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FACULDADE PRINCESA DO OESTE 
CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
DOCENTE: MARIA DA CONCEIÇÃO S. O. CUNHA 
 
 DISCENTES: THIAGO LANDIM 
 VICENI ALMEIDA 
 
 
 
 
 
 
DIDÁTICA APLICADA A ENFERMAGEM 
 
 
 
 
 
 
 
CRATEÚS – CE 
2019 
 
 
 
 
 
 
 
Thiago Landim Ferreira Mourão 
Viceni Almeida Ludgero 
 
 
 
Didática aplicada ao TEA (transtorno do espectro autista) 
 
 
 
Pesquisa bibliográfica 
sobre como aplicar a didática a indivíduos 
com autismo para o curso de Bacharelado 
em Enfermagem 
 
 
 
 
 
 
 
Crateús - ce 
2019 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Autismo segundo o mini Aurélio é um fenômeno patológico caracterizado pelo 
desligamento da realidade exterior e criação mental de um mundo autônomo. 
Mas para o Ministério Público de São Paulo, o autismo é um Transtorno Global 
do Desenvolvimento (também chamado de Transtorno do Espectro Autista), 
caracterizado por alterações significativas na comunicação, na interação social e 
no comportamento da criança. Essas alterações levam a importantes dificuldades 
adaptativas e aparecem antes dos 03 anos de idade, podendo ser percebidas, em 
alguns casos, já nos primeiros meses de vida. As causas ainda não estão 
claramente identificadas, porém já se sabe que o autismo é mais comum em 
crianças do sexo masculino. As características da pessoa autista variam de 
acordo com o transtorno detectado, a síndrome do espectro do autismo segundo 
a AIA (Associação para a Inclusão e Ação ao Autismo) do município de Braga , 
é uma série de perturbações do desenvolvimento da criança caracterizadas por 
um conjunto de sintomas e provocadas por um problema a nível neurológico, 
ocasionando a falta de habilidades sociais no qual a pessoa deixa de entender o 
outro, dificuldade da fala verbal e não verbal, uso de movimentos e ações 
repetitivas. A arte de ensinar não é e nunca foi uma tarefa tão simples como 
muitos pensam. Ao contrário, tal processo exige uma série de habilidades e 
competências para que o educador consiga diferenciar e articular fatores sociais, 
individuais, internos e externos, que influenciam o tempo todo no ensino. Mas se 
ensinar crianças, adolescentes, jovens e adultos que estão inclusos dentro dos 
“padrões” já é tão complexo, o que dizer de ensinar crianças especiais com 
autismo? O presente estudo, visa apresentar métodos eficazes a serem 
utilizados, ao se tratar de indivíduos com TEA. 
 
 
 
 
MÉTODOS ALTERNATIVOS DE ENSINO 
PECS 
O PECS é um sistema único de comunicação alternativa / aumentativa 
desenvolvido nos EUA em 1985 por Andy Bondy, PhD, e Lori Frost, MS, 
CCC-SLP. O PECS foi implementado pela primeira vez com alunos de 
pré-escola diagnosticados com autismo no Programa de Autismo de Delaware. 
Desde então, o PECS foi implementado com sucesso em todo o mundo, com 
milhares de alunos de todas as idades que têm várias dificuldades cognitivas, 
físicas e de comunicação. O protocolo de ensino do PECS é baseado no livro de 
B.F. Skinner, Comportamento Verbal, e análise de comportamento aplicada do 
amplo espectro. Estratégias específicas de estímulo e reforço que levarão à 
comunicação independente são usadas em todo o protocolo. O protocolo 
também inclui procedimentos sistemáticos de correção de erros para promover a 
aprendizagem se o erro ocorrer. Dicas verbais não são usados, construindo 
iniciação imediata e evitando dependência. O PECS consiste em seis fases e 
começa ensinando um indivíduo a dar uma única figura de um item ou ação 
desejada a um “parceiro de comunicação” que imediatamente honre a troca 
como um pedido. O sistema prossegue ensinando a discriminação de figuras e 
como juntá-las em frases. Nas fases mais avançadas, os indivíduos são ensinados 
a usar iniciadores, responder perguntas e comentar. O principal objetivo do 
PECS é ensinar comunicação funcional.Pesquisas mostram que alguns alunos 
que usam o PECS também desenvolvem a fala. 
 
 
 
 
 
 
ABA 
ABA é a abreviação para Applied Behavior Analysis. É conhecida também 
como Análise do Comportamento Aplicada. Muitos definem a aplicação de 
ABA para crianças autistas como “aprendizagem sem erro”. Basicamente, o 
ABA trabalha no reforço dos comportamentos positivos. A academia nacional 
de ciências dos EUA, por exemplo, concluiu que o maior nº de estudos bem 
documentados se utilizou de métodos comportamentais. Além disso, a 
Associação para a Ciência do Tratamento do Autismo dos Estados Unidos, 
afirma que a terapia ABA é o único tratamento que possui evidência científica 
suficiente para ser considerado eficaz. O que é “Aprendizagem sem erros”? O 
aprendizado sem erros envolve o alerta precoce e imediato do alvo, de modo que 
a resposta do aluno esteja correta. Essas instruções imediatas garantem o 
sucesso. Uma vez que o aluno esteja familiarizado com o comportamento alvo, a 
solicitação é sistematicamente diminuída até que o aluno seja capaz de 
responder corretamente por conta própria. O uso da Análise Comportamental 
Aplicada voltada para o autismo baseia-se em diversos passos: Instruções 
iniciais e imediatas, garantir sucesso, avisos que desaparecem com o tempo, 
aluno capaz de responder por conta própria e diminui a frustração e aumenta a 
motivação A terapia ABA envolve o ensino intensivo e individualizado das 
habilidades necessárias para que a criança autista possa adquirir independência e 
a melhor qualidade de vida possível. Dentre as habilidades ensinadas incluem-se 
os comportamentos interferem no desenvolvimento e integração do indivíduo 
diagnosticado com autismo 
 
1- Comportamentos sociais, tais como contato visual e comunicação funcional; 
 
 
 
2- Comportamentos acadêmicos tais como pré-requisitos para leitura, escrita e 
matemática; 
 
3- Atividades da vida diária como higiene pessoal. 
 
4- A redução de comportamentos tais como agressões, estereotipias, autolesões, 
agressões verbais, e fugas 
 
Durante o tratamento comportamental (ABA), habilidades geralmente são 
ensinadas em uma situação de um aluno com um professor via a apresentação de 
uma instrução ou uma dica, com o professor auxiliando a criança através de uma 
hierarquia de ajuda (chamada de aprendizagem sem erro). As oportunidades de 
aprendizagem são repetidas muitas vezes, até que a criança demonstre a 
habilidade sem erro em diversos ambientes e situações. A principal característica 
do tratamento ABA é o uso de consequências favoráveis ou positivas 
(reforçadoras). 
Um dos benefícios do aprendizado sem erros é que diminui a frustração e o 
desânimo. Ao garantir que os alunos respondam corretamente, especialmente 
durante a aquisição de uma nova habilidade, o aprendizado sem erros pode 
ajudar a aumentar a motivação e o prazer de aprender. 
Concluindo, a terapia ABA consiste no ensino intensivo das habilidades 
necessárias para que o indivíduo diagnosticado com autismo ou transtornos 
invasivos do desenvolvimento se torne independente. O tratamento baseia-se em 
anos de pesquisa na área da aprendizagem e é hoje considerado como o mais 
eficaz. 
 
 
 
 
TEACCH 
O programa TEACCH - Treatment and Education of Autistic and Related 
Communication Handicapped Children, que em português significa Tratamento 
e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a 
Comunicação. De acordo com Lewin e Leon (1995), o TEACCH consiste em: 
Um programa de atendimento que envolve basicamente a psicologia 
comportamental e a psicolinguística. Tem como objetivo apoiar o autista a 
chegar à idade adulta como máximo de autonomia possível. Ajudando-o a 
adquirir habilidades de comunicação para que possam se relacionar com outras 
pessoas e, dentro do possível dar condições de escolha para a criança. O 
TEACCH baseia-se em princípios tais como: adaptação do ambiente às 
limitações da criança, elaboração de um plano de intervenção, alteração da grade 
curricular e de ensino, readaptação da avaliação e capacitação dos profissionais. 
Além disso, o TEACCH tem a proposta de esclarecer sobre a etiologia, possíveis 
causas do autismo e o sobre o programa de acompanhamento psicoeducacional. 
Segundo Lewin e Leon (1995), os pontos de apoio do TEACCH seriam: uma 
estrutura física bem delimitada, com cada espaço para a função; atividades com 
sequências e que as crianças saibam o que se exige delas, uso direto de apoio 
visual. Conforme for reavaliando-se cada criança consegue-se ir mudando suas 
rotinas para que ela vá se desenvolvendo. O método TEACCH pode minimizar 
os sintomas e fazer com que a criança consiga lidar com mais tolerância as 
atividades que antes lhe pareciam confusas. Dessa maneira, existe a 
possibilidade de mudar tendências inatas do comportamento. 
 
 
 
 
 
 
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS 
Segundo dados do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão 
ligado ao governo dos Estados Unidos, existe hoje um caso de autismo a cada 
110 pessoas. Dessa forma, estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de 
habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas. São mais de 300 mil 
ocorrências só no Estado de São Paulo, lembrando que esses números são 
apenas estimativas pois segundo a revista do autista, artigo publicado em março 
de 2019, o Brasil não tem estudos de prevalência sobre o autismo. Não temos 
números oficiais. O único trabalho brasileiro neste sentido, foi um estudo-piloto, 
em 2011, no interior de São Paulo, na cidade de Atibaia, que resultou em 1 
autista para cada 367 crianças — a pesquisa foi feita num bairro de apenas 20 
mil habitantes daquela cidade, coordenado pelo médico Marcos Tomanik 
Mercadante, psiquiatra da infância e adolescência, referência em autismo no 
país, falecido em 2011. Devido à escassez de dados e de pesquisas não se pode 
afirmar ao certo a magnitude desses números. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
Diante de tudo que foi exposto, pudemos constatar que é de suma importância 
que as crianças autistas sejam ensinadas de maneira própria e especial, para que 
possam ser ativos na sociedade e viver dentro de parâmetros sadios. 
A lei 12.764, de 27 de dezembro de 2012 garante o incentivo à capacitação dos 
profissionais para atuar com os autistas, numa sala de aula, sendo também 
imprescindível para o profissional da saúde saber lidar com esses indivíduos, 
para orientar, cuidar e ensinar sobre os cuidados básicos, uma vez que o 
enfermeiro é quem mais tem contato direto com o paciente, para isso ele deverá 
utilizar de metodologias que favoreçam a aprendizagem da criança autista. 
As propostas metodológicas de ensino para crianças autistas tendem a variar 
conforme suas necessidades e transtorno, cada criança precisa de um 
atendimento diferenciado com metodologias apropriadas a suas necessidades. É 
certo que o profissional deve respeitar suas limitações, mas deve também propor 
atividades incentivadoras promovendo estímulos e quem sabe, sua superação. 
Durante o processo de ensino o profissional deve sempre pensar na criança 
autista, refletindo sobre possíveis metodologias que ela consiga compreender, 
para isso pode utilizar-se da sensibilidade visual e auditiva que alguns autistas 
têm, e repassar os devidos cuidados de maneira que possa usar essas habilidades, 
possibilitando a compreensão e a possível aprendizagem da criança, gerando 
assim uma independência que se faz necessária ao longo dos anos. 
Sendo assim, concluímos que o profissional da área da saúde tem que saber lidar 
com as diferenças que irá encontrar ao longo dos anos em todos os campos de 
trabalho existentes e utilizar propostas metodológicas de acordo com a 
necessidade de crianças autistas em especial, se faz necessário. 
 
 
 
 
Referências : 
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Disponível em: 
http://www.autismconsortium.org/attachments/PIP_PORT_2013.pdf. Acessado 
em: 10/04/2013. 
BEREOHFF, Ana Maria P; LEPPOS, Ana Lúcia E FREIRE, Helena 
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Considerações Técnicas sobre o atendimento psicopedagógico do aluno portador 
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Brasília: ASTECA, 1994 
BRASIL, Lei no 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Política Nacional de 
Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. 
COELHO, Maria Madalena; SANTO, Antónia Maria Espírito. Autismo "Perda 
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 ASSUMPÇÃO, F. B. Junior, SCWARTZMAN, José Salomão. Autismo 
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GADOTTI, Moacir. O projeto Político - Pedagógico da Escola: na perspectiva 
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MENEZES, Edna Lúcia da Silva Estera Muszkat. Metodologia da pesquisa e 
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NOVOA, Antônio. Para uma formação de professores construída dentro da 
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SACKS, Oliver. Um antropólogo em Marte, Sete Histórias Paradoxais. Editora 
Companhia das Letras. São Paulo. 1995.

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