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SERVIÇO SOCIAL E PREVIDENCIA

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SUMÁRIO 
 
SERVIÇO SOCIAL E PREVIDÊNCIA ......................................................................... 4 
POLÍTICAS SOCIAIS E DIREITOS NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO ......... 20 
A PREVIDÊNCIA SOCIAL NO CENÁRIO DE CONTRARREFORMAS .................... 25 
A INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA PREVIDÊNCIA SOCIAL ......................... 32 
ANÁLISE DO PAPEL DO ASSISTENTE SOCIAL NA PREVIDÊNCIA ..................... 47 
A MATRIZ TEÓRICO-METODOLÓGICA E SUA VINCULAÇÃO COM O PROJETO 
ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL ................................................................ 50 
OS DESAFIOS E POSSIBILIDADES DO SERVIÇO SOCIAL NA PREVIDÊNCIA 
SOCIAL ..................................................................................................................... 57 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 71 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Conforme Behring e Boschetti (2006, p. 36), a política social é entendida como 
“processo e resultado de relações complexas e contraditórias que se estabelecem 
entre Estado e sociedade civil, no âmbito dos conflitos e luta de classes que envolvem 
o processo de produção e reprodução do capitalismo”. Ainda segundo essas autoras, 
para a compreensão das políticas sociais recusam-se análises unilaterais tendo em 
vista que: São análises que situam a emergência de políticas sociais como iniciativas 
exclusivas do Estado para responder a demandas da sociedade e garantir hegemonia 
ou, em outro extremo, explicam sua existência exclusivamente como decorrência da 
luta e pressão da classe trabalhadora (p. 37). 
 As autoras citadas reconhecem que as políticas sociais assumem essas 
configurações, contudo, argumentam que tais análises são insuficientes e unilaterais 
porque não exploram as contradições inerentes aos processos sociais e, em 
consequência: Não reconhecem que as políticas sociais podem ser centrais na 
agenda de lutas dos trabalhadores e no cotidiano de suas vidas, quando conseguem 
garantir ganhos para os trabalhadores e impor limites aos ganhos do capital” (p. 38). 
 Partindo dessa premissa, o significado da política social está intrinsecamente 
ligado ao sistema capitalista, pois representa o resultado da luta de classes e, ao 
mesmo tempo, contribui para a reprodução das classes sociais. Faleiros (1991, p. 91) 
aponta que “as medidas de política social só podem ser entendidas no contexto da 
estrutura capitalista e no movimento histórico das transformações sociais dessas 
mesmas estruturas”, acrescenta ainda, que: A análise da política social implica assim, 
metodologicamente a consideração do movimento do capital, e ao mesmo tempo, dos 
movimentos sociais concretos que o obrigam a cuidar da saúde, da duração da vida 
do trabalhador, da sua reprodução imediata e a longo prazo. É necessário considerar 
também as conjunturas econômicas e os movimentos políticos em que se oferecem 
alternativas a uma atuação do Estado (p. 55). 
 Desse modo, as políticas se gestaram na confluência dos movimentos de 
ascensão do capitalismo com a Revolução Industrial, das lutas de classe e do 
desenvolvimento da intervenção estatal. No entanto, “sua generalização situa-se na 
passagem do capitalismo concorrencial para o monopolista, em especial na sua fase 
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tardia, após a Segunda Guerra Mundial (pós-1945)” (BEHRING; BOSCHETTI, 2006, 
p. 47). 
Nas sociedades pré-capitalistas eram notórias algumas responsabilidades 
sociais, a fim de manter a ordem social e punir a “vagabundagem”, simultâneas à 
caridade privada e às ações filantrópicas, sem nenhum caráter sistemático. Eram 
iniciativas pontuais com características assistenciais, identificadas por isso, como 
protoformas de políticas sociais. Merecem destaque as Leis inglesas que se 
desenvolveram no período que antecedeu a Revolução Industrial. Conforme salienta 
Behring e Boschetti (2006, p. 51): Se as legislações sociais pré-capitalistas eram 
punitivas, restritivas e agiam na intersecção da assistência social e do trabalho 
forçado, o “abandono” dessas tímidas e repressivas medidas de proteção no auge da 
Revolução Industrial lança os pobres à “servidão da liberdade sem proteção”, no 
contexto de plena subsunção do trabalho ao capital, provocando o pauperismo como 
fenômeno mais agudo decorrente da chamada questão social. 
 Nesse sentido, segundo as autoras anteriormente citadas, Behring e Boschetti, 
(2006, p. 51): As políticas sociais e a formatação de padrões de proteção social são 
desdobramentos e até mesmo respostas e formas de enfrentamento – em geral 
setorializadas e fragmentadas – às expressões multifacetadas da questão social no 
capitalismo. 
 Diante disso, entendemos que a análise da política social se fundamenta no 
contexto das determinações sócio-históricas, das contradições existentes, as quais 
são geradas pelas lutas entre as diferentes classes sociais. Compreendemos que sua 
gênese e expansão, no sistema capitalista, estão intimamente relacionadas com o 
processo de acumulação e sua forma de organizar o trabalho, com a capacidade de 
luta e resistência dos trabalhadores e com a natureza do Estado. 
 Nessa conjuntura, a previdência social, como política social pública, não está 
desvinculada desse processo. Os primeiros indícios de previdência social vão ocorrer 
de forma gradativa no final do século XIX, período de construção das primeiras 
legislações e medidas de proteção social, em um contexto marcado pela consolidação 
da sociedade burguesa, num momento em que se tem um “reconhecimento da 
questão social inerente às relações sociais no modo de produção, vis à vis ao 
momento em que os trabalhadores assumem um papel político e até revolucionário” 
(CABRAL, 2000, p. 21). 
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 Em virtude desse processo é, também nesse século, que os direitos sociais 
serão gestados, sendo estes resultantes de embates entre as classes sociais que se 
contrapõem, tendo como fundamento a consolidação da propriedade privada, da 
apropriação particular da força de trabalho coletiva, do desenvolvimento de relações 
antagônicas, nas quais determinados grupos sociais se sobrepõem a outros, mediante 
uma forma de sociabilidade marcada pela prevalência dos interesses dos grupos
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