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ESTUDO DIRIGIDO - História Educação

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a afirmativa III está correta. 
 
 
6 - De maneira geral, a sociedade foi influenciada pela civilização grega, mas no campo da filosofia é que a 
contribuição dessa civilização trouxe maiores contribuições, especialmente a partir dos estudos racionais, que 
tiveram como principais expoentes três grandes filósofos. Quais são eles e quais suas principais contribuições? 
 
7 - O MITO DA CAVERNA DE PLATÃO 
“O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem presos em correntes numa caverna e que passam todo 
tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas 
sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os 
prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações. 
Vamos imaginar que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o interior da caverna e o 
mundo externo. Entraria em contato com a realidade e perceberia que passou a vida toda analisando e julgando apenas 
imagens projetadas por estátuas. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os 
seres de verdade, com a natureza, com os animais e etc. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento 
adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, 
pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros vão 
o chamar de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas.” 
 
 
Reflita sobre o Mito da Caverna e seu significado para a concepção de homem ocidental e sua educação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EDUCAÇÃO ANTIGA: OCIDENTAL - ROMANA 
 
� Educação prática (aprende fazendo). 
� A educação dava ênfase à formação moral e física (formação do guerreiro). 
� O ideal de Direitos e Deveres. 
 
Após a conquista romana (146 a.C.) a cultura grega foi rapidamente assimilada pelos conquistadores. Os 
romanos tinham a mentalidade prática, procuravam alcançar resultados concretos, adaptando os meios aos 
fins. 
Grego - julgamento pelo padrão de racionalidade. 
Romano - julgamento pelo critério da utilidade / eficácia. 
 
O ideal romano de educação decorre da concepção de direitos e deveres. A família desempenhava papel 
muito importante na educação. A característica fundamental do método de educação era a imitação. A 
educação era prática. 
 
 A educação primitiva romana era dada praticamente no lar. 
 
Posteriormente surgiram as Escolas Elementares (ludi) onde eram ministrados os rudimentos das artes de ler, 
escrever e contar. O mestre dessas escolas chamava-se ludi-magister. 
 
O contato com outros povos fez surgir novos tipos de instituições educacionais: 
- Escolas do gramático - grego e latim. 
- Escolas do retórico - oratório para a carreira política. 
 
As escolas do retórico acolheram posteriormente o ensino de direito e filosofia, convertendo-se em 
universidades. 
 
A educação na Roma arcaica teve, sobretudo, caráter prático, familiar e civil, destinada a formar em particular 
o civis romanus, superior aos outros povos pela consciência do direito como fundamento da própria 
“romanidade”. 
 
O civis romanus era, porém, formado antes de tudo em família pelo papel central do pai, mas também da mãe, 
por sua vez menos submissa e menos marginal na vida da família em comparação com a Grécia. 
 
A mulher em Roma era valorizada e portanto reconhecida como sujeito educativo, que controlava a educação 
dos filhos, confiando-os a pedagogos e mestres. 
 
Diferente, entretanto, é o papel do pai, colocado no centro da vida familiar e por ele exercida com dureza, 
abarcando cada aspecto da vida do filho (desde a moral até os estudos, as letras, a vida social). 
 
Para as mulheres, porém, a educação era voltada a preparar seu papel de esposas e mães, mesmo que depois, 
gradativamente, a mulher tenha conquistado maior autonomia na sociedade romana. 
 
PEDAGOGIA ROMANA 
O teórico da pedagogia romana pode ser considerado Quintiliano. Nasceu na Espanha no II século d.C., foi professor de 
retórica em Roma, o primeiro docente pago pelo estado. Na Instituição Oratória, em doze livros, expõe o processo de 
formação do orador. Quintiliano faz uma exposição completa, propondo programas e métodos que foram em grande 
parte adotados sucessivamente nas escolas do império romano. 
 
 
 
 
 
 
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ESCOLA ROMANA 
Em Roma também foram se organizando escolas segundo o modelo grego, destinadas a dar uma formação gramatical e 
retórica, ligada à língua grega. Só no século I a. C. é que foi fundada uma escola de retórica latina, que reconhecia total 
dignidade à literatura e à língua dos romanos. Pouco tempo depois, o espírito prático, próprio da cultura romana, levou a 
uma sistemática organização das escolas, divididas por graus e providas de instrumentos didáticos específicos (manuais). 
Quanto aos graus, as escolas eram divididas em: 
1. Elementares (ou do litterator ou ludus, dirigidas pelo ludi magister e destinadas a dar a alfabetização primária: ler, 
escrever e, freqüentemente, também calcular; tal escola funcionava em locais alugados ou na casa dos ricos; as crianças 
dirigiam-se para lá acompanhadas do paedagogus, escreviam com o estilete sobre tabuletas de cera, aprendiam as letras 
do alfabeto e sua combinação, calculavam usando os dedos ou pedrinhas – calculi - , passavam boa parte do dia na escola 
e eram submetidas à rígida disciplina do magister, que não excluía as punições físicas). 
2. Secundárias ou de gramática (nas quais se aprendia a cultura nas suas diversas formas: desde a música até a 
geometria, a astronomia, a literatura e a oratória; embora predominasse depois o ensino literário na sua forma 
gramatical e filosófica, exercido sobre textos gregos e latinos). 
3. Escolas de retórica – política, forense, filosófica etc. – (onde eram promovidos os discursos sobre exemplos morais e os 
debates sobre problemas reais ou fictícios. Embora mais limitada em comparação à educação grega. Eram escassas a 
gramática, a música, e também a ciência e a filosofia). 
Existiam também, escolas para os grupos inferiores e subalternos, embora menos organizadas e institucionalizadas. Eram 
escolas técnicas e profissionalizantes, ligadas a os ofícios e às práticas de aprendizado das diversas artes. As técnicas eram 
ligadas num primeiro momento, ao exército e à agricultura, depois ao artesanato, e por fim ao artesanato de luxo. 
 
 
ATIVIDADE 
 
1 - Qual o ideal romano de educação? 
 
2 - Qual o papel da família na educação romana? 
 
3 - As escolas romanas eram divididas por graus. Relacione-os. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EDUCAÇÃO MEDIEVAL: A ESCOLÁSTICA 
 
� Ponto de início: doutrina da igreja católica. 
� Educação conservadora. 
� Criticava a educação grega (liberal) e romana (prática). 
� Fundação da Companhia de Jesus (jesuítas). 
 
No período medieval, a educação era desenvolvida em estreita simbiose com a Igreja, com a fé cristã e com as 
instituições eclesiásticas que eram as únicas delegadas (com as corporações no plano profissional) a educar, a 
formar, a conformar. Da Igreja partiram os modelos educativos e as práticas de formação, como também nela se 
discutiam tanto as práticas como os modelos. 
A educação ministrada pela primitiva igreja cristã veio, gradualmente, substituir a decadente educação romana. 
Durante este período predominou uma concepção de educação que se opunha ao conceito liberal individualista 
dos gregos, e ao conceito de educação prática e social dos romanos. 
A partir de Constantino, o império adotou o cristianismo