A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
537 pág.
Enfermidades dos Cavalos - Armen Thomassian-ilovepdf-compressed.pdf

Pré-visualização | Página 29 de 50

Este movimento adicio-
nal faz com que a forc;:apropul-
sora aumente e tenha como re-
00
3
9
/ 22
((1 0
12
.' .
. . . .
'. ..'
P E PD
3 TEMPOS
00.' .'.' ." "..
3~ / 4~
/
/
01."l // O~!. .'" .' ....
P£ P D
4- TEMPOS
Figura 4.3
Galope do cavalo.
sultante um galope muito mais
longo que 0 normal.
4. SALTa - 0 Saito e um des-
locamento subito do corpo para
cima e para frente, saito de altu-
ra ou saito em distancia, respec-
tivamente, que se insere auto-
maticamente na sucessao das
pisadas do galope.
No momento do apoio do bi-
pede diagonal a base tripodal
anterior, 0 membra anterior do
lado interno nao chega para
frente como no galope. 0 animal
encurva-se e, mediante uma for-
te flexao do corpo na regiao to-
racica, situa os membros poste-
riores embaixo do corpo, elevan-
do a cabec;:ae 0 pescoc;:o.Esta-
mos na primeira fase ou tempo
de preparac;:ao para 0 saito.
Na segunda fase, ou fase de
execuc;:ao,0 corpo levanta-se pri-
meiramente por uma forte ex-
tensao do membro anterior inter-
no sobre os posteriores flexio-
nados, os quais se estendem
com grande energia, lanc;:ando0
corpo do animal para cima do
obstaculo, desta feita com os
membros anteriores flexionados
nas articulac;:6escarpicas.
A fase de abaixamento finalj-
za-se com 0 apoio das duas ex-
tremidades anteriores, sendo
que 0 membro anterior externo,
pouco antes que a do membra
anterior do lade interno da pista.
Neste momento, as articulac;:6es
metacarpofalangicas encon-
tram-se em situac;:ao de flexao
dorsal maxima e recebem inten-
sa sobrecarga de retomada ao
solo. Os membros posteriores
flexionados vencem 0 obstaculo;
- ctJlJl c:o ._
E :::::J
::::J 0"
•••. CIl
o.ctJ
ctJ >
6t:
.ctJ 0
<>0.
o lJlE CIl
o ctJ
u c:o .-
- .!:2
ctJ"O
"0 CIl
ctJ E
.!:2 CIl
E lJl
cctJ CIl
c: '0
.- <>
"0 ctJ
•...U
o .-
.•..•"0
o ::::JE ctJ
0-
U U
o lJl
....I ctJ
0"0
.J:: 0
- uCIl ._
•... c:
ctl ._
0.. -
« u
CIl
E
ctJ
><
CIl
- tUlJl c:o ,_E ::l
:l 0"
••• Q)
c.tU
tU >
at:
ltU 0o-c.
o lJlE Q)
o tU
(J c:
0'-
- .~
tU"O
"0 Q)
tU E
.~ Q)
E lJl
<tU Q)
c: '0
:c~
•.•. (J
o .-
+J"O
o :l
E tU
0-U (J
o lJl
....J tU
0"0
.r:. 0
- (JQ) .-
•... c:
CIl ._
a.. -
« (J
Q)
E
tU
><Q)
as vezes a cabe~a e 0 pesco<;:o
formam movimento de bascula
para tras para frear 0 impulso do
corpo na fase inicial da retoma-
da, reduzindo a sobrecarga so-
bre os membros anteriores.
No final do saito, as extremi-
dades anteriores elevam-se rapi-
damente para deixar espa~o para
os posteriores que tomam con-
tato com 0 solo,elevando-se para
isto, primeira 0 membra anterior
do lado interno da pista. Assim 0
animal encontra-se novamente
no ponto de partida de galope.
Sempre que observamos um
cavalo, quer para sele<;:aogene-
tica, compra, avalia<;:aoda capa-
cidade de trabalho (perform an-
Figura 4.4
Saito do cavalo.
ce), ou para 0 exame c1fnicode
uma determinada afec~ao do
aparelho locomotor, devemos le-
var em conta as caracterfsticas
dos aprumos como fator impor-
tante a ser considerado.
Os aprumos sac praporciona-
dos pelos eixos 6sseos e pelas
angula~6es articulares que os
membros do animal tomam em
rela~ao ao seu corpo e ao solo.
Os aprumos refletem 0 exato
equillbrio harmonico da distribui-
~ao de for~as e do peso para ca-
da um dos membros do cavalo.
Esta distribui<;:aoproporciona es-
tabilidade na condu~ao da sus-
tenta<;:aoe propulsao, permitindo
a realiza<;:aode movimentos com
perfei~ao,elegancia e seguran~a
Para a realiza<;:aodo exame
dos aprumos do cavalo, e neces-
sario que 0 animal esteja tranqui-
10 e apoiado sobre solo firme e
plano. 0 cavalo deve ser adequa-
damente posicionado, estando
alinhados os membros anteriores
e posteriores. Na fase inicial do
exame, a cabe~a deve estar bem
posicionada em rela<;:aoao corpo
e mantida pelo condutor com 0
cabo do cabresto curto. A medida
que a inspe~ao do cavalo evolui,0
cabo da redea deve ser mantido
mais longo, para que 0 cavalo fi-
que descontrafdo e adote atitu-
des e posturas naturais. Sempre
que for necessario, 0 condutor do
animal deve procurar restabelecer
a postura e 0 posicionamento,
pracurando corrigir 0 alinhamento
dos membros. Posturas e atitudes
anormais podem revelar altera-
<;:6esnos aprumos ou afec<;:6es
nas estruturas relacionadas a 10-
como~ao.
Para uma inspe<;ao correta
dos aprumos do cavalo, 0 exame
deve considerar a observa<;ao
vista de frente, por tras e de am-
bos os lados.
Visto de frente
Ao tra<;armos uma linha ima-
ginaria que parte da articu-
la<;aoescapuloumeral em di-
re<;aoao solo, esta devera di-
vidir 0 membro em duas par-
tes iguais e tocar no solo
exatamente no ponto medio
da pin<;ado casco.
Vista de tras
A linha imaginaria devera par-
tir das tuberosidades isquia-
ticas, dividindo 0 membro em
duas partes iguais e tocar 0
solo exatamente nos pontos
medios dos tal6es.
Para avalia<;ao do aprumo,
observando-se 0 animal por um
de seus lados, devemos tra<;ar
tres linhas basicas:
A primeiralinhadeverapartir da
articula<;aoescapuloumeral,na
sua por<;aomais anterior, des-
cer paralelamente ao membra
e tocar 0 solo a cerca de 10
centfmetros a frente do casco.
A segunda linha sera tra<;a-
da a partir do ter<;o medio da
escapula, descer em dire<;ao
ao solo e dividir 0 casco, pela
sua face lateral, em duas par-
tes simetricas.
Figura 4.5
Aprumos regulares - vista lateral.
Figura 4.6 Aprumos normais
vistos de frente.
Figura 4.7 Aprumos narmais
vistas de tras.
-0
I:C E
(,)
E
<Cll
C
-00'
~ (,)
o-g
E
0"0
o
-'0-0
.£: 0
- (,)CiJ_
~ C
~-0.-
<l:: (,)
E
(l)
)(
- <tlUl c:o ,_
E ::1
:I C"
•• Q)
Q.l'(l
<tl >
eft
ll'(l 0U-Q.
o UlE Q)
o <tl
o c:o .-
- .!:!
<tl"O
"0 Q)
<tl E
.!:! Q)
E Ul
e<tl Q)
c: 10
.- U-
"0 <tl
'- 00·-
••••• "0
a :I
E <tl
0-
o 0
a Ul
....J <tl
0"0
..c 0
- 0Q) .-
'- c:CIS '_Q.. -
-< 0
Q)
E
l'(l
~
• A terceira linha devera partir
do olecrano, descer paralela-
mente ao metacarpo e repou-
sar no solo atras do casco.
Membros posteriores
A avalia<;aodos aprumos nos
membros posteriorestambem tem
como base tres linhas principais:
• A primeira linha devera par-
tir da tuberosidade da tibia,
na sua face anterior, descer
em dire<;ao ao solo, parale-
lamente ao metatarso, e re-
pousar a cerca de 10 centl-
metros adiante do casco.
A segunda linha partira da ar-
ticula<;aocoxofemoral, cruza-
ra a tibia no seu ter<;o medio
e repousara no solo, dividin-
do a face lateral do casco em
duas partes simetricas .
Figura 4.8
Aprumos normais vistos de
lado - membros anteriores.
• A terceira linha sera tra<;ada
desde a tuberosidade isquia-
tica, descera paralelamente
ao metatarso em toda sua ex-
tensao e tocara no solo atras
do casco.
Aprumos irregulares
As irregularidades observa-
das nos aprumos de um animal
podem ser proporcionadas ou
por defeitos de conforma<;ao
osteomuscular de origem con-
genita, ou adquiridos por vlcios
de postura, cascos mal-apara-
dos, qualidades de terreno em
que 0 animal trabalha e tipo de
trabalho exercido. Tais irregula-
ridades saG fatores que predis-
poem 0 animal a apresentar le-
soes a curto, medio e longo pra-
ZO, dependendo do grau de in-
Figura 4.9
Aprumos normais vistos de
lado - membros posteriores.
tensidade da altera<;ao,alem de
reduzir a capacidade de susten-
ta<;ao e impulsao atraves do
desvio dos eixos de gravidade
ou de aprumos.
Vista de frente
Ouando 0 tra<;ado da linha
que parte da articula<;ao
escapuloumeral tocar 0
solo na face medial do cas-
co, temos 0 que chamamos
de aberto de frente que
pode pisar com as pin<;as
dos cascos para dentro ou
para fora.
Se 0 tra<;ado da linha imagi-
naria, que parte da articula-
<;aoescapuloumeral, tocar 0
solo na face lateral do casco;