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PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO ESTADO DE SÃO PAULO ConCurso PúbliCo 002. Prova objetiva Coordenador PedagógiCo (oPção 002) � Você recebeu sua folha de respostas, este caderno, contendo 60 questões objetivas, e o caderno de prova prático- pedagógica. � Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas. � Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta imperfeições. 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Pelas informações do texto, é correto afirmar que (A) o interlocutor ouve o relato e intervém, a fim de ame- nizar as angústias do narrador, despertadas pelas lembranças da infância. (B) o narrador se empenhava em defender a si mesmo e à mãe, ainda que esta fosse alheia às atitudes do marido. (C) o relacionamento conflituoso entre pai e filho não foi, apesar das frustrações mútuas, motivo para o narra- dor crer que o pai o odiasse. (D) as agressões físicas que o pai impunha ao filho foram a principal razão para o distanciamento definitivo entre ambos. (E) o pai do narrador, além de ser rústico e grosseiro, também se caracterizava por ser um homem perdu- lário. 02. Considere os trechos do texto. • O meu pai era um homem ríspido, irascível, que trazia para casa a disciplina do exército. (1o parágrafo) • Digamos liminarmente que eu nunca pertenceria ao seu mundo. (4o parágrafo) • ... aquele homem furioso, que aparecia montado num cavalo e o obrigava a fazer algo insólito. (7o parágrafo) Os termos destacados podem ser, correta e respectiva- mente, substituídos por: (A) enfadonho; essencialmente; perigoso. (B) irritadiço; supostamente; convencional. (C) melancólico; inicialmente; insensato. (D) hostil; ulteriormente; incomum. (E) genioso; preliminarmente; inusitado. 03. Leia a frase do primeiro parágrafo. “Além da nossa divergência essencial, a sua recusa em entender e aceitar que eu quisesse ser artista plástico.” Assinale a alternativa em que a frase reescrita mantém o sentido do texto. (A) Ainda que houvesse uma divergência essencial entre ambos, o pai se recusava a aceitar que o filho quisesse ser artista plástico. (B) O pai se recusava a aceitar a pretensão do filho de ser artista plástico, se bem que houvesse uma diver- gência entre ambos. (C) Havia uma divergência essencial entre ambos, uma vez que o pai se recusava a aceitar o desejo do filho de ser artista plástico. (D) Antes que houvesse uma divergência essencial entre ambos, o pai se recusava a aceitar a vontade do filho de ser artista plástico. (E) Para que houvesse uma divergência essencial entre ambos, o pai teria de se recusar a aceitar a intenção do filho de ser artista plástico. conhecimentos gerais Língua Portuguesa Leia o trecho do romance “A Cidade de Ulisses”, de Teolinda Gersão, para responder às questões de números 01 a 06. O meu pai era um homem ríspido, irascível, que trazia para casa a disciplina do exército. Ordens breves, secas, para serem imediatamente cumpridas. Era metódico, organi- zado, e julgava que o papel de marido e pai consistia em gerir um pequeno mundo pré-estabelecido, regido por horários e regras fixas e salvaguardado por uma pequena conta no ban- co, que todos os meses deveria registrar um aumento, ainda que ligeiro. Acho que foi o essencial do que te disse. Além da nossa divergência essencial, a sua recusa em entender e aceitar que eu quisesse ser artista plástico. Não te contei que fui para ele um filho tardio, imensa- mente desejado, em quem depositou todas as esperanças. Achava que eu as tinha gorado, e era isso que me transmitia. Os meus sentimentos em relação a ele foram, durante muito tempo, medo, confusão e vergonha. O meu interesse por espingardas de brinquedo e solda- dinhos de plástico era medíocre. Menor ainda quando ele me mostrava uma arma a sério, que, mesmo descarregada, me causava espanto e um ligeiro susto. Digamos liminarmente que eu nunca pertenceria ao seu mundo. Ambos sabíamos e esse fato criava entre nós uma barreira. Se o seu filho tão esperado e acredito que de certo modo tão amado não tinha afinal nada a ver com ele, por que razão havia de existir? Por que não haveria de ser uma cópia dele? Por que não se interessava por cavalos, caçadas, espin- gardas de ar comprimido, como qualquer criança ou qualquer adolescente? Lembro-me de que um dia ele chegou a casa montado num cavalo e obrigou-o a subir as escadas de um telheiro onde se guardava lenha. O cavalo hesitou, porque os cavalos têm noção do perigo e detestam subir escadas. Mas obedeceu. Eu deveria também obedecer. Como o cavalo. Ou então, de uma vez por todas, enfrentar aquele homem furioso, que aparecia montado num cavalo e o obrigava a fazer algo insó- lito. Mas eu era muito pequeno. Como podia eu enfrentar um homem em cima de um cavalo? Muitas vezes senti, no entanto, que minha vida consistia nessa tarefa impossível: enfrentar aquele homem, defender- -me e defender a minha mãe contra ele. Porque também ela o receava. (A cidade de Ulisses. Rio de Janeiro, Oficina Raquel, 2007. Adaptado) 3 PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde 04. Considere os trechos do texto. • Achava que eu as tinha gorado, e era isso que me transmitia. (2o parágrafo) • Os meus sentimentos em relação a ele foram, durante muito tempo, medo, confusão e vergonha. (3o parágrafo) As formas verbais destacadas indicam, respectivamente: (A) um evento que ocorreu com regularidade no passado; e uma situação vivenciada e concluída no passado. (B) uma ação habitual da personagem; e um evento que ainda não ocorreu, mas cuja realização é certa. (C) a realização de um evento baseada na probabilidade, na suposição; e uma situação em que se revivem, no presente, fatos passados. (D) um fato posterior ao momento em que ocorre o relato; e uma referência a fatos ocorridos simultaneamente. (E) um evento que se inicia no passado e estende-se até o presente; e um fato incerto cuja realização depen- de de circunstâncias futuras. 05. Leia o trecho elaborado a partir das ideias do quarto parágrafo. Sem dúvida, o meu interesse para brincar com espingardas e soldadinhos de plástico era bastante medíocre, e eu reagia com ligeiro susto, quando meu pai me mostrava algumas vezes uma arma a sério, frus- trando-se por não despertar minha curiosidade. A circunstância adverbial está corretamente indicada entre parênteses na alternativa: (A) sem dúvida (causa) (B) bastante (afirmação) (C) com ligeiro susto (modo) (D) algumas vezes (consequência) (E) não (intensidade) 06. Assinale a alternativa em que a frase reescrita expõea causa e a consequência dos fatos. (A) O pai do narrador queria descobrir por que o filho era tão diferente dos outros adolescentes. (B) Na opinião do pai, o filho não haveria de ser seme- lhante a ele por quê? (C) O narrador entendia o porquê de o cavalo, apesar das ordens, recear subir as escadas. (D) O pai não conseguia identificar a razão por que o filho era indiferente a cavalos e caçadas. (E) Porque tinha sido um filho muito esperado, o pai se ressentia da distância que havia entre eles. Leia o texto a seguir para responder às questões de números 07 a 11. Emma Hope Allwood, editora do site da revista Dazed, uma das mais influentes sobre cultura contemporânea, escre- veu um artigo – O lado negro das mídias sociais – desabafo em que tenta capturar a ansiedade dos millennials, a primeira geração que cresceu conectada à internet. Para ela, as mídias sociais se tornaram um “mar de ilusões” e uma armadilha que ao mesmo tempo define e sufoca os millennials. Estar online significa um esforço permanente de criar uma marca pessoal: você é o que você posta. Fotos de comida, do cachorro, dos amigos, dos encontros, tudo funciona ao mesmo tempo como construção de imagem pessoal e prisão parali- sante, trazendo ansiedade e frustração. Na China, a mesma geração ganhou o apelido de “gera- ção morango”: têm uma ótima aparência, mas são facilmente esmagados por qualquer pressão. Como alternativa à visão de Allwood, uma agência brasi- leira de consultoria de tendências fez um trabalho de campo nos EUA com jovens de 18 a 24 anos. A agência chama a geração nascida depois dos millennials – a partir de 1998 – de GenExit (geração saída). Justamente por buscar saídas para essa armadilha. Essa geração tem uma relação diferente com as mídias sociais. Abandonam perfis públicos, preferindo contas priva- das. Preferem postagens efêmeras, que desaparecem depois de visualizadas, a manter um registro perpétuo das suas ati- vidades. É uma geração que desconfia das estruturas sociais tradicionais. É mais realista e sabe que a possibilidade de ascensão social, de ter um emprego ou estabilidade social, é pequena. Dessa insegurança vem um apreço pelo anonimato, pela construção de identidades fluidas, da possibilidade de come- çar de novo a qualquer momento. Nesse sentido, são mais resistentes e aptos à mudança do que os millennials. O diagnóstico é corroborado pela pes- quisadora inglesa Noreena Hartz em seu livro “Geração K” (K de Katniss Everdeen, a heroína durona dos filmes “Jogos Vorazes”). Hartz constatou que é uma geração que bebe menos, trabalha mais, usa menos drogas, faz menos sexo e tem ex- pectativas menores, compartilhando um estado de desilusão com o mundo, inclusive com a internet e as redes sociais. Entender essas gerações denota uma ansiedade das gerações mais velhas a respeito do que esperar dos jovens que crescem conectados e com valores distintos dos nossos. (Ronaldo Lemos. “Como descrever a nova geração?”, Folha de S.Paulo, 11.06.2018. Adaptado) 07. É correto afirmar que a geração denominada GenExit caracteriza-se por (A) ser conectada e avessa a novas experiências. (B) não idealizar a realidade e optar pela privacidade. (C) ter grandes expectativas e recusar perfis públicos. (D) desconfiar da sociedade e dedicar-se pouco à vida profissional. (E) estar pronta a recomeçar e superestimar a aparência física. 4PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde Considere a foto e o texto para responder às questões de números 12 a 15. (https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/guerras/ o-ultimo-olhar.phtml Foto Getty Images) O último olhar Poucos dias depois de o fotógrafo ter tirado esta foto, um muro de concreto que chegava quase 4 metros de altura foi construído onde está a cerca de arame farpado, cortando Berlim em duas partes: a oriental, comunista, e a ocidental, alinhada política dos países capitalistas. Isso impediu que as duas meninas alemãs voltassem a conversar com seus avós, ou até mesmo vê-los. E elas não foram as únicas, muitos viram suas famílias divididas. De 13 de agosto de 1961 9 de novembro de 1989, o muro permanentemente formou um anel de 155 km em volta da porção oriental da cidade, com o objetivo de impedir que seus 2 milhões de habitantes se deslocassem livremente ou se reunissem com parentes e amigos que ficaram do lado ocidental. Nos 28 anos em que o muro esteve de pé, cerca de 5 mil alemães orientais tentaram fugir da cidade e 136 deles foram mortos por soldados que patrulhavam a construção para evitar fugas. (Aventuras na História, junho de 2015. Adaptado) 12. Atendendo à norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por (A) à ... a ... à (B) à ... a ... a (C) à ... à ... à (D) a ... à ... a (E) a ... a ... à 08. Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta a respeito das expressões destacadas nos trechos do texto. (A) O lado negro das mídias sociais (1o parágrafo): está em sentido próprio, significando “a parte desco- nhecida”. (B) ... uma armadilha que ao mesmo tempo define e sufoca os millennials (1o parágrafo): está em sentido figurado, significando “oprime”. (C) ... criar uma marca pessoal: você é o que você posta (2o parágrafo): está em sentido figurado, significando “ironiza”. (D) Justamente por buscar saídas para essa armadilha (4o parágrafo): está em sentido próprio, significando “esse retrocesso”. (E) ... a heroína durona dos filmes “Jogos Vorazes” (7o parágrafo): está em sentido figurado, significando “personagem”. 09. A preposição destacada foi empregada em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa na alternativa: (A) Emma Allwood queixa-se, em seu artigo, com o mar de ilusões que se tornaram as mídias sociais. (B) Os millennials querem se dedicar obstinadamente de sua marca pessoal online. (C) As gerações mais velhas estão ávidas a entender as novas gerações. (D) A revista Dazed presta-se de tratar assuntos relacio- nados à cultura contemporânea. (E) A expressão “geração morango” é aplicável aos millennials chineses. 10. Considerando o emprego dos dois-pontos no segundo e no terceiro parágrafo, é correto afirmar que essa pon- tuação pode ser substituída, sem alteração do sentido do texto, respectivamente, por: (A) portanto; ou seja (B) a saber; todavia (C) além disso; ainda (D) apesar disso; comparando (E) entretanto; isto é 11. Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma- -padrão da língua portuguesa. (A) O livro “Geração K”, cuja a letra vem de Katniss Everdeen, analisa o comportamento da GenExit. (B) A prisão paralisante, com que Allwood faz menção, é resultado do estar permanentemente online. (C) O diagnóstico a respeito da “geração saída”, de que corrobora a estudiosa inglesa, revela a desilusão dos jovens com o mundo atual. (D) A agência brasileira de consultoria, cujo trabalho de campo envolveu jovens de 18 a 24 anos, identificou mudanças na geração nascida a partir de 1998. (E) Os jovens chineses, onde o perfil é comparado à fragilidade dos morangos, são muito suscetíveis às pressões. 5 PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde raciocínio Lógico 16. A tabela mostra o número de alunos matriculados em cada ano do Ensino Médio com a evolução do tempo. Ano escolar Número de alunos matriculados Ano Cronológico 1o ANO 135 2016 2o ANO 112 2017 3o ANO 93 2018 O número de alunos matriculados no 3o ano em relação ao 1o ano mostra que houve uma evasão de x%. Dentre as alternativas, o número mais próximo de x é (A) 42%. (B) 38%. (C) 35%. (D) 31%. (E) 29%. 17. O gráfico a seguir mostra a distribuição dos 400 alunos de uma escola por região em que residem.No ano seguinte, foram matriculados os mesmos 400 alu- nos e outros 100 alunos, sendo que 18 deles residem na região E. Desse modo, é correto concluir que a represen- tação da região E aumentou em (A) 1%. (B) 2%. (C) 3%. (D) 4%. (E) 5%. 13. Analisando o texto escrito, é correto concluir que o autor (A) dá destaque à sua indignação perante a situação das meninas, o que se evidencia pela linguagem sentimentalista. (B) procura passar informações precisas em relação ao acontecimento retratado pela foto. (C) reconhece a complacência com que Berlim Ociden- tal tratou os alemães fugitivos. (D) explica minuciosamente o surgimento da oposição entre forças capitalistas e forças socialistas. (E) descreve detalhadamente os sentimentos vivencia- dos pelas duas irmãs, que se viram inesperadamente separadas dos avós. 14. Assinale a alternativa em que a expressão destacada no trecho do texto pode ser substituída, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, pela expressão indi- cada entre parênteses. (A) Poucos dias depois de o fotógrafo ter tirado esta foto... (tirado-a) (B) ... a cerca de arame farpado, cortando Berlim em duas partes... (cortando-lhe) (C) E elas não foram as únicas, muitos viram suas famí- lias divididas. (lhes viram) (D) ... o muro permanentemente formou um anel de 155 km em volta da porção oriental da cidade... (formou-o) (E) ... 136 deles foram mortos por soldados que patrulha- vam a construção para evitar fugas. (a patrulhavam) 15. Entre as alternativas elaboradas a partir de informações a respeito do Muro de Berlim, assinale a que está correta quanto à concordância verbal e nominal. (A) Erigida na madrugada de 13 de agosto de 1961, do Muro fazia parte 66,5 quilômetros de gradeamento metálico e 302 torres de observação. (B) Somente podia atravessar o Muro as pessoas que recebessem prévia autorização do governo da Alemanha Oriental. (C) Além das 127 redes eletrificadas do Muro, em alemão “Berliner Mauer”, havia 255 pistas de corrida para os cães de patrulhamento circularem. (D) Com o anúncio, em novembro de 1989, de que os alemães estavam livres para ir à Alemanha Ociden- tal, surgiu muitas celebrações mundo afora. (E) Ao longo das semanas seguinte à abertura, partes do Muro foi destruída por um público eufórico e por caçadores de suvenires. 6PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde r a s c u n h o18. Do dinheiro arrecadado para a festa junina, foram utili- zados na compra de prendas. A terça parte do restante foi utilizada para a produção de salgadinhos. Sabendo-se que ainda sobraram R$ 1.280,00, é correto afirmar que a quantia utilizada na produção de salgadinhos foi de (A) R$ 720,00. (B) R$ 680,00. (C) R$ 640,00. (D) R$ 620,00. (E) R$ 600,00. 19. Para vencer a prova de uma gincana, é necessá- rio descobrir o 19o termo da sequência numérica (7, 8, 10, 12, 15, 18, 21, 25, 29, 33, 37, ...) que foi gerada por meio de um padrão de adição. Para vencer, a pessoa deverá dizer que o 19o termo é o número (A) 80. (B) 77. (C) 76. (D) 74. (E) 73. 20. Um prêmio de R$ 450,00 será dividido em partes direta- mente proporcionais ao número de pontos conseguidos pelos vencedores. Sabendo-se que o primeiro colocado conseguiu 43 pontos, o segundo conseguiu 28 pontos, e o terceiro conseguiu 19 pontos, a diferença, em reais, entre o que o primeiro e o terceiro colocados receberam, é igual a (A) R$ 140,00. (B) R$ 135,00. (C) R$ 120,00. (D) R$ 115,00. (E) R$ 110,00. 21. Sabe-se que 8 pessoas conseguem produzir 1 680 ban- deirinhas em 4 horas e meia de trabalho. O número de bandeirinhas que 6 pessoas, com a mesma capacidade de produção das anteriores, produzirão em 3 horas e 15 minutos de trabalho é (A) 896. (B) 910. (C) 935. (D) 960. (E) 985. 7 PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde r a s c u n h o22. Dois veículos estão em uma mesma estrada, distantes 162 km um do outro. Partem simultaneamente, um em di- reção ao outro, de modo que, enquanto um dos veículos percorre um quilômetro a cada minuto, o outro percorre dois quilômetros a cada minuto. O tempo necessário para que a distância entre os dois veículos seja de 21 km é de (A) 1 hora e 12 minutos. (B) 1 hora e 7 minutos. (C) 58 minutos. (D) 51 minutos. (E) 47 minutos. 23. Um capital de R$ 1.600,00 rendeu R$ 100,00 em um investimento. Nesse investimento, esse capital foi remu- nerado em (A) 3,50%. (B) 4,25%. (C) 5,80%. (D) 6,15%. (E) 6,25%. 24. Em 2017, a razão entre o número de convites distribuídos e o total de convidados presentes à festa foi . Sabe-se que o número desses convidados presentes foi igual a 300. Mantendo a mesma razão de 2017 e desejando que em 2018 estejam presentes à festa 350 pessoas, o nú- mero de convites que deverão ser distribuídos a mais que no ano anterior deverá ser de (A) 1 125. (B) 1 145. (C) 1 160. (D) 1 175. (E) 1 180. 8PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde r a s c u n h o25. Cuidadoso que sou, gastei exatamente a metade do di- nheiro que tinha, na minha primeira compra, e sobrou x. Na segunda compra, gastei a terça parte de x e sobrou y. Fiz uma terceira compra e ainda me sobraram do dinheiro que eu tinha no início, antes de qualquer com- pra. O quanto gastei na terceira compra é uma fração de y igual a (A) (B) . (C) (D) (E) 26. Considere as afirmações: • Alguns cozinheiros são garçons. • Todos os garçons que não são cozinheiros são também operadores de caixa. A partir dessas afirmações, é logicamente correto afirmar que (A) qualquer cozinheiro é operador de caixa. (B) os garçons são cozinheiros e operadores de caixa. (C) os operadores de caixa são garçons. (D) os garçons que não são operadores de caixa são co- zinheiros. (E) nenhum operador de caixa é garçom. 27. Considere verdadeiras as afirmações: • Se Ada está alegre, então Bruna está contrariada. • Se Bruna não está contrariada, então Cátia está ansiosa. • Se Denise está nervosa, então Bruna não está contra- riada. • Se Eliane não está tranquila, então Denise está nervosa. • Flávia está quieta ou Eliane não está tranquila. • Flávia não está quieta. A partir dessas afirmações, é logicamente correto afirmar que (A) Eliane está tranquila e Flávia não está quieta. (B) Bruna está contrariada ou Ada está alegre. (C) Cátia não está ansiosa ou Ada não está alegre. (D) Se Flávia não está quieta, então Bruna está contra- riada. (E) Se Ada não está alegre, então Denise não está ner- vosa. 9 PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde r a s c u n h o28. Em um grupo de pessoas, 94 gostam de artes plásticas, 104 gostam de esporte, e há ainda as que gostam de dança. Todas as que gostam de dança gostam também de artes plásticas, ou gostam também de esporte, ou gostam também de artes plásticas e esporte. Estas úl- timas, que gostam de dança, artes plásticas e esportes, são 41 pessoas. São 13 pessoas que gostam apenas de artes plásticas e esporte. Dessa maneira, é correto concluir que, ao todo, o número de pessoas que formam esse grupo é igual a (A) 135. (B) 144. (C) 151. (D) 157. (E) 163. 29. Mariana chegou ao escritório e bradou: “Se os papéis não estão em cima da minha mesa, então tomo as providências cabíveis.” Do ponto de vista lógico, Mariana teria feito uma afirma- ção equivalente se tivesse dito: (A) Os papéis estão em cima da minha mesa ou tomo as providências cabíveis. (B) Se tomo as providências cabíveis, então os papéis não estão em cima da minha mesa. (C) Tomo as providências cabíveis e os papéis não estão em cima da minha mesa. (D) Os papéis não estão em cima da minha mesa, e não tomo as providências cabíveis. (E) Os papéis não estão em cima da minhamesa ou tomo as providências cabíveis. 30. Rogério chegou em casa e disse: “Receberei um aumento de salário e trabalharei duas ho- ras a menos por dia.” Rogério teria feito uma afirmação que corresponde à ne- gação lógica do que disse, ao falar: (A) Não receberei um aumento de salário e trabalharei duas horas a mais por dia. (B) Receberei um desconto no salário ou não trabalharei duas horas a menos por dia. (C) Não trabalharei duas horas a menos por dia ou não receberei um aumento de salário. (D) Não trabalharei duas horas a menos por dia e não receberei um aumento de salário. (E) Não receberei um aumento de salário ou trabalharei duas horas a menos por dia. 10PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde 34. Leia a citação a seguir e identifique a qual documento legal, publicado em 2017, refere-se: “(…) documento de caráter normativo que define o con- junto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos no âmbito da Educação Básica escolar, e orientam sua implementação pelos sistemas de ensino das diferentes instâncias fede- rativas, bem como pelas instituições ou redes escolares”. (A) DCNEI – Diretrizes Curriculares Nacionais da Edu- cação Infantil. (B) CMEB – Currículo Mínimo da Educação Básica. (C) PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais. (D) BNCC – Base Nacional Comum Curricular. (E) DCNEB – Diretrizes Curriculares Nacionais da Edu- cação Básica. 35. No documento do MEC acerca dos Conselhos Escola- res (2004), encontra-se a afirmação: “Conselho Escolar se constitui na própria expressão da escola, como seu instrumento de tomada de decisão”. Assim, o Conselho Escolar é estratégia fundamental para a efetivação do princípio (A) constitucional da gestão pluripartidária da Educação Básica. (B) magno da soberania do Estado. (C) da cidadania na sociedade brasileira. (D) da dignidade da pessoa humana na educação formal e não formal. (E) constitucional da gestão democrática da educação pública. 36. O art. 2o do Plano Nacional de Educação – Lei no 13.005/2014 – define as diretrizes educacionais de nosso país para os próximos 10 (dez) anos subse- quentes a aprovação da Lei. Dentre as diretrizes apro- vadas está a de (A) favorecimento parcial do princípio da gestão demo- crática da educação pública. (B) prevenção do analfabetismo. (C) manutenção da qualidade da educação. (D) prevenção das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação. (E) valorização dos (as) profissionais da educação. conhecimentos esPecíficos 31. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o ensino obrigatório é um direito público subjetivo, portanto, ele é (A) facultativo e particular. (B) voluntário e coletivo. (C) obrigatório e gratuito. (D) opcional e gratuito. (E) imperativo e privado. 32. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei no 9.394/1996 – em seu art. 14: “Os siste- mas de ensino definirão as normas da gestão democrá- tica do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios (…)”. Os princípios referem-se à participação das comunida- des escolar e local em conselhos escolares ou equiva- lentes, bem como, (A) investimento de empresas privadas e fundos de a rrecadação de verbas para a manutenção e melho- ria da escola. (B) participação dos profissionais da educação na elabo- ração do projeto pedagógico da escola. (C) contratação de empresas de segurança para atender às demandas de violência que caracterizam a reali- dade da escola. (D) parceria com instituições de educação superior para a formação continuada dos professores. (E) participação de empresas da área da educação na organização do cotidiano da escola. 33. O Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei no 8.069/1990 – prevê em seu art. 56 que em casos de maus-tratos e nvolvendo alunos, reiteração de faltas i njustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares e eleva- dos níveis de repetência, é dever dos dirigentes de estabe- lecimentos de Ensino Fundamental comunicar (A) a Secretaria Municipal de Educação. (B) o Ministério Público. (C) o Conselho Tutelar. (D) a Vara da Infância e Juventude do município. (E) a Polícia Militar – Ronda Escolar. 11 PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde 39. Piaget (1995) afirma que “o desenvolvimento psíquico, que começa quando nascemos e termina na idade adul- ta, é comparável ao crescimento orgânico: como este, orienta-se, essencialmente para o equilíbrio”. Com base no exposto, assinale a alternativa correta. (A) Os seis estágios de desenvolvimento psíquico reve- lam o surgimento de estruturas que não são variá- veis nos aspectos: motor ou afetivo. (B) Não há diferenciação entre as manifestações de inteligência de uma criança quando comparada às manifestações de um adulto, pois a instabilidade e a incoerência são características do pensamento h umano. (C) O desenvolvimento é a passagem contínua de um estado de menor equilíbrio para um estado de equi- líbrio maior, sendo esse processo denominado de equilibração. (D) Os processos psíquicos de construção de teorias e stão presentes com as mesmas características, tanto em crianças e adolescentes quanto em adultos. (E) Há um processo de elaboração afetiva ao longo dos estágios do desenvolvimento psíquico, sendo o i ntelectual a mola das ações, o que resulta em uma ascensão irregular do desenvolvimento. 40. Vygotsky (2007) explica que no processo de desenvolvi- mento existe uma distância entre o que a criança é capaz de fazer sozinha, solucionando problemas de forma inde- pendente, e o que requer auxílio de um adulto ou parceiro mais experiente. Esse conceito é denominado de (A) aprendizagem. (B) desenvolvimento cognitivo. (C) zona de desenvolvimento intelectual. (D) memória. (E) zona de desenvolvimento proximal. 41. Pautando-se em uma perspectiva construtivista e socio- cultural, Coll (2010) analisa o conceito de Triângulo I nterativo e as especificidades das Tecnologias da Infor- mação e Comunicação. O autor refere-se ao processo de aprendizagem como resultante da interação entre três elementos (A) professor, tecnologia e AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem). (B) aluno, conteúdo e internet. (C) AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem), ferramen- tas de comunicação e aluno. (D) professor, aluno e conteúdo. (E) professor, aluno e material didático impresso. 37. No Decreto no 7.6611/2011, que dispõe sobre a Educa- ção Especial e o Atendimento Educacional Especializa- do, bem como outras disposições, em seu art. 2o consta: “A educação especial deve garantir os serviços de apoio especializado voltado a eliminar as barreiras que pos- sam obstruir o processo de escolarização de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e a ltas habilidades ou superdotação”. Considerando o art. 2o desse decreto, que dispõe sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) na escola, assinale a alternativa correta. (A) A participação da comunidade é facultativa na garan- tia do acesso e participação dos estudantes. (B) O AEE deve integrar a proposta pedagógica da esco- la, em acordo com a legislação. (C) As necessidades específicas das pessoas, público- -alvo da Educação Especial, são atendidas na medi- da em que há interesse do próprio aluno. (D) A escola deve estar preparada, em termos sociais, educacionais, psíquicos, arquitetônicos e de segu- rança, para receber seus alunos de modo geral. (E) O atendimento das pessoas, público-alvo da Educa- ção Especial, não se articula com as demais políticas públicas de saúde e educação. 38. A publicação Marcos Político-Legaisda Educa- ção Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2010) assegura que a educação inclusiva constitui educacional que se fundamenta “na con- cepção de direitos humanos, que conjuga a igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção de exclusão dentro e fora da escola”. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacu- na do referido documento. (A) um paradigma (B) uma modalidade (C) um nível (D) uma etapa (E) um ano 12PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde 44. Os autores Carvalho e Ivanoff (2009) ao analisarem o processo de ensino e aprendizagem com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) afirmam que (A) o uso das TICs torna desnecessários a identificação e o alinhamento da motivação, de alunos e agentes educacionais, com os objetivos da aprendizagem. (B) as tecnologias estão à disposição de todos, e os alunos cada vez mais se apropriam delas, gerando oportunidades de ensino e aprendizado ao professor. (C) o uso da tecnologia como um desafio nos processos educativos contemporâneos já foi superado, na medida em que a tecnologia está disponível para todos. (D) as tecnologias representam oportunidades e os alu- nos precisam saber explorar essas oportunidades, pois os professores revelam domínio maior das TICs que os alunos. (E) o processo de aprender se limita à sala de aula, qualquer outro ambiente e contexto não precisa ser e xplorado. 45. O documento Práticas cotidianas na Educação Infantil (2009) assegura: “A Educação Infantil que pensamos é um espaço educacional no qual os adultos – diretor, coordena- dor, professores e demais profissionais – sintam-se com- prometidos com uma iniciativa coletiva, pensada e realiza- da com intencionalidade educacional e, portanto, voltada para atender as necessidades das crianças, oferecendo experiências significativas que estejam ao seu a lcance”. A partir do exposto, assinale a alternativa correta. (A) A gestão de uma escola de Educação Infantil defron- ta-se com a exigência de considerá-la um estabele- cimento de assistência e cuidado em todos os seus espaços e relações. (B) A expectativa maior é de que professores e funcio- nários respeitem as lideranças no processo educa- cional, como direção e coordenação, nos cuidados e assistência aos pequenos de origem mais humilde e carentes. (C) As crianças com menos de 3 anos necessitam de um ambiente acolhedor, tranquilo, belo, alegre e promo- tor do prazer de viver em comunidade, principalmen- te de respeito à sua individualidade, uma vez que a personalidade se encontra formada. (D) A gestão da escola para a infância envolve a avalia- ção primordial dos espaços físicos, levando-se em cont a sua funcionalidade e estética, sem esquecer a n ecessidade de manutenção constante, visto que os aspectos pedagógicos estão minimizados diante das necessidades de bem-estar das crianças. (E) A organização do trabalho pedagógico envolve des- de a forma de projetar e mediar o relacionamento entre os profissionais – docentes e não docentes – e os pais ou familiares, o planejamento, o espaço e o tempo, as rotinas e o brincar, até as estratégias pedagógicas que permitam aos professores acom- panharem todas as etapas do cotidiano na Educação Infantil. 42. Para Coll (2010), o papel do professor na interação vir- tual, também caracterizado como moderador ou facilita- dor, é o de (A) mediar a relação entre os recursos disponíveis (TICs) e o papel de orientar, guiar e manter a atividade cons- trutiva do aluno. (B) repetir os mesmos parâmetros da interação presen- cial quando se analisa a questão da indisciplina. (C) manter uma relação distanciada, visto que relações pessoais e individualizadas não são características do ensino virtual. (D) orientar e interferir o mínimo possível no percurso do aluno em caminho construtivo. (E) administrador do tempo, pois na interação virtual respostas rápidas provocam ansiedade nos alunos, gerando maior demanda aos professores. 43. De acordo com o documento Práticas cotidianas na Edu- cação Infantil (2009): “Não é pedagogizar a troca de fral- das, ensinando o nome das partes do corpo (o que até pode acontecer), mas é pensar o cuidado com o corpo como um conteúdo educacional (…). Os conteúdos ini- ciais da educação das crianças pequenas apresentam uma profunda relação com a vida cotidiana”. Com base no trecho, assinale a alternativa correta. (A) Na Educação Infantil, as práticas sociais são ações banais e superficiais, que não, necessariamente, envolvem emoção, desejo, corpo, pensamentos e linguagens, pois o meio social interfere de forma d ecisiva no desenvolvimento. (B) Os conteúdos da Educação Infantil têm como refe- rência a aprendizagem das práticas sociais de uma cultura, isto é, as ações que uma cultura propicia para inserir os novos na sua tradição cultural. (C) As crianças nascem com a possibilidade de cons- truir linguagens: a linguagem do olhar, a linguagem do gesto, a linguagem do toque. As linguagens são atributos inatos das crianças que desde muito cedo podem ou não se manifestar nas interações sociais. (D) Os conteúdos específicos da Educação Infantil são Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, A rtes, C iências e Educação Física. (E) Os conteúdos da Educação Infantil não podem ser, pelo caráter superficial, o alimentar-se, o lavar-se e o vestir-se, o descanso, o controle do corpo, o brin- car, o jogar e o explorar a si mesmo e ao entorno, o separar-se e o reencontrar-se, o movimentar-se, o conviver com os demais e tantos outros conteúdos. 13 PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde 48. As experiências e reflexões apresentadas no document o Educação Infantil e práticas promotoras de igualdade r acial (2012) indicam que o principal desafio do cotidia- no das crianças na Educação Infantil é superar a crença enganosa de que o preconceito e a discriminação racial não fazem parte dessa realidade. Diante disso, assinale a alternativa correta. (A) A pureza e ingenuidade, características do desen- volvimento infantil, não são disparadoras de conflitos entre as crianças por motivo de pertencimento racial. (B) Não há previsão normativa de que a Educação Infan- til deva ser um ambiente de aprendizado de valoriza- ção da diversidade racial, pois o enfoque é restrito ao Ensino Fundamental. (C) Uma intervenção qualificada na Educação Infantil não ignora a questão étnico-racial como um compo- nente pedagógico importante de ser trabalhado. (D) A identidade racial deve ser trabalhada somente em casa, pelas famílias, pois se refere à relação com o corpo e grupo de pertencimento, não se configu- rando como componente pedagógico. (E) A formação dos professores, acerca da temática, g arante que não apresentem comportamentos ou f açam escolhas com base no fenótipo (característi- cas observáveis) das crianças. 49. A discussão sobre a formação do professor para atuar com o aluno de seis anos no Ensino Fundamental, presente no documento Ensino Fundamental de nove anos – Orien- tações Gerais (2004), assevera: “A natureza do trabalho docente requer um continuado processo de formação dos sujeitos sociais historicamente envolvidos com a ação pedagógica, sendo indispensável o desenvolvimento de atitudes investigativas, de alternativas p edagógicas e m etodológicas na busca de uma qualidade social da edu- cação. Não há nenhum modelo a ser seguido, nem perfil ou estereótipo profissional a ser buscado”. De acordo com o exposto, é correto afirmar que a forma- ção continuada (A) é um desafio superado por todos os sistemas, mas que requer atenção especial com a entrada de crian- ças com 6 anos no Ensino Fundamental. (B) e coletivaé uma proposta facultativa ao desenvol- vimento de um trabalho pedagógico qualitativo que efetivamente promove a aprendizagem dos alunos, pois é necessário averiguar as reais condições de trabalho dos professores. (C) oferecida fora da escola, por meio de cursos, não a ssume relevância para o aprimoramento profissio- nal, pois desestrutura o processo de acompanha- mento sistemático das redes de ensino. (D) frequente, com encontros sistemáticos e coletivos para estudos e proposições na própria escola, per- mite uma articulação indissociada entre teoria e prá- tica, qualificam o trabalho pedagógico e democrati- zam as relações intraescolares. (E) aliada à reflexão dos profissionais da educação s obre a sua prática pedagógica no interior da escola diverge e compromete a construção de um projeto político-pedagógico autônomo, prejudicando a qua- lidade da educação. 46. Com base na publicação do MEC/SEB intitulada Brinque- dos e Brincadeiras de Creches (2012), compreende-se que a criança é vista como cidadã, sendo que um dos seus direitos é ter acesso aos brinquedos e às brincadeiras na Educação Infantil. Partindo-se da aceitação do brincar como um direito da criança, a introdução do brinquedo e das brincadeiras tem como condição prévia (A) ser uma ação livre, iniciada e conduzida pela criança com a finalidade de tomar decisões, expressar sen- timentos e valores, conhecer a si mesma, as outras pessoas e o mundo em que vive. (B) a aquisição e dispobilização de brinquedos indus- trializados, já que os artesanais e fabricados pelo professor são prejudiciais à saúde das crianças p equenas. (C) a compreensão de que não são todas as crianças que gostam de brincar, sendo que algumas preferem ficar mais isoladas com seus aparelhos eletrônicos. (D) a formação dos professores para atuar com crian- ças da Educação Infantil, sendo que o conhecimento de primeiros socorros é o mais importante, porque é comum as crianças se acidentarem com frequência. (E) a oferta de brinquedos para que as crianças consi- gam brincar com qualidade, não demandando supor- te do adulto. 47. Na publicação do MEC/SEB intitulada Briquedos e Brin- cadeiras de Creches (2012), entende-se que “a brin- cadeira de alta qualidade faz diferença na experiência presente e futura, contribuindo de forma única para a for- mação integral da criança”. Com relação à brincadeira de alta qualidade, pode-se afirmar que (A) tem no brinquedo produzido industrialmente seu ponto forte, mas como muitas vezes são inacessí- veis pelo seu alto custo, sua ausência empobrece as práticas pedagógicas na Educação Infantil. (B) é inata, pois toda criança ao nascer tem um disposi- tivo genético e hereditário para a brincadeira, no uso de brinquedos, especialmente nos primeiros anos de vida, apresentando ações espontâneas cada vez mais sofisticadas que caracterizam a brincadeira de alta qualidade. (C) faz parte da formação integral do cidadão na Educa- ção Infantil e caracteriza-se pela não interferência do adulto no processo de desenvolvimento das crian- ças, devendo o professor ter como foco a liberdade criativa. (D) é pouco presente na Educação Infantil, pois entre parte dos educadores há uma concepção equivoca- da de que o aprender depende do suporte do adulto, na observação, registro e planejamento, minimizan- do o papel da criança e comprometendo seu desen- volvimento. (E) é resultado da intencionalidade do adulto, que ao implementar o eixo das interações, procura oferecer autonomia à criança para exploração e recriação da cultura lúdica. 14PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde A sequência de questões 52 a 55 descreve possibilidades de organização do trabalho pedagógico propostas por Nery (2007), no documento Ensino Fundamental de nove anos – orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. São modalidades que, organizadas ao longo do pla- nejamento do professor, favorecem a avaliação e acompa- nhamento do processo de ensino-aprendizagem, com ênfase tanto no e ngajamento dos alunos quanto em aprendizagens conceituai s mais específicas. 52. Leia o trecho. “Trabalho regular, diário, semanal ou quinzenal que objetiva uma familiaridade maior com um gênero textual, um assunto/tema de uma área curricular, de modo que os estudantes tenham a oportunidade de conhecer dife- rentes maneiras de ler, de brincar, de produzir textos, de fazer arte etc. (…)”. Refere-se à modalidade organizativa denominada de (A) atividade permanente. (B) sequências didáticas. (C) projetos. (D) atividades de sistematização. (E) leitura prazerosa. 53. Complete a lacuna identificando a qual modalidade orga- nizativa a definição se refere. é uma modalidade mais orgâni- ca e pressupõe um trabalho pedagógico organizado que segue determinado encadeamento durante um período determinado. (A) Atividade de organização (B) Leitura cotidiana (C) Atividade permanente (D) Sequência didática (E) Projeto 54. Analise a seguinte definição de modalidade organizativa do trabalho pedagógico: “(…) prevê um produto final cujo planejamento tem objetivos claros, dimensionamento do tempo, divisão de tarefas e, por fim, a avaliação final em função do que se pretendia”. A definição refere-se a (A) atividade sazonal. (B) sequências didáticas. (C) leitura interpretativa. (D) atividades de sistematização. (E) projetos. 50. No documento Ensino Fundamental de nove anos – Orientações Gerais (2004) verifica-se que a inteciona- lidade legal, de inclusão das crianças de seis anos no 1o ano, está relacionada à oferta de maiores oportunida- des de escolarização obrigatória, bem como à garantia de que, ao ingressarem mais cedo no sistema de ensino, as (A) crianças prossigam nos estudos, alcançando maior nível de escolaridade”. (B) crianças permaneçam na escola e não na rua, evi- tando o risco de se tornarem marginais”. (C) famílias tenham um lugar seguro para deixar seus filhos enquanto trabalham”. (D) crianças tenham acesso à alimentação adequada e balanceada oferecida na merenda escolar”. (E) crianças prossigam seus estudos, na medida em que conseguirem acompanhar os conteúdos escolares”. 51. A autora Alfredina Nery (2007), no documento Ensino Fundamental de nove anos – Orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade, ao discutir as modalida- des organizativas do trabalho pedagógico ressalta: “Em se tratando de planejamento, sabemos que uma questão fundamental a ser enfrentada no trabalho cotidiano diz respeito ao tempo, que é sempre escasso, por isso, há necessidade de qualificá-lo didaticamente”. Com base no exposto, afirma-se que o planejamento na escola (A) desconsidera os critérios de organização das crian- ças em classes ou turmas, pois essa organização é uma atribuição do sistema de ensino, independente da instância. (B) independe da participação dos pais e da comuni dade, pois geralmente são trabalhadores e não há meca- nismos que os obriguem a participar e opinar. (C) começa, coletivamente, a partir do que toda a escola pensa e realiza em seu projeto pedagógico. (D) deve ser organizado de forma flexível, pois há uma dinâmica da escola que precisa ser respeitada. (E) e a organização didática somente podem ser flexi- bilizados, adequando o tempo e as necessidades educacionais, para casos de alunos em situação de i nclusão. 15 PMRP1801/002-CoordPedagógico-Tarde 58. Hoffman (2001), ao propor um novo paradigma da ava- lição no contexto escolar denominado avaliação media- dora, explica que as trocas entre professor e aluno são constantes e necessárias para o processo de ensino e aprendizagem, pois geram possibilidades de construção de novos conhecimentos. Essa concepção de avaliação mediadora envolve uma perspectiva (A)fragmentada e estanque. (B) processual e contínua. (C) intuitiva e contínua. (D) sequenciada e dedutiva. (E) processual e segmentada. 59. Na caracterização das atividades de trabalho do coorde- nador, Placco (2003) descreve quatro conceitos de ativi- dades que permitem clareza e organização do cotidiano. I. Atividades de importância: são aquelas prioritárias e previstas no Projeto Político-Pedagógico que atendem as metas e finalidades a curto, médio e longo prazo. II. Atividades de rotina: cumprem com a manutenção do funcionamento cotidiano da escola. III. Atividades de pausa: referem-se às necessidades i ndividuais do coordenador, ao compromisso de h umanização no próprio trabalho. IV. Atividades de : envolvem ações rea- cionais a situações inesperadas no cotidiano. Complete a lacuna respondendo como essa quarta ativi- dade é denominada. (A) formação (B) urgência (C) planejamento (D) capacitação (E) intenção 60. Ao analisar o papel do coordenador, Geglio (in: Almeida e Placo, 2003) afirma que é importante o acompanhamento das atividades dos professores em sala de aula, discutin- do e analisando os problemas que lhes são decorrentes. Para ele, “(…) deve-se articular a imediaticidade dos pro- blemas emergentes das salas de aula com as informa- ções adquiridas em encontros, congressos, seminários e cursos, com a troca de experiências e com outros assun- tos de interesse geral”. Geglio denomina essa ação sob responsabilidade do c oordenador pedagógico de formação (A) continuada em serviço. (B) inicial em serviço. (C) em serviço de pós-graduação. (D) continuada didatizada. (E) inicial especializada. 55. O professor, ao planejar ações que buscam a fixação dos conteúdos trabalhados em sala de aula por parte das crianças, está trabalhando com (A) atividade constante. (B) sequências lógicas. (C) projetos. (D) atividades de sistematização. (E) leitura edificante. 56. De acordo com Moretto (2007), o planejamento é funda- mental e cabe ao professor (A) estar atento aos conteúdos a serem aprendidos, i ndependentemente da realidade cultural e do con- texto escolar. (B) considerar seu tempo de magistério, pois sua experiên- cia é suficiente para ministrar aulas com e xcelência. (C) averiguar se os objetivos propostos no planejamento foram atingidos, sendo que a estratégia mais eficient e é a aplicação de provas que avaliem a m emorização dos conteúdos relevantes. (D) planejar, pois a ausência de planejamento compro- mete o seu trabalho e o processo de aprendizagem do aluno. (E) avaliar a aprendizagem dos alunos, por meio de pro- vas cujo conteúdo não revela articulação com pro- cesso de ensino e o seu planejamento. 57. Placco (2003) afirma sobre o cotidiano do c oordenador que “é marcado por experiências e eventos que o levam, com frequência a uma atuação desorde nada, ansiosa, imediatista e reacional, às vezes até frenética (…). Ness e contexto, suas intencionalidades e seus propósitos são frustrados e suas circunstâncias o fazem responder à s ituação do momento (…)”. Para que possa transformar e avançar sua realidade, o coordenador pedagógico deve (A) refletir sobre as condições do próprio cotidiano, ques- tioná-lo e equacioná-lo em busca da transformação. (B) analisar o Projeto Político-Pedagógico, verificar as estratégias de controle previstas de alunos e profes- sores e aplicar à realidade. (C) buscar apoio dos professores para que sejam dividi- das as responsabilidades da coordenação mediante as necessidades que surgem. (D) fazer uma reunião com a direção da escola, expor as impossibilidades de cumprimento das ações da coor- denação e pedir mais um coordenador para a escola. (E) organizar sequência de atividades de coordenação de forma rígida para que os imprevistos não compro- metam o trabalho cotidiano.