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PREPARO QUÍMICO 
MECÂNICO DOS CANAIS
Prof. Pedro Queiroz
Tópicos abordadosTópicos abordados
PQMPQM
• O objetivo do preparo químico-mecânico é limpar,
ampliar e dar forma definida ao canal radicular para
que ele possa receber o material obturador.
• Biopulpectomia: depende diretamente da não
introdução de microrganismos.
• Necropulpectomia: depende da eliminação, ou da
máxima redução possível, de irritantes do interior do
sistema de canais radiculares.
• Todo tecido pulpar, mesmo vivo e não infectado, deve
ser eliminado no momento do preparo do canal, para
não servir de substrato a uma proliferação microbiana.
• LIMPEZA E DESINFECÇÃO
• AMPLIAÇÃO E MODELAGEM
Considerações de Ordem AnatômicaConsiderações de Ordem Anatômica
• O segmento apical pode ser considerado a região mais 
crítica do sistema de canais radiculares, no que tange à 
necessidade de limpeza e desinfecção. 
• Esta região contém o segmento apical do canal principal, o 
forame apical e uma maior incidência de ramificações, que 
permitem uma íntima relação com os tecidos 
perirradiculares .
• Irritantes presentes no interior do sistema de canais 
radiculares têm acesso aos tecidos perirradiculares.
• Uma limpeza e desinfecção adequada e um posterior 
selamento desta região podem ser considerados cruciais 
para o sucesso do tratamento endodôntico. 
• Área é conhecida como a zona crítica apical.
Entendendo o LIMITE CDCEntendendo o LIMITE CDC
• O canal radicular é formado pelo canal 
dentinário e pelo canal cementário.
• O canal dentinário é muito maior do 
que o cementário.
• O canal dentinário é cônico com 
conicidade pouco acentuada 
(aumento do diâmetro do cone a cada 
milímetro), tendo o menor diâmetro 
voltado para o ápice radicular, sendo 
formado pelas paredes dentinárias, 
que se estendem da embocadura até a 
junção cementodentinária (JCD).
• Menor quantidade de túbulos 
dentinários.
Entendendo o LIMITE CDCEntendendo o LIMITE CDC
• A junção cemento-dentinária (JCD), 
também denominada limite 
cementodentinário, limite CDC (canal 
dentinocementário), é definida como a 
região de transição onde o canal dentinário
e cementário se unem.
• Local de maior constrição (menor diâmetro) 
do canal radicular onde a polpa termina e o 
periodonto começa.
• Geralmente é oval ou irregular.
LIMITE DE INSTRUMENTAÇÃOLIMITE DE INSTRUMENTAÇÃO
• O limite apical da instrumentação na 
junção cementodentinária (JCD) do 
canal seria o ideal, mas, na maioria 
das vezes, isto não é possível, por 
causa da grande variabilidade na 
localização da constricção e da 
dificuldade em detectá-la 
clinicamente. 
• Em razão da dificuldade em se 
localizar, o término da 
instrumentação de um canal 
radicular (batente apical) tem sido 
proposto entre 1 a 2 mm aquém do 
vértice do ápice radiográfrico tanto 
no tratamento de dentes polpados
quanto no de dentes despolpados.
Desobstrução do canal cementárioDesobstrução do canal cementário
• A desobstrução do canal cementário é realizada por 
um instrumento que percorre toda a extensão do 
canal radicular, desde um ponto de referência 
coronário até a abertura foraminal, localizada na 
superfície externa da raiz.
• Esta medida é denominada comprimento patente do 
canal (CPC). 
• Estaremos eliminando nos dentes polpados um 
tecido propenso a necrosar e, nos dentes 
despolpados, uma quantidade substancial de 
irritantes nesta região.
• Devemos ressaltar que a desobstrução do canal 
cementário permite a solução química auxiliar da 
instrumentação dotada de capacidade solvente de 
tecido e antimicrobiana, passe em toda extensão do 
canal radicular.
Desobstrução do canal cementárioDesobstrução do canal cementário
A ampliação do forame é desnecessária, uma
vez que resulta em arrombamento, o qual
dificulta a limitação do material obturador ao
interior do canal radicular, além de causar dano
desnecessário aos tecidos.
INSTRUMENTAÇÃO DOS CANAIS RADICULARESINSTRUMENTAÇÃO DOS CANAIS RADICULARES
A instrumentação de canais radiculares é um 
procedimento mecânico, dinâmico realizado 
em duas etapas distintas: 
1. Pré-instrumentação 
2. Instrumentação
PRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃOPRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃO
Localização do Canal Radicular
• Após a remoção completa de todo o teto cavitário, os 
orifícios dos canais radiculares devem ser localizados por 
meio de sondas clínicas de pontas retas e afiladas. 
• Ampliar e iluminar a cavidade pulpar são recursos 
indispensáveis. 
• Para dentes unirradiculares a localização do canal radicular é 
um procedimento mais simples do que em dentes 
multirradiculares.
• A anatomia natural dita a localização usual da entrada dos 
canais radiculares.
PRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃOPRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃO
Exploração Inicial do Canal Radicular
• Exploração ou cateterismo engloba a fase inicial de 
esvaziamento, assim como o conhecimento da anatomia 
interna do canal radicular por meio da sensibilidade tátil, 
quando ocorre avanço de um instrumento endodôntico.
• Permite verificar o número, a direção e o diâmetro dos 
canais, assim como a possibilidade de acesso à região apical.
• Radiografia e os conhecimentos anatômicos, permitirão 
imaginar com alguma precisão a forma do canal radicular.
• Quanto mais próxima da verdadeira anatomia do canal 
radicular estiver a imagem criada pelo profissional, melhor 
será a condução do tratamento endodôntico.
PRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃOPRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃO
Exploração Inicial do Canal Radicular
1. Radiografia de boa qualidade
2. Comprimento do dente (traçando inicialmente uma reta paralela ao eixo do 
dente em toda a sua extensão). 
3. Projetamos duas linhas perpendiculares
• Uma passando pelo ponto de referência oclusal/incisal
• Outra passando pelo vértice do ápice radicular. 
• A distância entre as duas linhas perpendiculares à reta é conhecida como 
comprimento do dente na radiografia (CDR). 
CDR
PRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃOPRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃO
Exploração Inicial do Canal Radicular
• Para canais radiculares retos ou com curvaturas suaves, uma medida 
correspondente a 2mm menor que o CDR, é transferida para um instrumento 
tipo K de aço inoxidável como medida de segurança (comprimento de 
exploração inicial-CEI). 
• A seleção do primeiro instrumento é feita de acordo com o presumível 
diâmetro do canal e com o comprimento do dente (CDR).
CDR
CDR – 2MM = CEI
21MM – 2MM = 19MM NA LIMA DE EXPLORAÇÃO
PRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃOPRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃO
Exploração Inicial do Canal Radicular
CDR – 2MM = CEI
21MM – 2MM = 19MM 
NA LIMA DE EXPLORAÇÃO
• Para o cateterismo de canais radiculares amplos, os instrumentos endodônticos de 
aço inoxidável tipo K são os indicados e devem possuir diâmetros menores do que os 
dos canais radiculares.
• A câmara pulpar deve ser preenchida com solução de hipoclorito de sódio. 
• Nas biopulpectomias o cateterismo antecede a pulpectomia. Nestes casos após o 
instrumento de cateterismo atingir o comprimento previamente determinado, o 
tecido pulpar é excizado e removido por meio de uma lima Hedstrom de diâmetro 
compatível ao do canal radicular. 
• Nas necropulpectomias o cateterismo e esvaziamento inicial do canal se desenvolvem 
simultaneamente. Esta manobra é realizada por segmentos (compartimentos) do 
canal radicular, imprimindo-se ao instrumento pequenos avanços e retrocessos em 
sentido apical conjuntamente, com discretos movimentos de rotação à direita e à 
esquerda. 
• Este procedimento permite a penetração da solução química auxiliar em sentido 
apical do canal radicular favorecendo sua atividade solvente e antimicrobiana. 
• Assim, o instrumento é conduzido até atingir o comprimentopreviamente 
determinado, promovendo a neutralização e o esvaziamento inicial do conteúdo 
séptico do canal radicular.
Exploração Inicial do Canal Radicular
PRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃOPRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃO
• Limpar o instrumento com o auxilio de uma gaze 
estéreo.
• O instrumento é posicionado na gaze a partir do 
intermediário a seguir girado à esquerda. 
• Após a limpeza o instrumento é examinado. Caso 
tenha ocorrido deformação o instrumento deve ser 
descartado. 
PRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃOPRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃO
Ampliação Cervical
• A ampliação cervical executada durante a pré-instrumentação tem como objetivo 
eliminar interferências anatômicas de um canal radicular atresiado para facilitar a 
exploração ou cateterismo.
• Promove a eliminação de parte do conteúdo do canal, tanto para dentes com polpa 
vital como para os com polpa necrosada, reduzindo o risco de sua compactação para o 
segmento apical ou mesmo de extrusão para região perirradicular.
A ampliação cervical deve ser realizada inicialmente com
instrumento tipo k de 21 mm de comprimento e de números
25 e 30, acionados manualmente pelo movimento de
alargamento parcial à direita.
PRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃOPRIMEIRA ETAPA – PRÉ-INSTRUMENTAÇÃO
Ampliação Cervical
• O avanço do instrumento endodôntico em sentido apical 
não deve ultrapassar 3 a 5 mm em relação à embocadura 
do canal. 
• Podemos empregar os alargadores Gates-Glidden número 
2. Os alargadores Gates-Glidden devem ser empregados 
nos segmentos retos de canais radiculares e não devem 
ultrapassar a metade do comprimento do dente na 
radiografia.
ODONTOMETRIAODONTOMETRIA
• Ajusta-se o comprimento de 
trabalho (CT) e o comprimento 
patente (CPC). 
• Para o comprimento de trabalho, o 
vértice da ponta do instrumento 
deve ficar de 1 a 2 mm do vértice 
radiográfico do dente. 
• Quanto ao comprimento de 
patência, a extremidade do 
instrumento deve ficar na abertura 
do forame do canal radicular.
CDR CT CP
Instrumentação Inicial ou Leito do CanalInstrumentação Inicial ou Leito do Canal
• Instrumenta-se toda a extensão do canal com instrumentos de 
exploração (tipo K ou especial).
• Utiliza-se o CP
• Movimento de alargamento parcial à direita ou parcial alternado. 
• Esta instrumentação até o CP tem por objetivo a eliminação ou 
regularização das interferências anatômicas. 
• Com a criação do leito do canal radicular, os instrumentos empregados 
na etapa da instrumentação não encontrarão dificuldades em alcançar o 
comprimento de trabalho estabelecido. 
• Se o instrumento utilizado foi o de número 08, repetem-se os mesmos 
procedimentos com os de número 10 e 15 (instrumento de patência). 
• A patência do canal cementário deve ser mantida em todas as demais 
etapas da instrumentação do canal radicular por meio do instrumento 
de patência. 
• Nos casos em que a patência do canal cementário não foi obtida ou 
mesmo perdida, o limite de instrumentação (CT) deverá ser o mais 
próximo possível do ápice radicular.
CONSIDERAÇÕESCONSIDERAÇÕES
• A cada etapa da pré-instrumentação do canal 
radicular, realizamos irrigação aspiração 
seguida de inundação da cavidade pulpar 
com solução química auxiliar (hipoclorito de 
sódio a 2,5%). 
• Este procedimento tem como objetivo 
remover os detritos mantidos em suspensão 
no interior do canal radicular e permitir a 
renovação da substância química auxiliar.
SEGUNDA ETAPA – INSTRUMENTAÇÃOSEGUNDA ETAPA – INSTRUMENTAÇÃO
• Instrumentação Coroa/Ápice
• Instrumentação seguimentada
Terço cervical e médio 2/3
Terço apical 1/3
TERÇO CERVICAL E MÉDIO 2/3TERÇO CERVICAL E MÉDIO 2/3
• O diâmetro e o movimento do instrumento empregado na 
instrumentação do segmento cervical de um canal radicular 
dependem da relação diâmetro da raiz/diâmetro do canal.
• Se o diâmetro da raiz permitir o uso de um instrumento de 
diâmetro maior do que o diâmetro do canal, o instrumento 
deve ser acionado pelo movimento de alargamento.
• A forma final da seção reta transversal será circular ao longo 
do segmento cervical.
TERÇO CERVICAL E MÉDIO 2/3TERÇO CERVICAL E MÉDIO 2/3
• Instrumento tipo K em ordem decrescente 
de diâmetro.
Ex.: 70, 60, 55, 50, 45...
• Até chegarmos ao terço apical no CT.
• Irrigação/Aspiração a cada troca de 
instrumento.
• Seguida da inundação da cavidade pulpar 
com solução química auxiliar.
• Instrumento tipo K de patência.
Gates
As principais vantagens da instrumentação do 
segmento cervical no sentido coroa-ápice:
As principais vantagens da instrumentação do 
segmento cervical no sentido coroa-ápice:
• Promove a eliminação de parte do conteúdo do canal, tanto para os dentes com polpa 
vital como para os com polpa necrosada, minimizando o risco de sua compactação para o 
segmento apical ou mesmo de extrusão para a região perirradicular.
• A maior remoção do tecido dentário, junto ao segmento cervical do canal radicular, 
favorece o avanço, no sentido coroa-ápice, dos instrumentos de menor diâmetro, quando 
empregados na sequência da instrumentação.
• A ampliação prévia do segmento cervical do canal permite que, durante a instrumentação 
do segmento apical, somente a região de menor diâmetro do instrumento mantenha 
contato com a parede do canal radicular. Como consequência, o instrumento fica 
submetido a um menor carregamento, o que diminui o esforço de corte e a possibilidade 
de fratura por torção.
As principais vantagens da instrumentação do 
segmento cervical no sentido coroa-ápice:
As principais vantagens da instrumentação do 
segmento cervical no sentido coroa-ápice:
• Permite um volume maior de solução química auxiliar dentro do canal durante a
instrumentação. 
• Promove pela sua maior conicidade, uma zona de escape acentuada, em nível cervical
durante a instrumentação dos segmentos médio e apical, diminuindo a pressão
unidirecional apical, com redução significativa de material extruído via forame e,
consequentemente, menor incidência de dor pós-operatória.
• Permite maior penetração de agulha irrigadora em sentido apical, facilitando, assim, a
irrigação-aspiração e, consequentemente, uma melhor limpeza do segmento terminal do
canal radicular.
• Facilita a compactação do material obturador do canal radicular.
DESVANTAGENSDESVANTAGENS
Desgaste exagerado do segmento
cervical do canal radicular
aumenta o risco de perfurações
radiculares e de fraturas verticais
durante as manobras de
obturação, ou mesmo quando os
dentes estiverem em função.
TERÇO APICAL 1/3TERÇO APICAL 1/3
• Tem como objetivo a regularização da forma da constrição apical pela 
ampliação do diâmetro do canal.
• Instrumentação até o CT.
• Buscamos englobar a constrição apical com o objetivo de criar um batente 
na qual o cone principal de obturação irá se encaixar.
• Os instrumentos endodônticos são utilizados em ordem crescente de 
diâmetro, pelo dois números.
Ex.: Lima 30 chegou ao CT
35, 40.
• Cria-se o batente apical.
• O número de instrumentos empregados varia em função da anatomia do 
segmento apical do canal radicular.
• Instrumento tipo K de patência.
• Irrigação/Aspiração a cada troca de instrumento.
• Seguida da inundação da cavidade pulpar com solução química auxiliar.
• O segmento apical de um canal radicular pode ser instrumentado por meio 
de um único avanço e retrocesso até o CT ou por meio de sucessivos 
avanços e retrocessos de 1 a 5 mm até atingir o CT.
REFINAMENTOREFINAMENTO
• O refinamento do preparo deve ser realizado 
por meio do movimento de limagem, 
pressionando o instrumento lateralmente 
contra as paredes polares (vestibular e lingual). 
• O instrumento indicado é o tipo K de aço 
inoxidável ou Hedstrom número 35 ou 40. 
• A cada ciclo, voltar com o instrumento depatência e irrigar e aspirar a solução química 
(hipoclorito de sódio) empregada no preparo 
de canais radiculares.
CONSIDERAÇÕESCONSIDERAÇÕES
• Nos casos em que a patência do canal cementário não 
foi obtida, ou mesmo perdida, o limite apical de 
instrumentação deverá ser o mais próximo possível do 
CT.
• A ampliação do diâmetro apical deverá ser a maior 
possível, levando em consideração a relação diâmetro 
da raiz/diâmetro do instrumento endodôntico. 
• Nos casos de necrose pulpar é recomendado o uso de 
um maior volume de solução irrigante, o uso da 
agulha de irrigação o mais próximo do CT, a remoção 
da smear layer e o uso de medicação intracanal.
CONSIDERAÇÕESCONSIDERAÇÕES
• Casa aluno fazer seu passo a passo para o laboratório.
• Materiais para instrumentação.