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23/10/2019 Função Social da Escola
https://unifacs.blackboard.com/webapps/late-Course_Landing_Page_Course_100-BBLEARN/Controller# 1/10
FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA
CAPÍTULO 2 - QUAL A FUNÇÃO DA ESCOLA NOS ESPAÇOS
FORMAIS E NÃO FORMAIS DE APRENDIZAGEM? 
Tatiana Gomes dos Santos Peterle
INICIAR
Introdução
Nesse capítulo você aprofundará os estudos sobre a função social da escola. Porém, agora, com enfoque maior nas questões que
compreendem a educação em seu ambiente formal e não formal, de modo que você possa compreender como a escola exerce sua
função. A partir da perspectiva histórica e cultural da educação, a contribuição das Concepções Epistemológicas na construção dos
saberes será analisada de maneira que você identifique como os modelos pedagógicos colaboram para a formação docente, além de
compreender a evolução desses modelos e sua funcionalidade no mundo contemporâneo.
Você já se perguntou para que serve a escola? Já parou para pensar como a educação se deu ao longo da história? Sabemos que a escola
é resultado de um processo de ação-reflexão-ação advindo das construções coletivas sociais ao longo da história da humanidade, e que
traz implicações para a vida em sociedade. Dessa forma, um dos fins da educação está em habilitar os jovens a modificarem, por meio de
ações pessoais, a si e ao meio em que vivem, transformando, assim, valores culturais do passado em possibilidades de emancipação do
presente.
Portanto, a função da escola está para além dos seus muros. Nesse sentido, onde você entende que a educação acontece? Apenas nos
espaços da sala de aula ou em salas temáticas? Em quais ambientes a escola pode desempenhar sua função? A partir desses
questionamentos você terá condições de analisar como os ambientes formais e não formais da educação podem colaborar para uma
prática reflexiva, que tenha por proposta garantir os direitos sociais da educação de modo que a escola, ao exercer seu papel, possa
oportunizar uma formação para a vida.
Bom estudo!
2.1 Função social da escola: ambiente formal
Você sabe dizer ao certo em que ambiente a educação acontece? Ou melhor, você sabe como a escola desempenha sua função social em
seu ambiente formal? O que é o ambiente formal?
Sabemos que a escola é um espaço que tem como responsabilidade primordial realizar a educação formal, aquela onde os
conhecimentos socialmente construídos ao longo da história, conhecimentos científicos, são repassados para o aluno por meio da
mediação entre professor x conhecimento x alunos.  Podemos afirmar que “a pessoa se educada se constrói em diversos ambientes – a
escola é mais um ambiente que se soma a estes outros – e a partir de diversas experiências” (SIQUEIRA, 2004, p. 43).
Vamos agora conhecer real papel da escola no contexto do ambiente formal e interpretar a função social tendo por base a dialeticidade e
os pontos paradoxais dentro da ambiência educativa.
2.1.1 A função social da escola na história
No decorrer da história da humanidade muitas foram as transformações, contudo, apesar de tantas mudanças, até os dias atuais a escola
representa uma instituição que tem por objetivo principal socializar todo o saber. Desse modo, podemos afirmar que a escola é o lugar
onde o conhecimento foi, é e será difundido para as gerações. Podemos dizer que diante tantas novidades na sociedade contemporânea,
nenhuma outra instituição foi capaz de substituir a escola. 
23/10/2019 Função Social da Escola
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Da maneira como existe entre nós, a educação surge na Grécia e vai para Roma, ao longo de muitos séculos da história de espartanos, atenienses e
romanos. Deles deriva todo o nosso sistema de ensino e, sobre a educação que havia em Atenas, até mesmo as sociedades capitalistas mais
tecnologicamente avançadas têm feito poucas inovações (BRANDÃO, 2005, p. 35).
Todavia, a estrutura e a organização do ensino passaram por várias modificações ao longo dos anos – e isso inclui o ensino brasileiro –,
mas nenhuma permitiu que houvesse outro espaço com os mesmos objetivos que a educação escolar. Segundo Becker (2008), partimos
do pressuposto de que o sistema educacional brasileiro possui seus alicerces na racionalização e democratização do ensino, contudo, na
prática a escola apresenta formas rígidas de manutenção de características elitistas da educação, além de uma burocratização como
mecanismo de controle do Estado.
Dessa forma, a educação tem como uma de suas principais funções a libertação e a emancipação do ser humano, e nesse contexto o
ambiente formal do ensino é um dos responsáveis por promover o desenvolvimento de uma nação. 
Compreendemos que formação, instrução, não ocorre somente por meio do ensino formal. Segundo Brandão (2005, p. 9): “Não há uma
forma única nem um único modelo de educação; a escola não é o único lugar onde ela acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino
escolar não é a sua única prática e o professor profissional não é o seu único praticante”. Desse modo, entendemos que ensino e
educação interferem diretamente nas ações humanas.
Portanto, precisamos estar atentos e refletir sempre sobre a função da escola não apenas como um espaço de transmissão de
conhecimentos, mas, sobretudo, como mais um lugar que atua no processo educacional, o qual é o próprio ser humano quem organiza e
estrutura os objetivos e fins da educação. 
2.1.2 O papel da escola no ambiente formal
Compreendemos, por ambiente formal, aquele disponível na escola, espaço em que o ensino escolar acontece, por exemplo, a sala de
aula, o laboratório de informática, a brinquedoteca etc. Enfim, a escola é a representação do ambiente formal do ensino. Esse espaço
pode ser dividido por etapas ou turmas nas quais os alunos são dispostos por faixa etária e que se desdobram em série, ano ou ciclo.
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB 9.394/1996:
Art.1 A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino
e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. § 1 Esta Lei disciplina a educação escolar, que se
desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.§ 2 A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à
prática social (BRASIL, 1996, s. p.).
Pautados na LDB 9.394/1996, podemos concluir que a educação formal é aquela que ocorre no interior da escola sob a mediação do
professor, que transfere conhecimentos aos alunos. Contudo, na escola atual, os muitos desafios encontrados dificultam esse objetivo. A
falta de recursos didáticos, remuneração que estimule uma prática de formação continuada dos professores, além dos aspectos
estruturais e físicos da escola são os grandes limitadores do trabalho docente.
Nesse cenário, não tem sido fácil para os educadores estimularem os alunos a se manterem interessados no ensino, pois muitos ao invés
de dedicarem sua atenção às aulas, ocupam-se com o uso de aparelhos eletrônicos, conversas com amigos que fogem do tema que está
sendo ensinado, além dos problemas socioemocionais que nem sempre os alunos conseguem administrar. E tudo isso faz com que muito
do que é falado em sala de aula pouco seja aprendido. Por isso, podemos dizer que a educação formal requer de seus envolvidos um
esforço pessoal maior, chamado de extraclasse, ou tarefa de casa.
Assim, o real papel da escola nos ambientes formais é o de ensinar ao aluno, além dos conteúdos dispostos na base curricular comum, a
apropriar-se dos seus direitos de cidadão de modo que ele se torne um sujeito mais crítico e reflexivo e, ainda, possa desempenhar seu
papel de cidadão em prol da emancipação e desenvolvimento social.
Por fim, vale destacar que a organização dos tempos e espaços na escola para o processo formativo tanto do aluno, quanto do professor,é necessária, além de determinar e deixar explícito que tipo de aprendizagem está sendo ofertada.
2.1.3 Os desafios da educação em ambientes formais
Presenciar a rotina escolar significa adquirir uma experiência de vida, vivência que é flexível e pode variar de acordo com a sociedade, os
sujeitos e as culturas. Um dos grandes desafios da ação pedagógica e da direção escolar é organizar e reorganizar os tempos, os espaços
e o trabalho docente, de forma que outras propostas pedagógicas possam surgir. E mesmo que isso cause conflitos, às vezes é necessária
a divergência para que se alcance o sucesso.
Figura 1 - O ensino restrito à sala de aula caracteriza a escola como espaço formal de aprendizagem.
Fonte: joyful designs, Shutterstock, 2018.
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Sobre o desafio de organizar o ambiente escolar, seu tempo e espaço, a escola deve superar alguns paradigmas como o tempo
cronometrado das aulas, que está arraigado na ascensão de níveis e em resultados e avaliações. Reorganizar o ambiente formal de
ensino oferece aos alunos condições apropriadas para a reflexão crítica sobre o conhecimento e sobre a vida. Uma escola tradicional
diante de uma organização minuciosa e incisiva do tempo e espaço escolar faz com que seus professores não explorem outras
possibilidades, muito menos as relações pedagógicas que se dão nas relações humanas.
O programa Roda de Conversa exibido em 8 de abril de 2013, pelo Canal Minas Saúde, traz como tema os espaços não formais do conhecimento: a escola além da escola. O
enfoque apresenta esses locais como ambientes de discussões e reflexões sobre o contexto educacional brasileiro. Para assistir, acesse o endereço:
<https://www.youtube.com/watch?v=JdLKPMCVPEY (https://www.youtube.com/watch?v=JdLKPMCVPEY)>. 
No cotidiano escolar, professores reinventam o currículo, tentam subverter o conteudismo e constroem novas práticas; elaboram os
projetos políticos das escolas, valorizam a história de vida de seus alunos e resgatam a história da comunidade escolar. Também
interferem na gestão, nas políticas educacionais locais, e rompem normas rígidas e burocráticas que impõem limites aos tempos e
espaços da organização escolar.
Quando consideramos o aluno como um sujeito de direitos, entendemos melhor como a educação na escola é importante e necessária,
já que é um ambiente que favorece a aprendizagem, onde professores tornam-se mediadores entre alunos e o conhecimento. Diante
disso, também podemos reconhecer a importância de a escola organizar tempo e espaço para a formação continuada, na qual o
professor poderá compartilhar e trocar experiências.
Dessa forma, podemos concluir que os ambientes formais de aprendizagem apesar da sua institucionalização e importância para a
sociedade como um todo, ainda apresentam muitos desafios quanto à organização dos tempos e espaços.
No tópico a seguir, você conhecerá a função da escola a partir do ambiente não formal de aprendizagem.
VOCÊ QUER VER?
Figura 2 - O desafio da aprendizagem é o principal papel da escola.
Fonte: michaeljung, Shutterstock, 2018.
2.2 Função social da escola: ambiente não formal na perspectiva
histórica e   cultural
Você já parou para pensar que a educação se dá em outros espaços além da escola? Já sabe como que acontece?  Pois é, a educação
também pode ocorrer em ambientes não formais, já ouviu falar? 
A educação em ambiente não formal permite outras possibilidades de aprendizagem, por apresentam-se menos burocratizadas, mais
rápidas, sem hierarquização, portanto mais econômicas. Apesar de todas essas características demonstrarem ser positivas, a educação
não formal não deve ser entendida como a solução do sistema nacional de educação, da educação formal, pois essa perspectiva favorece
o fim da escola pública transferindo a responsabilidade social que o Estado possui para com a sociedade para o setor privado.
VOCÊ SABIA?
Os movimentos sociais são fundamentais na sociedade moderna, pois eles impulsionam as transformações na sociedade, porque os ativistas desses
movimentos, em coletividade, exigem mudanças, clamam por transformações, além de serem uma forma de identificar a satisfação do povo diante dos
governantes e gestores. Quanto a um movimento bem organizado filosófica e politicamente que tende a romper paradigmas e mobilizar discussões
imprescindíveis para o avanço da sociedade, podemos citar o Movimento dos Trabalhadores sem Terra, que hoje já conquistou mudanças das políticas
do país (GOHN, 2008).
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Vejamos agora o papel da escola não formal na história e sua função social assim como os sujeitos envolvidos no processo de
desenvolvimento da aprendizagem de mediação do conhecimento. 
2.2.1 A escola não formal na história da educação
A educação não formal aparece na história a partir da Revolução Industrial entre os séculos XVIII e XIX, um momento de muitas críticas à
formalização do ensino. Firmou-se a partir das diferentes práticas, principalmente que visavam à profissionalização do trabalhador,
sempre mediadas pelas relações entre os envolvidos e como não obedecia à organização das escolas regulares possuía diferentes modos
de estabelecer e experimentar o processo de ensino-aprendizagem. Porém, tanto o campo pedagógico quanto outros setores da
sociedade identificaram que, apesar de tantos benefícios, a educação não formal não conseguia responder todas as necessidades sociais
advindas com as transformações do mundo.
Uma das características da educação não formal é o modo de organizar e perceber as relações do processo de ensino-aprendizagem,
entre professor-aluno etc., por isso, a práxis e os saberes do cotidiano são tão importantes.
As mudanças ocorridas com a estrutura das famílias burguesas em detrimento do processo de industrialização do século XVIII e XIX, além
das inúmeras modificações e novas necessidades advindas com o processo de industrialização e trabalho, foram também relevantes para
o surgimento da educação não formal. Assim, revela o quanto as instituições que são mantenedoras da educação – como a escola e a
família – não desempenhavam seu papel de maneira satisfatória. E por não darem conta das demandas da sociedade em transformação,
abriram espaços para que novas propostas fossem criadas, com o intuito de suprir as falhas deixadas pelas instituições já
institucionalizadas.
Veja um exemplo no caso descrito a seguir:
CASO
Um exemplo de ambiente não formal de aprendizagem é a Casa do Menor Irmão Cavanis, em Ponta Grossa, no Paraná. Esse é um projeto sem
fins lucrativos mantido por uma entidade de assistência social e educacional, ou seja, é uma Organização Não Governamental (ONG). Fundada
em 1969 por padres italianos, desenvolve atualmente projetos em vários estados do país. Somente na unidade de Ponta Grossa (PR), atende
mais 250 crianças de 6 a 18 anos de idade. A equipe pedagógica é formada por um pedagogo, coordenador pedagógico e uma assistente social.
Os professores são contratados por meio de seleção. O projeto também é voltado para a permanência de jovens no Ensino Médio por meio de
um sistema de proteção social, e auxilia nas tarefas escolares visando à redução da evasão. A unidade de Ponta Grossa conta com mais 37
voluntários (PAULA; SANTA CLARA, 2008, p. 185).
Desse modo, podemos afirmar que o direito à formação, tanto por meio dos ambientes formais quanto em ambientes não formais de
acesso ao conhecimento, deve ser oferecido a todos, assim como as oportunidades dadas pelas instituições escolares e como as
propostas de educação não formal. Dessa maneira, haverá sempre um trânsito livre e democrático entre os sujeitos, de modo que
possam buscarsua emancipação.
2.2.2 A função social da escola no ambiente não formal.
O principal objeto da educação não formal é a cidadania, e seus aspectos que compreendem a coletividade, que se dá por meio das
práticas sociais. Como a educação não formal não tem compromisso com a elaboração de um currículo padronizado, sua proposta está
em atender as necessidades e interesses dos sujeitos participantes das ações e práticas desse modelo de ensino. 
Desse modo, vários objetivos são propostos na educação não formal dentre os quais enriquecer a biografia dos sujeitos, acrescendo suas
experiências formativas. Sendo assim, na educação não formal é comum a mistura de idades, experimentos em locais e tempos flexíveis,
a não obrigatoriedade de frequência mínima. Podemos citar como exemplos algumas de suas áreas de abrangência: aprendizagem
política e cidadã, capacitação para o trabalho, práticas e objetivos comunitários voltados para solução de problemas, aprendizagem de
alguns conteúdos da educação formal – porém, em ambientes diferenciados –, desenvolvimento de práticas que envolvem diversas
mídias (como a eletrônica). Nesse sentido, podemos complementar:
Os espaços onde se desenvolvem ou se exercitam as atividades da educação não-formal são múltiplas, a saber: no bairro-associação, nas organizações
que estruturam e coordenam os movimentos sociais, nas igrejas, nos sindicatos e nos partidos políticos, nas organizações não governamentais, nos
espaços culturais, e nas próprias escolas, nos espaços interativos dessas com a comunidade etc. (GOHN, 2008, p. 101).
No Brasil, desde 2010, a educação não formal tem apresentado propostas voltadas para as camadas mais pobres, promovidas pelos
órgãos públicos ou por diferentes segmentos da sociedade, ora também por meio de parcerias entre o público e o privado, e tem
aparecido na mídia com maior frequência quando compreende as ações relativas às questões ambientais. Temos como exemplo a
Agenda 21 brasileira, que é um “[...] instrumento de planejamento participativo para o desenvolvimento sustentável do país, resultado de
uma vasta consulta à população brasileira” (BRASIL, 2008, s. p.). Foi coordenado pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento
Sustentável (CPDS) e Agenda 21; construído a partir das diretrizes da Agenda 21 Global, e entregue à sociedade, por fim, em 2002
(BRASIL, 2008).
2.2.3 O professor na escola não formal 
Figura 3 - A educação não formal e sua prática na atualidade.
Fonte: Syda Productions, Shutterstock, 2018.
Figura 4 - Educação em espaços não formais.
Fonte: Tyler Olson, Shutterstock, 2018.
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O educador da escola não formal precisa voltar-se para as questões que envolvam as mudanças políticas e sociais no mundo. O professor
deve ser um profissional reflexivo e questionador, fazendo com que sua prática seja sempre autoavaliativa e tendo em vista a
colaboração para uma formação crítica dos alunos, na qual a aprendizagem é uma troca de experiências. Segundo Gadotti (2007, p. 42):
“[...] o professor precisa saber muitas coisas para ensinar, mas o mais importante não é o que é preciso saber, mas como devemos ser
para ensinar. O essencial é não matar a criança que existe ainda dentro de nós. Matá-la seria matar o aluno que está à nossa frente”.
Na educação não formal a flexibilidade na prática docente é de suma importância, uma vez que não é a atividade em si que vai
determinar a educação não formal, mas sim a escolha do projeto político de experiência do educador que, consequentemente, refletirá
na aprendizagem dos educandos.
Assim, de acordo com Freire (1996, p. 53): “[...] a leitura do mundo precede a leitura da palavra”, o que permite, na educação não formal,
que o educador aguce a curiosidade dos educandos e promova a reflexão crítica que leva à construção da autonomia. Nesse sentido,
sobre o trabalho docente:
Para os professores, uma oportunidade ímpar de aprender e crescer, um momento mágico de revisão crítica e decisões corajosas; para os professauros,
o angustiante retorno a uma rotina odiosa, o eterno repetir amanhã tudo quanto de certo e de errado se fez ontem (ANTUNES, 2014, p.13).
Importante ressaltar, ainda, que na educação não formal o trabalho docente necessita de muita dedicação, estudo, vivências e
criatividade, pois para que os alunos se mantenham ativos, as aulas e atividades devem ser dinâmicas, atrativas e prazerosas, de modo a
envolvê-los e permitindo que compreendam o espaço de aprendizagem não formal como um lugar em que o conhecimento fará deles
cidadãos críticos, reflexivos e atuantes na sociedade.
A partir dos conhecimentos que englobam a educação formal e não formal, a seguir você conhecerá as contribuições da concepção
epistemológica na perspectiva da construção dos saberes pedagógicos.
Figura 5 - Educação como possibilidade de transformação da realidade.
Fonte: alphaspirit, Shutterstock, 2018.
2.3 Concepções epistemológicas 
Você sabe o que é epistemologia? Epistemologia é um campo da filosofia que estuda as etapas e limites do conhecimento humano e sua
relação com o conhecimento. Por isso é também conhecida como teoria do conhecimento.  Segundo Tesser (1994, p. 91) devemos
conceituar epistemologia como “discurso (logos) sobre a ciência (episteme)”. Ou seja, epistemologia (episteme + logos) é a ciência da
ciência; filosofia da ciência. É o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências. É a teoria do
conhecimento (TESSER, 1994).
Então, o que seriam as concepções epistemológicas? Como as concepções epistemológicas se relacionam com a construção dos saberes
pedagógicos? Sabemos que há três diferentes possibilidades para explicar a relação ente ensino e aprendizagem na educação, que são o
empirismo, apriorismo e construtivismo – esses seriam os modelos epistemológicos. 
Temos também modelos pedagógicos que, junto com os epistemológicos, colaboram para representar o processo de desenvolvimento
da aprendizagem.
A seguir você saberá um pouco sobre mais sobre esses temas e como eles se relacionam com a construção dos saberes pedagógicos.
2.3.1 Construção dos saberes a partir das concepções epistemológicas
A construção dos saberes contempla a epistemologia no campo das suas concepções. Um exemplo é quando, ao pensarmos em
desenvolvimento de uma nação numa perspectiva epistemológica, há a necessidade de novos conhecimentos para que possamos
esclarecer os fenômenos ainda não explicados por toda a humanidade.
Figura 6 - A construção do conhecimento contempla a epistemologia.
Fonte: iryna, Shutterstock, 2018.
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Para compreendermos o processo de ensino e aprendizagem, e como ele se deu ao longo da história até os dias atuais, é importante que
tenhamos claro que tanto o ensino quanto a aprendizagem estão dispostos em uma relação que pode ser representada por modelos, ora
chamados de modelos pedagógicos, ou até de teorias da aprendizagem. Um modelo pedagógico apresenta a metodologia de ensino
utilizada para o desenvolvimento do processo. Conforme afirma Becker (2008, p. 01): “[...] existem três diferentes formas de representar a
relação entre ensino e aprendizagem escolar ou, mais especificamente, entre o exercício da docência e as atividades de sala de aula”: 
pedagogia diretiva;
pedagogia não diretiva;
pedagogia relacional.
Esses modelos pedagógicos estão sob os pilares das concepções epistemológicas, e essas concepções, por sua vez, são a empirista, a
apriorista e a construtivista. Essesmodelos têm dialogado desde a década de 1970, diante das críticas da sociologia da educação e, mais
recentemente, da psicologia sócio-histórica. Independentemente do tempo em que se dá a discussão, o que se busca é uma forma de
apontar para novos caminhos didáticos e metodológicos para a aquisição do conhecimento.
No livro “Educação e Construção do Conhecimento”, de Fernando Becker (2008), o autor debate os modelos do conhecimento empirista, apriorista e construtivista,
apontando seus reflexos em sala de aula. Apresenta também a perspectiva construtivista e sua forma de valorização dos alunos a partir da aprendizagem crítica e reflexiva.
A obra traz grande contribuição para a educação, na medida em que possibilita análises e reflexões sobre as práticas pedagógicas adotadas pelos professores, defendendo
um ensino menos passivo.
Toda essa discussão teórica traz avanços para a educação, uma vez que os conhecimentos científicos ganham espaço privilegiado,
ocupando lugar do conhecimento advindo do senso comum e favorecendo o desenvolvimento da aprendizagem de maneira mais
reflexiva.
A seguir, abordaremos os modelos pedagógicos de forma detalhada.
2.3.2 Modelos pedagógicos e os processos de aprendizagem
Já sabemos que existem três modelos pedagógicos que auxiliam e podem explicar o processo de aprendizagem. 
Temos na pedagogia diretiva o conceito de que o aluno só aprende se o professor ensina, e que pode também ser compreendido pela
colocação: o professor fala e o aluno escuta. Nesse modelo pedagógico, o aluno é compreendido como uma tábua rasa, vazio de
conhecimento, e tudo o que ele virá a conhecer é porque o professor ensinou. Somente o professor é capar de desenvolver no aluno um
conhecimento novo.
Já na pedagogia não diretiva, o papel do professor muda: ele passa a ser um facilitador, um ajudante ou auxiliar do aluno no seu
processo de aprendizagem. O aluno aprende por si mesmo, não há necessidade da interferência do professor, ele apenas facilita a
aprendizagem.
Todavia, na pedagogia relacional o aluno é visto como um sujeito capaz de aprender sempre, assim como também ensina. Alunos e
professores, juntos, buscam novas possibilidades de aprendizagem e novos conhecimentos.
O professor Dr. Mario Sérgio Cortella, no vídeo Conteúdo e conhecimento do programa Café Literário, discute o que é conhecimento e como, muitas vezes, nos confundimos
com a informação que recebemos. Para assistir, acesse o endereço: <https://www.youtube.com/watch?v=Y9aImcSqp2U&t=402s (https://www.youtube.com/watch?
v=Y9aImcSqp2U&t=402s)>. 
É importante compreender que a educação e a construção do conhecimento se dão à medida que haja interação tanto para o aluno
quanto para o professor, o que favorece a busca pela solução de problemas do cotidiano, da consolidação e aquisição do conhecimento
já constituído e da construção de novos saberes.
2.3.3 Modelos epistemológicos
Podemos dizer que os modelos epistemológicos antecedem os modelos pedagógicos, contudo os complementam. Desde os primórdios
da história, com Aristóteles na Antiguidade, e principalmente na Idade Moderna entre os séculos XVI e XVII, com Descartes, o
conhecimento é questionável. Para Descartes, os homens tinham suas opiniões, mas estavam distantes de ter certeza dos fatos e das
coisas do mundo. A partir de então, surge o movimento filosófico chamado empirismo: “[...] só é verdadeiro aquilo que é demonstrável”
(FRANCO, 1986, p. 24).
No modelo empirista, a fonte do conhecimento de todo o mundo está na experiência vivida no meio físico por meio dos sentidos, do
ambiente. O homem nasce vazio, como uma “tábula rasa”. Segundo Locke (2012), o homem nunca atinge uma verdade plena, pois
sempre haverá nos fatos fonte de explicação para o mundo.
VOCÊ QUER LER?
Figura 7 - Modelos pedagógicos auxiliam o processo de ensino e aprendizagem.
Fonte: Minerva Studio, Shutterstock, 2018.
VOCÊ QUER VER?
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John Locke (1632-1704) foi um filósofo inglês, descrito no site ebiografia (s. d., s. p.) como “[...] o principal representante do empirismo, teoria que afirmava que o
conhecimento era determinado pela experiência, tanto de origem externa, nas sensações, quanto interna, a partir das reflexões. Sua teoria política deixou grande
contribuição ao desenvolvimento do liberalismo, principalmente a noção de Estado de direito”. Para saber mais, acesse o endereço:
<https://www.ebiografia.com/john_locke/ (https://www.ebiografia.com/john_locke/)>. 
Desse modo, segundo a concepção de Piaget encontrada nos estudos de Becker (1994), o empirismo “[...] tende a considerar a
experiência como algo que se impõe por si mesmo, como se fosse impressa diretamente no organismo sem que uma atividade do sujeito
fosse necessária à sua constituição.” (BECKER, 1994, p. 12).
Portanto, a concepção empirista na educação dialoga com a pedagogia diretiva, em que o aluno só aprende se o professor ensinar. O
professor acredita na transmissão do conhecimento, na qual ele é o detentor absoluto do saber: “[...] o professor ainda é um ser superior
que ensina a ignorantes. O educando recebe passivamente os conhecimentos, tornando-se um depósito do educador.” (FREIRE, 1985, p.
38).
Já o modelo epistemológico apriorista apresenta-se de maneira oposta ao empirismo, uma vez que o sujeito deixa de ser uma “tábula
rasa” para tornar-se um indivíduo com conhecimentos prévios, que são determinados pelo seu processo de maturação. Ou seja, o
conhecimento se constitui porque o homem possui a capacidade interna, biológica e, portanto, inata de aprendizagem e de produção do
conhecimento. É uma concepção que retoma a teoria da Gestalt, também conhecida como a aprendizagem por insight, que veio colocar
em pauta o associacionismo americano (movimento da psicologia que se dedicou à concepção de que a aprendizagem ocorre por
associação de ideias).
O modelo apriorista possui relação direta com a pedagogia não-diretiva, pois, tanto em um quanto em outro o professor é um ajudante
do aluno sendo, assim, difícil identificar a sua prática em sala de aula. O aluno é o próprio conhecimento e só precisa saber organizar
seus pensamentos.
Enfim temos o construtivismo, ou interacionismo, advindo da contribuição de Jean Piaget, com sua teoria construtivista:
[...] a vida é uma criação contínua de formas cada vez mais complexas e uma equilibração progressiva entre essas formas e o meio. Dizer que a
inteligência é um caso particular de adaptação biológica é, pois, supor que ela é, essencialmente, uma organização e que sua função consiste em
estruturar o universo da mesma forma que o organismo estrutura o meio imediato (PIAGET, 1979, p. 10).
De acordo com essa concepção, a inteligência se constrói por meio de estruturas formadas mentalmente. Assim, o pensamento não cria
nada novo. O conhecimento é desenvolvido a partir da interação do sujeito com o objeto. E cada nova aprendizagem passa por um
processo de adaptação, que é o equilíbrio entre a assimilação do conhecimento e sua acomodação – conhecimento consolidado pronto
para servir de base para um novo conhecimento. Sobre a inteligência, o teórico construtivista afirma:
A inteligência é assimilação na medida em que incorpora nos seus quadros todo e qualquer dado da experiência. Quer se trate do pensamento quer
graças ao juízo faz ingressar o novo no desconhecido e reduz assim o universo às suas noções próprias, quer se trate da inteligência sensório-motora
que estrutura as coisas percebidas, integrando-as nos seus esquemas (Piaget, 1979, p. 1). 
Assim, podemos concluir que o modelo construtivista é relacional, pois “o professor, além de ensinar, passa a aprender; e o aluno, além
de aprender, passa a ensinar.”(FREIRE apud BECKER, 1994, p. 72).
Jean Piaget (1896-1980), biólogo e cientista, durante a primeira metade do século XX foi considerado o maior nome do campo da educação. As principais contribuições de
Piaget foram no campo do raciocínio lógico-matemático. Apesar de nunca ter atuado como pedagogo seus estudos ampliaram as discussões sobre o processo de aquisição
do conhecimento humano principalmente da criança. Os estudos piagetianos, apensar de seu grande impacto na pedagogia demonstrou que o processo de transmissão de
conhecimentos é limitado. Para o cientista suíço a criança aprende por um processo de descoberta, a partir da sua relação com o objeto de aprendizagem (FERRARI, 2008).
Portanto, considerando as contribuições de Becker (1994), ao traçar o paralelo entre modelos pedagógicos e modelos epistemológicos
compreendemos que ambos se encontram relacionados e contribuem positivamente para a construção dos saberes pedagógicos a partir
do momento em que abrem possibilidades didáticas e metodológicas para a prática docente. A partir desse conhecimento, veremos os
modelos pedagógicos e sua importância para a formação docente e para a práxis na contemporaneidade.
VOCÊ O CONHECE?
VOCÊ O CONHECE?
2.4 Modelos pedagógicos
Durante toda a vida nos deparamos com a palavra “modelo”, que pode apresentar diferentes significados, entre os quais um paradigma,
um padrão de beleza, um boletim, um conjunto de ideias etc. Mas você sabe o que são modelos pedagógicos? Como podemos defini-los?
Há relação entre modelos pedagógicos e a formação do professor?
De antemão, vamos esclarecer o conceito de modelo pedagógico que iremos abordar. Modelo pedagógico, muitas vezes, ganha a
conotação de teorias da aprendizagem ou de metodologia de ensino, mas esses não são sinônimos. 
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Um modelo pedagógico é sempre um padrão esquemático fundamentado em teorias de aprendizagem que colabora e orienta
metodologicamente o currículo escolar que se materializa na práxis docente e na relação entre professor-aluno-conhecimento.
Nesse sentido, na sequência você saberá mais sobre os modelos pedagógicos e sua relação com a prática e formação docente.
2.4.1 Os modelos pedagógicos e a formação docente
De acordo com o que você estudou nos tópicos anteriores, a escola, durante anos, teve como objetivo único a transmissão de
conhecimentos de forma vertical, na qual o professor era o detentor do saber. Nessa perspectiva a escola tinha como prática
metodológica a memorização, a repetição de exercícios e o treino, pois se acreditava que essa era a única forma de alcançar sucesso
através do conhecimento.
Hoje, já se sabe que a escola não é a única detentora do conhecimento, e que o professor não é o dono do saber. Com a globalização e a
tecnologia, a escola mudou muito e, da mesma maneira, também mudaram as práticas pedagógicas que, cada vez com maior
frequência, precisam ser inovadas para atender às demandas da sociedade contemporânea e quebrar paradigmas arraigados nas
posturas de professores frente aos alunos.
O professor passa a ter uma formação para atuar como mediador do processo de ensino-aprendizagem, aquele que mostra os caminhos,
auxilia na busca e esclarece as dúvidas para que, juntos, possam buscar conhecimentos e construir novos saberes. O trabalho docente
passa a ser cooperativo e no, fim, todos ensinam e aprendem. 
Desse modo, os modelos pedagógicos passam por adaptações diante das necessidades da escola atual. É possível encontramos numa
mesma escola diferentes modelos sendo aplicados, ora porque temos professores que não conseguem romper com a prática tradicional,
ora porque não possuem formação apropriada que lhes dê condições de refletir sobre os desafios em sala de aula. 
O importante é termos como objetivo, na formação docente, a possibilidade de conhecer as práticas pedagógicas da história da
educação de modo a identificar qual a que melhor se encaixa no cotidiano escolar, que varia de escola para escola. É necessário que o
professor seja dinâmico, crítico e reflexivo da sua própria ação de tal modo que possa buscar caminhos para a garantia do direito a
aprendizagem e acesso ao conhecimento.
2.4.2 O professor e os desafios do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs)
Como você já viu, a escola hoje apresenta inúmeros desafios, e um deles está relacionado a saber que práticas e modelos pedagógicos
devemos utilizar frente a essa realidade. Começaremos o estudo desse tema pegando como exemplo o uso das tecnologias na escola e
sua relação com os modelos pedagógicos.
Na escola atual, o professor precisa conhecer muito mais que os conteúdos da sua formação acadêmica, pois além de saber sobre as
teorias do conhecimento a respeito da aprendizagem, deve também se apropriar dos recursos tecnológicos disponíveis para que esses
conhecimentos cheguem por uma linguagem mais clara aos alunos – isso inclui o uso da internet. Toda mídia tecnológica e seus recursos
comprovam que tanto alunos quanto professores aprendem.
Sabemos que a internet possibilita não só a busca por informações, mas também auxilia o trabalho docente no processo de explanação
de conteúdo, da pesquisa e na própria educação a distância, oferecendo novos métodos de aprendizagem por meio da interação com os
alunos. Navegar na rede pode ser uma excelente possibilidade de aproximar o aluno ao conhecimento que se pretende ensinar. Mas o
questionamento é: como tornar esse uso proveitoso para os alunos e professores?
VOCÊ SABIA?
O Ministério da Educação (MEC) tem um programa de banda larga para atender as escolas públicas de todo o país. Segundo dados do MEC, “[...] as
tecnologias na educação estão acessíveis a 24,8 milhões de estudantes das escolas públicas brasileiras. O número, que corresponde ao total de alunos
atendidos pelo Programa Banda Larga nas Escolas, do Ministério da Educação, foi anunciado [...] durante a conferência O Impacto das Tecnologias da
Informação e Comunicação (TICs) na Educação” (BRASIL, 2010, s. p.). Leia mais em: <http://portal.mec.gov.br/ultimas-noticias/210-1448895310/15361-
na-rede-publica-tecnologia-atende-24-milhoes-de-alunos (http://portal.mec.gov.br/ultimas-noticias/210-1448895310/15361-na-rede-publica-
tecnologia-atende-24-milhoes-de-alunos)>. 
É importante compreender que obter conhecimento exige dedicação, e que perguntas simples para problemas simples não têm
resultado positivo, portanto o segredo está em saber organizar o pensamento e os objetivos da aprendizagem – e nesse contexto a
internet é a grande aliada.
Enquanto professor na escola contemporânea, ter domínio das teorias da aprendizagem faz toda a diferença, pois quando ele se deparar
com os conflitos advindos da prática será capaz de interagir com os alunos de modo que, em conjunto, possam utilizar os serviços
disponibilizados através das tecnologias.
2.4.3 A formação docente e a escola atual
Sabemos que a formação do professor para a escola contemporânea é um dos maiores desafios da educação. De fato, é muito
importante que o profissional docente esteja preparado para enfrentar o cotidiano escolar e o processo de aprendizagem, o que não é
fácil, por isso ele deve conhecer tanto as teorias da aprendizagem já instituídas ao longo da história, quanto os recursos midiáticos e
tecnológicos disponíveis – e que podem ser utilizados nas mais diferentes metodologias de ensino. 
Para que professor e aluno alcancem resultados positivos no processo de desenvolvimento da aprendizagem, é importante o uso dos
recursos e mídias que favoreçam a comunicação entre educador e educando, como os aparelhos tecnológicos de comunicação, os
computadores para pesquisa etc., e, até mesmo, estreitem a relação entre o aprender e o conhecer.
VOCÊ QUER LER?
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O artigo “Mídia e Educação: reflexões, relatos e atuações”, das professoras-doutoras Jussara Bittencourt de Sá e Heloisa Juncklaus Preis Moraes, analisa como as mídias
podem colaborar no contexto educacional problematizando a escola em face da “sociedade do espetáculo” e diante das políticas educacionais que se sobrepõem às
mídias e à escola. Para ler, acesse o endereço:
<http://www.uff.br/feuffrevistaquerubim/images/arquivos/artigos/mdia_e_educao_jussara_bittencourt_de_s__revista_querubim.pdf
(http://www.uff.br/feuffrevistaquerubim/images/arquivos/artigos/mdia_e_educao_jussara_bittencourt_de_s__revista_querubim.pdf)>. 
Por fim, vale ressaltar que atuar de forma a buscar a transformação exige muito preparo do educador, além da prática de uma ação
crítico-reflexiva sobre seu próprio trabalho. Esses aspectos são elementares, pois tornam o professor um agente mediador do
conhecimento, o que implicará em ações transformadoras da realidade a partir da sua interação com os alunos.
Síntese
Concluímos este estudo, que abordou o papel do pedagogo e a função social da escola, contextualizando os conceitos de modelos
pedagógicos e epistemológicos, educação formal e não formal dentro da perspectiva histórica. 
Neste capítulo, você teve a oportunidade de:
identificar o papel da escola no contexto do ambiente formal;
interpretar a função social tendo por base a dialeticidade e os pontos paradoxais dentro da ambiência educativa;
compreender a função social da escola dentro do contexto do ambiente não formal na perspectiva histórica e  cultural;
identificar a polivalência da escola tendo por base os ambientes não formais;
analisar as concepções epistemológicas na perspectiva da construção dos saberes pedagógicos;
identificar os modelos pedagógicos e  epistemológicos na perspectiva da construção dos saberes pedagógicos;
entender a grande  contribuição dos modelos pedagógicos para a formação docente;
compreender a evolução dos modelos pedagógicos e sua funcionalidade no mundo contemporâneo.
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