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Nome: Daniela Silva Santos RA: 4981850 Turma: 003207A04 Professor: Dr. Eduardo Tognetti Avaliação Continuada – Atividade APS Tema: “Princípios que Norteiam a Administração Pública e ato administrativo”. Podemos conceituar Administração Pública como sendo todo o sistema de governo, todo o conjunto de ideais, atitudes e normas, processos, instituições e outras formas de conduta humana, que determinam como se distribui e se exerce a autoridade política e como se atendem aos interesses públicos. O que seria da sociedade moderna sem a administração já que esta é importantíssima para a manutenção da ordem, visto que, regula e literalmente ordena os meios de subsistência de determinado regimento, não difere, portanto, esta importância nos órgãos públicos havendo necessidade de haver administração dos bens destes de forma mais aperfeiçoada possível, pois a inaplicabilidade da administração pública adequada poderá ter comprometimentos na ordem estatal seja na remuneração dos cargos ou nos modos de ingresso e estes por exemplo. A Administração pública, para atingir seus objetivos de gestão dos bens e interesses da comunidade e materialização da política governamental, deve seguir os princípios a seguir. 1. Princípio da Legalidade Este princípio, juntamente com o do controle da Administração pelo Poder Judiciário, nasceu com o Estado de Direito e constituiu uma das principais garantias de respeito aos direitos individuais. A administração pública só pode agir quando houver lei que determine sua atuação. Assim, a eficácia da atividade da administração pública está condicionada ao que a lei permite ou determina. Enquanto em âmbito dos particulares, o princípio da legalidade significa que o administrador só pode fazer com que a lei autorize ou determine. Este princípio é o que melhor caracteriza o Estado de Direito, pois o administrador público não pode agir de acordo com a sua própria vontade e sim de acordo com o interesse do povo, titular do poder. Como, em última instância, as leis são feitas pelo povo, através de seus representantes, pressupõe-se que estão de acordo com o interesse público. 2. Supremacia do Interesse Público Chamado de supraprincípio, o Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o privado, ainda implícito na ordem jurídica, significa que os interesses da coletividade são mais importantes que os interesses individuais, portanto, a Administração Pública tem poderes especiais, não conferidos aos particulares. A administração Pública está em uma posição de superioridade em relação aos particulares. 3. Impessoalidade O administrador público deve ser impessoal, tendo sempre como finalidade a satisfação do interesse público, não podendo beneficiar nem prejudicar a si ou determinada pessoa. Este princípio se subdivide em dois aspectos: Como determinante da finalidade de toda atuação administrativa: Este princípio pode ter por consequência benefícios ou prejuízos para alguém, porém o administrador deverá sempre visar o interesse público, sob pena de tal ato ser considerado nulo por desvio de finalidade. Como vedação o que o agente público valha-se das atividades desenvolvidas pela administração para obter beneficio ou promoção pessoal: É vedado a promoção pessoal do agente público pela atuação como administrador. 4. Princípio da Moralidade A moral administrativa está ligada à ideia de ética, probidade e de boa-fé. Não basta que a atuação do administrador público seja legal, precisa ser moral também, já que nem tudo que é legal é honesto. Ato contrário a moral não é apenas inoportuno ou inconveniente é considerado nulo. 5. Princípio da Publicidade Este princípio é tratado a cerca de dois prismas: Exigência de publicação em órgão oficial como requisito de eficácia dos atos administrativos gerais que devem produzir efeitos externos ou onerem o patrimônio público enquanto não for publicidade, o ato não pode produzir efeito; Exigência de transparência da atuação administrativa finalidade de possibilitar, de forma mais ampla possível, controle da administração pública pelo povo. 6. Princípio da Eficiência O princípio da eficiência foi inserido no artigo 37da CF. Este princípio visa atingir os objetivos de boa prestação dos serviços, de modo mais simples, rápido e econômico, melhorando a relação cisto beneficio da atividade da administração pública. 7. Princípio da Publicidade A exigência de publicidade em órgão oficial como requisita de eficácia dos atos administrativos gerais que devam reproduzir efeitos externos ou onerem o patrimônio público enquanto não for publicado, o ato não pode produzir efeitos. Exigência de transparência da atuação administrativa finalidade de possibilitar, de forma mais ampla possível, controle de administração pública pelo povo. 8. Princípio da Moralidade A moral administrativa está ligada à ideia de ética, probidade e de boa-fé. Não basta que a atuação do administrador público seja legal, precisa ser moral também, já que nem tudo que é legal é honesto. 9. Princípio da Eficiência O princípio da eficiência visa atingir os objetivos de boa prestação dos serviços, de modo mais simples, rápido e econômico, melhorando a relação custo/benefício das atividades da administração pública. O administrador deve ter planejamento, procurando a melhor solução para atingir a finalidade e interesse público do ato. A constituição federal no seu artigo 37, caput, indica de maneira expressa, os princípios da administração pública (direta e indireta). LIMPE. São os princípios da administração Pública, seja direta ou indireta: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Legalidade: Princípio da básico de todo o Direito Público ‘’significa que o administrador público está, em toda sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei, e às exigências do bem comum’’. Impessoalidade: Também denominada de princípio da finalidade, que impõe ao administrador público a obrigação de somente praticar atos para o seu fim legal, ou, seja, aquele indicado pela norma do Direito, não havendo buscar a realização de fins pessoais. Moralidade: Não se trata de modo comum, mas, jurídica, que traz ao administrador o dever de não apenas cumprir a lei formalmente, mas cumprir substancialmente, procurando sempre o melhor resultado para a administração. Publicidade: Trata-se da divulgação oficial do ato para o conhecimento público. De início, todo ato administrativo deve ser publicado, cabendo o sigilo somente em casos de segurança nacional, investigação policiais ou interesse superior da administração. Eficiência: Esse princípio exige que a atividade administrativa seja prestada com presteza e rendimento funcional, exigindo a concretização de resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e seus membros. Princípio da Presunção de Legitimidade ou de Veracidade A presunção de veracidade dos atos administrativos deve ser relativizada quando fundamentar atos administrativos sancionatórios a fim de que o Poder Público prove o fato gerador da sanção aplicada a não atribua ao sujeito uma exigência ilegal, com a prova de inocência, ou impossível, como a prova de não ocorrência de um fato. A primeira divergência doutrinaria é quando à nomenclatura empregada. Enquanto Celso Antônio Bandeira de Mello (2009, p. 411) e a maioria da doutrina utilizam apenas terminologia presunção de legitimidade para as presunções de conformidade com o Direito e correção dos fundamentos de fato, para Maria Sylvia di Pietro (2009.p.197/198) Presunção de Legitimidade diz respeito à conformidade do ato com a lei; em decorrência desse atributo, presumem-se, até prova em contrário, que os atos administrativos foram imitidos com observância da lei. A presunção da veracidade diz respeito aos fatos; em decorrência desse atributo, presumem-se verdadeiros os lados alegados a administração. Assim ocorre com relação às certidões, atestados, declarações,informações por ela fornecidas, todos adotados de fé pública. Em outras palavras, presunção e legitimidade ou legalidade significa que são carretas a interpretação e a aplicação da norma jurídica pela administração enquanto presunção de veracidade significa que os atos alegados pela administração existem, ocorrem, são verdadeiros. A jurisprudência, de modo geral, utiliza a expressão de legitimidade e veracidade, ambas como decorrentes de atos administrativos, sem fazer distinções entre elas, conforme se percebe nos seguintes julgados: A autoexecutoriedade dos atos da União, ao proceder da fiscalização aduaneira, permite a imediata exigência de suas decisões, não obstante seja frequentado ou administrado, no caso do contribuinte, demonstrar que a decisão seja incorreta ou que esteja inquirida de vícios. Observa-se que em virtude de outro atributo do ato – a presunção de legalidade – caberá àquele que se insurge contra o ato do ônus de provar a ausência de legalidade, legitimidade e veracidade que lhe são presumidas. (TER-4 APELAÇÃO CIVIL AC 7734 PR 2007.70..02.007734-5)(grifamos) Tratando do Ato Administrativo que goza da presunção de legalidade e veracidade, compete à parte a autora, nos termos do art. 333 , I, de provar o fato constitutivo do seu direito, o que não ocorreu na espécie. (TJBA APELAÇÃO CÍVEL N 11.503-6/2009) (grifamos) Utilizamos indistintamente a terminologia presunção de legitimidade pois, conforme acima explicando, o objetivo não é discutir a presunção de legitimidade em si, ou a nomenclatura a ser utilizada, mas negar que tal presunção dê ensejo à inversão do ônus da prova. "AÇÃO DE INDENIZAÇÃO – CORRETAGEM – REVELIA - PRESUNÇÃO JURIS TANTUM DE VERACIDADE DAS ALEGAÇÕES CONTIDAS NA EXORDIAL NÃO ELIDIDA, CORROBORADA POR PROVA DOCUMENTAL - CORRETOR-RÉU QUE SE APROPRIOU, INDEVIDAMENTE, DO VALOR RECEBIDO NA VENDA DE IMÓVEL – DANOS MATERIAIS CONFIGURADOS – INDENIZAÇÃO DEVIDA – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO IMPROVIDO. Não sendo contestada a ação, se presumirão aceitos pelo réu, como verdadeiros, os fatos articulados pelo autor, mormente quando corroborados impor prova documental". (TJSP; Apelação Cível 0000262-70.2015.8.26.0180; Relator (a): Renato Sartorelli; Órgão Julgador: 26ª Câmara de Direito Privado; Foro de Espírito Santo do Pinhal - 1ª Vara; Data do Julgamento: 25/04/2019; Data de Registro: 26/04/2019). AGRAVO DE INSTRUMENTO. Liminar. Pretensão de suspender diversas multas, por alegada falta de notificação. Impossibilidade. Necessidade de esclarecimentos sob o crivo do contraditório, com a manifestação da ré e juntada de informações acerca da situação cadastral dos veículos, bem como de eventuais notificações. Presunção de legalidade e legitimidade dos atos administrativos. Ausência da verossimilhança das alegações. Precedentes. Decisão mantida. Recurso improvido. (TJSP; Agravo de Instrumento 2078125-84.2019.8.26.0000; Relator (a): Claudio Augusto Pedrassi; Órgão Julgador: 2ª Câmara de Direito Público; Foro Central - Fazenda Pública/Acidentes - 6ª Vara de Fazenda Pública; Data do Julgamento: 26/04/2019; Data de Registro: 26/04/2019) Nesse diapasão, impõe-se nova interpretação à presunção de legitimidade dos atos administrativos para espantar, de uma vez por todas o fantasma de inversão do ônus da prova nos processos administrativos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 22. ed.2. reimp. São Paulo: Atlas, 2009 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 14.ed. São Paulo: Editora araiva, 2009.