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18/10/2018 18'53Portal Secad Página 1 de 9https://www.portalsecad.com.br/artigo/7148 HEAVY SLOW RESISTANCE PROGRAM YURI RAFAEL DOS SANTOS FRANCO KATHERINNE FERRO MOURA FRANCO RODRIGO RIBEIRO DE OLIVEIRA ■ INTRODUÇÃO A fisioterapia tem passado por uma ampla evolução técnica e científica de suas bases terapêuticas. A cinesioterapia vem se estabelecendo como a principal base terapêutica no cotidiano clínico do fisioterapeuta. O abastamento de exercícios terapêuticos existentes aumenta o interesse pelo conhecimento acerca do melhor tipo de exercício para intervir nas diversas disfunções musculoesqueléticas. Compondo o arsenal de exercícios terapêuticos, atualmente os exercícios resistidos são muito estudados devido às alterações metabólicas e estruturais que eles geram. Entre as diversas formas de executar os exercícios resistidos, vem ganhando destaque o exercício com uma exposição gradual da resistência, que é o Programa de Exercício Resistido Gradual (do inglês, Heavy Slow Resistance Program [HSR]). Estudos utilizando essa abordagem têm sido publicados e alguns resultados têm mostrado a eficácia desse programa para casos de tendinopatias dos membros inferiores. ■ OBJETIVOS Ao final da leitura deste artigo, o leitor será capaz de reconhecer no que se baseia o HSR; identificar as precauções e contraindicações desse tipo de exercício; programar a carga do HSR; aplicar esse tipo de exercício clinicamente; descrever as evidências existentes sobre esse programa de exercícios. ■ ESQUEMA CONCEITUAL ■ DEFINIÇÃO O HSR é um programa de exercício resistido que utiliza cargas progressivas, que devem ser progredidas de maneira lenta e gradual, e a sua principal característica são as contrações isotônicas. Sugere-se que o HSR seja realizado utilizando equipamentos de mecanoterapia, tal como o leg press. Inicialmente, o HSR foi idealizado como um programa de exercícios para o tratamento de tendinopatias dos membros inferiores (especialmente os tendões calcâneo e patelar), com base no princípio de que o tendão lesionado necessita de estímulos excêntricos e concêntricos, a fim de uma modulação completa dos colágenos dispostos na região, tornando-se uma tomada de decisão clínica alternativa aos exercícios baseados no protocolo do Professor Hakan Alfredson, que tem como princípios as séries de contrações excêntricas isoladas, e que nos últimos anos era o tratamento mais indicado para essas condições. O HSR segue os princípios mais importantes do treinamento resistido, que são a sobrecarga progressiva, a especificidade e a variação do estímulo. A sobrecarga progressiva corresponde a um aumento gradual do estresse gerado sobre o corpo durante o exercício, sendo necessário aumentar sistematicamente as exigências no corpo para continuar obtendo melhoras adicionais. Esse aumento das exigências pode ser alcançado: aumentando a intensidade do exercício (a carga absoluta ou relativa para o exercício); 1,2 + 1,2 3 4 5 HOME OLÁ, CLEBER INSCRIÇÃO: 239658 (home) PROFISIO ESPORTIVA E ATIVIDADE FÍSICA O que você procura?CICLO 7VOLUME 1 18/10/2018 18'53Portal Secad Página 2 de 9https://www.portalsecad.com.br/artigo/7148 aumentando a intensidade do exercício (a carga absoluta ou relativa para o exercício); aumentando as repetições totais realizadas no exercício; alterando a velocidade ou o tempo de repetição do exercício com cargas submáximas; encurtando ou aumentando os períodos de descanso para melhorar resistência ou força, respectivamente; aumentando gradualmente o volume de treinamento (trabalho total, representado como produto do número total de repetições e carga). O princípio da especificidade mostra que todas as adaptações de treinamento são específicas para estímulo aplicado. E essas adaptações fisiológicas específicas são determinadas por vários fatores, como: ações musculares envolvidas; velocidade do movimento; amplitude de movimento (ADM); grupos musculares treinados; sistemas energéticos envolvidos; intensidade e volume de treinamento. Embora exista alguma transição dos efeitos do treinamento para outros atributos gerais de aptidão e desempenho, os programas de treinamento resistido mais eficazes são aqueles que são projetados para atingir metas de treinamento específicas. Outro fator importante é o princípio de variação do estímulo, conhecido como periodização, que está relacionado à alteração sistemática de uma ou mais variáveis do programa de treinamento ao longo do tempo, para permitir que o estímulo permaneça desafiador e efetivo. Existe essa necessidade porque o corpo humano se adapta rapidamente a um programa de treinamento resistido, e, por isso, algumas mudanças são necessárias para que a progressão contínua ocorra. Aparentemente, a variação sistemática do volume e intensidade do estímulo são mais efetivas para a progressão contínua em longo prazo. Sendo assim, existem diversas formas de periodização que podem trabalhar de diferentes formas essas variações de estímulo; porém, deve-se ater à periodização clássica, que é a usada no HSR. O modelo clássico ou linear de periodização tem como característica inicial o alto volume de treinamento e a baixa intensidade, e, à medida que o treinamento avança, diminui- se o volume e aumenta-se a intensidade gradualmente. Esse modelo de periodização é realizado para melhorar uma aptidão (por exemplo, a força muscular) por meio do treinamento em uma sucessão apropriada para obter o pico de desempenho para uma janela de tempo precisa e geralmente estreita (no caso da fisioterapia, o período de tratamento). A maioria dos estudos mostra que o treinamento periodizado clássico de força/potência é superior ao treinamento não periodizado para aumentar a força máxima, o desempenho motor e a capacidade de salto. Para a periodização, é de fundamental importância o uso de dias de repouso, para permitir a recuperação e reduzir a probabilidade ou magnitude do overtraining. A periodização clássica é usada na maioria dos programas de reabilitação, a depender dos objetivos que se busca alcançar. O HSR é um protocolo de exercícios resistidos, no qual a evolução da carga dentro das séries segue uma periodização linear, em que, ao aumentar as cargas, deve-se diminuir o número de repetições, com a utilização de um protocolo de exercícios isotônicos, envolvendo tanto contrações concêntricas quanto excêntricas. O HSR é um exercício completo, que segue as recomendações atuais para o treinamento resistido, que orienta a inclusão de contrações concêntricas, excêntricas e isométricas, tanto na fase inicial quanto na intermediária e avançada. Isso ocorre porque a melhora dinâmica da força muscular concêntrica é maior quando as ações excêntricas são incluídas, e a inclusão do exercício isométrico pode ser benéfico, especialmente quando visa ao fortalecimento da musculatura postural. ■ MECANISMO DE AÇÃO O mecanismo de ação do HSR, por ser uma técnica idealizada para o tratamento de tendinopatias, é embasado para realizar as modulações no tendão. A literatura atual mostra que a tendinopatia gera alteração na morfologia do tendão, na qual existe um espessamento do tendão devido à disposição irregular das fibras de colágeno. A tendinopatia está relacionada com alterações na morfologia das fibrilas de colágeno. A maioria dos tendões saudáveis tem uma distribuição bimodal do diâmetro fibrilar, com o espaço entre as fibrilas de colágeno de maior diâmetro sendo preenchido por fibrilas de colágeno de menor diâmetro, permitindo, assim, um alto conteúdo de colágeno, mas mantendo a flexibilidade do tecido. As fibrilas de colágeno são as unidades básicas de transmissão de força do tendão e sugere-se que as propriedades morfológicas dessas fibrilas podem determinar as propriedades mecânicas e a função do tendão. Os tendões lesionados parecem conter menos fibrilas de grande diâmetro e mais fibrilas de pequeno diâmetro em comparação comtendões saudáveis. No entanto, um estudo recente, que avaliou a morfologia de tendões patelares com tendinopatia, observou que esses tendões apresentam menor densidade e alta área média das fibrilas. Assim, enquanto lesões tendíneas trazem um predomínio de fibrilas de menor diâmetro na área da lesão, as tendinopatias trazem a diminuição do diâmetro médio das fibrilas, pela diminuição de fibrilas de diâmetro pequeno e intermediário. Com base nisso, as terapias visam alterar essa morfologia irregular e realinhar as fibras de colágeno em paralelo novamente. Uma das formas de realinhar esse colágeno é por meio do estresse local, gerado por estímulos de estiramento, visto nas contrações excêntricas. Sendo assim, o HSR também consegue ter esse efeito de realinhamento das fibras de colágeno, tendo em vista que uma das fases do exercício é de contrações excêntricas. Isso pode ser confirmado por um estudo que mostrou que pacientes com tendinopatia patelar submetidos a um protocolo de HSR tiveram aumento da densidade e redução da área média das fibrilas, aumentando a presença de fibrilas de pequeno diâmetro (Figura 1). Figura 1 — Imagens representativas de microscopia eletrônica de duas amostras da biópsia de tendão de indivíduo de tendinopatia patelar antes (A) e após (B) um protocolo de HSR. Dá para observar a diferença entre a densidade e o diâmetro das fibrilas entre as imagens: A) dominada por relativamente poucas fibrilas, sendo que a maioria é de grande diâmetro; B) dominada por mais fibrilas de menor diâmetro, preenchendo mais o espaço entre as fibrilas de maior diâmetro, o que torna essa coorte mais próximo de um tendão saudável. Fonte: Kongsgaard e colaboradores (2010). Esse estudo mostrou que 12 semanas de um protocolo de exercícios de HSR foi capaz de deixar o tendão patelar mais parecido com um tendão saudável, visto que não houve diferença estatística da morfologia do tendão entre os pacientes com tendinopatia após o tratamento e um controle saudável. Ou seja, os exercícios de HSR conseguiram promover a diminuição do diâmetro do tendão patelar e o aumento das fibras colágenas dispostas em paralelo (o que mostra um reforço da estrutura, mesmo com a diminuição do espessamento desse tendão). Além disso, uma das vertentes que explica a dor nas tendinopatias é uma neovascularização do tendão, que traz consigo novas terminações nervosas livres, sendo essas as estruturas responsáveis pela dor local. Um estudo recente mostrou que, após a aplicação de um protocolo de HSR em pacientes com tendinopatia patelar, ocorreu a diminuição da neovascularização local dos tendões desses pacientes, associada com a diminuição da dor e o realinhamento do colágeno. 6 7,8 9 10 11 12 LEMBRAR 5 5 13 14–16 5,17 LEMBRAR 6 5 18 19 19 19 19 19 + 19 19 20 2 18/10/2018 18'53Portal Secad Página 3 de 9https://www.portalsecad.com.br/artigo/7148 neovascularização local dos tendões desses pacientes, associada com a diminuição da dor e o realinhamento do colágeno. ■ EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS As evidências para esse tipo de modalidade ainda são escassas, com dois trabalhos para verificar o efeito na tendinopatia patelar e um para a tendinopatia do calcâneo (Quadro 1). Quadro 1 COMPARAÇÃO ENTRE OS EXERCÍCIOS EXCÊNTRICOS E HEAVY SLOW RESISTANCE Autor Objetivos Amostra Intervenção Principais achados Kongsgaard e colaboradores Investigar os efeitos clínicos, estruturais e funcionais de injeções de corticoide (CORT) peritendíneo, exercício excêntrico (EC) e HSR na tendinopatia patelar. 39 atletas recreacionais com tendinopatia patelar crônica; gênero: masculino; idade: 32,4 ± 8,8 anos; estatura: 183 ± 9cm; massa corporal: 83,3 ± 11,1kg; tempo de dor: 18,7 ± 12,3 meses; nível de atividade: 6,0 ± 3,0h/sem. CORT: Injeção de corticoide guiada por ultrassom (1mL de 40mg/mL de metilprednisolona em 0,5mL de lidocaína) no tendão patelar. Foram aplicadas duas injeções no intervalo de 4 semanas. EC: Agachamento excêntrico unilateral em uma rampa com 25º de inclinação. Foram realizadas três séries de 15 repetições lentas, duas vezes ao dia (manhã e noite) por 12 semanas consecutivas. HSR: Agachamento com barra, leg press e agachamento no Hack, todos realizados bilateralmente. Foram realizadas quatro séries de cada exercício com 15 a 6 RMs (começando com 15 RMs na primeira semana, evoluindo para 6 RMs ao final das 12 semanas). Os exercícios foram realizados três vezes por semana. As três intervenções apresentaram efeitos clínicos (dor e função) e satisfação semelhantes em curto prazo (após 12 semanas de tratamento). Porém, em médio prazo, os pacientes submetidos ao HSR e EC mantiveram sua melhora clínica, enquanto os submetidos à injeção de corticoide retornaram aos níveis pré-tratamento. As melhoras clínicas nos grupos CORT e HSR foram acompanhadas da diminuição de anormalidades do tendão (como a espessura). Beyer e colaboradores Avaliar a eficácia do treinamento excêntrico (EC) e do treinamento HSR na tendinopatia de calcâneo. 58 atletas recreacionais com tendinopatia crônica no corpo do tendão calcâneo; gênero: ambos; idade: 48 ± 2 anos; estatura: 179 ± 2cm; massa corporal: 81 ± 2kg; tempo de dor: 19 ± 5 meses; nível de atividade: 5 ± 1h/sem. EC: Flexão plantar unilateral em um degrau, com o joelho estendido. Foram realizadas três séries de 15 repetições lentas, duas vezes ao dia (manhã e noite) por 12 semanas consecutivas. HSR: Flexão plantar sentado na máquina de panturrilha (sóleo), flexão plantar com joelhos estendidos na máquina Smith e flexão plantar com joelhos estendidos no leg press, todos realizados bilateralmente. Foram realizadas três a quatro séries de cada exercício com 15 a 6 RMs (começando com 15 RMs na primeira semana, evoluindo para 6 RMs ao final das 12 semanas). Os exercícios foram realizados três vezes por semana. As duas intervenções melhoraram dor e função significativamente após a intervenção em curto e longo prazos. Além da melhora clínica, também houve redução significativa de anormalidades no tendão (espessura e neovascularização); porém, sem diferença estatística entre as intervenções. No entanto, a satisfação e a adesão dos pacientes foram significativamente maiores no grupo HSR após 12 semanas. CORT: injeção de corticoide; EC: exercício excêntrico; HSR: heavy slow resistance; RMs: repetições máximas. Fonte: Elaborado pelos autores. Essas evidências mostraram que o HSR pode ser eficaz para o tratamento de tendinopatias. Uma coorte prospectiva avaliou pacientes com tendinopatia patelar e mostrou que um protocolo de HSR de 12 semanas pode reduzir a dor e melhorar a função pré e pós-tratamento, além de aumentar a área de secção transversa do quadríceps (em 7%), aumentar o pico de força de extensão do joelho (em 10%) e diminuir a rigidez do tendão patelar (em 9%) quando comparado a um controle saudável sem intervenção. No entanto, os resultados clínicos devem ser analisados com cautela, devido ao desenho do estudo não ser o mais indicado para avaliar eficácia e efetividade de uma intervenção. Dessa forma, um ensaio clínico comparou um protocolo de HSR, com exercícios excêntricos e injeções de corticoesteroides aplicados diretamente no tendão patelar, e observou que todos os grupos apresentaram melhora da dor e função no decorrer das 12 semanas. No seguimento de 6 meses após o tratamento, foi visto que houve um retrocesso aos valores iniciais no grupo que realizou tratamento com corticoesteroides, enquanto os grupos de exercícios permaneceram melhorando, com um discreto favorecimento para o grupo HSR, porém sem diferença estatística, o que mostra que um protocolo de exercícios de HSR é similar a um protocolo de exercícios excêntricos e injeções de corticosteroides em curto prazo para tendinopatia patelar. Para o tendão calcâneo, um ensaio clínico que comparou um protocolo de exercíciosde HSR com exercícios excêntricos mostrou que o HSR é semelhante aos exercícios excêntricos na melhora de dor e função nesses pacientes. O HSR na tendinopatia do calcâneo, além de levar a uma melhora exponencial na dor e função após 12 semanas, se mantém por 52 semanas, causando as mesmas alterações dos aspectos morfológicos e histológicos que ocorrem na tendinopatia patelar. Observa-se, pelo estudo de Kongsgaard e colaboradores, que os exercícios de HSR também são uma opção de tratamento na tendinopatia do calcâneo. Em 2016, foi publicado um comentário clínico com a seguinte questão: Todas as tendinopatias de membros inferiores podem se beneficiar do tratamento com HSR? Isso porque ainda existem dúvidas sobre alguns pontos que ainda não foram avaliados em relação às tendinopatias dos tendões patelar e calcâneo, como, por exemplo, se o local da tendinopatia (no corpo do tendão ou insercional) muda a eficácia do tratamento. A evidência existente mostra que, em pacientes com tendinopatia calcânea no corpo do tendão, o HSR parece ser eficaz, tendo em vista o ensaio clínico anteriormente citado. Porém, na tendinopatia insercional do tendão calcâneo, sabe-se que a dorsiflexão deve ser evitada; sendo assim, os exercícios devem ser diferentes do protocolo proposto, e, nesse caso, novamente testado para saber se o HSR tem um efeito semelhante tanto na tendinopatia insercional quanto na do corpo do tendão. Da mesma forma, para tendinopatia patelar, foi visto que existem apenas os protocolos que tratam a tendinopatia clássica, que se apresenta no polo inferior da patela, com bons resultados para esse tipo de lesão, não se sabendo se a tendinopatia de outras regiões do tendão, como a insercional à tuberosidade anterior da tíbia, responde da mesma forma. Com o que foi evidenciado, pode surgir a dúvida do que é melhor para o paciente com tendinopatia usar o HSR ou os exercícios excêntricos tradicionais, tendo em vista que ambos mostram melhora dos desfechos clínicos de forma significativa e sem diferença entre elas. Um ponto que pode ser levantado a favor dos excêntricos é a necessidade apenas de um plano inclinado para sua execução, e para o HSR é necessário um maquinário específico ou uma quantidade variável de cargas para progressão, levando ao maior custo. Um ponto clínico que pode favorecer o HSR é que sua execução pode ser indolor, diferente do que é visto nos exercícios excêntricos, em que se espera uma piora do quadro álgico em 24 horas, regredindo posteriormente. Essa preferência pelo HSR pode ser vista pela satisfação com o tratamento dos pacientes com tendinopatia do calcâneo, em que a satisfação foi de 100% com exercícios de HSR e de 80% com os exercícios excêntricos após 12 semanas de tratamento. E essa satisfação foi de 96% para os exercícios de HSR e 76% para os exercícios excêntricos após 52 semanas de tratamento. Por fim, a eficácia desse tipo de exercício em tendinopatias de outras articulações (como ombro, cotovelo, quadril), ou em outras lesões e disfunções (como hoffite, síndrome da dor femoropatelar ou lesões musculares), são desconhecidas pela falta de estudos. 1. Com relação à evolução no protocolo de HSR, assinale a alternativa correta. A) Lenta e gradual. B) Rápida e gradual. C) Lenta e desordenada. D) Rápida e desordenada. Confira aqui a resposta 2. A sobrecarga progressiva corresponde a um aumento gradual do estresse gerado sobre o corpo durante o exercício, sendo necessário aumentar sistematicamente as exigências no corpo para continuar obtendo melhoras adicionais. Como esse aumento das exigências pode ser alcançado? 2,19 1 2 1 19 2 1 19 21 1 22 1 4 ATIVIDADES 18/10/2018 18'53Portal Secad Página 4 de 9https://www.portalsecad.com.br/artigo/7148 Confira aqui a resposta 3. O princípio da especificidade mostra que todas as adaptações de treinamento são específicas para estímulo aplicado, e essas adaptações fisiológicas específicas são determinadas por vários fatores. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) com relação a esses fatores. ( ) Sistemas energéticos envolvidos. ( ) Força do movimento. ( ) Perfeição do movimento. ( ) Grupos musculares treinados. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. A) V — F — V — F. B) V — F — F — V. C) F — V — V — F. D) F — V — F — V. Confira aqui a resposta 4. Com relação aos tipos de exercício e de contração em que é fundamentado o protocolo de HSR, assinale a alternativa correta. A) Exercícios isotônicos, com foco na contração excêntrica. B) Exercícios isotônicos, com foco nas contrações concêntrica e excêntrica. C) Exercícios isométricos, com contração isométrica. D) Exercícios isocinéticos, com foco nas contrações concêntrica e excêntrica. Confira aqui a resposta 5. Sobre a estrutura que é considerada a unidade de transmissão de força do tendão, assinale a alternativa correta. A) Fibrilas de colágeno. B) Tenócitos. C) Fibras musculares. D) Neovasos. Confira aqui a resposta 6. O HSR surgiu a fim de ser mais um protocolo para o tratamento de tendinopatias. Atualmente, o que mais se vê são exercícios com base em contrações excêntricas. A literatura mostra que ambos são benéficos. Dessa forma, o que teria de diferencial a favor do HSR? A) Nível de dor menor. B) Custo, pois o HSR é mais barato. C) Tempo de aplicação. D) Ambos são similares. Confira aqui a resposta ■ APLICAÇÃO PRÁTICA Os exercícios do HSR são realizados como qualquer exercício resistido em aparelhos, sendo que o ponto mais importante da sua realização é como definir a carga e progredi-la no decorrer do tratamento. Sendo assim, existem várias formas de realizar essa progressão, sendo as mais comuns: aumento da carga com base na porcentagem de uma repetição máxima (RM); aumento da carga absoluta com base em um número de repetições (referente ao trabalho total); aumento da carga dentro de uma zona prescrita (RMs). A determinação de uma RM (que corresponde à maior quantidade de peso que um indivíduo pode erguer por meio de uma ADM completa apenas uma vez) geralmente ocorre por tentativa e erro, com um intervalo de repouso de 1 a 5 minutos entre as tentativas, sendo indicada para determinação de carga em adultos jovens saudáveis e atletas. A progressão da carga vai ocorrer com base no objetivo que se deseja alcançar, observando os valores do Quadro 2, apresentado a seguir. Para o treinamento de força, por exemplo, o Colégio Americano de Medicina do Esporte indica a realização do exercício entre 60 a 80% de uma RM, e, para o treinamento de resistência, de 30 a 50% de uma RM. Quadro 2 CLASSIFICAÇÃO DA INTENSIDADE DO EXERCÍCIO RESISTIDO BASEADO EM UMA REPETIÇÃO MÁXIMA Intensidade Esforço percebido (Escala de Borg — 6 a 20) % de 1 RM Muito leve < Muito leve (Borg < 9) < 30 Leve De muito leve a leve (Borg de 9–11) 30–49 Moderada Relativamente leve a levemente pesado (Borg de 12–13) 50–69 Vigorosa Um pouco difícil a muito difícil (Borg de 14–17) 70–84 Quase máxima/máxima > Muito difícil (Borg ≥ 18) ≥ 85 Fonte: Adaptado de Garber e colaboradores (2011). Já a determinação de carga pelo método de RMs possibilita a identificação da força máxima sem a necessidade do teste específico de carga máxima. É uma forma indireta de chegar ao valor aproximado de uma RM utilizando a regra de três, sendo mais indicada para indivíduos lesionados, destreinados e idosos. O aumento da carga dentro de uma zona prescrita (RMs) é a forma mais usada de progressão de carga dos protocolos que usaram o HSR, podendo ser realizado usando o Quadro 3, apresentado a seguir. Quadro 3 CORRESPONDÊNCIA APROXIMADA ENTRE A CARGA E O NÚMERO MÁXIMO DE REPETIÇÕES Intensidade Carga (% de 1 RM) Número de repetições 23 18/10/2018 18'53Portal Secad Página 5 de 9https://www.portalsecad.com.br/artigo/7148 Intensidade Carga (% de 1 RM) Número de repetiçõesMáxima 100% 1 Submáxima 90–99% 2–3 Vigorosa (1ª subzona) 80–89% 4–6 Vigorosa (2ª subzona) 70–79% 7–10 Moderada (1ª subzona) 60–69% 11–15 Moderada (2ª subzona) 50–59% 16–20 Leve (1ª subzona) 40–49% 21–30 Leve (2ª subzona) 30–39% 31 ou mais Fonte: Adaptado de Matvéiev e Aldeia (1981). Segue um exemplo da utilização desse método para determinar uma RM: coloca-se 15kg para o paciente realizar a extensão do joelho na cadeira extensora. Com essa carga, o paciente consegue realizar 10 RMs. Sendo assim: 15kg ____ 10 RMs No Quadro 2, 10 RMs correspondem a 70% de uma RM. Logo: 15 ____ 70% X ____ 100% X = 21,5kg Assim, nesse paciente, o valor de uma RM aproximado para quadríceps seria 21,5kg. Os estudos que realizaram o protocolo de HSR para tendinopatia patelar e de calcâneo tiveram tratamentos que duraram 12 semanas, e progrediram o exercício seguindo o princípio da periodização linear, em que o número de repetições diminui e a carga aumentou gradualmente. Assim, na 1ª semana, os exercícios foram realizados com carga de 15 RMs (ou seja, a carga em que o paciente conseguia realizar o máximo de 15 repetições); na 2ª e 3ª semanas, com 12 RMs; na 4ª e 5ª semanas, com 10 RMs; da 6ª a 8ª semanas, com 8 RMs; e da 9ª a 12ª semanas, com 6 RMs. Com isso, pode-se observar que os protocolos trabalharam na zona referente ao fortalecimento muscular, como indicado pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte, de 60 a 80% de uma RM (ver Quadro 3). O Colégio Americano de Medicina do Esporte indica que indivíduos iniciantes têm um aumento de força importante ao treinar com cargas de 60% de uma RM, enquanto indivíduos treinados têm maior aumento de força com cargas de 80% de uma RM. Já os atletas de alto rendimento precisam de cargas a partir de 85% de uma RM para obter um fortalecimento muscular mais efetivo. Então, é de bom-senso começar o tratamento de atletas lesionados com cargas mais baixas (60% de uma RM) e ir progredindo, como realizado pelos estudos. Porém, nos casos de tratamento de indivíduos muito destreinados ou idosos, o Colégio Americano de Medicina do Esporte indica começar com cargas ainda mais baixas, de 30 a 50% de uma RM. Os exercícios devem ser realizados lentamente (com o período concêntrico e excêntrico durando 3 segundos cada). Os protocolos de HSR também foram realizados com três a quatro séries de cada exercício, com repouso de 2 a 3 minutos entre as séries e de 5 minutos entre os exercícios. Além disso, com base no princípio da especificidade, é importante realizar estímulos diferentes para o mesmo músculo. Sendo assim, os protocolos de HSR sempre realizam aproximadamente três exercícios diferentes para a mesma musculatura. Para tendinopatia patelar, pode-se realizar os exercícios na cadeira extensora, no leg press e no agachamento com barra. Já, para tendinopatia de calcâneo, pode-se realizar os exercícios na máquina para trabalhar tríceps sural sentada (com enfoque no sóleo); no leg press, mantendo a extensão do joelho; e em pé, realizando o exercício na barra guiada (Smith). Os aparelhos e as formas de fazer podem ser os mais diversos, o importante é realizar os exercícios com vários estímulos diferentes, utilizando cadeias abertas e fechadas, máquinas e peso livres, de preferência com algum exercício funcional, como é o caso do agachamento para o tendão patelar. Figura 2 — Protocolo de HSR para tendinopatia patelar. A) Agachamento unipodal no plano inclinado. B) Leg Press. C) Agachamento com peso livre. D) Agachamento no Hack. Fonte: Kongsgaard (2009). 24 1,2,19 5 5 2 4 + 2 + 18/10/2018 18'53Portal Secad Página 6 de 9https://www.portalsecad.com.br/artigo/7148 Figura 3 — Protocolo de HSR para tendinopatia de calcâneo. A) Fortalecimento do solear. B) Fortalecimento de panturrilha no Hack. C) Fortalecimento de panturrilhas no Leg Press. Fonte: Beyer e colaboradores (2015). Uma alternativa para realizar o tratamento com o HSR em ambientes clínicos que não têm aparelhos específicos, como cadeira extensora e leg press, é fazer o uso de estratégias para aumento gradual da carga com caneleiras colocadas em uma mochila ou uso de barra e anilhas, em diferentes exercícios que utilizam peso livre, como agachamento, avanço, entre outros. Nesse caso, o mais importante da técnica é o aumento sistemático e gradual da carga, com base em medidas objetivas, pois se sabe que, em geral, cargas autosselecionadas são menores do que o recomendado. ■ PRECAUÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES As precauções e contraindicações do HSR são basicamente as mesmas dos exercícios resistidos, como mostra o Quadro 4. Quadro 4 PRECAUÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES DO HEAVY SLOW RESISTANCE Precauções cuidado com dor durante o exercício, pois, diferente dos protocolos de exercícios excêntricos que permitem uma dor tolerável durante o exercício, o HSR deve ser realizado com o mínimo de dor; cuidados com pacientes de alto risco, como pacientes com doenças metabólicas descompensadas; cuidado com articulações instáveis/fraturas; cuidado com pacientes com osteoporose grave; evitar movimentos compensatórios; prevenir a manobra de Valsalva, especialmente em pacientes hipertensos, pois, quando realizada associada ao exercício resistido, ela eleva bruscamente a pressão arterial. Contraindicações dor, apenas em casos em que o paciente esteja com uma alta intensidade de dor - maior do que 7 pontos na escala numérica de dor (END) - na região a ser trabalhada; inflamação aguda: doenças neuromusculares inflamatórias (síndrome de Guillain-Barré); doenças musculares inflamatórias (polimiosite, dermatomiosite); doença cardiopulmonar grave. Fonte: Elaborado pelos autores. 7. Em geral, como ocorre a determinação de uma RM? Qual a sua finalidade? Confira aqui a resposta 8. O HSR é um treinamento de força para pacientes com tendinopatias. Sobre a periodização com cargas definida pelo Colégio Americano, assinale a alternativa correta. A) 10-20% da RM. B) 30-60% da RM. C) 60-80% da RM. D) > de 80% da RM. Confira aqui a resposta 9. Com relação às séries e aos intervalos entre série e exercícios, assinale a alternativa correta. A) Uma série, com intervalo de 2 minutos entre os exercícios. B) Duas séries, com intervalo mínimo entre as séries e de 2 minutos entre os exercícios. C) Três a quatro séries, com intervalos de 2 minutos entre as séries e de 5 minutos entre os exercícios. D) Cinco séries, com intervalos de 5 minutos entre as séries e sem intervalos entre os exercícios. Confira aqui a resposta 10. Quais exercícios são recomendados para pacientes que apresentam tendinopatia de calcâneo? Confira aqui a resposta 11. Sobre a contraindicação para realização do protocolo de HSR, assinale a alternativa correta. A) Fraqueza muscular. B) Osteoporose. C) Dor leve (END = 3). D) Dor forte (END ≥ 7). Confira aqui a resposta 12. Indique três precauções relacionadas à aplicação do protocolo de HSR. 1 5 23,25 ATIVIDADES 18/10/2018 18'53Portal Secad Página 7 de 9https://www.portalsecad.com.br/artigo/7148 Confira aqui a resposta ■ CASO CLÍNICO Paciente do sexo masculino, 30 anos, 70kg, 1,72m, praticante de voleibol amador, com carga de treino de três vezes na semana, 2 horas por treino. O paciente procurou o serviço de fisioterapia por apresentar dor na região do polo inferior da patelar, há cerca de 4 meses. Os episódios começaram de forma amena (END=3), porém, atualmente, estão limitando suas atividades esportivas e cotidianas (END=7). Relata que a dor piora ao final dos treinos, que incluem muito salto e mudança de direção brusca. Ao ser avaliado, é visto um quadro de tendinopatia patelar crônica. É sugerido ao paciente um tratamento de 3 meses, em que será utilizado o HSR como base. 13. Quais seriam os exercícios mais indicados para serem utilizados no protocolo do HSR e o porquê da utilização de cada um?Confira aqui a resposta 14. Hipotetizando, as RMs da extensora, do leg press e do agachamento na barra são de 25kg, 50kg e 30kg, respectivamente. Como seria a periodização para cada um deles no protocolo completo do HSR em 12 semanas, seguindo as recomendações do Colégio Americano de Medicina do Esporte de 60 a 80% da RM para o fortalecimento muscular? Confira aqui a resposta ■ CONCLUSÃO Embora existam poucos estudos sobre o HSR, a evidência disponível mostra que ele é um programa de exercícios que pode ser usado para melhora dos desfechos clínicos e aspectos morfológicos e histológicos de pacientes com tendinopatia patelar e de calcâneo e uma alternativa que gera menos dor do que o exercício excêntrico isolado. ■ RESPOSTAS ÀS ATIVIDADES E COMENTÁRIOS Atividade 1 Resposta: A Comentário: Como qualquer treinamento, o início deve ser feito de forma lenta e gradual, a fim de prevenir possíveis infortúnios devido à sobrecarga e lesão por overuse. Atividade 2 Resposta: A sobrecarga progressiva corresponde a um aumento gradual do estresse gerado sobre o corpo durante o exercício, sendo necessário aumentar sistematicamente as exigências no corpo para continuar obtendo melhoras adicionais. Esse aumento das exigências pode ser alcançado: aumentando a intensidade do exercício (a carga absoluta ou relativa para o exercício); aumentando as repetições totais realizadas no exercício; alterando a velocidade ou tempo de repetição do exercício com cargas submáximas; encurtando ou aumentando os períodos de descanso para melhorar resistência ou força, respectivamente; e aumentando gradualmente o volume de treinamento (trabalho total, representado como produto do número total de repetições e carga). Atividade 3 Resposta: B Comentário: O princípio da especificidade mostra que todas as adaptações de treinamento são específicas para estímulo aplicado. E essas adaptações fisiológicas específicas são determinadas por vários fatores, como ações musculares envolvidas, velocidade do movimento, ADM, grupos musculares treinados, sistemas energéticos envolvidos, e intensidade e volume de treinamento. Atividade 4 Resposta: B Comentário: É com base em exercícios isotônicos, com contrações concêntricas e excêntricas para que possa ter o ganho na modulação da força como também na modulação do tecido- alvo, que é o tendão. Atividade 5 Resposta: A Comentário: As fibrilas de colágeno são as unidades básicas de transmissão de força do tendão e sugere-se que as propriedades morfológicas dessas fibrilas podem determinar as propriedades mecânicas e a função do tendão. Atividade 6 Resposta: A Comentário: A literatura atual mostra que ambos os treinos (HSR e excêntrico) clinicamente são similares, mas que a vantagem para se utilizar o HSR é que ele, no seu decorrer, evolui com nível menor de dor; porém, o custo do treino excêntrico é menor. Atividade 7 Resposta: A determinação de uma RM (que corresponde à maior quantidade de peso que um indivíduo pode erguer por meio de uma ADM completa apenas uma vez) geralmente ocorre por tentativa e erro, com um intervalo de repouso de 1 a 5 minutos entre as tentativas, sendo indicado para determinação de carga em adultos jovens saudáveis e atletas. Atividade 8 Resposta: C Comentário: O Colégio Americano de Medicina do Esporte esclarece que um treino de força para iniciantes deve ser feito entre 60 a 80% da sua RM. Os valores abaixo são ineficazes para ganho de força, pois ativam mais o sistema de resistência, e os valores acima do predito é feito para ganho de potência. Atividade 9 Resposta: C Comentário: A literatura evidencia que o protocolo padrão para aplicação do HSR é o que consiste de três a quatro séries de um mesmo exercício, com repouso entre elas de 2 minutos, e que entre um exercício e outro seja realizado um intervalo maior do que 5 minutos. Atividade 10 Resposta: Para tendinopatia de calcâneo, podem-se realizar os exercícios na máquina para trabalhar tríceps sural sentada, com enfoque no sóleo; no leg press, mantendo a extensão do ATIVIDADES 18/10/2018 18'53Portal Secad Página 8 de 9https://www.portalsecad.com.br/artigo/7148 Resposta: Para tendinopatia de calcâneo, podem-se realizar os exercícios na máquina para trabalhar tríceps sural sentada, com enfoque no sóleo; no leg press, mantendo a extensão do joelho; e em pé, realizando o exercício na barra guiada (smith). Atividade 11 Resposta: D Comentário: É contraindicação por limitar a ADM e pode esperar um pouco de piora do quadro após a aplicação do HSR. A dor leve não seria um fator de contraindicação, tendo em vista que esses valores não são limitantes. A fraqueza muscular é uma das indicações para se fazer o trabalho com HSR, a fim de melhorar a força e diminuir a sobrecarga no tendão, e a osteoporose é um problema que deve ter especial atenção pelos riscos do ambiente, mas não é considerada uma contraindicação. Atividade 12 Resposta: São precauções relacionadas à aplicação do protocolo de HSR: cuidar a dor durante o exercício, pois, diferente dos protocolos de exercícios excêntricos que permitem uma dor tolerável durante o exercício, o HSR deve ser realizado com o mínimo de dor; cuidar os pacientes de alto risco e, os pacientes com doenças metabólicas descompensadas; cuidar as articulações instáveis/fraturas; cuidar os pacientes com osteoporose grave; evitar movimentos compensatórios; prevenir a manobra de Valsalva, especialmente em pacientes hipertensos, pois, quando realizada associada ao exercício resistido, ela eleva bruscamente a pressão arterial. Atividade 13 Resposta: São os exercícios mais indicados para utilização no protocolo do HSR, considerando a condição do paciente: cadeira extensora — por ser um exercício em cadeia cinética aberta que trabalha especificamente o quadríceps, isolando esse músculo para obter um fortalecimento mais específico; leg press — por ser um exercício em cadeia fechada e conseguir trabalhar o aparelho extensor do joelho por completo, associado aos outros músculos do membro inferior, simulando uma atividade funcional, que é o agachamento, mas com o paciente mais estabilizado; agachamento na barra — por ser um exercício em cadeia cinética fechada e conseguir trabalhar o aparelho extensor do joelho, associado aos seus sinergistas e antagonistas, realizando uma atividade funcional (e que vai prepará-lo para o treino de salto em uma fase mais avançada de tratamento) em um ambiente mais instável. Atividade 14 Resposta: Para facilitar os cálculos, adota-se 60% (15 RMs), 65% (12 RMs), 70% (10 RMs), 75% (8 RMs) e 80% (6 RMs) de 1 RM, como especificado no enunciado. Dessa forma, para os exercícios na cadeira extensora: 15 RMs — 15kg (1ª semana), 12 RMs — 16,5kg (2ª–3ª semanas), 10 RMs — 17,5kg (4ª–5ª semanas), 8 RMs — 19kg (6ª–8ª semanas) e 6 RMs — 20kg (9ª– 12ª semanas); para os exercícios no leg press: 15 RMs —30kg (1ª semana), 12 RMs — 32,5kg (2ª–3ª semanas), 10 RMs — 35kg (4ª–5ª semanas), 8 RMs — 37,5kg (6ª–8ª semanas) e 6 RMs — 40kg (9ª–12ª semanas); para os exercícios no agachamento com barra: 15 RMs — 18kg (1ª semana), 12 RMs — 19,5kg (2ª–3ª semanas), 10 RMs — 21kg (4ª–5ª semanas), 8 RMs — 22,5kg (6ª–8ª semanas) e 6 RMs — 24kg (9ª–12ª semanas). ■ REFERÊNCIAS 1. Beyer R, Kongsgaard M, Hougs Kjær B, Øhlenschlæger T, Kjær M, Magnusson SP. Heavy slow resistance versus eccentric training as treatment for Achilles tendinopathy: a randomized controlled trial. 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Porto Alegre: Artmed Panamericana; 2017. p. 145–66. (Sistema de Educação Continuada a Distância, v. 1). 18/10/2018 18'53Portal Secad Página 9 de 9https://www.portalsecad.com.br/artigo/7148 ! (https://www.facebook.com/SecadOLcial) " (https://www.linkedin.com/company/1274587? trk=tyah&trkInfo=clickedVertical%3Acompany%2CclickedEntityId%3A1274587%2Cidx%3A2- 1- 2%2CtarId%3A1459119034753%2Ctas%3Aartmed%20paname) (home) Acompanhe Desconto de 20% em livros e e-books (http://loja.grupoa.com.br/livros/biociencias? codpromo=fb0f6980-57e1-42dd-936b- 81aee8d42) Bulas CID-10 Calculadoras Médicas (http://assinantes.medicinanet.com.br/partners.vxlpub? qk=mn29110-52fd5-189246) (http://www.grupoa.com.br) (http://www.bitnix.com.br)