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O PAPEL DA PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Professores: Dra. Sonia Maria Marques Bertolini Me. Bruno Stramandinoli Moreno Esp. Fabiana Nonino Diretoria Operacional de Ensino Kátia Coelho Diretoria de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Pinelli Head de Planejamento de Ensino Camilla Cocchia Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo Supervisão do Núcleo de Produção de Materiais Nádila de Almeida Toledo Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey Projeto Gráfico Thayla Guimarães Design Educacional Rossana Costa Giani Design Gráfico Thayla Guimarães DIREÇÃO Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; BERTOLINI, Maria Marques; MORENO, Bruno Stramandinoli; NONINO, Fabiana; Psicomotricidade: Aspectos Psicológicos e Motores da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Maria Marques Bertolini; Bruno Stramandinoli Moreno; Fabiana Nonino; Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 32 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Psicomotricidade. 2. Aspectos Psicológicos. 3. EaD. I. Título. CDD - 22 ed. 372 CIP - NBR 12899 - AACR/2 01 02 03 04 sumário 09| HISTÓRICO E IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E FUNDAMENTAL 13| EDUCAÇÃO PSICOMOTORA NA ESCOLA 17| ATIVIDADES PSICOMOTORAS PARA CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL 21| A PSICOMOTRICIDADE COMO ALTERNATIVA PEDAGÓGICA OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Analisar e estudar os conceitos de aprendizagem. • Compreender a importância dos elementos psicomotores e saber estimu- lá-los na educação escolar. • Analisar e estudar a importância dos elementos psicomotores e saber es- timulá-los na educação infantil e fundamental. • Analisar e estudar a psicomotricidade como alternativa pedagógica. PLANO DE ESTUDO A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: • Histórico e importância da psicomotricidade na educação infantil e fundamental • Educação psicomotora na escola • Atividades psicomotoras para crianças da educação infantil e fundamental • A psicomotricidade como alternativa pedagógica O PAPEL DA PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL INTRODUÇÃO Você já sabe que a criança está em seu pleno desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo e social quando na Educação Infantil e Fundamental e que, portanto, além do conhecimento dos educadores sobre o desenvolvimento infantil, é imprescindível que saibam como podem auxiliar no desenvolvimento dos infantis, para, até mesmo detectar possíveis alterações ou dificuldades das crianças, certo? Agora, tem ideia de que a psicomotricidade pode ser uma ferramenta importante para tal objetivo? Este será nosso foco nesta unidade: o papel e a importância da psicomotricida- de na educação infantil. É preciso pensar em uma educação que: (a) potencialize a descoberta do mundo e de si mesmo (da criança); (b) fomente o desenvolvimento da motricidade infantil, contribuindo para o conhecimento e o domínio do próprio corpo; (c) facilita a socialização, e; (d) estabeleça as bases para a construção do conhecimento. Pós-Universo 7 O desenvolvimento psicomotor, como já vimos, evolui do geral para o específico e, no decorrer do processo de aprendizagem, os elementos básicos da psicomotri- cidade (esquema corporal, estruturação espacial, lateralidade, coordenação motora, equilíbrio e tônus muscular) são demandados com frequência, tornando-se impor- tantes para que as crianças associam noções de tempo e espaço, conceitos, ideias, enfim, adquira/construa conhecimentos. Qualquer alteração, em um desses elemen- tos, por menor que possa parecer, tem potencial de prejudicar ao desenvolvimento, criando barreiras ao aprendizado. Sob esta perspectiva, a escola tem papel fundamental no desenvolvimento in- fantil, principalmente nas séries iniciais, pois é nesse período que a criança busca experiências, formando conceitos e organizando-se como indivíduo e, para tanto, precisa ser estimulada. Portanto, a psicomotricidade dá a base para a compreensão de como se estimu- lar a criança na sua plenitude, ajudando em sua formação que envolve os aspectos motores, psicológicos, afetivos e sociais. Pós-Universo 8 Pós-Universo 9 HISTÓRICO E IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E FUNDAMENTAL O termo psicomotricidade se divide em duas partes: a motriz e o psiquismo que cons- tituem o processo de desenvolvimento integral da pessoa (FONSECA, 2004). Ainda segundo o mesmo autor, enquanto o termo motriz refere-se ao movimen- to, o radical psico determina a atividade psíquica em duas fases: (a) a sócio afetiva, e; (b) a cognitiva. Ou seja, a ação da criança articuladas toda sua afetividade, todos seus desejos, adicionalmente, todas suas possibilidades de comunicação e opera- cionalização de conceitos. A educação psicomotora é entendida como uma metodologia de ensino que tem como instrumento o movimento humano enquanto meio pedagógico para fa- vorecer o pleno desenvolvimento da criança. Assim a educação psicomotora pode ser compreendida como: “ [...] uma técnica que através de exercícios e jogos adequados a cada faixa etária leva a criança ao desenvolvimento global de ser. Devendo estimular, de tal forma, toda uma atitude relacionada ao corpo, respeitando as diferenças individuais e levando a autonomia do indivíduo como lugar de percepção, expressão e criação em todo seu potencial. (NEGRINE, 1995, p.15). Sob esta ótica, a educação psicomotora, auxilia à criança a uma melhor assimilação das aprendizagens escolares. Assim, a necessidade de resguardar, e potencializar, o desenvolvimento da criança é a oportunidade de se trazer os recursos da educação psicomotora para a sala de aula. Pós-Universo 10 Os indicadores de consolidação do Desenvolvimento Psicomotor, segundo Negrine (1995) são: (a) a aquisição do domínio corporal; (b) a definição da lateralidade; (c) a aquisição da orientação espacial; (d) o desenvolvimento da coordenação motora ampla e específica; (e) o aprimoramento do equilíbrio estático e dinâmico; (f ) a promoção a flexibilidade; (g) o controle da inibição voluntária; (h)a melhora do nível de abstração, concentração; (i) o reconheci- mento dos objetos através dos sentidos; (j) o desenvolvimento socioafetivo, e; (k) o reforço das atitudes de lealdade, companheirismo e solidariedade Fonte: Negrini (1995). quadro resumo Segundo Carvalho (2003) o principal objetivo da educação psicomotora é ajudar a criança a chegar a uma imagem do seu corpo de forma adequada, ou seja, construin- do seus elementos psicomotores de forma harmoniosa e sem desvios. Isto permitirá ao infante que se desenvolva da melhor maneira possível. Para Negrine (1995), a educação psicomotora utiliza-se de certos indicadores para monitorar e avaliar se o desenvolvimento da criança atingiu seu objetivo. A autora ainda enfatiza que um dos argumentos que justificam a educação psico- motora na educação básica (educação infantil e fundamental) é seu papel na prevenção das dificuldades de aprendizagem. Pois, durante este período é que a personalidade de cada indivíduo vai sendo moldada. E será através do momento que o indivíduo constrói os principais recursos internos que serviram, primeiramente de maneira in- consciente, e depois, conscientemente, para interagir com a sua realidade externa. Cabe trazer a nossa discussão os preceitos de Le Boulch (1983), que destaca a importância da psicomotricidadena escola, principalmente se estimulada nas séries iniciais, sob o argumento de: “ [...] ela condiciona todos os aprendizados pré-escolares e escolares; leva a criança a tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, a situar-se no espaço, a dominar o tempo, a adquirir habilmente a coordenação de seus gestos e movimentos ao mesmo tempo em que desenvolve a inteligência. Deve ser praticada desde a mais tenra idade, conduzida com perseverança permite prevenir inadaptações difíceis de corrigir quando já estruturadas[...]. A educação psicomotora na idade escolar deve ser antes de tudo uma expe- riência ativa de confrontação com o meio” (LE BOULCH, 1983, p. 24). Pós-Universo 11 Desta feita, um modelo de ensino que siga esta perspectiva (de preparação para a vida) é o papel a ser assumido pela escola. Por conseguinte, os métodos pedagógicos precisam ser renovados, haja vista, de forma, quase que natural, haver uma tendência a auxiliar o infante a possibilidade de desenvolver-se em plenitude: (a) aproveitando o que de melhor possui em termos de recursos, e; (b) preparando-o para a vida social. Um último aspecto a ser considerado nesta aula é que a educação psicomotora também exerce outro papel importante que é o da prevenção de condições inade- quadas para o desenvolvimento das crianças. “ A educação psicomotora pode ser vista como preventiva, na medida em que dá condições a criança desenvolver melhor em seu ambiente”. É vista também como reeducativa quando trata de indivíduos que apresentam desde o mais leve retardo motor até problemas mais sérios. É um meio de imprevisíveis re- cursos para combater a inadaptação escolar. (FONSECA, 2004, p. 10) Por meio da psicomotricidade pode-se estimular e (re)educar os movimentos da criança. Logo, a estimulação psicomotora educacional se dirige a crianças por intermédio de um trabalho orientado à atividade motora, impregnado de elementos lúdicos, traba- lhando as dimensões afetiva e cognitiva. Confira na figura 1, a seguir esse processo. Educador Universo Físico Universo Conceitual Educação Psicomotora OutroSujeito Sujeito Cultura Iguais (parceiros, outras crianças) Educação Psicomotora Movimento de Relação predomí- nio da dimensão afetiva Movimento de Relação predomí- nio da dimensão cognitiva utilização, manipulação, contato, exploração, construção, descons- trução - destruição tranformação, criação diálogo tônico- -corpotal olhar imitação mímica gestos e posturas Figura 1 - Estimulação psicomotora educacional Fonte: Carvalho (2003, p. 88). Se na educação psicomotora o foco é a atuação preventiva do desenvolvimento psicomotor, na reeducação psicomotora o foco migra para trabalhar-se com crianças que apresentam alguma deficiência, transtornos ou atrasos no desenvolvimento. São tratados, terapeuti- camente, mediante uma intervenção clínica realizada por profissionais especializados. Pós-Universo 12 Pós-Universo 13 EDUCAÇÃO PSICOMOTORA NA ESCOLA Munidos de conhecimentos de psicomotricidade os profissionais que atuam na educação básica estão instrumentalizados em possibilitar a vivência de situações que demandem da criança a agir no ambiente, de determinadas formas e maneiras, visando a um desenvolvimento funcional mais otimizado. Isto tem, como perspecti- va, abranger diversas áreas da vida da criança, de forma interligada, conforme mostra a figura 2, a seguir. Figura 2 - Desenvolvimento funcional da criança Fonte: Rossi (2012, p. 13). A medida que se desenvolve de forma integralmente (CARVALHO, 2003), por meio de: a. suas próprias experiências, b. da manipulação adequada e constante dos materiais que o cercam, e; c. oportunidades de se descobrir. Pós-Universo 14 O ponto articulador destas possibilidades é o nível de satisfação de suas necessidades afetivas, de maneira a serem mitigados bloqueios e desequilíbrios tônico emocionais. Rossi (2012) destaca que muitas dificuldades podem surgir com uma apren- dizagem falha na escola. Mesmo que algumas habilidades motoras se iniciem no ambiente familiar, não se pode negar a importância dos primeiros anos de escolari- dade no desenvolvimento de uma criança. Neste sentido muitas crianças iniciam sua vida escolar com problemas motores que dificultam seu aprendizado e que se não têm, sobre si, debruçada a atenção devida. A autora salienta que em algum determinado momento da sua vida, haverá o aparecimento de uma maior dificuldade em se adaptar ao ambiente escolar. O que demandará de uma ajuda especializada, me maior grau para que consiga superar tais dificuldades. É aqui que a atuação do educador, distinguindo o que é uma dificulda- de que a própria escola pode ajudar ou quando realmente uma ajuda profissional especializada, externa, será útil. A autora ainda destaca que, para uma criança aprender de forma significativa será necessário atender a alguns pré-requisitos, no que concerne o desenvolvimento psico- motor, ou seja, uma condição mínima para que domínio, satisfatoriamente, o movimento e os instrumentos/objetos que a cercam. São eles: boa coordenação motora fina, tônus muscular adequado, boa coordenação motora global e boa orientação espacial. Coordenação Motora Fina: a) usar as mãos para escrever; b) manipular objetos de sala de aula; c) estar ciente das mãos como parte do corpo; d) desenvolver padrões específicos de movimentos; e e) construir um esquema corporal adequado. Coordenação Motora Global: a) sair-se bem ao se deslocar, transportar objetos e se movimentar em sala de aula e em atividades lúdicas; e b) ad- quirir noções de localização, lateralidade, dominância. Tônus Muscular: a) ser capaz de dominar os gestos; b) ter harmonia nos mo- vimentos; e c) não se sentir cansado quando precisar fazer uma tarefa mais específica com as mãos como pintar. Orientação espaço-temporal: orientar-se no meio com desenvoltura. Fonte: Rossi (2012). quadro resumo Pós-Universo 15 Especialmente no que tange a educação infantil é de se enfatizar que a criança precisará ter uma percepção adequada de si mesma, sendo capaz de compreender suas potencialidades e limitações. E, assim, conseguir se movimentar, com maior li- berdade, de modo que conquiste e aperfeiçoe, gradativamente, novas competências motoras. Segundo Alves (2003), o movimento e sua aprendizagem abre um espaço para: a. desenvolver – habilidades motoras que levam as crianças a aprender sobre seu próprio corpo e a se movimentar expressivamente; b. desenvolver – um saber corporal que deve incluir as dimensões do movi- mento, que indiquem estados afetivos até representações mais elaboradas de sentidos e ideias oferecendo um caminho para trocar afetividades; c. facilitar – a comunicação e a expressão das ideias; d. possibilitar – a exploração do mundo físico e o conhecimento do espaço; e. apropriar-se – da imagem corporal, percepção rítmica por meio de jogos corporais e danças; f. desenvolver – habilidades motoras finas, por meio de diversas atividades que facilitam a escrita. A psicomotricidade através da educação psicomotora na educação básica formar desde a infância o desenvolvimento da capacidade rendimento de forma eficien- te e adequada aos diferentes níveis de habilidades e mobilidade. Tem que se levar em consideração a personalidade e a vontade da criança bem como sua motivação. Nessa toada o autor ainda destaca que entre 5-9 anos, aproximadamente, há o aumento gradativo da perfeição dos movimentos finais. Fruto da presença de estrutu- ras mentais mais desenvolvidas, com isso o aumento: (a) da capacidade de discriminar distâncias, formas e dimensões; do domínio e orientação do próprio corpo em relação a objetos e a pessoas, e; (c) da organização espaço-temporal. Pós-Universo 16 De maneira geral Araújo (1992) destaca que a educação psicomotora tem como busca: OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO PSICOMOTORA • Favorecer o desenvolvimento dos gestos e movimentos e a capacida- de de percepção; • Desenvolver o equilíbrio;• Aprimorar e desenvolver a percepção do corpo e permitir a criança ad- quirir o sentimento de segurança; • Favorecer e melhorar a psicomotricidade global e fina, sobretudo a motricidade por meio da manipulação; • Revelar e reforçar o predomínio manual; • Estimular a autoconfiança; • Atenuar os bloqueios que interferem na aprendizagem escolar; • Sensibilizar o ambiente envolvente – família, escola – em face das di- ficuldades da criança. Se partirmos do pressuposto de que na educação infantil a criança busca, em seu próprio corpo, formar conceitos e organizar o esquema corporal é a abordagem da psicomotricidade quem oportunizar ao educador a compreensão de como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio dele, localizando-se no tempo e no espaço. Pós-Universo 17 ATIVIDADES PSICOMOTORAS PARA CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL As crianças, nestes tempos contemporâneos, segundo Hatchuel et al (2016) estão chegando às escolas completamente adormecidas e defasadas. Não possuindo um bom suporte psicomotor. Conforme é possível constatar no dia-a-dia, diferente de gerações anteriores, tem escolhido outro tipo de “ludicidade”, na ordem do virtual. Por exemplo, não sobem mais em árvores, não correm com tanta frequência. Os pais e mães hodiernos, por conta da correria, a fim de tornar tudo mais fácil, diminuem a carga de atuação motora dos filhos: no vestir, no calçar, no andar... Segundo essa perspectiva tem gerado crianças com desenvolvimento defasado. Mas, você deve estar se perguntando, assim como muitos: “Como a escola pode estimular as crianças?” Será este ponto que abordaremos em nosso itinerário de dis- cussões destes encontros. Segundo Hatchuel et al (2016), no ensino tradicional a perspectiva é que a criança esteja no momento certo de desenvolvimento (biologicamente falando) para apren- der, ou seja a criança só aprenderá quando amadurece. Isto implica um considerável restrição a oportunidades de aprendizagens. Frente a este entrave, a educação psicomotora aparece como perspectiva alter- nativa para propiciar um tipo de ensino que privilegie os movimentos do corpo e alinhar desenvolvimento e aprendizagem, pela via do desenvolvimento psicomotor. O desafio que se apresenta, a partir disto é: “como ofertar experiências motoras que propiciem vivências psicomotoras, para a criança, no espaço escolar?” Parece, segundo Araújo (1992), Barreto (2000) e Rosa e Nisio (2002), que o viés mais efetivo para este desafio é de se estruturar práticas a partir do “brincar”. Pois este pode assumir um papel tão importante no processo de constituição da formação da criança. Como veremos a seguir. Pós-Universo 18 O Brincar A primeira característica do brincar é seu caráter social, pois é brincando que a criança, em geral, expressar o que está sentindo ou necessitando. Através das brincadeiras e “fazendo de conta” constrói seu entorno, imaginando e se situando nas vivências que têm oportunizadas pelas brincadeiras que experiencia (ROSA; NISIO, 2002). O brincar é utilizado pela criança com o intuito de construir sua aprendizagem. Pois, como destaca Araújo (1992) e Wadsworth (1997), a brincadeira propicia a exploração de situações que demandam a imaginação e mobilizam a criatividade. Isto significa que, conforme Lapierre e Aucouturier (1986), ao brincar, a criança é envolvida, por suas ações e comportamentos, e imputa sentimentos e emoções ao seu cotidiano, por meio da brincadeira. A escola tem papel importante, pois, aparece como elemento socializador que auxiliará a criança a desenvolver-se no âmbito de vivências corporais, através de ativi- dades que propiciem: (a) o exercício da motricidade espontânea, e, por conseguinte; (b) o bem-estar. O que de fato há é que, ao agir sobre o meio (brincar), a criança, se organiza, ao mesmo tempo em que, constrói conhecimentos. Seja numa brincadeira, seja num jogo, a criança projeta seus sentimentos, emoções e percepções sobre o que está vivenciando (sejam elas fantasiosas ou não), haja vista não ter a exigência de um comportamento esperado. Pela lógica, qualquer tipo de situação, na “Vitrine das brin- cadeiras e dos jogos” se evidenciaram, sejam elas situações conflituosas, dolorosas ou insatisfações. Assim, ao repetir as situações de brincadeira e jogo, a criança vai (re)significan- do estas questões. Ao passo que, ao brincar, e assim, mobilizar elementos afetivos e cognitivos, têm estruturada a personalidade (ARAÚJO, 1992). O brincar é caracterizado por ser uma atividade complexa indispensável ao desenvolvimento infantil e, que, propicia, à criança construir bases de com- preensão sobre o mundo que a cerca. Pois a criança, internaliza os objetos e fenômenos oriundos do ambiente em que viva. atenção Pós-Universo 19 A Educação Infantil e o Brincar A proposição de atividades que oportunizem brincadeiras e jogos, assumem para os educadores, no nível básico, valor de ferramentas para a aprendizagem aos alunos. Pois, todo o processo de ensino-aprendizagem, demanda respeitar a necessidade da criança de brincar (HATCHUEL et al, 2016). Esta medida cria as condições ideais para o desenvolvimento de diversos aspectos da comunicação e aquisição de conceitos diversos. A palavra de ordem é aprendizagem significativa. Logo, brincar ou jogar, é a arena propícia para a vivência de novas situações, que instigam a busca de cami- nhos para resolvê-las, e assim, incorporar novas competências. O projeto educativo, que norteia, as ações dos educadores precisa contem- plar a oferta de determinados brinquedos, e do próprio brincar, a fim de estimular o aumento de laços afetivos e possibilitar à criança assumir o papel de protagonista de sua própria aprendizagem. Um desdobramento de se incluir o brincar no projeto educativo é isto cria situa- ções em que as crianças, através da interação entre si, são introduzidas no mundo das regras sociais e morais. E assim, aprenderá: (a) a lidar com as frustrações de perder; (b) de ter que esperar sua vez; (c) a ter uma postura mais flexível; (d) a perceber outras possibilidades de interação, e; (e) a ceder, improvisar, usar sua imaginação e intuição em equipe. Segundo Araújo (1992) brincar tem impacto direto na formação do sujeito. Pois ao atuar no meio onde vive, atua construir a individualidade, compreendendo a si mesmo e a cultura onde está inserido. Ou seja, ou a criança brinca de forma livre (objetivando a socialização) ou ela brinca de forma dirigida (brincadeiras, jogos e ati- vidades educativa, objetivando a escolarização). Pós-Universo 20 OS Tipos de Jogos a Atuação da Criança Existem diferentes tipos de jogos ao longo do desenvolvimento de uma criança. O contexto escolar, em seu projeto educativo, pode utilizar esta classificação a fim de propiciar melhores oportunidades ao desenvolvimento psicomotor infantil. As ações educativas, podem ser a proposição de brincadeiras, desde os quatro meses de idade (quando a criança começa a ter uma melhor coordenação da visão e da apreensão), até os jogos de exercício envolvem ações mentais (quando a criança já articula pensamentos e combinações de palavras). Conforme o desenrolar das atividades educativas (os tipos de jogos) existirão funções diferenciadas a serem assumidas pelo professor: a. observador – quando há o mínimo de intervenção possível. O foco - ga- rantir que haja liberdade e segurança a manifestação de todos; b. catalisador – observar identificando as necessidades e desejos que se manifestam através da brincadeira/jogo. O foco – enriquecer a experiên- cia vivenciada pela atividade; c. participante ativo – atuando de forma a mediar as relações que se esta- belecem e das situações surgidas. Segundo Araújo (1992), os jogos se classificam em: (a) jogos de manipu- lação (praticados a partir do contato da criança com diversos materiais movidos pelo prazer que a sensação tátil proporciona);(b) jogos de constru- ção (acontecem quando ela faz ordenações sobre os objetos); (c) jogos simbólicos (jogos de “faz de conta”); entre 1 ano e meio e 3 anos ela começa a imitar suas ações cotidianas e a atribuir vida a objetos. Experimenta distin- tos papéis sociais, funções sociais generalizadas pela observação do mundo dos adultos); e (d) jogos de regras (já atua ao nível mais elevado das relações sociais; exigirá relações de cooperação e consensualidade entre as crianças). Fonte: Araújo (1992). quadro resumo Pós-Universo 21 A PSICOMOTRICIDADE COMO ALTERNATIVA PEDAGÓGICA A aprendizagem caracteriza-se como um processo em que o indivíduo se modifica (interna e externamente), de maneira a melhorar a forma de interagir com o contex- to que o circunda. Enquanto o desenvolvimento psicomotor afeta, como já vimos, estruturas físicas e neurológicas, os processos de pensamento, as emoções, as formas de interação social e muitos outros comportamentos, “[...] a aprendizagem será o resultado da estimulação do ambiente sobre o indivíduo que se expressa diante de uma situação problema sob a forma de uma mudança de comportamento em função da experiência” (FARIA; LEITE; SIQUEIRA, 2003, p.196). Segundo Cavicchia (1996) aprender significa mais do que “saber” algo. O proces- so de aprendizagem implica que o indivíduo constrói um sistema de relações entre si mesmo e o mundo a sua volta. Nesta perspectiva há o imbricamento de vários fatores intervenientes: a. ações sensório-motoras que coordenadas ativam, organizam e estru- turam o sistema nervoso do organismo humano, ao agir sobre o mundo, a criança aprende a controlá-lo; b. experiências motoras, decisivas na elaboração progressiva das estruturas cognitivas, que gradativamente originaram uma determinada organização mental, a qual permitirá lidar com o ambiente de uma dada maneira. Aqui reside uma premissa importante para processo educativo sob a ótica da psi- comotricidade: a descoberta do próprio corpo proporciona o conhecimento e desenvolvendo cada vez mais suas competências. Para a psicomotricidade, há lago de muito importante na relação estabelecida entre a criança e seu corpo. Por exemplo: se até os dois anos e meio a criança ainda tem atividades motoras mais globais, ou seja, roda, se balança, se arrasta, realiza cor- ridas circulares (que mostram ainda um foco na atenção de desejos essenciais, tais Pós-Universo 22 como: sede, frio, banheiro, procuras pela mãe); entre os cinco e sete anos a relação com o próprio corpo e caracteriza pela busca de situações de desequilíbrio e equilí- brio, de incremento no refinamento de destrezas (tais como: subir cada vez mais alto e mais depressa e controlar com mais precisão os próprios gestos). O projeto educativo a ser estruturado precisa atender algumas questões: a. o foco é no que as crianças já conhecem para que as aprendizagens ocorram de forma mais tranquila e prazerosa; b. o ambiente de aprendizagem precisa ser motivante e experiências devem ser proporcionadas e valorizadas; c. o educador será quem oferecerá este um ambiente agradável, e quem con- tribuirá e facilitará a adaptação da criança no primeiro contato com a escola; d. o indicador de aprendizagem, mais importante, será a conseguir administrar as emoções da criança em relação aos laços afetivos que teve, tem e terá. Como já abordado em unidades anteriores os primeiros anos da educação tem como característica principal a globalidade no desenvolvimento. A necessidade de apri- moramento das capacidades motoras e, assim, melhorar a percepção das próprias habilidades (globais e finas); bem como o desenvolvimento social, cognitivo e afetivo. Assim podemos concluir que a psicomotricidade: a. pode, por meio de exercícios adequados, auxiliar as crianças a usarem seu próprio corpo para aprender, descobrir e ter novas experiências no meio em que vivem e a partir daí começar a construção do seu desenvolvimento; b. enfoca o movimento com o meio, tornando-se um suporte que auxilia a criança a adquirir o conhecimento do mundo que a rodeia. Por meio de seu corpo, de suas percepções e sensações, da manipulação de objetos dá à criança a oportunidade de descobrir, criar e aprimorar conhecimentos que muitas vezes não são desenvolvidos dentro da sala de aula; c. quando trabalhada na fase da educação infantil auxilia crianças com dificuldades. Nas ações pedagógicas a serem empreendidas na educação psicomotora faz-se necessário destacar como os elementos psicomotores, elencados nas unidades an- teriores, precisam ser considerados, na estimulação na criança. São eles: Pós-Universo 23 a) Coordenação Motora Elemento basilar para a construção do processo de alfabetização. Distinguida entre GLOBAL, a qual “engloba” atividades musculares do tronco, dos braços, pernas, e da cabeça; FINA; e se que abarca as atividades musculares de pequeno porte, com mo- vimentos mínimos e minuciosos realizados com os olhos, dedos e língua. A ótica da educação psicomotora é ofertar atividades a fim de propiciar a expe- rimentação vivenciada pela criança que, ao coordenar os próprios movimentos, cria consciência sobre si, do de seu corpo e das posturas. b) Esquema Corporal Organizado, também, na experiência pela via do corpo da criança. O conhecimen- to das partes do próprio corpo, resultado da interação da criança com o meio, com pessoas (através de relações afetivas e emocionais), faz com que seja sentido (corpo- ralmente) cada segmento em si ou em outra criança, obtendo a organização corporal. Neste sentido, mais do que “ensinar” a ser é preciso ofertar, experiências que possibilitem a construção de um conhecimento próprio de suas partes. A propos- ta pedagógica que se adequa a perspectiva da educação psicomotora prima por conceber ao corpo da criança ser o ponto de referência para as aprendizagens de conceitos como: embaixo, em cima, na frente, trás, direita, esquerda etc. c) Estruturação espaço-temporal É o momento quando a criança faz a relação do próprio corpo com objetos do co- tidiano, e, assim, a proporção dos movimentos que executará em um dado espaço e por um dado tempo. Entram em cena ritmo, sequências lógicas do tempo, bem com seleção e comparação. Se no processo de estruturação temporal (ritmo) a oferta das atividades pedagó- gicas se dá em preconizar a compreensão de certos ciclos (dias da semana, meses e ano), pois o que precisa ser construído são noções de conceitos mais abstratos (pe- riodicidade), que tem reflexo direto no processo da alfabetização, em elementos como ordenações e sucessão das sílabas, bem como, a definição de direita e esquer- da. Já no processo de estruturação espacial (coordenadas) as atividades pedagógicas neste quesito serão aquelas que, através da experimentação dos movimentos, há a Pós-Universo 24 comparação do próprio posicionamento em relação ao meio. Outro aspecto peda- gógico a ser considerado é que as atividades propostas precisam demandar ações em que a criança selecione e compare os objetos, agrupando, extraindo e classifican- do-os. A importância da orientação e da estruturação espacial é colocada no sentido de possibilitar à criança organizar-se perante o mundo que a cerca, prevendo e an- tecipando situações em seu meio espacial. d) A Construção da Lateralidade Este elemento psicomotor permite à criança fazer uma relação entre as coisas existen- tes em seu meio. Pois quando já consolidada, dá à a criança condições de identificar conceitos no espaço que a cerca. A lateralidade está relacionada com os braços, as pernas, olhos, mãos, pés e ouvidos da criança. As propostas pedagógicas concernentes à lateralidade primam, por sua estrutu- ração em processo, haja vista, ser uma construção que pressupõe a assimilação de conceitos: (1º) na própria criança; (2º) em relação aos objetos; (3º) na descoberta do outro, e; (4º) entre os objetos entre si. É preciso lembrar que existem os destros, os sinistros eos ambidestros (lateralidade cruzada, ou mesmo indefinida). Logo, as atividades pedagógicas desenvolvidas, sob a ótica da educação psico- motora (OLIVEIRA, 2002), se caracterizam estreito foco na construção do processo de aprendizagem das crianças, e não do de ensino. Principalmente nos primeiros pe- ríodos da Educação Básica, o Ensino Infantil. Pois neste período há o predomínio da dimensão afetivo-emocional no processo de aprendizagem. Nesta fase, mais do que outras, há a necessidade de se “customizar” o ensino. Pois, em razão do vínculo estabelecido entre educador-aprendiz, é que, segundo (HATCHUEL et al, 2016) se é possível acessar a evolução do processo de formação do conhecimento da criança ou, mesmo suas dificuldades: (a) identificar os problemas que possam se apresentar. Cada criança se apropria do meio em que está inserida de forma muito particular. De modo que, descobrir como estimular as potencialidades e como lidar com as próprias limitações, habilidades e fraquezas, em cada criança é o alvo da atuação do educador. No “frigir dos ovos”, os educadores da Educação Básica, ao assumirem em seus projetos educativos, a psicomotricidade como referencial teórico-metodológico, ado- tarão a premissa de que ao estimular os movimentos da criança: Pós-Universo 25 a. motivarão a capacidade sensorial através das sensações e relações entre o corpo e o exterior; b. cultivarão a capacidade perceptiva por meio do conhecimento dos movi- mentos e da resposta corporal; c. organizarão a capacidade dos movimentos representados ou expressos por meio de sinais, símbolos e da utilização dos objetos (reais e imaginários); d. farão com que as crianças possam descobrir e expressar suas capacidades, por meio da ação criativa e da expressão da emoção; e. ampliarão/valorizarão a identidade própria e a autoestima dentro da plu- ralidade grupal; f. criarão um ambiente seguro o suficiente para a expressão de aspectos in- dividuais e de respeito à presença e ao espaço dos outros. atividades de estudo 1. Ao incorporar a psicomotricidade, como norte às suas ações, o processo educativo adota alguns princípios diretivos. Analise os princípios abaixo listados: I. Na Educação Infantil a prioridade é a atividade motora global. II. A atitude educativa demandada ao educador é a busca pelo conhecimento dos ritmos de desenvolvimento da criança. III. Nos primeiros rabiscos é preciso imprimir esforços para que a criança use uma ou outra mão. Agora assinale a alternativa que contenha o julgamento correto destes princípios. a) Apenas a afirmação I está correta. b) Apenas as afirmações I e II estão corretas. c) Apenas as afirmações II e III estão corretas. d) Todas afirmações estão corretas. e) Todas afirmações estão incorretas. 2. Atualmente as mídias sociais ocupam uma parcela considerável do tempo da criança, mais do que as brincadeiras, individuais ou em grupo. Sob esta ótica analise as afir- mações que se seguem: I. Brincar, para a criança, auxilia na aquisição do meio que a circunda. II. O brincar é uma atividade complexa, pois demanda da criança todos os seus re- cursos, a fim de significar o meio e as situações que vivencia. III. Brincar favorece a aprendizagem, uma vez interage com o contexto, dando sentido a ele, e modificando sua forma de entendê-lo e se comportar nele. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): a) apenas a I. b) apenas II e III. c) apenas III. d) todas. e) nenhuma. atividades de estudo 3. Dentre as implicações para o processo educativo de crianças no Ensino Infantil e os primeiros anos do Ensino Fundamental, ao se adotando a Psicomotricidade como norteador é possível destacar: a) as manifestações espontâneas da criança com cerne do trabalho. b) a adoção de uma postura mais rígida quanto a respostas erradas. c) serem focadas proposições e avaliações na experiência negativa. d) adaptar a criança à escola, ensinando a dominar a sua imaginação. e) o foco no sucesso e a construção de autoestima inabalável. resumo Neste estudo travamos um debate sobre o papel da psicomotricidade na educação e suas impli- cações, especificamente, à Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental. De maneira que, em nosso itinerário, nos embrenhamos na construção de entendimentos que, concebem à psicomotricidade, neste sentido: • o caráter instrumental que a ação do educador proporciona à criança: uma relação sau- dável com ela mesma, com o outro e com o mundo que a cerca. Este caráter fomentar aos infantis uma melhor compreensão sobre o próprio corpo e a amplitude de possibi- lidades que terá a frente; • o caráter associativo a todos os aspectos do desenvolvimento da criança (motor e psico- motor, social, afetivo-emocional), ou seja, sob esta lógica, a criança utiliza seu corpo para demonstrar sentimentos, emoções e com entende o mundo a as volta, logo, a perspec- tiva que a psicomotricidade dota à educação é a de que o desenvolvimento humano precisa ser encarado de forma global; • o caráter compreensivo de que trabalhar com crianças, é lidar com inúmeras situações que interferem no desenvolvimento, tanto a nível motor, quanto psicológico e social. • O caráter analítico quanto à identificação de alterações ou dificuldades, pois uma inter- venção precoce possibilita uma melhor qualidade de vida no futuro. • algumas reflexões são possíveis extrair: • é preciso respeitar o ritmo próprio de cada criança durante seu processo de desenvolvimento. • a criança é concebida como única e, assim, é preciso, ofertar um ambiente (seja escolar ou familiar) com múltiplas oportunidades de explorar as próprias possibilidades é funda- mental na formação do caráter e da personalidade. A educação psicomotora, nos níveis básicos, principalmente no infantil, será a base para todo o processo de aprendizado futuro, e contribuirá, de forma significativa em todo esse processo de formação humana. material complementar NA WEB Apresentação: Confira a entrevista do psicomotricista argentino Esteban Levin dada à revista Nova Escola. Ele defende que os movimentos do corpo devem ser inseridos nas atividades de todas as disciplinas. Link: Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/896/esteban-levin-o-corpo-ajuda-o- -aluno-a-aprender>. Acesso em: 30 abrr. 2017. LIVRO Título: A Psicomotricidade na Educação Infantil Autores: Pilar Arnaiz Sánchez; Marta Rabadán Martinez; Iolanda Vives Peñalver Editora: Artmed Sinopse: os educadores que trabalham com crianças pequenas sabem da importância da psicomotricidade em seu amadurecimento psicoafeti- vo. Este livro é uma ferramenta útil para qualificar o cotidiano pedagógico, ajudando a dar sentido à ação infantil por meio de intervenções e estratégias para trabalhar eficientemente com a psi- comotricidade. Por meio da leitura deste livro, você é convidado(a) a adquirir um conhecimento mais sólido sobre a psicomotricidade na educação infantil. referências ARAÚJO, V. C. O jogo no contexto da educação psicomotora. São Paulo: Cortez, 1992. ALVES, F. Psicomotricidade: corpo, ação e emoção. Rio de Janeiro: Wak, 2003. BARRETO, S. J. Psicomotricidade, educação e reeducação. Blumenau: Livraria Acadêmica, 2000. CARVALHO, E. M. R. Tendências da educação psicomotora sob o enfoque walloniano. Psicol. Cienc. Prof., Brasília, v. 23, n. 3, p. 84-89, set. 2003. Disponível em: <<<<http://pepsic.bvsalud. org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932003000300012&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 28 abr. 2017. CAVICCHIA D. et al. Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Petrópolis: Vozes, 1996. FARIA, W. F.; LEITE, E. C. R.; SIQUEIRA, M. T. M. A linguagem como processo histórico de constru- ção do homem enquanto ser social, Revista de Ciências Humanas da UNIPAR, Umuarama, v. 11, n. 4, 2003. Disponível em: <http://revistas.unipar.br/index.php/akropolis/article/view/1987>. Acesso em: 30 abr. 2017. FONSECA, V. Psicomotricidade: perspectivas multidisciplinares.Porto Alegre: Artes Médicas, 2004. HATCHUEL, F. et al. O “aluno estranho”: entre reflexibilidade e atribuição. Estilos clinicos, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 428-454, ago. 2016. Disponível em: >http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?s- cript=sci_arttext&pid=S1415-71282016000200009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 30 abr. 1017. LAPIERRE, A.; AUCOUTURIER, B. A simbologia do movimento: psicomotricidade e educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986. LE BOULCH, J. A educação pelo movimento: a psicocinética na idade escolar. 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São Paulo: Pioneira, 1997. resolução de exercícios 1. b) Apenas as afirmações I e II estão corretas. 2. d) todas. 3. a) as manifestações espontâneas da criança com cerne do trabalho. h.1t3h5sf h.4d34og8 h.48comiq9z8vx h.mr9pnu38t02q h.im2fwieupz9a h.urjs0iindbj2 h.2s8eyo1 h.7h386bcr38pe h.amq130vcot6j h.pb3j6lyz4uai h.4ijxnsi9tyfx h.eyrzlab25z5 h.26in1rg HISTÓRICO E IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E FUNDAMENTAL EDUCAÇÃO PSICOMOTORA NA ESCOLA ATIVIDADES PSICOMOTORAS PARA CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL A PSICOMOTRICIDADE COMO ALTERNATIVA PEDAGÓGICA