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Anatomia Protética Após a perda de uma raiz dentaria o osso alveolar sofre reabsorção devido a falta de estímulos gerados pelos ligamentos periodontais. Na mandíbula: padrão de reabsorção óssea é predominantemente vertical. Ou seja de cima pra baixo. Perde 4 a 6mm no primeiro ano. A,4mm/ano. Na maxila: no rebordo anterior a reabsorção horizontal é o dobro da vertical. ou seja. De fora pra dentro. Nos segmentos posteriores as perdas horizontais e verticais são proporcionais. Perde 2 a 4 mm no primeiro ano. 0,1mm/ano. Essa remodelação óssea afeta o funcionamento de qualquer prótese que apoie sobre o rebordo residual. Rebordo residual = formato que os alvéolos assumem após as extrações dentárias As tensões funcionais geradas pela prótese sobre o osso podem mediar tanto a formação como a reabsorção óssea. Osso que recebe estimulo mecânico mantem atividade equilibrada entre osteoclastos e osteoblastos Osso que não recebe estimulo perde massa, devido a atrofia por desuso Mecanismo de transmissão de forças No dente natural ligamento periodontal No rebordo edentulo mucosa Área de Suporte Dentes Naturais = 45cm² em cada arco PT Superior = 24cm² PT Inferior = 14cm² Quanto maior a área de suporte maior resistência ,maior retenção e estabilidade. A área total de suporte da mandíbula é significativamente menor do que a da maxila, portanto, a mandíbula tem menos capacidade de resistir as forças oclusais do que as maxilas, e um cuidado extra deve ser tomado para minimizar o contato disponível. As áreas de suporte podem ser divididas da seguinte forma: Área de suporte primário mucosa mais espessa e/ou osso menos sujeito a reabsorção (osso cortical) Área de suporte secundário constituído por osso esponjoso sujeito a remodelação (rebordo residual) Zona de alivio tecido fino, frouxo, áreas facilmente traumatizadas Fatores que influenciam a forma e tamanho de ossos de suporte: O tamanho e a forma original do arco antes das extrações; A gravidade da doença periodontal; A quantidade de alveoloplastia no momento da extração dentaria; Forças desenvolvidas pela musculatura circundante Forças aumentadas pelo uso de próteses dentarias O período relativo de tempo que diferentes partes da maxila ficaram edentulas A pré-disposição genética desconhecia para reabsorção óssea. O alicerce para a prótese é constituído por : Ossos e Tecido Mole A base da prótese repousa sobre a membrana mucosa(tecido mole que serve como amortecedor entre a base da prótese e osso de suporte.) Submucosa Espessura e consistência da submucosa - Responsável pelo suporte que a membrana mucosa propicia a prótese. Boca saudável - submucosa firmemente aderida ao periósteo do osso adjacente - suporta com sucesso a pressão da prótese Submucosa delgada -membrana mucosa facilmente traumatizada Submucosa frouxamente inserida no periósteo, inflamada ou edemaciada -membrana se desloca facilmente comprometendo a estabilidade e o suporte da prótese. Maxila O suporte para a prótese total superior é dado pelos ossos maxilares direito e esquerdo e o osso palatino. Os dois processos palatinos e a lamina horizontal do osso palatino ,formam a base do palato duro , provendo considerável suporte para a prótese. A forma e o tamanho do rebordo alveolar residual são dependentes do contorno anatômico do arco dentário do paciente. As paredes laterais dos rebordos são recobertas na prótese final para dar estabilidade contra o deslocamento lateral e para criar um selamento periférico. Rebordo Residual Plano : Resiste ao deslocamento vertical, mas tem pouca resistência ao deslocamento lateral. Arqueado, Triangular ou em forma de V:resiste ao esforços laterais ,mas se desloca com facilidade pelo rompimento do selamento marginal. Arredondado ou em forma de u: melhor prognostico pois suporta o deslocamento vertical e lateral em grau mais elevado. Maxila Tuberosidade Maxilar Pode estar muito baixa Dentes posteriores superiores são mantidos após perda e falta de substituição dos molares inferiores Extruem e trazem o processo ósseo com eles Interferem na prótese inferior . Síndrome da combinação Sinais Clínicos: Aumento da tuberosidade; Mucosa flácida na pré-maxila; Acentuada reabsorção óssea da pré-maxila. Extrusão dos anteriores inferiores Tórus Palatino •Aumento de osso que ocorre na linha média do teto da abóbada palatina; •Presente em 20% da população; •Deve ser removido sempre que possível antes da confecção da PT; •Coberto por uma camada delgada de membrana mucosa; •Prejudica o selamento da PT. Membrana Mucosa Palato duro e crista do rebordo residual são classificados como mucosa mastigatória: Epitélio queratinizados bem definido Falta de movimento Excelentes tecidos de suporte de tensões O uso de prótese não parece ser prejudicial para o epitélio , mas sim a espessura reduzida da superfície queratinizada Quantidade aumentada de queratina está presente em rebordos edentulos quando a qualidade clinica das proteses é boa. Próteses bem adaptadas podem ser importantes na manutenção da condição histológica normal da boca. A remoção das próteses a noite 6 a 8horas é importante pois a um aumento de queratinização e diminui a probabilidade de inflamação da submucosa. Submucosa muito fina na sutura palatina mediana cobre a papila incisiva e o canal nasopaltino tecido fino na região de rugosidades palatinas Áreas de alivio , são áreas facilmente traumatizadas. Maxila – Tecido Mole A papila incisiva orienta a localização da linha média. Os freios são faixas fibrosas inseridas no osso da mandíbula ou da maxila. Quando sua inserção é baixa impede a correta extensão da flange e a correta localização da porta da prótese.O entalhe na prótese na região correspondente ao freio do lábio superior deve ser apenas larga e profunda o suficiente para permitir que o freio possa passar através dele para o paciente mover o lábio superior. A mucosa dos espaços vestibulares é classificada como mucosa de revestimento. Normalmente não queratinizada, com submucosa frouxa. Ligamento Pterigomaxilar Se move pra frente quando a boca é amplamente aberta e cria uma reentrância vertical na borda posterior da prótese distalmente as tuberosidades. Linha de vibração / Linha do “Ah!” É uma linha imaginaria que cruza o palato e marca o começo do movimento do palato mole (AHH) Delimitação da área chapeável Maxila Freio lábial superior Vestíbulo labial Freio lateral Processo zigomático da maxila Vestíbulo bucal Tuberosidade Linha vibratória Papila Incisiva Rugosidade Palatina Rafe palatina Fóveas palatinas Importância da delimitação da área chapeável Evitar sub e sobre-extensão da prótese; Evitar áreas de compressão da fibromucosa; Assentamento da prótese; Vedamento periférico; Retenção, estabilidade e suporte. Mandíbula Constitui o principal componente do aparelho mastigatório , por ser um corpo sólido, resistente e móvel que se movimenta com a ação de músculos que o conduzem ao encontro da maxila. A prótese mandibular deve recobrir toda a zona de suporte e não somente a área de rebordo alveolar, sem interferir com a saúde e função dos tecidos. Há muita perda óssea em altura Teto do canal mandíbulas próximo ao rebordo regiao de trauma zona de alivio Obs: a mesma coisa pode acontecer com o forame mentoniano Anatomia óssea vestibular da mandíbula Linha Oblíqua Externa inserção do músculo bucinador É composta por um osso cortical denso e se situa em ângulos retos com as forças verticais oclusais, e é portanto , uma área de suporte primário da prótese. Crista /linha milohioidea inserção do musculo milo-hioideo Limite inferior da flange lingual da prótese. As glândulas sublinguais e submandibulares estão acima da crista severamente reabsorvida quando o paciente eleva a língua e os músculos milo-hioideos. A prótese ficara comprometida na estabilidade lateral. As flanges vestibular e lingual posteriorespossuem , muitas vezes, o mesmo comprimento que a linha oblíqua externa e o rebordo milo-hióideo.Não pode haver qualquer contato da flange com os músculos bucinador e milo hióideo, mas ambos moldam o comprimento da flange. Tórus Mandibular •Proeminências linguais bilaterais do osso cortical denso •Tecido queratinizado ou não •Normalmente requerem a remoção antes de uma prótese ser confeccionada •Limitam gravemente o limite da extensão da prótese no assoalho da boca. •Torus menores podem apenas exigir alívio na prótese. Estruturas de tecido mole da mandíbula Freio Lateral Esquerdo Freio Labial Freio Lateral Direito Flanco/vestíbulo labial Flanco/vestíbulo bucal Papila Retromola/piriforme Obs: a base distal da prótese deve estender-se até ½ ou 1/3 da papila retromolar. Inserção do Masseter A borda disto-vestibular é limitada pelas fibras verticais do músculo masseter, originária no arco zigomático, e inseridas lateralmente às fibras do bucinador. As forças oclusais ativam o músculo masseter e causam uma protuberância no músculo bucinador, criando o entalhe massetérico na borda póstero-lateral da prótese. Durante a moldagem da borda, esse músculo pode ser ativado pressionando para baixo o mento do paciente, enquanto ele tenta fechar a boca contra essa pressão Delimitação da área chapavel da mandíbula : Freio lábia linferior Vestíbulo labial Forame mentual Freio lateral Linha oblíqua externa Papila retromolar Região disto-lingual Fossa retromiloídea Linha miloídea Sulco alvéolo-lingual Freio lingual