PRIVAÇÃO DO SONO E HIPERCORTISOLEMIA
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PRIVAÇÃO DO SONO E HIPERCORTISOLEMIA


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PBL 5 neuro
privação do sono e HIPERCORTISOLEMIA
Termos desconhecidos:
Teste de dexametasona - Teste de supressão do cortisol com 1mg de dexametasona via oral
O teste baseia-se na fisiologia do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e o \u201cfeedback\u201d negativo
que a administração exógena de glicocorticóide exerce inibindo a secreção de CRH e
ACTH, com consequente redução da produção de cortisol pelas suprarrenais.
 Na síndrome de Cushing, entretanto, existe uma produção autônoma de cortisol que não é
inibida por este mecanismo de feedback negativo. Além da síndrome de Cushing, existem
algumas situações que também podem apresentar respostas anormais: depressão, alcoolismo, estresse crônico, doença aguda, uremia, elevação de estrógeno e gravidez.
Modo de execução: Administra-se 2 cp de 0,5 mg (1 mg) de dexametasona por via oral
entre 23 e 24 horas. Na manhã seguinte, às 8 h, deverá ser realizada a coleta de sangue
para dosagem do cortisol sérico. Destacar no pedido do exame a necessidade de
coletar o sangue exatamente às 8h00.
Concentrações superiores a 1,8 g/dL se faz necessário prosseguir na investigação
diagnóstica da síndrome de Cushing. 
https://www.endocrinologiausp.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Teste-de-supress%C3%A3o-do-cortisol-com-1mg-de-dexametasona-via-oral.pdf.
Objetivos:
1). Relacionar hipercortisolemia relacionada a mudança no ciclo circadiano e consequências
Durante situações físicas ou emocionais stressantes o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) é activado. O hipotálamo segrega a hormona libertadora de corticotrofina (CRH) que actua na hipófise anterior, aumentando a libertação da hormona adrenocorticotrofina (ACTH). A ACTH é transportada no sangue até às glândulas supra-renais e interage com os receptores das células locais do córtex das glândulas supra-renais, que estimulam a produção e libertação de cortisol. 
O cortisol é a hormona de stresse glicocorticóide , o cortisol liga-se a pelo menos dois tipos de receptores, sendo ambos intracelulares. O primeiro é chamado receptor tipo I ou mineralcorticóide (MRs) e o segundo receptor tipo II ou glucocorticóides (GRs), tendo o cortisol maior afinidade pelo primeiro. Estas propriedades de ligação aos receptores são diferentes das de alguns corticoesteróides sintéticos/exógenos,
tal como a prednisolona e a dexametasona, as quais se ligam de um modo muito mais
selectivo aos receptores GRs. No final, o eixo é completado com o retrocontrolo negativo do cortisol sobre a hipófise e hipotálamo. O cortisol nos indivíduos normais é libertado de modo episódico, com um ritmo circadiano paralelo à secreção de ACTH. Os níveis de cortisol encontram-se mais elevados nas primeiras horas da manhã (8-9h) e diminuem gradualmente durante o dia, atingindo os níveis mínimos no final do dia (pelas 23h).
Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra Síndrome de Cushing: Aspectos Neuropsiquiátricos Arnaldo Furtado Paiva de Oliveira Machado
2). Identificar influência dos hormônios no sono e suas interações (para dormir e acordar)
Hormônio de crescimento (HGH)
o hormônio de crescimento é um polipeptídio derivado de um grande precursor (pro-HGH) e que apresenta meia-vida de 20 a 25 minutos. É sintetizado e secretado pelos somatotrofos. Sua secreção é regulada pelo GHRH (hormônio liberador de HGH) e pela somatostatina (hormônio inibidor de liberação de somatotropina). Estes se encontram sobre complexas influências neurais, metabólicas e hormonais, resultando em fina secreção pulsátil de GH representada por picos de episódios associados às refeições, à atividade física, ao estresse psicológico e físico, além de características relacionadas ao padrão noturno de sono. Durante os estágios 3 e 4 do sono ocorrem picos de secreção de HGH.
Corticotrofina (ACTH)
O ACTH é um peptídeo e sua secreção é estimulada pelo hormônio liberador de corticotrofina (CRH) e pela vasopressina (AVP) e ocorre de forma pulsátil. Sua concentração plasmática varia com o ritmo circardiano característico, apresentando diminuição entre 23 e
24h e elevação nas primeiras horas da manhã. O ACTH e outros derivados da POMC
são secretados em resposta a eventos de estresse. O controle inibitório é exercido via
Jeedback negativo do cortisol
Hormônio Tireoestimulante (TSH)
o TSH é uma glicoproteína com meia-vida de 50 minutos, produzida e secretada pelos tireotrofos. 
A secreção de TSH é pulsátil e com padrão circadiano, com pico entre 22h e 2h. Embora a secreção de TSH tenha regulação central pela ação estimulatória do hormônio liberador de tireotrofina (TRH) e pelo efeito inibitório da somatostatina e dopamina, o mais importante mecanismo regulatório ocorre a partir do Jeedback negativo do hormônio tireoidiano em nível tanto da hipófise quanto do hipotálamo.
Parte II - Sistemas orgânicos, doenças e situações
9 \u2013 Endocrinologia da noite
ADENOSINA
A adenosina e\u301 utilizada por todas as ce\u301lulas para construir algumas das mole\u301culas mais ba\u301sicas para a vida, incluindo o DNA, o RNA e o trifosfato de adenosina (ATP). A adenosina e\u301 tambe\u301m liberada por alguns neuro\u302nios e pela glia e atua como um neuromodulador em sinapses em todo o ence\u301falo. E\u301 uma substa\u302ncia que pode ter apelo para os milho\u303es que bebem cafe\u301, cha\u301 e refrigerantes a\u300 base de cola. Desde os tempos antigos, antagonistas dos receptores de adenosina, como cafei\u301na e teofilina, te\u302m sido usados para manter as pessoas acordadas. Por outro lado, a administrac\u327a\u303o de adenosina ou de seus agonistas aumenta o sono. Os ni\u301veis extracelulares de adenosina que ocorrem naturalmente no ence\u301falo esta\u303o mais altos durante a vigi\u301lia do que durante o sono. Os ni\u301veis aumentam progressivamente durante peri\u301odos prolongados de vigi\u301lia e de privac\u327a\u303o dsono, e diminuem gradativamente durante o sono. Alterac\u327o\u303es relacionadas a\u300 vigi\u301lia nos ni\u301veis de adenosina na\u303o ocorrem em todo o ence\u301falo, mas apenas em certas regio\u303es relacionadas ao sono. Essas duas propriedades da adenosina \u2013 seus efeitos promotores do sono e a relac\u327a\u303o entre seus ni\u301veis e a necessidade de sono \u2013 sugerem fortemente que ela seja um importante fator promotor do sono. Como a adenosina poderia promover o sono? A adenosina tem um efeito inibito\u301rio sobre os sistemas modulato\u301rios difusos de ACh, NA e 5-HT, os quais tendem a promover a vigi\u301lia. Isso sugere que o sono pode ser o resultado de uma reaça\u303o em cadeia de mole\u301culas.
Óxido nitríco
Outro importante fator promotor do sono e\u301 o o\u301xido ni\u301trico (NO). Lembre- -se que o NO e\u301 uma pequena mole\u301cula, mo\u301vel e gasosa, que pode se difundir facilmente atrave\u301s de membranas e serve como mensageiro retro\u301grado (da po\u301s- -sinapse para a pre\u301-sinapse) entre certos neuro\u302nios. Os neuro\u302nios coline\u301rgicos do tronco encefa\u301lico capazes de promover a vigi\u301lia expressam ni\u301veis especialmente altos da enzima que sintetiza NO. Os ni\u301veis de NO no ence\u301falo atingem seu ponto mais alto durante a vigi\u301lia e aumentam rapidamente com a privac\u327a\u303o de sono. Como o NO promove o sono? Os estudos te\u302m mostrado que o NO dispara a liberac\u327a\u303o de adenosina. Como vimos, a adenosina promove o sono na\u303o REM, suprimindo a atividade de neuro\u302nios que ajudam a manter a vigi\u301lia.
Neurociência da mente e do comportamento Roberto Lent
\u25a0 CORRELATOS FISIOLO\u301GICOS DOS ESTADOS E ESTA\u301GIOS DO SONO Todos os principais sistemas fisiolo\u301gicos sa\u303o influenciados pelo sono. As alterac\u327o\u303es na func\u327a\u303o cardiovascular incluem reduc\u327a\u303o da pressa\u303o arterial e da freque\u302ncia cardi\u301aca durante o sono NREM, em particu- lar durante o sono de ondas lentas. Durante o sono REM, a atividade fi\u301sica (surtos de movimentos oculares) esta\u301 associada a\u300 variabilidade na pressa\u303o arterial e na freque\u302ncia cardi\u301aca, a qual e\u301 mediada prin- cipalmente pelo nervo vago. As arritmias cardi\u301acas podem ocorrer seletivamente durante o sono REM. A func\u327a\u303o respirato\u301ria tambe\u301m muda. Em comparac\u327a\u303o com a vigi\u301lia relaxada, a freque\u302ncia respira- to\u301ria torna-se mais regular durante o sono NREM (especialmente no sono de ondas lentas) e o sono REM to\u302nico,