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Resumo de Patologia
NÓDULO
São lesões exofíticas (cresce para fora)
Sólidas
Circunscritas
Localização superficial ou profunda
Formados por tecido epitelial, conjuntivo ou misto.
Pode ser pediculadas (base menor que seu diâmetro) ou séssil (base maior que seu diâmetro)
PÁPULA
Lesões pequenas
Sólidas
Circunscritas
Elevadas
Não ultrapassam 5mm de diâmetro
Únicas ou múltiplas
Superfície lisa, rugosa ou verrucosa
Arredondadas ou ovais
Pontiagudas ou achatadas
PLACA
Lesões elevadas em relação ao tecido normal
Pequena altura em relação à extensão
Consistente à palpação
Superfície rugosa, verrucosa, ondulada, lisa ou vários aspectos
TRATAMENTO
	Invariavelmente cirúrgico com a realização de biópsia de preferência excisional.
BIÓPSIA: procedimento diagnóstico que retira tecido ou material celular para exame macro e microscópio e preparo de um laudo com o resultado dessa análise.
	
EXCISIONAIS: quando há remoção completa da lesão
EXCISIONAL
INCISIONAIS: quando apenas parte da lesão é removida
INCISIONAL
HIPERPLASIA FIBROSA (Fibroma)
Local: mucosa jugal (ao longo da linha de oclusão), mucosa labial interna, língua, gengiva ou em qualquer parte da boca.
Causadas: traumas crônicos de longa duração e baixa intensidade
Aparência: nódulo, rosa ou parecido com a cor da mucosa normal de superfície esbranquiçada e liso 
Tamanho: 1,5cm
Assintomático
Comuns em mulheres de 40 a 60 anos
Tratamento: remoção cirúrgica e retirada do trauma crônico
HIPERPLASIA FIBROSA INFLAMATÓRIA
Épulis fissurada ou Tumor por dentadura
Sempre associada a borda de uma prótese total ou parcial removível mal adaptada
Forma roletes de tecido hiperplásico únicos ou múltiplos
Cor da mucosa ou eritematoso (avermelhado)
Fissurados ou ulcerados
Comuns em adultos e idosos que usam prótese
Tratamento: remoção cirúrgica e confecção de uma nova prótese ou ajuste da prótese antiga.
HIPERPLASIA PAPILAR PIOGÊNICO
Crescimento tecidual sob prótese total mal adaptada, mal higienizada ou uso contínuo dela.
Presença de candidíase
Assintomático
Palato e/ou abobada palatina
Pedregosa (irregular) ou papilar
Eritematosa (pode estar associada a queimação na dentadura)
Tratamento: remoção cirúrgica, crioterapia, eletrocirurgia, reembasamento, mucoabrasão ou troca da prótese 
GRANULOMA PIOGÊNICO
Massa tecidual plana ou lobulada
Séssil ou pediculada
Superfície ulcerada
Rosa ao vermelho
Sangra ao simples toque
Cresce rápido
Indolor (porém sintomático se ulcerado)
75% gengiva, mas encontra-se na língua, palato, lábios e mucosa jugal (jovens e crianças)
Gestação e alteração hormonal pode contribuir para o surgimento da lesão
Tratamento: remoção cirúrgica ou correção dos fatores locais e sistêmicos
FIBROMA OSSIFICANTE PERIFÉRICO	
Crescimento principalmente na gengiva
Pode ser evolução do Granuloma Piogênico
Massa nodular
Séssil ou pediculada
Envolve papila interdental
Rosa ao vermelho
Superfície ulcerada
Quando rosa pode confundir com Hiperplasia Fibrosa
Quando vermelha pode confundir com Granuloma Piogênico
2cm ou maior
Adolescentes e adultos jovens (10 a 20 anos) mais em mulheres
Frequência maior na maxila de canino a incisivo
Pode deslocar e amolecer dentes envolvidos
Tratamento: remoção cirúrgica e pode ter recidivas.
LESÃO PERIFÉRICA DE CÉLULAS GIGANTES
Lesão reacional
Causa: presença de um fator irritante persistente ou no rebordo alveolar residual
Massa nodular
Séssil ou pediculada
Vermelha, vermelho-azul ou azul púrpura
2cm ou maior
Região anterior e posterior da mandíbula
Pode ter reabsorção em forma de taça do osso alveolar subjacente
Todas as idades principalmente mulheres entre 50 a 60 anos
Pode confundir com Granuloma Piogênico e ou Fibroma Ossificante Periférico
Tratamento: Curetagem cuidadosa e pode ter recidivas
LIPOMA
Tumor benigno de tecido adiposo ou gordura
Massas nodulares
Superfície plana
Séssil ou pediculada
Mole a apalpação
Assintomática
Crescimento lento
3cm
Rosa ou cor natural da mucosa ou ligeiramente amarelado
Aparece mais em mucosa jugal e lábial interna, mas pode afetar língua e assoalho bucal com menor incidência
Incomuns na infância
Adultos de 40 anos tanto homens como mulheres
Tratamento: remoção cirúrgica e verificação da presença de trauma na mucosa para evitar recidiva
PAPILOMA
Tumor benigno do epitélio
Massa papilar exofítico (cresce para fora) mole
Verrucosa
HPV 6 e 11
Séssil ou pediculado
Com projeções epiteliais pontiagudas ou rombuda (couve-flor)
Lesão solitária
Cor branca, vermelho claro ou na cor da mucosa
indolor
Crescimento lento (3 a 12 meses)
Adultos tanto homens como mulheres de 30 a 50 anos, pode ocorrer em crianças
Língua, lábios, palato mole ou qualquer região da boca
Parece Verruga Vulgar, Condiloma Acuminado, Xantoma Verruciforme e Hiperplasia Epitelial Focal
Tratamento: remoção cirúrgica ou cauterização química
HEMANGIOMA
Anomalias dos vasos sanguíneos
Máculas ou regiões puntiformes de cor vermelho 
Tornam-se pálidos ao vitropressão ou compressão da área, voltando a se encher de sangue após retirada do objeto
Grande ou pequenas massas exofíticas
Vermelho – azulado ou arroxeado
Cresce lento
Comuns em mulheres
Pode levar a quadro hemorrágico se traumatizado
Não requerem tratamento
NEUROFIBROMA
Neoplasia benigna de nervos periféricos
Solitário ou associado a neurofibromatose
Solitários: indolor, moles, cresce lento, pequenos ou grandes
Pele na boca, língua e mucosa jugal
Imagem radiolúcida uni ou multiocular
Tratamento: excerção cirúrgica 
NEUROFIBROMATOSE ou doença cutânea de Von Recklinghausen
Hereditário
Tipo I mais comum na odontologia
Vários neurofibromas na pele, podendo formar grandes massas pedunculares (homem elefantes)
Mancha café com leite, Sinal Crower ,Nódulos de Lish, tumores no SNC, macrocefalia, deficiência mental, baixa estatura e escoliose
Critérios de diagnóstico:
6 ou + manchas de café com leite acima de 5mm de diâmetro em indivíduos pré-puberdade e 15mm pós-puberdade
2 ou + neurofibroma de qualquer tipo ou 1 neurofibroma plexiforme
Sardas nas regiões axilar e inguinal
Glioma ótico
2 ou + nódulos de Lish
1 lesão óssea distinta como displasia esfenoide, adelgaçamento da córtex de ossos longos com ou sem pseudo-artrose
Um parente de primeiro grau com neurofibromatose do tipo I, baseado nos critérios acima
TUMOR DE CÉLULAS GRANULARES
Neoplasia
Comum língua e mucosa jugal, lábios, gengiva, palato duro e úvula
20 a 50 anos, mais em mulheres
Massa nodular bem circunscrita
Firme a palpação
Coloração idêntica à da mucosa ou esbranquiçada, amarelo, avermelhado, esverdeada ou levemente ulcerada
0,5 a 10cm
Única ou múltipla
Dolorosa ou dormência local
LINFANGIOMA
Hematomas benignos de vasos linfáticos (capilares cavernosos ou císticos)
Boca, 2/3 anteriores da língua gerando um macrogenesia
Aspecto pedregoso, lembra vesículas agrupadas
Arroxeadas
Mais profundos são moles e mal definidos
Tratamento: cirurgicamente. Quando extensos são retirados parcialmente gerando recidivas. Em casos que não ocorre crescimento, estes não recebem tratamento.
CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS ORAL OU EPIDERMÓIDE
Úlcera que não cicatriza, vegetante
Bordas elevadas
Base endurecida
Contorno irregular
Crateriforme (forma de cratera)
Limites imprecisos
Não respeita limites anatômicos
Movimentação em bloco
Placa branca
Manchas escurecidas
Mobilidade da língua alterada
Sangramento sem causa aparente
Mobilidade sem causa aparente
Reabsorção óssea sem causa aparente
MUCOCELE
Ruptura de um ducto de glândula salivar com consequente derramamento de muco para o interior dos tecidos moles circunjacentes
Nódulo de base séssil +/- 1mm até vários cm
Coloração translucida, azulada ou da cor da mucosa
Flutuantes ou consistentes à palpação
Acontece em lábio inferior, mucosa jugal, ventre anterior da língua e assoalho bucal
Tratamento: excisão da lesão incluindo mucosa de revestimento e as glândulas salivarespróximas se estendendo até o plano muscular.
SIALOLITO OU CÁLCULO SALIVAR
Nódulo assintomático
Consistência firme e endurecida
Frequente em glândulas salivares menores do lábio superior
Frequente em glândulas salivares maior submandibular
Visto em radiografias se estiver calcificado
Tratamento: excisão das glândulas e do sialolito
ADENOMA PLEOMÓRFICO
Neoplasia benigna
Origem em células de reserva do ducto intercalado dentro da unidade secretora
Nódulo ou massa assintomático
Móvel e pode causar ulceração
Frequente no palato e lábio superior
Tratamento: excisão com margens livres e envio para exame
CARCINOMA MUCOEPIDERMÓIDE
Tumor de aparência de massa firme
Neoplasia maligna
Móvel ou fixa
Ulcerada ou cística
Azulada, avermelhada ou arroxeada
Frequente no palato duro, lábio superior, assoalho bucal e língua
Tratamento: feito pelo médico
CISTOS ODONTOGÊNICOS MAIS FREQUANTES
CISTO DENTÍGENO OU FOLICULAR
Pode estar associado a qualquer dente incluso, com maior frequência nos:
3° molar inferiores
Caninos superiores
3° molar superiores
2° pré-molar inferiores
Raramente envolvem dentes decíduos inclusos
Ocasionalmente podem estar associados a dentes supramerários e odontomas
Assintomáticos
Radiografia: imagem radiotransparente com margens bem definidas, unilocular, associada a COROA de um dente INCLUSO
Cisto infectado pode apresentar margens indefinidas
Tratamento: enucleação ou remoção do dente incluso
CISTOS NÃO ODONTOGÊNICOS MAIS FREQUENTES
CISTO DO DUCTO NASOPALATINO
Pode invadir a cavidade nasal
Nasce dentro do canal incisivo
Pode crescer para vestibular ou palatina
Radiograficamente: imagem radiolúcida na forma de coração ou pera invertida
Desloca a raiz do dente
Tratamento: remoção cirúrgica
AMELOBLASTOMA
Neoplasia benigna
Invasiva
Frequente na mandíbula e menos frequente na maxila
Na mandíbula: Região dos molares e no ramo ascendente
Na maxila: região de pré-molares e região anterior
Pode se dividir em:
Sílido ou multicístico
Unicístico
Periférico
Cresce lento
Assintomático
Pode deformar a face
Casos avançados rompe o limite ósseo e aflora na boca
Radiograficamente:
Aspecto unilocular ou unicavitário: formando no osso uma cavidade bem delimitada
Aspecto multiocular ou pluricavitário: forma cavidades radiolúcidas de tamanho e dormas variáveis, separada entre si pode septos ou linhas radiopacas
ODONTOMA
Pode ser considerado uma má formação em que todos os tecidos dentais estão representados mas arranjados de forma diferente do normal
Classificados como:
Complexo:
Os tecidos dentais representados estão DESORDENADOS e morfologicamente não se assemelham a forma de dente.
Frequente na região posterior dos maxilares
Composto:
Originam de uma proliferação exagerada da lâmina dentária em que todos os tecidos dentais estão representados de uma maneira ORGANIZADA formando estruturas semelhantes a dentículos.
Frequente na região anterior da maxila (canino)
Assintomáticos
Cresce de vagar
Pode causar expansão da cortical óssea
Tratamento: remoção cirúrgica
MIXOMA
Neoplasia invasiva
Pode ocorrer em tecidos moles e no osso
Frequente na mandíbula
Lesão intraóssea expansiva
Cresce de vagar
Indolor
Associado a dentes inclusos
Radiograficamente: múltiplas áreas radiolúcidas de variável tamanho, separadas por septos ósseos retos ou curvos, dando uma aparência de bolhas de sabão ou de “favos de mel”
Tratamento: excisão cirúrgica com margem de segurança
CISTOS
ABCESSO PERIAPICAL