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CAXUMBA 1

Ficha sobre parotidite (caxumba): epidemiologia, definição clínica, agente etiológico e transmissão, períodos de incubação e transmissibilidade, diagnóstico, tratamento, vigilância e medidas de controle, incluindo esquema vacinal.

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PAROTIDITE
(CAXUMBA)
Situação Epidemiológica
 Estima-se que, na ausência de imunização, 85% 
dos adultos têm parotidite infecciosa e 1/3 dos 
infectados não apresentam sintomas. A doença é 
mais severa em adultos.
 As estações com maior ocorrência de casos são o 
inverno e a primavera.
 Costuma apresentar-se sob a forma de surtos, 
que acometem mais as crianças.
Parotidite
Definição
 Doença viral aguda
 A principal e mais comum manifestação desta 
doença é o aumento das glândulas salivares, 
principalmente a parótida, acometendo também as 
glândulas sublinguais ou submandibulares, 
acompanhada de febre. 
 Aproximadamente, 30% das infecções podem não 
apresentar hipertrofia aparente dessas glândulas. 
Cerca de 20% a 30% dos homens adultos acometidos 
apresentam orquite. Mulheres acima de 15 anos podem 
apresentar mastite (aproximadamente 15% dos casos).
Agente etiológico - Vírus da família Paramyxoviridae, 
gênero Paramyxovirus.
Reservatório - O homem.
Modo de transmissão - Contato direto com secreções das 
vias aéreas superiores.
Período de incubação - De 12 a 25 dias; em média, de 16 a 
18 dias.
Período de transmissibilidade - Varia entre 6 e 7 dias antes 
das manifestações clínicas até 9 dias após o surgimento dos 
sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias 
após o início da doença.
Parotidite
Diagnóstico 
O diagnóstico da doença é eminentemente clínico-epidemiológico. 
Existem testes sorológicos (Elisa) ou de cultura para vírus, porém 
não utilizados como rotina.
Tratamento
Não existe tratamento específico, indicando-se apenas repouso, 
analgesia e observação cuidadosa quanto à possibilidade de 
aparecimento de complicações. Nos casos que cursam com 
meningite asséptica, o tratamento também é sintomático. Nas 
encefalites, tratar o edema cerebral e manter as funções vitais.
Tratamento de apoio para a orquite
• Suspensão da bolsa escrotal, através de suspensório, aplicação de 
bolsas de gelo e analgesia, quando necessárias.
• Redução da resposta inflamatória: prednisona
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Objetivo 
Investigar surtos para a adoção de medidas de controle
Notificação 
 Não é doença de notificação compulsória
 Os surtos devem ser notificados
MEDIDAS DE CONTROLE
 Vacinação 
Está indicada antes da exposição. 
Esquema vacinal básico: utiliza-se a 
vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e 
rubéola) aos 12 meses de idade, com uma 
dose adicional entre 4 e 6 anos.
Recomenda-se às mulheres vacinadas 
evitar a gravidez por 30 dias após a 
aplicação. No entanto, se alguma grávida 
for inadvertidamente vacinada, não há 
indicação de interrupção da gravidez.
 Ações de educação em saúde
OBRIGADA!
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