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AS RELAÇÕES DE GÊNERO
E A PEDAGOGIA FEMINISTA
Alunas:
Luana de Melo
Tamires F. Antunes 
 O conceito de gênero tem uma história recente. A 
palavra “gênero” foi utilizada pela primeira vez 
num sentido próximo do atual pelo biólogo John 
Money, em 1955, precisamente para dar conta 
dos aspectos sociais do sexo.
 “Gênero” opõe-se a “sexo”: enquanto este último 
termo fica reservado aos aspectos estritamente 
biológicos da identidade sexual, o termo gênero 
refere-se aos aspectos socialmente construídos do 
processo de identificação sexual. 
 Na crítica de currículo, a utilização do conceito de 
gênero segue uma trajetória semelhante a da 
utilização do conceito de classe.
 As perspectivas críticas sobre currículo tornaram-
se crescentemente questionadas por ignorarem 
outras dimensões da desigualdade que não 
fossem aquelas ligadas à classe social.
 Questionavam-se por deixarem de levar em 
consideração o papel do gênero e da raça no 
processo de produção e reprodução da 
desigualdade.
 Na teorização feminista, há uma profunda 
desigualdade dividindo homens e mulheres.
 Essa repartição desigual estende-se, obviamente, 
à educação e ao currículo.
 Ocorreu a análise da desigualdade centrada na 
classe social. Estava claro, que o nível de 
educação das mulheres, em muitos países, 
sobretudo naqueles situados na periferia do 
capitalismo, era visivelmente mais baixo que o 
dos homens, refletindo seu acesso desigual às 
instituições educacionais.
 Mesmo naqueles países em que o acesso era 
aparentemente igualitário, havia desigualdades 
internas de acesso: os currículos eram 
desigualmente divididos por gênero.
 Certas matérias e disciplinas eram consideradas 
naturalmente masculinas, enquanto outras eram 
consideradas femininas.
 Questionavam-se os estereótipos ligados ao 
gênero como responsáveis pela relegação das 
mulheres a certos tipos “inferiores” de currículos 
ou de profissões.
 Os estereótipos se dava nas próprias instituições 
educacionais. 
 Um livro didático que sistematicamente 
apresentasse as mulheres como enfermeiras e os 
homens como médicos, por exemplo, estava 
claramente contribuindo para reforçar esse 
estereótipo.
 Os estereótipos e os preconceitos de gênero eram 
internalizadas pelos próprios professores e 
professoras que inconscientemente esperam 
coisas diferentes de meninos e meninas, 
reproduzindo assim, as desigualdades de gênero.
 Na análise feminista, não existe nada de mais 
masculino, por exemplo, do que a própria ciência. 
A ciência reflete uma perspectiva eminentemente 
masculina.
 Existem currículos que inclui características 
consideradas femininas, como por exemplo a de 
educadora principalmente na educação infantil, 
em que geraria em torno da experiência materna 
que não faz parte das experiências direta dos 
homens.
 Porém, essas informações sobre características 
femininas, para outras analises, poderiam causar 
um efeito de reforçar e concordar com os 
estereótipos que dão às mulheres funções 
consideradas socialmente inferiores àquelas 
dadas aos homens.
 Essas duas posições provavelmente sempre 
existiram, o que é bom, pois faz parte do dilema 
da sociedade, cada parte pensará de uma forma 
diferente sobre esse assunto.
 O estudo de análise de gêneros não diz respeito 
apenas sobre as mulheres, mas também focam na 
questão da masculinidade
 Esses estudos devem nortear assuntos 
relacionados a problematizações sobre as 
características masculinas, a partir disso 
investigar as questões de gêneros buscando saber 
o que elas têm haver com problemas que 
acontecem de maneira rotineira na época em que 
vivemos.
 Conforme as preocupações de gênero foram 
crescendo, desenvolveu-se uma área chamada 
“Estudo da Mulher” no Estados Unidos, 
preocupando-se com uma “pedagogia feminista”.
 A pedagogia feminista centrava-se em questões 
universitárias de temas feministas e de gênero, 
ela tinha como objetivo desenvolver ambientes de 
aprendizagem que valorizassem o trabalho 
coletivo, cooperativo e comunitário, se opondo em 
relação aos casos de individualismo na sala de 
aula tradicional.
 A pedagogia feminista não estava centrada, em 
especifico, em temas curriculares mas pode ser 
exemplo de um currículo da pedagogia que se 
preocupa com questões de gênero.

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