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SUMÁRIO 1 - INTRODUÇÃO ............................................................................................................................4 2 - HISTORIA ...................................................................................................................................5 3 - EXPANSÃO E PIONEIRISMO ..................................................................................................6 4 – EXPANSÃO GEOGRAFICA POR ORDEM CRONOLÓGICA ............................................. 11 5 – DECADÊNCIA.......................................................................................................................... 12 6 - ANÁLISES E CAUSAS IDENTIFICADAS .............................................................................. 14 7 - CONTEXTO POLÍTICO, ECONÔMICO, ADMINISTRATIVO E JURÍDICO ........................ 17 8 - FATOS RELEVATES ............................................................................................................... 20 9 - CONCLUSÃO ........................................................................................................................... 22 10 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................... 24 Anexos: ........................................................................................................................................... 25 Anexo 1 - Anúncio em jornal .........................................................................................................25 Anexo 2 – Estrutura da loja ...........................................................................................................25 (Anexo 3 – Praça do Patriarca (década de 1920) ).....................................................................26 Anexo 5 – Fachada do Mappin durante o Natal ..........................................................................27 4 1 - INTRODUÇÃO Muitos estabelecimentos comerciais marcam a história das grandes cidades. São empresas muitas vezes centenárias que acompanham a evolução da região onde foram instaladas marcando gerações e gerações de pessoas através dos tempos. Em São Paulo o nome mais lembrado é, sem dúvida, o Mappin, que estaria celebrando um século de existência se não tivesse encerrado suas atividades em 1999. 5 2 - HISTORIA A história do Mappin começa na Inglaterra, no século 18, mais precisamente em 1774, quando duas tradicionais famílias de comerciantes da cidade de Sheffield inauguraram uma loja nessa mesma cidade, sendo uma loja bastante sofisticada para a época. A loja seguiu crescendo e posteriormente mudou-se para Londres, de onde iniciariam sua expansão ultramarina, chegando a Buenos Aires logo nos primeiros anos do século 20, onde a colônia britânica era numerosa. Logo, voltou os olhos para o Brasil, surgindo em São Paulo em 1912 sobre a denominação de Mappin & Webb, sociedade de Walter Mappin, Hebert Mappin e de Henry Portlock especializada em cristais e pratarias. Com a sede consumista das famílias dos barões do café, cujos lucros eram crescentes, os sócios se juntaram a outro inglês, John Kitching, e criaram a Mappin Stores, embrião do atual Mappin. Uma loja sofisticada e única foi inaugurada em 29 de novembro de 1913, no número 26 da rua XV de Novembro, em frente à irmã Mappin & Webb, a moderna loja causou furor no elegante Triângulo, formado pela XV de Novembro, São Bento e Direita, centro comercial, social, político e cultural da Capital naquele período. Agora sob a denominação de Mappin Stores, que chegava para concorrer de frente com a tradicional Casa Allemã (grafia da época), fundada no século 19 e que estava localizada na Rua Direita. Quando inaugurado o Mappin era um espaço bastante refinado e em sua loja era vendido somente produtos de origem importada, além de serviços como barbearia e salão de chá, que logo se tornou o principal espaço paulistano de ―chá das cinco‖ (five o’clock tea como gostavam de chamar a elite paulistana). A loja se tornou não somente um paraíso de compras da elite paulistana onde, elegantes joias ornavam os balcões e as vitrines cristal na fachada, expunham, louças (porcelanas Inglesas), faianças, delicados objetos decorados em Art Noveau, etc, tornando-se também um dos principais pontos de encontro das damas da cidade, que vinham até o Mappin não apenas para compras mas para conversar e passar o dia. A loja ficava lotada em todas as suas dependências praticamente durante o dia todo. 6 Pobre não tinha vez por lá. As lojas onde o povão era admitido exibiam uma placa: "Entrada Franca". Não era o caso do Mappin, que só veio a quebrar essa regra em 1922. Em 20 de janeiro daquele ano, um incêndio destruiu quase todo o estoque da loja, que, um mês depois, realizou uma liquidação das sobras. "Foi a primeira vez que os pobres puderam entrar no Mappin Stores para comprar mercadorias refinadas, mas só aquelas que foram chamuscadas pelo fogo", revela a historiadora Solange Peirão, uma das autoras do livro Mappin — 70 Anos. (Anexo 1 - Anúncio em jornal / Anexo 2 – Estrutura da loja ) 3 - EXPANSÃO E PIONEIRISMO Entre as novidades trazidas pela loja à cidade de São Paulo, estavam as etiquetas com os preços nas luxuosas vitrines de vidro na fachada, sendo considerada uma atitude ousada para a época, mas era uma estratégia para atingir consumidores de uma classe mais popular. Por mais estranho que isso possa parecer, até a chegada do Mappin não havia vitrines deste tipo, as pessoas precisavam entrar na loja para observar os produtos à venda. Isso foi uma vantagem inicial muito grande para eles, que logo viram seus concorrentes modificarem suas entradas. Em sua história consta ainda o primeiro desfile de moda em São Paulo, ao estilo europeu, para apresentar novas coleções, e o pioneirismo na entrega das compras em domicílio, inicialmente com carroças, depois substituídas por furgões. Foi uma das pioneiras do comércio varejista, antecipando também o ―conceito‖ de Shopping Center, reunindo produtos de diversos tipos em um único local. Com o intenso movimento do público e mais produtos chegando a todo o momento, logo a loja da Rua 15 de Novembro ficou pequena para acomodar tantas novidades e apertada para os consumidores. Com apenas seis anos de existência o Mappin mudou-se dali, em 1919, para seu novo endereço, na Praça do Patriarca, já com 34 departamentos e mais de 200 funcionários, onde ficaria por pelo menos duas décadas. 7 No final da década de 20, veio a terrível crise de 1929, que esfriou a economia do mundo todo. A crise também atingiu o Mappin, que com ela e também a crise no mercado de café em virtude da quebra da bolsa de Nova Iorque viu sua clientela de elite reduzir consideravelmente. Para adaptar-se à nova realidade econômica, o Mappin inovou mais uma vez sendo o pioneiro a introduzir o crediário, oferecendo aos clientes a possibilidade de fazer suas compras a prazo. E desta forma o Mappin ganhou fôlego, retomou o crescimento e pode pensar em sua expansão, para seu novo e suntuoso prédio em ―art déco‖ na Praça Ramos de Azevedo, um prédio alugado e pertencente à Irmandade da Santa Casa. A mudança para o endereço ocorreria em 1939. Alguns anos depois, na segunda metade da década de 40, o Mappin começaria a sentir o peso da aceleração da economia brasileira que atraia novos concorrentes. A rede passou a ter dificuldades à nova realidade econômica da nação. O grande salto da empresa, no entanto, veio em 1950, quando os ingleses venderam o controle acionário para o advogado Alberto José Alves e seu filho, o negociador de café e tambémadvogado Alberto Alves Filho. O novo administrador promoveria uma série de mudanças na operação da empresa, como a substituição dos produtos importados pelos nacionais, novas políticas de crediário e de funcionamento da empresa e a mudança da razão social, que a partir de então passou a ser Casa Anglo-Brasileira S/A. Sob o comando deste, a empresa mudou o seu perfil e Mix da loja e assim passou a possuir uma clientela mais massificada, e já ligada a seu futuro de Grande loja de departamentos, ou Magazine. "Um dia, ele estava olhando para baixo e perguntou por que as pessoas não entravam em sua loja. Pensou um pouco e mandou arrancar as portas giratórias: não queria que nada impedisse a entrada do público", conta o vendedor Antônio Cassiano. Alves Filho mandou também retirar os tapetes verdes do térreo. O elitismo cedia espaço a uma estratégia que tinha por objetivo atrair os 2,1 milhões de habitantes da cidade com produtos a preços acessíveis. O empresário Alberto Alves Filho seguiu inovando a frente do Mappin, deixando a empresa cada vez mais popular e conhecida e, em 1972, abriu o capital da empresa. Nas décadas de 60 e 70 as vendas estouraram. Foi um período marcado por fortes promoções para datas 8 como os dias das Mães e dos Namorados e, mais tarde, pelo lançamento do crédito automático. Tempos memoráveis em que 60 mil pessoas passavam todo dia pela loja da Praça Ramos, das 8h à meia-noite. Aos sábados, o número pulava para 200 mil. "O caixa principal tinha 20 empregados contando dinheiro", conta Cassiano. Ele seguiria no comando do Mappin até falecer em 1982 aos 69 anos. Mesmo com o falecimento do empresário o Mappin não parava de crescer, e a empresa passou para Sonia Cossete Alves, viúva de Alberto Alves Filho. A direção da empresa foi assumida por Antonio Carlos Rocca. Nesta época o Mappin já faturava US$ 185 milhões e contava com quatro lojas, 11 depósitos de mercadorias, uma financeira e atividades agropecuárias. Em 1983 foi considerada a empresa do ano e em 1984 uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup apontou que 97% dos paulistanos conheciam a empresa e que 67% deles já haviam comprado em alguma de suas lojas. Rocca manteve a orientação da empresa para as inovações e implantou um amplo sistema de processamento de dados, envolvendo mercadorias e crédito. Manipulavam-se dados pessoais e de crédito de cerca de 900.000 clientes, essa informatização reduziu bastante o tempo gasto na análise e concessão de crédito. E também propiciou um maior controle dos estoques, assim como uma avaliação da rentabilidade individual de cada um dos mais de 70.000 itens. Rocca também prezava por um relacionamento estreito com seus clientes e fornecedores. O que garantia a marca uma confiança junto ao seu público-alvo difícil de ser abalada. Ao final da década de 80, outra mudança no posicionamento da empresa ocorreu, a transformação foi de uma loja de preços baixos e crédito fácil para um centro de lazer, ponto de encontro para os jovens e pessoas sofisticadas. O que reforçava a nova proposta de ―loja de família‖. Foi então que os shoppings centers ganharam atenção e o interesse da direção da empresa. Outras ações tomadas em meio a esta transformação foram: O restabelecimento dos tradicionais desfiles de moda do Mappin; Maior ênfase em artigos de moda, mas sem abandonar os produtos hard; Anúncios com apelos mais afetivos e simbólicos, enfatizando as mercadorias soft (para as linhas hard, o apelo era o preço); Maior ênfase em promoções de vendas, incluindo o uso de cupons para descontos; 9 Expansão das marcas próprias; Modernização do visual das lojas. Os planos para os anos seguintes incluíam a implantação de leitores óticos nas lojas e uma mudança em seu ambiente e decoração. Foi anunciada até a expansão do Mappin para Portugal, onde o mesmo pretendia abrir lojas em joint-venture com o grupo Sonae. No início da década de 90, Rocca buscou profissionalizar as diretorias e a gestão do Mappin como um todo. Em 1991 começou uma reestruturação societária, que transformou a Casa Angla Brasileira em um holding, que controlava as outras empresas do grupo, e as separou de acordo com a sua área de atuação: Setor de comércio varejista e de bens de consumo; Serviços financeiros; Agenciamento de turismo; Negócios imobiliários. A consolidação das lojas do Mappin em shopping centers ocorreu em 1991, com seis lojas adquiridas do grupo Susa/Vendex, das quais quatro das lojas eram em shopping centers o que resultou em um aumentou de 50%, da área de vendas do Mappin, tornando-o a maior cadeia de lojas de departamentos do estado de São Paulo. Nessa aquisição, praticamente não houve desembolso, pois foram adquiridos somente os pontos e as instalações - não os imóveis - em troca de 1% das vendas futuras das lojas incorporadas. A este título, no mesmo ano o Mappin pagou ao grupo Susa/Vendex cerca de US$ 500 mil e foi, talvez, a partir deste momento que o grupo começou a ficar muito maior do que deveria. E graças a todos estes esforços, mesmo 1991 ter sido considerado um ano recessivo para o mercado do varejo, que perdia 17% de suas vendas, o Mappin obteve um aumento de 5% nas suas vendas. Em 1992 o Mappin contava com 10 lojas e 6.500 funcionários. Percebendo uma nova preocupação do consumidor, agilizou o seu atendimento, com vendas por leitora ótica. Aperfeiçoou a logística, reduzindo-se o tempo de estocagem. E ao final de 1992, 90% das transações eram realizadas com código de barras e leitura ótica. As compras self-service haviam 10 reduzido em 38% as despesas com comissão sobre vendas. Em pouco mais de um ano, a quantidade de funcionários por 1.000 transações caiu de 7,8 para 3,3. O ano de 1993 viu a inauguração do Mappin Eletrônico, de vendas por terminal multimídia. A primeira unidade foi instalada no Shopping Balneário, em Santos. Lá 12 atendentes orientavam o público, mas o formato proposto era o de uma loja praticamente sem atendentes ou vendedores. Outras novas empreitadas do grupo foram: O Mappin Mercearia, uma loja de alimentos A criação das locadoras de vídeo Mappin. Entretanto, de 1991 a 1993 o Mappin acumulou prejuízos de US$ 53,8 milhões, surgindo dívidas consideráveis e dúvidas do mercado respeito de sua saúde financeira. Logo após em 1994 a situação do Mappin melhorou graças ao advento do Plano Real que ocasionou um ―boom‖ no mercado, o que fez com o Mappin acumula-se um lucro de US$ 24,2 milhões no ano. O novo modelo parecia funcionar. O tíquete médio de compra subiu de US$ 16 para US$ 20 em 1990, atingindo US$ 36 em 1994. A reestruturação da dívida reduzira os custos financeiros. Segundo relatório de 1995 do Banco BBA Creditanstalt S.A., ―a empresa Mappin Lojas de Departamentos correspondeu a 95% do faturamento do grupo. Todavia, quase metade da rentabilidade do grupo veio da Companhia Financiadora Mappin‖. Em 1994 o Banco JP Morgan comprou 20% das ações do Mappin e pagou cerca de 13 milhões de Reais na compra. Devido à grande variedade de itens oferecidos (aproximadamente 85.000 itens) e suas várias linhas de produtos, o Mappin era obrigado a trabalhar com mais de 6.000 fornecedores, o que lhe causava complicações na gerência de Supply Chain. E seus fornecedores eram fracionados, visto que nenhum deles respondia por mais de 10% das vendas do Mappin. Em 1995 abriu-se uma loja na cidade de Sorocaba (sua 12° loja), sendo nenhuma delas própria, e todas no estado de São Paulo. Totalizava 91.000 m2 de área de vendas, 5.454 funcionários e faturamento em torno de US$ 1 bilhão por ano. Visando reduzir despesas operacionais, o Mappinterceirizou serviços de limpeza, manutenção, segurança, transporte e propaganda. O sistema de remuneração também foi modificado, com ênfase no ganho variável. A 11 rede de lojas encontrava-se totalmente informatizada, desde os estoques até a comercialização. Com a informatização, as vendas eram armazenadas no sistema e, durante a noite, o processamento gerava posição atualizada do estoque. Nas lojas eletrônicas o consumidor comprava por meio de terminal multimídia, recebendo a mercadoria em casa. O Mappin também foi um dos pioneiros na web e dispunha de um site no qual era possível comprar produtos eletrônicos e eletrodomésticos. Em 1995 o faturamento dos novos canais de varejo do Mappin correspondia a 5,2% do total. O Mappin era considerado a única loja de departamentos completa no Brasil, abrangendo oito linhas duras (eletrônicos, eletrodomésticos, móveis, decoração, brinquedos, camping, instrumentos musicais, ferramentas e joalheria) e seis linhas moles (vestuário, perfumaria, cama-mesa-banho, calçados, higiene e papelaria). No início de 1996, Rocca anunciou um amplo projeto de reestruturação, visando ―reposicionar o Mappin em seu mercado‖. No qual estava incluída a informatização de todos os sistemas operacionais e logísticos das lojas. E no mesmo ano ele deixou o cargo de presidente, que foi assumido pelo italiano Pacifico Paoli, ex- presidente a Fiat do Brasil. Paoli foi contratado como consultor para melhorar o desempenho, respondendo à visão do mercado de que o Mappin ―sempre fora muito lento nas decisões‖. De estilo centralizador, Paoli recebeu carta branca de Cosette Alves. Suas medidas iniciais foram à substituição de metade da diretoria e a demissão de 1.800 funcionários. (Anexo 3 – Praça do Patriarca (década de 1920) ) 4 – EXPANSÃO GEOGRAFICA POR ORDEM CRONOLÓGICA 1969 – Rua São Bento – S.P. (Capital) 1977 – Avenida São João – S.P. (Capital) - a primeira de São Paulo a ter estacionamento próprio 1984 – Itaim Bibi – S.P. (Capital) 1987 – Shopping Mappin – ABC – Santo André - a primeira loja fora da capital 1991 – Shopping Center Norte, 1991 – Shopping West Plaza – S.P. (Capital) 1991 – Shopping Morumbi – S.P. (Capital) 1991 – Criada a TV Mappin: venda de produtos por telefone 1993 – Shopping Jardim Sul – S.P. (Capital) 12 1995 – Esplanada Shopping, - S.P. (Sorocaba, interior de São Paulo) 5 – DECADÊNCIA No ano de 1995 o Mappin anunciou o maior prejuízo de sua história, em quase 20 milhões de reais. O prejuízo foi deixando a empresa cada vez mais em dificuldade, levando aos rumores de que a herdeira e empresária Sonia Cosette Domit Alves estaria preparando a venda da companhia. Ela resistiu e por muito tempo foi contrária à ideia da venda. Com os resultados negativos e as dívidas acumuladas, em 1996 o Grupo desfez-se da Companhia Financiadora Mappin. Com um ativo de US$ 105 milhões e patrimônio líquido de US$ 31 milhões, a financeira foi vendida por US$ 50 milhões ao Banco BBA Credistaltant. A estratégia da Casa Anglo Brasileira era reforçar o caixa e focar seu principal negócio: o comércio varejista. O resultado de 1996 foi positivo para a Casa Anglo Brasileira devido à venda da financeira. O holding lucrou US$ 3,04 milhões, contra um prejuízo de US$ 26,44 milhões em 1995. Já o Mappin Loja de Departamentos apresentou prejuízo de US$ 20,33 milhões, um prejuízo ainda maior que o do ano anterior. Isto apesar de suas vendas em shopping centers responderem por 67% do faturamento. Em agosto de 1996, o controle acionário da Casa Anglo (holding que comandava o Mappin) havia trocado de mãos. Após 14 anos como controladora, Cosette Alves vendeu suas ações, convencida pelo empresário Ricardo Mansur. O comprador foi uma empresa de nome UNITED INDÚSTRIA E COMÉRCIO, pertencente a Ricardo Mansur por R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais), sendo 7% a vista e o restante em três pagamentos anuais, prometendo novo fôlego para a empresa. Ricardo Mansur no ano seguinte cometeu o erro e iniciou uma série de aquisições espetaculares, arrematando inclusive a endividada Mesbla, uma rede de lojas parecida com o Mappin e o Antonio de Queiros, que mais tarde passou a se chamar Banco Crefisul. Quando o consumo estava retraído, ele chegou a ser apontado como o ―Rei do Varejo‖. Uma de suas ideias era transformar o Mappin em uma rede de franquias e abrir pelo menos 40 novas lojas espalhadas pelo Brasil.. 13 Segundo o relatório Mappin - Performance and Potential, no curto prazo a ênfase era reduzir as despesas operacionais e financeiras, e concentrar o foco no negócio de varejo e securitizando os recebíveis, para evitar as altas taxas de inadimplência. Já as ações de médio prazo (1996 a 1998) consistiam em implementar novo composto de marketing (mercadorias, serviços e comunicações), realizar alguns ajustes em seu modelo operacional, expandir-se, investir e levantar novos fundos. Ricardo Mansur anunciou um plano de expansão por meio de lojas franqueadas para o Mappin, as lojas franqueadas em shopping centers eram o caminho mais rápido para a expansão. A meta para 1997 era ter 73% do volume de vendas vindo de lojas de shopping centers. A Pandolpho & Associados cuidou da formatação das franquias do Mappin, cujo preço variava entre US$ 80.000,00 e US$ 200.000,00 mais royalties de 4% a 8% sobre as compras efetuadas. Os franqueados também recolhiam 3% para um fundo de promoção. A procura pela franquia foi considerada boa. Segundo fontes do Mappin, já haviam sido recebidas ―20 propostas para abertura de franquias no Estado e mais de 400 em todo o país‖. Firmou-se um acordo operacional com o Banco do Brasil, ofertando-se a franquia nas 4.000 agências bancarias. A direção do Mappin apontou o ano de 1998 como de transição, enfrentando o desafio da fusão com a Mesbla, recentemente adquirida por Ricardo Mansur. Era fundamental compreender a realidade que o Mappin enfrentava através de um amplo diagnóstico, o que o grupo observou que não aconteceu. Segundo alguns executivos, Mansur quebrou porque deu um passo maior do que as pernas. Em 1996, ao comprar o Mappin, adquiriu uma empresa que, se não estava em situação excelente, não tinha grandes problemas. Era a época certa. O forte da companhia era vender eletrodomésticos, televisores, roupas, louças, panelas. Com os primeiros efeitos do Plano Real e a onda de consumo, o Mappin prometia muito lucro. Mas depois veio a ressaca, e as vendas caíram para o subsolo. Com a compra da Mesbla, praticamente falida, sem crédito, sem estoque e com uma dívida de mais de 300 milhões de reais, Mansur comete um novo erro, ao querer revitalizar a Mesbla usando os recursos do Mappin, do Crefisul e de todos que lhe deram crédito. No entanto, a ambição de Ricardo Mansur foi longe demais com a compra da Mesbla. Essa sim estava quebrada, e Mansur acabou investindo nela recursos do Mappin e do banco Crefisul, já que o seu ―padrinho‖ Lázaro Brandão, ex-presidente do banco Bradesco e principal apoiador financeiro da aquisição do Mappin, não 14 foram favoráveis à nova compra. Nada mais natural, afinal, Mansur fez jogadas financeiras arriscadas e estranhas nesse período e perdeu toda a pouca confiabilidade que tinha. Como resultado, o Banco Central acabou com a Crefisul. Entretanto nenhuma das ideias de Ricardo Mansur deu certo e logo o Mappin estaria em crise novamente, desta vez muito mais profunda, o que levou a rede, tanto a Mesbla quanto o Mappin em 1999 a acumular 300 pedidos de falência na praça, além de uma dívida de 1.2 bilhão de reais. Tendo a falência decretada junto com as lojas Mesbla, que haviam sido incorporadasao Mappin em 1996, Neste ano 86 anos depois de sua fundação, o Mappin encerraria suas atividades, deixando para trás funcionários, fregueses e uma bela história construída em São Paulo através de décadas e décadas do século 20. Aos paulistanos sobraram nomes como Casas Bahia, Americanas, Pernambucanas, Ponto Frio, Renner, C&A e, claro, os shoppings, mas nada lembra de perto os bons tempos do Mappin. Quem passa em frente ao prédio que o Mappin ocupou na Praça Ramos de Azevedo, não vai precisar ver uma mulher com uma sacola com os dizeres ―Mappin‖ para se lembrar dos belos enfeites de natal, das vitrines chamativas, da variedade de produtos, das liquidações (que eram realmente liquidações) e do seu famoso jingle da loja que tocava nos comerciais de TV: "Mappin, venha correndo, Mappin, chegou a hora Mappin, é a liquidação". (Anexo 4 – Mappin em dia de liquidação/ Anexo 5 – Fachada do Mappin durante o Natal) 6 - ANÁLISES E CAUSAS IDENTIFICADAS Análise SWOT - Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças: Forças: Foi uma das pioneiras lojas de departamentos no Brasil 15 Salão de chá do Mappin, considerado local de encontro da elite, frequentado numerosamente nas décadas de 50 e 60 (possuindo a imagem de um lugar ‗‘chique‘‘ na percepção dos brasileiros, um ponto de referência da elite) Preços acessíveis, foram os seus diretores que popularizaram as liquidações, marca registrada da empresa. A exposição das peças etiquetas nas vitrines foi outra ideia que deu certo, inclusive os cupons de desconto. Fortes propagandas, grande cobertura e visibilidade da marca, por exemplo o famoso jingle: "Mappin, venha correndo, Mappin, chegou a hora Mappin, é a liquidação’’, chegando a se tornar na década de 80 ―Top Of Mind‖ segundo as pesquisas da época (como a Gallup), com cerca de 99% dos paulistanos já terem ouvido falar da marca, grande ‗‘conscientização‘‘ e 64% dos entrevistados já haviam realizado uma compra. O Mappin é o precursor do crediário, oferecendo aos clientes a possibilidade de fazer suas compras a prazo e possuía um sistema de crédito rápido, em 1953 complementando o sistema de pagamento por crediário e depois, a criação de uma financiadora Mappin e em 1972, criou o sistema de crédito automático. Considerada uma rede tradicional de departamentos de São Paulo no mercado, na década de 80 a revista Exame chegou a publicar uma matéria com o título: ‗‘ Melhor empresa no varejo dos últimos 10 anos‘‘. Modernização do visual das lojas e os desfiles de moda do Mappin Inovação em diversos procedimentos, por exemplo, agilizou o seu atendimento com vendas por leitura ótica, otimizou a logística, reduzindo o tempo de estocagem, foi um dos primeiros na Web. Expansão das marcas próprias Número considerável de lojas e filiais, venda de produtos por telefone (grande cobertura de canal), venda pelo canal eletrônico (que chegou a representar mais de 5 % do faturamento total) Fraquezas: 16 Má gestão de Ricardo Mansur e ‗‘desconfiança‘‘ no mercado financeiro com a gestão do novo acionista. Forte dependência de capital de terceiros e grandes dívidas (exemplo, Banco Bradesco, Crefisul) Posicionamento da marca não apropriada com as mudanças ocorridas no setor de varejo (necessidade de reposicionamento) Baixa rentabilidade (em grande parte devido aos baixos preços oferecidos e grandes despesas operacionais e financeiras) Fusão com a Mesbla em 1996 (no momento em que a Mesbla já estava quase falida, com uma dívida de 300 milhões de reais), dividindo o capital total e recursos com a nova empresa. Oportunidades: Negócios eletrônicos (era uma oportunidade, mas depois tornou-se uma fraqueza devido à má estruturação e organização, tinha poucos vendedores para orientar o público) Crescimento no comércio eletrônico (foi uma das pioneiras nesse comércio no Brasil, segundo alguns executivos, poderia ter se tornado hoje uma forte concorrente da Submarino e Americanas.com) Início positivo dos efeitos do Plano Real na economia Ameaças: Mudanças no mercado, tendências para o core business, exemplo, C&A que se focou no setor de moda e vestuário. Concorrentes próximos (exemplo: Sears) Abertura da econômica brasileira a partir de 1990, responsável pela entrada de gigantes varejos internacionais, como o grupo Wall Mart (EUA) em 1995 no Brasil. Aumento do desemprego e queda no consumo brasileiro Elevada taxa de juros no Brasil 17 7 - CONTEXTO POLÍTICO, ECONÔMICO, ADMINISTRATIVO E JURÍDICO Durante a gestão do Mappin desde novembro de 1913 no Brasil (fundada em 1774 na Inglaterra), a empresa enfrentou nos últimos anos de sua falência (1999), importantes mudanças no contexto político do país que exerceram impactos sobre todas as empresas existentes na época. Governo de Fernando Collor de Mello (1990- 1992) Logo no início de seu governo foi anunciado o Plano Brasil Novo, que visava combater a inflação, mudando a moeda para cruzeiro e a realização do confisco compulsório de grande parte do dinheiro existente no país e em 1991 o governo anunciou o Plano Collor 2 que reeditava o congelamento de preços, salários e estabelecia a unificação das datas-base para os reajustes salariais. Nesse período, como citada antes no trabalho, observou-se que o Mappin (em 1991 a 1993), acumulou prejuízos de US$ 53,8 milhões, surgindo dívidas consideráveis e dúvidas do mercado respeito de sua saúde financeira Governo Itamar Franco (1992- 1995) Durante esse governo, houve a adoção do Plano Real, que visava à estabilidade econômica do Brasil, com os principais pontos: Substituição do cruzeiro pelo real; Conter gastos públicos; Acelerar privatizações das estatais; Controlar a demanda por meio da elevação de juros; Pressionar os preços pela facilidade de importações; Abertura econômica do país; 18 Modernização das empresas. Nesse período, a situação do Mappin melhorou com o Plano Real, acumulando um lucro de US$ 24,2 milhões no ano de 1994. O tíquete médio de compra subiu de US$ 16 para US$ 20 em 1990, atingindo US$ 36 em 1994. A reestruturação da dívida reduziu os custos financeiros. Governo Fernando Henrique Cardoso (1995- 1999, 1 mandato) O Plano Real elaborado no governo anterior teve continuidade no Governo FHC, mantendo baixos níveis de inflação, acompanhados por queda no consumo e aumento considerável do desemprego. Foi durante o Governo FHC que o Mappin enfrentou a falência, a queda no consumo e as taxas de juros elevados que permaneceu por muitos anos, a abertura econômica (período em que a gigante Wall Mart se instala no Brasil, acirrando a concorrência) prejudicaram a empresa. Embora o fracasso seja orientado devido à má gestão de Ricardo Mansur, isso teve um impacto no seu desempenho, mas ela poderia ter aproveitado algumas oportunidades vindas da estabilização da moeda e do Plano Real. Ricardo Mansur Em 1996, Cosette Alves vendeu a empresa a Ricardo Mansur, que iniciou uma série de aquisições espetaculares, incluindo a Mesbla e o Banco Crefisul. Para muitos, a falência do Mappin deve-se a má gestão de Ricardo Mansur. No fim de 1998, Mansur tentou captar R$ 600 milhões emitindo títulos, mas com a crise da Rússia, que declarou moratória, provocou pânico no mercado internacional, levando o governo brasileiro a elevar a taxa de juros com o objetivo de segurar no País recursos de investidores estrangeiros. Como a remuneração oferecida pelos papéis do empresário era muito inferior, ele só conseguiu amealhar R$ 180 milhões, dos quais R$ 120 milhões de uma empresa deseu próprio grupo, ou seja, só R$ 60 milhões de dinheiro novo. No primeiro trimestre de 1999, o Banco Central liquidou o Banco Crefisul, que Mansur adquirira em 1996, e mais quatro empresas financeiras de seu conglomerado. Em abril, ele foi afastado do comando da Mesbla e do Mappin, acumulando dívidas de R$ 1,1 bilhão. Os acionistas chamaram, então José 19 Paulo Ferraz do Amaral, ex-presidente das Lojas Americanas e da Mesbla, que tentou levantar R$ 100 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), fundos de pensão e instituições financeiras privadas, mas recebeu diversas negativas. Decreto de Falência Segundo o Jornal Vale do Paraíba, o Mappin Lojas de Departamentos SA, teve a falência decretada pelo juiz da 18ª Vara Cível de São Paulo, Luiz Beethoven Giffoni em 1999. Esses dados relatam que o primeiro ato determinado pelo juiz, nos termos da Lei de Falência foi a lacração das portas de todos os estabelecimentos da rede, primeiro na loja da Praça Ramos de Azevedo, com a diligência do apoio de força policial, depois foi a loja do Mappin no Itaim, na rua João Cachoeira, 899. As lojas localizadas em outros Estados foram lacradas posteriormente pelos juízes locais, aos quais foram expedidas por cartas precatórias. Estiveram em andamento mais de 400 pedidos de falência contra o Mappin, que deixou de pagar os credores desde que o Banco Crefisul foi liquidado pelo Banco Central. O Crefisul era controlado pelo empresário Ricardo Mansur, do grupo Mappin. Menciona-se que a falência foi decretada no pedido feito pela Pi Editora Ltda, credora de R$ 74.916,90. O crédito referia-se ao fornecimento de mercadorias, assinalando que os títulos protestados que fundamentaram o pedido de quebra estavam formalmente em ordem e com todos os requisitos indispensáveis para a decretação da medida. Os dados do Jornal afirmam que até o mês de março de 1999, o Mappin tinha evitado 60 pedidos de falência, efetuando os depósitos em Juízo e que os efeitos do decreto de falência retroagem 30 dias após o primeiro protesto lavrado contra o Mappin e todas as operações realizadas a partir daquela data, inclusive o arrendamento das lojas Mappin para o Extra, do Grupo Pão de Açúcar, foram submetidas à anulação, através de ação revocatória. Segundo a Justiça, citado por Vanini (2010), atualmente 90% do passivo trabalhista do Mappin já está liquidado, a maior parte dos credores de Mansur ainda espera pelo pagamento, além de impostos e dívidas trabalhistas, existem dívidas com os fornecedores. Além disso, Mansur vendeu parte de seu patrimônio imobiliário (proibido por lei) e transferiu bens para o nome de outras pessoas, o que dificulta o trabalho da Justiça. 20 Extra Mappin Ainda em 1999, o Grupo Pão de Açúcar, por meio do Extra Hipermercados, assumiu a loja na Praça Ramos de Azevedo, cujo prédio pertence à Santa Casa, com a bandeira "Extra Mappin", sendo abandonada logo em seguida. Em 2003, a loja foi fechada, sob a alegação de possuir baixa rentabilidade não compensando os custos de manutenção do ponto de venda e que a loja não atendia mais aos "padrões de qualidade que devem fazer parte de todas as bandeiras do grupo". Em 12 de novembro aconteceu um leilão e a marca Mappin foi avaliada em R$ 12 milhões. A rede de Lojas Marabraz arrematou por menos da metade do preço. 8 - FATOS RELEVATES Segundo entrevista com o ex diretor de planejamento e marketing, Sérgio Crispim, que trabalhou na empresa desde 1993 até 1996. Segundo ele, além da má gestão de Ricardo Mansur, existiram outros relevantes fatores para a falência do Mappin, citado por ele: extrema dependência de capital de terceiros em uma conjuntura de taxas de juros elevados, demora de se reposicionar estrategicamente, visando enfrentar o varejo de desconto caracterizado pelos hipermercados em uma conjuntura de estagnação econômica e contínuo choque de preços e o processo de expansão relativamente lento frente à concorrência. Para ele, a relação dos funcionários (executivos) com a empresa, após a entrada de Ricardo Mansur foi abalada, pois ele demitiu importantes executivos e intermediários e admitiu novos funcionários (diretores) sem muita experiência, causando um desconforto e um clima ruim com os antigos diretores devido a essa mudança (demissões). Para ele, devido ao fato de Ricardo Mansur ser o principal acionista, os executivos do Mappin, por mais que quisessem implementar novas ações para evitar a falência da empresa, não tinham essa capacidade e poder. Seguindo a gestão de Ricardo Mansur, a maioria dos diretores acreditavam que era inevitável o fracasso da empresa. Sobre as especulações da Marabraz de retomar e voltar com o Mappin, Crispim declarou não estar informado sobre isso, mas que acredita que a marca Mappin ainda se 21 mantém muito forte, mas depois da crise e da falência da rede, exposta fortemente pela mídia, a imagem da marca pode ser associada negativamente pelas pessoas, ou seja, passar uma imagem ruim se a volta do Mappin concretizar-se. 22 9 - CONCLUSÃO De acordo com todos os dados e informações que o grupo teve acesso sobre a administração e desempenho do Mappin, acreditamos que a falência da rede de departamentos deve-se em grande e intensa profundidade, devido à má gestão de Ricardo Mansur. A empresa enfrentou outras dificuldades como citada ao longo do trabalho, sendo elas: Crise financeira durante o governo Collor, Venda da sua financiadora Mappin para o BBA Credistaltant por R$ 50.000.000,00 A entrada (uma das pioneiras) no comércio eletrônico, A tradição da marca e a oferta diversificada de produtos. E mesmo com o tropeço que sofreu entre 1991 e 1999 (1993 - verificar) ela tinha plena capacidade de recuperação e de crescimento dados seu expertise e nome forte no ramo, além de muitas oportunidades de inovação (característica da empresa) que poderiam evitar o seu fracasso. A fusão com a Mesbla (com uma dívida de 300 milhões de reais) realizada por Ricardo Mansur e suas ações duvidosas no mercado financeiro, prejudicaram a imagem e confiança da empresa, que contraiu muitas dívidas (tanto com bancos como fornecedores) e deixou o Mappin muito dependente de capital de terceiros, o que no final acarretou na sua falência. No entanto, com uma boa administração (com a gestão de outro executivo e não Ricardo Mansur), sem essas ―jogadas arriscadas‖ no mercado financeiro que ele realizou e somadas ao foco nas suas capacidades essenciais, o grupo acredita que a empresa tinha capacidade e potencial para ter se recuperado, crescido (devido a melhora no mercado brasileiro desde o governo FHC, aumento de crédito, a ascensão das classes d) e se tornado hoje uma grande varejista no Brasil, competindo em igualdade com Americanas ou Submarino, pois ambas preencheram o gap deixado pelo Mappin. As sugestões do grupo para o Mappin considerando a realidade da época são: 23 O Mappin não necessariamente faliria, ele precisava de uma reestruturação em seu modelo de negócios, buscando enxugar custos e aumentar as margens. Posicionamento focado: como visto, o Mappin comercializava muitos tipos de produtos, o que lhe retirava o foco e aumentava seus custos. De gerência dos fornecedores por exemplo. A Financeira Mappin não precisava ser vendida, pois ela era a Unidade de negócios mais rentável do grupo, o que deveria ser feito era um combate a inadimplência. Fusão com a Mesbla: A fusão com a Mesbla sacramentou a falência, pois a Mesbla trouxe somente dívidas para o grupo, não era a hora de uní-las. Baixas Margens: O Mappin operava com margens muito baixas, era necessário aumentá-las e assim passar de prejuízo à lucros. Altos juros: devido as suas dívidas do passado, o lucro do Mappin era violentamente devorado pelos juros, portanto a reestruturação da dívida era necessária. E-commerce: Uma nova oportunidade surgia e ele era um dos pioneiros. Ou seja, podia introduzir e se tornar ―Top of Mind‖ do setor, praticando altas margens e controlando o ciclo desse novo mercado. Ricardo Mansur: A ousadia de Mansur foi demasiada e custou diversos milhões. Ele deveria ter aguardado a recuperação do Mappin e não atrelado as duas empresas. Ambidestria: essa foi uma característica inata da empresa, podia mantê-la no caso da Mesbla, desatrelando as finanças das duas. 24 10 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Mundo das marcas. Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/48764/referencias- bibliograficas-tiradas-na-internet-como-colocar-no-trabalho> Acesso em 14 de Agosto de 2015. Douglas Nascimento, O centenário do Mappin. Disponível em: < http://www.saopauloantiga.com.br/mappin> Acesso em 14 de Agosto de 2015 Mappin faria 100 anos; relembre a história da loja de departamentos. Disponível em: < http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/12/10/mappin-faz-100-anos- relembre-a-historia-da-loja-de-departamentos.htm> Acesso em 14 de Agosto de 2015 Mappin: história de uma falência. Disponível em: < http://www.contabilidade-financeira.com/2010/02/mappin-historia-de-uma- falencia.html> Acesso em 14 de Agosto de 2015 25 Anexos: Anexo 1 - Anúncio em jornal Anexo 2 – Estrutura da loja 26 (Anexo 3 – Praça do Patriarca (década de 1920) ) Anexo 4 – Mappin em dia de liquidação 27 Anexo 5 – Fachada do Mappin durante o Natal 28