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RESUMÃO ENDODONTIA 
Anatomia Interna Dental – Aula 02 
 
 O conhecimento da anatomia interna do canal é de suma importância para evitar iatrogênicas. Ao longo da 
evolução da endodontia os estudos sobre o assunto, algumas conclusões já se dão como concretas: 
 
● A anatomia interna reproduz a externa; 
● Temos alterações pela presença de ramificações laterais e apicais; 
● Há uma diminuição progressiva da morfologia da cavidade pulpar após a erupção dental, ou seja, a produção 
de dentina nunca para, consequentemente o tamanho da cavidade pulpar diminui. 
 
 
 
 
 
 A proteção natural da polpa na porção coronária, são respectivamente, o esmalte e a dentina. E para a polpa 
radicular, são respectivamente, o cemento e a dentina. Esta polpa tem, ao longo da vida do ser humano, funções 
importantes para o desenvolvimento e proteção do órgão dental tais como: 
● Formadora: forma dentina através de estímulos: alimentos quentes, mastigação, agressões e produtos 
químicos; 
● Nutritiva: leva nutrientes e líquido tecidual para a formação das estruturas dentais; 
● Sensorial: responde a agressões por meio das terminações nervosas, resultando em dor; 
● Defensiva: Responde às agressões através da inflamação. 
A cavidade pulpar é dividida, em todos os grupos dentais em: teto, assoalho, paredes circundantes, divertículo 
(corno pulpar), embocadura do canal e canal radicular. O canal radicular, por sua vez, é dividido em três partes de 
forma didática para facilitar a comunicação entre profissionais: terço cervical, terço médio e terço apical. Além disso, o 
canal é dividido também de acordo com sua composição, podendo ser dentinário ou cementário – a porção cementária 
“cresce” com o passar do tempo (0,5mm em dentes jovens, 1,0mm em dentes maduros e 1,5mm em dentes senis) –. 
 A anatomia dental da porção apical tende a se distalizar, devido a nutrição sanguínea e nervosa chegar de 
póstero para anterior. Portanto é comum que os forames apicais não estejam medianos em relação a raiz, e esse é um 
fator que devemos nos atentar, uma vez que a instrumentação não deve passar o forame jamais. 
 As raízes podem se apresentar com formas: retas, curvas, sinuosas ou dilaceradas quando pensamos no 
formato do dente. E também: circular, elíptica, atresica/ampla, irregular ou oval quando vistas por 
um corte transversal. 
 
 
 
 
 
Os grupos dentais costumam seguir um padrão, onde: 
● Incisivos: 
 
 
 
 
● Caninos: 
 
 
 
 
 
● Pré-molares: 
● Molares superiores: 
● Molares inferiores: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cirurgia de Acesso a Câmara Pulpar – Aula 03 
A cirurgia de acesso a câmara pulpar tem como função abrir acesso aos canais radiculares, para que o 
tratamento possa ser executado. Para a execução desse passo, temos um “passo-a-passo” didático: 
 
1. Ponto de eleição: 
Este é o local onde a broca diamantada vai começar a cirurgia de acesso, e o mesmo deve ter uma localização 
estratégica para que seja desgastado a menor quantidade de estrutura sadia possível. 
● Dentes anteriores: 2 a 3mm, em direção à incisal, do cíngulo; 
● Dentes posteriores: fossa central 
● PMI: que é na vertente mésio-lingual da cúspide vestibular. 
 
2. Direção de trepanação: 
O erro na escolha da direção de trepanação pode resultar na perca do elemento dental, pois uma vez 
que a raiz é trepanada, o dente perde sua função. Essa direção é a angulação que o profissional deve 
colocar as brocas em direção à câmara pulpar e as bricas que nós usamos são: cônica invertida e 
esférica diamantada para esmalte, e carbide esférica para dentina. Quando “cairmos no vazio” deve-se 
remover parte do teto da câmara pulpar com a broca carbide. Quando não houver ais teto, se faz o 
preparo da câmara com as brocas tronco cônicas, endo-Z (corta mais) ou diamantadas, sem ponta ativa 
para não ferir o assoalho da câmara pulpar. 
● Anteriores: perpendicular ao longo eixo do dente; 
● Posteriores: paralelo ao longo eixo do dente. 
 
3. Forma de contorno: 
Nada mais é, do que o formato que o preparo deve apresentar após o termino do acesso e preparo da câmara pulpar. 
 
 
 
4. Ângulo cavo-superficial: 
Angulo cavo superficial, é o desgaste do esmalte que fica no ângulo oclusal sem suporte de dentina, visando ainda 
melhor visão da câmara e a entrada das limas com mais facilidade. Este desgaste é feito com brocas diamantadas em 
forma de chama de vela e só será realizado mediante solicitação de seu professor orientador. 
 
 
 
 
 
Técnica radiográfica: poderão ser necessárias algumas técnicas acessórias para a realização da 
odontometria, são essas a técnica de Le Master – que tem por objetivo evitar a sobreposição do arco 
zigomático –, e a técnica de Clark – que é utilizada para dissociação de raízes em molares bi ou tri 
radiculados. 
Odontometria – Aula 04 
 A odontometria compreende a mensuração do tamanho do elemento dental, tanto em comprimento quanto 
em diâmetro. Tal mensuração é feita para que a instrumentação e as substancias auxiliares não ultrapassem o limite, e 
não agridam os tecidos periapicais, ocasionando assim em um pós-operatório satisfatório para o paciente. 
 Para um bom entendimento desse processo, primeiro se deve entender as abreviações usadas: 
● CRT: comprimento de trabalho; 
● CRI: comprimento real do instrumento; 
● CAD: comprimento aparente do dente; 
● DA: diâmetro anatômico. 
O principal motivo para fazermos a odontometria é encontrar o CRT, pois com é neste comprimento que 
iremos trabalhar com tranquilidade. A determinação do DA é importante para sabermos até qual instrumento 
precisaremos trabalhar para promover uma limpeza, modelagem e descontaminação adequada no canal. O limite de 
trabalho se dará na zona de maior constrição apical, aquém do forame apical. Esse limite se distanciara do vértice 
radiográfico, com o passar da idade do paciente, bem como também poderá ser modificada em casos de necrose, onde 
poderá haver reabsorção cemento-apical. 
O limite de instrumentação inadequado terá influência direta na inflamação apical, assim, a sobre 
instrumentação irá promover: trauma mecânico e químico aos tecidos periapicais, nos casos de polpa vital, ou o 
carregamento de micro-organismos, nos casos de necrose pulpar. A sub instrumentação promoverá a manutenção de 
micro-organismos na porção apical do canal, sendo assim quando o limite adequado é mantido (1mm aquém do 
forame apical), promoveremos a limpeza adequada e uma modelagem suficiente para um preenchimento seguro. 
Há situações em que a anatomia da raiz ou mesmo do canal radicular impõem a necessidade de recuo do 
instrumento aquém ao 1mm recomendado, por uma condição anatômica (direção do canal radicular). Por exemplo, 
os incisivos laterais superiores, que apresentam um desvio radicular para distal/palatino e muitas vezes não é possível 
visualizar no rx de diagnóstico. Já o incisivo superior pode apresentar desvio para vestibular o que não será visualizado 
no rx de diagnóstico nem no de odontometria, daí a necessidade de conhecimento anatômico visando uma correta 
tomada de decisão quanto á posição do instrumento para decidirmos o comprimento de trabalho adequado. 
A sequência da técnica de odontometria é: 
1. Radiografia de diagnostico: 
Neste passo iremos encontrar o CAD, que é obtido através da mensuração do comprimento da referência coronária até 
o ápice radicular. Medir com compasso de ponta reta, lupa e régua milimetrada. 
2. Abertura coronária: 
É feito todo o processo de cirurgia de acesso, e uma irrigação com hipoclorito e endo-PTC e é introduzido uma lima de 
fino calibre (10/15) no CRI. CRI= CAD-3. Esse -3 é porquê a radiografia apresenta distorções. 
3.Radiografia de odontometria: 
Agora é verificado se o instrumento chegou, ou não, no forame apical para determinarmos o CRD. Caso o instrumento 
tenha chegado exatamente ao limite apical o ajuste (X) será = 0, se o instrumento estiver aquém o ajuste (X) será 
positivo (ex: +3), já se o instrumento estiver além o ajuste (X) será negativo (ex: -3). Em casos ode o ajuste for negativo 
ou > 4, terá que ser feita outra radiografia (em CRT) para confirmar o ajuste. Sendo assim, CRD = CRI + ou – X. 
4. Determinando CRT: 
O CRT será a medida utilizada nos stops das limas manuais, é neste cumprimento que iremos entrar com os 
 
 
Caso o isolamento permita a 
entrada ou saída de fluidos, é 
necessário obliterar a área 
com TopConfort ou com 
Superboder 
Isolamento Absoluto em Endodontia – Aula 05 
O isolamento absoluto na endodontia é obrigatório, tem como principal objetivo impedir que o paciente aspire 
algum dos instrumentos ou as substancias auxiliares, tecidos moles; além de proteger o CD da microbiota do paciente e 
auxiliar na visualização. 
Existem três tipos de técnica para se realizar o isolamento absoluto em endodontia, o indicado na FHO é a 
técnica de passo único, onde levamos todo o conjunto para a boca do paciente. 
1. É feita a montagem do lençol no arco (tipo Ostby dobrável), de maneira que o lençol permaneça frouxo; 
2. Levamos à face do paciente, marcamos com caneta hidrográfica o local a ser perfurado, de forma que o 
dente a ser tratado fique centralizado; 
3. Perfuramos o lençol, como o perfurador de Ainsworth; 
4. Montamos o grampo no lençol, preso nas aletas de maneira que a alça do grampo fique voltada sempre 
para a face distal do elemento dental a ser isolado, e levamos todo o conjunto com a pinça porta-grampo 
para o dente; 
5. Apreendemos a cervical do dente a ser isolado e acomodamos o grampo; 
6. Soltamos o lençol das aletas; 
7. Esticamos o lençol, se necessário; 
8. E fazemos a desinfecção de todo o lençol e arco, com: 
a. NaOCl 2,5 %; 
b. Iodo povidine; 
c. Álcool iodado; 
d. Solução de clorexidina 2%. 
 
 
 
Preparo Cervical Seriado – Aula 06 
O preparo dos canais radiculares tem por finalidade a limpeza, desinfecção e modelagem do sistema de canais 
e é indicado para dentes com canais amplos e retos. 
● Limpeza e desinfecção: ação química e mecânica para a remoção do conteúdo do sistema de canais, 
microorganismos, restos necróticos, substratos orgânicos, material obturador, raspas de dentina; 
● Modelagem: a forma do canal deverá ser tronco-cônica, calibre aumentado, batente apical, forame apical em 
seu lugar de origem. 
 
 
 
 
 
A cinemática corresponde ao movimento que faremos com os instrumentos para fazer o preparo químico 
mecânico, sendo: 
● Cateterismo: movimento de exploração do canal, será movimentado em ¼ de volta à direita e à esquerda 
alternadamente e com leve pressão apical; 
● Limagem: movimento de dilatação do canal, os movimentos seriam feitos contra as paredes e tração para 
cervical com avanço e retrocesso de 2mm. 
● Alargamento: movimento utilizado para avançar em canais atrésicos, o movimento é ¼ de volta no sentido 
horário e tracionamento. 
● Associação da cinemática de alargamento e limagem: movimento utilizado em canais atrésicos para alargar 
e promover a limagem ao mesmo tempo o movimento é realizado com ¼ de volta no sentido horário, pressão 
contra as paredes de dentina e tração em direção cervical. 
 
Quando o canal for amplo e reto, iremos usar a o preparo cérvico-apical para diminuir o stress do instrumento, 
promovendo a dilatação e limpeza do espaço mais oclusal (mais contaminado), para apical evitando o carregamento de 
material contaminado para apical. 
As brocas Gates-Glidden são utilizadas no interior do canal radicular até o final do terço médio. O instrumento 
possui ponta ativa, e deve entrar no canal acionada e sair do canal acionada. Ele deve ser usado sem ser pressionado 
contra as paredes, e em direção ao longo eixo do dente. 
Para calcular o comprimento de trabalho das Gates-Glidden deveremos: 
● Subtrair do CRT o comprimento da coroa; 
● Dividir a raiz em 3 terços; 
● Somar a coroa com 2 dos terços obtidos; 
● Esse valor será o de trabalho inicial: 
● GG 1= X 
● GG2= X-2 
● GG3= X-4 
● GG4= X-6 
Após o preparo dos terços cervical e médio iremos preparar o terço apical com as limas manuais, seguindo a 
seriação das limas a partir do instrumento inicial pelo menos 4 instrumentos a mais, ou até chegar em 40. 
As vantagens dessa técnica, são: 
● Acesso franco ao ápice radicular; 
● Melhor desinfecção; 
● Menores deformidades; 
● Maior abertura apical; 
● Redução de debris para o periápice. 
 
 
Substâncias Químicas Usadas no PQM – Aula 07 
As substâncias auxiliares para a realização do PQM são duas, uma de irrigação e outra para auxiliar na limpeza 
do mesmo. As substâncias preconizadas pela FHO são: hipoclorito 2,5% e Endo-PTC leve. As vantagens de se usar 
substâncias químicas são: 
● Complexidade anatômica dos canais; 
● Falta de acesso mecânico; 
● Desinfecção e assepsia; 
● Aumentar permeabilidade dos canais suplementares e túbulos dentinários; 
● Transformar substâncias necróticas em substâncias solúveis. 
Tais substâncias devem ser umectantes, bactericidas, tensoativas, lubrificantes, biocompatíveis, solúveis em 
água; além de englobar partículas e eliminar contaminações proteicas. 
O Hipoclorito de Sódio promove a desnaturação de proteínas, é saponificante, libera cloro e oxigênio, é 
desodorante, clarificante e promove uma ação química em materiais orgânicos solúveis em H2O. Já o Endo-PTC tem 
todas essas propriedades além de ação lubrificante, remoção de raspas de dentina, absorção de raspas e levitação do 
magma. 
As duas substâncias devem ser colocadas em seringas tipo Luer, HCS 5ml e EPT 3ml. As agulhas para HCS 
devem ser finas (NaviTips) e deverá ser introduzida 3mm aquém do CRT, e a agulha para o EPT deverá ser grossa. A 
agulha deverá ser movimentada durante irrigação para permitir o refluxo da substância, pois sempre que for feita a 
irrigação deverá estar acontecendo a aspiração mutuamente, para que não ocorra inflamação do periápice. 
Após o PQM irá ser colocado no canal o EDTA-T para finalizar a sanificação do canal e eliminar os detritos das 
paredes e túbulos dentinários. 
 
 
A utilização das substâncias auxiliares acontece da seguinte forma: 
● Acesso à câmara pulpar: HPS + EPT 
● Trocas de limas: HPS + EPT 
● Após PQM: HPS 
● Antes da MIC: EDT 
● Depois do EDT: HPS 
Antes da obturação e da MIC, o canal deverá ser seco com as cânulas: 
● White Mac: grossa; 
● Capillary Tip (verde): média; 
● Capillary Tip (roxa): fina; 
● Cones de papel absorventes. 
 
Medicação Intra-Canal – Aula 08 
 
As medicações intra-canais te, sua ação no canal principal, túbulos dentinários, forame apical e tecidos 
periapicais. As situações clínicas onde usamos a MIC, são: 
 Após o PQM; 
 Entre sessões endodônticas; 
 Traumatismo dentário; 
 Lesões endodôntico-periapicais; 
 Rizogênese imperfeita; 
 Pós clareamento dental; 
 Lesões refratarias. 
POLPA VIVA POLPA MORTIFICADA 
Anti-inflamatória Antibactericida 
Antibactericida Alcalinização 
Analgética HIDROXIDO DE CALCIO PA + POLIETILENOGLICOL 
OTOSPORIN 
 
A aplicação da MIC em dentes vitalizados: 
1. Se dá com o canal devidamente preparado e seco; 
2. É colocado 7 gotas do otosporin com a NavTip amarela, irrigamos o canal 2mm 
aquém do CRT; 
3. Aspiramos o excesso coronário mantendo o canal preenchido com a substancia; 
4. Fazemos selamento triplo da cavidade com algodão, guta-percha e cotosol; 
5. O tempo ideal é de 3 a5 dias, e o máximo 7. 
A aplicação da MIC em dentes desvitalizados: 
1. Canal devidamente preparado e seco; 
2. Espatular 1 porção de HC com 2/3 gotas do liquido; 
3. Inserir a medicação até 2mm aquém do CRT com auxílio de uma lima ou lentulo 
de diâmetro menor a última lima do preparo; 
4. Remove-se o excesso da câmara pulpar; 
5. Vedamento da cavidade com cotosol; 
6. O tempo ideal sem rarefação aparente é de 7 dias, com rarefação 14 dias. 
A aplicação de MIC nos casos de polpa viva em sessão única: 
1. Se dá com o canal devidamente preparado e seco; 
2. É colocado 7 gotas do otosporin com a NavTip amarela, irrigamos o canal 2mm aquém do CRT durante 5 min; 
3. Aspiramos toda a MIC com White Mac grossa, Capillary Tip (verde) média, Capillary Tip (roxa) fina, e com 
cones absorventes; 
4. Então procedemos com a obturação. 
Instrumentação Rotatória – Aula 09 
 
O preparo rotatório exige que seja feito um preparo de acesso cirúrgico adequado para se promover um 
trabalho seguro, não deve haver nenhuma interferência na embocadura do canal. Além disso, antes de começarmos a 
utilizar as limas rotatórias, o canal deve ser explorado com a lima #15 no CRI para garantir um acesso livre a porção 
apical do canal. Após esse preparo, utilizaremos a broca cpdrill para preparar o terço cervical. Depois desses passos 
realizaremos a odontometria. 
A cinemática impressa ao instrumento rotatório deverá permitir que o instrumento avance no interior do 
conduto de 0,5 em 0,5 mm, nos canais atrésicos e curvos, e nos canais com leve atresia e curvatura até 2,0 mm. Uma 
amplitude maior levará o instrumento a entrar em contato com uma extensão maior de paredes requerendo um torque 
maior o que poderá levar o instrumento à fadiga, torção ou flambagem e consequente fratura. 
O instrumento entrará em contato com a dentina em um primeiro momento para inspecionar sua 
acomodação e analisar a profundidade alcançada no interior do canal, parado, ou seja, sem rotação. Após esta inspeção 
ocorrerá o recuo de 2 a 3 mm promovendo o destravamento da dentina e posterior acionamento para corte de dentina 
em movimento, ou seja, já em rotação. Esta manobra de inspeção e recuo do instrumento para início da rotação para 
corte de dentina se faz necessário pois o atrito estático requer maior torque que o atrito dinâmico para cortar dentina, 
ou seja, para iniciar a rotação do instrumento quando ele está justo no canal e parado requer maior força que se ele 
estiver livre no interior do canal, desta maneira diminuiremos a possibilidade de fratura. 
Ainda em relação à cinemática do instrumento nunca deveremos manter o instrumento sem um movimento 
de avanço e retrocesso de 1 a 2mm durante a rotação dentro do canal. Se o instrumento ficar estático no sentido 
vertical do longo eixo do canal e em rotação regiões de stress no mesmo ponto poderão levar a uma fratura por fadiga 
cíclica. 
As limas de NiTi atuam por alargamento, promovendo um corte circular mantendo o diâmetro do preparo com 
o mesmo diâmetro do instrumento, e centralizado, ou seja, o instrumento não promove o desvio no canal com 
manutenção do instrumento centrado no conduto radicular, graças à sua ponta guia sem corte, promovendo maior 
segurança em relação a canais curvos pela preservação da anatomia interna do canal. A extrusão de debris é reduzida 
significativamente, não ocorrendo o bombeamento destes materiais para a região periapical, uma vez que as raspas de 
dentina são trazidas para a região cervical do canal para serem eliminadas. 
Uma desvantagem deste processo de preparo do conduto de maneira circular centrada está nos condutos de 
anatomia achatada onde os istmos podem ficar sem preparo. É importante o conhecimento de anatomia interna 
radicular na determinação de possíveis achatamentos para que possamos trabalhar com o instrumento nos istmos, nas 
extremidades do canal. 
Os esforços de carregamento (aplicação de força) na direção do longo eixo do instrumento imprimem uma 
força capaz de flexiona-lo como um arco de flecha, como se o instrumento estivesse girando na curvatura podendo 
aumentar o risco de fratura. Os esforços de carregamento provocam aumento do passo da hélice do instrumento 
(mudança na configuração geométrica) o que levará à fratura se não houver a interrupção desta força. 
É possível a utilização do instrumento em canais mais amplos e retos – 8 usos; canais com curvaturas 
pequenas e médias – 4 usos; canais com curvaturas acentuadas e pequena atresia – 2 usos; canais fortemente 
curvados, atrésicos e calcificados – 1 uso. O instrumento também deverá ser descartado quando a inspeção visual 
demonstrar desgastes, deformação de espirais, curvaturas ou dobras e sinais de corrosão. A quantidade de usos deverá 
ser respeitada evitando acidentes como a fratura. 
 
 
 
 
 
 
Obturação – Aula 10 
A obturação consiste no selamento tridimensional, permanente dos canais após o PQM e a MIC. Tem como 
objetivo garantir a reparação biológica das alterações do órgão dental, para que volte a ter suas funções normais. 
Previne a introdução de exsudato para o interior do canal, favorece o processo de reparação dos tecidos periapicais 
impede a reinfecção do canal. A obturação só poderá ser feita quando o resultado do PQM seja satisfatório, ou seja, 
com ausência de dor, de exsudato ou fistula. 
As propriedades físicas e biológicas que os materiais utilizados na obturação endodôntica devem possuir são: 
adesividade (cimentante), biocompatibilidade, bom escoamento (evitar bolhas), insolúvel aos fluídos orgânicos, não 
apresentar alteração dimensional, ser bactericida e bacteriostático, radiopaco, não apresentar alteração cromática, 
fácil manipulação e introdução no interior do canal com fácil remoção. Na FHO, os preconizados são: a guta percha e o 
Sealer 26. 
Na FHO utilizamos a técnica de cone único para o preparo químico mecânico realizado com instrumentos 
rotatórios, e a técnica de cone principal com secundários para o preparo químico mecânico realizado com a técnica 
cervical seriada. 
1. Remoção da restauração provisória; 
2. Irrigação e aspiração com hipoclorito de sódio para remoção da medicação intra canal; 
3. Introduz-se o último instrumento utilizado no P.Q.M. até o comprimento real de trabalho para 
auxiliar na remoção da MIC; 
4. Irrigação final com EDTA-t por 3 a 5 minutos; 
5. Após irriga-se com hipoclorito de sódio para remoção do EDTA-t; 
6. Secagem com cânulas grossa, média, fina e cones de papel absorvente; 
7. Desinfecção dos cones de guta percha (serão mergulhados em hipoclorito de sódio a 5,25% por 1 
minuto); 
8. Seleção do cone de guta percha (mesmo diâmetro do último instrumento); 
a. Teste visual (se o cone de guta percha chegou ao C.R.T.); 
b. Teste tátil (se o cone de guta percha está justo ao diâmetro do canal no CRT) 
c. Teste radiográfico (confirmação através do exame radiográfico se o cone de guta percha 
chegou no C.R.T.). 
9. Espatulação do cimento endodôntico (Sealer 26); 
a. Que deve estar liso, brilhante, homogêneo e formar um fio de 1,5 a 2,5 cm. 
10. Inserção do cimento e cones principal e secundários (técnica cervical seriada), ou cone único com 
cimento (técnica com rotatórios); 
11. Radiografia de qualidade (avaliar se o cone chegou no C.R.T., se não houve formação de bolhas 
ou espaços sem preenchimento); 
12. Corte dos cones com condensador de guta percha modelo Uniararas, aquecido em movimento 
único até a embocadura do canal; 
13. Limpeza da câmara pulpar com esponja e álcool 100%; 
14. Restauração do acesso endodôntico; 
15. Radiografia final sem isolamento absoluto. 
 
Semiotécnica em Endodontia – Aula 11 
Os exames devem ser individualizados por conta da resposta de cada pessoa, por isso todos ostestes são 
realizados em comparativo a um dente sadio. Sempre, em primeiro lugar, proceder o exame em um dente hígido que 
seja o mais parecido (em tamanho e forma) e por segundo, proceder os testes no dente suspeito. O diagnóstico será 
fechado em 3 etapas: anamnese, exame físico e complementares. 
Na anamnese será levantada a queixa principal, história médica, história progressiva e atual. Nesse momento 
tenta-se identificar se a origem da dor é odontogênica ou não. Perguntas a serem levantadas sobre a dor são: Qual a 
frequência? Contínua ou intermitente? É localizada ou irradiada? A dor tem origem provocada ou é espontânea? 
Quanto tempo vem ocorrendo? A duração da dor é rápida ou tem declínio lento? 
No exame físico definimos se a dor é pulpar ou periodontal, e devem seguir uma sequencia: 
1. Teste de sondagem: com as sondas periodontais verifica-se a presença de bolsas, inflamações, 
presença de cálculo, sangramentos e qualquer lesão localizada abaixo ou no sulco gengival. 
2. Teste de palpação: com o teste de palpação digital no tecido ósseo e mucosa nas porções linguais e 
vestibulares verificaremos edemas, crepitação, dor, pápulas, mobilidade. 
3. Teste de percussão: tem a intenção de estimular resposta dolorosa, se houver dor, existe problema. A 
percussão pode ser: 
a. Horizontal (instrumento pressiona vestibular): verifica fibras ligamento periodontal lateral, 
mobilidade e sensibilidade; 
b. Vertical (instrumento pressiona incisal/oclusal): verifica ligamento periodontal apical, 
perecimento, sensibilidade e mobilidade; 
c. Ainda é necessário fazer a auscultação do SOM emitido: 
i. Dente alterado: som fofo / oco; 
ii. Dente sem alteração: som refletido / consistente. 
4. Teste térmico: testes de frio e calor avalia se o dente está vivo ou necrótico, lembrar que polpa vital 
pode estar inflamada; 
a. POLPA NECRÓTICA: não gera estímulo doloroso; 
b. POLPA VITAL SADIA/PATOLÓGICA: gera estímulo doloroso 
i. POLPA VITAL SEM ALTERAÇÃO: os tempos de estímulo e de cessão da dor 
praticamente são os mesmos e são curtos (em torno de 2 segundos); 
ii. POLPA VITAL COM ALTERAÇÃO: os tempos de estímulo e de cessão da dor são bem 
distintos. O tempo de cessão da dor é bem aumentado. 
 
 
 
 
 
 
OBS: Algumas pessoas não respondem a este tipo de teste (ou responde de forma negativa) por conta de seu limiar de dor. Pacientes 
senis possuem grande quantidade de dentina que protege a polpa podendo não gerar o estímulo doloroso. É muito importante a 
associação desta técnica com as demais. 
 
Os testes complementares são: 
1. Teste de transluminação: colocar sobre o dente suspeito luz de neon ou fotopolimerizador. Quando o dente 
possuir alterações, você irá enxergar obliteração da câmara pulpar, logo a passagem da luz é diferente 
2. Teste de anestesia: As vezes o paciente queixa-se de dor em um elemento que se encontra íntegro e sem 
sinais de qualquer alteração (dente SINÁLGICO), mas o profissional suspeita que outro dente que possui várias 
alterações é o grande gerador desta dor reflexa (dente ALGÓGENO). Para segurança do diagnóstico desta dor 
reflexa, procede-se a anestesia intraligamentar na distal do dente suspeito (ALGÓGENO). Se a dor cessar, o 
diagnóstico do profissional está certo. 
3. Teste de cavidade: Uma das formas de confirmação para POLPA NECROSADA é o teste de cavidade, quando se 
faz o teste térmico e verifica-se que não há sensibilidade. Procede-se de forma cuidadosa a abertura da 
cavidade até próximo a polpa sem anestesiar a região. Se o paciente relatar dor, significa que a polpa está viva 
e procede-se a restauração. Se o paciente não relatar dor, significa que a polpa está morta e deve-se proceder 
a endo. 
4. Radiografia periapical: verifica-se toda a condição pulpar (alterações da câmara, infiltrações, reabsorções 
internas) dos tecidos periapicais como osso e ligamento periodontal. Rarefações e lesões periapicais são 
identificadas e fecham o diagnóstico. 
5. Exames laboratoriais: Hemograma apresenta alterações em Leucócitos e Neutrófilos indicando reação do 
organismo frente a um processo inflamatório. 
Teste Frio  Gás refrigerante: faz uma 
pequena bolinha de algodão. Aspira nesta o 
gás refrigerante por 2 segundos e proceder 
aplicação na vestibular do dente voltado mais 
para cervical (onde localiza-se a câmara 
pulpar). 
Teste Quente  Guta Percha aquecido: passar 
vaselina no dente, aquecer o bastão de guta 
percha e aplicar na vestibular do dente voltado 
mais para cervical (onde localiza-se a câmara 
pulpar). 
Pulpopatias – Aula 11 
As pulpopatias são alterações inflamatórias da polpa, onde o agressor diz a frequência e a intensidade. Os 
sintomas podem ser crônicos ou agudos. Os fatores para que aconteçam as pulpopatias podem ser físicos (traumas), 
microbianos (cárie) ou químicos (acido fosoforico). 
As mesmas podem ser divididas em inflamatórias ou degenerativas, sendo: 
 Inflamatórias: 
 Hiperemia; 
 Pulpite aguda; 
 Alteração crônica da polpa; 
 Hiperplásica e ulcerativa. 
 Degenerativas: 
 Esclerose pulpar; 
 Reabsorção; 
 Interna; 
 Externa; 
 Esclerose distrófica. 
 
Hiperemia: 
 Dor provocada; 
 Sede localizada; 
 Dor de curta duração, moderada e lancinante; 
 Tratamento é a remoção do estímulo; 
 O que aumenta a dor é açúcar, ácido e estímulo térmico; 
 Sem dor na palpação, no teste vertical ou horizonta; 
 Teste frio alterado; 
 Sem alteração no exame radiográfico. 
 
Pulpite aguda irreversível: 
 Dor espontânea; 
 Sede difusa; 
 Duração constante, porém, seu início é intermitente; 
 Dor intensa, longa duração e pulsátil; 
 O que aumenta a dor é estímulos térmicos de calor e deitar; 
 Tratamento deve se avaliar a formação radicular; 
 Se a rizogênese não estiver completa deve se fazer a pulpotomia e apicigênese; 
 Se estiver completa fazer uma pulpectomia. 
 
Pulpite hiperplásica: 
 Caracterizada pela epitelização da polpa exposta; 
 Dor quase ausente, provocada por toque, intermitente; 
 Sede localizada; 
 Radiografia observar porção coronária 
 Tratamento de pulpotomia; 
 Percussão vertical alterado; 
 Teste para frio alterado e para calor não; 
 Sem dor a palpação. 
 
Pulpite ulcerativa: 
 Há destruição dos tecidos duros; 
 Dor quase ausente, provocada por toque, curta duração e intermitente; 
 Sede localizada; 
 O que aumenta a dor é estímulos térmicos frio e toque; 
 Sem dor a palpação, teste vertical alterado; 
 Teste horizontal para frio alterado e para calor não; 
 Radiografia alterada. 
 
Necrose: 
 Dor ausente; 
 Exame radiográfico alterado ou não; 
 O que vai exacerba a dor é percussão periapical. 
 
Esvaziamento Endodôntico – Aula 12 
 
TRATAMENTO POLPA VIVA  PULPECTOMIA: 
Toda vez, que o dente tem uma patologia, temos a princípio uma inflamação pulpar, este é o princípio de 
resposta desse tecido. Vimos na semiologia que em tecido pulpares, temos níveis de inflamação, desde uma inflação 
reversível em que a gente consegue remover o agressor, em que não há necessidade de tratamento endodôntico até a 
condição de inflamação pulpar onde precisamos fazer um tratamento endodôntico. Então esta situação, temos uma 
inflamação irreversível que precisa fazer um tratamento radical de intervenção endodôntica, e nessa condição de 
inflamação pulpar a gente irá fazer a pulpectomia (remoção do tecido pulpar), pode ser parcial (no caso de 
atendimento de urgência) e pode/deve ser completa, quando fazemos todo o tratamento endodôntico. 
Então pulpectomia, é um tratamento endodôntico em casos de polpa viva, por indicação protética, muitas das 
vezes, quando o paciente não tem uma inflamaçãopulpar, mas precisa fazer um tratamento para colocação de um 
pino/redentor intra radicular por exemplo. Então, esta é a única condição que faz o tratamento endodôntico 
preventivamente, para a confecção de um trabalho protético. 
Nas outras situações, teremos uma patologia que irá indicar o tratamento endodôntico. Se nesta fase, não for 
realizado o tratamento endodôntico, a polpa irá necrosar e depois teremos o envolvimento periapical. Então teremos, a 
perca de sustentação do tecido periapical (sustentação óssea), o organismo irá colocar um tecido inflamatório naquela 
região, e teremos alteração na região calcificado do dente, logo, reabsorção de cemento. Então faremos o tratamento 
endodôntico, pois este espaço está vazio e contaminado, é realizado um tratamento para necrose pulpar, a penetração 
desinfetante. 
TRATAMENTO NECROSE PULPAR  PENETRAÇÃO DESINFETANTE: 
Descontaminação progressiva, da porção coronária para a porção apical. Não vamos direto com o instrumento 
na porção apical, pois isso levaria os microrganismos que estão na região coronária, e está é a região mais contaminada 
por possuir grande quantidade de túbulos dentinários, então limpamos esta região primeiro. Por isso, trabalhamos com 
um Cpdrill na entrada do canal, com a finalidade de limpar esta região, e possibilitar que a irrigação flua, e diminua a 
carga microbiana. Então faremos uma penetração desinfetante, que é uma descontaminação progressiva, que é um 
tratamento endodôntico em casos de polpa morta – necrose pulpar (com ou sem lesão). 
Vamos realizar o tratamento endodôntico, e quando bem-sucedido o tratamento, vamos criar condições para que 
ocorra a formação do osso e remodelação da região do ápice radicular. Se fizer a descontaminação/tratamento de 
forma inadequada (não limpou corretamente, deixou espaço vazio lá dentro...), o processo patológico ou irá persistir, e 
o organismo não irá realizar o reparo, e vai permanecer da forma que era antes (permanece com a lesão periapical). E 
neste caso, o que deve ser feito? Reintervenção endodôntica, ou seja, uma desobturação e retratamento desse canal. 
 
RETRATAMENTO  DESOBTURAÇÃO DO CANAL RADICULAR: 
É feita a remoção de todo o material que está dentro do conduto, podendo ser: lima fraturada, broca 
fraturada, cimento de ionômero de vidro, guta percha. Como avaliar a cura desse dente? 
 Ausência de dor; 
 Exame Radiográfico, informa que não existe lesão periapical; 
 Na radiografia de qualidade, ccanal bem preenchido 
 Obturação está no nível correto, se não tem bolhas e espaço vazio dentro do canal. 
Pode ser que na RX temos, todos estes quesitos de qualidade de tratamento e na região apical, termos uma 
imagem sugestiva de lesão (dor a palpação, dor a percussão), teremos sucesso endodôntico? Pode ser que sim, mas, o 
caso não evoluiu para cura, então temos que fazer um retratamento. 
 
Em resumo, teremos três situações para esvaziamento do canal radicular: 
 Vitalidade pulpar – Pulpectomia; 
 Necrose pulpar –Penetração Desinfetante; 
 Retratamento – Desobturação. 
 
Então nos casos de pulpectomia, este termovai determinar duas situações clinicas: 
1. Primeira Situação: Situação de urgência, que precisamos de atender o paciente, mas, faremos uma remoção 
parcial da polpa, somente para o paciente parar de sentir dor. Então temos um tratamento endodôntico, em 
casos de polpa viva em que precisamos fazer um atendimento de urgência, e acessar o espaço da câmara 
pulpar e remover, parcialmente este tecido vivo inflamado, para que o paciente pare de sentir dor. 
2. Segunda Situação: Situação em que no fim é a mesma coisa, pois parte do tratamento endodôntico completo, 
que é a remoção total do órgão pulpar. Então, pulpectomia...vamos para o plantão, junto com o quarto ano, 
ira chegar um caso de pulpite, e dai faremos uma pulpectomia, não é o tratamento completo que faremos no 
plantão, faremos uma remoção parcial da polpa, e depois o paciente será encaminhado, para fazer a 
pulpectomia, que é o tratamento endodôntico completo, que estamos treinando no laboratório. 
Como se remove parte da polpa? Removemos tecido coronário, através do acesso “dentina/esmalte” chegamos na 
câmara pulpar, onde teremos um tecido vital inflamado, e no processo de remoção de teto da câmara pulpar, este 
tecido será excisado. Então, durante o processo de acesso, este tecido já é removido em grande parte. Depois, 
podemos fazer a remoção com curetas e com a lima, até o terço médio. 
 
Quais as indicações de Pulpectomia? 
 Processos inflamatórios: Em que temos a invasão do tecido pulpar por microorganismos; 
 Processos degenerativos: Reabsorção radicular interna (tratamento: pulpectomia, só acontece quando ainda 
temos polpa vital) 
 Indicação periodontal: Presença de periodontite, perca óssea e exposição radicular (o que acontece com a 
polpa? Degeneração cálcica – tecido envelhecendo e as fibras sendo calcificada. Tratamento: deve se tratar a 
periodontite e realizar o tratamento de endodontite também). 
 Indicação Protética: Situação em que vamos fazer um trabalho protético e temos que desgastar, estrutura 
dental para acomodar uma estrutura protética reparadora, teremos que aproximar muito do tecido pulpar, 
então muitas vezes fazemos o tratamento endodôntico com finalidade protética. Nesta situação especifica, 
não é possível colocar um pino radicular. O pino radicular, vai ocupar uma parte do espaço do canal, vai se 
estender a metade da coroa dental, e sera a sustentação para a colocação de uma coroa total, sera o elo de 
união de coroa e raiz. Então nesta situação, devemos fazer a desvitalização, deste tecido para colocar a 
estrutura dentro do canal. 
 
Situações em que a gente chega muito próximo ao preparo, acontece alteração pulpar irreversível. Lembra que 
estamos lidando com estrutura que está em intimo contato. “Mexeu com a dentina, mexeu com a polpa”, deve tomar 
cuidado com o que é realizado na dentina. 
Como é realizado a Pulpectomia? 
1. Faremos a anestesia; 
2. Isolamento absoluto; 
3. Acesso a câmara pulpar; 
4. Descontaminar a câmara pulpar com as substancias hipoclorito de sódio 2,5%. 
5. Se a raiz já tiver completa, fazemos a remoção deste tecido; 
a. Tiramos a da coroa; 
b. Entrar com o instrumento de fino calibre; 
c. Então a remoção da polpa sairá em pedacinhos e não inteira. 
Caso de rizogênese imperfeita: nestes casos é realizado a pulpectomia parcial para tirar a dor tiramos apenas a polpa 
coronária, e fazemos na sequência a apicigênese. 
Qual a importância do hipoclorito de sódio, em casos de polpa vital? 
Degradação do tecido vivo, remanescente que não conseguimos atingir durante a modelagem, então o 
hipoclorito irá desnaturar as proteínas, irá transformar em aminoácido, que são solúveis e irá eliminar este tecido. 
Dependente de tempo e concentração não podemos utilizar o hipoclorito de sódio muito concentrado, pois será 
agressivo aos tecidos, e não podemos utilizar o hipoclorito muito fraco, pois ele não irá dissolver o tecido, então deve 
ser um “meio termo”. 
O que acontece, após a realização da Pulpectomia? 
Teremos todo um processo, de reparo: 
 Primeira Etapa, que é a formação do coagulo da ferida cirúrgica, que irá estar localizada a 01 mm do forame, 
daí todo este tecido que ficou remanescente do corno pulpar, vai passar por uma reação inflamatória; 
 Segunda etapa, onde teremos a exsudação de várias células; 
 Depois teremos uma reação inflamatória proliferativa, muitas células vão se proliferar e teremos a formação 
de um tecido fibroso, que irá sofrer uma mineralização; 
 Irá formar a barreira cálcica, que é o sucesso do tratamento que a gente espera, que é o fechamento biológico 
do forame. 
Quais as indicações para penetraçãodesinfectante: 
Teremos duas situações e as duas, são de tratamento de polpa morta, mas poderemos fazer uma penetração 
desinfetante no caso de uma urgência (dor, sintomática, edema), onde temos um abscesso periapical agudo. Nestes 
casos, fazemos o acesso da câmara pulpar, para remoção do gás, pus, mg para tirar o paciente dessa fase aguda. E a 
penetração desinfetante depois, continua no seu curso e fazer a descontaminação de todo o espaço do canal radicular. 
Como determina a Necrose do Tecido Pulpar? 
Testes, exames objetivos, ausência de dor principalmente com os testes térmicos quente/frio. E qual a 
característica clinica observada: não temos sangramento, cheiro ruim (pois todo gás contido na necrose, no momento 
do acesso ele sai.) Um tecido necrosado e enegrecido, pode estar presente na câmara pulpar, por isso que a câmara 
pulpar vai transmitir uma cor para a coroa dental. 
Não esquecer, que se tem necrose – 95% teremos bactéria. Pode ter necrose sem bactéria ? Pode ter, em 
casos assintomático, que foi tratado na prova, teve a morte do tecido, em um dente hígido que não tem lesão 
periapical, e provavelmente não terá bactéria lá dentro (ainda). Mas, a maioria dos casos, teremos o tecido necrosado 
com várias colônias bacterianas. 
As mesmas, considerações que foram feitas para pulpectomia, faremos para penetração desinfetante. Se 
tivermos uma necrose no tecido de um dente com rizogênese incompleta, como não tem mais tecido vivo para 
formação da raiz, teremos que limpar todo o espaço. O problema será determinar até onde limpar, pois não iremos 
conseguir determinar até onde está a necrose dentro do canal, então faremos uma limpeza parcial também, e nesta 
situação promover uma descontaminação para uma apicificação, então este é o nome do tratamento que iremos fazer 
no caso de necrose pulpar de rizogênese incompleta. 
Vamos fazer um tratamento endodôntico, uma penetração desinfetante, manter uma medicação intra canal, 
com hidróxido de cálcio de necrose, para estimular o tecido periapical (pois não temos mais polpa), a formar tecido 
calcificado, na ponta da raiz. Então não vamos ter mais o desenvolvimento radicular, vamos ter o fechamento da 
porção apical, com tecido osteóide e cementóide e daí faremos a obturação do canal radicular. 
Como é a técnica, para realizar a penetração desinfetante? 
1. Deverá ser realizado uma odontometria provisória, para determinar o CRI; 
2. Deve ser realizado, anestesia, isolamento absoluto, cirurgia de acesso; 
3. Irrigação da câmara pulpar com hipoclorito de sódio 2,5% para tirar grande parte dessa descontaminação; 
4. Deverá preencher a câmara pulpar com hipoclorito e endo-PTC; 
5. Entramos com uma lima de fino calibre no comprimento de CRI; 
a. Com movimento de cateterismo, levando está substancia química para dentro do canal radicular; 
b. Até o CRI, ou até 2/3 do canal, para iniciar uma descontaminação para depois a gente avançar para 
região apical do canal. 
Quando estamos fazendo um atendimento de urgência no plantão, paramos aqui, fazemos a descontaminação 
até o CRI e colocamos a medicação intra-canal, utilizando lima, pois não podemos utilizar o lentulo pois este dente não 
foi preparado, pois foi realizado esse procedimento para tirar o paciente do quadro agudo. Então, é realizado a 
medicação intra-canal, para ser concluído em outra sessão, então a penetração desinfetante nos casos de urgência, 
paramos por aqui e medicamos o paciente, acaba de fazer irrigação/aspiração, somente na entrada do canal, pois não 
podemos entrar com a cânula dentro do canal radicular, pois ele não está preparado e vamos colocar a medicação. 
A penetração desinfetante completa, depois do passo acima, fazemos a odontometria determina o CRT e 
finaliza a porção apical. Qual a função do hipoclorito, para um tecido que está necrótico? O principal é desinfecção, vai 
agir diretamente no microorganismos e realizar a bacteriólise, e a dissolução destas proteínas que estão lá dentro, mas 
a principal função é assepsia deste espaço. 
Como ocorre o reparo, da Penetração desinfetante? 
Se temos necrose, por muitas vezes temos uma lesão periapical, uma perca óssea na porção apical dessa raiz, 
então a formação óssea vai se da periferia para o centro, então a lesão vai diminuindo de tamanho, até ela fechar na 
pontinha do ápice. 
Então irá ocorrer da periferia para o centro da lesão, isto irá ser guiado pelo ligamento periodontal (pois não 
temos mais polpa), vamos ter a ação de osteoblastos, nesta região com a formação de um tecido/matriz muito 
proteica, que será calcificada, e teremos depois a formação do tecido ósseo ao redor do ápice novamente, e a 
composição do ligamento periodontal muitas vezes. Então é isso, que é esperado com o tratamento de sucesso.