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Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) Noções de cefalometria - TEÓRICA CEFALOMETRIA → CEFALO (cabeça) + METRIA (medida) Assim, a cefalometria é a ciência que estuda as medidas da cabeça. É a partir da análise das medidas da cabeça (e dos dentes em relação às suas bases ósseas) que o ortodontista vai fazer o diagnóstico e determinar o plano de tratamento. A cefalometria vem da antropometria, logo, é muito antiga. Por isso, teve uma fase empírica e, agora, estamos na fase científica. EMPIRISMO Baseado apenas na experiência (é quase um “achismo”) X CIENTÍFICO Tem rigor da ciência (rigor de comprovação através de pesquisas) • Fase empírica: Röentgen (1895): pôs a mão de sua esposa no chassi com filme fotográfico, fazendo incidir a radiação oriunda do tubo por cerca de 15 minutos e teve como resultado a seguinte imagem (primeira radiografia de um ser humano): • Fase científica: Broadbent (1931 - EUA) - A cabeça do paciente deve ficar afastada da fonte de radiação para a maior incidência de feixes paralelos (menor distorção). - A posição deve ser padronizada. Hofrath (1931 - Alemanha) - Utilizou um cone de madeira pra prender a cabeça do paciente na mesma posição Eles verificaram, coincidentemente na mesma época, que era importante padronizar a posição do paciente em relação ao aparelho de radiografia. Utilizamos o posicionador auricular (ou cefalostato) para manter a cabeça do paciente sempre na mesma posição. Então, não importa a época/idade do paciente em que se faça a radiografia, a cabeça estará sempre na mesma posição. Isso nos possibilita fazer estudos comparativos e tratamentos de populações ou, até mesmo, em um único paciente. O diferencial da radiografia cefalométrica é a padronização da posição da cabeça. Então, em 1931, surgiu a cefalometria. Inicialmente, usávamos um chassi com o filme como anteparo. Hoje em dia já temos as placas sensíveis à radiação (digital). Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) Em 1957, tivemos o primeiro workshop para: o Definir pontos e planos o Uniformizar técnicas o Esclarecer interpretações o Avaliar aplicações clínicas Nesse workshop foram estabelecidos os padrões para a obtenção da radiografia cefalométrica (seguimos esses padrões até hoje). Padronização da imagem (padronização das distâncias): Objeto – fonte de raio-x (essa medida entre o foco e o objeto é contada da fonte de raio-x até a metade da cabeça do paciente, pois independente da largura da cabeça do paciente, a metade vai ser igual para todos. Essa distância deve medir 5 pés – ou 1,524m. É distante o suficiente pra ter bastantes feixes paralelos, mas também não é tão distante a ponto de precisar aumentar muito o tempo de exposição); Objeto – filme (de 9 a 13 cm – aproximamos o máximo possível do filme para haver pouca distorção da imagem – menos ampliação); Ampliação da imagem: de 6% a 8,5% (padronização do “erro”). O feixe central vai passar pelo posicionador auricular, que fica no meato acústico externo. Todas as estruturas mais próximas do meato acústico terão um tamanho mais próximo do real. Quanto mais afastada, menos nítida é a imagem. Plano sagital mediano perpendicular ao solo e plano horizontal de Frankfurt paralelo ao solo e filtro pegando o perfil do paciente. Filtro de alumínio: Em uma radiografia cefalométrica, visualizamos o tecido duro e o tecido mole. Para que a gente consiga visualizar o perfil mole, utilizamos um filtro de alumínio biselado (ou em cunha). Cefalometria na atualidade: • Radiografia digital Consiste num sistema onde um sensor é conectado a um computador e, através de um aparelho digital de raio x, se obtém, com extrema rapidez, imagens de ótima qualidade. Vantagens: 1. Redução da dose de radiação à qual o paciente é exposto; 2. A imagem aparece em poucos segundos, o que possibilita um diagnóstico imediato; 3. Elimina-se o uso de substâncias químicas nocivas ao meio ambiente; 4. Recursos de software de auxílio ao diagnóstico que facilitam a visualização e a precisão dos detalhes; 5. Envio de imagens para outros profissionais por meio da internet; 6. Possibilidade de armazenamento das imagens por tempo indeterminado. • Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico FOV – Field of View. Pode ser: Large; Medium; Small. Para a a ortodontia, precisamos de um FOV grande, abrangendo toda a cabeça do paciente. Porém, quanto maior a área, a qualidade cai. Para visualizar uma imagem de TC, usamos um programa de reconstrução 3D no computador. A partir da tomografia também podemos extrair o traçado cefalométrico, que é o produto final da radiografia cefalométrica. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) A partir da radiografia cefalométrica, fazemos o desenho anatômico das estruturas de interesse. Então: CEFALOGRAMA Desenho Anatômico • Estruturas ósseas • Perfil mole Demarcação dos pontos Traçado de orientação • Grandezas lineares e angulares Não utilizamos a radiografia diretamente. Sobre a radiografia, colocamos um papel e desenhamos o traçado cefalométrico. Nele, marcamos os pontos e, pela união entre eles, temos linhas e planos. Estruturas analisadas: • BASE DO CRÂNIO o Parte anterior o Sela turca o Parte posterior Obs: Projeção dos posicionadores metálicos do cefalostato (pório metálico); Obs2: A projeção do cefalostato fica no meato acústico externo; Obs3: Keyridge – processo zigomático da maxila; fica na altura do primeiro molar e atrás da órbita; estrutura muito utilizada para fazer análises de crescimento com superposição de radiografias. Obs: Nós temos duas imagens de Keyridge, de órbita e outras estruturas bilaterais porque um lado está mais próximo e outro mais afastado do filme, formando duas imagens (uma maior – mais distante; e outra menor – mais próxima do filme). Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) • MAXILA o Palato duro o Assoalho da fossa nasal o Pré-maxila • MANDÍBULA o Sínfise (o tracejado interno que aparece nos exercícios é a cortical interna da sínfise) o Corpo o Ramo o Cabeça da mandíbula o Incisura coronóide o Processo coronóide Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) • DENTES o Incisivos centrais superiores e inferiores o Primeiros molares permanentes superiores e inferiores • PERFIL MOLE Inicia-se no osso frontal, ao nível superior da glabela e se prolonga até o mento, passando pelo nariz (desenhamos, também, a abertura nasal), lábio superior e lábio inferior. Importância da radiografia cefalométrica: • Diagnóstico • Prognóstico • Planejamento • Avaliação do tratamento • Crescimento e desenvolvimento dos ossos (superposição de imagens) Análises cefalométricas: • Frontal • Perfil (ou lateral) Análises cefalométricas laterais: • Bjork • Wylie • Downs • Tweed • Steiner • Rickets Superposições radiográficas Quando colocamos um traçado sobre o outro para analisar o crescimento do paciente. • Totais Analisamos a face do paciente como um todo; Em vermelho, as análises de rotina. Melhor explicadas na aula prática. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) • Parciais Especificamente da maxila, da mandíbula, movimento dentárioocorrido durante o tratamento Noções de cefalometria - PRÁTICA Para aprendermos sobre análise cefalométrica, teremos que, primeiro, marcar pontos que servirão de guia para o traçado das linhas e planos que usaremos para obter medidas angulares e lineares. Cada ponto tem um símbolo e definição. Estudaremos, então: • Análise de Steiner (apenas a parte de diagnóstico, não veremos planejamento); • Análise de Tweed; • Análise de Downs (3 medidas). ANÁLISE DE STEINER: Utilizamos traçados na cor preta. Essa análise nos possibilita avaliar padrão esquelético, dentário e perfil do paciente. • Padrão esquelético o Ponto Sela (S) É o ponto situado no centro geométrico da sela túrcica. Determinamos por inspeção, isso é, não está localizado sobre nenhuma estrutura. Imaginamos o centro geométrico da sela e determinamos o ponto. o Ponto Násio (N) Ponto mais anterior da sutura frontonasal. o Linha Sela-Násio (SN) União dos pontos Sela e Násio. Toda análise cefalométrica tem um plano de referência e, o de Steiner, é a linha SN. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Ponto A (A) Ponto mais profundo do contorno anterior da pré-maxila. Fica na interseção do osso basal com o osso alveolar. o Linha Násio-A (NA) União dos pontos N e A. Agora, temos formado nosso primeiro ângulo, o SNA. o Ângulo SNA Interseção das linhas SN e NA. O valor normal é de 82º. Colocamos o seu valor próximo ao ângulo (sem o símbolo º), entre o osso nasal e a órbita. Esse ângulo é importante pois nos dá a posição anteroposterior da maxila em relação à base do crânio. Quanto menor for o ângulo (mais fechado), menor é o crescimento da maxila (maxila mais retruída). Quando maior for o ângulo (mais aberto), maior é o crescimento da maxila (maxila mais protruída). Por isso, dizemos que essas grandezas são diretamente proporcionais. O ângulo SNA é diretamente proporcional ao crescimento da maxila. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Ponto B (B) Ponto mais profundo do contorno do processo alveolar da mandíbula. o Linha Násio-B (NB) União dos pontos N e B. Agora, temos formado o ângulo, o SNB. o Ângulo SNB Interseção das linhas SN e NB. O valor normal é de 80º. Colocamos o seu valor abaixo do valor de SNA (sem o símbolo º). Esse ângulo é importante pois nos dá a posição anteroposterior da mandíbula em relação à base do crânio. Quanto menor for o ângulo (mais fechado), menor é o crescimento da mandíbula (mandíbula mais retruída). Quando maior for o ângulo (mais aberto), maior é o crescimento da mandíbula (mandíbula mais protruída). Por isso, dizemos que essas grandezas são diretamente proporcionais. O ângulo SNB é diretamente proporcional ao crescimento da mandíbula. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Ângulo ANB Interseção das linhas NA e NB. O valor normal é de 2º (seu valor é, necessariamente, a diferença entre os dois ângulos anteriores – SNA-SNB). Colocamos o seu valor abaixo do valor de SNB (sem o símbolo º). Esse ângulo diz respeito à relação das bases ósseas entre si. Entendendo melhor esse ângulo: Se a maxila está à frente da mandíbula, o seu valor é positivo (SNA > 0) Se a mandíbula está à frente da maxila, o seu valor é negativo (SNA < 0) Esse ângulo nos possibilita classificar esqueleticamente o paciente Classe I (ANB entre 0 e 4) Classe II (ANB > 4,5) Classe III (ANB < 0) Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) Obs: Essa classificação não é a de Angle, apesar da semelhança. Podemos ter um paciente Classe I de Angle, mas Classe II esquelética. o Ponto D Ponto situado no centro geométrico da seção transversa da sínfise mandibular. Esse ponto é determinado por inspeção, assim como o ponto S. Está em uma região mais estável, cercado de osso cortical (diferente dos pontos A e B, que são mais instáveis), sofre menos variação com a movimentação dentária. o Linha Násio-D (ND) União dos pontos N e D. Normalmente não é traçada, apenas colocamos uma régua e medimos o ângulo (aqui vamos traçar para ilustrar melhor). o Ângulo SND Interseção das linhas SN e ND O valor normal é aproximadamente 76º/77º. Colocamos seu valor no Keyridge. Ele avalia o mesmo que o ângulo SNB, a posição anteroposterior da mandíbula, porém em uma posição mais estável. o Ponto Gônio (Go) Ponto originado na bissetriz (linha que divide o ângulo no meio) do ângulo formado pela tangente da borda inferior do corpo da mandíbula e a tangente da borda posterior do ramo. É o ponto mais posteroinferior do ângulo da mandíbula. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Ponto Mento (Me) Ponto mais inferior do contorno da sínfise mandibular. o Ponto Pogônio (Pog) Ponto mais anterior do contorno da sínfise mandibular. o Ponto Gnático (Gn) Ponto mais anteroinferior do contorno da sínfise mandibular. Está na metade da distância entre o ponto mento e o ponto pogônio. o Plano mandibular (GoGn) União dos pontos Go e Gn. Cada autor escolhe um plano mandibular, Steiner usa a união dos pontos Go e Gn como referência. o Ângulo GoGnSN Interseção do plano mandibular (GoGn) com a linha SN. O valor normal é 32º. Colocamos seu valor no ângulo da mandíbula, em cima da linha GoGn. Esse ângulo é importante pois nos fornece a inclinação da mandíbula em relação à base do crânio. Diz respeito ao crescimento vertical do ramo mandibular. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) Quanto menor for o ângulo (mais fechado; pouca inclinação do plano mandibular), maior é o crescimento vertical do ramo da mandíbula (ramo longo; mandíbula mais “quadradas”). Quanto maior for o ângulo (mais aberto; grande inclinação do plano mandibular), menor é o crescimento vertical do ramo da mandíbula (ramo curto). O ângulo GoGnSN é inversamente proporcional ao crescimento vertical do ramo da mandíbula. • Padrão dentário Avaliamos a posição e a relação dos incisivos com suas respectivas bases ósseas e a superfície oclusal em relação à base craniana. o Eixo do Incisivo Central Superior (ICS) Traço do longo eixo do incisivo central superior Obs: Nós mediremos o ICS de duas formas, uma medida linear e outra angular. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Ângulo ICS-NA Interseção do longo eixo do incisivo central superior com a linha NA. O valor normal é aproximadamente 22º. Colocamos o seu dentro da maxila, acima da raiz do ICS (sem o símbolo º). Essa medida angular nos dá a inclinação do ICS com a maxila. Obs: na ficha, o nome da medida está como 1 NA (ângulo) o Distância ICS-NA Distância do ponto mais saliente da coroa do incisivo central superior à linha NA. Colocamos uma régua perpendicular à linha NA e medimos até a parte mais saliente do dente. Essa medida linear nos diz o grau de protrusão ou retrusão do dente. O valor normal é de 4mm. Colocamos o valor à frente do dente. Se o dente estiver à frente da linha, o valor é positivo Se o dente estiver atrás da linha, o valor é negativo Obs: na ficha, o nome da distância está como 1 NA (mm) Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Eixo do incisivo central inferior (ICI) Traço do longo eixo do incisivo central inferior (deve ser feito emazul). o Ângulo ICI-NB Interseção do longo eixo do incisivo central inferior com a linha NB. O valor normal é aproximadamente 25º. Colocamos o seu dentro da mandíbula, próximo à sínfise (sem o símbolo º). Essa medida angular nos dá a inclinação do ICI com a mandíbula. Obs: na ficha, o nome da medida está como 1 NB (ângulo) o Distância ICI-NB Distância da incisal do incisivo central inferior à linha NB. Essa medida nos diz o grau de protrusão ou retrusão do dente. O valor normal é de 4mm. Colocamos o valor à frente do dente. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) Se o dente estiver à frente da linha, o valor é positivo Se o dente estiver atrás da linha, o valor é negativo Obs: na ficha, o nome da distância está como 1 NB (mm) o Ângulo Interincisal Interseção dos longos eixos dos incisivos centrais superior e inferior. Essa medida nos diz a inclinação dos dois dentes entre si. O valor normal é de 131º. Colocamos o valor atrás dos dentes incisivos. Obs: na ficha, o nome dessa medida está na tabela como “1:1” o Plano Oclusal União dos pontos médios do entrecruzamento dos primeiros molares e dos incisivos centrais. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Ângulo Plano Oclusal-SN Ângulo formado pela interseção do plano oclusal com a linha SN Essa medida nos dá a relação da superfície oclusal com a base craniana. O valor normal é de 14º. Colocamos seu valor no ramo da mandíbula, próximo à linha por onde passa o plano oclusal. Medimos esse ângulo da mesma forma que fizemos para medir o do plano mandibular, transferindo a reta até a linha SN. Obs: na ficha, o nome do ângulo está como Ocl:SN não costumamos alterar essa relação durante o tratamento ortodôntico. o Distância Pogônio NB (Pog-NB) Distância do ponto Pog à linha NB. Não possui valor normal, é própria de cada indivíduo. Colocamos seu valor à frente do pogônio, entre o osso e o tecido mole. Se o pogônio estiver à frente de NB, o valor é positivo Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) Se o pogônio estiver atrás de NB, o valor é negativo Obs: na ficha, esse valor linear está como Pog NB Essa distância deve estar harmônica em relação à posição do incisivo, para isso calcularemos a relação entre eles. Na ficha, temos a medida Pog 1NB (diferença), que é a diferença entre 1NB (mm) e PogNB. Alguns autores dizem ser ideal termos uma diferença de 0mm para que tenhamos uma face harmônica. Obs: Pessoas que “não tem queixo”, têm um pogônio diminuído e incisivo projetado, o que mostra uma desarmonia. • Perfil de Tecidos Moles o Ponto Meio do Nariz (MN) Localizado próximo à abertura do nariz. o Ponto Lábio Superior (LS) Ponto mais projetado do lábio superior. o Ponto Lábio Inferior (LI) Ponto mais projetado do lábio inferior. o Ponto Pogônio Mole (Pog) Ponto mais projetado no mento em tecido mole. o Linha S (de Steiner) Traçamos uma linha do ponto MN até o Pog e medimos a distância dos lábios até essa linha. Colocamos esse valor à frente de cada lábio. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) Se os lábios estiverem à frente da linha S, o sinal é positivo (temos um perfil convexo). Se os lábios estiverem atrás da linha S, o sinal é negativo (temos um perfil côncavo). Se o lábio tocar a linha, o valor é 0 (temos um perfil reto). Obs: na ficha, essas medidas estão como S-LS (para a distância do lábio superior até a linha S) e S-LI (para a distância do lábio inferior até a linha S). ANÁLISE DE DOWNS: Utilizamos traçados na cor verde. Essa análise tem como plano de referência o Plano Horizontal de Frankfurt. o Ponto Pório (Po) Pório anatômico: ponto mais superior do meato acústico externo (conduto auditivo externo). É importante que os posicionadores estejam na posição correta para que o pório anatômico coincida com o pório mecânico e não haja erro no traçado. o Pório Mecânico (V) Ponto mais superior da parte mais radiopaca de forma circular que corresponde à projeção dos posicionadores auriculares. Marcamos em preto um V no ponto mais superior (a cor verde é só para os traçados). o Ponto Orbitário (Or) Ponto mais inferior da órbita esquerda. o Plano Horizontal de Frankfurt União dos pontos pório e orbitário. É importante fazer um traçado que ultrapasse o nariz, encontrando o longo eixo do incisivo inferior. Traçamos em azul pois esse plano também é referência da análise de Tweed. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Eixo Y União dos pontos S e Gn. Traçamos em verde. o Ângulo Eixo Y Interseção do eixo Y com o plano horizontal de Frankfurt. Esse ângulo é importante pois nos diz a direção de crescimento da mandíbula. O valor normal é de, aproximadamente, 59,4º. Colocamos seu valor, em verde, à frente da fissura pterigo-maxilar. Se a direção do crescimento da mandíbula for mais horizontal, esse ângulo estará diminuído. Se a direção do crescimento da mandíbula for mais vertical, esse ângulo estará aumentado. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Plano Facial União entre os pontos N e Pog (duro/esquelético). o Ângulo Facial Interseção do plano facial com o plano horizontal de Frankfurt. Esse ângulo mede o crescimento ântero-posterior da mandíbula. O valor normal é de, aproximadamente, 87,8º. Colocamos seu valor abaixo do plano horizontal de Frankfurt e atrás do plano facial. Quanto menor for o ângulo (mais fechado; pouca inclinação) menor é o crescimento ântero-posterior da mandíbula (protrusão mandibular); Quanto maior for o ângulo (mais aberto; maior inclinação) maior é o crescimento ântero-posterior da mandíbula (retrusão mandibular); O ângulo facial é diretamente proporcional ao crescimento ântero-posterior da mandíbula. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Linha A-Pog União dos pontos A e Pog (duro/esquelético). o Ângulo da Convexidade Interseção das linhas NA e A-Pog O valor médio é de 0º, ou seja, a linha A-Pog se sobrepõe/coincide à linha NA. Colocamos o seu valor na direção de A-Pog e abaixo da linha horizontal de Frankfurt. ANÁLISE DE TWEED: Essa análise também tem como plano de referência o Plano Horizontal de Frankfurt. É composta por 3 ângulos e 3 linhas traçadas de azul (duas já traçamos anteriormente, o plano facial de Frankfurt e o longo eixo do incisivo central inferior, traçaremos agora o terceiro plano). o Plano Mandibular Plano que sai do ponto mento (Me) e tangencia o bordo posterior do ramo mandibular (diferente do plano mandibular de Steiner, que ia do ponto Go até o Gn). Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Ângulo FMA (Frankfurt Mandibular Angle) É o ângulo do plano mandibular de Tweed em relação ao plano de Frankfurt. Medimos esse ângulo da mesma forma que fizemos para medir o do plano mandibular de Steiner, fazendo projeção da linha. O valor médio é 25º. Colocamos o seu valor acima do plano de Frankfurt, próximo ao meato acústico externo o Ângulo FMIA (Frankfurt Mandibular Incisor Angle) Interseção do plano de Frankurt com o longo eixo do incisivo central inferior. O valor médio é de 68º. Colocamos seu valor no vértice do ângulo. Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) o Ângulo IMPA (Incisor Mandibular Plane Angle) Inrerseçãodo plano mandibular de Tweed com o longo eixo do incisivo central inferior. O valor médio é de 87º. Colocamos o seu valor próximo ao plano mandibular. Obs: Tweed faz a análise a partir desse triângulo de diagnóstico facial. Sabendo que a soma dos ângulos internos de um triângulo deve ser 180º, a soma desses 3 ângulos que analisamos deve, também, ser 180º Ângulo FMA = 25º Ângulo FMIA = 68º 180º Ângulo IMPA = 87 Após todas as medições: Paolla Barboza Ortodontia Aula 4 - Bloco 2 (2019.1) Diagnóstico Interpretar a figura a partir dos ângulos encontrados. • Padrão esquelético Avaliar o ângulo ANB (voltar na transcrição para rever as Classes I, II e III). • Padrão dentário Relação entre os molares (chave de oclusão) e posição dos incisivos nas bases ósseas e entre si. • Crescimento Mandibular o Anteroposterior Ângulos SNB, SND e Plano Facial. o Vertical Ângulos GoGn-SN e FMA. • Classificação de Angle Classe I, II, III. Só para esse exercício, na clínica não se classifica por radiografia. • Perfil Côncavo, reto ou convexo.