Relatório Microbiologia
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Relatório Microbiologia

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UNIVERSIDADE DO VALE DO TAQUARI - UNIVATES
CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA
RELATÓRIO DAS AULAS PRÁTICAS 
Felipe Tres Capra
Fabrício Zeni
	
Lajeado, maio de 2019
Felipe Tres Capra
Fabrício Zeni
RELATÓRIO DAS AULAS PRÁTICAS
 Relatório apresentado na disciplina de Microbiologia Industrial, do curso de Engenharia Química, da Universidade do Vale do Taquari - Univates, para a avaliação do semestre.
Professora: Mônica Jachetti Maciel
Lajeado, maio de 2019
INTRODUÇÃO
Microbiologia é a ciência que estuda os microrganismos, muitas vezes, o termo é associado à transmissão de doenças, porém, nem todos os microrganismos são patogênicos, existindo até mesmo aqueles que são benéficos à saúde humana. Os microrganismos, assim como outros seres vivos, precisam de um meio para obter o nutriente necessários para sua sobrevivência. Além dos meios de cultura e nutrientes, também é necessário que as condições de oxigênio, pH, temperatura e pressão osmótica estejam adequados ao crescimento desses microrganismos. Os meios de cultura podem ser encontrados em meios sólidos, os que possuem ágar, e os líquidos, sem ágar. 
As aulas práticas da disciplina de microbiologia industrial foram realizadas nos dias 12, 19 e 26 de abril de 2019, as quais foram ministradas pela Dra. Mônica Jachetti Maciel. Nessas aulas aprendemos vários conceitos essenciais para qualquer atividade em laboratório como por exemplo: as técnicas de assepsia, materiais e instrumentos e o quão importantes são para a microbiologia. As aulas sempre tinham início com uma parte teórica que visava nos repassar os conhecimentos necessários para a realização das práticas, no intuito de conseguirmos realizar a parte prática com total segurança.
Durante as aulas pudemos aplicar a técnica da diluição decimal com corante e água, realizamos a análise completa de um alimento de origem animal e fizemos o teste da coloração de Gram, que é um método de coloração de bactérias desenvolvido pelo médico dinamarquês Hans Christian Joachim Gram em 1884. 
Aula prática número 1: Processamento de amostras microbiológicas
Atividade 1: Método de contagem de microrganismos
	Na primeira aula prática no laboratório, como de praxe, foi nos apresentado alguns cuidados que devemos ter ao ingressarmos num laboratório, cuja avaliação microbiológica está envolvida. Entre elas estão: usar jaleco fechado; calça comprida e calçado fechado; não usar o jaleco fora do laboratório; manter os cabelos amarrados e usar toucas; unhas pintadas e/ou compridas; não levar nenhum instrumento à boca, nariz ou qualquer parte do rosto; não cheirar os meios de cultura inoculados; todo o material deve ser recolocado no lugar ao término de cada aula, inclusive microscópio, material semeado em aula, corantes, alça de platina, porta tubos, bancos; desenvolver o hábito da limpeza e da organização; manter as mãos e a bancada \u201clivres\u201d de microrganismos através do uso do álcool 70% antes, durante e após uma análise, dentre outras normas. Têm-se como objetivo principal das aulas práticas ensinar os princípios, técnicas e métodos utilizados em um laboratório de microbiologia de alimentos. Após esta breve explicação, partimos para o conteúdo propriamente dito.
Iniciamos a primeira prática utilizando 225 mL de água misturados com um corante em um frasco, homogeneizamos a mistura, utilizando a pipetadora e a ponteira estéril retiramos 1 mL da mistura e passamos para um tubo de ensaio com 9 mL de água. Agitamos o tubo e repetimos o processo, com a pipetadora e uma nova ponteira retiramos 1 mL deste tubo e passamos para um outro tubo de ensaio com 9 mL de água. Descartamos a ponteira. Deste novo tubo, novamente, retiramos 1 mL utilizando a pipetadora e a ponteira e passamos para um outro tubo. Entre as retiradas das alíquotas, os tubos foram homogeneizados em vórtex (homogeneizador) para garantir que a mistura estava totalmente misturada. Resumidamente, este processo é conhecido por diluição decimal, consiste nas diluições em que a quantidade de substância a ser diluída corresponde à unidade, ou múltiplos da unidade e o volume final da solução diluída seja igual a 10 ou múltiplo de 10. Conforme dilui-se a mistura inicial, pode-se verificar que a cor original do corante foi ficando mais fraca, conforme as alíquotas eram passadas de um tubo para outro. Essa cor mais fraca representa a concentração do corante frente ao líquido no qual está diluído. Conforme orientado no início da aula, todo processo foi feito próximo a chama do Bico de Bunsen e os tubos de ensaio tiveram seu bocal flambado antes de receberem a alíquota, visando evitar a contaminação de microorganismos externos. A imagem abaixo, fornecida pela professora Mônica Jachetti Maciel, a qual ministra esta disciplina, representa o processo acima descrito, de forma mais sucinta. 
Atividade 2: Preparo de placas
	A segunda parte prática da noite começou logo após o término da primeira. Em primeiro lugar identificamos as placas de Petri que estar/íamos usando com as siglas SAB, PCA e VRB, três placas para cada sigla e com os seguintes valores: 10-1, 10-2,10-3. Já nos tubos de ensaio que continham peptonada salina os valores foram somente 10-2 e 10-3, essa peptonada foi usada para realizar a diluição seriada. Com isso, haviam placas e tubos de valores referentes a 10-1, 10-2 e 10-3. Logo em seguida, pesamos 25 g do nosso alimento de origem animal (queijo), colocamos em um saco de stomacher e com o auxílio de uma pinça estéril, adicionamos ao queijo 225 mL de peptonada salina para homogeneizar a mistura. Após, com a pipetadora automática, transferimos 1 mL da mistura do saco de Stomacher para o tubo com peptonada salina (10-2), e deste tubo retiramos 1 mL para colocar no outro tubo com peptonada salina seguinte (10-3). Na parte final, transferimos 1 mL da mistura para as placas de SAB e PCA (ambas 10-1) e 0,1 para a placa de VRB (10-1). Fizemos o mesmo com o tubo (10-2) para as placas 10-2 e com o tubo (10-3) para as placas (10-3).
	Para finalizar a segunda prática da noite, adicionamos ágar as placas; na placa SAB, realizamos o plaqueamento por superfície; na placa de PCA, realizamos o plaqueamento por profundidade; e na placa de VRB, realizamos o plaqueamento por sobrecamada. Adicionamos o ágar VRB, espalhamos pela placa até que o mesmo se solidificasse. Então, adicionamos a segunda camada de ágar VRB, deixamos solidificar. Com a prática já concluída, entregamos todas as placas confeccionadas e limpamos a bancada com álcool 70%. 
Aula prática número 2: Contagem microbiana e Caldos
A aula prática 2 teve início com a explicação, feita pela professora, com o objetivo de nos ensinar a contar as colônias que haviam crescido em nossas placas, placas estas, que havíamos preparado na aula prática 1. Nossas colônias foram incubadas em temperatura ideal para o crescimento microbiano, de acordo com a resistência de cada organismo. O PCA foi incubado invertido com temperatura de aproximadamente 30ºC por 72 horas. Já, o SAB foi incubado não invertido com temperatura igual a 25ºC por 5 dias e o VRB foi incubado invertido a 36ºC por 24 horas. O próximo passo foi partirmos para os cálculos do número de colônias das placas de PCA e SAB. A seguir, temos os resultados: 
Cálculo em relação a 1mL (Placa PCA):
Número de colônias × diluição inversa: 
= 42 colônias
= 42 × 
= 42000
= 4,2 × UFC/g
Cálculo em relação a 1mL (Placa SAB):
Número de colônias × diluição inversa × 10: 
 = 42 colônias
= 42 × × 10
= 420000
= 4,2 × UFC/g
Como podemos perceber, usa-se para expressar os resultados o termo UFC/mL ou UFC/g, dependendo do estado em que o alimento se encontra (sólido: gramas e líquido: mL). Também podem haver casos em que não existam colônias nas placas, e nesses casos deve-se expressar por: < 1 X UFC/mL ou UFC/g. 
Em seguida realizamos a contagem do