resumo patologia especial gastrointestinal
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resumo patologia especial gastrointestinal


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ácida e redução da perfusão da mucosa gástrica
Úlceras gástricas: ulcerações geralmente solitárias. Ocorre secreção ácida normal, porém há quebra da barreira mucosa, permitindo a retrodifusão de íons hidrogênio. A quebra da barreira é causada por refluxo de bile e por aines
Úlceras duodenais: geralmente secundárias a outras doenças 
Gastrites 
Gastrite erosiva aguda ou hemorrágica
A lesão causa congestão e hemorragias focais na mucosa gástrica. Ocorrem alterações degenerativas do epitelio, edema, e erosão, permitindo a difusão retrógrada de íons hidrogênio para a mucosa, causando sua digestão por ácido e pepsina 
Causa desconforto gástrico, anorexia, náuseas e vômitos. Em casos graves, o vômito pode conter sangue
As lesões podem ser localizadas ou difusas. Consistem de hemorragias múltiplas da mucosa e graus variados de edema. As erosões são lineares ou estreladas, acompanhadas por extravasamento de sangue e plasma
Gastrite traumática
Causada por objetos ingeridos pelo animal. Os corpos estranhos podem permanecer no estomago e causar lesões e obstrução 
O animal para de se alimentar, fica menos ativos e em posições anormais, podendo vomitar
Ocorre laceração e contusão na mucosa gástrica, com hemorragias e ulcerações. A penetração causa resposta inflamatória localizada, com a infiltração de granulócitos e a formação de abscesso ou granuloma, tecido cicatricial e peritonite
Gastrite superficial crônica
Episódios de inapetência, letargia e vômitos 
Infiltração linfoplasmocitária, com infiltrado neutrofílico ao redor das ulcerações 
Ocorre diminuição na quantidade de muco
No antro gástrico, ocorre hiperplasia dos folículos linfoides da submucosa, causando gastrite folicular
Gastrite atrófica crônica 
Atrofia das células parietais e principais
Hipocloridria 
Ilfiltrado linfoplasmocitário e eosinófilos próximos as lesões 
Redução da espessura da mucosa, com perda parcial ou completa das glândulas gástricas
Pode ocorrer metaplasia intestinal \u2013 substituição difusa ou focal do epitélio gástrico por epitélio intestinal
Gastrite hipertrófica
Causa inapetência, perda de peso, hipoalbuminemia, menor qualidade dos pelos, aumento da sensibilidade superior do abdômen e vômitos 
As pregas da mucosa gástrica são espessadas e tortuosas, com aspecto de cérebro. A coloração varia de rósea a violeta. Os sulcos são profundos, e a mucosa se apresenta edematosa e espessada
A mucosa apresenta hiperplasia acentuada, podendo haver metaplasia
Pode ocorrer dilatação cística das glândulas gástricas, que penetram a muscular da mucosa gerando gastrite cística profunda
Gastrite eosinofílica
Forma focal: causada por resposta eosinofílica a larvas de nematoides na mucosa. Em cães, ocorre na migração de larvas de toxocara canis. As larvas causam a formação de uma massa nodular cercada por eosinófilos, podendo obstruir a saída do estomago. A gastrite eosinofílica esquirrosa causa perda de peso, letargia, vômitos, espessamento do estomago e eosinofilia
Forma difusa: causada por alergia, afetando grande porção do estômago
Gastrites parasitárias
Hemoncose: haemonchus em ovinos, caprinos e outros ruminantes. As larvas penetram o abomaso e residem nas glândulas gástricas ou podem evoluir para o estágio adulto na superfície do estomago. Causa crescimento retardado e pouco ganho de peso. Pode ocorrer hipoproteinemia e anemia, fraqueza, fadiga e diarreia
Ostertagiose: ostertagia spp em ovinos, caprinos e bovinos. Ocorre gastrite com infiltrado inflamatório crônico, aumento do número de leucócitos na mucosa, decréscimo das células parietais e principais e hiperplasia das células da mucosa
Berne gástrico: larvas de gasterophilus em equinos. As larvas se desenvolvem em vermes com pinçadores, que se prendem na mucosa gástrica. As áreas com larvas apresentam depressões com pouca inflamação ou ulceração
Habronemíase: draschia megastoma em equinos. As larvas penetram na parte glandular da mucosa estomacal, criando nódulo granulomatoso com cavidade cística
Gastrites bacterianas e micóticas
Gastrite aguda flegmonosa
Infecção da parede gástrica de cães por bactérias
Dor súbita, náuseas, vômitos, febre, calafrios, prostração
Pode causar emese purulenta e morte por colapso circulatório 
Estomago dilatado com paredes espessadas e mucosa de coloração vermelha ou púrpura 
Edema e pus na submucosa 
Pode ocorrer gastrite enfisematosa, com a formação de bolhas na mucosa
Hemorragia, congestão e necrose coagulativa da mucosa 
Inflamação fibrinopurulenta 
Ruminite necrobacilar
Secundária à ruminite causada por alimentação errônea e por consumo excessivo de grãos 
Causada pelo fusobacterium necrophorum, componente da flora ruminal que se torna patogênica por desequilíbrio na flora normal
Acidose ruminal, degeneração do epitélio escamoso estratificado, infiltrados granulocíticos no epitélio e em vesículas 
Lesões escuras, múltiplas, irregulares, com papilas ruminais tumefeitas e com exsudato
Necrose de coagulação e infiltrado de neutrófilos
Reação inflamatória serofibrinosa
Com o tratamento, as áreas necróticas se desprendem, criando uma úlcera que se regenera formando uma cicatriz 
Ruminite micótica
Secundária a indigestão, alimentação inapropriada e acidose ruminal 
Causada por fungos oportunistas que se tornam patogênicos quando a flora ruminal é alterada, quando há uso de antibiótico, e em casos de motilidade gástrica inadequada e leucopenia 
Os fungos causam necrose do epitélio e se estendem até a submucosa, invadindo vasos e causando vasculite e trombose, com áreas de necrose de coagulação 
Acúmulo de material caseoso cinza necrosado e friável cobrindo áreas focais da mucosa do rúmen 
Áreas afetadas da mucosa ficam vermelhas ou enegrecidas, com margens bem delimitadas e espessamento devido à congestão e hemorragia 
Gastrite granulomatosa
Causada por microorganismos que invadem o tecido mais profundo da parede do estomago, chegando às camadas musculares, vasos e linfonodos adjacentes. Resulta em inflamação granulomatosa e espessamento da parede do estomago, prejudicando a função gástrica 
Dor pós-prandial, vômitos, perda de peso, fraqueza, hematêmese, obstrução do escoamento gástrico 
Infiltrado inflamatório crônico com macrófagos, células gigantes, plasmócitos, linfócitos, fibroblastos, neutrófilos e eosinófilos 
Obstruções e distúrbios funcionais do intestino delgado
Íleo adinâmico 
Falta de tônus e movimentos peristálticos normais por inibição dos nervos simpáticos 
O estômago e o intestino não respondem à presença de alimento
Causa anorexia, distensão abdominal, ausência de sons intestinais, alças intestinais cheias de gás ou líquido, vômitos
Causado por manipulação durante cirurgias, estímulos muito doloridos, toxemia, desequilíbrio eletrolítico, distúrbios nutricionais
Corpos estranho	s
Maior frequência em cães e gatos jovens 
Obstrução da luz intestinal 
Causa vômitos e diarreia
Podem ser eliminados nas fezes ou ficar aprisionados na válvula ileocólica, causando obstrução parcial ou completa 
Pode causar compressão de vasos sanguíneos e isquemia
Causa peristaltismo exagerado e intussuscepção
A lesão causa dilatação segmentar, colapso da porção intestinal obstruída, hiperamia, congestão, erosões, úlceras e perfurações
Intussuscepção 
Invaginação de um segmento do intestino em outro causada por movimento peristáltico exagerado e lesão como ponto de fixação 
Corpos estranhos lineares principalmente, neoplasias e placas de peyer aumentadas podem funcionar como ponto de fixação
Causa distensão abdominal, dilatação das alças intestinais, massa abdominal palpável, anorexia e vômitos 
O segmento afetado fica edemaciado, vermelho escuro ou enegrecido por congestão e hemorragia
Após 24 horas, ocorre necrose isquêmica da mucosa 
Vólvulo intestinal
Torção patológica de um segmento de intestino sobre seu eixo mesentérico, resultando em estrangulamento vascular, isquemia e obstrução da luz intestinal 
Causas: fendas no mesentério, hérnias
Causa cólica, anorexia, dor, ansiedade,