Prévia do material em texto
z Sindromologia Craniofacial Antonio Dionízio de Albuquerque Cirurgião Dentista pela Universidade Federal de Alagoas/Universidade de Coimbra - Portugal R3 do Hospital Municipal Dr Mário Gatti AOCMF Membership Membro do CBCTBMF z Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar. Carlos Drummond de Andrade z ANÁLISE DE PROVAS RECENTES UERJ GATTI UPE MUNICIPAL DE SP USP UFMG UFRN UNICAMP z O que é uma síndrome? ▪ Síndrome (do grego "syndromé", cujo significado é "reunião") é um termo bastante utilizado em Medicina e Psicologia para caracterizar o conjunto de sinais e sintomas que definem uma determinada patologia ou condição. z 1. DOWN 2. Beckwith-Wiedemann 3. Ascher 4. Christ Siemens Touraine 5. Clouston 6. Sjogren 7. Ehlers Danlos 8. Marfan 9. Maffuci 10. Sturge Weber 11. Rendu-Osler-Weber 12. Von Recklinghausen 13. Proteus 14. Neurofibromatose acústica bilateral 15. Noonam 16. Jaffe-Lichtenstein 17. McCune-Albright 18. Mazabraud 19. Löfgren 20. Heerfordt 21. Gardner 22. Peuthz-jhegers 23. Gorlin-Goltz 24. Turner 25. Lemierre 26. Melkersson-Rosenthal 27. Bell 28. Sequencia de Pierre Robin 29. Stickler 30. Van Der Woude 31. Patau 32. Plummer-Vinson 33. Stevens-Johnson 34. Doença de Lyell 35. Eagle 36. Apert 37. Crouzon 38. Treacher Collins 39. Displasia cleidocraniana 40. Goldenhar 41. Parry Romberg 42. Cushing 43. Reye 44. HAND-SCHULLER-CHRISTIAN 45. GORHAM-STOUT 46. Moebius 47. Papillon-Lefévre 48. Guilan barre z SÍNDROME DE DOWN Trissomia do cromossomo 21 Quebras 14 e 21 (mosaicismo) Mais comum: 1:600 (50% dos fetos morrem) Menor cromossomo do corpo humano → 21 R E F E R Ê N C IA z MANIFESTAÇÕES SISTÊMICAS: SÍNDROME DE DOWN • Prolapso da válvula mitral. Cardiopatias em 50% • Baixa estatura • Metabolismo lento Disturbio de tireóide: hipotireoidismo em 32% dos indivíduos. • Monócitos deficientes. • Leucemia transitória na infância em 10% Deficiencia na função leucocitária e produção de linfócitos T. z MANIFESTAÇÕES REGIONAIS: SÍNDROME DE DOWN Instabilidade atlantoaxial (c1 e c2) e rotulofemural Audição SAOS Respirador bucal. • Frouxidão ligamentar • DTM • 70- 80% deficiência auditiva • Micrognatia • Hipotonia Infecção das VAS z MANIFESTAÇÕES CRANIOFACIAIS DA SÍNDROME DE DOWN HIPOTONIA MUSCULAR MICROCEFALIA DISCRETA, HIPOPLASIA DO SEIO FRONTAL. TERÇO MÉDIO HIPOPLÁSICO PERFIL BRAQUICEFALICO FENDAS PALPEBRAIS OBLÍQUAS EPICANTO Manchas de Brushfield – íris z HIPOPLASIA DE NARIZ, MAXILA, ZIGOMA CLASSE III DE ANGLE, MORDIDA ABERTA, PALATO OGIVAL MACROGLOSSIA RELATIVA MORDIDA CRUZADA POSTERIOR z MANIFESTAÇÕES DENTÁRIAS SÍNDROME DE DOWN Baixo índice de cárie Alto índice de doença periodontal Oligodontias Atraso na erupção Apinhamentos z SIALORRÉIA SALIVA COM PH MAIS BÁSICOINCOPETÊNCIA LABIAL MACROGLOSSIA RELATIVA z Síndrome de Beckwith-Wiedemann • 1:15.000 prevalência • Rara Anormalidades no cromossomo 11 • Gigantismo → 4kg ao nascer • Onfalocele → Hérnia humbilical e hipertrofia das vísceras • Macroglossia → 82 a 99% Tríade • Cianose, apnéia, hipoglicemia, defeitos na parede anterior do abdômen. • Cardiopatia, hipertrofia do pâncreas e rins Morte frequente no primeiro ano • Risco aumentados para tumor de Wilms e hepatoblastoma, rabdomiossarcomas e neuroblastomas Ultrassom abdômen de rotina z z Síndrome de Beckwith-Wiedemann Microcefalia, hipoplasia maxilar e prognatismo mandibular Fenda palatina Protusão dos elementos dentários Glossectomia parcial precoce z SÍNDROME DE ASCHER Rara → 50 casos relatados Subtipo da anetodermia Herança autossômica dominante Blefarocalásia → flacidez da pele da pálpebra Lábio duplo → superior 10:1 • Acometimento da mucosa labial Aumento da tireóide atóxico (bócio atóxico) T R ÍA D E z QUESTÃO SIMULADO – UERJ 2015 A condição patológica conhecida por apresentar lábio duplo, blefarocalasia e aumento atóxico da tireoide, é denominada síndrome de: a) Ascher b) Proteus c) Cowden d) Beckwith-Wiedemann z DISPLASIA ECTODÉRMICA 1. Síndrome de Christ Siemens Touraine 2. Síndrome de Clouston Freire-Maia e Pinheiro (1984), no entanto, acreditam que essas doenças não são um complexo de sinais de origem puramente ectodérmica, pois muitas condições revelam uma constelação de sinais de múltiplas origens embrionárias. O nome original permanece apenas devido a considerações históricas e porque os defeitos ectodérmicos são mais severos ou mais evidentes que os demais. z Síndrome de Christ Siemens Touraine • Cabelos ralos e escaçosTricodisplasia • Unhas quebradiçasOnicodisplasia • Ausência de poros e g. sudoríparas. • Hipertermia → risco de vida Disidrose • Conjuntivite e infecções respiratóriasGl. lacrimais e mucosas Xerostomia Alteração na formação da hipófise (lóbulo anterior) Displasia ectodérmica anidrótica ou hipoidrótica (tipo 1) N e v ille z Síndrome de Christ Siemens Touraine Orelhas grandes Proeminencia frontal Alterações no ouvido médio Mento sulcado Hipoplasia maxilar L á b io s p ro tu b e ra n te s Hipodontia → ausência de 1-6 dentes Oligodontia → ausência de mais de 6 dentes Pele periorbital enrugada e hiperpigmentada Um grande número de glândulas sebáceas, porém, pode estar presente na face z Síndrome de Christ Siemens Touraine Diagnóstico • Crianças com inexplicável febre duradoura e anidrose • Características clínicas clássicas Tratamento • Aplicações de acetilcolina • Manutenção da hidratação e resfriamento do corpo • Saliva artificial Biópsia da pele confirma a suspeita • As características histopatológicas da pele mostram uma epiderme fina e achatada com glândulas sudoríparas rudimentares ou ausentes. • As fibras colágenas e elásticas podem estar fragmentadas ou escassas Esta desordem parece mostrar um padrão hereditário ligado ao cromossomo X, com a localização do gene no Xq12-q13.1; portanto, observa-se normalmente uma predominância no gênero masculino z Síndrome de Clouston Rara desordem: autossômica dominante (H:M) Geralmente sem alterações dentárias, e sem anormalidade de transpiração. Anormalidades oculares incluem o estrabismo, conjuntivite e catarata prematura Diminuição da audição, polidactilia e sindactilia. Displasia ectodérmica hidrótica (tipo 2) z Tríade da Síndrome de Clouston Hiperceratose palmoplantar. Alopecia ou hipotricose Unhas distróficas z SíNDROME DE SJOGREN z Síndrome de Sjogren Doença inflamatória autoimune Hiperatividade dos Linfócitos B Não é hereditária Etiologia desconhecida Não é rara • Adultos de meia idade. • Afeta principalmente as gl. Salivares e lacrimais. • Plasmócitos → Reação contra o epitélio dos ácinos da glândula. • Mas pode apresentar influencia genética. • Cogita-se que o Epstein-Barr Virus e o vírus humano Linfotrópico de Cels T, podem participar da patogênese da doença. • 0.5% da população. • 9:1 (F:M) N e v ille z Síndrome de Sjogren Primária • Xerostomia e Xeroftalmia • Ceratoconjuntivite seca • Síndrome sicca Secundária • Associada a uma condição autoimune N E V IL L E 1. Artrite reumatoide 2. Esclerodemia, 3. Doença de graves, 4. Esclerose sistêmica progressiva 5. Lúpus)z Sintomas oculares Sintomas orais Sinais oculares Sinal de comprometimento do fluxo salivar Histopatologia glandular Anticorpos z SINTOMAS OCULARES E ORAIS Critérios subjetivos analisados a partir de questionário Boca seca Olho seco Implicância na qualidade de vida Cárie cervical e instabilidade de próteses N E V IL L E z EXAMES OCULARES: S. SJOGREN N e v ille z EXAMES OCULARES: S. SJOGREN N E V IL L E Evidencia defeitos no epitélio da superfície ocular z Exames complementares: Síndrome de Sjogren • Árvores pouco ramificadas ou carregadas de frutos • Sialectasia puntiforme • Não é diagnóstico Sialografia • Fluxo salivar não estimulado <1,5ml em 15 minutosSialometria • Baixa absorção e esvaziamento retardado do isótopo Cintilografia com Técnesio-99mNev ile z z HISTOPATOLOGIA: S. SJOGREN ▪ Biopsia do lábio: ▪ Infiltrado inflamatório conhecido como lesão benigna linfoepitelial ou sialoadenite mioepitelial. ▪ O ácino é destruído com permanência do epitélio ductal. ▪ Focos linfocíticos ▪ 1 ou mais focos por 4mm² ▪ Cada foco com mais de 50 linfócitos ▪ Biópsia de parótida N E V IL L E z ANTICORPOS: S. SJOGREN N e v ile SS 1° • Anti-SS-A (anti-Ro) • Anti-SS-B (anti-La) SS 2° • Anti-ducto salivar FR – Fator Reumatóide ANA – AC anti-nucleares z N e v ille • Quatro aspectos, sendo a sorologia ou histopatológico positivo. • Três dos itens (III, IV, V, VI) SÍNDROME DE SJOGREN PRIMÁRIA • I ou II associado a DOIS dos III, IV, V. SINDROME DE SJOGREN SECUNDÁRIA z CRITÉRIOS PARA EXCLUSÃO: S. SJOGREN 1. Radioterapia 2. Hepatite C 3. AIDS 4. Linfoma pré-existente 5. Sarcoidose 6. Doença do enxerto – versus – hospedeiro 7. Uso de drogas anticolinérgicas N E V IL L E z TRATAMENTO DA S. SJOGREN ▪ Sintomas são aliviados com tratamentos sintomáticos ▪ Saliva Artificial ▪ Lubrificantes para os olhos ▪ Estimulantes colinérgicos – sialogogos (pilocarpina) ▪ Agentes imunossupressores e terapias dirigidas por células B são principalmente reservados para manifestações de doenças sistêmicas. ▪ Obliterar o canal nasolacrimal → reduz infecções zQUESTÃO SIMULADO – MÁRIO GATTI 2018 A Síndrome de Sjögren é uma desordem autoimune crônica sistêmica que envolve principalmente as glândulas salivares e lacrimais, resultando em xerostomia e xeroftalmia. O diagnóstico pode ser realizado por qual dos procedimentos abaixo? (A) Citologia esfoliativa da mucosa jugal. (B) Antibiograma das glândulas lacrimais. (C) Análise bacteriológica da saliva. (D) Biópsia de glândulas salivares acessórias z SÍNDROME DE EHLERS-DANLOS A síndrome de Ehlers-Danlos (SED) é distúrbio do tecido conjuntivo com uma gama bastante variável Herança autossômica dominante Cutis elástica Hiperextensibilidade da pele, hipermobilidade articular, luxações, cicatrizes atróficas, pele friável e equimoses. Histologicamente, as anormalidades se localizam nas fibrilas de colágeno, com alterações em vários pontos da biossíntese. z SÍNDROME DE EHLERS-DANLOS: COMPLICAÇÕES ▪ Várias complicações clínicas e obstétricas ▪ Lesões do sistema cardiovascular como comunicação interventricular perimembranosa e prolapso das valvas mitral ou tricúspide. ▪ Cicatrização papirácea ▪ Risco de aneurisma aórtico ▪ Colágeno tipo III ▪ Tipo mais grave de SED ▪ Tipo VIII → associada a doença periodontal severa. ▪ Equimose e hemorragia em alguns casos apenas com manipulação da mucosa oral z SINAL DE GORLIN z Síndrome de Marfan Doença congênita hereditária do tecido conjuntivo 1 em cada 10.000 pessoas O padrão de herança é autossômico dominante Penetrância → 50% Base genética na maioria dos casos consiste na mutação de um gene situado no cromossomo 15 Na proteína fibrilina, importante componente na formação das fibras elásticas N e v ille z DOLICOCEFALICO DOLICOCEFÁLICO Miopia e descolamento da retina → O ligamento de sustentação do cristalino frágil leva à mobilidade da lente (subluxação) podendo até se romper (luxação). Hipermobilidade das articulações, dedos longos (aracnodactilia) e alta estatura A flacidez nos ligamentos articulares leva a hipermobilidade articular e a uma perda na contenção do crescimento dos ossos. z Desvio da coluna – escoliose Anormalidades dos olhos, ossos e sistema cardiovascular em graus e aspectos variáveis. z Lesões da AORTA → Esta pode se apresentar inicialmente por dilatação da raiz e do seu anel valvar (no local de origem no coração), levando a insuficiência aórtica progressiva, comumente acompanhada de regurgitação da válvula mitral. Favorece a dilatação das cavidades cardíacas esquerdas. O DEFEITO AQUI ESTÁ NA FIBRILINA, DIFERENTE DA SINDROME DE EHLERS- DANLOS QUE ESTÁ NO COLAGENO. z z Síndrome de Maffuci A síndrome de Maffucci é um transtorno congênito não- hereditário, pertence ao grupo das discondroplasias. Condromas → transformação em condrossarcoma Hemangiomas e lesões angiomatosas. Má formação de cartilagens. N E V IL L E z QUESTÃO SIMULADO – UERJ 2018 ▪ A condromatose esquelética associada ao angioma de tecidos moles é chamada síndrome de: ▪ a) Scheie ▪ b) Maffucci ▪ c) Muir-Torre ▪ d) Beckwith-Wiedemann z Síndrome de Sturge Weber Sinonimo: angiomatose encefalotrigeminal Rara e não hereditária Glaucoma Hiperplasia gengival ipsilateral, pode-se assemelhar a granuloma piogênico • Pode ser devido a proliferação vascular ou tratamento com anticonvulsivantes. z Síndrome de Sturge Weber • Mancha de vinho do porto (nevo flâmeo) • Unilateral ao longo das regiões inervadas pelo trigemeo • Raramente bilateral V1 z Síndrome de Sturge Weber Angioma leptomenÍngeo ipsilateral a mancha facial, associado a convulsão, intelecto baixo e hemiplegia contralateral. Calcificações cranianas: linhas de trilho nos giros/sulcos. z Síndrome de Rendu-Osler-Weber Telangiectasia Hemorrágica Hereditária Rara displasia fibrovascular sistêmica, • Alteração da lâmina elástica e camada muscular da parede dos vasos sanguíneos, o que os torna mais vulneráveis a traumatismos e rupturas espontâneas. Autossômica dominante 1:100.00 Epistaxes recorrentes Malformações arteriovenosas com comprometimento visceral; Anemia ferropriva associada devido as hemorragias N E V IL L E z Telangiectasias em face, mãos e cavidade oral; z QUESTÃO DO SIMULADO - UERJ 2014 A síndrome CREST é uma condição incomum que pode ser uma variante relativamente branda de esclerose sistêmica. A pele facial e o vermelhão do lábio dos seus portadores são comumente afetados por numerosas máculas avermelhadas. Os estudos sorológicos para autoanticorpos anticentrômeros frequentemente ajudam no diagnóstico diferencial entre a síndrome CREST e a síndrome de: ▪ a) Ehlers-Danlos ▪ b) Bloch-Sulzberger ▪ c) Rendu-Osler-Weber ▪ d) Witkop-Von Sallman z NEUROFIBROMATOSE TIPO I Neurofibromatose Tipo I Sindrome de Von Recklinghausen TIPO II Neurofibromatose Tipo II Neurofibromatose acústica bilateral z SÍndrome de Von Recklinghausen Sinônimo: NEUROFIBROMATOSE TIPO 1 • 85% dos casos de NFM • Há 8 formas descritas Doença neurocutânea 1:3.000 Autossômico dominante, penetrância variável • 50% surge por mutação espontânea A NF1 determina a perda de atividade normal da neurofibromina, que se torna incapazde inativar a Ras, a qual permanece ativa e, assim, desregula o crescimento celular e favorece a formação de um possível tumor. z Sindrome de Von Recklinghausen Manchas café com leite (margem suave) Sardas axilares → sinal de Crowe Sardas inguinais Anormalidades ósseas Papilas fungiformes aumentadas N e v ille z R E F E R Ê N C IA Sinal de Lisch Pigmentações elevadas na íris Glioma óptico → tumor ocular Neurofibromas múltiplos (25% tem intrabucal) z Se assemelha a uma “bolsa de vermes” (bag of worms), é considerada patognomônica para a NF1. z N e v ille Risco de tumor maligno da bainha do nervo periférico (neurofibrossarcoma; schwanoma maligno), que tem sido relatado em cerca de 5% dos casos. z n e v ille z SÍNDROME DE PROTEUS HOMEM ELEFANTE A síndrome de Proteus é uma doença complexa e rara, classificada no grupo das hamartoses. Desregulação dos tecidos moles e duros Apresentação fenotípica polimórfica Tumores de crescimento desproporcional e assimétrico, tumores ósseos, malformações vasculares, e depósitos irregulares de tecido adiposo. z NEUROFIBROMATOSE TIPO 2 • Hipoacúsia • Pode evoluir para surdez bilateral Neurofibromatose acústica bilateral Mutação reduz a produção de merlina • Schwannoma, meningioma, ependiomas e gliomas, sendo que a maioria dos doentes desenvolvem schwannoma bilateral do nervo vestibular superior Tumores benignos com baixo potencial de malignizaçãoN E V IL E z NEUROFIBROMATOSE TIPO II; ACÚSTICA BILATERAL z Sindrome de Noonam Baixa estatura, atraso puberal ou criptorquidia. 1:1500 Associada ao querubismo e LCCG Os defeitos cardíacos congênitos são observados em 62% a 90% dos pacientes z z z Displasia fibrosa e síndromes associadas Displasia fibrosa é uma doença benigna e adquirida Espaço medular normal do osso afetado é substituído por tecido fibroso. Monostótica ou poliostótica A depender da fase de desenvolvimento embrionário que ocorre a mutação N E V IL L E z SÍNDROMES ASSOCIADAS A DISPLASIA FIBROSA Síndrome de Jaffe Lichtenstein • Displasia fibrosa poliostótica • Pigmentações café com leite n e v ille BORDOS IRREGULARES z SÍNDROMES ASSOCIADAS A DISPLASIA FIBROSA Síndrome de McCune Albright • Displasia fibrosa poliostótica • Endocrinopatias • Puberdade precoce • Manchas café com leite R E F E R Ê N C IA z SÍNDROMES ASSOCIADAS A DISPLASIA FIBROSA Síndrome de Mazabraud Displasia fibrosa mono ou poliostótica Mixomas intramusculares z z Uso frequente de bifosfonatos no tratamento • Manejo cirúrgico • Recidivas Lesõe extensas • Raro e principalmente na síndrome de Mazabraud Evolução das lesões para osteossarcoma Displasia fibrosa e síndromes associadas N E V IL L E z QUESTÃO SIMULADO – UERJ 2017 18) A desordem caracterizada por displasia fibrosa em combinação com mixomas intramusculares é chamada síndrome de: ▪ a) Jaffe-Lichtenstein ▪ b) McCune-Albright ▪ c) Muir-Torre ▪ d) Mazabraud z SARCOIDOSE A sarcoidose é uma desordem granulomatosa de múltiplos sistemas cuja causa é desconhecida As evidências implicam degradações impróprias de material antigênico com a formação de uma inflamação granulomatosa não-caseosa Duas síndromes clínicas distintas estão associadas à sarcoidose N E V IL L E z SÍNDROMES ASSOCIADAS A SARCOIDOSE • Consiste em eritema nodoso • Linfandenopatia hilar bilateral • Artralgia Síndrome de Löfgren • Aumento de volume parotídeo • Uveíte anterior do olho • Paralisia facial Síndrome de Heerfordt ou febre uveoparotídea z 1. Síndrome de Heerfordt 2. Por ele descrita em 1909 3. A sarcoidose deve sempre ser lembrada em situações de meningite crônica, com envolvimento de nervos cranianos baixos 4. Aumento das parótidas, uveíte crônica e paresias dos nervos cranianos. 5. O diagnóstico geralmente requer a demonstração histológica de granulomas não-caseosos em biópsias. z QUESTÃO UERJ 2017 ▪ A sarcoidose é uma desordem granulomatosa de múltiplos sistemas cuja causa é desconhecida. Duas síndromes clínicas distintas estão associadas a essa doença. A síndrome que está relacionada à sarcoidose e cujos portadores apresentam aumento de volume parotídeo é denominada síndrome de: ▪ a) Löfgren ▪ b) Cowden ▪ c) Heerfordt ▪ d) Murray-Puretic-Drescher z Síndrome de Gardner Autossômica dominante com 100% de penetrância O gene responsável foi mapeado no braço longo do cromossoma 5 e foi identificado como gene supressor do tumor do colo polipoide adenomatoso (APC). A síndrome de Gardner é considerada como sendo parte de um espectro de doenças caracterizadas pela polipose colorretal familiar z SÍNDROME DE GARDNER N E V IL L E z SÍNDROME DE GARDNER R E F E R Ê N C IA • Fibromas, odontomas e OSTEOMAS • 90% exibem alterações ósseas • Precedem as alterações intestinais z Síndrome de Peutz-Jeghers Autossômica dominante Rara → 1:100.000 a 1:200.000 Síndrome da polipose intestinal hereditária com pigmentação melânica N E V IL L E z N E V IL L E Relatos de obstrução intestinal pelos pólipos. Os pólipos intestinais exibem menor taxa de transformação maligna, cerca de 33% aos 60 anos de idade. Lesões semelhantes a sardas em região periorificial e de extremidades z QUESTÃO SIMULADO – UERJ 2018 ▪ A doença cutânea herdada como traço autossômico dominante e, provavelmente, relacionada à mutação do gene STK11, que está localizado no cromossomo 19p 13.3 e que codifica a proteína serina/treonina-quinase, é a: ▪ a) doença de Darier ▪ b) disceratose folicular isolada ▪ c) síndrome de Peutz-Jeghers ▪ d) telangiectasia hemorrágica hereditária N e v ille z Síndrome de Gorlin-Goltz N E V IL L E z N e v ille z N E V IL L E z Ceratocistos odontogênicos múltiplos em 90% dos pacientes Pigmentações puntiformes plantares e palmares. → rara transformação Macrocefalia, circunferência da cabeça aumentada e calcificação da foice cerebral z N E V IL L E z R E F E R Ê N C IA Costelas bífidas, fusionadas e achatadas. z Síndrome de Turner • 1:2500 a 1:5000 nascimentos vivos • Ausência de um cromossomo X É característica do sexo feminino • Carência de estrógeno leva a déficit de crescimento principalmente durante a puberdade. • Geralmente 20cm menor que a média. • Genilatia infantil Hipogonadismo Alterações cardiovasculares z Síndrome de Turner Pescoço alado z Síndrome de Lemierre • Bactéria anaeróbia Fusobacterium necrophorum. • Tipicamente ocorre em adolescentes e adultos jovens saudáveis. 1:1.000.000 A tromboflebite supurativa da veia jugular interna, necrobacilose ou sepse pós- angina • O intervalo entre a infecção faríngea e a tromboflebite geralmente é menor que uma semana. O evento inicial mais frequente é faringite, geralmente associado a envolvimento tonsilar ou peritonsilar. Êmbolos sépticos para o pulmão acontecem por via de regra (97% dos casos), podendo evoluir para abscessos pulmonares e empiema. • Existem casos descritos de infarto cerebral, abscessos pulmonares, trombose de seio cavernoso e abscessos hepáticos relacionados à síndrome Abscessos metastáticos podem ocorrer em outros lugares, gerando principalmente artrite séptica e osteomielite.BAG H E R I z z Síndrome de Melkersson-Rosenthal Desordem rara caracterizada por edema orofacial recorrente • Mais frequente em homens (8:1) Granulomatose orofacial Paralisia facial periférica ou de Bell recorrente Queilite granulomatosa Lingua fissurada Corticóides N E V IL L E z N e v ille z PARALISIA DE BELL Paralisia periférica do VII par 3:10.000 Incidência maior em mulheres grávidas Dor retroauricular 2-3 dias antes da paralisia Hiperacusia → Paralisia do músculo estapédio que torna ausente o reflexo estapedianoREF E R Ê N C IA z Síndrome das lágrimas de crocodilo → devido as fibras do gânglio submandibular se conectarem de forma errônea ao nervo petroso maior. O Paciente lacrimeja após estimulo salivar em 70% dos doentes. z z PARALISIA DE BELL A paralisia facial periférica se manifesta na hemiface ipsilateral, acometendo todos os músculos da expressão facial, sendo causada por lesão do núcleo do nervo facial ou, mais comumente, pelo nervo facial. O grau de disfunção motora facial é avaliada pela escala de House-Brackmann. z Sequencia de Pierre Robin Anomalia ou sequencia de Pierre Robin Fenda palatina Glossoptose • Obstrução de vias aéreas pelo posicionamento posterior e inferior da língua, com pouco suporte da musculatura. • Dificuldade de alimentação. Micrognatia mandibular Isolada ou associada a síndromes • Síndrome de Stickler e síndrome velocardiofacial. N e v ille z R E F E R Ê N C IA z Várias modalidades de tratamento são descritas na literatura: tratamento postural (a criança é colocada em posição prona), intubação nasofaríngea, glossopexia, traqueostomia e, mais recentemente, distração mandibular N E V IL L E z Síndrome de Stickler Artrite-oftalmopatia hereditária Pierre Robin Hipoplasia do terço médio Anomalias oculares Hipermobilidade articular Osteoartrite precoce Alterações auditivas z Síndrome de Van Der Woude A síndrome de Van der Woude é a forma sindrômica mais frequente de fissuras labiais e lábio-palatinas e é causada por mutações no gene IRF6. Apresenta padrão de herança autossômico dominante. 1:50.000 N e v ille z N e v ille Depressão no lábio e/ou no palato e, por isso, tem um risco aumentado de atraso no desenvolvimento da linguagem, incapacidade de aprendizado ou outros problemas cognitivos leves. z SIMULADO – QUESTÃO UERJ 2018 ▪ As fossetas labiais paramedianas apresentam-se como fístulas bilaterais e simétricas em relação à linha média do lábio inferior e podem estar relacionadas a síndromes de: ▪ a) Ascher, van der Woude e Kabuki ▪ b) Ascher, Zinsser-Cole-Engman e Kabuki ▪ c) van der Woude, pterígeo poplíteo e Kabuki ▪ d) Ascher, van der Woude e Zinsser-Cole-Engman As fossetas labiais paramedianas podem ser também componentes da síndrome do pterígio poplíteo e da síndrome de Kabuki. A síndrome do pterígio poplíteo, que está intimamente relacionada à síndrome de van der Woude, caracteriza-se por união poplítea (pterígio), fenda labial e ou fenda palatina, anormalidades genitais e bandas congênitas que unem a maxila à mandíbula (singnatia). z SÍNDROME DE PATAU Trissomia do 13 1:6000 → 45% morrem no primeiro mês Apenas 5% sobrevivem mais de 3 anos Maior sobrevida relatada → 10 anos z Síndrome de Patau O fenótipo inclui malformações graves do sistema nervoso central como arrinencefalia. Defeitos cardíacos congênitos Defeitos oculares • Anoftalmia ou microftalmia Defeitos urogenitais Com freqüência encontram-se fendas labial e palato z Síndrome de Plummer-Vinson Sindrome de Paterson-Kelly ou disfagia sideropênica Tríade • Anemia ferropriva • Disfagia intermitente • Glossite Estomatopirose Fadiga, fraqueza e respiração ofegante Glossite e glossopirose Queilite angular N E V IL L E Risco elevado de carcinoma de células escamosas principalmente na região posterior da boca – 5 a 50% Membrana esofágica z QUESTÃO SIMULADO É característica da síndrome de Paterson-Kelly a seguinte tríade: ▪ a) anemia ferropriva, glossite e disfagia ▪ b) micrognatia, glossoptose e fenda palatina ▪ c) proteinose lipoide, migrognatia e craniossinostose ▪ d) proteinose lipoide, anemia perniciosa e hipertireoidismo z ERITEMA MULTIFORME Condição mucocutânea bolhosa e ulcerativa de patogenia incerta Provavelmente mediado imunologicamente • Deposição de complexos imunes na microcirculação superficial da pele Associado a infecções • Herpes simples • Mycoplasma pneuoniae Medicamentos associados são: 1.AINES (OXICAM) 2.Sulfonamidas 3.Anticonvulsivantes 4.Bactrim (trimetroprim-sulfonamida) 5.Penicilinas N E V IL L E ; G R E E N B E R G z ERITEMA MULTIFORME Eritema multiforme menor Cutâneo e oral Eritema multiforme maior Síndrome de Stevens- Johnson Necrólise epidérmica tóxica Doença de Lyell N E V IL L E z ERITEMA MULTIFORMA MENOR Lesões cutâneas • Principalmente em extremidades Lesões em cavidade oral • Mucosas • Palato • Gengiva • Lábios Tratamento • Suspender medicamentos • Regressão espontânea N E V IL L E A lesão patognomônica tem a aparência em "alvo"; podem evoluir, coalescer, aumentar de tamanho e número z Síndrome de Stevens-Johnson ou Eritema Multiforme Maior • Lesões cutâneas, genitais, orais e oftálmicas • Até 10% do corpo envolvido Envolvimento cutâneo amplo e de mais duas mucosas • 200 tipos de medicamentos são descritos como causa. Geralmente devido exposição a medicamentos. • Pacientes jovens e homens1-7 casos por milhão • 2-10% de mortalidade 3 a 5 semanas → resolução N E V IL L E z Síndrome de Stevens-Johnson • O centro dessas lesões pode ser vesicular, purpúrico, ou necrótico. O eritema cutâneo pode começar como máculas que se tornam pápulas, vesículas, bolhas, placas de urticária ou eritema confluente. • Desprendimento da pele com leve fricção, tornando-a desnuda e suscetível à infecção secundária O sinal de Nikolsky pode estar presente • Os testes de provocação ao agente podem desencadear novo episódio Diagnóstico empírico. N E V IL L E Em metade dos casos nenhuma etiologia é encontrada: as drogas mais comuns são as sulfonamidas e penicilinas (26%) e o agente infeccioso mais relacionado é o herpes simples vírus (19,7%) z SSJ RISCO DE SIMBLÉFARO z NECRÓLISE EPIDÉRMICA TÓXICA SÍNDROME DE LYELL Indivíduos com idade mais avançada que SSJ. Mulheres são mais atingidas 1:1.000.000 Mais de 30% da superfície cutânea acometida 34% de mortalidade Corticoides devem ser evitados em casos de NET Sinal de Nickolsky presente R E F E R Ê N C IA z NET OU DOENÇA DE LYELL Extensa apoptose de queratinócitos que causa um desprendimento da epiderme Entre 10 e 30% da superfície corporal compreende NET ou SSJ? AMBAS z Quando há uma tormenta, os passarinhos escondem-se, as águias, porém, voam mais alto. Indira Gandhi z Síndrome de Eagle; síndrome do estilóide; síndrome da artéria carotídea; estilalgia Calcificação está presente em 18-40% das pessoas Mulheres acima de 30 anos Sintomas associados pela compressão de nervos e vasos Tratamento medicamentoso ou cirúrgico N E V IL L E Conjunto de sintomas e sinais resultantes da ossificação ou aumento doligamento estilohióide secundário a uma hipertrofia da apófise estilóide do osso temporal. z É uma causa importante de nevralgia secundária do glossofaríngeo. Normal <25mm, anormal >30 mm O diagnóstico é dado por meio da junção da sintomatologia e achados imaginológicos: confirmado clinicamente com a palpação cuidadosa da fossa tonsilar. z SÍNDROME DE EAGLE Amigdalectomia Nervos cranianos V, VII, IX e X Fibras nervosas simpáticas das artérias carótidas • Cicatrização adjacente • Disfonia • Disfagia • Tontura • Cefaléia • Síncope • Dor em região de cabeça e pescoço N E IL L E z z CRANIOSSINOSTOSES: Sinostose significa a fusão prematura parcial ou total de uma ou mais suturas que separam ossos do cranio, produzindo malformações. O crânio irá crescer na direção com menor resistência, ou seja, onde não houver sinostose. SÍNDROME DE APERT E CROUZON z TIPOS DE CONFORMAÇÃO CRANIANA BRAQUICEFALIA FUSÃO DA SUTURA CORONAL BILATERAL FUSÃO UNILATERAL DA CORONAL z ESCAFOCEFALIA FUSÃO DA SUTURA SAGITAL. ROSTO DE PEIXE TRIGONOCEFALIA FUSÃO DA SUTURA METÓPICA z z R E F E R Ê N C IA z QUESTÃO GATTI 2014 z SÍNDROME DE APERT ACROCEFALOSSINDACTILIA ▪ Autossômica dominante ▪ 1:160000 ▪ Craniossinostose, principalmente da sutura coronal ▪ Déficit cognitivo ▪ Dificuldades respiratórias ▪ Redução da orofaringe e coanas. N E V IL L E Acrobraquicefalia - crânio em forma de torre Deficiência visual z N E V IL L E Sindactilia do segundo, terceiro e quarto dedos das mãos e dos pés é sempre observada. SÍNDROME DE APERT ACROCEFALOSSINDACTILIA z A proptose ocular é um achado característico, associado a hipertelorismo e inclinação para baixo das fissuras palpebrais laterais Vários casos podem mostrar a deformidade kleeblattschädel (crânio em forma de trevo) z Síndrome de Crouzon Disostose craniofacial ▪ Craniossinostose ▪ 1:65.000 ▪ Autossômica dominante ▪ Características clínicas semelhante a síndrome de Apert ▪ Sinostose em todas as suturas ▪ Coronária, metópica e sagital. ▪ Cefaléia crônica devido PIC aumentada N E V IL L E z Pode surgir devido novas mutações Os pacientes afetados mais gravemente podem exibir um crânio em forma de “trevo” (deformidade kleeblattschädel). As órbitas são rasas, resultando na proptose ocular característica z TRATAMENTO DAS CRANIOSSINOSTOSES A craniectomia precoce costuma ser necessária para aliviar o aumento da pressão intracraniana. O avanço fronto-orbital pode ser realizado para corrigir os defeitos oculares O avanço do terço médio da face para corrigir a hipoplasia de maxila. N E V IL L E z SÍNDROME DE TREACHER-COLLINS OU DISOSTOSE MANDIBULOFACIAL Síndrome de Franceschetti-Zwahlen-Klein RARA → 1:50.000 Autossômico dominante Defeitos em estruturas derivadas do primeiro e segundo arco branquial/faríngeo N E V IL L E Implantação baixa das orelhas e malformações z Hipoplasia do zigoma Face estreita com depressão na bochecha Hipoplasia mandibular Rosto de passarinho ou boca de peixe Complicações respiratórias Hipoplasia ou aplasia de parótida Xerostomia N E V IL L E SÍNDROME DE TREACHER-COLLINS OU DISOSTOSE MANDIBULOFACIAL z SÍNDROME DE TREACHER-COLLINS OU DISOSTOSE MANDIBULOFACIAL Fenda facial lateral • Macrostomia (15%) Fenda palatina • 1/3 dos casos. z QUESTÃO SIMULADO - UERJ 2014 ▪ A síndrome que está relacionada à presença de coloboma ou fenda na parte externa da pálpebra inferior ▪ é a de: ▪ a) Apert ▪ b) Ascher ▪ c) Crouzon ▪ d) Treacher-Collins • Hipertelorismo • Ausência de cílios das pálpebras inferiores medial ao coloboma Fendas palpebrais oblÍquas z DISPLASIA CLEIDOCRANIANA OU DISOSTOSE CLEIDOCRANIANA Representa uma desordem generalizada das estruturas esqueléticas. • 1:1.000.000 Ausência ou hipoplasia das clavículas Retardo na ossificação das suturas cranianas • Manutenção das fontanelas abertas por longos períodos A sutura sagital é deprimida, dando ao crânio o aspecto achatado, com as bossas frontal, parietal e occipital proeminentes. z Nanismo frequente. Ou baixa estatura. Geralmente, o paciente apresenta aspecto de prognata devido ao crescimento deficiente da maxila ATRASO NA EXFOLIAÇÃO DOS DESCIDUOS E ERUPÇÃO DOS PERMANENTES z Displasia cleidocraniana n e v ille Na observação das radiografias dentárias, o achado mais forte é a presença de numerosos dentes permanentes não erupcionados e dentes supranumerários, muitos dos quais exibem formas distorcidas de coroa e raiz z TRATAMENTO ODONTOLÓGICO DA DISPLASIA CLEIDOCRANIANA O tratamento odontológico pode ser o problema principal. Opções terapêuticas incluem: Extrações de todos os dentes com confecção de prótese total Autotransplante de dentes impactados selecionados seguido por restauração protética. Exodontia de decíduos e supranumerários seguida da exposição dos dentes permanentes e tracionamento ortodontico N E V IL L E z Sindrome de Goldenhar ou Microssomia hemifacial A síndrome de Goldenhar faz parte do espectro óculo-aurículo-vertebral Microssomia hemifacial • Um lado sempre mais afetado. • 70% unilateral Anomalias cardíacas; anomalias renais e de sistema nervoso central. zHipoplasia malar e/ou mandibular; Fenda em palato e/ou lábio Microtia; apêndices pré-auriculares e displasia de ouvido externo Lipodermóides epibulbares → manchas brancas no olho Microftalmia Hipoplasia da musculatura facial; z Síndrome de Parry-Romberg ou Atrofia hemifacial progressiva Condição degenerativa rara de causa obscura Cogita-se a possibilidade de má função da inervação simpática cervical, reação autoimune e trauma. Infecção por espécies de Borrelia (doença de Lyme). Essa rara desordem é caracterizada por atrofia facial unilateral Afeta pele, subcutâneo, músculo e, raramente, estruturas osteocartilaginosas adjacentes. Pode ocorrer bilateral Forma localizada de esclerodermia N E V IL L E z R E F E R Ê N C IA • Duas primeira décadas de vida e mulheres são mais acometidas. • Tratamento: lipoenxertia gordurosa quando a doença estiver estável (2-10 anos) e imunossupressores enquanto ativa. • A hemiface esquerda é a mais atingida e pode estender-se para o hemicorpo ipsilateral. A boca e o nariz são desviados para o lado afetado Enoftalmia z QUESTÃO SIMULADO - UERJ 2014 ▪ Dentre as síndromes abaixo, a que pode ser considerada uma forma localizada de esclerodermia denomina-se: ▪ a) síndrome Parry-Romberg ▪ b) síndrome de Cowden ▪ c) síndrome de Ascher ▪ d) síndrome de Eagle Alguns pacientes apresentam uma linha de demarcação, entre a pele normal e a pele afetada, próximo à linha média da fronte, conhecida como esclerodermia linear “en coup de sabre” (“golpe de espada”). (Neville) z QUESTÃO SIMULADO A Doença de Romberg é conhecida como: a) hipertrofia da mandíbula. b) hipertrofia de ossos parietais. c) hipertrofia dos ossos frontais. d) atrofia hemifacial progressiva. e) atrofia do nervo facial. z QUESTÃO SIMULADO - UFRN 2015 O reconhecimento das anomalias de desenvolvimento facial é fundamental para a elaboração do plano de tratamento e definição das técnicas de cirurgia ortognática e reconstrucão facial a serem empregadas. Por exemplo, a síndrome de Parry-Romberg é caracterizadaA) pela plagiocefalia. B) pela microssomia hemifacial. C) pela hiperplasia hemimandibular. D) pela hemiatrofia facial. z Síndrome de Cushing ou Hipercortisolismo Aumento continuado nos níveis de glicocorticoide Uso excessivo de corticóide, por via oral, injetável ou mesmo tópica, como nasal Produção excessiva de cortisol, seja por tumor das supra-renais (também chamadas adrenais) ou por tumor produtor de ACTH, que é o hormônio hipofisário que estimula as adrenais. • Tumor de hipófise ou adrenal → conduz ao quadro semelhante ao uso crônico de corticoides. 20mg por dia de prednisona durante vários meses + sintomas → diagnóstico. N E V IL L E z Obesidade centrípeta 1. Ocorre na face e no abdômen 2. Membros são finos e com atrofia da musculatura z R E F E R Ê N C IA Aparecem estrias largas e de cor violeta (geralmente no abdome e raiz dos membros) Pode causar diabetes, osteoporose e hipertensão z z ATENDIMENTO DO PACIENTE IMUNOSSUPRIMIDO/CUSHING Atendimento preferencial pela manhã Aproveitar os níveis de liberação endógenos de cortisol matinal Suplementação, pesar dose x stress do tratamento Administrar de 25 a 100mg de hidrocortisona no dia do atendimento. Sedação com benzodiazepínicos ou oxido nitroso Visa reduzir a demanda de cortisol pelo stress. z Síndrome de Reye É uma afecção rara mas muito grave e com frequência mortal, que provoca inflamação do cérebro e acumulação rápida de gorduras no fígado. Constitui uma encefalopatia não inflamatória aguda e grave, com infiltração lipídica de diversas vísceras. Os vírus A e B da gripe ou o vírus da varicela, podem estar implicados, talvez em combinação com a ingestão de aspirina, a qual pode aumentar até 35 vezes o risco de contrair a síndrome de Reye. z SIMULADO - HMMG 2018 Correlacione abaixo, os tipos de anti-inflamatórios não-esteroidais com o respectivo efeito colateral que, normalmente, podem ▪ provocar. ▪ 1. Ácido acetilsalicílico ▪ 2. Paracetamol ▪ 3. Dipirona ▪ a. ( ) Agranulocitose ▪ b. ( ) Hepatotoxicidade ▪ c. ( ) Síndrome de Reye (A) a-3 / b-2 / c-1 (B) a-2 / b-3 / c-1 (C) a-1 / b-2 / c-3 (D) a-3 / b-1 / c-2 z SINDROME DE HAND-SCHULLER- CHRISTIAN A Histiocitose de celulas de Langerhans é uma desordem que inclui anormalidades que resultam da proliferação anormal das células de Langerhans ou seus precursores Pacientes jovens Hand-Schüller-Christian inclui a tríade: • Lesões ósseas, exoftalmia e diabetes. • Forma crônica e disseminada n e v ille z GORHAM-STOUT SÍNDROME OU DOENÇA DO OSSO FANTASMA Doença do osso fantasma Osteólise idiopática Ossos do crânio, cintura escapular e pélvica Não há predileção e ligação genética descrita 57% com trauma associado z Síndrome de Moebius Alterações aos pares cranianos • Principalmente VI e VII Paralisia facial periférica Estrabismo convergente Isquemia fetal transitória • Tentativa de aborto com misoprostol z Síndrome Papillon-Lefévre Esta desordem autossômica recessiva demonstra predominantemente manifestações orais e dermatológicas O principal locus do gene no cromossomo 11q14-q21 e revelaram mutação e perda da função do gene da catepsina C. • Resposta imune alterada a infecção • Alterações cutâneas N e v ille z N E V IL L E z QUESTÃO SIMULADO ▪ O que corresponde a doença Papillon-Lefévre? ▪ (A) Úlceras traumáticas no ventre da língua do bebê causado por um traumatismo dos incisivos centrais durante a amamentação. ▪ (B) Síndrome conhecida como ceratose palmoplantar com periodontopatia. ▪ (C) Patologia caracterizada por anemia ferropriva, observada em associação de glossite e disfagia. ▪ (D) Alteração causada por vesículas superficiais que estão associadas com a paralisia facial e língua fissurada. z SÍNDROME DE GUILLAIN BARRÉ Bactéria Campylobacter jejuni, citomegalovírus, vírus Epstein-Barr (EBV), Mycoplasma pneumoniae, Haemophilus influenzae, vírus da influenza A, hepatite B e E, e vírus da imunodeficiência humana (HIV). Atualmente, também há registros de casos de SGB associados a infecções pelos vírus da dengue, chikungunya e Zika z z Referências z ▪“Apenas seja quem você quer ser, não o que os outros querem ver.”