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DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO AUTISMO
Aluno: Ana Paula da Silva Dias
Professor: Maria Adelaide Maio Rodrigues
Matrícula: 201512998133
Resumo
O autismo representa (provavelmente) uma das condições mais heterogêneas em toda psiquiatria, envolvendo tantas formas mais leves cujo diagnóstico só é realizado quando o profissional possui grande experiência clínica até formas graves e profundamente incapacitantes. A análise detalhada dos sinais do autismo tem de ser muito criteriosa, pois, possui formas adequadas para este proceder dos profissionais habilitados, abordarei aqui como os profissionais pediatras ou outros médicos transmitem essa notícia para as famílias em primeira fase e de como são os tratamentos e métodos utilizados para a intervenção.
Palavras chaves: Autismo, Diagnóstico, métodos de avaliação e intervenção.
INTRODUÇÃO
No inicio do século xx três biólogos, o holandês Hugo de Vries (1848-1935), o alemão Carl Erich Correns (1864-1933), e o austríaco Erich Von Tschermark~Seysenegg (1871-1962), chegaram ás mesmas explicações sobre hereditariedade, embora nunca tenham trabalhados juntos. Mais tarde, um tempo depois deste período, descobriram que suas ideias não eram originais, não por causa do descobrimento dos estudos uns dos outros, mas pelos pergaminhos do monge agostiniano Gregor Johann Mendel (1822-1884), E como todos já sabem, a revolução do estudo genômica veio em 1953, com a apresentação, por Watson e Crick, do modelo molecular de dupla hélice do DNA. A ciência nunca mais foi a mesma com todo este descobrimento.
O estudo sobre autismo compartilha um pouco desta coincidência, isto é, pesquisas paralelas, mas com resultados semelhantes. Na década de 1940 os cientistas Leo Kanner e Hans Asperger descreveram simultaneamente uma doença específica relacionada com os sintomas da esquizofrenia. O quadro descrito por Kanner e Asperger tinham em comum o autismo extremo mais conhecido hoje como autismo severo, obsessividade, estereotipia e ecolalia. As crianças estudadas por Hans Asperger eram menos comprometida do que as crianças de Leo Kanner. Um tempo mais tarde as crianças de Asperger teriam sua síndrome batizada com o mesmo nome do seu investigador. A síndrome de Asperger tratava-se de casos de menor comprometimento intelectual, mostrando a maior capacidade que a criança possuía em uma área específica. Já as crianças de Leo Kanner foram associadas ao autismo clássico ou severo, porque os comprometimentos eram muito mais severos.
Entre os dois cientistas, é interessante e importante destacar Leo Kanner. Em 1949, em um artigo posterior ao do início do seu estudo com autistas, ele veio a mudar a sua concepção sobre o surgimento do autismo em crianças com novas explicações do biológico para o psicológico. Isso foi com certeza um desastre para os futuros estudos do autismo. Na época prevaleceu a explicação psicológica, principalmente por causa do crescimento da psicanálise nos Estados Unidos. Alguns anos depois Kanner tentou reverter o que havia dito, já era muito tarde tentar reverter, pois, foi a partir dessa mudança de concepção do Biológico para psicológico que nasceu o termo em seu artigo mãe geladeira. Esse termo afirmava que a mãe era culpada pelos problemas dos filhos, principalmente por sua incapacidade de amar. Essa teoria caiu em desuso devido a grande quantidade de estudos científicos.
Entretanto, hoje na atualidade o autismo vem sendo mais comentado, falado na televisão, nos jornais, há uma busca maior de informação por parte dos familiares, professores entre profissionais da saúde, no entanto, o TEA ainda continua sendo uma grave condição neuropsiquiátrica caracterizada por deficiências no comportamento social e de comunicação, bem como interesses restritos e repetitivos. A revista Espaço aberto em sua pesquisa escreveu, Um retrato do autismo no Brasil, segundo a dados do CDC (Center off Deseases Control and Prevention), Órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, existe hoje um (1) caso de autismo em cada 110 pessoas. Dessa forma, estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas.
O início dos sintomas aparece geralmente na infância e tendem a persistir pela adolescência e a vida adulta, na maioria dos casos eles se manifestam nos primeiros cinco (5) anos de vida. Os tratamentos do autismo aqui em Goiânia são públicos e privados, porém o que tenho observado com a iniciativa privada se tem um alcance maior de técnicas e instrumentos para as intervenções, pois, o poder público não tem investido como se deveria numa qualidade melhor de vida para as pessoas com o TEA.
2. O que é autismo?
Quando se ouve a palavra autismo, logo vem á mente à imagem de uma criança isolada em seu próprio mundo, contida numa bolha impenetrável, que brinca de uma forma estranha, balança o corpo para lá e para cá, alheio a tudo e todos. Geralmente está associado há alguém “diferente” de nós, que vive á margem da sociedade e que tem uma vida extremamente limitada. Mas não é bem assim um autista, quando nós falamos em autismo, estamos nos referindo a pessoas com habilidades absolutamente reveladoras, e nos fazem refletir sobre quem de fato vive alienado.
Então, o TEA passa a ser visto como afetando indivíduos de todas as raças e culturas; com ampla gama de funcionamento, sendo uma condição permanente que podem se manifestar sob diversas formas ao longo dos anos (Plimley, 2007). Observa-se uma variação notável nas expressões dos sintomas e suas características comportamentais se alteram durante o seu curso e desenvolvimento (Klin, 2006).
O autismo é um Transtorno Global do Desenvolvimento infantil que se manifesta antes dos três anos de idade e se prolonga por toda a vida. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 70 milhões de pessoas no mundo são acometidas pelo transtorno, sendo que, é mais comum que o câncer, a AIDS e o Diabetes. Caracterizada por um conjunto de sintomas que afeta as áreas da socialização, comunicação e do comportamento, e, dentre elas, a mais comprometida é a interação social. No entanto, isso não significa dizer, em absoluto, que a pessoa com autismo não consiga e nem possa desempenhar seu papel social de forma bastante satisfatória. 
A segunda área comprometida é a da comunicação verbal e não verbal, existem pessoas com autismo que nunca vão pronunciar uma palavra que no caso são os não verbal, já os verbais pode falar normalmente desde pequenos ou ter um comprometimento na fala ou até mesmo falar depois de bem grandes. A terceira é a das inadequações comportamentais. Crianças com autismo apresentam repertório de interesses e atividades restritivos e repetitivos (como interessar-se somente por trens, carros, dinossauros, etc.), têm dificuldade de lidar com o inesperado e demonstram pouca flexibilidade para mudar as rotinas, claro que cada autista tem um caso diferente uns dos outros.
Devemos considerar que as primeiras descrições mais fidedignas do autismo surgiram na década de 40, portanto, trata-se de um diagnóstico recente. Obviamente, o problema já existia antes disso, mas, em se tratando de ciência, é um tempo bastante curto. Por isso, ainda estamos na fase embrionária nas descobertas das causas e da cura do problema, embora muitos avanços tenham sido conquistados em termos de entendimento e tratamento eficaz.
Em dezembro de 2007, a ONU decretou que o dia 02 de abril seria o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado pela primeira vez em 2008. Pode parecer um pequeno passo, mas até bem pouco tempo atrás o autismo sequer era citado nos meios de comunicação.
Quanto à distribuição por sexo no TEA:
O autismo é mais comum em meninos do que em meninas, sendo tipicamente relatadas razões de 4:1 ou 5:1. No entanto, quando as meninas são afetadas, isto ocorre com maior gravidade.
Uma pessoa com autismo sente, olha e percebe o mundo de maneira muito diferente da nossa. Pais, professores e profissionais e a sociedade como um todo precisam mergulhar em seu universo particular

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