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ESTUDO DE CASO

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A fadiga muscular pode ser determinada pelo cansaço extremo ou esgotamento físico ou até mental, causado por uma atividade repetitiva e intensa, incapacitando um ser vivo de exercer atividades rotineiras. Trata-se de uma sensação muito intensa de cansado, dor ou queda de desempenho, pois o músculo é submetido a um esforço maior que sua capacidade ou não tem tempo suficiente para se recuperar.
A fadiga é o conjunto de manifestações produzidas através do exercício prolongado, tendo como o resultado a diminuição da capacidade funcional de manter, ou continuar o rendimento esperado. Quando ativado, o tecido muscular esquelético dos mamíferos possui a capacidade de produzir níveis elevados de força, e quando existe a incapacidade de produzir repetidamente no tempo, um determinado nível de força ou potência muscular designa-se por fadiga neuromuscular, fenômeno que pode manifestar-se de forma aguda e que pode persistir durante dias ou mesmo semanas. 
Fadiga Periférica: ao nível do tecido muscular esquelético, neurônios periféricos, as fibras musculares e as unidades motoras.
A fadiga periférica é a incapacidade de manter o rendimento durante exercício físico moderado e prolongado, atribuída às inibições nos mecanismos de contração do músculo esquelético. Geralmente, acontece por uma falha ou limitação de um ou mais mecanismos/processos na unidade motora, ou seja, nos neurônios motores, nos nervos periféricos, nas ligações neuromusculares ou nas fibras musculares.
Em exercícios prolongados, a fadiga periférica tem relação direta com outros mecanismos como: alterações fisiológicas nas fibras musculares durante o processo de contração muscular, redução nas concentrações de íons de cálcio no músculo que comprometem a tensão gerada pelas fibras musculares, redução de glicogênio, desequilíbrio hídrico e eletrolítico, elevação da temperatura corporal, déficit energético, alterações de pH e alteração da quantidade de lactato.
Fadiga Central: residem nas regiões corticais e sub-corticais (neurônios motores proximais em sua maioria no cérebro);
A fadiga muscular central é definida como a incapacidade ou ausência de força em região localizada, normalmente exercícios intensos e de longa duração causam inibição dos impulsos nervosos em determinado grupo muscular fatigado, alterando, por exemplo, a síntese e atividade de neurotransmissores, como a dopamina, o que leva a uma diminuição no rendimento da atividade.
Ou seja, pode provir de uma ou mais estruturas nervosas envolvidas na produção ou manutenção do controle da contração muscular, relacionados aos processos de formulação do padrão motor (envolvendo o córtex cerebral, cerebelo e junções sinápticas). Podem acontecer em atividades de longa duração como a corrida, o ciclismo, triathlon e maratona aquática (SILVA, 2006).
Ainda não se conhece o mecanismo exato desse tipo de fadiga, mas parece que a inibição pode ocorrer em qualquer parte do trajeto do impulso nervoso, desde o cérebro até os neurônios espinhais.
Existem alguns fatores que já estão sendo apontados pela literatura científica como prováveis razões da fadiga central: desidratação; diminuição das concentrações de glicose no sangue; falha na atuação de determinados neurotransmissores; alteração plasmática da concentração de aminoácidos de cadeia ramificada e triptofano.
Referências Bibliográficas
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ROSSI, L. Aspectos atuais sobre exercício físico, fadiga e nutrição. Rev. Paul. Educação Física, São Paulo, 13 (1): 67-82, jan./jun.. 1999. Disponível em: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/v13%20n1%20artigo5.pdf Acesso em: 23/12/2019.
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