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Educação Especial Autor: Reimy Solange Chagas Tema 08 Condições de Atendimento a Alunos com Necessidades Especiais seç ões Tema 08 Condições de Atendimento a Alunos com Necessidades Especiais Como citar este material: CHAGAS, Reimy Solange. Educação Especial: Condições de Atendimento a Alunos com Necessidades Especiais. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2014. SeçõesSeções Tema 08 Condições de Atendimento a Alunos com Ne- cessidades Especiais 5 CONTEÚDOSEHABILIDADES Conteúdo Nessa aula você estudará: • Os avanços que a educação sofreu ao longo da história brasileira devido às reformulações nas Constituições. • Dados estatísticos sobre as características dos alunos com necessidades especiais no Brasil. • O papel e a formação dos profissionais de educação e de professores no atendimento a alunos com necessidades especiais. Introdução ao Estudo da Disciplina Caro(a) aluno(a). Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro Inclusão Escolar: pontos e contrapontos, dos autores Maria T. E. Mantoan, Rosangela G. Pietro e organização de Valéria Amorin, Editora Summus, 2006. Roteiro de Estudo: Reimy Solange Chagas Educação Especial 6 CONTEÚDOSEHABILIDADES Condições de Atendimento a Alunos com Necessidades Especiais O desenvolvimento sócio-histórico da garantia do direito à educação de pessoas com necessidades especiais no Brasil sofreu significativos avanços a partir da década de 1990. Nesta década, as pesquisas avaliativas do governo passaram a apresentar dados preocupantes sobre a violação de direitos ao acesso à educação, por exemplo, uma parcela significativa de crianças e adolescentes fora das escolas. Este fato demonstrava que os pressupostos e os objetivos referentes à educação da Constituição Federal de 1988 não estavam sendo cumpridos. Contraditoriamente, situações como esta evidenciavam uma característica comum das sociedades democráticas, que consiste em apresentar resistências na efetivação de direitos apesar de declará-los. Nesta perspectiva, no Brasil não foi diferente, pois foi possível observar por meio dos dados que os objetivos educacionais eram fatos distantes das realidades de uma parte considerável da população brasileira, a despeito de constarem como conteúdo da Constituição Federal de 1988. Estes objetivos educacionais se exprimem por intermédio de: • Promoção humanística, científica e tecnológica do país. • Formação para o trabalho. Habilidades Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões: • Como foi o desenvolvimento sócio-histórico do direito à educação no Brasil? • Como se apresentam os dados estatísticos referentes a alunos com necessidades educacionais especiais no Brasil? • Por quais razões a qualificação dos professores deve marcar as políticas de educação? LEITURAOBRIGATÓRIA 7 LEITURAOBRIGATÓRIA • Erradicação do analfabetismo. • Melhorias na qualidade do ensino. • Universalização do ensino. Uma análise mais aprofundada sobre o desenvolvimento sócio-histórico da educação brasileira demonstra que sempre esteve presente nas constituições promulgadas no decorrer do tempo – do Brasil Império até a atualidade – a noção de universalização do ensino, ou seja, a consideração de que a educação é direito de todos, com acesso e permanência dos cidadãos nas instituições escolares de qualquer natureza e o direito à educação também marcado pela gratuidade. Os estudiosos e pesquisadores do tema afirmam que as reformulações, os aperfeiçoamentos e diferenciais pelos quais as constituições brasileiras passaram ao longo do tempo estavam relacionados aos instrumentos viabilizadores do direito à educação, ou seja, aos mecanismos capazes de garantir em termos práticos o direito à educação, o que, por sua vez, sempre esteve presente nestes documentos. Assim, é inegável o fato de que cidadãos brasileiros têm historicamente violado seu direito à educação. Tomando uma parcela desses cidadãos, há aquelas pessoas com necessidades educacionais especiais, ou seja, que apresentam dificuldades de aprendizagem que são fruto de limitações, disfunções e deficiências de todas as ordens, dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento, sendo por isso excluídas do ambiente escolar e social. Os dados compilados em 2004 as apresentam da seguinte forma, de acordo com o Ministério da Educação (BRASIL, MEC/INEP, 2004): • Pessoas com necessidades educacionais especiais constituem 34,4% dos alunos matriculados em classes comuns de escolas regulares. • 65,6% das pessoas com necessidades educacionais especiais estão matriculadas em escolas e classes especiais. • 57% das pessoas com necessidades educacionais especiais estão matriculadas na rede pública de ensino. • 43% das pessoas com necessidades educacionais especiais estão matriculadas na rede privada de ensino. No entanto, na atualidade, ainda não é possível precisar com exatidão o número de pessoas com necessidades educacionais especiais no Brasil, pois os dados quantitativos devem ser apresentados e analisados junto a indicadores qualitativos para que se conheçam as condições, adequadas ou não, do ensino que é oferecido. 8 Estas condições se referem ao acesso dessas pessoas à escola – acesso em todos os sentidos, inclusive no de acessibilidade propriamente dita – e o acesso à educação, que consiste, segundo o Dicionário Aurélio (1995), no “processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e dos seres humanos em geral, visando à sua melhor integração individual e social” (PRIETO, 2006, p. 55). Assim como ainda não foi possível conhecer com exatidão o número de pessoas com necessidades educacionais especiais, outro dado valioso não está disponível: trata-se da natureza das necessidades educacionais especiais. Seriam auditivas? Seriam mentais? Seriam visuais? Seriam físicas? Seriam altas habilidades/superdotação? Seriam múltiplas? Se há ausência de dados com decorrente desconhecimento sobre esta questão, como se já não bastassem as violações de direitos educacionais e desigualdades construídas sócio- historicamente, torna-se muito complicada a implementação de políticas e a organização de ações específicas para o atendimento da demanda das pessoas com necessidades educacionais especiais. Também são precários os dados referentes aos tipos de profissionais, que prestam atendimentos às pessoas com necessidades educacionais especiais e suas respectivas formações, bem como se existe nestas ocasiões apoio pedagógico, e referentes à frequência destes alunos, para que possam permanecer em seu processo de escolarização. Sem minimizar ou desqualificar a importância dos fatores já descritos, é preciso que haja uma atenção especial a uma ação que deve marcar as políticas de educação: a formação dos profissionais de educação, mais precisamente, a do professor. O termo “profissional de educação”, no senso comum, é tomado equivocadamente como sinônimo de professor. No entanto, envolve outros profissionais, tais como os técnico- administrativos, aqueles que fornecem apoio e organização escolar, entre outros, que também não têm, na maioria dos casos, a possibilidade de acesso a programas de educação continuada como cursos, palestras, em função da precarização do sistema educacional e da organização social do trabalho onde estão inseridos. Destacando a figura do professor enquanto agente de transformação social que se encontra na maioria das vezes em contato direto e constante com pessoas com necessidades educacionais especiais, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a chamada LDB 96 (BRASIL, 1996), prevê determinados requisitos que devem ser atendidos para a execução de seu trabalho. Prevê que haja“professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns” (PRIETO, 2006). LEITURAOBRIGATÓRIA 9 LEITURAOBRIGATÓRIA O questionamento sobre o conteúdo desta lei recai sobre a formação do professor, ou seja, a lei permite que um professor com nível médio (antigo magistério) atue com esta qualificação, sendo que o professor especializado no atendimento de pessoas com necessidades educacionais especiais deva ter, além das habilidades específicas para o exercício docente no ensino comum, qualificação suficiente para concretizar a proposta da educação especial. Em outros termos, a compreensão da lei se torna confusa, haja vista que é humanamente impossível para um professor somente com nível médio atender a uma demanda de alunos com características específicas e que por isto requer um atendimento da mesma ordem. A demanda de alunos com necessidades educacionais especiais está, a cada dia que passa, crescente no sistema educacional brasileiro, devido também aos estímulos produzidos pelas políticas e ações inclusivas implementadas em espaços sociais diversos que buscam a integração destas pessoas. Nesta perspectiva, a formação continuada é um fator de compromisso do sistema de ensino com relação aos professores e aos alunos com necessidades educacionais especiais, a fim de que as responsabilidades e dificuldades desta situação desafiadora não recaiam unicamente sobre a figura do professor, sendo capaz de transformá-lo em “bode expiatório” de algo muito maior e mais complexo. LINKSIMPORTANTES Quer saber mais sobre o assunto? Então: Sites Acesse o site da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ usr/share/documents/CARTILHA_ATENDIMENTO_PESSOA_COM_DEFICIENCIA_ AUREAEDITORA.pdf>. Acesso em: 02 jan. 2014. Ao navegar pelo site você terá a oportunidade de acessar – entre outros links muito pertinentes ao conteúdo desta aula – a 10 cartilha de orientação para o atendimento da pessoa com deficiência. Neste material você terá acesso aos números mais recentes sobre pessoas com necessidades especiais em São Paulo, no Brasil e no mundo. Poderá ampliar seus conhecimentos sobre ambientes diferenciados do escolar, como o mercado de trabalho, onde a luta pela inclusão e garantia de direitos é travada com muito profissionalismo e motivação. Leia o artigo Educação especial no Brasil: desenvolvimento histórico, de Arlete Aparecida Bertoldo Miranda. Cadernos de História da Educação, Uberlândia, 2008. Disponível em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/che/article/view/1880>. Acesso em: 02 jan. 2014. Este artigo problematiza e reflete o desenvolvimento histórico da educação especial no Brasil, com atenção aos marcos históricos das décadas de 1980 e 1990, em que as discussões sobre o atendimento e a inclusão de pessoas com necessidades especiais ficaram evidentes na sociedade, nos meios acadêmicos e políticos. O conteúdo do texto ampliará seus conhecimentos sobre os desafios no atendimento aos alunos com necessidades especiais, de forma que você consiga perceber e identificar conceitos teóricos e reflexões desta aula. Vídeos Assista ao vídeo sobre a história da educação brasileira. Disponível em: <http://www. youtube.com/user/temporadafora?v=rLSmU6deuPQ>. Acesso em: 02 jan. 2014. Você poderá observar, ao assistir ao vídeo, o desenvolvimento sócio-histórico da educação, as vicissitudes deste processo no Brasil e as consequências sobre o atendimento escolar que é oferecido. A discussão perpassa os conteúdos apresentados nesta aula, fornecendo subsídios para que você problematize a questão e perceba o quanto ela é complexa e sem respostas prontas e acabadas. Vale ressaltar também o papel do professor, dos pais e seu enredamento em um sistema educacional problemático. 11 Instruções: Chegou a hora de você exercitar seu aprendizado por meio das resoluções das questões deste Caderno de Atividades. Essas atividades auxiliarão você no preparo para a avaliação desta disciplina. Leia cuidadosamente os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido e para o modo de resolução de cada questão. Lembre-se: você pode consultar o Livro-Texto e fazer outras pesquisas relacionadas ao tema. Questão 1: As instituições escolares pelo Brasil apre- sentam muitas dificuldades em sua orga- nização e em seu funcionamento. Os pro- blemas variam desde instalações precárias e inseguras até professores com pouca qualificação profissional ou leigos em cer- tas regiões do país - ou até inexistentes ou em número insuficiente em outras. Neste contexto problemático, há alunos com ne- cessidades educacionais especiais. Com base nisso, de que maneira um ges- tor educacional pode promover transfor- mações quando o cenário em que atua é tão precário que violações de direitos edu- cacionais, como a falta de professores, de material didático e de um espaço físico se- guro, atingem tanto alunos com necessida- des especiais quanto os demais do contex- to? Questão 2: Os avanços apresentados pela educação brasileira foi fruto de um processo sócio- -histórico do Brasil Império até a atualida- de. Porém, foi a partir da década de 1990 que aconteceram avanços significativos devido aos dados estatísticos. O que esses dados demonstravam? a) Demonstravam a violação de direitos educacionais especiais. AGORAÉASUAVEZ RESPOSTA DISSERTATIVA INDIQUE A ALTERNATIVA CORRETA 12 b) Demonstravam uma parcela significati- va de crianças fora da escola. c) Demonstravam uma parcela significati- va de deficientes fora da escola. d) Demonstravam a falta de investimen- tos no sistema educacional. e) Demonstravam a violação de direitos humanos nas escolas. Questão 3: A Constituição Federal de 1988 foi um mar- co legal para a educação brasileira. Do ponto de vista sociológico, o não cumpri- mento do seu conteúdo tem uma explica- ção por parte dos estudiosos e pesquisa- dores. Marque a alternativa correta: a) É uma característica comum das sociedades democráticas, que consiste em apresentar resistências na efetivação de direitos apesar de declará-los. b) É uma característica comum das sociedades contemporâneas, que consiste em apresentar deficiências na efetivação de direitos apesar de declará- los. c) É uma característica comum das sociedades democráticas, que consiste em apresentar resistências na declaração de direitos apesar de efetivá-los. d) É uma característica comum das sociedades democráticas, que consiste em apresentar assistências na violação de direitos apesar de declará-los. e) É uma característica comum das sociedades contemporâneas, que consiste em apresentar deficiências na declaração de direitos apesar de efetivá- los. Questão 4: No decorrer do desenvolvimento sócio- histórico da educação brasileira sempre esteve presente nas constituições o objetivo de oferecer uma educação enquanto um direito de todos, com acesso e permanência dos cidadãos nas instituições escolares de qualquer natureza. Esta justificativa diz respeito a qual objetivo educacional ilustrado na Constituição federal de 1988? a) Melhorias na qualidade do ensino. b) Promoção humanística, científica e tecnológica do país. c) Formação para o trabalho. d) Educação para todos. e) Universalização do ensino. AGORAÉASUAVEZ INDIQUE A ALTERNATIVA CORRETA INDIQUE A ALTERNATIVA CORRETA 13 AGORAÉASUAVEZ Questão 5: Ao longo do processo sócio-histórico edu- cacional brasileiro, a Constituição foi um documento com conteúdo normatizador que buscava garantir em termos práticos o direito àeducação. Por este motivo, a Constituição passou por reformulações no decorrer do tempo que, de modo geral, es- tavam relacionadas a quê? a) Aos instrumentos viabilizadores do direito à educação. b) Aos instrumentos promulgadores do direito à educação. c) À promoção humanística, científica e tecnológica do país. d) À Universalização do ensino. e) Aos instrumentos viabilizadores das melhorias na qualidade do ensino. Questão 6: Devido ao histórico brasileiro de pobreza, o direito à educação sempre foi violado para os cidadãos de modo geral. Acresci- do a este fato, há uma parcela significativa desses cidadãos que possui necessidades educacionais especiais. Explique o signi- ficado dessa expressão, justificando a di- ferença apresentada em relação aos cida- dãos ditos “comuns”. Questão 7: O levantamento de dados sobre pessoas com necessidades educacionais especiais no Brasil está melhorando a cada pesquisa, porém, ainda não se conhece com precisão a quantidade dessas pessoas. Pesquisado- res alegam que os dados quantitativos de- vem ser analisados junto aos qualitativos, que dizem respeito às condições de ensino oferecidas a estas pessoas. Explique sobre o que essas condições se referem. Questão 8: A somatória entre as violações de direitos educacionais e desigualdades construídas socio-historicamente prejudica a imple- mentação de políticas e a organização de ações específicas para o atendimento das pessoas com necessidades educacionais especiais. Como não há dados exatos so- bre a quantidade dessas pessoas, também não se conhece a natureza dessas neces- sidades. Explique quais são as naturezas que as necessidades especiais podem apresentar. Questão 9: O conhecimento estatístico sobre a forma- ção e sobre os profissionais que prestam atendimentos às pessoas com necessida- des educacionais especiais ainda está en- contra em construção. A preocupação com a formação profissional é o fato que se des- RESPOSTA DISSERTATIVA RESPOSTA DISSERTATIVA RESPOSTA DISSERTATIVA RESPOSTA DISSERTATIVA INDIQUE A ALTERNATIVA CORRETA 14 AGORAÉASUAVEZ taca. Explique os motivos desta preocupa- ção que é foco das políticas de educação. Questão 10: A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a chamada LDB 96, é uma nor- matização que prevê que haja “professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento espe- cializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração des- ses educandos nas classes comuns”. Isto é uma fonte de grandes questionamentos no atendimento de pessoas com necessida- des especiais. Assim, explique a natureza destes questionamentos e suas possíveis consequências. O direito à educação no Brasil é declarado desde quando havia um regime político imperial. No entanto, as resistências na efetivação deste direito estão presentes ao longo da história do país. As constituições passaram por reformulações e aperfeiçoamentos e, ainda assim, os cidadãos não têm acesso pleno, situação ainda mais complicada para aqueles com necessidades educacionais especiais. Acrescido a estes fatos, não há dados estatísticos que apontem com precisão a quantidade dessas pessoas e o tipo de necessidade especial que possuem. O desafio da garantia ao direito à educação é que se constitui como fato inegável, haja vista que o sistema educacional é precarizado e funciona de modo limitado na implementação de políticas e na organização de ações específicas, como a formação do professor. É um trabalho intenso que exige esforço conjunto na superação de adversidades tão variadas e construídas no decorrer de um longo processo sócio-histórico. Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar sua ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos! FINALIZANDO RESPOSTA DISSERTATIVA 15 MANTOAN, M. T. E.; PRIETO, R. G. Igualdade e diferenças na escola: como andar no fio da navalha. In: ARANTES, V. A. (Org.) Inclusão Escolar: pontos e contrapontos. 4. ed. São Paulo: Editora Summus, 2006. PRIETO, R. G. Atendimento escolar de alunos com necessidades educacionais especiais: um olhar sobre as políticas públicas de educação no Brasil. In: ARANTES, V. A. (Org.) Inclusão Escolar: pontos e contrapontos. 4. ed. São Paulo: Editora Summus, 2006. REFERÊNCIAS Acesso à educação: processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e dos seres humanos em geral, visando à sua melhor integração individual e social. Universalização do ensino: consideração de que a educação é direito de todos, com acesso e permanência nas instituições escolares de qualquer natureza. GLOSSÁRIO 16 Questão 1 Resposta: Poderia obter dados na própria escola sobre a quantidade de pessoas com necessidades educacionais especiais, definindo os tipos e a natureza destas; poderia agenciar a articulação da comunidade, profissionais de educação e escola, contratação e professores substitutos, fundamentado nas normatizações como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a chamada LDB 96, e a Resolução do Conselho Nacional de Educação e Câmara de Educação Básica nº 2, de 11 de setembro de 2001 (Res. 2/01), e fazer cobranças aos órgãos competentes. Questão 2 Resposta: Letra B. Questão 3 Resposta: Letra A. Questão 4 Resposta: Letra E. Questão 5 Resposta: Letra A. Questão 6 Resposta: De acordo com a autora (PRIETO, 2006), é inegável o fato de que cidadãos brasileiros têm historicamente violado seu direito à educação. Tomando uma parcela desses cidadãos, há aquelas pessoas com necessidades educacionais especiais, ou seja, que apresentam dificuldades de aprendizagem que são fruto de limitações, disfunções e deficiências de todas as ordens, dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento, sendo por isso excluídas do ambiente escolar e social. GABARITO 17 GABARITO Questão 7 Resposta: Estas condições se referem ao acesso dessas pessoas à escola – acesso em todos os sentidos, inclusive no de acessibilidade propriamente dita – e o acesso à educação que consiste, segundo o Dicionário Aurélio (1995), no “processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e dos seres humanos em geral, visando à sua melhor integração individual e social” (PRIETO, 2006). Questão 8 Resposta: Segundo a autora (PRIETO, 2006), assim como ainda não foi possível conhecer com exatidão o número de pessoas com necessidades educacionais especiais, outro dado valioso não está disponível: trata-se da natureza das necessidades educacionais especiais. Elas podem ser de natureza auditiva, mental, visual, física, altas habilidades/superdotação e múltiplas. Questão 9 Resposta: Os profissionais de educação como os técnico-administrativos, aqueles que fornecem apoio e organização escolar, entre outros, também não têm, na maioria dos casos, a possibilidade de acesso a programas de educação continuada como cursos, palestras, em função da precarização do sistema educacional e da organização social do trabalho onde estão inseridos (PRIETO, 2006). Questão 10 Resposta: Conforme a autora (PRIETO, 2006), o questionamento recai sobre a formação do professor, ou seja, a lei permite que um professor com nível médio (antigo magistério) atue com esta qualificação, sendo que o professor especializado no atendimento de pessoas com necessidades educacionais especiais deve ter, além das habilidades específicas para o exercício docente no ensino comum, qualificação suficiente para concretizar a proposta da educação especial. Por isso, a compreensão da lei se torna confusa.