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Carboidratos na nutrição animal
FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIA
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA
DISCIPLINA: NUTRIÇÂO ANIMAL
Geógenes da Silva Gonçalves
b) DISSACARÍDEOS: sacarose (gli+fru), maltose
(gli+gli), lactose (gli+gal), celobiose (gli+gli 
1,4)
c) OLIGOSSACARÍDEOS: de 3 a 6 unidades de
monossacarídeos. Ex.. Dextrina, maltotriose.
d) POLISSACARÍDEOS: mais de 6 moléculas de
monossacarídeos. Ex. amido, amilopectina,
amilose, celulose, glicogênio.
CLASSIFICAÇÃO BIOQUÍMICA
(HARPER et al., 1982)
CLASSIFICAÇÃO BIOQUÍMICA
(HARPER et al., 1982)
2. CARBOIDRATOS INSOLÚVEIS:
 São as “fibras”
 Compostas por:
 Celulose,
 Hemicelulose,
 (Pectinas), e
 Lignina
a) AÇÃO DA SALIVA: -Amilase salivar.
b) AÇÃO ÁCIDA DO ESTÔMAGO: Provoca alguma
degradação na estrutura dos polissacarídeos.
c) AÇÃO DAS ENZIMAS PANCREÁTICAS: amilase,
enzima desramificadora e dextrinase - Redução
do tamanho das moléculas, havendo a produção
de oligo, di e monossacarídeos.
d) AÇÃO DAS ENZIMAS DE MEMBRANA: 
Dissacaridases – Quebram os dissacarídeos em 
monossacarídeos livres para absorção.
DIGESTÃO:
O metabolismo dos carboidratos é essencialmente
voltado para a produção de energia.
 DEGRADAÇÃO DA GLICOSE:
1. GLICÓLISE: Glicose » Piruvato
2. GLICOGENÓLISE: Glicogênio » Glicose
 Jejum ou estresse  Manter glicemia sanguínea normal
METABOLISMO:
A IMPORTÂNCIA DA FIBRA DIETÉTICA:
 A fibra se constitui basicamente de
componentes da parede celular resistentes às
enzimas secretadas pelos animais (Calvert,
1991).
 A fibra da ração compreende a fração de
carboidratos que praticamente não é
aproveitada pelos monogástricos.
 A determinação da fibra é feita de duas formas
básicas:
 Para monogástricos
 Fibra Bruta
 Para ruminantes e outros herbívoros:
 “Frações fibrosas”:
 Fibra em Detergente Neutro
 Fibra em Detergente Ácido
INTRODUÇÃO
• INTRODUÇÃO
– Anatomofisiologia das espécies
– Classificação e características dos carboidratos
• DIGESTÃO DE CARBOIDRATOS EM RUMINANTES
– Fermentação ruminal
• DIGESTÃO DE CARBOIDRATOS EM MONOGÁSTRICOS
– Enzimas e Fases da digestão
– Digestão de polissacarídeos em aves
• ABSORÇÃO DE CARBOIRATOS
CLASSIFICAÇÃO DOS CARBOIDRATOS
MONOSSACARÍDEOS
 Trioses (C3H6O3)  Gliceraldeído, Diidroxicetona
 Tetroses (C4H8O4)  Eritrose, Eritrulose
 Pentoses (C5H10O5)  Ribose, Ribulose, Xilose, Arabinose
 Hexoses (C6H12O6)  Glicose, Frutose, Galactose, Manose
 Heptoses (C7H14O7)  Sedoeptulose
OLIGOSSACARÍDEOS
 Dissacarídeos  Sacarose, Lactose, Maltose, Trealose, 
Celobiose
 Trissacarídeos  Rafinose
 Tetrassacarídeos  Estaquiose
 NÃO AÇÚCARES
HOMOPOLISSACARÍDEOS
Pentosanas  Arabanas (Arabinanas)
Hexosanas  Xilanas
Glicanas  Amido, Glicogênio, Celulose, Dextrinas
Frutanas  Inulina, Levana, Mananas
Galacturanas  Ácido péctico
Glicosaminas  Chitina
 HETEROPOLISSACARÍDEOS
Hemicelulose
Gomas, mucilagens
Substâncias pécticas
Sulfopolissacárides
Aminopolissacárides  Ácido hialurônico, Condroitina, 
Heparina
DISSACARÍDEO COMPOSIÇÃO FONTE
Maltose Glicose + Glicose Cereais, massas e 
pães
Sacarose Glicose + Frutose Cana-de-açucar
Lactose Glicose + 
Galactose
Leite
PRINCIPAIS DISSACARÍDEOS
alpha ()
beta ()
a) Glicose
 Formas isoméricas da glicose
O OO
O OO
 Celulose (β14)
 Amido (α 14)
Principais polímeros
Proteínas
Açúcares 
Gordura
Amido
Parede celular 
primária
+
Parede celular 
secundária
•Celulose
•Hemicelulose
•Lignina
CÉLULA VEGETAL
CELULOSE
 Polímero linear de glicose ligadas por (14)
 Unidade básica: celobiose
 Componete da parede celular vegetal (20 a 40% MS)
Aumenta com idade da planta
 Incrustada com lignina
 Aproveitamento variável
Celulose
CARBOIDRATOS
Fonte: Nussio, 2004
Proteinas
Carboidratos soluveis
Vitaminas
Proteinas
Carboidratos soluveis
Vitaminas
Planta nova
Planta velha
Lignina, Hemicelulose, Celulose
MATURAÇÃO DA PAREDE CELULAR DAS FORRAGEIRAS
GRAMÍNEA NOVA GRAMÍNEA VELHA
Parede celular
Conteúdo celular
ALTA FDN = alta INGESTÃO
ALTA FDN = alta ENERGIA
ALTA FDA = baixa INGESTÃO
ALTA FDA = baixa ENERGIA
COMPOSIÇÃO*
MS PB EE FDN FDA LIG. SIL. CIN. Ca P NDT ELl
IDADE
(DIAS)
(%) (% na MS) Mcal/kg
30 24,85 13,85 5,61 76,13 42,54 13,78 2,08 8,32 2,18 0,96 55,77 1,20
60 29,70 7,80 4,13 80,86 46,80 9,08 2,14 6,75 2,29 0,83 52,44 1,08
90 35,44 7,53 2,43 84,39 55,93 11,41 2,80 5,35 2,47 0,72 45,33 0,83
120 35,12 6,41 1,75 86,16 48,13 16,01 2,83 5,39 2,57 0,80 51,41 1,04
150 36,91 5,45 1,93 85,14 51,46 12,65 2,39 5,36 2,55 0,68 48,82 0,95
180 36,00 5,47 2,56 86,86 56,50 12,63 5,20 5,61 2,78 0,79 44,89 0,81
210 34,09 4,94 3,44 86,21 52,93 14,64 3,85 5,71 2,72 0,24 47,67 0,91
240 33,01 5,49 4,00 85,73 60,68 16,82 1,85 5,24 2,55 0,23 41,63 0,70
270 35,86 5,00 4,40 86,11 55,99 13,59 3,70 6,23 2,52 0,22 45,29 0,82
300 36,53 4,08 5,06 88,35 57,99 13,61 4,54 5,61 2,62 0,21 43,73 0,77
330 34,69 4,54 5,41 87,99 56,31 11,57 4,12 5,62 2,41 0,25 45,04 0,82
360 30,60 5,39 6,12 86,63 59,63 11,81 3,70 5,49 2,24 0,24 42,46 0,72
Media 33,57 6,33 3,75 85,04 53,74 13,13 3,27 5,89 2,49 0,49 47,04 0,88
COMPOSIÇÃO BROMATOLÓGICA DO CAPIM COLONIÃO
 
AÇUCARES
Monossacarídeos Trioses C3 H6 O3
Tet ros es C4 H8 O4
Pentoses C5 H10 O5
Gliceraldeído Diidroxiacetona
Eri trose Eritrulose
Sedoeptulose
Ribulose
Ribose Xilose
Xilulose
Arabinose
Hexos es
C7H14O7Heptoses
C6H12O6 Glicose (Dextrose)
Frutose (Levulose)
Manose
Glactose
Estaquiose
Oligossacarídeos Dissacarídeos Sacaros e
Lactose
Maltose Trealose
Celobiose
Trissacarídeos Rafinose
Tetrassacarídeos
AÇUCARES
Monossacarídeos Trioses C3 H6 O3
Tet ros es C4 H8 O4
Pentoses C5 H10 O5
Gliceraldeído Diidroxiacetona
Eri trose Eritrulose
Sedoeptulose
Ribulose
Ribose Xilose
Xilulose
Arabinose
Hexos es
C7H14O7Heptoses
C6H12O6 Glicose (Dextrose)
Frutose (Levulose)
Manose
Glactose
Estaquiose
Oligossacarídeos Dissacarídeos Sacaros e
Lactose
Maltose Trealose
Celobiose
Trissacarídeos Rafinose
Tetrassacarídeos
 
NÃO AÇÚCARES
Homopolissacarídeos Pentosanas
Hexosanas
Arabanas (Arabinanas)
Xilanas
Glicanas Amido Glicogênio
Celulose Dextrinas
Frutanas Inulina Levana
Mananas
Galacturanas Ác. Péctico
Glicosaminas Chit ina
Heparina
Heteropolissacarídeos Hemicelulose
Gomas, mucilagens
Substâncias pécticas
Sulfopolissacarídeos
Amilopolissacarídeos Ácido Hialurônico
Condroitina
NÃO AÇÚCARES
Homopolissacarídeos Pentosanas
Hexosanas
Arabanas (Arabinanas)
Xilanas
Glicanas Amido Glicogênio
Celulose Dextrinas
Frutanas Inulina Levana
Mananas
Galacturanas Ác. Péctico
Glicosaminas Chit ina
Heparina
Heteropolissacarídeos Hemicelulose
Gomas, mucilagens
Substâncias pécticas
Sulfopolissacarídeos
Amilopolissacarídeos Ácido Hialurônico
Condroitina
CARBOIDRATOS NA FISIOLOGIA E 
DIGESTÃO ANIMAL (RUMINANTES)
• Interação
– Animal – MO – Dieta
– Fisiologia
• Extracelular
– Aderência - Enzimas
– Monossacarídeos
• Bactérias
– ATP X AGV
Ronaldo Lopes Oliveira
CARBOIDRATOS
• Relação volumoso:concentrado X AGV
Proporção (%) Relação 
volumoso:concentrado Acetato Propionato Butirato 
100:00 71,4 16,0 7,9 
75:25 68,2 18,1 8,0 
50:50 65,3 18,4 10,4 
40:60 59,8 25,9 10,2 
20:80 53,6 30,6 10,7 
 
Ronaldo Lopes Oliveira
Utilização dosÁcidos 
Graxos VoláteisCorrelação acetato 
x
Gordura do 
leite
Saliva x Fibra
Fonte: CPAQ (1987)
Alimento Produção de saliva
(Litro saliva/kg 
de alimento ingerido)
Concentrado 1,30
Milho floculado 1,37
Pasto tenro 1,53
Pasto maduro 3,30
Feno 5,02
Tamponantes para Bovinos
Regime alimentar
Tipo de 
(%)
Tampão
da MS
Bicarbonato 
de Na
Óxido de 
Mg
Óxido de 
Ca
Rico grãos, podre fibra 0,6 – 0,8 0,2 – 0,4 0,0
Silagem de milho c/ 
partículas finas
0,6 – 08 0,2 – 0,4 1,0 – 2,0
Silagem de gramínea 0,4 – 0,6 0,0 0,0
Dieta rica em amido 0,6 – 1,0 0,2 – 0,4 1,0 – 2,0
Feno longo 0,0 0,0 0,0
Fonte: CPAQ (1987)
Ronaldo Lopes Oliveira
CONSUMO REGULADO PELA FIBRA
(Mertens, 1993)
0
1
2
3
4
5
0 20 40 60 80 100
Teor de FDN na dieta (% MS)
C
on
su
m
o 
de
 M
S 
(%
PV
/d
ia
)
Limitação por
enchimento
Limitação pela
energia
FDN ótimo
Máximo consumo
DIGESTÃO DE CARBOIDRATOS 
AulaMONOGÁSTRICOS)
• Polissacarídeos
– α-amilase
– α-1,4 X β-1,4
• Enzimas
Fonte: Vieira, 2004
Principais polissacarídeos
a) Amido
 Energia de reserva das plantas 
 Encontrado nos grãos, tubérculos e frutas
 Fonte de glicose
 Podem ser fracionados 
1. Amilose
2. Amilopectina
1. Amilose
a. 25-30% do amido está nesta forma 
b. Solúvel em H2O quente
c. Cadeia de -D-glicose em ligações -1,4
d. Hidrolizado pela amilase
Parte da molécula de amilose mostrando ligações 1,4Maltose
2. Amilopectina
 70 - 75% do amido
 Insolúvel em H2O
 Cadeia de -D-glicose em ligações -1,4 e -
1,6 
 Ambas podem ser digeridas por enzimas 
produzidas pelos animais 
G - G - G - G - G - G - G - G - G - G - G
G - G - G - G - G - G - G - G - G - G - G
 1,6
 1,4
Amilopectina
Amilose
Parte da molécula de amilose mostrando ligações 1,4
 Enzimas que atuam quebrando o amido:
 -amilase (saliva) amilose em maltose;
 -amilase (ID) ataca a amilose e a 
cadeia linear da amilopectina em resíduos 
pequenos  a maltose restante é atacada 
pela -glucosidase;
 -glucosidase ou maltase (ID) maltose 
e maltoriose em glicose;
Glicogênio
A. “Amido animal”
B. Similar a amilopectina
C. Encontrado no fígado e músculo
D. Solúvel em H2O
E. Considerado fonte de energia 
apenas no intervalo entre duas 
refeições.
ALIMENTOS E ALIMENTAÇÃO
• Mucosa Duodenal (hidrolise final de CHO)
•Lactose Glicose + Galactose
•Sacarose Glicose + Frutose
•Maltose Glicose + Glicose
•Isomaltose Glicose + Glicose
Lactase
Sacarase
Maltase
Isomaltase
Absorção de Carboidratos
Maltose
Glicose
Sódio
Absorção de Carboidratos
Maltose
Glicose
Sódio
Absorção de Carboidratos
Maltose
Glicose
Sódio
Absorção de Carboidratos
Maltose
Glicose
Sódio
Absorção de Carboidratos
Maltose
Glicose
Sódio
Absorção de Carboidratos
Maltose
Glicose
Sódio
Absorção de Carboidratos
Maltose
Glicose
Sódio
Absorção de Carboidratos
Maltose
Glicose
Sódio
Absorção de Carboidratos
Maltose
Glicose
Sódio
Absorção de Carboidratos
Maltose
Glicose
Sódio
Amido
-amilase
-Destrinas
Maltotriose
Maltose
 destrinase
Membrana
da borda 
em escova
Sacarose
Lactose
3. Fase de 
liberação
Veia porta
Citoplasma
2. Fase mucosa
Superfície da borda 
em escova
1. Fase pancreática
Lúmen intestinal
maltase
sacarase
lactase
Glicose
Glicose
Frutose
Glicose
Galactose
12. Digestão de carboidratos no 
intestino
Celulose
 Polímero linear de glicose ligadas por (14)
 Unidade básica: celobiose
 Componete da parede celular vegetal (20 a 40% MS)
Aumenta com idade da planta
 Incrustada com lignina
 Aproveitamento variável
Celulose
Hemicelulose
 Heteropolissacarídeo com identidade própria
 Composição
 glicose, manose, xilose, arabinose e galactose
 Composto predominante glicose unidas por (1,4)
 ramificações terminais de xilose unidas por (1,6) 
 Componete da parede celular vegetal
 1 2 a 20% da MS de forragens
 Hidrólise: hexose, pentose e ácido urônico
 Utilizada de forma parcial pelos herbívoros
Pectina
 Polissacarídeo rico em
 Ácido galacturônico, com vínculo (1,4)
 Intercalado com ramnose ligadas por (1,2)
 Componete da parede celular vegetal
 Predominate na lamela média
 Agente cimentante
 Carboidrato estrutural
 Solúvel em dertergente neutro
 Lignina
 Não é propriamente um carboidrato
 Polímero complexo de fenil propanóide
 Está associado com os CHO’s das plantas
 Indigestível pelos animais e MO
 Aumenta com a idade da planta
 Precursores da lignina
Lignina
 Limitação da digestibilidade
 Efeito tóxico aos MO fibrolíticos (>1 mM)
 Redução da ação das enzimas microbianas por
 Hidrofobicidade
 Impedimento físico de acesso das enzimas
Carboidratos na nutrição animal
FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIA
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA
DISCIPLINA: HISTOLOGIA VETERINÁRIA
Geógenes da Silva Gonçalves

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