A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
10 pág.
Ca hepatobiliar e colorretal

Pré-visualização | Página 1 de 4

Parte 2 
 
1 Oncologia – Clínica Médica 
NMN 
Oncologia 
Quando falamos em sinais e sintomas relacionados à fígado, mesmo não sendo câncer, a primeira coisa que 
pensamos é icterícia. Além disso, palpação dolorosa, perda de peso, ginecomastia. Mesmo que não seja câncer, um 
paciente com falência hepática vai ter ascite vai perder peso, vai ficar ictérico. 
Sinais e sintomas do Câncer Hepático: 
Subjetivos: 
 Perda de peso; 
 Sintomas relacionados à infecção e febre; 
 Sintomas relacionados à obstrução biliar (icterícia, e prurido). 
Objetivos: 
 Hepatomegalia; 
 Vesícula biliar palpável com icterícia (Sinal de Courvoisier); 
 Acolhia fecal; 
 Colúria; 
 Icterícia. 
O câncer pode estar restrito dentro da vesícula biliar, e não apresentar sintomas. Os carcinomas da vesícula biliar 
vão ter sintomas atribuídos ao trato biliar, e frequentemente existe a suspeita de colecistite ou cólica biliar. 
Colangiocarcinoma (Carcinoma das vias biliares): Perda de peso, sintomas relacionados à infecção, como febre, 
sintomas relacionados à obstrução biliar como icterícia e prurido, e hepatomegalia, vesícula biliar palpável, colúria, 
acolhia fecal, icterícia. Ou seja, são os mesmos sintomas. 
Nomenclatura: 
 Colangiocarcinoma: Carcinoma das vias biliares (Ductos); 
 Hepatocarcinoma: Carcinoma hepático; 
 Câncer de vesícula biliar. 
São três entidades com os mesmos sinais e sintomas, e basicamente os mesmos exames complementares. 
(Imagem): Paciente com ascite, e circulação colateral. Quando fazemos a paracentese desse paciente podemos tirar 
6 litros de liquido, que no outro dia vai estar com o volume igual ou até maior. É um paciente muito sintomático, e a 
evolução do quadro é muito rápida. 
Diagnóstico: 
 Biópsia guiada por ultrassonografia endoscópica; 
 Biópsia laparoscópica; 
 Biópsia por CPRE; 
 Biópsia cirúrgica; 
Para fazer o diagnóstico desse paciente podemos fazer biópsia direcionada por agulha fina, biopsia por CPRE, biopsia 
laparoscópica, e biópsia cirúrgica. A biópsia ligada por ultrassonografia é transcutânea, vamos com uma agulha 
guiada e pegamos um fragmento. A laparoscópica é bem melhor porque temos a visão direta do tumor. 
“Essa aqui” pode fazer disseminação do tumor pelo percurso, e “essa daqui” é mais segura. “Muitos contraindicam 
isso aqui, mas isso aqui ainda é feito”. 
 
 
Parte 2 
 
2 Oncologia – Clínica Médica 
NMN 
Tipos Histológicos: 
 No fígado: Os mais comuns são os hepatocarcinomas, ou carcinomas hepatocelulares (cerca de 80% de 
todos eles). Em seguida, temos os angiossarcomas (que são tumores vasculares que podem aparecer em 
qualquer lugar), e hepatoblastomas. Os hepatoblastomas são hepatocarcinomas que aparecem em crianças. 
 
 
 
 
(Imagem) Fígado cheio de tumor. A chance de cura cirúrgica é nenhuma. É um fígado muito comprometido. 
(Imagem) Esse aqui é um tumor maior, é bem extenso. 
(Imagem) Esse aqui é bem parecido com um tumor primário, só que são metástases. Para diferenciar se é um tumor 
primário ou metástase nem sempre fazemos biópsia. Se é um paciente com histórico de câncer de intestino, e está 
fazendo tratamento ou acompanhamento, e os níveis de marcadores tumorais aumentam eu vou lá e pesquiso. 
Quando eu vejo múltiplos nódulos, com marcador tumoral aumentado, eu já imagino que esse paciente fez 
metástase hepática. Por outro lado, se um paciente dá entrada na emergência com distensão abdominal, 
emagrecido, a gente faz uma TC e vê um tumor, a gente vai chama-lo de tumor primário desconhecido. Ou seja, 
ainda não sabemos se é primário ou metastático. Em suma, como nem sempre vamos conseguir abrir os pacientes 
para fazer biópsia nós vamos pedir outros exames complementares, como os marcadores tumorais. Se o paciente for 
homem, pedimos CSA, CA19, CEIA (?) e faço uma pesquisa pela TC. Se nessa TC aparecer um tumor, por exemplo, em 
pulmão nós já imaginamos que o tumor seja metastático. Mas na maioria dos casos temos que investigar e fazer 
biópsia, exceto nos pacientes que já estão em tratamento ou acompanhamento para um câncer que vamos pedir os 
marcadores tumorais. 
(Imagem) Tumor carcinoide. É um tumor que apenas a retirada cirúrgica é suficiente para a cura, não precisa fazer 
nenhum tratamento complementar. 
 Vesícula biliar: Adenocarciomas (mais de 90% de todos eles), carcinoma papilar, e carcinoma mucinoso. 
(Imagem): Lesão causada por um tumor de vesícula. 
(Imagem): Tumor muito pequeno achado numa paciente assintomática. Esse tumor fica por trás dos cálculos, e só 
conseguimos fazer o diagnóstico na colecistectomia. 
 Vias biliares: Colangiocarcinoma é o mais comum. 
(Imagem): Olhem o tamanho desse colangiocarcinoma! Quando falamos em tratamento é muito difícil porque ele se 
estende pelas vias biliares e pega até um pedaço do fígado. Então, não tem condições de cura cirúrgica. Por isso, o 
prognostico desses tumores é muito ruim. 
As vias biliares estão coladas no fígado, então muitas vezes haverá invasão. 
(Imagem): Senhor totalmente emagrecido e com ascite, “pele osso e barriga”. 
(Imagem): Conseguimos ver a presença de teleangiectasias, e ascite. Observem que o umbigo do paciente chega a vir 
pra fora! 
Exames Complementares: 
 Laboratoriais: Função hepática, LDH (é também um marcador tumoral), coagulograma, albumina, sorologias 
para hepatite B e C. 
 Marcadores tumorais das vias biliares e fígado: alfafetoproteína, CEA, CA19.9 (são os três principais). 
 EDA (Endoscopia digestiva alta): É um exame que não podemos deixar de fazer; ele é importante para ver o 
comprometimento e pesquisa de metástase. 
Tipos histológicos mais comuns no fígado: 
Primário: Carcinoma hepatocelular ou Hepatocarcinoma 
Secundário: Metástase de Pâncreas, Colorretal, estômago, mama, esôfago e pulmão 
Parte 2 
 
3 Oncologia – Clínica Médica 
NMN 
 Raio-X ou Tomografia 
 USG hepática (Pode ser substituída pela RNM ou TC); 
 PET Scan 
 Angiografia (Porque precisamos pensar nos angiossarcomas) 
 Colangioressonancia 
 
(Imagem): Tomografia demonstrando um tumor bem grande. 
(Imagem): Angiografia 
(Imagem): “Esse aqui é para a avaliação dos colangiocarcinomas” 
 
Os principais tumores que fazem metástase hepática são vesícula (78%) e pâncreas (70%). Em seguida, temos colon 
e reto (56%), mama (53%). Praticamente todos os tumores podem fazer metástase hepática. 
 
Prognóstico 
A taxa de sobrevida em 5 anos é péssima, é parecidíssima com ca de pâncreas. 
 
 CA localizado: Sobrevida de 5 anos é de apenas 22%. 
 Regional (É um tumor maior, mas ainda assim está localizado no fígado): Apenas 7% dos pacientes tem 
sobrevida de 5 anos. 
 Metástase a distância: 2% em 5 anos. 
Segundo a experiência da professora, a maioria dos pacientes diagnosticados com CA hepático não sobrevivem a 
mais do que 1 ano e meio após o diagnóstico. 
 
Diagnóstico diferencial 
 Tumores benignos (adenomas hepáticos, hemangiomas, hiperplasia nodular focal ) 
 Abcessos hepáticos 
 Cistos 
 Doenças parasitárias 
 Obstrução 
 Cirrose 
 Infecção 
Síndromes Para-neoplásicas relacionadas: 
− Hipoglicemia, Eritrocitose, Hipercalcemia, Disfibrinogenemia, sinais progressivos de insuficiencia hepática. 
 
Tratamento Hepatocarcinoma: 
 Cirúrgico: A primeira coisa que pensamos em tratamento sempre é cirurgia. Se temos um tumor pequeno 
podemos fazer uma ressecção de segmento anatômico. Se ele está num lobo, eu vou lá e retiro esse lobo 
(segmentectomia). 
 Transplante Hepático; 
 Embolização Portal; 
 Radioablasão (Queima); 
 Crioterapia; 
 Quimioterapia intra-arterial; 
 Quimioembolização (Cisplatina, Lipiodol, Espongel); 
 Quimioterapia com Doxurrubicina e Sorafenibe;