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SISTEMA ATP-CP FOSFAGÊNIO FOSFATO DE ALTA ENERGIA SISTEMA ATP-CP Gerada pela quebra da enzima ATP – Hidrólise Essa energia é armazenada para fornecer energia para todas as reações químicas No músculo: a quebra é feita pela MIOSINA ATPase NO MÚSCULO: o estoque é baixo por ser armazenada na célula e não ser fornecida através do sangue Mas NÃO depleta-se por completa em função de sua rápida ressíntese a partir do ADP SISTEMA ATP-CP Metabolismo anaeróbio – sem uso de O2 Essa energia é liberada durante a combustão de carboidratos e de lipídeos Usada para exercícios de alta intensidade É armazenada no citosol muscular, próximo aos sítios de utilização de energia Energia das Ligações Fosfato Metabolização • ATP se combina com H2O + Enzima Trifosfato de Adenosina (ATPase), formando ADP (Difosfato de adenosina) + Pi , liberando 7,3 Kcal/mol. • Como a quantidade de energia liberada é grande, o ATP é considerado um composto “FOSFATO DE ALTA ENERGIA” SISTEMA ATP-CP PARTICULARIDADES • Não necessita de O2; • Essa capacidade anaeróbia gera energia para utilização RÁPIDA; • Por esta razão, qualquer movimento corporal pode acontecer rapidamente sem consumir O2. SISTEMA ATP-CP Energia anaeróbia para a continuidade da contração. Metabolismo anaeróbio – sem uso de O2 SISTEMA ATP-CP E EXERCÍCIO Déficit de O2 no início do exercício ocorre em decorrência da alta e rápida captação de O2. Após atingir o estado estável, a necessidade de ATP é satisfeita por meio do metabolismo aeróbico. PORÉM: ainda permanece elevado após o fim do exercício. Ressíntese de CP necessita de O2. SISTEMA ATP-CP E EXERCÍCIO Durante os primeiros segundo de atividade muscular intensa, como corrida de curta distância, a ATP é mantida numa concentração relativamente constante, mas a concentração de CP diminui de maneira, também constante, a medida que ela é utilizada para repor a ATP depletada. • Qualquer aumento na demanda de energia rompe imediatamente o equilíbrio ATP / ADP; • O aumento na transferência de energia depende da intensidade do exercício; • Ex1.: Aumento em até 4x a transferência de energia partindo da posição sentada para uma caminhada lenta; • Ex2.: Aumento em até 120x de uma caminhada para um pique explosivo. SISTEMA ATP-CP • Produção Máxima de energia - cerca de 10 segundos; • Mais de 10 segundos a energia de ressíntese contínua de ATP terá de provir do catabolismo menos rápido dos macronutrientes armazenados; • As reações catalisadas pela “creatina quinase” aumentam a capacidade do músculo de aumentar rapidamente a produção de ATP. FOSFATO CREATINA Respostas Metabólicas aos Exercícios de Alta Intensidade Célula: pouco espaço de armazenamento de ATP – CP. Qualquer aumento de metabolismo energético altera a concentração de ATP-CP. Essa mudança estimula a decomposição de nutrientes armazenados para fornecer energia para a ressíntese de ATP. Respostas Metabólicas aos Exercícios de Alta Intensidade Nesse tipo de exercício, a energia provém do glicogênio muscular armazenado na glicólise anaeróbia. Resulta na formação do ácido lático. Usado como energia quando o fornecimento de O2 é insuficiente para a ressíntese do ATP. VIA GLICOLÍTICA VIA GLICOLÍTICA SUBSTRATO: CARBOIDRATOS Exercício de alta intensidade e curta duração No exercício de intensidade moderada e duração continuada, a disponibilidade de carboidrato é limitada. HÁ NECESSIDADE DE REPOSIÇÃO. GLICOSE: • Após a entrada da glicose pela ação da insulina dentro dos tecidos periféricos, ela sofre uma série de reações enzimáticas que levarão à formação de ATP; • Este processo é conhecido como “Via Glicolítica” ou “Glicólise”; • O produto final desta série de reações é o piruvato; • Para as reações ocorrerem ele deve ser removido. VIA GLICOLÍTICA INSULINA A insulina é um hormônio sintetizado no pâncreas, que promove a entrada de glicose nas células; Desempenha papel importante no metabolismo de lipídeos e proteínas; Patologias relacionadas à função da insulina no corpo, como: diabetes. • É a degradação de glicose sem necessitar da presença de oxigênio. • O produto final é o lactato e por isso, a glicólise anaeróbia também é conhecida como fermentação lática. GLICÓLISE ANAERÓBIA É o processo de degradação incompleta de substancias orgânicas com liberação de energia e realizada principalmente por fungos e bactérias. Existem diversos tipos de fermentação, que variam quanto ao produto final. No processo de fermentação o aceptor final de hidrogênios é o produto final. ALCOÓLICA E LACTATO FERMENTAÇÃO Produtos Finais: etanol, CO2 e 2 ATPs Realizada por leveduras que é utilizada na produção pouco eficaz no que diz respeito à liberação de energia, pois uma molécula de glicose só rende 2 ATPs. ALCOÓLICA Também ocorre em nossos músculos em situações de grande esforço físico. Também rende 2 ATPs por molécula de glicose. LÁTICA Após a produção do Piruvato, o mesmo atua como agente oxidante, regenerando o NADH+ para NAD+ (o que o reduz a lactato). A medida que aumenta a intensidade do esforço, a glicólise anaeróbia tende a contribuir com a produção crescente de lactato. Essa regeneração do NAD+ acaba por resultar no acumulo de lactato. LACTATO GLICÓLISE AERÓBIA • Degradação da glicose com consumo de oxigênio. • O produto da glicólise é o piruvato (ácido pirúvico) e este, por sua vez, para completar sua oxidação até CO2 e H2O, deve ser transportado para dentro da mitocôndria onde acionará o “Ciclo do Ácido Cítrico e a Fosforilação Oxidativa”. VIA GLICOLÍTICA Como essa GLICOSE entra na célula? Através da proteína transportadora GLUT 4 Faz a passagem das moléculas de glicose através da membrana celular Quando ela entra na célula, ocorre a FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA OXIDAÇÃO CELULAR: Energia deriva da “queima biológica” dos macronutrientes • Carboidratos ( C H O ) • Lipídeos ( C H O ) • Proteínas ( C H O N ) FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA OXIDAÇÃO CELULAR: Mitocôndrias Contém moléculas que removem elétrons do H (oxidação) e acabam transferindo-os para o O2 (redução); A síntese de ATP ocorre durante as reações de oxidação-redução (redox); FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA OXIDAÇÃO CELULAR: ENZIMAS DESIDROGENAZES Catalisam a liberação do H pelos substratos mais importantes Coenzima NAD+ (Nicotinamida Adenina Dinucleotídeo) Aceita pares de elétrons do H; Enquanto o substrato é oxidado e cede elétrons, NAD+, ganha 1-H e dois elétrons, sendo reduzido para NADH, o outro hidrogênio aparece como H+ no líquido celular. FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA METABOLISMO ENVOLVIDO EM PROVAS DE ATLETISMO TEMPO DE DESEMPENHO METABOLISMO PREDOMINANTE FONTE DE ENERGIA 1-1’30 ANAERÓBIO GLICÓLISE ANA. 0’22-0’35 ANAERÓBIO GLICÓLISE ANA. 0’10-0’15 ANAERÓBIO ATP- FOSFOCREATIN A METABOLISMO ENVOLVIDO EM PROVAS DE ATLETISMO PROVA TEMPO DE DESEMPENHO METABOLISMO PREDOMONANTE FONTE DE ENERGIA MARATONA 135-180MIN AERÓBIO ÁC.GRAXO 10 KM 30-50MIN AERÓBIO ÁC.GRAXO 5KM 15-25MIN AERÓBIO ÁC.GRAXO 3KM 10-16MIN AERÓBIO ÁC.GRAXO 1,5KM 4-6MIN AERÓBIO/ANA GLICÓLISE 800M 2-3MIN AERÓBIO/ANA GLICÓLISE SISTEMA ENERGÉTICO PREDOMINANTE NO TÊNIS ATP-CP (0 a 10 SEGUNDOS) CONTRIBUIÇÃO = 70% GLICÓLISE (20 a 180 SEGUNDOS) CONTRIBUIÇÃO = 20% ÁCIDOS GRAXOS (3 MIN ATÉ VÁRIASHORAS) CONTRIBUIÇÃO = 10% SISTEMA ENERGÉTICO PREDOMINANTE NO FUTEBOL ATP-CP (0 a 10 SEGUNDOS) CONTRIBUIÇÃO = 80% GLICÓLISE (20 a 180 SEGUNDOS) CONTRIBUIÇÃO = 20% ÁCIDOS GRAXOS (3 MIN ATÉ VÁRIAS HORAS) CONTRIBUIÇÃO = 10% OU MENOS OBS: ALAS E ATACANTES SISTEMA ENERGÉTICO NO FUTEBOL ATP-CP (0 a 10 SEGUNDOS) CONTRIBUIÇÃO = 60% GLICÓLISE (20 a 180 SEGUNDOS) CONTRIBUIÇÃO = 20% ÁCIDOS GRAXOS (3 MIN ATÉ VÁRIAS HORAS) CONTRIBUIÇÃO = 20% OBS: MEIO-CAMPO SISTEMA ENERGÉTICO NO BASQUETE ATP-CP (0 a 10 SEGUNDOS) CONTRIBUIÇÃO = 80% GLICÓLISE (20 a 180 SEGUNDOS) CONTRIBUIÇÃO = 10% ÁCIDOS GRAXOS (3 MIN ATÉ VÁRIAS HORAS) CONTRIBUIÇÃO = 10% SISTEMA ENERGÉTICO NO VOLEIBOL ATP-CP (0 a 10 SEGUNDOS) CONTRIBUIÇÃO = 90% GLICÓLISE (20 a 180 SEGUNDOS) CONTRIBUIÇÃO = 10% ÁCIDOS GRAXOS (3 MIN ATÉ VÁRIAS HORAS) CONTRIBUIÇÃO = SOMENTE NA RECUPERAÇÃO FONTES DE ATP SISTEMA ATP - CP Anaeróbia Alática Anaeróbia Lática Aeróbia ANAERÓBICA GLICÓLISE AERÓBIA OXIDATIVA Características Gerais dos Três Sistemas Pelos Quais é Formado o ATP Sistema Combustível O2 necessário Velocidade Produção Duração relativa de ATP Anaeróbio ATP-CP creatina fosfato não mais rápida pouca, limitada 6 a 20 s Glicolítico glicogênio (glicose) não rápida pouca, limitada 30 a 120 s Aeróbio Oxigênio glicogênio, gorduras sim lenta muita, ilimitada a partir e proteínas de 120 s COMPARANDO OS SISTEMAS ENERGÉTICOS FOX et al, 2000 Utilização dos Sistemas de Acordo com a Duração do Exercício 0 20 40 60 80 100 120 0 30 60 90 120 150 180 210 Duration (seconds) % R e p le n is h m e n t o f A T P D u ri n g m a x im a l e x e rc is e ATP – CP system Glycogen to lactate system O 2 system MUSCLE ATP MUSCLE ATP PLUS ATP-CP SYSTEM MUSCLE ATP + ATP-CP SYSTEM + ANAEROBIC GLYCOLYSIS + O2 SYSTEM MUSCLE ATP + ATP-CP + ANAEROBIC GLYCOLYSIS Predominantly Anaerobic Predominantly Aerobic