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TÍTULO
Autor (Renilson Moreira Dos Santos)
Prof. Alexandra Truhlar Ribeiro
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Curso (EFL 321/1) – Estágio II
20/05/2019
RESUMO
O treinamento físico tem como base uma prescrição coerente e segura de exercícios que permite a estimulação do corpo humano de uma maneira capaz de evoluir todas as capacidades físicas como velocidade, força, equilíbrio, coordenação, flexibilidade, lateralidade, resistência cárdio e neuromuscular, além da manutenção do centro de gravidade do corpo. As pessoas vêm buscando a prática de atividade física tanto para saúde quanto para a estética, e uma das atividades recorrentes para tal é o treinamento funcional (TF), que pode ser definido como uma forma de utilização de movimentos integrados que desenvolvem força, equilíbrio, coordenação, potência e resistência. Sendo frequentemente utilizada em programas clínicos que imitam atividades da vida diária, ou seja, para o indivíduo ter um melhor desempenho nas tarefas funcionais do dia a dia e até mesmo nas tarefas desportivas. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi verificar o efeito do Treinamento Funcional na composição corporal, flexibilidade e potencia de membros inferiores em grupos especiais. Foi utilizada uma pesquisa experimental com abordagem quantitativa. Para isso, foram utilizados os seguintes protocolos: adipometria por meio de dobras cutâneas para composição corporal, teste sentar e alcançar no banco de wells para flexibilidade, e impulsão vertical para potência de membros inferiores. Foram selecionados um grupo com idade de 33,5 ± 0,5 anos, sobrepeso altura 1,61. O período de treinamento durou 7 semanas. Após esse período os testes foram realizados novamente. Foi adotada a análise estatística teste T student para dados dependentes, na qual foi adotado um nível de significância p ≤0,05.
Palavras-chave: Treinamento funcional. Grupos especiais. Capacidades Físicas.
 INTRODUÇÃO
 O treinamento funcional (TF) foi criado nos Estados Unidos por alguns autores desconhecidos e vem sendo disseminado no Brasil, ganhando muitos praticantes. Sua função é preparar o organismo de modo íntegro e eficiente, através do centro corporal chamado de Core (MONTEIRO; CARNEIRO, 2010). Para Norman (2009), as vantagens do TF são que os exercícios podem ser realizados por pessoas de todas as idades, desde adolescentes a idosos, aprimoramento da postura, desenvolvimento de forma equilibrada de todas as capacidades físicas como o equilíbrio, força, velocidade, coordenação, flexibilidade e resistência. 
 Este teve como área de concentração, os grupos especiais com sobrepeso, tendo como justificativa o fato de que, nos dias atuais constata-se uma grande preocupação da população em deixar o sedentarismo e aderir a uma atividade física regular. Grande parte dessas pessoas procuram as academias para atingir diferentes objetivos e, dentre esses, estão indivíduos obesos que procuram saúde, emagrecimento, estética, autonomia funcional, redução dos riscos de doenças ligadas ao seu estado físico, entre outras várias possibilidades. Esta pesquisa, portanto, tem o intuito de investigar os treinamentos que estão sendo prescritos para os alunos obesos dentro das academias de ginástica, tendo a consciência de que a população obesa vem crescendo e o número de alunos nas mesmas também poderá aumentar significativamente. O presente estágio tem como tema: O treinamento funcional para grupos especiais com obesidade.
Com os objetivos de verificar a influência do TF nas capacidades físicas de flexibilidade, potência de membros inferiores e composição corporal de grupos especiais e refletir sobre essa possibilidade metodológica de trabalho.
 Foram utilizados os seguintes métodos: Teste de dobras cutâneas para composição corporal, banco de Wells para flexibilidade, além de impulsão vertical para potência de membros inferiores. O estudo está norteado pelas seguintes perguntas: um programa de treinamento funcional pode influenciar na melhora das capacidades físicas de pessoas obesas? Hipótese: O treinamento funcional melhora as capacidades físicas deste determinado grupo? 
O presente estágio foi realizado na instituição: Top Life, Academia inscrita no cnpj 20.810.445/0001-44, Razão Social: Felipe Barbosa Andrade, Localizada no endereço avenida Vereador Noé Santiago,313, bairro: Nova Matrona, Munícipio de Salinas- MG. O Paper está organizado com os seguintes tópicos: área de concentração: treinamento funcional para grupos especiais com obesidade. Vivência do estágio: relatos das atividades de estágio. Impressões do estágio: conclusão sobre o mesmo.
 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: GRUPOS ESPECIAIS
A área de concentração sobre os grupos especiais com sobrepeso chama atenção pelo fato de acredita-se que o aumento da maior parte dos índices mundiais de obesidade em jovens esteja relacionado a uma alimentação muito rica em calorias, interligado ao sedentarismo. tendo como justificativa o fato de que, nos dias atuais constata-se uma grande preocupação da população em deixar o sedentarismo e aderir a uma atividade física regular. 
Grande parte dessas pessoas procuram as academias para atingir diferentes objetivos e, dentre esses, estão indivíduos obesos que procuram saúde, emagrecimento, estética, autonomia funcional, redução dos riscos de doenças ligadas ao seu estado físico, entre outras várias possibilidades. Esta pesquisa, portanto, tem o intuito de investigar os treinamentos que estão sendo prescritos para os alunos obesos dentro das academias de ginástica, tendo a consciência de que a população obesa vem crescendo e o número de alunos nas mesmas também poderá aumentar significativamente. Por isso o tema proposto neste foi estonteantemente abordado.
 Com os objetivos de verificar a influência do Treinamento Funcional nas capacidades físicas de flexibilidade, potência de membros inferiores e composição corporal de grupos especiais e refletir sobre essa possibilidade metodológica de trabalho. Desenvolvendo treinamento funcional e promover a prática da atividade física com planejamento, treino equilibrado e progressivo, considerando as condições físicas de cada indivíduo, buscando resultados no tempo adequado e estabelecendo metas a serem atingidas.
Para a boa qualidade de vida, Santarém (2003) menciona a capacidade de conseguir realizar as atividades desejadas, do ponto de vista homeostático e biomecânico, sem riscos para o perfeito funcionamento do organismo humano. O desenvolvimento de novos hábitos, com uma ênfase maior na pratica de atividades físicas, é um passo fundamental para a melhoria generalizada da saúde orgânica e consequentemente, da qualidade de vida.
 Exercícios diversos tais como a caminhada, corrida, ciclismo, natação, hidroginástica, musculação, entre outros, cada vez mais ganham a adesão de uma população que busca o desenvolvimento do bem estar e da saúde física e mental. 
A pessoa obesa, ao se submeterem os exercícios mais intensos, como a corrida, pode sobrecarregar suas articulações, caso estas não estejam preparadas a suportar exercícios mais intensos e cíclicos podendo gerar entre outras doenças articulares a osteoartrite nas mais diversas articulações, o que poderia causar dor, limitar a amplitude dos movimentos e reduzir o numero de opções viáveis de exercícios. 
Neste caso, Guedes relata que a prática do treinamento com exercícios de força, parece ser um método de treinamento eficiente, tendo o intuito de fortalecer os músculos esqueléticos e assim, diminuir o risco de lesões por impacto, bem como aumentar o gasto calórico. 
Em relação ao treinamento aeróbio, uma das adaptações mais evidentes é o aumento da capacidade oxidativa muscular, determinada principalmente pelo aumento do número e tamanho das mitocôndrias e pela maior atividade enzimática. Acerca das adaptações morfológicas do exercício, outra modificação importante, determinada pelo aumento da densidade mitocondrial na musculatura esquelética, é aampliação na capacidade oxidativa de gorduras (ácidos graxos livres) durante o exercício. 
Estratégias para o tratamento da obesidade que incluam o exercício aeróbio promovem diminuições no peso corporal através da redução dos níveis de gordura corporal, mas há também uma perda relativa de massa corporal magra. A inclusão do exercício resistido, também denominado treinamento de força, como prescrição para o emagrecimento tem apresentado resultados significativos no aumento e manutenção da massa magra (isenta de gordura).
 D´Elia e D´Elia (2005) afirmam que o aparecimento do TF se deu em função de três pontos fundamentais: 
Maior volume de informação que o praticante de atividade física recebe hoje em dia, tornando-o mais exigente em relação ao treinamento que recebe e fazendo com que busque não só uma boa forma física e um ganho de saúde, mas também uma melhor performance nas atividades que desenvolve, sejam elas de lazer ou profissionais; 
A mudança do padrão estético vigente, com o ideal de boa forma física representado pelos fisiculturistas sendo substituído pelo físico dos atletas de elite, que aliam boa forma física e performance; 
 A estagnação do modelo de atividade física que academias, clubes e escolas apresentam, incluindo-se aí a necessidade do profissional que atua nessa área de possuir mais ferramentas para garantir a retenção de seus alunos e assegurar melhores resultados para seus atletas. 
O que é treinamento funcional De acordo com Gelatti (2009), o TF é aquele que ajuda o corpo a realizar movimentos de forma integrada e eficiente, fortalecendo músculos, melhorando as funções cerebrais responsáveis por tudo que nosso corpo faz e cria. Neste tipo de treinamento os músculos não trabalham de forma isolada, e sim em sinergismo.
Segundo Hibbs et al. (2008), esta modalidade consiste em um conjunto de movimentos multiarticulares caracterizados por níveis de alta e baixa intensidade realizados visando tanto a melhoria do controle, estabilidade e coordenação motora, via modulação do sistema nervoso central (core stability), como o aumento da massa muscular (core strength), sendo considerada uma adaptação ao treinamento de sobrecarga. Em se tratando dos efeitos do treinamento em circuito realizado com deslocamento de cargas (circuit weight training) sobre a composição corporal, estudos demonstram que reduções de gordura corporal são observadas em situações em que o treinamento está associado a dietas hipocalóricas (FETT; FETT; MARCHINI, 2009; KERKSICK et al., 2009). 
 Benefícios do treinamento funcional Monteiro; Carneiro (2010) seguem como pressuposto que o treinamento pode influenciar na melhora de: 
a) desenvolvimento da consciência sinestésica e controle corporal;
 b) melhora da postura; 
c) melhora do equilíbrio muscular; 
d) diminuição da incidência de lesões, 
e) melhora de estabilidade articular, principalmente da coluna vertebral; 
f) aumento da eficiência dos movimentos;
 g) melhora do equilíbrio estático e dinâmico; 
h) melhora da força e coordenação motora; 
i) melhora da resistência central cardiovascular e periférica-muscular; 
j) melhora da lateralidade corporal; 
 k) melhora da flexibilidade e propriocepção;
Para Norman (2009), as vantagens do TF são que os exercícios podem ser realizados por pessoas de todas as idades, desde adolescentes a idosos, com aprimoramento da postura, desenvolvimento de forma equilibrada de todas as capacidades físicas como o equilíbrio, força, velocidade, coordenação, flexibilidade e resistência. 
VIVÊNCIA DO ESTÁGIO
Os participantes da pesquisa foram um grupo de alunos matriculados e que praticam treinamento funcional. Os critérios de inclusão adotados foram os seguintes: 
Ser praticante do treinamento funcional na academia e ser frequente nas aulas. Já os critérios de exclusão foram: ter alguma lesão, possuir mais de duas faltas consecutivas nos treinos, ter uma frequência menor que 75% nos treinamentos. Também foi explicado aos alunos a importância de um bom descanso e uma boa alimentação para a recuperação física para os demais dias de treinamento.
 Os benefícios para as participantes da pesquisa foram o desenvolvimento das capacidades físicas de potência e flexibilidade de membros inferiores e perca de peso, complementado com o treinamento funcional, já que foram realizados em dias diferentes, melhorando fisicamente o grupo para conseguirem realizarem melhor suas tarefas diárias. Os participantes da pesquisa frequentavam as aulas de treinamento funcional durante a semana nos dias de segunda-feira e quarta-feira. Sendo que nos demais dias não tinham nenhum treinamento. 
O treinamento funcional foi utilizado com duração de 50 minutos, sendo cinco minutos deles utilizados para aquecimento muscular e os outros quarenta e cinco minutos voltados em exercícios para melhora das capacidades físicas de potência de membros inferiores, flexibilidade, além da composição corporal. Foram utilizados circuitos em sete etapas, quando foram trabalhadas as capacidades físicas desejadas no tempo de quarenta segundos, de acordo com a intensidade do exercício praticado, tendo como objetivo melhorar o condicionamento físico dos alunos. Estas estações tinham o tempo entre 7 a 9 minutos, com um pequeno intervalo entre os exercícios. O período de treinamento durou sete semanas. 
 DETALHE DA SESSÃO DE TREINAMENTO A FUNDO PLIOMÉTRICO: 
Começa o movimento flexionando os joelhos, um na frente do outro, realizando uma ação excêntrica rápida até 90°, após desacelerar e realizar uma ação concêntrica rápida, dando início a um salto vertical, trocando as bases Antero-posteriormente, aterrissando no chão novamente (D’ELIA, 2013).
 Pular corda: com uma corda de tamanho 2 metros aproximadamente, deve-se pegar cada extremidade com uma mão, realizando um giro sobre seu próprio corpo e pulando verticalmente quando a mesma tocar o solo. 
Salto com flexão de joelhos sobre plataforma: em posição atlética, com pés afastados na largura dos ombros, joelhos semi-flexionados, saltar trazendo para o peito seus joelhos, aterrissando com o ante pé flexionando em 30°. 
Pular corda: com uma corda de tamanho 2 metros aproximadamente, deve-se pegar cada extremidade com uma mão, realizando um giro sobre seu próprio corpo e pulando verticalmente quando a mesma tocar o solo. 
Agachamento livre: o agachamento realiza-se quando a pessoa segura à barra com a mão mantendo uma distância variável de acordo com as características de cada pessoa e flexionando os cotovelos para trás. 
Inspirar forte, arquear as costas levemente, olhar reto a sua frente, manter os pés paralelos e agachar inclinando as costas (DELAVIER, 2000). 
Flexão de tronco: apoiado ao solo, os braços estendidos, mãos afastadas na largura dos ombros, pés juntos ou levemente separados, inspirar e flexionar os braços para levar a caixa torácica próximo ao solo, evitando aumentar excessivamente a curvatura lombar.
 Forçar até a extensão completa dos braços e deve soltar o ar no final do movimento (DELAVIER, 2000).
 Salto Horizontal: em pé, deve-se flexionar levemente os joelhos deslocando o centro de gravidade para frente, dando impulso horizontalmente com os ante pés à frente aterrissando com os retro pés, flexionando o joelho novamente para absorver o impacto (D’ELIA, 2013). 
Corrida de frente e de costas: colocam-se os cones em uma distância de 3 metros cada um com afastamento de 2 metros lateralmente alternados, iniciar a corrida até o cone à frente e voltar ao cone inicial de costas, depois correr até o próximo cone e voltar de novo, mas no cone da frente. 
 Salto no banco: para realizar o movimento, fique à frente do banco com os pés afastados na largura dos ombros. Em seguida, salte para subir na caixa e retorne a posição inicial como se estivesse descendo em uma escada de costas.
 Alternando a perna que volta primeiro ao chão a cada salto. Polichinelo: os atletas, inicialmente, ficaram na posição ereta,ou seja, com as pernas totalmente fechadas e com as mãos coladas nas coxas, depois com saltos no mesmo lugar e com movimentos sincronizados de braços e pernas, seguindo os seguintes passos: com um pulo, abrem-se as pernas e levantam os braços acima da cabeça, ao máximo, tocando a mão novamente, a coxa voltando à posição inicial, e assim faz repetidas vezes. Prancha frontal: posição inicial em decúbito frontal, com o apoio dos cotovelos no solo, mantendo a cabeça, troncos e pernas retas e alinhadas.
 Afundo Alternado: de pé, com as pernas esticadas na largura do quadril, coloque as mãos na cintura. De um passo para trás com o pé esquerdo, sem que o direito saia do chão e agache até que o joelho quase se encoste ao chão. O joelho direito deve permanecer na mesma linha dos pés. Volte à posição inicial e repita o exercício com o outro lado. 
Faça 12 vezes o agachamento de cada lado. Agachamento no Bosú: trabalha o anterior da coxa, fique em cima do bosú e realize um agachamento livre com os braços à frente. Procure jogar bem o quadril para trás. 
 PROTOCOLOS 
 Salto Vertical com livre movimentação dos membros superiores. Este protocolo foi utilizado para determinar a potência de membros inferiores dos participantes. Para obtenção dos valores, os alunos iniciavam na posição em ortostática, calcanhares no solo, pés paralelos, corpo lateralmente à parede com apenas o braço dominante elevado verticalmente, considerando como ponto de referência à extremidade mais distal das polpas digitais da mão dominante comparada à fita métrica, determinando o deslocamento vertical em centímetros através da diferença da melhor marca atingida e do ponto de referência de cada um dos métodos. 
Realizaram-se dez saltos para cada atleta com intuito de verificar as alturas médias, máximas e mínimas dos saltos. Como parte inicial deste trabalho, utilizou-se aquecimento específico com duração de aproximadamente 15 minutos. Na parte principal, o avaliado realizava o salto e descansava em torno de 7 minutos para realização de um novo salto, pelo fato de só saltar novamente após todos os outros avaliados saltarem (MATSUDO, 1995).
MATÉRIAS E MÉTODOS /RESULTADOS E DISCUSSÕES 
Figura 1: Salto vertical.
Fonte: Matsudo, 1995
Teste de flexibilidade 
Figura 2: Banco de Wells
A forma utilizada para medir a capacidade de flexibilidade dos avaliados foi o teste conhecido como Banco de Wells. Ele é realizado ao sentar com os joelhos estendidos com as extremidades inferiores totalmente em contato em uma caixa de madeira com dimensões 30x56x24cm. A analisada se posiciona com os membros inferiores estendidos e superiores igualmente com suas mãos em pronação empurrando três vezes a régua de aferição o máximo de distância que conseguir, considerando o que deu maior valor (BARROS; GUERRA, 2004). 
 Teste de adipômetria Foi utilizado um adipômetro científico da Marca Cardiomed, modelo Cescorf, para determinar a composição corporal das voluntárias. Para efetuar as medições, deve apertar a pele entre o polegar e o dedo indicador, em locais específicos do corpo, colocar o adipômetro a cerca de 1 cm da dobra cutânea e 40 registar a leitura que o adipômetro indica. A medida deve ser realizada três vezes e calcular a média de três leituras para obter a leitura definitiva desse ponto.
Figura 3: Adipômetro
Fonte: Parrillo; Greenwood-Robinson, 1993
Após a determinação das dobras cutâneas para determinar a densidade corporal, o protocolo para determinar composição corporal utilizado foi o de sete dobras de (JACKSON; POLLOCK, 1980), no qual os pontos de aferição são: peitoral, abdominal, coxa, tríceps, subescapular, suprailíaco, meio da axila. 
O presente trabalho mostrou uma melhora significativa na flexibilidade quando comparada com o momento pré-treinamento. 
 De acordo com Aberg (2002), alguns dos principais benefícios do treinamento funcional é uma melhora significativa na redução do percentual de gordura corporal, embora, na presente pesquisa, não houve redução estatística, talvez pelo tempo de treinamento ser de apenas 7 semanas. 
	
IMPRESSÕES DO ESTÁGIO (considerações finais)
O presente estágio contribuiu grandemente para meu conhecimento me proporcionando melhor esclarecimento sobre o tema aqui abordado, também pude observar o quanto é difícil para uma pessoa que tem sobrepeso, conseguir manter uma frequência de exercícios e alimentação equilibrada sem ajuda de um profissional qualificado. 
Observa-se que o treinamento Funcional é um conceito de atividade física bem dinâmica e mais atrativa que as atividades ou treinos convencionais. 
Pude observar que a obesidade é considerada um dos maiores fatores prejudiciais a saúde, caracteriza-se pelo acumulo excessivo de gordura corporal, aliados a problemas saúde, resultado de fatores como, genética e nutrição irregular, causando problemas psicológicos, variados, além de uma enorme variedade de doenças, como: diabetes, colesterol, depressão, entre outras. 
Percebe-se que podemos utilizar o treinamento funcional como uma forte estratégia para combater esse grande mal, que é uma realidade nos dias atuais, além de ser uma atividade lúdica, proporciona melhora na motricidade e suas valências como lateralidade, coordenação motora, equilíbrio, etc.. 
A prática regular de atividade física é um fator fundamental para ter uma boa qualidade de vida e combater a obesidade. A obesidade e um estilo de vida fisicamente inativo são dois dos fatores de risco mais prevalentes das doenças crônicas comuns do mundo ocidental. Ambos acarretam custos enormes para a saúde e para a economia, sendo reconhecido como os principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, o diabetes, colesterol e a hipertensão etc. Uma das maiores dificuldades enfrentadas neste estágio foi o fato de conciliar muitos trabalhos acadêmicos com período de entrega muito próximos, uma vez que as datas e prazos foram alterados inúmeras vezes.
O presente estudo teve como objetivo verificar a resposta do treinamento funcional na composição corporal, flexibilidade e potência de membros inferiores em pessoas de sobre peso. Houve uma melhora estática na flexibilidade dos mesmos. Nos demais testes como percentual de gordura, impulsão vertical, massa magra, houve uma melhora, mais não apresentaram alterações estatísticas. Sugiro pesquisas com tempo de intervenção e amostra maiores para observar se os efeitos do treinamento funcional apresentem resposta semelhante nas demais capacidades físicas como foi observado na flexibilidade. Conclui-se que o treinamento funcional pode contribuir na melhora da flexibilidade, potência de membros inferiores e composição corporal em obesos.
REFERÊNCIAS
	
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___________________. Treinamento funcional resistido: Para melhoria da capacidade funcional e reabilitação de lesões musculoesqueléticas. Rio de Janeiro, RJ: Revinter, Reimpressão, 2008. Disponível em: https://pt.scribd.com/document/305256157/Treinamento-funcional-musculaturaabdominal-pdf. Acesso em 8 Jun 2017.
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AABERG, E. Conceitos e técnicas para o treinamento resistido. São Paulo: Manole, 2002. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd178/treinamentofuncional-beneficios-metodos.htm. Acesso em 7 Mar 2017.
BARROS, T. L.; GUERRA, I. Ciência do Futebol. Barueri, SP: Manole, 2004. Disponível em: http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/60268.pdf. Acesso em 21 Nov 2017.
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D’ELIA, R.; D’ELIA, L. Treinamento funcional: 6º treinamento de professores e instrutores. São Paulo: SESC - Serviço Social do Comércio, 2005. Apostila. Disponível em: https://paginas.uepa.br/ccbs/edfisica/files/2011.2/VIKTOR_YURI_YAMAUCHI.p df Acesso 05 Mai 2017. 
D’ELLIA, R. Guia Completo de Treinamento Funcional. São Paulo. Phorte, 2013. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/32284/000785229.pdf Acesso: 06 Jun 2017. 
DELAVIER, F. Guia dos Movimentos da Musculação. 2. ed. São Paulo: Manole, 2000. p.78. Disponível em: http://www.pratiquefitness.com.br/padronizacao/artigos/Guia_dos_movimentosd _musculacao.pdf Acesso: 07 Jun 2017.
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http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/61014.pdf
JACKSON, A. S., POLLOCK, M. L. Generalized equations for predicting body density of women. Medicine & Science in Sports & Exercise, v. 12, n. 3, 175- 181, 1980. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Andrew_Jackson15/publication/22423141_ Generalized_equations_for_predicting_body_density/links/00b4952a0fd420aaa b000000/Generalized-equations-for-predicting-body-density.pdf Acesso em: 10 Mar 2017.
	KERKSICK, C. et al., Effects of a popular exercise and weight loss program on weight loss, body composition, energy expenditure and health in obese women. Nutr Metab, v. 9, n. 23, 2009. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2693519/ Acesso: 6 Fev 2017. 
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