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CASO CLÍNICO 32.1
Universidade Estácio de Sá – Campus Angra dos Reis.
Curso de Medicina
Disciplina: SOI – Anatomia
Grupo: Érica Costa, Estela Silva e Ingrid Feitosa
Vascularização do encéfalo
Mulher, 82 anos, com história prévia de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e insuficiência cardíaca congestiva (ICC), foi trazida pelo filho ao pronto-socorro com queixa súbita de paresia no membro superior direito associada a afasia e desvio de comissura labial há 5 horas, sem perda da consciência. Ao exame, a paciente apresentou PA= 180x90 mmHg, afasia, paresia grau II e hiper-reflexia no membro acometido associadas a sinal de Hoffmann. É imediatamente internada com suspeita de AVC isquêmico, sendo realizada tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste que não evidênciou alterações. Após 72 horas, a TC seriada revelou área isquêmica frontal à esquerda (figura 32.1.1), confirmando o dignóstico. Após 8 meses do primeiro evento, a paciente abre novo quadro com hemiplegia e hemiparestesia dimidiada à direita. A TC de crânio, repetida horas após o início do novo quadro, demonstrou grande área isquêmica no hemisfério cerebral esquerdo (figura 32.1.2).
A) Descreva as estruturas arteriais responsáveis pela vascularização cerebral, citando suas origens e trajeto anatômico.
O sangue oxigenado sai pela artéria aorta e a partir dela temos a vascularização de todas áreas do corpo.
O encéfalo depende do suprimento sanguíneo da:
Artérias carótidas internas (2) sistema carotídeo ou anterior
Artérias vertebrais (2) sistema vértebro-basilar ou posterior 
Origem
1. tronco braquiocefálico
2. Artéria carótida comum esquerda
3. Artéria Subclávia esquerda 
4. Artéria carótida comum direita
5. Artéria subclávia direita
Trajeto
Artéria facial
Artéria lingual
Artéria tireóidea superior
Artéria carótida externa
Artéria carótida interna
Artéria vertebral
Artéria occipital
Ramo frontal da artéria temporal superficial
Artéria carótida interna
A. carótida interna.
(Segmento cavernoso)
A. carótida interna.
(segmento petroso)
A. carótida interna
(Segmento cervical)
A. carótida comum
ACI pode ser dividida em 4 porções: cervical, petrosa, cavernosa e cerebral.
Entra no crânio pelo canal carotídeo.
Artérias vertebrais
A. Vertebral
(Segmento intracaniano)
A. Vertebral
(Segmento vertebral)
A. Vertebral
(Segmento suboccipital)
A. Vertebral
(Segmento cervical)
As artérias vertebrais originam-se da porção proximal das artérias subclávias, sendo seu primeiro ramo de cada lado. 
Ascendem no pescoço passando pelos forames transversos das vértebras cervicais e entram no crânio pelo forame magno.
Polígono de Willis
Círculo arterial do cérebro
É uma rede de anastomose das artérias:
Aa. Carótidas internas (2)
Aa. Cerebrais anteriores (2)
Aa. Cerebrais posteriores (2)
A. Comunicante anterior (1)
Aa. Comunicantes posteriores (2)
A. Cerebral média
Acidente Vascular Cerebral
Isquêmico: 
 Um trombo se forma no vaso pels formação de coágulo sanguíneo ou um depósito de gordura devido à aterosclerose, interrompendo o fluxo de sangue para o cérebro.
 80% dos casos
 AVC isquêmico transitório
Hemorrágico:
 Se caracteriza pelo sangramento em uma parte do cérebro, em consequência do rompimento de um vaso sanguíneo
 20% dos casos. Embora em menos frequência, tende a ser mais letal.
 Hematoma intracerebral; Hemorragia subaracnoidea
AVC Hemorrágico x AVC Isquêmico
AVC Hemorrágico x AVC Isquêmico
Artériografia
Angioressonância
Ressonância magnética
Angiotomografia
Vascularização do encéfalo
Mulher, 82 anos, com história prévia de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e insuficiência cardíaca congestiva (ICC), foi trazida pelo filho ao pronto-socorro com queixa súbita de paresia no membro superior direito associada a afasia e desvio de comissura labial há 5 horas, sem perda da consciência. Ao exame, a paciente apresentou PA= 180x90 mmHg, afasia, paresia grau II e hiper-reflexia no membro acometido associadas a sinal de Hoffmann. É imediatamente internada com suspeita de AVC isquêmico, sendo realizada tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste que não evidênciou alterações. Após 72 horas, a TC seriada revelou área isquêmica frontal à esquerda (figura 32.1.1), confirmando o dignóstico. Após 8 meses do primeiro evento, a paciente abre novo quadro com hemiplegia e hemiparestesia dimidiada à direita. A TC de crânio, repetida horas após o início do novo quadro, demonstrou grande área isquêmica no hemisfério cerebral esquerdo (figura 32.1.2).
Paresia = perda parcial da motricidade
Afasia = enfraquecimento ou perda do poder de captação de manipulação e expressão de palavras por causa de lesões cerebrais
Desvio de comissura labial = desvio da boca em direção contrária ao lado acometido
Paresia grau II = movimento possível, mas não vencendo a força da gravidade
Hiperreflexia = reflexos responsivos em excesso
Sinal de Hoffmann = Teste clínico que indica presença ou ausência de lesão corticoespinhal (neurônio motor superior)
Hemiplegia = Paralisia do membro superior e inferior do mesmo lado
Hemiparestesia = perda de força do nervo ou músculo do membro superior e inferior do mesmo lado
B) Relacione a clínica do paciente com a artéria cerebral envolvida
Paresia grau II em membro superior direito
Afasia
Desvio de comissura labial
Hiperreflexia associada a sinal de Hoffmann
ARTÉRIA CEREBRAL MÉDIA
1º Evento:
Artéria cerebral média
Vista lateral direita do hemisfério direito.
Irrigam a parte lateral do encéfalo e o polo temporal.
A. cerebral média
Lobo frontal: planejamento e execução de movimentos. Dividido em 5 áreas:
Córtex motor primário
Área frontal medial 
Córtex orbitofrontal 
Córtex postero-inferior frontal 
Córtex dorsolateral frontal
Lesão do neurônio motor superior: Sinal de Hoffmann.
Área irrigada pela artéria cerebral média
Vascularização do encéfalo
Mulher, 82 anos, com história prévia de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e insuficiência cardíaca congestiva (ICC), foi trazida pelo filho ao pronto-socorro com queixa súbita de paresia no membro superior direito associada a afasia e desvio de comissura labial há 5 horas, sem perda da consciência. Ao exame, a paciente apresentou PA= 180x90 mmHg, afasia, paresia grau II e hiper-reflexia no membro acometido associadas a sinal de Hoffmann. É imediatamente internada com suspeita de AVC isquêmico, sendo realizada tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste que não evidênciou alterações. Após 72 horas, a TC seriada revelou área isquêmica frontal à esquerda (figura 32.1.1), confirmando o dignóstico. Após 8 meses do primeiro evento, a paciente abre novo quadro com hemiplegia e hemiparestesia dimidiada à direita. A TC de crânio, repetida horas após o início do novo quadro, demonstrou grande área isquêmica no hemisfério cerebral esquerdo (figura 32.1.2).
B) Relacione a clínica do paciente com a artéria cerebral envolvida
2º Evento
Após 8 meses
Hemiparesia
Hemiparestesia dimidiada à direita
ARTÉRIA CEREBRAL ANTERIOR
Artéria cerebral anterior
Irrigam a maior parte da face medial e superior do encéfalo e o polo frontal
A. cerebral anterior
Com o acometimento do membro inferior, a obstrução provavelmente progrediu para a artéria cerebral anterior, afetando o hemisfério esquerdo. Assim evidenciando sintomas como a hemiplegia e hemiparestesia em membro direito.
Área irrigada pela A. cerebral anterior
Referências 
Meneses, Murilo S. Neuroanatomia Aplicada. 3ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. pp. 295-315
Schünke, Michaeel; Schulte, Erik; Schumacher, Udo. Prometheus| Atlas de Anatomia- Cabeça e Neuroanatomia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. pp
Moore, Keith L. Anatomia Orientada para a Clínica. 7ed. Rio de Janeiro; Guanabara Koogan, 2007, pp. 858-862
Meneses, Murilo S. Neuroanatomia Aplicada. 3ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. pp. 304-305

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