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PSICOMOTRICIDADE ASP PSIC E MOTORES - Unidade 3

Unidade sobre psicomotricidade na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Contém objetivos e plano de estudo; aborda histórico e importância, educação psicomotora na escola, atividades práticas e a psicomotricidade como alternativa pedagógica, incluindo esquema corporal, espacialidade, lateralidade, coordenação, equilíbrio e tônus.

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O PAPEL DA PSICOMOTRICIDADE 
NA EDUCAÇÃO INFANTIL E 
ANOS INICIAIS DO ENSINO 
FUNDAMENTAL
Professores: Dra. Sonia Maria Marques Bertolini
Me. Bruno Stramandinoli Moreno 
Esp. Fabiana Nonino
Diretoria Operacional de Ensino Kátia Coelho 
Diretoria de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha
Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Pinelli
Head de Planejamento de Ensino Camilla Cocchia
Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo
Supervisão do Núcleo de Produção 
de Materiais Nádila de Almeida Toledo
Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey
Projeto Gráfico Thayla Guimarães 
Design Educacional Rossana Costa Giani 
Design Gráfico Thayla Guimarães
DIREÇÃO
Reitor Wilson de Matos Silva 
Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva 
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi
NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 
Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de 
Educação a Distância; BERTOLINI, Maria Marques; MORENO, Bruno 
Stramandinoli; NONINO, Fabiana;
 
 Psicomotricidade: Aspectos Psicológicos e Motores da 
Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Maria 
Marques Bertolini; Bruno Stramandinoli Moreno; Fabiana Nonino; 
 Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 
 32 p.
“Pós-graduação Universo - EaD”.
 1. Psicomotricidade. 2. Aspectos Psicológicos. 3. EaD. I. Título.
CDD - 22 ed. 372
CIP - NBR 12899 - AACR/2
01
02
03
04
sumário
09| HISTÓRICO E IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL E FUNDAMENTAL
13| EDUCAÇÃO PSICOMOTORA NA ESCOLA
17| ATIVIDADES PSICOMOTORAS PARA CRIANÇAS NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL
21| A PSICOMOTRICIDADE COMO ALTERNATIVA PEDAGÓGICA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 • Analisar e estudar os conceitos de aprendizagem.
 • Compreender a importância dos elementos psicomotores e saber estimu-
lá-los na educação escolar.
 • Analisar e estudar a importância dos elementos psicomotores e saber es-
timulá-los na educação infantil e fundamental.
 • Analisar e estudar a psicomotricidade como alternativa pedagógica.
PLANO DE ESTUDO
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 • Histórico e importância da psicomotricidade na educação infantil e 
fundamental
 • Educação psicomotora na escola
 • Atividades psicomotoras para crianças da educação infantil e fundamental
 • A psicomotricidade como alternativa pedagógica
O PAPEL DA PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO 
INFANTIL E ANOS INICIAIS DO ENSINO 
FUNDAMENTAL
INTRODUÇÃO
Você já sabe que a criança está em seu pleno desenvolvimento motor, cognitivo, 
afetivo e social quando na Educação Infantil e Fundamental e que, portanto, além do 
conhecimento dos educadores sobre o desenvolvimento infantil, é imprescindível 
que saibam como podem auxiliar no desenvolvimento dos infantis, para, até mesmo 
detectar possíveis alterações ou dificuldades das crianças, certo? Agora, tem ideia 
de que a psicomotricidade pode ser uma ferramenta importante para tal objetivo?
Este será nosso foco nesta unidade: o papel e a importância da psicomotricida-
de na educação infantil. É preciso pensar em uma educação que: (a) potencialize a 
descoberta do mundo e de si mesmo (da criança); (b) fomente o desenvolvimento 
da motricidade infantil, contribuindo para o conhecimento e o domínio do próprio 
corpo; (c) facilita a socialização, e; (d) estabeleça as bases para a construção do 
conhecimento.
Pós-Universo 7
O desenvolvimento psicomotor, como já vimos, evolui do geral para o específico 
e, no decorrer do processo de aprendizagem, os elementos básicos da psicomotri-
cidade (esquema corporal, estruturação espacial, lateralidade, coordenação motora, 
equilíbrio e tônus muscular) são demandados com frequência, tornando-se impor-
tantes para que as crianças associam noções de tempo e espaço, conceitos, ideias, 
enfim, adquira/construa conhecimentos. Qualquer alteração, em um desses elemen-
tos, por menor que possa parecer, tem potencial de prejudicar ao desenvolvimento, 
criando barreiras ao aprendizado.
Sob esta perspectiva, a escola tem papel fundamental no desenvolvimento in-
fantil, principalmente nas séries iniciais, pois é nesse período que a criança busca 
experiências, formando conceitos e organizando-se como indivíduo e, para tanto, 
precisa ser estimulada.
Portanto, a psicomotricidade dá a base para a compreensão de como se estimu-
lar a criança na sua plenitude, ajudando em sua formação que envolve os aspectos 
motores, psicológicos, afetivos e sociais.
Pós-Universo 8
Pós-Universo 9
HISTÓRICO E 
IMPORTÂNCIA DA 
PSICOMOTRICIDADE NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL E 
FUNDAMENTAL
O termo psicomotricidade se divide em duas partes: a motriz e o psiquismo que cons-
tituem o processo de desenvolvimento integral da pessoa (FONSECA, 2004).
Ainda segundo o mesmo autor, enquanto o termo motriz refere-se ao movimen-
to, o radical psico determina a atividade psíquica em duas fases: (a) a sócio afetiva, 
e; (b) a cognitiva. Ou seja, a ação da criança articuladas toda sua afetividade, todos 
seus desejos, adicionalmente, todas suas possibilidades de comunicação e opera-
cionalização de conceitos.
A educação psicomotora é entendida como uma metodologia de ensino que 
tem como instrumento o movimento humano enquanto meio pedagógico para fa-
vorecer o pleno desenvolvimento da criança. Assim a educação psicomotora pode 
ser compreendida como:
 “
[...] uma técnica que através de exercícios e jogos adequados a cada faixa 
etária leva a criança ao desenvolvimento global de ser. Devendo estimular, de 
tal forma, toda uma atitude relacionada ao corpo, respeitando as diferenças 
individuais e levando a autonomia do indivíduo como lugar de percepção, 
expressão e criação em todo seu potencial. (NEGRINE, 1995, p.15).
Sob esta ótica, a educação psicomotora, auxilia à criança a uma melhor assimilação 
das aprendizagens escolares. Assim, a necessidade de resguardar, e potencializar, o 
desenvolvimento da criança é a oportunidade de se trazer os recursos da educação 
psicomotora para a sala de aula.
Pós-Universo 10
Os indicadores de consolidação do Desenvolvimento Psicomotor, 
segundo Negrine (1995) são: (a) a aquisição do domínio corporal; (b) a definição 
da lateralidade; (c) a aquisição da orientação espacial; (d) o desenvolvimento 
da coordenação motora ampla e específica; (e) o aprimoramento do equilíbrio 
estático e dinâmico; (f ) a promoção a flexibilidade; (g) o controle da inibição 
voluntária; (h)a melhora do nível de abstração, concentração; (i) o reconheci-
mento dos objetos através dos sentidos; (j) o desenvolvimento socioafetivo, 
e; (k) o reforço das atitudes de lealdade, companheirismo e solidariedade
Fonte: Negrini (1995).
quadro resumo
Segundo Carvalho (2003) o principal objetivo da educação psicomotora é ajudar a 
criança a chegar a uma imagem do seu corpo de forma adequada, ou seja, construin-
do seus elementos psicomotores de forma harmoniosa e sem desvios. Isto permitirá 
ao infante que se desenvolva da melhor maneira possível.
Para Negrine (1995), a educação psicomotora utiliza-se de certos indicadores para 
monitorar e avaliar se o desenvolvimento da criança atingiu seu objetivo.
A autora ainda enfatiza que um dos argumentos que justificam a educação psico-
motora na educação básica (educação infantil e fundamental) é seu papel na prevenção 
das dificuldades de aprendizagem. Pois, durante este período é que a personalidade 
de cada indivíduo vai sendo moldada. E será através do momento que o indivíduo 
constrói os principais recursos internos que serviram, primeiramente de maneira in-
consciente, e depois, conscientemente, para interagir com a sua realidade externa.
Cabe trazer a nossa discussão os preceitos de Le Boulch (1983), que destaca a 
importância da psicomotricidadena escola, principalmente se estimulada nas séries 
iniciais, sob o argumento de:
 “
[...] ela condiciona todos os aprendizados pré-escolares e escolares; leva a 
criança a tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, a situar-se no 
espaço, a dominar o tempo, a adquirir habilmente a coordenação de seus 
gestos e movimentos ao mesmo tempo em que desenvolve a inteligência. 
Deve ser praticada desde a mais tenra idade, conduzida com perseverança 
permite prevenir inadaptações difíceis de corrigir quando já estruturadas[...]. 
A educação psicomotora na idade escolar deve ser antes de tudo uma expe-
riência ativa de confrontação com o meio” (LE BOULCH, 1983, p. 24).
Pós-Universo 11
Desta feita, um modelo de ensino que siga esta perspectiva (de preparação para a 
vida) é o papel a ser assumido pela escola. Por conseguinte, os métodos pedagógicos 
precisam ser renovados, haja vista, de forma, quase que natural, haver uma tendência 
a auxiliar o infante a possibilidade de desenvolver-se em plenitude: (a) aproveitando o 
que de melhor possui em termos de recursos, e; (b) preparando-o para a vida social.
Um último aspecto a ser considerado nesta aula é que a educação psicomotora 
também exerce outro papel importante que é o da prevenção de condições inade-
quadas para o desenvolvimento das crianças.
 “
A educação psicomotora pode ser vista como preventiva, na medida em que 
dá condições a criança desenvolver melhor em seu ambiente”. É vista também 
como reeducativa quando trata de indivíduos que apresentam desde o mais 
leve retardo motor até problemas mais sérios. É um meio de imprevisíveis re-
cursos para combater a inadaptação escolar. (FONSECA, 2004, p. 10)
Por meio da psicomotricidade pode-se estimular e (re)educar os movimentos da criança. 
Logo, a estimulação psicomotora educacional se dirige a crianças por intermédio de 
um trabalho orientado à atividade motora, impregnado de elementos lúdicos, traba-
lhando as dimensões afetiva e cognitiva. Confira na figura 1, a seguir esse processo.
Educador Universo Físico
Universo Conceitual
Educação Psicomotora
OutroSujeito Sujeito Cultura
Iguais (parceiros, outras crianças)
Educação Psicomotora
Movimento de 
Relação predomí-
nio da dimensão 
afetiva
Movimento de 
Relação predomí-
nio da dimensão 
cognitiva
utilização, manipulação, 
contato, exploração, 
construção, descons-
trução - destruição 
tranformação, criação
diálogo tônico-
-corpotal olhar 
imitação mímica 
gestos e posturas
Figura 1 - Estimulação psicomotora educacional
Fonte: Carvalho (2003, p. 88).
Se na educação psicomotora o foco é a atuação preventiva do desenvolvimento psicomotor, 
na reeducação psicomotora o foco migra para trabalhar-se com crianças que apresentam 
alguma deficiência, transtornos ou atrasos no desenvolvimento. São tratados, terapeuti-
camente, mediante uma intervenção clínica realizada por profissionais especializados.
Pós-Universo 12
Pós-Universo 13
EDUCAÇÃO 
PSICOMOTORA NA 
ESCOLA
Munidos de conhecimentos de psicomotricidade os profissionais que atuam na 
educação básica estão instrumentalizados em possibilitar a vivência de situações 
que demandem da criança a agir no ambiente, de determinadas formas e maneiras, 
visando a um desenvolvimento funcional mais otimizado. Isto tem, como perspecti-
va, abranger diversas áreas da vida da criança, de forma interligada, conforme mostra 
a figura 2, a seguir.
Figura 2 - Desenvolvimento funcional da criança
Fonte: Rossi (2012, p. 13).
A medida que se desenvolve de forma integralmente (CARVALHO, 2003), por meio de:
a. suas próprias experiências,
b. da manipulação adequada e constante dos materiais que o cercam, e;
c. oportunidades de se descobrir.
Pós-Universo 14
O ponto articulador destas possibilidades é o nível de satisfação de suas necessidades 
afetivas, de maneira a serem mitigados bloqueios e desequilíbrios tônico emocionais.
Rossi (2012) destaca que muitas dificuldades podem surgir com uma apren-
dizagem falha na escola. Mesmo que algumas habilidades motoras se iniciem no 
ambiente familiar, não se pode negar a importância dos primeiros anos de escolari-
dade no desenvolvimento de uma criança.
Neste sentido muitas crianças iniciam sua vida escolar com problemas motores 
que dificultam seu aprendizado e que se não têm, sobre si, debruçada a atenção 
devida. A autora salienta que em algum determinado momento da sua vida, haverá 
o aparecimento de uma maior dificuldade em se adaptar ao ambiente escolar. O que 
demandará de uma ajuda especializada, me maior grau para que consiga superar tais 
dificuldades. É aqui que a atuação do educador, distinguindo o que é uma dificulda-
de que a própria escola pode ajudar ou quando realmente uma ajuda profissional 
especializada, externa, será útil.
A autora ainda destaca que, para uma criança aprender de forma significativa será 
necessário atender a alguns pré-requisitos, no que concerne o desenvolvimento psico-
motor, ou seja, uma condição mínima para que domínio, satisfatoriamente, o movimento 
e os instrumentos/objetos que a cercam. São eles: boa coordenação motora fina, tônus 
muscular adequado, boa coordenação motora global e boa orientação espacial.
Coordenação Motora Fina: a) usar as mãos para escrever; b) manipular 
objetos de sala de aula; c) estar ciente das mãos como parte do corpo; d) 
desenvolver padrões específicos de movimentos; e e) construir um esquema 
corporal adequado.
Coordenação Motora Global: a) sair-se bem ao se deslocar, transportar 
objetos e se movimentar em sala de aula e em atividades lúdicas; e b) ad-
quirir noções de localização, lateralidade, dominância.
Tônus Muscular: a) ser capaz de dominar os gestos; b) ter harmonia nos mo-
vimentos; e c) não se sentir cansado quando precisar fazer uma tarefa mais 
específica com as mãos como pintar.
Orientação espaço-temporal: orientar-se no meio com desenvoltura.
Fonte: Rossi (2012).
quadro resumo
Pós-Universo 15
Especialmente no que tange a educação infantil é de se enfatizar que a criança 
precisará ter uma percepção adequada de si mesma, sendo capaz de compreender 
suas potencialidades e limitações. E, assim, conseguir se movimentar, com maior li-
berdade, de modo que conquiste e aperfeiçoe, gradativamente, novas competências 
motoras.
Segundo Alves (2003), o movimento e sua aprendizagem abre um espaço para:
a. desenvolver – habilidades motoras que levam as crianças a aprender sobre 
seu próprio corpo e a se movimentar expressivamente;
b. desenvolver – um saber corporal que deve incluir as dimensões do movi-
mento, que indiquem estados afetivos até representações mais elaboradas 
de sentidos e ideias oferecendo um caminho para trocar afetividades;
c. facilitar – a comunicação e a expressão das ideias;
d. possibilitar – a exploração do mundo físico e o conhecimento do espaço;
e. apropriar-se – da imagem corporal, percepção rítmica por meio de jogos 
corporais e danças;
f. desenvolver – habilidades motoras finas, por meio de diversas atividades 
que facilitam a escrita.
A psicomotricidade através da educação psicomotora na educação básica formar 
desde a infância o desenvolvimento da capacidade rendimento de forma eficien-
te e adequada aos diferentes níveis de habilidades e mobilidade. Tem que se levar 
em consideração a personalidade e a vontade da criança bem como sua motivação.
Nessa toada o autor ainda destaca que entre 5-9 anos, aproximadamente, há o 
aumento gradativo da perfeição dos movimentos finais. Fruto da presença de estrutu-
ras mentais mais desenvolvidas, com isso o aumento: (a) da capacidade de discriminar 
distâncias, formas e dimensões; do domínio e orientação do próprio corpo em relação 
a objetos e a pessoas, e; (c) da organização espaço-temporal.
Pós-Universo 16
De maneira geral Araújo (1992) destaca que a educação psicomotora tem como busca:
OBJETIVOS DA 
EDUCAÇÃO 
PSICOMOTORA
• Favorecer o desenvolvimento dos gestos e movimentos e a capacida-
de de percepção;
• Desenvolver o equilíbrio;• Aprimorar e desenvolver a percepção do corpo e permitir a criança ad-
quirir o sentimento de segurança;
• Favorecer e melhorar a psicomotricidade global e fina, sobretudo a 
motricidade por meio da manipulação;
• Revelar e reforçar o predomínio manual;
• Estimular a autoconfiança;
• Atenuar os bloqueios que interferem na aprendizagem escolar;
• Sensibilizar o ambiente envolvente – família, escola – em face das di-
ficuldades da criança.
Se partirmos do pressuposto de que na educação infantil a criança busca, em seu 
próprio corpo, formar conceitos e organizar o esquema corporal é a abordagem da 
psicomotricidade quem oportunizar ao educador a compreensão de como a criança 
toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio dele, 
localizando-se no tempo e no espaço.
Pós-Universo 17
ATIVIDADES 
PSICOMOTORAS PARA 
CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO 
INFANTIL E ENSINO 
FUNDAMENTAL
As crianças, nestes tempos contemporâneos, segundo Hatchuel et al (2016) estão 
chegando às escolas completamente adormecidas e defasadas. Não possuindo um 
bom suporte psicomotor. Conforme é possível constatar no dia-a-dia, diferente de 
gerações anteriores, tem escolhido outro tipo de “ludicidade”, na ordem do virtual. 
Por exemplo, não sobem mais em árvores, não correm com tanta frequência. Os pais 
e mães hodiernos, por conta da correria, a fim de tornar tudo mais fácil, diminuem 
a carga de atuação motora dos filhos: no vestir, no calçar, no andar... Segundo essa 
perspectiva tem gerado crianças com desenvolvimento defasado.
Mas, você deve estar se perguntando, assim como muitos: “Como a escola pode 
estimular as crianças?” Será este ponto que abordaremos em nosso itinerário de dis-
cussões destes encontros.
Segundo Hatchuel et al (2016), no ensino tradicional a perspectiva é que a criança 
esteja no momento certo de desenvolvimento (biologicamente falando) para apren-
der, ou seja a criança só aprenderá quando amadurece. Isto implica um considerável 
restrição a oportunidades de aprendizagens.
Frente a este entrave, a educação psicomotora aparece como perspectiva alter-
nativa para propiciar um tipo de ensino que privilegie os movimentos do corpo e 
alinhar desenvolvimento e aprendizagem, pela via do desenvolvimento psicomotor.
O desafio que se apresenta, a partir disto é: “como ofertar experiências motoras 
que propiciem vivências psicomotoras, para a criança, no espaço escolar?”
Parece, segundo Araújo (1992), Barreto (2000) e Rosa e Nisio (2002), que o viés 
mais efetivo para este desafio é de se estruturar práticas a partir do “brincar”. Pois este 
pode assumir um papel tão importante no processo de constituição da formação da 
criança. Como veremos a seguir.
Pós-Universo 18
O Brincar
A primeira característica do brincar é seu caráter social, pois é brincando que a criança, 
em geral, expressar o que está sentindo ou necessitando. Através das brincadeiras 
e “fazendo de conta” constrói seu entorno, imaginando e se situando nas vivências 
que têm oportunizadas pelas brincadeiras que experiencia (ROSA; NISIO, 2002). O 
brincar é utilizado pela criança com o intuito de construir sua aprendizagem. Pois, 
como destaca Araújo (1992) e Wadsworth (1997), a brincadeira propicia a exploração 
de situações que demandam a imaginação e mobilizam a criatividade. Isto significa 
que, conforme Lapierre e Aucouturier (1986), ao brincar, a criança é envolvida, por 
suas ações e comportamentos, e imputa sentimentos e emoções ao seu cotidiano, 
por meio da brincadeira.
A escola tem papel importante, pois, aparece como elemento socializador que 
auxiliará a criança a desenvolver-se no âmbito de vivências corporais, através de ativi-
dades que propiciem: (a) o exercício da motricidade espontânea, e, por conseguinte; 
(b) o bem-estar.
O que de fato há é que, ao agir sobre o meio (brincar), a criança, se organiza, ao 
mesmo tempo em que, constrói conhecimentos. Seja numa brincadeira, seja num 
jogo, a criança projeta seus sentimentos, emoções e percepções sobre o que está 
vivenciando (sejam elas fantasiosas ou não), haja vista não ter a exigência de um 
comportamento esperado. Pela lógica, qualquer tipo de situação, na “Vitrine das brin-
cadeiras e dos jogos” se evidenciaram, sejam elas situações conflituosas, dolorosas 
ou insatisfações.
Assim, ao repetir as situações de brincadeira e jogo, a criança vai (re)significan-
do estas questões. Ao passo que, ao brincar, e assim, mobilizar elementos afetivos e 
cognitivos, têm estruturada a personalidade (ARAÚJO, 1992).
O brincar é caracterizado por ser uma atividade complexa indispensável ao 
desenvolvimento infantil e, que, propicia, à criança construir bases de com-
preensão sobre o mundo que a cerca. Pois a criança, internaliza os objetos 
e fenômenos oriundos do ambiente em que viva.
atenção
Pós-Universo 19
A Educação Infantil e o Brincar
A proposição de atividades que oportunizem brincadeiras e jogos, assumem para os 
educadores, no nível básico, valor de ferramentas para a aprendizagem aos alunos. 
Pois, todo o processo de ensino-aprendizagem, demanda respeitar a necessidade da 
criança de brincar (HATCHUEL et al, 2016). Esta medida cria as condições ideais para 
o desenvolvimento de diversos aspectos da comunicação e aquisição de conceitos 
diversos. A palavra de ordem é aprendizagem significativa. Logo, brincar ou jogar, é 
a arena propícia para a vivência de novas situações, que instigam a busca de cami-
nhos para resolvê-las, e assim, incorporar novas competências.
O projeto educativo, que norteia, as ações dos educadores precisa contem-
plar a oferta de determinados brinquedos, e do próprio brincar, a fim de estimular 
o aumento de laços afetivos e possibilitar à criança assumir o papel de protagonista 
de sua própria aprendizagem.
Um desdobramento de se incluir o brincar no projeto educativo é isto cria situa-
ções em que as crianças, através da interação entre si, são introduzidas no mundo das 
regras sociais e morais. E assim, aprenderá: (a) a lidar com as frustrações de perder; (b) 
de ter que esperar sua vez; (c) a ter uma postura mais flexível; (d) a perceber outras 
possibilidades de interação, e; (e) a ceder, improvisar, usar sua imaginação e intuição 
em equipe.
Segundo Araújo (1992) brincar tem impacto direto na formação do sujeito. Pois 
ao atuar no meio onde vive, atua construir a individualidade, compreendendo a si 
mesmo e a cultura onde está inserido. Ou seja, ou a criança brinca de forma livre 
(objetivando a socialização) ou ela brinca de forma dirigida (brincadeiras, jogos e ati-
vidades educativa, objetivando a escolarização).
Pós-Universo 20
OS Tipos de Jogos a Atuação da 
Criança
Existem diferentes tipos de jogos ao longo do desenvolvimento de uma criança. O 
contexto escolar, em seu projeto educativo, pode utilizar esta classificação a fim de 
propiciar melhores oportunidades ao desenvolvimento psicomotor infantil.
As ações educativas, podem ser a proposição de brincadeiras, desde os quatro 
meses de idade (quando a criança começa a ter uma melhor coordenação da visão e 
da apreensão), até os jogos de exercício envolvem ações mentais (quando a criança 
já articula pensamentos e combinações de palavras).
Conforme o desenrolar das atividades educativas (os tipos de jogos) existirão 
funções diferenciadas a serem assumidas pelo professor:
a. observador – quando há o mínimo de intervenção possível. O foco - ga-
rantir que haja liberdade e segurança a manifestação de todos;
b. catalisador – observar identificando as necessidades e desejos que se 
manifestam através da brincadeira/jogo. O foco – enriquecer a experiên-
cia vivenciada pela atividade;
c. participante ativo – atuando de forma a mediar as relações que se esta-
belecem e das situações surgidas.
Segundo Araújo (1992), os jogos se classificam em: (a) jogos de manipu-
lação (praticados a partir do contato da criança com diversos materiais 
movidos pelo prazer que a sensação tátil proporciona);(b) jogos de constru-
ção (acontecem quando ela faz ordenações sobre os objetos); (c) jogos 
simbólicos (jogos de “faz de conta”); entre 1 ano e meio e 3 anos ela começa 
a imitar suas ações cotidianas e a atribuir vida a objetos. Experimenta distin-
tos papéis sociais, funções sociais generalizadas pela observação do mundo 
dos adultos); e (d) jogos de regras (já atua ao nível mais elevado das relações 
sociais; exigirá relações de cooperação e consensualidade entre as crianças).
Fonte: Araújo (1992).
quadro resumo
Pós-Universo 21
A PSICOMOTRICIDADE 
COMO ALTERNATIVA 
PEDAGÓGICA
A aprendizagem caracteriza-se como um processo em que o indivíduo se modifica 
(interna e externamente), de maneira a melhorar a forma de interagir com o contex-
to que o circunda. Enquanto o desenvolvimento psicomotor afeta, como já vimos, 
estruturas físicas e neurológicas, os processos de pensamento, as emoções, as formas 
de interação social e muitos outros comportamentos, “[...] a aprendizagem será o 
resultado da estimulação do ambiente sobre o indivíduo que se expressa diante de 
uma situação problema sob a forma de uma mudança de comportamento em função 
da experiência” (FARIA; LEITE; SIQUEIRA, 2003, p.196).
Segundo Cavicchia (1996) aprender significa mais do que “saber” algo. O proces-
so de aprendizagem implica que o indivíduo constrói um sistema de relações entre 
si mesmo e o mundo a sua volta. Nesta perspectiva há o imbricamento de vários 
fatores intervenientes:
a. ações sensório-motoras que coordenadas ativam, organizam e estru-
turam o sistema nervoso do organismo humano, ao agir sobre o mundo, a 
criança aprende a controlá-lo;
b. experiências motoras, decisivas na elaboração progressiva das estruturas 
cognitivas, que gradativamente originaram uma determinada organização 
mental, a qual permitirá lidar com o ambiente de uma dada maneira.
Aqui reside uma premissa importante para processo educativo sob a ótica da psi-
comotricidade: a descoberta do próprio corpo proporciona o conhecimento e 
desenvolvendo cada vez mais suas competências.
Para a psicomotricidade, há lago de muito importante na relação estabelecida 
entre a criança e seu corpo. Por exemplo: se até os dois anos e meio a criança ainda 
tem atividades motoras mais globais, ou seja, roda, se balança, se arrasta, realiza cor-
ridas circulares (que mostram ainda um foco na atenção de desejos essenciais, tais 
Pós-Universo 22
como: sede, frio, banheiro, procuras pela mãe); entre os cinco e sete anos a relação 
com o próprio corpo e caracteriza pela busca de situações de desequilíbrio e equilí-
brio, de incremento no refinamento de destrezas (tais como: subir cada vez mais alto 
e mais depressa e controlar com mais precisão os próprios gestos).
O projeto educativo a ser estruturado precisa atender algumas questões:
a. o foco é no que as crianças já conhecem para que as aprendizagens ocorram 
de forma mais tranquila e prazerosa;
b. o ambiente de aprendizagem precisa ser motivante e experiências devem 
ser proporcionadas e valorizadas;
c. o educador será quem oferecerá este um ambiente agradável, e quem con-
tribuirá e facilitará a adaptação da criança no primeiro contato com a escola;
d. o indicador de aprendizagem, mais importante, será a conseguir administrar 
as emoções da criança em relação aos laços afetivos que teve, tem e terá.
Como já abordado em unidades anteriores os primeiros anos da educação tem como 
característica principal a globalidade no desenvolvimento. A necessidade de apri-
moramento das capacidades motoras e, assim, melhorar a percepção das próprias 
habilidades (globais e finas); bem como o desenvolvimento social, cognitivo e afetivo.
Assim podemos concluir que a psicomotricidade:
a. pode, por meio de exercícios adequados, auxiliar as crianças a usarem seu 
próprio corpo para aprender, descobrir e ter novas experiências no meio 
em que vivem e a partir daí começar a construção do seu desenvolvimento;
b. enfoca o movimento com o meio, tornando-se um suporte que auxilia a 
criança a adquirir o conhecimento do mundo que a rodeia. Por meio de seu 
corpo, de suas percepções e sensações, da manipulação de objetos dá à 
criança a oportunidade de descobrir, criar e aprimorar conhecimentos que 
muitas vezes não são desenvolvidos dentro da sala de aula;
c. quando trabalhada na fase da educação infantil auxilia crianças com dificuldades.
Nas ações pedagógicas a serem empreendidas na educação psicomotora faz-se 
necessário destacar como os elementos psicomotores, elencados nas unidades an-
teriores, precisam ser considerados, na estimulação na criança. São eles:
Pós-Universo 23
a) Coordenação Motora
Elemento basilar para a construção do processo de alfabetização. Distinguida entre 
GLOBAL, a qual “engloba” atividades musculares do tronco, dos braços, pernas, e da 
cabeça; FINA; e se que abarca as atividades musculares de pequeno porte, com mo-
vimentos mínimos e minuciosos realizados com os olhos, dedos e língua.
A ótica da educação psicomotora é ofertar atividades a fim de propiciar a expe-
rimentação vivenciada pela criança que, ao coordenar os próprios movimentos, cria 
consciência sobre si, do de seu corpo e das posturas.
b) Esquema Corporal
Organizado, também, na experiência pela via do corpo da criança. O conhecimen-
to das partes do próprio corpo, resultado da interação da criança com o meio, com 
pessoas (através de relações afetivas e emocionais), faz com que seja sentido (corpo-
ralmente) cada segmento em si ou em outra criança, obtendo a organização corporal.
Neste sentido, mais do que “ensinar” a ser é preciso ofertar, experiências que 
possibilitem a construção de um conhecimento próprio de suas partes. A propos-
ta pedagógica que se adequa a perspectiva da educação psicomotora prima por 
conceber ao corpo da criança ser o ponto de referência para as aprendizagens de 
conceitos como: embaixo, em cima, na frente, trás, direita, esquerda etc.
c) Estruturação espaço-temporal
É o momento quando a criança faz a relação do próprio corpo com objetos do co-
tidiano, e, assim, a proporção dos movimentos que executará em um dado espaço 
e por um dado tempo. Entram em cena ritmo, sequências lógicas do tempo, bem 
com seleção e comparação.
Se no processo de estruturação temporal (ritmo) a oferta das atividades pedagó-
gicas se dá em preconizar a compreensão de certos ciclos (dias da semana, meses e 
ano), pois o que precisa ser construído são noções de conceitos mais abstratos (pe-
riodicidade), que tem reflexo direto no processo da alfabetização, em elementos 
como ordenações e sucessão das sílabas, bem como, a definição de direita e esquer-
da. Já no processo de estruturação espacial (coordenadas) as atividades pedagógicas 
neste quesito serão aquelas que, através da experimentação dos movimentos, há a 
Pós-Universo 24
comparação do próprio posicionamento em relação ao meio. Outro aspecto peda-
gógico a ser considerado é que as atividades propostas precisam demandar ações 
em que a criança selecione e compare os objetos, agrupando, extraindo e classifican-
do-os. A importância da orientação e da estruturação espacial é colocada no sentido 
de possibilitar à criança organizar-se perante o mundo que a cerca, prevendo e an-
tecipando situações em seu meio espacial.
d) A Construção da Lateralidade
Este elemento psicomotor permite à criança fazer uma relação entre as coisas existen-
tes em seu meio. Pois quando já consolidada, dá à a criança condições de identificar 
conceitos no espaço que a cerca. A lateralidade está relacionada com os braços, as 
pernas, olhos, mãos, pés e ouvidos da criança.
As propostas pedagógicas concernentes à lateralidade primam, por sua estrutu-
ração em processo, haja vista, ser uma construção que pressupõe a assimilação de 
conceitos: (1º) na própria criança; (2º) em relação aos objetos; (3º) na descoberta do 
outro, e; (4º) entre os objetos entre si. É preciso lembrar que existem os destros, os 
sinistros eos ambidestros (lateralidade cruzada, ou mesmo indefinida).
Logo, as atividades pedagógicas desenvolvidas, sob a ótica da educação psico-
motora (OLIVEIRA, 2002), se caracterizam estreito foco na construção do processo de 
aprendizagem das crianças, e não do de ensino. Principalmente nos primeiros pe-
ríodos da Educação Básica, o Ensino Infantil. Pois neste período há o predomínio da 
dimensão afetivo-emocional no processo de aprendizagem.
Nesta fase, mais do que outras, há a necessidade de se “customizar” o ensino. 
Pois, em razão do vínculo estabelecido entre educador-aprendiz, é que, segundo 
(HATCHUEL et al, 2016) se é possível acessar a evolução do processo de formação do 
conhecimento da criança ou, mesmo suas dificuldades: (a) identificar os problemas 
que possam se apresentar. Cada criança se apropria do meio em que está inserida de 
forma muito particular. De modo que, descobrir como estimular as potencialidades 
e como lidar com as próprias limitações, habilidades e fraquezas, em cada criança é 
o alvo da atuação do educador.
No “frigir dos ovos”, os educadores da Educação Básica, ao assumirem em seus 
projetos educativos, a psicomotricidade como referencial teórico-metodológico, ado-
tarão a premissa de que ao estimular os movimentos da criança:
Pós-Universo 25
a. motivarão a capacidade sensorial através das sensações e relações entre o 
corpo e o exterior;
b. cultivarão a capacidade perceptiva por meio do conhecimento dos movi-
mentos e da resposta corporal;
c. organizarão a capacidade dos movimentos representados ou expressos por 
meio de sinais, símbolos e da utilização dos objetos (reais e imaginários);
d. farão com que as crianças possam descobrir e expressar suas capacidades, 
por meio da ação criativa e da expressão da emoção;
e. ampliarão/valorizarão a identidade própria e a autoestima dentro da plu-
ralidade grupal;
f. criarão um ambiente seguro o suficiente para a expressão de aspectos in-
dividuais e de respeito à presença e ao espaço dos outros.
atividades de estudo
1. Ao incorporar a psicomotricidade, como norte às suas ações, o processo educativo 
adota alguns princípios diretivos. Analise os princípios abaixo listados:
I. Na Educação Infantil a prioridade é a atividade motora global.
II. A atitude educativa demandada ao educador é a busca pelo conhecimento dos 
ritmos de desenvolvimento da criança.
III. Nos primeiros rabiscos é preciso imprimir esforços para que a criança use uma ou 
outra mão.
Agora assinale a alternativa que contenha o julgamento correto destes princípios.
a) Apenas a afirmação I está correta.
b) Apenas as afirmações I e II estão corretas.
c) Apenas as afirmações II e III estão corretas.
d) Todas afirmações estão corretas.
e) Todas afirmações estão incorretas.
2. Atualmente as mídias sociais ocupam uma parcela considerável do tempo da criança, 
mais do que as brincadeiras, individuais ou em grupo. Sob esta ótica analise as afir-
mações que se seguem:
I. Brincar, para a criança, auxilia na aquisição do meio que a circunda.
II. O brincar é uma atividade complexa, pois demanda da criança todos os seus re-
cursos, a fim de significar o meio e as situações que vivencia.
III. Brincar favorece a aprendizagem, uma vez interage com o contexto, dando sentido 
a ele, e modificando sua forma de entendê-lo e se comportar nele.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
a) apenas a I.
b) apenas II e III.
c) apenas III.
d) todas.
e) nenhuma.
atividades de estudo
3. Dentre as implicações para o processo educativo de crianças no Ensino Infantil e os 
primeiros anos do Ensino Fundamental, ao se adotando a Psicomotricidade como 
norteador é possível destacar:
a) as manifestações espontâneas da criança com cerne do trabalho.
b) a adoção de uma postura mais rígida quanto a respostas erradas.
c) serem focadas proposições e avaliações na experiência negativa.
d) adaptar a criança à escola, ensinando a dominar a sua imaginação.
e) o foco no sucesso e a construção de autoestima inabalável.
resumo
Neste estudo travamos um debate sobre o papel da psicomotricidade na educação e suas impli-
cações, especificamente, à Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental. De maneira 
que, em nosso itinerário, nos embrenhamos na construção de entendimentos que, concebem à 
psicomotricidade, neste sentido:
 • o caráter instrumental que a ação do educador proporciona à criança: uma relação sau-
dável com ela mesma, com o outro e com o mundo que a cerca. Este caráter fomentar 
aos infantis uma melhor compreensão sobre o próprio corpo e a amplitude de possibi-
lidades que terá a frente;
 • o caráter associativo a todos os aspectos do desenvolvimento da criança (motor e psico-
motor, social, afetivo-emocional), ou seja, sob esta lógica, a criança utiliza seu corpo para 
demonstrar sentimentos, emoções e com entende o mundo a as volta, logo, a perspec-
tiva que a psicomotricidade dota à educação é a de que o desenvolvimento humano 
precisa ser encarado de forma global;
 • o caráter compreensivo de que trabalhar com crianças, é lidar com inúmeras situações 
que interferem no desenvolvimento, tanto a nível motor, quanto psicológico e social.
 • O caráter analítico quanto à identificação de alterações ou dificuldades, pois uma inter-
venção precoce possibilita uma melhor qualidade de vida no futuro.
 • algumas reflexões são possíveis extrair:
 • é preciso respeitar o ritmo próprio de cada criança durante seu processo de desenvolvimento.
 • a criança é concebida como única e, assim, é preciso, ofertar um ambiente (seja escolar 
ou familiar) com múltiplas oportunidades de explorar as próprias possibilidades é funda-
mental na formação do caráter e da personalidade.
A educação psicomotora, nos níveis básicos, principalmente no infantil, será a base para todo o 
processo de aprendizado futuro, e contribuirá, de forma significativa em todo esse processo de 
formação humana.
material complementar
NA WEB
Apresentação: Confira a entrevista do psicomotricista argentino Esteban Levin dada à revista 
Nova Escola. Ele defende que os movimentos do corpo devem ser inseridos nas atividades de 
todas as disciplinas.
Link: Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/896/esteban-levin-o-corpo-ajuda-o-
-aluno-a-aprender>. Acesso em: 30 abrr. 2017.
LIVRO
Título: A Psicomotricidade na Educação Infantil
Autores: Pilar Arnaiz Sánchez; Marta Rabadán Martinez; Iolanda Vives 
Peñalver
Editora: Artmed
Sinopse: os educadores que trabalham com crianças pequenas sabem 
da importância da psicomotricidade em seu amadurecimento psicoafeti-
vo. Este livro é uma ferramenta útil para qualificar o cotidiano pedagógico, ajudando a dar sentido 
à ação infantil por meio de intervenções e estratégias para trabalhar eficientemente com a psi-
comotricidade. Por meio da leitura deste livro, você é convidado(a) a adquirir um conhecimento 
mais sólido sobre a psicomotricidade na educação infantil.
referências
ARAÚJO, V. C. O jogo no contexto da educação psicomotora. São Paulo: Cortez, 1992.
ALVES, F. Psicomotricidade: corpo, ação e emoção. Rio de Janeiro: Wak, 2003.
BARRETO, S. J. Psicomotricidade, educação e reeducação. Blumenau: Livraria Acadêmica, 2000.
CARVALHO, E. M. R. Tendências da educação psicomotora sob o enfoque walloniano. Psicol. 
Cienc. Prof., Brasília, v. 23, n. 3, p. 84-89, set. 2003. Disponível em: <<<<http://pepsic.bvsalud.
org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932003000300012&lng=pt&nrm=iso>. Acesso 
em: 28 abr. 2017.
CAVICCHIA D. et al. Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Petrópolis: Vozes, 1996.
FARIA, W. F.; LEITE, E. C. R.; SIQUEIRA, M. T. M. A linguagem como processo histórico de constru-
ção do homem enquanto ser social, Revista de Ciências Humanas da UNIPAR, Umuarama, v. 
11, n. 4, 2003. Disponível em: <http://revistas.unipar.br/index.php/akropolis/article/view/1987>. 
Acesso em: 30 abr. 2017.
FONSECA, V. Psicomotricidade: perspectivas multidisciplinares.Porto Alegre: Artes Médicas, 2004.
HATCHUEL, F. et al. O “aluno estranho”: entre reflexibilidade e atribuição. Estilos clinicos, São 
Paulo, v. 21, n. 2, p. 428-454, ago. 2016. Disponível em: >http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?s-
cript=sci_arttext&pid=S1415-71282016000200009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 30 abr. 1017.
LAPIERRE, A.; AUCOUTURIER, B. A simbologia do movimento: psicomotricidade e educação. 
Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
LE BOULCH, J. A educação pelo movimento: a psicocinética na idade escolar. Porto Alegre: 
Artes Médicas, 1983.
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932003000300012&lng=pt&nrm=iso
referências
NEGRINE, A. Aprendizagem e desenvolvimento infantil na psicomotricidade: alternativas 
pedagógicas. Porto Alegre: Prodil, 1995.
OLIVEIRA, G. C. Psicomotricidade e reeducação um enfoque psicopedagógico. Petrópolis: 
Vozes, 2002.
ROSA, A. P.; NISIO, J. Atividades lúdicas: sua importância na alfabetização. Curitiba: Juruá, 2002.
ROSSI, F. S. Considerações sobre a psicomotricidade na educação infantil. Revista Vozes dos 
Vales: publicações acadêmicas, Teófilo Otoni, ano 1, n. 1, maio 2012. Disponível em: <http://
site.ufvjm.edu.br/revistamultidisciplinar/files/2011/09/Considera%C3%A7%C3%B5es-sobre-a-
Psicomotricidade-na-Educa%C3%A7%C3%A3o-Infantil.pdf>. Acesso em: 28 abr. 2017.
WADSWORTH, B. J. Inteligência e Afetividade da Criança na Teoria de Piaget. São Paulo: 
Pioneira, 1997.
resolução de exercícios
1. b) Apenas as afirmações I e II estão corretas.
2. d) todas.
3. a) as manifestações espontâneas da criança com cerne do trabalho.
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	h.4ijxnsi9tyfx
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	h.26in1rg
	HISTÓRICO E IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E FUNDAMENTAL
	EDUCAÇÃO PSICOMOTORA NA ESCOLA
	ATIVIDADES PSICOMOTORAS PARA CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL
	A PSICOMOTRICIDADE COMO ALTERNATIVA PEDAGÓGICA

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