) 
 
É o valor necessário para adquirir uma embarcação nova ao final da vida útil rateado 
pelo número de horas de uso durante este período. É definida pela seguinte equação: 
 
Dh = 
 (Va − Vr) 
(n × HTA)
 
 
onde: 
 
Dh representa a depreciação horária (R$/h); 
Va representa o valor de aquisição de uma embarcação nova incluindo impostos de 
importação e demais impostos federais e estaduais; 
Vr representa o valor residual. Consiste no valor de revenda ao final da vida útil; 
n representa a vida útil, em anos; 
HTA representa o número de horas trabalhadas por ano, conforme a seguir: 
 
HTA = ((s − sn) × d − n) × h 
 
onde: 
 
s representa o número de semanas por ano = 52; 
sn representa o número de semanas não trabalhadas devido às condições de tempo 
e à necessidade de reparos = 8; 
d representa o número de dias trabalhados por semana = 6; 
n representa o número de dias navegando por ano = 24; 
h representa o número de horas trabalhadas por dia = 24. 
Total de horas trabalhadas por ano = ((52 - 8) × 6 - 24) × 24 = 5.760. 
 
 
 
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45 
A Tabela 14 apresenta a vida útil e o fator de manutenção adotado para as 
embarcações utilizadas nos serviços de dragagem de sucção e recalque. 
 
Tabela 14 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação 
Embarcação Vida Útil (anos) 
Fator de 
Manutenção “k” 
Draga de sucção e recalque 20 2,0 
Empurrador multi-propósito 12 2,0 
Barco-hotel 12 2,0 
Flutuante / Balsa 20 1,5 
Embarcação de apoio / batimetria 10 1,0 
 
 Custo de Manutenção 
 
Durante a vida útil das embarcações são considerados os seguintes custos: 
 
 Manutenções preventivas e corretivas; 
 Reparos realizados através de docagens periódicas (2 a cada 5 anos, com a 
duração média de 30 a 60 dias cada); 
 Substituição de peças e componentes. 
 
O fator de manutenção “k” deve ser adotado para cada equipamento, conformevalores apresentados na Tabela 14. 
 
 Oportunidade de Capital (Jh) 
 
A remuneração sobre o capital foi definida em 6% ao ano, aplicado sobre o valor médio 
do custo de aquisição da embarcação, conforme abaixo: 
 
Jh = 
 Va × (n + 1) × ( j ÷ 100) 
(2 × n × HTA)
 
 
onde: 
 
Jh representa o custo de oportunidade de capital por hora (R$/h); 
Va representa o valor de aquisição; 
j representa o percentual de juros ao ano; 
n representa a vida útil, em anos; 
HTA representa o número de horas trabalhadas por ano. 
 
 
 
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46 
 Consumo de Combustível 
 
O SICRO considera o consumo de combustível em função da potência nominal do 
equipamento. As dragas de sucção e recalque possuem uma potência instalada 
destinada a várias atividades. 
 
O consumo de catálogo recomendado pelos fabricantes das dragas de sucção e 
recalque apresenta o valor de 208,6 g/kWh, em condição de potência contínua do 
motor. As dragas operam normalmente a 70% dessa potência. 
 
O custo dos lubrificantes é definido em 10% e o de óleo hidráulico e filtros em 7% do 
custo do combustível. A densidade relativa do diesel apresenta variação entre 0,820 
e 0,865, o que resulta no valor médio de 0,8425. 
 
De posse dos parâmetros, torna-se possível o cálculo do consumo de combustíveis, 
filtros e lubrificantes das dragas de sucção e recalque, conforme expressão 
matemática apresentada abaixo: 
 
Consumo de combustíveis e lubrificantes = 0,7 x 0,2086 x 1,17 / 0,8425 = 0,20 l/kWh. 
 
 Seguros e Impostos 
 
Devido ao alto custo envolvido e à baixa frequência de sinistros, os grandes frotistas 
não fazem seguro de todos seus equipamentos, a não ser em casos especiais. Eles 
arcam normalmente com os riscos, representados principalmente por avarias, já que 
os roubos de equipamentos de maior porte mostram-se raros. 
 
Para os veículos automotores, deve-se considerar o Imposto de Propriedade de 
Veículos Automotores - IPVA e o Seguro Obrigatório, necessários à regularização de 
sua utilização. O IPVA, imposto estadual relativo ao licenciamento de veículos, varia 
com a idade, segundo regras próprias para cada unidade da federação. 
 
A incidência média desses dois itens é da ordem de 2,5% sobre o investimento em 
veículos e seu valor é calculado pela aplicação da expressão apresentada a seguir: 
 
Ih = 
0,025 × Vm 
HTA
 
 
onde: 
 
Ih representa o custo horário dos seguros e impostos (R$/h); 
Vm representa o valor médio do investimento (R$); 
HTA representa o total de horas trabalhadas por ano. 
 
 
 
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47 
 Custo da Mão de Obra de Operação 
 
Compreende o custo dos salários da tripulação acrescido dos encargos sociais e 
encargos complementares, conforme abaixo: 
 
Cmo = ∑ Qi × Si × Fi
n
i=1
 
 
onde: 
 
Cmo representa o custo horário da mão de obra de operação (R$/h); 
ΣQi representa a soma das quantidades de tripulantes ou operadores de cada 
categoria profissional; 
Si representa o salário-hora específico de cada tripulante ou operador; 
Fi representa os encargos sociais incidentes sobre os salários de cada tripulante ou 
operador; 
n = número de operadores. 
 
Os serviços executados com as dragas de sucção e recalque exigem a previsão de 
um empurrador multi-propósito, de uma embarcação de apoio para realização do 
transporte de pessoal e apoio logístico e de outra para realização da batimetria. 
 
 Operação dos Equipamentos 
 
 Dragas de Sucção e Recalque 
 
A Tabela 15 apresenta o efetivo da tripulação da draga de sucção e recalque por cada 
turno de trabalho. 
 
Tabela 15 - Efetivo da tripulação da draga por cada turno de trabalho 
Tripulação Efetivo 
Draguista 1 
Marinheiro de convés 1 
 
Importa destacar que na tripulação proposta para operação da draga de sucção e 
recalque um dos marinheiros de convés é o maquinista da embarcação. 
 
 Empurrador Multi-propósito 
 
Com objetivo de prestar apoio aos serviços de dragagem de sucção e recalque, torna-
se necessária a previsão de um empurrador multi-propósito de 2 x 150 HP, com 
guindaste hidráulico de 11 toneladas, conforme apresentado na Figura 08. 
 
Em virtude da natureza dos serviços de dragagem de sucção e recalque, para o 
empurrador multi-propósito foi definida uma utilização produtiva de 50% no apoio à 
draga e de 25% no apoio ao flutuante dedicado à oficina. 
 
 
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48 
Figura 08 - Empurrador multi-propósito com guindaste hidráulico 
 
 
A Tabela 16 apresenta o efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito por cada 
turno de trabalho. 
 
Tabela 16 - Efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito por cada turno 
Tripulação Efetivo 
Mestre fluvial 1 
Condutor maquinista fluvial 1 
Marinheiro de máquinas 1 
Marinheiro de convés 1 
 
 Equipe de Batimetria 
 
A embarcação de batimetria realiza o monitoramento batimétrico com posicionamento 
de GPS diferencial e posterior análise dos dados por meio do software Hypack. 
 
A equipe utiliza uma embarcação de batimetria de 120 HP, sendo prevista uma 
utilização produtiva de 40% do tempo efetivo da draga, conforme apresentado na 
Figura 09. No custo da embarcação de batimetria, encontram-se incluídos os 
equipamentos de batimetria. 
 
Figura 09 - Embarcação de batimetria 
 
 
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49 
A Tabela 17 apresenta o efetivo por tripulação da embarcação de batimetria por cada 
turno de trabalho (duas tripulações). 
 
Tabela 17 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria 
Tripulação Efetivo 
Técnico de batimetria 1 
Piloto fluvial 1 
 
 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico 
 
O transporte de pessoal e apoio logístico é realizado por meio de uma embarcação 
de 40 HP, sendo prevista uma utilização produtiva de 60% do tempo efetivo da draga. 
 
A Tabela 18 apresenta o efetivo por tripulação da embarcação de transporte de 
pessoal e apoio logístico por cada turno de trabalho (duas tripulações). 
 
Tabela 18 - Efetivo da tripulação da embarcação 
de transporte de pessoal e apoio logístico 
Tripulação Efetivo 
Piloto fluvial 1 
 
 Canteiro de Obras e Apoio Local 
 
Em função de questões geográficas, econômicas e logísticas, as instalações dos 
canteiros para o apoio aos serviços de dragagem foram previstas em instalações 
móveis, tais como contêineres ou barco-hotel, e devem ser detalhadas na fase de 
elaboração do projeto, conforme orientações constantes do Volume 07 do Manual de 
Custos, intitulado “Canteiros de Obras”. 
 
A equipe de apoio náutico, e em terra, necessárias aos serviços de remoção de 
sedimentos com utilização de dragas de sucção e recalque encontram-se detalhadas 
no Volume 08 do Manual de Custos, intitulado “Administração Local”. 
 
Além dos custos relacionados à mão de obra e aos veículos da administração local, 
foi ainda prevista uma parcela relacionada às despesas diversas e à manutenção do 
canteiro de obras. 
 
Esta parcela pode ser detalhada em despesas com concessionárias de luz, água e 
esgoto, de telefone, com correios, com material de escritório e de expediente, com 
material de informática, com medicamentos, com inseticidas e repelentes e com a 
manutenção do canteiro propriamente dita. 
 
 Critérios de Medição 
 
A medição dos serviços de remoção de sedimentos com utilização de dragas de 
sucção e recalque deve ser realizada em função dos volumes obtidos por meio de 
levantamentos batimétricos, realizados antes e depois da execução dos serviços.A 
frequência dos levantamentos depende do assoreamento na área dragada.
 
 
 
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51 
4. DRAGAGEM COM CLAMSHELL E PONTÃO FLUTUANTE
 
 
 
 
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53 
4. DRAGAGEM COM CLAMSHELL E PONTÃO FLUTUANTE 
 
 Descrição dos Serviços 
 
O serviço consiste na escavação de materiais de 1ª categoria com a utilização de um 
guindaste com clamshell instalado sobre um pontão flutuante, conforme demonstrado 
na Figura 10. O pontão flutuante desloca-se com o auxílio de um rebocador. 
 
Figura 10 - Pontão flutuante com clamshell 
 
 
O transporte do material dragado até o local de despejo é realizado por batelões, 
conforme apresentado na Figura 11. 
 
Figura 11 - Clamshell sobre pontão flutuante carregando batelão de 500 m³ autopropelido 
 
 
A produção horária da draga é obtida considerando o ciclo completo entre as 
atividades de carga, descarga, manobras e o transporte. 
 
Para distâncias de até 3.000 metros, as composições de custos de dragagem com 
clamshell e pontão flutuante incluem diretamente o transporte. 
 
Para distâncias superiores, o custo do serviço deve ser obtido por meio da utilização 
de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: 
 
 Utilizar a composição de custo para a distância de 3.000 metros, com a 
quantidade total a ser dragada; 
 Utilizar a composição de transporte, com a unidade em m³km, multiplicando a 
quantidade total a ser dragada pela distância de transporte correspondente. 
 
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54 
 Equipamentos Utilizados 
 
A execução dos serviços de dragagem com clamshell e pontão flutuante exige a 
utilização dos seguintes equipamentos: 
 
 Guindaste sobre esteiras com clamshell de 4,6 m³ - 220 kW; 
 Rebocador de 2 x 360 HP; 
 Batelão autopropelido com capacidade de 500 m³; 
 Pontão flutuante 15 x 30 x 1,8 m com capacidade 500 t; 
 Embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico de 175 HP; 
 Embarcação de batimetria de 120 HP. 
 
 Parâmetros Adotados 
 
 Clamshell 
 
 Capacidade da caçamba = 4,6 m³; 
 Profundidade média = 15 m; 
 Tempo de ciclo = 0,85 min; 
 Tempo para posicionamento = 3,0 min; 
 Tempo de ciclo total = 3,85 min. 
 
 Fator de Eficiência nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão 
Flutuante 
 
O fator de eficiência de um equipamento é a relação entre o tempo de produção efetiva 
e o tempo de produção nominal, ou seja, para cada hora do seu tempo total de 
trabalho será estimada uma fração em minutos efetivos de trabalho. 
 
No caso do serviço de dragagem com clamshell e pontão flutuante, devem ser levados 
em consideração os tempos gastos com abastecimento, com deslocamentos intra-
passos, com fundeio, com trocas de turnos de pessoal, entre outros fatores. 
 
Dessa forma, o fator de eficiência nos serviços de dragagem pode ser definido em 
função das seguintes parcelas: 
 
Fator de eficiência → Fe = Fe1 × Fe2 × Fe3 
 
onde: 
 
Fe1 está relacionado ao tipo de equipamento: 
Se clamshell → Fe1 = 0,65; 
Se batelão flutuante → Fe1 = 0,83; 
 
Fe2 está relacionado à presença de ondas ou correntezas maiores que 1,5 m/s: 
Se Sim → Fe2 = 0,85; 
Se Não → Fe2 = 1; 
 
 
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55 
Fe3 está relacionado ao tráfego contínuo de outras embarcações: 
Se Sim → Fe3 = 0,85; 
Se Não → Fe3 = 1. 
 
 Fator de Carga nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão 
Flutuante 
 
O SICRO adota o fator de carga em função da categoria de cada material, conforme 
parâmetros apresentados abaixo: 
 
 Materiais de 1ª Categoria: 
Fca = 0,90; 
 Materiais de 2ª Categoria: 
Fca = 0,80; 
 Materiais de 3ª Categoria: 
Fca = 0,70. 
 
 Fator de Conversão nos Serviços de Dragagem com Clamshell e Pontão 
Flutuante 
 
O SICRO adota o fator de carga em função da categoria de cada material, conforme 
parâmetros apresentados abaixo: 
 
 Materiais de 1ª Categoria: 
Fcv = 1 m3 / 1,25 m3 = 0,80; 
 Materiais de 2ª Categoria 
Fcv = 1 m3 / 1,39 m3 = 0,72; 
 Materiais de 3ª Categoria 
Fcv = 1 m3 / 1,75 m3 = 0,57. 
 
 Deslocamento 
 
 Velocidades na faixa de aceleração 
 
A distância onde ocorre a velocidade média máxima de transporte é definida 
em 3.000 metros. 
 
A equação que permite o cálculo da velocidade em função da distância 
encontra-se apresentada abaixo: 
 
V = Vm × (1 − (3 − X)
2 
/ 9)
1/2
 
 
onde: 
 
V representa a velocidade (km/h); 
Vm representa a velocidade média; 
X representa a distância onde ocorre a velocidade V. 
 
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56 
 Custo Horário das Embarcações 
 
Em conformidade à metodologia do SICRO, o cálculo do custo horário das 
embarcações é constituído pelas seguintes parcelas: 
 
Ch = Dh + Mh + Jh + Cc + Ih + Cmo 
 
onde: 
 
Ch representa o custo horário produtivo (R$/h); 
Dh representa a depreciação horária; 
Mh representa o custo de manutenção; 
Jh representa o custo de juros; 
Cc representa o custo de combustível na atividade produtiva; 
Ih representa o custo de seguros; 
Cmo representa o custo da mão de obra. 
 
 Depreciação Horária (Dh) 
 
É o valor necessário para adquirir uma embarcação nova ao final da vida útil rateado 
pelo número de horas de uso durante este período. 
 
A depreciação horária é definida pela seguinte equação: 
 
Dh = 
 (Va − Vr) 
(n × HTA)
 
 
onde: 
 
Dh representa a depreciação horária (R$/h); 
Va representa o valor de aquisição de uma embarcação nova incluindo impostos de 
importação e demais impostos federais e estaduais; 
Vr representa o valor residual. Consiste no valor de revenda ao final da vida útil; 
n representa a vida útil, em anos; 
HTA representa o número de horas trabalhadas por ano, conforme abaixo: 
 
HTA = ((s − sn) × d − n) × h 
 
onde: 
 
s representa o número de semanas por ano = 52; 
sn representa o número de semanas não trabalhadas devido às condições de tempo 
e à necessidade de reparos = 8; 
d representa o número de dias trabalhados por semana = 6; 
n representa o número de dias navegando por ano = 24; 
h representa o número de horas trabalhadas por dia = 24. 
Total de horas trabalhadas por ano = ((52 - 8) × 6 - 24) × 24 = 5.760. 
 
 
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57 
A Tabela 19 apresenta a vida útil e o fator de manutenção adotado para os 
equipamentos utilizados nos serviços de dragagem com clamshell e pontão flutuante. 
 
Tabela 19 - Vida útil e fator de manutenção por embarcação 
Embarcação Vida Útil (anos) 
Fator de 
Manutenção “k” 
Empurrador / Rebocador 12 2 
Batelão autopropelido 12 2 
Batelão 20 1,5 
Pontão flutuante 20 1,5 
Embarcação de apoio / batimetria 10 1 
 
 Custo de Manutenção 
 
Durante a vida útil das embarcações são considerados os seguintes custos: 
 
 Manutenções preventivas e corretivas; 
 Reparos realizados através de docagens periódicas (2 a cada 5 anos, com a 
duração média de 30 a 60 dias cada); 
 Substituição de peças e componentes. 
 
O fator de manutenção “k” deve ser adotado para cada equipamento, conforme 
valores apresentados na Tabela 19. 
 
 Oportunidade de Capital (Jh) 
 
A remuneração sobre o capital foi definida em 6% ao ano, aplicado sobre o valor médio 
do custo de aquisição da embarcação, conforme abaixo: 
 
Jh= 
 Va × (n + 1) × ( j ÷ 100) 
(2 × n × HTA)
 
onde: 
 
Jh representa o custo de oportunidade de capital por hora (R$/h); 
Va representa o valor de aquisição; 
j representa o percentual de juros ao ano; 
n representa a vida útil, em anos; 
HTA representa o número de horas trabalhadas por ano. 
 
 Consumo de Combustível 
 
O SICRO considera o consumo de combustíveis, lubrificantes, filtros e graxas em 
função da potência nominal dos equipamentos, diferenciadas em função da natureza 
do combustível, a saber: diesel, gasolina, álcool e energia elétrica. 
 
Os coeficientes de consumo de combustíveis dos equipamentos encontram-se 
detalhadamente apresentados no Volume 03 do Manual de Custos de Infraestrutura 
de Transportes, intitulado “Equipamentos”. 
 
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58 
 Seguros e Impostos 
 
Devido ao alto custo envolvido e à baixa frequência de sinistros, os grandes frotistas 
não fazem seguro de todos seus equipamentos, a não ser em casos especiais. Eles 
arcam normalmente com os riscos, representados principalmente por avarias, já que 
os roubos de equipamentos de maior porte mostram-se raros. 
 
Para os veículos automotores, deve-se considerar o Imposto de Propriedade de 
Veículos Automotores - IPVA e o Seguro Obrigatório, necessários à regularização de 
sua utilização. O IPVA, imposto estadual relativo ao licenciamento de veículos, varia 
com a idade, segundo regras próprias para cada unidade da federação. 
 
A incidência média desses dois itens é da ordem de 2,5% sobre o investimento em 
veículos e seu valor é calculado pela aplicação da expressão apresentada a seguir: 
 
Ih = 
0,025 × Vm 
HTA
 
 
onde: 
 
Ih representa o custo horário dos seguros e impostos (R$/h); 
Vm representa o valor médio do investimento (R$); 
HTA representa o total de horas trabalhadas por ano. 
 
 Custo da Mão de Obra de Operação 
 
Compreende o custo dos salários da tripulação acrescido dos encargos sociais e 
encargos complementares, conforme abaixo: 
 
Cmo = ∑ Qi × Si × Fi
n
i=1
 
 
onde: 
 
Cmo representa o custo horário da mão de obra de operação (R$/h); 
ΣQi representa a soma das quantidades de tripulantes ou operadores de cada 
categoria profissional; 
Si representa o salário-hora específico de cada tripulante ou operador; 
Fi representa os encargos sociais incidentes sobre os salários de cada tripulante ou 
operador; 
n = número de operadores 
 
A execução de serviços de dragagem com clamshell necessita de um rebocador para 
movimentação do pontão flutuante, de uma embarcação de apoio para realizar o 
transporte de pessoal e apoio logístico e de outra para realizar a batimetria. 
 
O material dragado é retirado do fundo pela clamshell fixada sob o pontão flutuante e 
posteriormente carregado pelos batelões para a área de bota fora. 
 
 
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59 
 Operação dos Equipamentos 
 
 Rebocador de 2 x 360 HP 
 
O rebocador de 2 x 360 HP tem sua utilização produtiva definida em 50% para o apoio 
ao pontão flutuante. O efetivo da tripulação do rebocador, por turno de trabalho, 
encontra-se apresentado na Tabela 20. 
 
Tabela 20 - Efetivo da tripulação do rebocador por cada turno de trabalho 
Tripulação Efetivo 
Mestre fluvial 1 
Condutor maquinista fluvial 1 
Marinheiro de máquinas 1 
Marinheiro de convés 1 
 
Os cozinheiros e os taifeiros fazem parte da tripulação rebocador, mas seus custos 
encontram-se apropriados na parcela da alimentação dos encargos complementares. 
 
Os mecânicos, os eletricistas e os soldadores também fazem parte da tripulação da 
rebocador, mas seus custos encontram-se apropriados na parcela da manutenção do 
custo horário da embarcação. 
 
Durante a elaboração do projeto, caso sejam identificadas condições locais 
favoráveis, onde não se observe a necessidade de revezamento da tripulação, o 
cálculo do custo horário de operação deve ser ajustado, reduzindo-se a mão-de-obra 
pela metade, de forma a impedir a formação de sobrepreço. 
 
 Batelão Autopropelido 
 
A utilização do batelão autopropelido diminui em 50% a utilização produtiva do 
rebocador, em função do mesmo possuir propulsão própria. A Tabela 21 apresenta o 
efetivo da tripulação do batelão autopropelido. 
 
Tabela 21 - Efetivo da tripulação do batelão autopropelido 
Tripulação Efetivo 
Mestre fluvial 1 
Marinheiro de máquinas 1 
Marinheiro de convés 1 
 
 
 
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60 
 Batelão Rebocado 
 
O batelão rebocado é o equipamento responsável pelo transporte do material dragado 
para a área de bota fora. A Tabela 22 apresenta o efetivo da tripulação do batelão. 
 
Tabela 22 - Efetivo da tripulação do batelão rebocado 
Tripulação Efetivo 
Marinheiro de convés 1 
 
 Pontão Flutuante 
 
O pontão flutuante consiste na balsa utilizada para apoio e suporte para o guindaste 
com clamshell. A Tabela 23 apresenta o efetivo da tripulação do pontão flutuante. 
 
Tabela 23 - Efetivo da tripulação do pontão flutuante 
Tripulação Efetivo 
Marinheiro de convés 1 
 
 Equipe de Batimetria 
 
A embarcação de batimetria realiza o monitoramento batimétrico com posicionamento 
de GPS diferencial e posterior análise dos dados por meio do software Hypack. 
 
A equipe utiliza uma embarcação de batimetria de 120 HP, estando já incluído no 
custo da embarcação os equipamentos de batimetria com utilização operativa de 40%. 
 
A Tabela 24 apresenta o efetivo da tripulação da embarcação de batimetria. 
 
Tabela 24 - Efetivo da tripulação da embarcação de batimetria 
Tripulação Efetivo 
Técnico de batimetria 1 
Piloto fluvial 1 
 
 Transporte de Pessoal e Apoio Logístico 
 
O transporte de pessoal e apoio logístico é realizado por meio de uma embarcação 
de 175 HP, com previsão de utilização produtiva de 60%. 
 
A Tabela 25 apresenta o efetivo da tripulação da embarcação utilizada para transporte 
de pessoal e apoio logístico. 
 
Tabela 25 - Efetivo da tripulação da embarcação de transporte de pessoal e apoio logístico 
Tripulação Efetivo 
Piloto fluvial 1 
 
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Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
61 
 Canteiro de Obras e Apoio Local 
 
Em função de questões geográficas, econômicas e logísticas, as instalações dos 
canteiros para o apoio aos serviços de dragagem foram previstas em instalações 
móveis, tais como contêineres ou barco-hotel, e devem ser detalhadas na fase de 
elaboração do projeto, conforme orientações constantes do Volume 07 do Manual de 
Custos, intitulado “Canteiros de Obras”. 
 
A equipe de apoio em terra necessária aos serviços de dragagem com clamshell e 
pontão flutuante encontra-se devidamente detalhada no Volume 08 do Manual de 
Custos, intitulado “Administração Local”. 
 
Além dos custos relacionados à mão de obra e aos veículos da administração local, 
foi ainda prevista uma parcela relacionada às despesas diversas e à manutenção do 
canteiro de obras. 
 
Esta parcela pode ser detalhada em despesas com concessionárias de luz, água e 
esgoto, de telefone, com correios, com material de escritório e de expediente, com 
material de informática, com medicamentos e com a manutenção do canteiro. 
 
 Critérios de Medição 
 
A medição dos serviços de dragagem com clamshell e pontão flutuante deve ser 
realizada em função dos volumes obtidos por meio de levantamentos batimétricos, 
realizados antes e depois da execução dos serviços. 
 
 
 
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Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias63 
5. DRAGAGEM COM DRAGLINE EM TERRA
 
 
 
 
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65 
5. DRAGAGEM COM DRAGLINE EM TERRA 
 
 Descrição dos Serviços 
 
O serviço consiste na dragagem de canais, em material de 1ª categoria, com a 
utilização de um guindaste com caçamba de arrasto, localizado em terra, conforme 
apresentado na Figura 12. O material dragado é depositado em terra e posteriormente 
carregado em caminhões basculantes, os quais realizam o transporte para o local de 
bota-fora. A carga dos caminhões é realizada com carregadeira de pneus. 
 
Figura 12 - Dragagem com utilização de guindaste com caçamba de arrasto do tipo dragline 
 
 
A produção do serviço de dragagem com dragline é obtida considerando o ciclo 
completo entre as atividades de carga, de descarga, de manobras e de transporte. As 
atividades de transporte podem ser realizadas em vias de leito natural, de 
revestimento primário ou em rodovias pavimentadas 
 
Para distâncias de até 3 km, as composições de custos dos serviços de dragagem 
com dragline incluem diretamente o transporte. 
 
Para distâncias superiores, o custo total do serviço deve ser obtido por meio da 
utilização de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: 
 
 Utilizar a composição para a distância de 3 km, com a quantidade total a ser 
dragada; 
 Utilizar a composição de custo de transporte, com a unidade em m³km, 
multiplicando a quantidade total a ser dragada pela distância de transporte 
correspondente. 
 
 Equipamentos Utilizados 
 
A execução dos serviços de dragagem com dragline em terra exige a utilização dos 
seguintes equipamentos: 
 
 Guindaste sobre esteiras com dragline com capacidade de 2,1 m³ - 270 kW; 
 Caminhão basculante com capacidade de 14 m³ - 295 kW; 
 Carregadeira de pneus com capacidade de 1,53 m³ - 106 kW. 
 
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Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
66 
 Parâmetros Adotados 
 
 Dragline 
 
 Profundidade média de 10 m; 
 Ângulo de lançamento médio de 90°; 
 Capacidade média da caçamba = 2,1 m³; 
 Tempo de ciclo = 1,0 min; 
 Fator de carga = 0,70; 
 Fator de conversão = 0,77; 
 Fator de eficiência = 0,83. 
 
 Carregadeira 
 
 Capacidade = 3,3 m³; 
 Fator de carga = 0,90; 
 Fator de conversão = 0,77; 
 Fator de eficiência = 0,83; 
 Tempo de ciclo = 0,50 min. 
 
 Caminhão Basculante 
 
 Capacidade = 14 m³; 
 Fator de carga = 1; 
 Fator de conversão = 0,77; 
 Fator de eficiência = 0,80. 
 
 Velocidades Médias Máximas 
 
A Tabela 26 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para o transporte 
de materiais de 1ª categoria em caminhões basculantes para vias em leito natural, 
revestimento primário ou pavimentadas. 
 
Tabela 26 - Velocidades médias máximas no transporte com caminhões basculantes 
Tipo de Caminho de Serviço 
Velocidade Média Máxima (km/h) 
Ida (carregado) Volta (vazio) 
Leito natural 21 39 
Revestimento primário 40 45 
Pavimentada 45 60 
 
 
 
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67 
 Custo de Manutenção 
 
Durante a vida útil dos equipamentos são considerados os seguintes custos: 
 
 Manutenções corretivas; 
 Reparos realizados através de manutenções preventivas periódicas; 
 Substituição de peças e componentes. 
 
O fator de manutenção “k” dos equipamentos encontra-se definido no Volume 03 do 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes, intitulado “Equipamentos”. 
 
 Oportunidade de Capital (Jh) 
 
A remuneração sobre o capital foi definida em 6% ao ano, aplicado sobre o valor médio 
do custo de aquisição do equipamento, conforme abaixo: 
 
Jh = 
 Va × (n + 1) × ( j ÷ 100) 
(2 × n × HTA)
 
onde: 
 
Jh representa o custo de oportunidade de capital por hora (R$/h); 
Va representa o valor de aquisição; 
j representa o percentual de juros ao ano; 
n representa a vida útil, em anos; 
HTA representa o número de horas trabalhadas por ano. 
 
 Consumo de Combustível 
 
O SICRO considera o consumo de combustíveis, lubrificantes, filtros e graxas em 
função da potência nominal dos equipamentos, diferenciadas em função da natureza 
do combustível, a saber: diesel, gasolina, álcool e energia elétrica. 
 
Os coeficientes de consumo de combustíveis dos equipamentos encontram-se 
detalhadamente apresentados no Volume 03 do Manual de Custos de Infraestrutura 
de Transportes, intitulado “Equipamentos”. 
 
 Seguros e Impostos 
 
Devido ao alto custo envolvido e à baixa frequência de sinistros, os grandes frotistas 
não fazem seguro de todos seus equipamentos, a não ser em casos especiais. Eles 
arcam normalmente com os riscos, representados principalmente por avarias, já que 
os roubos de equipamentos de maior porte mostram-se raros. 
 
Para os veículos automotores, deve-se considerar o Imposto de Propriedade de 
Veículos Automotores - IPVA e o Seguro Obrigatório, necessários à regularização de 
sua utilização. O IPVA, imposto estadual relativo ao licenciamento de veículos, varia 
com a idade, segundo regras próprias para cada unidade da federação. 
 
 
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Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
68 
A incidência média desses dois itens é da ordem de 2,5% sobre o investimento em 
veículos e seu valor é calculado pela aplicação da expressão apresentada a seguir: 
 
Ih = 
0,025 × Vm 
HTA
 
 
onde: 
 
Ih representa o custo horário dos seguros e impostos (R$/h); 
Vm representa o valor médio do investimento (R$); 
HTA representa o total de horas trabalhadas por ano. 
 
 Custo da Mão de Obra de Operação 
 
Compreende o custo dos salários de todos os trabalhadores envolvidos diretamente 
na produção do serviço acrescido dos encargos sociais e encargos complementares, 
conforme abaixo: 
 
Cmo = ∑ Qi × Si × Fi
n
i=1
 
 
onde: 
 
Cmo representa o custo horário da mão de obra de operação (R$/h); 
ΣQi representa a soma das quantidades de operadores de cada categoria profissional; 
Si representa o salário-hora específico de cada operador; 
Fi representa os encargos sociais incidentes sobre os salários de cada operador. 
n = número de operadores 
 
 Critérios de Medição 
 
A medição dos serviços de dragagem com dragline em terra deve ser realizada em 
função dos volumes efetivamente escavados, medidos in situ e comprovados por meio 
de levantamentos topográficos. 
 
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69 
6. DRAGAGEM COM ESCAVADEIRA HIDRÁULICA EM TERRA
 
 
 
 
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71 
6. DRAGAGEM COM ESCAVADEIRA HIDRÁULICA EM TERRA 
 
 Descrição dos Serviços 
 
O serviço consiste na dragagem de canais, em material de 1ª categoria, com a 
utilização de uma escavadeira hidráulica de longo alcance, localizada em terra, 
conforme Figura 13. O material dragado é carregado em caminhões basculantes, com 
caçamba estanque, que realizam o transporte para o local de bota-fora. 
 
Figura 13 - Dragagem de canal com a utilização de escavadeira hidráulica 
 
 
 Equipamentos Utilizados 
 
A execução dos serviços de dragagem com escavadeira hidráulica exige a utilização 
dos seguintes equipamentos: 
 
 Escavadeira hidráulica sobre esteiras com capacidade de 1,5 m³ - 110 kW; 
 Caminhão basculante com capacidade de 14 m³ e caçamba estanque - 265 
kW. 
 
 Parâmetros Adotados 
 
 Fatores de Correção 
 
As composições de custos dos serviços de dragagem com escavadeirahidráulica em 
terra do SICRO foram elaboradas admitindo-se os seguintes fatores de correção: 
 
 Fator de carga = 0,70; 
 Fator de conversão = 0,77; 
 Fator de eficiência = 0,83. 
 
 
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72 
 Velocidades Médias Máximas 
 
A Tabela 27 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para o transporte 
de materiais de 1ª categoria em caminhões basculantes para vias em leito natural, 
revestimento primário ou pavimentadas. 
 
Tabela 27 - Velocidades médias máximas no transporte com caminhões basculantes 
Tipo de Caminho de Serviço 
Velocidade Média Máxima (km/h) 
Ida (carregado) Volta (vazio) 
Leito natural 21 39 
Revestimento primário 40 45 
Pavimentada 45 60 
 
 Custo de Manutenção 
 
Durante a vida útil dos equipamentos são considerados os seguintes custos: 
 
 Manutenções corretivas; 
 Reparos realizados através de manutenções preventivas periódicas; 
 Substituição de peças e componentes. 
 
O fator de manutenção “k” dos equipamentos encontra-se definido no Volume 03 do 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes, intitulado “Equipamentos”. 
 
 
 Oportunidade de Capital (Jh) 
 
A remuneração sobre o capital foi definida em 6% ao ano, aplicado sobre o valor médio 
do custo de aquisição do equipamento, conforme abaixo: 
 
Jh = 
 Va × (n + 1) × ( j ÷ 100) 
(2 × n × HTA)
 
onde: 
 
Jh representa o custo de oportunidade de capital por hora (R$/h); 
Va representa o valor de aquisição; 
j representa o percentual de juros ao ano; 
n representa a vida útil, em anos; 
HTA representa o número de horas trabalhadas por ano. 
 
 Consumo de Combustível 
 
O SICRO considera o consumo de combustíveis, lubrificantes, filtros e graxas em 
função da potência nominal dos equipamentos, diferenciadas em função da natureza 
do combustível, a saber: diesel, gasolina, álcool e energia elétrica. 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
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73 
Os coeficientes de consumo de combustíveis dos equipamentos encontram-se 
detalhadamente apresentados no Volume 03 do Manual de Custos de Infraestrutura 
de Transportes, intitulado “Equipamentos”. 
 
 Seguros e Impostos 
 
Devido ao alto custo envolvido e à baixa frequência de sinistros, os grandes frotistas 
não fazem seguro de todos seus equipamentos, a não ser em casos especiais. Eles 
arcam normalmente com os riscos, representados principalmente por avarias, já que 
os roubos de equipamentos de maior porte mostram-se raros. 
 
Para os veículos automotores, deve-se considerar o Imposto de Propriedade de 
Veículos Automotores - IPVA e o Seguro Obrigatório, necessários à regularização de 
sua utilização. O IPVA, imposto estadual relativo ao licenciamento de veículos, varia 
com a idade, segundo regras próprias para cada unidade da federação. 
 
A incidência média desses dois itens é da ordem de 2,5% sobre o investimento em 
veículos e seu valor é calculado pela aplicação da expressão apresentada a seguir: 
 
Ih = 
0,025 × Vm 
HTA
 
onde: 
 
Ih representa o custo horário dos seguros e impostos (R$/h); 
Vm representa o valor médio do investimento (R$); 
HTA representa o total de horas trabalhadas por ano. 
 
 Custo da Mão de Obra de Operação 
 
Compreende o custo dos salários de todos os trabalhadores envolvidos diretamente 
na produção do serviço acrescido dos encargos sociais e encargos complementares, 
conforme abaixo: 
 
Cmo = ∑ Qi × Si × Fi
n
i=1
 
 
onde: 
 
Cmo representa o custo horário da mão de obra de operação (R$/h); 
ΣQi representa a soma das quantidades de operadores de cada categoria profissional; 
Si representa o salário-hora específico de cada operador; 
Fi representa os encargos sociais incidentes sobre os salários de cada operador. 
n = número de operadores 
 
 Critérios de Medição 
 
A medição dos serviços de dragagem com escavadeira hidráulica em terra deve ser 
realizada em função dos volumes efetivamente escavados, medidos in situ e 
comprovados por meio de levantamentos topográficos.
 
 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
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75 
7. DERROCAGEM
 
 
 
 
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77 
7. DERROCAGEM 
 
 Descrição dos Serviços 
 
O serviço de derrocagem pode ser caracterizado como um tipo de dragagem e que 
consiste na remoção de material de 3ª categoria submerso com a finalidade de 
aumento da profundidade e da largura do canal de navegação em portos e rios. 
 
O SICRO apresenta composições de custos para os serviços de derrocagem 
subaquática com a utilização de explosivos, conforme apresentado na Figura 14. 
 
Figura 14 - Detonação de material de 3ª categoria nos serviços de derrocagem subaquática 
 
 
A produção dos serviços de derrocagem é obtida considerando o ciclo completo entre 
as atividades de perfuração, detonação, carga e transporte da rocha detonada. 
 
O serviço de derrocagem subaquática é executado em duas etapas independentes, 
sendo a primeira delas de perfuração e detonação, e a segunda etapa a de carga e 
transporte do material detonado para o local de bota-fora. 
 
As composições de custos dos serviços de derrocagem subaquática são 
disponibilizadas para distâncias médias de transporte de até 3.000 metros. 
 
Para distâncias superiores, o custo do serviço deve ser obtido por meio da utilização 
de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: 
 
 Utilizar a composição de custo para a distância de 3.000 metros, com a 
quantidade total a ser dragada; 
 Utilizar a composição de transporte, com a unidade em m³km, multiplicando a 
quantidade total a ser dragada pela distância de transporte correspondente. 
 
O local de bota-fora considerado para as composições de custos de derrocagem do 
SICRO é o próprio meio aquático. 
 
 
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78 
 Equipamentos Utilizados 
 
A execução dos serviços de derrocagem é realizada com a passível utilização dos 
seguintes equipamentos: 
 
 Plataforma flutuante de 12 x 24 x 1,8 m com capacidade de 150 t; 
 Plataforma autoelevatriz de 12 x 24 m² e capacidade de 150 t; 
 Draga Backhoe de 7 m³ - 1.000 kW; 
 Perfuratriz pneumática rotopercussiva montada em flutuante; 
 Perfuratriz hidráulica montada em flutuante - 32 kW; 
 Embarcação empurradora multi-propósito de 2 x 150 HP; 
 Embarcação de batimetria de 120 HP; 
 Embarcação para transporte de pessoal e apoio logístico de 175 HP; 
 Lancha de apoio de 40 HP; 
 Rebocador de 2 x 360 HP; 
 Guindaste sobre esteiras com clamshell de 4,6 m³ - 220 kW; 
 Batelão rebocável de 100 t; 
 Batelão autopropelido de 300 m³ - 224 kW; 
 Guincho pneumático com capacidade de 2,5 t; 
 Compressor de ar portátil - 900 PCM - 212 kW; 
 Grupo gerador 100/110 KVA. 
 
A plataforma flutuante desloca-se com o apoio de uma embarcação empurradora. 
 
As perfuratrizes são hidráulicas ou pneumáticas, para diâmetros de 64 mm, montadas 
nas laterais dos flutuantes e deslocam-se apoiadas sobre trilhos, conforme modelos 
apresentados nas Figuras 15 a 18. 
 
Figura 15 - Flutuante com duas torres de perfuração (1) 
 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
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79 
Figura 16 - Flutuante com duas torres de perfuração (2) 
 
 
Figura 17 - Flutuante com três torres de perfuração (1) 
 
 
Figura 18 - Flutuante com três torres de perfuração (2) 
 
 
Nas extremidades das plataformassão instalados guinchos para movimentação e 
ancoragem. A perfuratriz desloca-se sobre o flutuante para realizar os furos. 
 
Em locais de difícil acesso, os flutuantes e batelões são montados no local da obra. 
 
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80 
O SICRO apresenta composições de derrocagem para utilização em serviços 
pequenos, médios ou de grande porte, cabendo ao projetista, durante a fase de 
elaboração do projeto, a seleção do tipo mais adequado para a execução da obra. A 
definição da solução mais adequada deve levar em consideração aspectos 
relacionados aos custos, aos prazos e à disponibilidade de equipamentos no mercado. 
 
Para obras de maior vulto, em locais que permitam um calado mínimo de 2 metros e 
espessura média de derrocagem maior que 2 metros, o SICRO disponibiliza uma 
composição de custo de escavação com duas perfuratrizes, considerando a adoção 
de uma malha de perfuração de 4 m² e a utilização de uma draga Backhoe de 7 m³ 
para a limpeza do material derrocado. 
 
A Tabela 28 apresenta os equipamentos de apoio e suas respectivas finalidades 
necessários à execução dos serviços de derrocagem subaquática. 
 
Tabela 28 - Equipamentos de apoio aos serviços de derrocagem subaquática 
Equipamento de Apoio Finalidade 
Embarcação para transporte de pessoal 
de 40 HP 
Prestar apoio para as duas plataformas de perfuração 
e de carga 
Embarcação de transporte de pessoal e 
apoio logístico - 175 HP 
Equipe de batimetria com embarcação 
de batimetria de 120 HP 
Acompanhar a atividade de derrocagem, realizando as 
medições dos volumes e alertando sobre a ocorrência 
de possíveis falhas 
Equipe de mergulho 
Inspecionar o leito para verificar a existência de repés 
ou porções não-detonadas, furos ainda carregados e 
qualquer outra consequência que possa ser danosa à 
continuidade das operações ou que não esteja de 
acordo com os padrões requisitados pelo projeto e que 
podem ser prejudiciais para o derrocagem 
Grupo gerador diesel de 105 kVA 
Fornecer energia para os guinchos e iluminação, 
sendo estabelecida a previsão de uma unidade de 
gerador por plataforma flutuante 
 
Em princípio, os projetos de derrocagem subaquática são dimensionadas em função 
da produção das plataformas de perfuração, sendo normalmente recomendados os 
seguintes critérios: 
 
 Para obras de pequeno porte, recomenda-se considerar a utilização de um 
flutuante com uma torre de perfuração; 
 Para obras de médio porte, recomenda-se considerar a utilização de um 
flutuante com duas torres de perfuração; 
 Para obras de grande porte, recomenda-se considerar a utilização de um ou 
mais flutuantes com três torres de perfuração; 
 Para obras em condições de forte correnteza, ou seja, com velocidade da água 
superior a 1,5 m/s, e com oscilação de marés, recomenda-se considerar a 
utilização de plataformas elevatrizes. 
 
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81 
 Adicional de Periculosidade 
 
Em virtude da natureza dos serviços, O SICRO considerou necessária a aplicação de 
adicionais de periculosidade para serviços relacionados à derrocagem subaquática, 
de acordo com o previsto nas normas regulamentadoras do trabalho. 
 
Em observância à Norma Regulamentadora nº 16, estabeleceu-se a necessidade de 
se aplicar o referido adicional, em percentual de 30% (trinta por cento) sobre o salário 
de referência, aos trabalhadores que atuam em áreas nas quais ocorra manipulação 
regular de explosivos, particularmente nos serviços de túneis e derrocagem (inclusive 
para os mergulhadores). 
 
A Tabela 29 apresenta a relação de categorias profissionais cujos adicionais de 
periculosidade são incluídos diretamente no custo da mão de obra nos serviços de 
derrocagem subaquática. 
 
Tabela 29 - Categorias profissionais com adicionais de periculosidade 
Código 
SICRO 
Categoriais Profissionais com 
Adicional de Periculosidade 
Unidade 
9923 Mergulhador com periculosidade h 
9929 
Bombeiro hidráulico com 
periculosidade 
h 
9930 Eletricista com periculosidade h 
9938 
Operador de equipamento leve com 
periculosidade 
h 
9942 
Marinheiro de convés com 
periculosidade 
h 
9928 Servente com periculosidade h 
 
 Parâmetros Adotados 
 
 Perfuração e Detonação da Malha de Perfuração de 1,5 m² 
 
 Profundidade média da bancada de 2 a 4 m; 
 Sub-furação (overdredging) = 1,5 m; 
 Profundidade da lâmina d´água de até 15 m; 
 Diâmetro do furo = 64 mm; 
 Velocidade de perfuração = 0,5 m/min; 
 Número de furos na bancada = 2 linhas de 10 furos = 20 unidades; 
 Razão de carregamento = 1,5 kg/m³. 
Observações: 
 
O SICRO considera no cálculo do tempo de ciclo da etapa de perfuração os tempos 
de troca de hastes, colocação e retirada do revestimento, martelo de fundo, carga dos 
explosivos e a detonação propriamente dita. 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
82 
O volume excedente de rocha detonada (overdredging) não será removido. 
 
 Perfuração e Detonação da Malha de Perfuração de 4 m² 
 
 Profundidade média da bancada de 4 m; 
 Sub-furação (overdredging) = 2 m; 
 Profundidade da lâmina d´água de até 15 m; 
 Calado mínimo = 2 m; 
 Diâmetro do furo = 89 mm; 
 Velocidade de perfuração = 0,5 m/min; 
 Número de furos na bancada = 2 linhas de 9 furos = 18 unidades; 
 Razão de carregamento = 1,2 kg/m³. 
 
Observações: 
 
O SICRO considera no cálculo do tempo de ciclo da etapa de perfuração os tempos 
de troca de hastes, colocação e retirada do revestimento, martelo de fundo, carga dos 
explosivos e a detonação propriamente dita. 
 
O volume excedente de rocha detonada (overdredging) não será removido. 
 
 Escavação e Carga dos Batelões com Clamshell 
 
O SICRO considera no cálculo do tempo de ciclo desta etapa os tempos de carga, 
descarga, deslocamento e posicionamento dos equipamentos. Vide item 4 deste 
Manual. 
 
 Escavação e Carga dos Batelões com Draga Backhoe 
 
A draga Backhoe consiste em uma escavadeira hidráulica montada em um pontão 
flutuante que tem a função de promover a escavação de sedimentos ou materiais 
resultantes de derrocamento e a carga em batelões, os quais realizam o transporte 
até o local de despejo, conforme apresentado nas Figura 19 e 20. 
 
Figura 19 - Draga Backhoe carregando batelão 
 
Fonte: Royalihc 
 
Manual de Custos de Infraestrutura de Transportes 
Volume 10 - Conteúdo 10 - Hidrovias 
 
 
 
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Figura 20 - Draga Backhoe 
 
Fonte: IHC Merwede 
 
 Fator de Eficiência nos Serviços de Derrocagem Subaquática 
 
O fator de eficiência de um equipamento consiste na relação entre o tempo de 
produção efetiva e o tempo de produção nominal, ou seja para cada hora do seu 
tempo total de trabalho será estimada uma fração em minutos efetivos de trabalho. 
 
No caso dos serviços de derrocagem subaquática, devem ser levados em 
consideração os tempos gastos com abastecimento, com deslocamentos intra-
passos, com fundeio, com trocas de turnos de pessoal, entre outros fatores. 
 
Dessa forma, o fator de eficiência nos serviços de derrocagem subaquática pode ser 
definido em função das seguintes parcelas: 
 
Fator de eficiência → Fe = Fe1 × Fe2 × Fe3 
 
onde: 
 
Fe1 está relacionado ao tipo de equipamento: 
Se perfuratriz → Fe1 = 0,83; 
Se clamshell → Fe1 = 0,65; 
Se batelão → Fe1 = 0,83; 
Se draga Backhoe → Fe1 = 0,83; 
 
Fe2 está relacionado à presença de ondas ou correntezas maiores que 1,5 m/s: 
Se Sim → Fe2 = 0,85; 
Se Não → Fe2 = 1; 
 
Fe3 está relacionado ao tráfego contínuo de outras embarcações: 
Se Sim → Fe3 = 0,85;Se Não → Fe3 = 1. 
 
 Fator de Conversão nos Serviços de Derrocagem Subaquática 
 
O SICRO adota nas composições de custos de derrocagem o valor de 0,57 como fator 
de conversão referente aos materiais de 3ª categoria. 
 
 
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 Fator de Carga nos Serviços de Derrocagem Subaquática 
 
O SICRO adota nas composições de custos de derrocagem o valor de 0,70 como fator 
de carga para a draga Backhoe e de 0,90 para o batelão. 
 
 Produção Horária da Draga 
 
 Profundidade de Escavação 
 
A capacidade de escavação é variável em função da profundidade e da capacidade 
da caçamba, conforme valores apresentados na Tabela 30 
 
Tabela 30 - Profundidade média de escavação na derrocagem subaquática 
Draga Backhoe Profundidade (m) Capacidade (kN) Profundidade Média (m) 
7 m³ 
6 200 
10,5 
15 90 
 
 Tempo de Ciclo da Draga Backhoe 
 
O tempo de ciclo da draga Backhoe inclui as atividades de escavação, deslocamentos 
e posicionamentos necessários para o enchimento de uma caçamba. Esse tempo é 
variável em função do tipo de material a ser dragado e da profundidade de escavação. 
O valor médio adotado no SICRO é de 0,9 min por carga de caçamba. 
 
 Deslocamento 
 
A distância onde ocorre a velocidade média máxima de transporte é definida em 3.000 
metros. A equação que permite o cálculo da velocidade em função da distância 
encontra-se apresentada abaixo: 
 
V = Vm × (1 − (3 − X)
2 / 9)
1/2
 
 
onde: 
 
V representa a velocidade (km/h); 
Vm representa a velocidade média; 
X representa a distância onde ocorre a velocidade V. 
 
A Tabela 31 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para o batelão 
rebocado de 100 toneladas nas condições de transporte de ida e retorno. 
 
Tabela 31 - Velocidade média máxima por transporte para o batelão rebocado de 100 toneladas 
Condição de 
Transporte 
Velocidade Média 
Máxima (km/h) 
Ida (carregado) 9 
Retorno (vazio) 12 
 
A Tabela 32 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para os batelões 
autopropelidos de 300 m3 e 500 m3 nas condições de transporte de ida e retorno. 
 
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Tabela 32 - Velocidade média máxima para os batelões autopropelido de 300 m³ e 500 m³ 
Transporte 
Velocidade Média 
Máxima (km/h) 
Ida (carregado) 11 
Retorno (vazio) 15 
 
 Operação dos Equipamentos 
 
Os serviços de derrocagem são executados continuamente, em três turnos de 8 horas, 
ocorrendo o revezamento das tripulações das embarcações a cada 30 dias. Durante 
a elaboração do projeto, caso seja identificada a necessidade de permanência de uma 
tripulação em terra, para fins de revezamento periódico, pode-se considerar esta como 
item específico de planilha no orçamento da obra. 
 
 Perfuração e Detonação 
 
A Tabela 33 apresenta o quantitativo de profissionais dedicados às atividades de 
perfuração e detonação. Encontra-se ainda previsto na equipe um operador de 
perfuratriz por torre de perfuração e por turno. 
 
Tabela 33 - Quantitativo de profissionais para perfuração e detonação 
Profissional Quantidade 
Marinheiro de convés com periculosidade 2 
Blaster 1 
 
 Carga com Clamshell 
 
A Tabela 34 apresenta o quantitativo de profissionais para as atividades de carga com 
clamshell. Encontra-se ainda previsto na equipe um operador de guindaste por turno. 
 
Tabela 34 - Quantitativo de profissionais para carga com clamshell 
Profissional Quantidade 
Operador de Equipamento pesado 1 
Marinheiro de convés 1 
 
 Carga com Draga Backhoe 
 
A Tabela 35 apresenta o quantitativo de profissionais para as atividades de carga com 
draga Backhoe. 
 
Tabela 35 - Quantitativo de profissionais para carga com draga Backhoe 
Profissional Quantidade 
Draguista 1 
Marinheiro de convés 1 
 
 
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 Equipe de Mergulho 
 
A Tabela 36 apresenta o quantitativo de profissionais da equipe de mergulho. 
 
Tabela 36 - Quantitativo de profissionais da equipe de mergulho 
Profissional Quantidade 
Mergulhador 1 
 
 Equipe de Batimetria 
 
A Tabela 37 apresenta o quantitativo de profissionais da equipe de batimetria. 
 
Tabela 37 - Quantitativo de profissionais para equipe de batimetria 
Profissional Quantidade 
Técnico de batimetria 1 
Piloto fluvial 1 
 
 Empurrador 
 
A Tabela 38 apresenta o efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito. 
 
Tabela 38 - Efetivo da tripulação do empurrador multi-propósito 
Tripulação Efetivo 
Mestre fluvial 1 
Condutor maquinista fluvial 1 
Marinheiro de máquinas 1 
Marinheiro de convés 1 
 Rebocador 
 
O efetivo da tripulação do rebocador encontra-se apresentado na Tabela 39. 
 
Tabela 39 - Efetivo da tripulação do rebocador 
Tripulação Efetivo 
Mestre fluvial 1 
Condutor maquinista fluvial 1 
Marinheiro de máquinas 1 
Marinheiro de convés 1 
 
 Embarcação de Apoio 
 
A Tabela 40 apresenta o efetivo da tripulação da embarcação de apoio. 
 
 
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Tabela 40 - Quantitativo de profissionais para embarcação de apoio 
Profissional Quantidade 
Piloto fluvial 1 
Marinheiro de convés 1 
 
 Batelão Autopropelido 
 
A Tabela 41 apresenta o efetivo da tripulação do batelão autopropelido. 
 
Tabela 41 - Quantitativo de profissionais do batelão autopropelido 
Tripulação Efetivo 
Mestre fluvial 1 
Marinheiro de máquinas 1 
Marinheiro de convés 1 
 
 Canteiro de Obras e Apoio Local 
 
Em função de questões geográficas, econômicas e logísticas, as instalações dos 
canteiros para o apoio aos serviços de derrocagem foram previstas em instalações 
móveis, tais como contêineres ou barco-hotel, e devem ser detalhadas na fase de 
elaboração do projeto, conforme orientações constantes do Volume 07 do Manual de 
Custos, intitulado “Canteiros de Obras”. 
 
A equipe de apoio em terra necessária aos serviços de derrocagem subaquática de 
materiais de 3ª categoria encontra-se devidamente detalhada no Volume 08 do 
Manual de Custos, intitulado “Administração Local”. Além dos custos relacionados à 
mão de obra e aos veículos da administração local, foi ainda prevista uma parcela 
relacionada às despesas diversas e à manutenção do canteiro de obras. 
 
 Critérios de Medição 
 
A medição dos serviços de derrocagem subaquática de materiais de 3ª categoria deve 
ser realizada em função dos volumes obtidos por meio de levantamentos batimétricos 
realizados antes e depois da execução dos serviços.
 
 
 
 
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8. MOLHES
 
 
 
 
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8. MOLHES 
 
 Descrição dos Serviços 
 
Os molhes são estruturas costeiras constituídas de enrocamentos de blocos soltos de 
rochas de peso elevado e de estruturas artificiais de concreto que tem por finalidade 
funcionar como quebra-mar e proporcionar abrigo seguro para as embarcações. Uma 
das extremidades do molhe sempre se localiza em terra e a outra no mar, conforme 
apresentado nas Figuras 21 e 22. 
 
Figura 21 - Molhe da Barra de Rio Grande/RS 
 
 
Figura 22 - Molhe da Barra de Rio Grande/RS 
 
 
O molhe pode ser subdividido nos seguintes componentes: 
 
 Carapaça: camada externa que recebe o impacto direto das ondas; 
 Núcleo:camada interna da estrutura; 
 Sub-carapaça: camada intermediária entre a carapaça e o núcleo. 
 
 
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 Equipamentos Utilizados 
 
A execução dos molhes exige a utilização dos seguintes equipamentos: 
 
 Trator de esteiras com lâmina - 259 kW; 
 Guindaste sobre esteiras com pinça - 220 kW; 
 Guindaste sobre rodas com capacidade de 370 kNm - 75 kW; 
 Escavadeira hidráulica com caçamba e capacidade de 1,5 m³ - 110 kW; 
 Caminhão basculante para rocha com capacidade de 8 m³ - 210 kW; 
 Batelão autopropelido com capacidade de 300 m³; 
 Martelete perfurador/rompedor a ar comprimido de 25 kg; 
 Cavalo mecânico com semi-reboque com capacidade de 35 t - 210 kW. 
 
 Adicional de Insalubridade 
 
Em virtude da natureza dos serviços, O SICRO considerou necessária a aplicação de 
adicionais de insalubridade para alguns serviços e/ou equipamentos, de acordo com 
o previsto nas normas regulamentadoras do trabalho. 
 
O adicional de insalubridade foi considerado diretamente no custo horário da mão de 
obra do SICRO para os perfuradores que atuam em tubulões sob ar comprimido e aos 
mergulhadores nos serviços de molhes, em respeito à Norma Regulamentadora nº 15, 
em particular o Anexo 6, que trata de trabalhos exercidos em condições hiperbáricas. 
 
Para essas categorias profissionais, foi acrescido um percentual de 40% (quarenta 
por cento) sobre o salário mínimo, considerando o grau máximo previsto na referida 
norma, uma vez que os trabalhadores estarão expostos a condições hiperbárica, 
perigosas e em ambientes confinados. 
 
 Componentes dos Molhes 
 
 Carapaça 
 
A carapaça é constituída por blocos de rocha de peso elevado ou por estruturas 
artificiais de concreto com massa na ordem de 2 a 20 toneladas. 
 
Estas estruturas artificiais de concreto podem possuir diversos formatos, sendo que o 
SICRO considera a utilização de tetrápodes e de Xbloc, com massas variando entre 
8 a 12 toneladas, conforme modelos apresentados nas Figuras 23 a 26. 
 
Figura 23 - Tetrápode 
 
 
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Figura 24 - Forma metálica de tetrápode 
 
 
Figura 25 - Xbloc 
 
 
Figura 26 - Geometria do Xbloc 
 
 
 Núcleo 
 
O núcleo é constituído por blocos de rocha com massa de até 0,5 toneladas, sem a 
contaminação de pó de pedra e de outros materiais não rochosos. 
 
 Sub-carapaça 
 
A sub-carapaça é constituída por blocos de rocha com massa variando entre 0,5 a 2 
toneladas. 
 
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 Características do Material Pétreo 
 
Os blocos são formados por rochas graníticas, com massa específica aparente 
superior a 2,65 t/m3, isentos de fissuras, de formato geométrico próximo ao cúbico e 
de resistência a ruptura por compressão simples superior a 50 MPa. 
 
Para a obtenção dos blocos na pedreira, a quantidade de explosivos deve ser reduzida 
em relação ao utilizado normalmente em bancadas. Tal procedimento tem por objetivo 
a geração de blocos grandes e adequados para a utilização no molhe. 
 
Para a seleção dos blocos devem ser empregadas equipes de profissionais 
especializados para sua adequada identificação, em conformidade com as 
especificações técnicas e com o projeto. 
 
 Características do Concreto dos Blocos Artificiais 
 
Os blocos artificiais de concreto utilizados nos molhes são pré-moldados com 
resistência característica de 20 MPa e não possuem armação estrutural. São 
normalmente pré-moldados em central, a céu aberto, em local previamente preparado, 
contemplando as áreas de concretagem e de estocagem. 
 
Os tetrápodes possuem alças de aço para suspensão e suas formas são metálicas. 
 
 Lançamento de Materiais nos Molhes 
 
 Materiais Pétreos 
 
O lançamento do material submerso até o limite permitido pelo calado é realizado por 
meio de batelões Split Hopper. 
 
A carga dos batelões é realizada com escavadeiras hidráulicas em ancoradouros 
previamente preparados. 
 
O posicionamento dos batelões no local de lançamento é realizado com o auxílio de 
GPS diferencial. 
 
O lançamento do material da carapaça é realizado com guindastes. 
 
O lançamento do material pétreo na sub-carapaça e no núcleo é realizado diretamente 
no maciço por meio de caminhões basculantes e espalhados com trator de esteira, pá 
carregadeira ou escavadeira hidráulica. 
 
 Blocos Artificiais 
 
O lançamento dos blocos artificiais da carapaça é realizado com a utilização de 
guindastes, uma unidade por vez. 
 
 Blocos Submersos 
 
Quando submersos, a arrumação dos blocos é realizada com o acompanhamento de 
mergulhadores. 
 
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 Batimetria 
 
Na execução dos molhes são realizadas batimetrias periódicas, junto com o controle 
por mergulho, para checar os taludes e níveis. 
 
O controle submerso das saias do enrocamento e de seus taludes é realizado com a 
utilização de ecobatímetro de registro contínuo, de 200 kHz, montado sobre uma 
embarcação posicionada por sistema GPS diferencial e “link” com marégrafo situado 
nas proximidades da obra. 
 
 Transporte com Batelões 
 
Para distâncias de até 3.000 metros, as composições de custos do SICRO incluem 
diretamente o transporte. 
 
Para distâncias superiores, o custo do serviço deve ser obtido por meio da utilização 
de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: 
 
 Utilizar a composição de custo para a distância de 3.000 metros, com a 
quantidade total a ser transportada; 
 Utilizar a composição de transporte, com a unidade em m³km, multiplicando a 
quantidade total a ser transportada pela distância correspondente. 
 
 Deslocamento 
 
A distância onde ocorre a velocidade média máxima de transporte é definida em 3.000 
metros. A equação que permite o cálculo da velocidade em função da distância 
encontra-se apresentada abaixo: 
 
V = Vm × (1 − (3 − X)
2 / 9)
1/2
 
 
onde: 
 
V representa a velocidade (km/h); 
Vm representa a velocidade média; 
X representa a distância onde ocorre a velocidade V. 
 
A Tabela 42 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para o batelão 
rebocado nas condições de transporte de ida e retorno. 
 
Tabela 42 - Velocidade média máxima por transporte para o batelão 
Condição de 
Transporte 
Velocidade Média 
Máxima (km/h) 
Ida (carregado) 9 
Retorno (vazio) 12 
 
 
 
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 Transporte de Materiais Pétreos e Blocos Artificiais de Concreto 
 
Para materiais pétreos, o SICRO disponibiliza composições de custos de escavação, 
carga e transporte para faixas de distâncias de 1.000 a 3.000 metros. 
 
Para blocos artificiais de concreto são disponibilizadas composições para faixas de 
distâncias de até 3.000 metros, com os custos de transportes já incluídos. 
 
Para distâncias superiores, o custo do serviço deve ser obtido por meio da utilização 
de duas composições, conforme procedimento detalhado abaixo: 
 
 Utilizar a composição de custo para a distância de 3.000 metros, com a 
quantidade total a ser transportada; 
 Utilizar a composição de transporte, com a unidade em m³km, multiplicando a 
quantidade total a ser transportada pela distância correspondente. 
 
 Deslocamento 
 
A distância onde ocorre a velocidade média máxima de transporte é definida em 3.000 
metros. A equação que permite o cálculo da velocidade em função da distância 
encontra-se apresentadaabaixo: 
 
V = Vm × (1 − (3 − X)
2 / 9)
1/2
 
 
onde: 
 
V representa a velocidade (km/h); 
Vm representa a velocidade média; 
X representa a distância onde ocorre a velocidade V. 
 
A Tabela 43 apresenta as velocidades médias máximas adotadas para s caminhões 
basculantes, nas condições de transporte de ida e retorno, para os caminhões de 
serviços em leito natural, com revestimento primário ou em rodovia pavimentada. 
 
Tabela 43 - Velocidade média máxima por caminho de serviço 
Caminho de Serviço 
Velocidade Média 
Máxima (km/h) 
Leito natural - ida (carregado) 21 
Leito natural - retorno (vazio) 39 
Revestimento primário - Ida (carregado) 40 
Revestimento primário - retorno (vazio) 45 
Pavimentado - ida (carregado) 45 
Pavimentado - retorno (vazio) 60 
 
 Critérios de Medição 
 
A medição dos serviços de execução de molhes deve ser realizada em função do 
volume efetivamente implantado e de acordo com a seção de projeto.
 
 
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Volume 02 - Pesquisa de Preços 
 
 
 
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