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Pergunta 1
1 em 1 pontos
	
	
	
	Toda fotografia é um resíduo do passado. Um artefato que contém em si um fragmento determinado da realidade registrado fotograficamente. Se, por um lado, esse artefato nos oferece indícios quanto aos elementos constitutivos (assunto, fotógrafo, tecnologia) que lhe deram origem; por outro, o registro visual nele contido reúne um inventário de informações acerca daquele preciso fragmento de espaço/tempo retratado. O artefato fotográfico, por meio da matéria (que lhe dá corpo) e de sua expressão (o registro visual nele contido), constitui uma fonte histórica. (KOSSOY, 2001 in. MUMBACH, Sandi; SOARES, Debora Silvana Vaz. Caixa de história: recuperando e valorizando a história local através do uso de fotografias. p. 589)
 
Sobre o uso da fotografia, podemos considerar que:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	e. 
Pode auxiliar na compreensão de noções de passado e presente e a valorização da história local.
	
	
	
Pergunta 2
1 em 1 pontos
	
	
	
	Campos (1992) ressalta que, inicialmente, autores como Franz Boas, Margaret Mead e John Coller compreendiam o registro fotográfico como uma imagem fiel do real, pautados no realismo positivista, não havendo uma compreensão subjetiva e ideológica das imagens. Só mais recentemente, devido aos avanços ocorridos tanto no campo social quanto no da ciência, alguns estudiosos passaram a entender a fotografia como documento dotado de particularidades, valorizando a subjetividade e outros elementos de ordem social, econômica e cultural, uma vez que a fotografia possui intenções no processo de produção, e emite significações e interpretações. “[...] Do ponto de vista temporal, a imagem fotográfica permite a presença do passado, pois, segundo a autora, [...] a própria fotografia é um recorte espacial que contém outros espaços que a determinam e estruturam, como, por exemplo, o espaço geográfico, o espaço dos objetos (interiores, exteriores e pessoais) o espaço da figuração e o espaço das vivências, comportamentos e representações sociais”. (MAUAD, 1996, p. 10). A partir do exposto, até o momento, notamos que a fotografia não representa uma realidade pura e simples, pois emite várias significações e interpretações, sempre vinculadas às intencionalidades e ao contexto de sua produção. (LUZ, Lucimar da; PÁTARO Cristina Satiê de Oliveira. O Trabalho com Fotografias no Ensino de História. 2013)
 
A compreensão do exposto passa pela ideia de que a fotografia representa:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	b. 
Presença do passado.
	
	
	
Pergunta 3
1 em 1 pontos
	
	
	
	Cabe ao professor ser o intermediário entre o saber científico e os saberes dominados pelos alunos. A união entre o saber popular e o conhecimento científico pode, sem dúvida, gerar um universo de intensa aprendizagem. Por isso, o professor deve refletir sobre o modo de vida de cada comunidade para compreender melhor a realidade em que está inserida, incluir os saberes dominados por essas comunidades e promover o consenso entre o saber popular e o saber científico. Essa atitude consciente de valorização do outro contribui significativamente para a instauração e a construção de um processo democrático liderado pela escola (FARIA, 1984, p. 103). É preciso pensar uma educação do campo que atenda às necessidades dos sujeitos do campo, que leve em conta e que respeite os seus conhecimentos e saberes. (MUMBACH, Sandi; SOARES, Debora Silvana Vaz. Caixa de história: recuperando e valorizando a história local através do uso de fotografias. p. 586)
 
De acordo com o texto, o professor deve:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	d. 
Entender a realidade dos alunos e incorporar isso em seu trabalho com as imagens.
	
	
	
Pergunta 4
1 em 1 pontos
	
	
	
	As difíceis condições enfrentadas pelos pequenos agricultores fazem com que eles acabem incentivando seus filhos a buscarem melhores oportunidades nas cidades. Estes recebem cada vez menos incentivos e políticas públicas para a produção agrícola, sendo os maiores beneficiados, os grandes produtores rurais. “É evidente que os problemas enfrentados pelos jovens são, antes de tudo, problemas enfrentados pela pequena produção familiar, como as difíceis condições de vida e de produção” (CASTRO, 2012, p. 443). Dentro desse contexto, a escola possui um papel fundamental, como um instrumento de mudança ou de manutenção da situação atual. (MUMBACH, Sandi; SOARES, Debora Silvana Vaz. Caixa de história: recuperando e valorizando a história local através do uso de fotografias. p. 585)
 
Assim, devemos considerar que:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	a. 
A escola deve ser pensada como instrumento de transformação social e isso deve considerar a vivência dos alunos e não apenas as teorias dos professores.
	
	
	
Pergunta 5
1 em 1 pontos
	
	
	
	“A função social do historiador determina novos horizontes, ganha espaços e uma atmosfera temporal contínua de atuação, sentido e significado da historicidade na vida cotidiana dos sujeitos: A destruição do passado – ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas – é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente continuo, sem qualquer relação com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo oficio é lembrar o que os outros esquecem, tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio” (HOBSBAWM, 1995, p. 13. In. CALDEIRA, Bárbara Maria Santos. Repensando o Fazer Histórico: a Fotografia e o seu Papel Didático na Sala de Aula. p. 341, 2007)
 
Pelo exposto:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	d. 
Uma das funções da história é evitar a desconsideração do passado como memória.
	
	
	
Pergunta 6
1 em 1 pontos
	
	
	
	“Dentre suas obras, a série ‘Trabalhadores’ (1996), me chamou muita atenção pela qualidade do trabalho e por estar inserida num período tão difícil para sociedade brasileira. Era um momento em que muitos tinham o sonho de uma democracia que poderia resolver os problemas sociais, mas o que se encontra em suas fotos indicam justamente o contrário. Ao trazer o educando para fazer esse tipo de Arte, questionamos se a democracia alcançou os sonhos dos brasileiros, se houve melhorias nas condições sociais, econômicas, culturais e políticas. Ao se depararem com esse questionamento, mesmo não demonstrando domínio total sobre os princípios que envolvem a democracia, os educandos identificaram grandes barreiras e lacunas para se chegar a tais melhorias. A Arte em muitas ocasiões alcançou o sujeito de maneira que a escrita não conseguiu fazer.” (ASSIS, Thaina Pereira de. A Arte em Diálogo com a História: a Fotografia de Sebastião Salgado, como uma Possibilidade de Interdisciplinaridade na Educação Fundamental)
 
Para a autora, a relevância da série de Sebastião Salgado, no trecho selecionado:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	d. 
Permite um diálogo entre as expectativas de sociedade colocadas em uma determinada época e que ainda podem estar presentes.
	
	
	
Pergunta 7
1 em 1 pontos
	
	
	
	A construção da memória social pelo ensino de História está intimamente ligada às representações e à aprendizagem de identidades e produção da cidadania no processo ensino-aprendizagem da educação formal e informal (SCHMIDT; CAINELLI, 2004). Os problemas enfrentados no tempo presente por alunos, professores, amigos e familiares integram o cotidiano dos sujeitos históricos que participam ou sofrem influências das transformações socais, econômicas e políticas (NADAI, 2000. in. CALDEIRA, Bárbara Maria Santos. Repensando o Fazer Histórico: a Fotografia e o seu Papel Didático na Sala de Aula. p. 346, 2007)
 
De acordo com o texto:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	b. 
Os alunos sofrem influências das transformações sociais, econômicas e políticas.
	
	
	
Pergunta 8
1 em1 pontos
	
	
	
	A preservação da memória social implica a formação do cidadão contemporâneo, função delegada aos professores de História, que têm como função mediar a construção do conhecimento histórico, a comunicação entre as representações sociais e o mundo imagético que invade o cotidiano dos alunos, em um movimento veloz e constante da globalização de informações e da reafirmação de identidades. Walter Benjamin, que em 1931 já se mostrava inquieto e propunha novas formas de enxergar e sentir a contribuição que a fotografia traz a luz dos debates e das trocas que a tese e a antítese historicista possibilitam ao historiador: já se disse que “o analfabeto do futuro não será quem não sabe escrever, e sim quem não sabe fotografar”. Mas um fotógrafo que não sabe ler suas próprias imagens não é pior que um analfabeto. Não se tornará a legenda a parte mais essencial da fotografia. Tais são as questões pelas quais a distância de noventa anos, que separa os homens de hoje do daguerreotipo, se descarrega de suas tensões históricas. É a luz dessas centelhas que as primeiras fotografias, tão belas e inabordáveis, se destacam na escuridão que envolve os dias em que viveram nossos avôs. (BENJAMIN, 1994, p. 107. In. CALDEIRA, Bárbara Maria Santos. Repensando o Fazer Histórico: a Fotografia e o seu Papel Didático na Sala de Aula. p. 354, 2007)
 
Segundo o texto, o uso das imagens deve:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	d. 
Estimular a formação de um aluno-cidadão.
	
	
	
Pergunta 9
1 em 1 pontos
	
	
	
	De acordo com Gejão e Molina (2008), o trabalho com as fotografias na sala de aula deve levar em conta que elas representam apenas parte da realidade, sendo constituídas de elementos sociais, econômicos, políticos e referenciam um momento histórico específico; isto é, a imagem encontra-se vinculada a um determinado tempo e um espaço e não pode ser encarada como a realidade em si. Gejão e Molina fazem ainda referência a Mauad (1996), para a qual a fotografia é interpretada como resultado de um trabalho social, carregado de sentidos, pautado sobre códigos culturais. Por isso, é importante que os professores trabalhem com as imagens, no intuito de desenvolver a consciência histórica dos estudantes. Assim, segundo Gejão e Molina, “[...] os debates no campo do ensino de História vêm atribuindo amplas possibilidades de inserção de novos recursos pedagógicos para auxiliar no processo de ensino e aprendizagem e na construção do conhecimento histórico pelos alunos”. (GEJÃO; MOLINA. 2008. in LUZ, Lucimar da; PÁTARO Cristina Satiê de Oliveira. O Trabalho com Fotografias no Ensino de História. 2013)
Ao discutir a fotografia como produto cultural e seu uso em trabalhos de história, ressaltamos que ela pode nos auxiliar na construção de noções de:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	d. 
Tempo e espaço.
	
	
	
Pergunta 10
1 em 1 pontos
	
	
	
	Ao trabalhar com documentos, os alunos poderão perceber que “ele(s) não fala(m) por si mesmo(s), isto é, ele precisa ser interrogado a partir do problema estudado, construindo na relação presente-passado” (PCNs, 1997, p. 86). Por isso, as orientações didáticas se aproximam mais dos alunos ao serem precedidas por algumas perguntas: para que estudar, por que estudar e como estudar. Ao apresentar um documento, o professor pode eleger quais os aspectos atendem melhor à proposta de trabalho do planejamento: contexto da imagem, identificação de ideias centrais, objetivos do autor, quais os temas abordados, identificação dos autores e legendas, etc. Assim, “é preciso considerar, ainda, o fato de que as primeiras impressões de quem lê um texto ou observa uma gravura estão impregnadas de ideias, valores e informações difundidas no senso comum” (PCNs, 1997, p. 86) (CALDEIRA, Bárbara Maria Santos. Repensando o Fazer Histórico: a Fotografia e o seu Papel Didático na Sala de Aula. p. 347, 2007).
 
Dessa maneira:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	a. 
A construção do conhecimento histórico não existe naturalmente, pela simples transmissão de conteúdos.

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