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www.cers.com.br 1 www.cers.com.br 2 EXMO. SR. DR. JUIZ DA VARA DO TRABALHO DE SALVADOR /BA EXTREMA URGÊNCIA CLIENTE E QUALIFICAÇÃO, por seu advogado infra firmado, conforme procuração anexa, vem, respeitosamen- te, perante Exª, propor a presente AÇÃO DE INTERDITO PROIBITÓRIO COM PEDIDO DE LIMINAR em face do RÉU E QUALIFICAÇÃO, pelos substratos fáticos e jurídicos a seguir expostos. I - DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESPECIALIZADA TRABALHISTA. Ab initio, mister ser demonstrada a competência da especializada trabalhista para análise desta demanda. De fato, se dúvidas pairavam derredor a competência da Justiça do Trabalho para analisar demandas co- mo a presente, todas elas foram espancadas após o advento, no ordenamento jurídico nacional, da Emen- da Constitucional de nº 45, datada de 2004. No momento em que a referida emenda alterou a redação do art. 114 da Constituição Federal - alargando a competência desta especializada para a apreciação de demandas não apenas atinentes à relação de em- prego, mas para toda a qualquer relação de trabalho (inciso I) - acabou por asseverar a intenção do legis- lador que demandas como a em questão fossem apreciadas pela jurisdição trabalhista. A referida reforma foi além. Pois, para não deixar qualquer dúvida, dispôs o legislador constituinte derivado, no inciso III do art. 114 reformado, que: “Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I – (...) (...) III – as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores.” Além disso, consignou a reforma ser igualmente de competência da Justiça do Trabalho o julgamento de lides que envolvam “as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho” (inciso VI da nova redação do art. 114). Logo, é esta especializada competente para a análise do pedido de eventuais da- nos, materiais e morais; o que é plenamente possível nas ações possessórias, conforme se verá abaixo. Nessa ordem de idéias, expressou claramente o legislador seu propósito que ações como a em comento - nas quais figuram de um lado o sindicato e de outro o empregador - são de competência da Justiça do Trabalho, pelo o que deve a mesma ser processada e julgada nesta especializada. II - DOS FATOS. A requerente foi surpreendida na manhã do dia 17/02/14, quando se deparou com um movimento organizado pelo Sindicato-réu, o qual inviabilizava o acesso às suas instalações. Note-se que a empresa, na sexta-feira imediatamente anterior – dia 14/02/2014 – recebeu comunicado da referida entidade sindical (documento anexo), onde era apresentada a possibilidade de paralisação a partir daquela data, sob o argumento de que a requerente não vinha mostrando “interesse na solução do acordo coletivo”. Contudo, tal alegação não prevalece, já que, desde o início das negociações, a requerente tem não só se feito presente, mas apresentado diversas propostas, sendo a interrupção das negociações decorrente da não designa- ção, por parte do Sindicado, de Assembléia para votar a última proposta apresentada. Assim, em atenção ao comunicado recebido, e mais uma vez com o intuito de encerrar a questão, a empresa soli- citou o agendamento de reunião para o dia útil imediatamente posterior, quando seriam discutidas as cláusulas do acordo coletivo que ainda se encontravam pendentes. www.cers.com.br 3 Entretanto, o Sindicato-réu recusou-se a receber o aludido documento, mostrando-se resistente à solução pacífica do impasse, o que culminou no movimento realizado na presente data. Note-se que, naquele momento, mais uma vez, a requerente tentou solucionar a questão, apresentando proposta para encerramento das negociações coletivas, a qual, entretanto, após votação induzida pelo sindicato, não foi aceita. Diante disso, foi deflagrado o movimento paredista e mesmo aqueles funcionários que não aderiram à greve, que- daram-se inviabilizados de entrar na empresa, já que o Sindicato estava, literalmente, obstando a entrada de to- dos, com sete dirigentes na entrada da fábrica, não deixando ninguém passar. Apenas foi permitida a entrada dos funcionários que participaram na reunião para apresentação da proposta (cin- co ao total), todos do setor administrativo da empresa e da técnica de segurança do trabalho, os quais já estavam nas instalações antes de tudo começar. Os demais empregados se retiraram daquele local, haja vista os ânimos exaltados daqueles que estavam impedindo a passagem. Evidente que o objetivo do presente interdito não é de discutir a legalidade ou abusividade do prenunciado movi- mento paredista, mas sim de resguardar seus direitos possessórios, especialmente o de que seja liberado o aces- so às suas dependências para que qualquer pessoa possa circular e adentrar livremente na empresa, sem sofrer qualquer tipo de turbação sobre tal direito. Veja-se, conforme já asseverado, que aquele empregado que pretende adentrar na requerente, para cumprir sua jornada de trabalho, está sendo impedido de fazê-lo, por conduta do Sindicato. Sendo assim, é evidente que o movimento paredista extrapola os limites conferidos constitucionalmente, afetando o direito alheio de ir e vir, além de turbar a posse da autora. Neste diapasão, os documentos anexos comprovam todo o ocorrido, restando claro o cabimento e procedência do presente interdito. III – DO DIREITO 1. CABIMENTO DO INTERDITO PROIBITÓRIO O interdito proibitório é procedimento perfeitamente cabível na Justiça do Trabalho, o qual consiste em uma de- manda preventiva com o escopo de proteger a posse ameaçada de violência iminente. Decerto, no campo do direito possessório, há três possibilidades de afronta a este direito, cada uma trazendo o cabimento de uma ação possessória específica; vejamos: a) Por esbulho entende-se a perda total da posse, sendo que, acaso ocorrido, deverá o lesado em seu direito ma- nejar a competente ação de reintegração de posse; b) Por turbação verifica-se a limitação no uso e gozo da posse, sendo a medida competente de ataque a ação de manutenção e posse; c) Já quando há ameaça à posse, em razão de violência iminente, o remédio processual que deve ser agitado é o interdito proibitório. O caso ora analisado é justamente aquele que se subsumi ao interdito proibitório, devido ao justo receio do de- mandante ser, de forma injusta e por não possuidor, violado em seu direito, como bem preceitua o art. 567 do Digesto Processual Civil Pátrio aplicável, cita-se: Art. 567. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que se comine ao réu determi- nada pena pecuniária caso transgrida o preceito. A doutrina, de igual sorte e consoante a lei, estabelece ser hipóteses, como a em questão, as de cabimento de interdito proibitório, conforme leciona ALEXANDRE CÂMARA, em seu terceiro tomo de Lições de Direito Proces- sual Civil, Editora Lumem Júris, 6ª edição, pág 408, in verbis: www.cers.com.br 4 “(...) o interdito proibitório. Este é adequado para os casos em que ainda não ocorreu a moléstia à posse, desti- nando-se este interdito a proteger o possuidor que vê a sua posse ameaçada. Trata-se, pois, de uma demanda preventiva, de natureza inibitória. Denomina-se tutela inibitória a tutela jurisdicional de caráter preventivo, determi- nada a impedir a prática de atos ilícitos. O que se pretende, aqui, é impedir que se pratique o ato ilícito de moléstia à posse (turbação ou esbulho. (...).” O posicionamento da jurisprudência não é diverso. Hodiernamente já se encontra pacificado, na jurisprudência pátria,a possibilidade de manejo de interdito proibitó- rio em situações como esta. Tais ações eram, anteriormente, propostas na justiça comum, como demonstram os julgados abaixo. Todavia, com a já apontada mudança do texto constitucional, tais ações passaram a ser de com- petência da justiça especializada trabalhista, como já demonstrado exaustivamente no primeiro articulado desta peça. Nas situações de interdito proibitório, inclusive, fica evidenciada a necessidade concessão de liminar, com o intuito de impossibilitar uma lesão grave e irreparável ao demandante. Segue uma ementa exemplificativa: AGRAVO DE INSTRUMENTO N. 6.180 - "(RT - 617/198) INTERDITO PROIBITÓRIO. EMPRESA VERSUS SIN- DICATO. TEMOR DE VIOLÊNCIA AO PATRIMÔNIO. LIMINAR.Quando há risco de dano ao patrimônio da em- presa em face do incitamento exercido por Sindicato, justifica-se o uso do interdito proibitório cuja liminar, pruden- temente concedida, terá o condão de evitar consequências desastrosas para todos e indesejáveis para a comuni- dade. Logo, clarividente, a todas as luzes, ser a hipótese em análise de manejo de interdito proibitório. 2. DA NECESSIDADE DE PONDERAÇÃO DE INTERESSES. A Constituição Federal de 1988 assegura aos seus trabalhadores o direito de greve. Contudo, este não pode ser visto de forma autônoma, com uma análise distante e não sistêmica do ordenamento jurídico. O ordenamento jurídico, quando da análise do caso concreto, deve ser visto como um corpo único de normas, sendo que o operador do direito, na sua diuturna atividade hermenêutica, o deve analisar de forma sistêmica, in- terpenetrada. Assim é que o direito de greve, como preceito constitucional que o é, não pode ser analisado de forma isolada, apartada, devendo o mesmo ser sopesado, ponderado, dentro da sistemática constitucional e infraconstitucional – dentro do ordenamento. Nessa linha de raciocínio, jamais poderá se valer o movimento paredista de estratégias que visem impedir o acesso daqueles que querem trabalhar, ou seja: que atinja o direito ao trabalho e a liberdade de outrem. Da mesma forma, não poderá o movimento grevista impedir o acesso, o trânsito, de quem quer que seja, junto ao estabelecimento, por força do direito constitucional de ir e vir. Ademais, o exercício do direito de greve tem que ser ato de extrema responsabilidade por força dos reflexos que tal ação irradia no meio em que é exercida. Embora seja uma ação constitucionalmente protegida, é um direito apenas relativo, sendo impostas determinadas limitações consubstanciadas nas normas ordinárias aplicáveis a espécie. Exige o artigo 3º, da Lei nº 7.783/89, o esgotamento das negociações para que só assim haja a paralisação, e o §1º do art 615 da CLT, com clareza ímpar, determina que frustrada a negociação coletiva, mister se faz comunicar o fato ao órgão regional do Ministério do Trabalho, para que o mesmo intervenha tentando conciliar os interesses em discussão. Não obstante, Excelência, que nenhuma destas formalidades legais foi levada em consideração pela Entidade Requerida que, sem haver o encerramento das negociações nem o exaurimento da regra prescrita no artigo 615 consolidado, partiu para o movimento paredista e de forma selvagem e intimidatória, impediu o livre acesso ao trabalho de todos. Outrossim, a própria Lei de Greve (Leio n° 7.783/89) veda, expressamente, o impedimento do acesso ao local de trabalho, tampouco qualquer ameaça ou dano à propriedade industrial (art. 6º, § 3º). www.cers.com.br 5 É justamente por isso que a jurisprudência pátria, através de liminares, sabiamente vem rechaçando a possi- bilidade de “piquetes” que afronte a liberdade ao trabalho e o direito de ir e vir, conforme demonstram os julgados ora colacionados: MEDIDA LIMINAR – GREVE DOS BANCÁRIOS – DIREITO DE GREVE – LIVRE CONVENCIMENTO – CONS- TRANGIMENTO ILEGAL – INTERDITO PROIBITÓRIO – LEGITIMIDADE – Interdito Proibitório. Liminar. Greve de funcionários bancários com o apoio do Sindicato da categoria. Expedientes obstativos ao serviço. Legitimidade do interdito proibitório para vencer as estratégias vulgarmente conhecidas como "piquetes". O direito de greve deve ser exercido em consonância com o direito de agir, segundo o livre arbítrio, sob pena de cometimento de cons- trangimento ilegal. Liminar mantida. (CPA) (TJRJ – AI 7653/98 – (Reg. 140599) – 10ª C.Cív. – Rel. Des. Luiz Fux – J. 06.04.1999) AGRAVO DE INSTRUMENTO – INTERDITO PROIBITÓRIO – EMPRESA VERSUS SINDICATO – TEMOR DE VIOLÊNCIA AO PATRIMÔNIO E DO EXERCÍCIO DE COAÇÃO SOBRE OS EMPREGADOS – LIMINAR – Quan- do, em face do incitamento exercido por Sindicato, há risco de dano ao patrimônio da empresa, bem como do exercício de coação sobre os empregados não aderentes ao movimento paredista, justifica-se o uso do interdito proibitório, cuja liminar, prudentemente concedida, terá o condão de evitar conseqüências desastrosas para todos e indesejáveis para a comunidade. (TJSC – AI 96.009081-9 – 3ª C.C. – Rel. Des. Eder Graf – J. 18.02.1997) Logo, por mais este argumento, impõe-se a concessão do pedido liminar que adiante será formulado, e o julga- mento procedente da presente demanda. 3. DO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PARA PROCEDÊNCIA DOS PEDIDOS DA DEMANDA. Além do mais, na lide em análise estão presentes todos os requisitos necessários para a procedência dos pedidos desta demanda, com o julgamento de procedência do interdito proibitório e deferimento do pleito liminar. É que se verifica existir no caso em tela os dois requisitos postos, pela doutrina e jurisprudência, como necessários para o agitamento do interdito proibitório, quais sejam: a) a comprovação da existência da prova da posse do autor; b) comprovação da obstrução ao acesso às dependências da empresa Com efeito, a comprovação da existência da prova da posse é completamente desnecessária, tendo em vista a notoriedade de ser a propriedade indicada na peça postulatória em tela o local de funcionamento da empresa. Além do mais, aos fatos notórios e incontroversos não se fazem necessárias comprovações, na forma da legisla- ção processual. Por outro lado é inconteste o justo receio de não ser interrompido o movimento ou de que o mesmo continue acontecendo amanhã ou em qualquer outra data, o que acarretará outros prejuízos à empresa. Por mais este argumento, deve ser acolhido o pedido liminar, na forma abaixo postulada, e ser dado, ao final da demanda, a procedência de todos os pedidos postos. 4. DA FUNGIBILIDADE DAS AÇÕES POSSESSÓRIAS. Chama o demandante a atenção para o fato de que o art. 554 do CPC impõe a fungibilidade das ações possessó- rias, na medida em que determina que o magistrado conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspon- dente àquela cujos requisitos legais tenham sido preenchidos. Ou seja, a legislação processual civil permite a transformação de uma ação de interdito proibitório em uma de manutenção de posse, ou de sua reintegração, sem a necessidade de ajuizamento de uma nova ação ou qualquer outro procedimento processual. É esta a intelecção que se extrai do art. 554 do CPC, in verbis: Art. 554. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados. www.cers.com.br 6 Tal ocorre em razão da realidade fática que envolve as ações possessórias serem extremamente mundanas, transformado-se a ameaça em turbação e esta em perda total da posse de forma rápida. Assim é que o mecanis- mo processual e material do direito tem de se ater a tais mudanças sociais1. Sendo assim, por zelo profissional, requer o demandante a observância do disposto no artigo 554 do Digesto Pro- cessual Civil, já transcrito anteriormente. 5. DA TUTELA DE URGÊNCIAtutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. A tutela de urgência, nas pegadas do art. 300 do CPC, necessita, para a sua determinação, de dois requisitos: a probabilidade do direito (fumaça do bom direito - fummos boni iuris) e o perigo de dano ou ao resultado útil ao processo (perigo da demora - periculum in mora). A fumaça do bom direito resta devidamente comprovada, conforme toda a doutrina posta acima e a indicação de diversos artigos do ordenamento jurídico pátrio, todos assegurando à demandante a medida ora pleiteada. Não é esquecida também a jurisprudência, a qual é exaustivamente mencionada por meio de ementas que atestam a tese aqui posta. Já em relação ao perigo da demora, este fica claro com a comprovada paralisação já realizada, com os “piquetes” e obstacularização da entrada nos imóveis da demandante. Por tudo isto, requer a demandante a concessão de medida liminar, sendo estabelecido o interdito proibitório de- terminando que se abstenham os demandados de fazer “piquetes” ou qualquer outra modalidade que impeça a demandante de exercer as suas atividades regularmente, bem como possibilitando àqueles que não querem ade- rir à greve a liberdade ao trabalho. Para tanto, requer a cominação de multa diária por descumprimento da ordem judicial no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), traduzindo este valor o caráter inibitório e educativo inerentes ao instituto. 6. DO PEDIDO DE INDENIZAÇÃO. Dispõe o artigo 555 do CPC: Art. 555. É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de: I - condenação em perdas e danos; II - indenização dos frutos. Nessa esteira, como bem leciona Silvio do Salvo Venosa, se faz plenamente possível a cumulação, nas ações possessórias, pedido de indenização por danos decorrentes de atos de terceiros. Em verdade, o interdito proibitório é uma das modalidades de ação possessória, como já bem explicitado nesta inicial. Ademais, se novamente concretizada a feitura de “piquetes” ou qualquer outro meio que impeça o acesso à sede da demandante, tendo como consequência o fato desta não cumprir com os seus compromissos perante patroci- nadores, e tenha irreversível dano à sua imagem, tendo dificuldades, e até mesmo não conseguindo, operar de forma total, impõe-se a concessão, pelo Poder Judiciário, de danos materiais e morais, em quantia a ser arbitrada pelo magistrado, a teor do art. 5º, X, da Constituição Federal, sendo o que de logo se requer. IV - DOS PEDIDOS De tudo o quanto aqui foi explicitado, pleiteia a demandante: 1 Nessa linha Alexandre Câmara, em obra já mencionada, às págs. 386 usque 388; Silvo do Salvo Venosa em sua obra Direito Civil, vol. V, 3ª edição, às págs. 125/126, dentre outros. www.cers.com.br 7 a) A concessão, liminarmente e nos termos postos, de interdito proibitório ao réu, de modo a manter totalmente desobstruído o acesso às instalações da demandante, utilizando-se, para tanto, até mesmo da Polícia local, se necessário, e requisição de força pública para a efetivação da decisão liminar; b) Imponha, para o caso de descumprimento da ordem judicial, a multa diária de R$ 100.000,00 (cem mil reais). c) Após, determine a notificação do Réu, para, querendo, conteste a presente ação, sob pena de decretação de revelia e pena de confissão. d) Finalmente, no mérito, julgue a ação procedente, de modo a tornar definitiva a liminar ora requerida, condenan- do-se, ainda, os demandados, nas custas processuais e honorários advocatícios. e) Sejam julgados procedentes os pedidos de danos morais e materiais, na forma pleiteada nesta peça. f) Requer seja permitida a produção de todos os meios de prova em direito admitidas, em especial depoimento pessoal dos presidentes das demandadas, prova testemunhal, elaboração de perícia, etc.. Dá-se à causa o valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais) a título fiscal. Termos em que, Pede deferimento. Salvador, 18 de março de 2018. Luciano L. Figueiredo OAB/BA 20.845 www.cers.com.br 8 www.cers.com.br 9