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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP CURSO DE PEDAGOGIA Carlos Henrique P. Feliciano da Luz – RA: N22885-7 - Turma:PD3P13 ETAPAS DO GRAFISMO Campus Marquês 2019 Sala: 113 INTRODUÇÃO Considerando as recentes aspectos apresentados para entender onde é primordial, para quem atua na área da Educação Infantil e fundamental anos inicias e finais, a compreensão e o conhecimento das fases do desenho infantil e juvenil, onde sua relação com a evolução do desenvolvimento humano. O desenho é a manifestação de necessidades vitais pelas quais a criança terá que passar, ou seja, conhecer e agir sobre o mundo e comunicar - se com este mundo. A criança faz rabiscos inicialmente sem atribuir sentido, posteriormente o investe de significado de seu mundo imaginário. A partir deste momento, cada etapa do grafismo passa a representar um universo e uma identidade pessoal e por isso é tão importante. O importante é respeitar os ritmos de cada criança e permitir que ela possa desenhar livremente, sem intervenção direta, explorando diversos materiais, suportes e situações. DESENVOLVIMENTO O desenho pode ser também uma forma de expressão, comunicar as ideias, pensamentos e sentimentos. O trabalho foi realizado com crianças de 02, 04, 06, 08, 10, 12 e 15 anos de idade, deixando a livre autonomia de desenhar. Criança: Rafael – 2 anos de idade Figura 01: Garatuja. Nota-se a despreocupação da intencionalidade sobre o desenho. (Criança de 2 anos). O autor Lowenfeld (1976), como outros autores também acreditam que os desenhos das crianças ajudam a desenvolver fases para o estudo, onde Rafael apresenta a fase Garatujas desordenadas nessa fase pode ser encontrada entre crianças de 1 a 2 anos de idade, conhecida como primeiro contato da criança com lápis e papel; Desenha pelo prazer do movimento, muitas vezes não olha para o que faz, variam as formas de segurar o lápis e geralmente utilizam as duas mãos alternadamente, Desenha linhas e figuras abertas, linhas verticais e horizontais, num amplo movimento vai e vem e não há uma representação especifica de desenho. Nesta fase a criança, está vivendo seus gestos instintivos, ou seja, é o responsável pelo prazer orgânico “causando expansão às necessidades motoras. Nesta fase, a criança expressa, através de seus traçados, ternura e confiança ou medo e agressividade” (SOUZA, 2010, p. 20) Criança: Isabella – 4 anos de idade Figura 02: Início da Fase da Figuração Pré – Esquemática. Desenho de uma criança de 4 anos, onde observa-se a formação da figura humana, de um cenário e da possibilidade de nomeação. Isabella apresenta a fase Pré-esquema (3ª Fase) onde começa estruturar seu desenho como linguagem (bonecos, casa, árvore e sol); Os símbolos estão relacionados com a criança que é o centro do universo. O autor Lowenfeld (1976) pontua que a criança nesta fase também desenha sobre uma linha de base no caso deste desenho a grama que serve para sustentar seus desenhos e seria o chão, onde ela poderá colocar tudo o que quiser sobre ele. Criança: Sarah – 6 anos de idade Figura 03: Figuração Esquemática. Desenho de uma criança de 6 anos, que desenha a linha de base, ainda organiza em uma ordem no desenho e escrita. Sarah apresenta a fase Esquema I que é encontrada entre crianças de 6 a 7 anos de idade, onde encontramos o que elas mais gostam de traçar: figuras geométricas, principal característica nesta fase, que a partir disso surge outro elemento marcante que é a superposição com transparência, que faz ser possível ver os elementos dentro das casas, prédios, carros e no caso de Sarah a Estrutura geométrica da Girafa. Usa as formas que começam a se organizar sobre linhas onde o limite da mesma como linha de base, utilizam formas crescentes e o grande desafio é preencher o espaço, preocupação em localizar as formas no espaço do desenho. Sendo que, mesmo que não desenhem perfeitamente, elas não sentem a necessidade de corrigi-los, pois acreditam no que desenham e ficam determinadas sobre isto. A partir desta reflexão, apresentaremos as fases do realismo que é destacado por Luquet (1969): Criança: Maria Fernanda – 8 anos de idade Figura 04: Figuração Esquemática II. Desenho de uma criança de 8 anos, que desenha a linha de base, ainda organiza em uma ordem no desenho e escrita. Maria Fernanda apresenta a fase Esquema III bem próximo do realismo onde é encontrada entre crianças de 8 a 9 anos de idade, essa fase é caracteriza como num jogo de equilíbrio, as formas e todas as espécies de sinais gráficos se estruturam, se compõem, sugerindo as figurações como casas, pessoas, plantas, carros, animais e etc. pelo simbólico onde conseguimos visualizar que a mesma tem compreensão do animal a Coruja, onde a própria tem seus hábitos e sua flora e fauna. A criança também tem a diferenciação e a identificação de formas demostrado na figura acima e existência da memória, da seleção de interesses, e principalmente de habilidades motoras. Segundo Lowenfeld (1976), neste estágio as crianças fazem as figuras humanas ou animais e de objetos de acordo com seu mundo, ou melhor, elas representam o que está em seu entorno com uma “intenção figurativa simbólica” (SOUZA, 2010, p. 23). Usam diversos traços (linhas, círculos, formas ovais) que podem ser caracterizados como membros de suas figuras, como: braços, pernas, olhos, cabeça, que posteriormente poderão ser enriquecidos com muitos outros detalhes. Criança: Giulia Cristina – 10 anos de idade Figura 05: Inicio do realismo. Desenho de uma criança de 10 anos, que desenha a linha de base, organiza em uma ordem no desenho e escrita. Segundo Lowenfeld (1976), neste estágio as crianças fazem as figuras humanas ou animais e de objetos de acordo com seu mundo, ou melhor, elas representam o que está em seu entorno com uma “intenção figurativa simbólica” (SOUZA, 2010, p. 23). Usam diversos traços (linhas, círculos, formas ovais) que podem ser caracterizados como membros de suas figuras, como: braços, pernas, olhos, cabeça, que posteriormente poderão ser enriquecidos com muitos outros detalhes. Giulia apresenta a fase do início do realismo parecido bastante com Maria Fernanda que é encontrada entre crianças de 9 a 10 anos de idade, essa fase é caracteriza a forma e o fundo são conquistados, havendo apuramento da decoração do espaço no animal, aparece as perspectivas nos desenhos e acentua-se a necessidade do trabalho em grupo e da diversificação de suas técnicas os esquemas apresentados nas fases anteriores são abandonados. A figura humana apresenta detalhes em sua constituição, onde se procura caracterizar os sexos. A cor agora é percebida em suas variações. Surge a noção de sobreposição de planos e objeto. Criança: Henrique – 12 anos de idade Figura 06: Inicio do realismo. Desenho de uma criança de 12 anos, que desenha a linha de base, organiza em uma ordem no desenho e escrita. Henrique apresenta a fase do início do realismo que é encontrada a partir de crianças 11 anos de idade, essa fase é caracteriza a forma onde a criança chega ao início do realismo quando ultrapassa a frustação do enfrentamento com o real. A forma e o fundo são conquistados, havendo na realidade da criança no caso de Henrique tendo um apuramento da decoração com a riqueza de detalhes nas perspectivas nos desenhos. Tem a necessidade do trabalho em grupo e da diversificação de técnicas. Luquet (1969), por sua vez não acredita que a cultura é o principal fator do desenvolvimento do grafismo, mas sim as tendências do realismo, que seriam as representações que chegariam mais próximas da realidade, ou seja, os objetos desenhados seriam percebidos de acordo com o real. E por ser o primeiro autor a definir as primeiras fases do desenho da criança. Criança: Brenda – 15 anos de idade r; Figura 07: Inicio do realismo. Desenho de uma criança de 15 anos, que desenha a linha de base, organiza em uma ordem no desenho e escrita. Nesta última fase,a criança se encontra mais detalhista, desenhando tudo o que vê. Além do mais, também percebe-se como ser integrante de uma sociedade, iniciando a exploração de seus pensamentos a respeito do mundo, descobrindo a importância do trabalho coletivo, que é mais produtivo em grupo do que individualmente, pois para Lowenfeld (1976), esta fase também é caracterizada como idade da “turma”, pois percebem que tarefas podem ser realizadas em conjunto. Brenda apresenta a fase do início do realismo que é encontrada a partir de crianças 12 anos de idade, essa fase é caracteriza a forma onde a criança chega ao início do realismo quando ultrapassa a frustação do enfrentamento com o real. A forma e o fundo são conquistados, havendo na realidade da criança no caso de Brenda tendo um apuramento da decoração com a riqueza de detalhes nas perspectivas nas flores. Onde possui a necessidade do trabalho em grupo e da diversificação de técnicas. CONCLUSÃO Pela observação dos aspectos analisados a diferença do grafismo de cada criança e como ser único e individual. Foi incrível analisar e deixar a criança livremente descrever o que estava pensando em seu próprio desenho, a presença do contato com cada uma delas foi de grande importância para ser um grande campo de observação dês da escolha do papel até as cores utilizadas para seu desenho. Muitas vezes a expressão feita pela criança através do desenho é interpretada como meros rabiscos sem a compreensão de seu real valor e função. Porem para aquela criança compreende a liberdade e autonomia dela ao desenhar. Conseguimos entender que o desenho é uma forma de expressão, de comunicar ideias, pensamentos, sentimentos. “O desenho como linguagem para a arte, para a ciência e para a técnica, é um instrumento de conhecimento, possuindo grande capacidade de abrangência como meio de comunicação e de expressão” (Derdyk, 1994, p.20). BIBLIOGRAFIA As etapas do desenho infantil segundo autores contemporâneos ( Artigo) Ver uns 2 livros e colocar tbm.