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CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 1 
 ................................................................................... 2 Aula 5: A organização por módulos
 ............................................................................................................................. 2 Introdução
 ................................................................................................................................ 4 Conteúdo
A educação ......................................................................................................................... 4 
A escolha por uma proposta metodológica curricular .............................................. 4 
Tema .................................................................................................................................... 4 
Temas geradores ............................................................................................................... 5 
Relação com o elenco de competências ...................................................................... 5 
Principais características .................................................................................................. 6 
E o que possibilita tal articulação? ................................................................................. 6 
Educação libertadora ........................................................................................................ 7 
Como propor um trabalho dessa natureza ................................................................ 10 
Considerações .................................................................................................................. 10 
Busca pelo alcance da aprendizagem ......................................................................... 11 
Educação profissional ..................................................................................................... 12 
Organização dos cursos ................................................................................................. 12 
Princípios e suas contribuições..................................................................................... 13 
Módulo ............................................................................................................................... 13 
A modularização .............................................................................................................. 15 
Seleção de conteúdos ..................................................................................................... 15 
Organizações modular e de conteúdos ...................................................................... 16 
Considerações finais ....................................................................................................... 16 
Atividade proposta .......................................................................................................... 18 
 ....................................................................................................................... 18 Aprenda Mais
........................................................................................................................... 19 Referências
 ......................................................................................................... 21 Exercícios de fixação
Chaves de resposta ..................................................................................................................... 27 
 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 2 
 
Introdução 
Há uma proposta ou abordagem curricular melhor do que a outra? 
Então, por que adotar uma, e não outra? 
O que move e estimula a aprendizagem? 
Vivemos, há algum tempo, momentos de intenso debate em suas múltiplas 
dimensões que envolvem a relação professor-aluno, conteúdo e forma, relações 
de construção do conhecimento na perspectiva do mundo, da vida e do 
trabalho, sempre em busca de retomar a temática sobre currículo, bem como 
sobre formas de criar uma proposta pedagógica que dê conta de tantas 
questões. 
 
Um curso, qualquer que seja ele, baseia-se em pessoas, interações, processos, 
conteúdos e cenário institucional, e a ênfase maior em um ou outro desses 
elementos (ou outro aspecto qualquer) define, em última instância, a 
abordagem metodológica a ser adotada a fim de propiciar o pensar, o refletir e 
o aprender sobre os conceitos básicos das áreas de conhecimento de tal forma 
que viabilize o exercício da autonomia na busca da construção de novos 
conhecimentos. 
 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 3 
Numa visão geral e concordando com o exposto, um sistema de educação 
profissional possui igualmente componentes básicos que se articulam e 
interagem, visando a uma formação profissional específica, como: organização 
curricular, recursos humanos, recursos metodológicos e infraestrutura. 
 
As interações entre professor, aluno, conteúdo, contexto e método revelam, 
efetivamente, as finalidades educativas do sistema. 
 
Será que a pessoa que queremos que amanhã decida sobre os rumos do 
mundo é aquela sem autonomia, sem capacidade de fazer escolhas e que não 
consiga entender que tudo está interligado? 
 
Buscamos, enfim, que essa pessoa tenha a capacidade de reflexão, de 
questionar, de crítica, de autonomia, de envolvimento com o mundo que o 
cerca, com ética e percepção do que é a vida. Isso nos faz refletir sobre a 
responsabilidade que nos cerca quando da decisão de mapear ações para que 
se configure o profissional alinhado com as questões da rotina de seu trabalho. 
 
Objetivo: 
1. Discutir a organização curricular baseada em temas geradores sob o viés da 
problematização 
2. Abordar a organização curricular por módulos de aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 4 
Conteúdo 
 
A educação 
Pensar a educação vai além da reflexão sobre a docência de conteúdos 
específicos elencados em uma matriz curricular, pois a ação do professor 
necessita ir mais longe a fim de promover uma educação atingível a todos por 
meio da construção de práticas que propiciem uma visão mais crítica do mundo 
e do trabalho. 
 
Nos dias de hoje, cada vez mais, discute-se sobre a necessidade da formação 
integral, aquela capaz de desenvolver, não só competências e habilidades, mas, 
também, atitudes e valores e, com isso, ser capaz de despertar nos estudantes 
um olhar mais crítico sobre os fenômenos que cercam seu contexto. 
 
A escolha por uma proposta metodológica curricular 
A escolha por uma proposta metodológica curricular, seja ela qual for, requer, 
inicialmente, a elaboração de um currículo que dialogue com as questões da 
atualidade e o que esta espera como resultado desse currículo. 
 
Todo processo de ensino e aprendizagem carece de um ponto de partida, algo 
que sirva para desencadear a ação educativa, e, dando sequência às propostas 
curriculares já apresentadas na aula anterior, por isso, destacamos a 
organização curricular por temas geradores sob o viés da problematização, que 
traz como benefícios, dentre outros: possibilitar um ensino mais significativo, a 
promoção da interdisciplinaridade, o desenvolvimento da autonomia e do senso 
crítico do estudante, além da aproximação entre professor e aluno a partir do 
diálogo. 
 
Tema 
Segundo o dicionário Aurélio, tema é uma proposição que será tratada ou 
demonstrada; assunto. 
 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 5 
Podemos concluir que tema se refere à ideia-núcleo que proporciona uma 
gama de posições a serem discutidas acerca de um determinado assunto, 
caracterizando-se por apresentar uma abrangência ampla. 
 
Assim sendo, dizemos que todo tema é amplo e não se limita a um único 
assunto, tampouco trata-se de um título. 
 
Temas geradores 
Gerador é aquilo que cria, que dá existência, que faz aparecer eque, 
principalmente, desencadeia um processo. 
 
Logo, temas geradores são aqueles que se desdobram em subtemas 
(assuntos/conteúdos) a serem trabalhados, sem que estes percam a essência 
ou a referência do tema gerador. 
 
A abordagem por temas geradores, que são também denominados de eixos 
temáticos, é, antes de tudo, uma maneira de propor unidades e conteúdos, 
possibilitando a sua ressignificação e sua elevação à condição de meios para a 
constituição de competências e valores. 
 
Relação com o elenco de competências 
Em todo projeto curricular contextualizado, as matrizes de competências 
desempenham o papel de nortear os temas geradores. Resumindo, podemos 
dizer que: 
 
As competências sugerem os temas geradores. 
 
Esses temas geram os subtemas. 
 
Os subtemas estruturarão as unidades e os conteúdos que viabilizarão a 
construção dos conhecimentos pretendidos. 
 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 6 
Sendo assim, o processo de aprendizagem é baseado em temas, e deles são 
delineados os conteúdos necessários à construção do conhecimento. Trabalhar 
por temas geradores é, pois, a maneira de oportunizar o desenvolvimento com 
conhecimentos específicos de uma área ou disciplina através de linguagens 
variadas por meio de procedimentos que permitam ao aluno relacionar 
contextos ou ideias situados em diferentes tempos e espaços. 
 
Principais características 
Dentre suas principais características, destacam-se: 
 
A interdisciplinaridade, o que leva à superação do desenho fragmentado e 
linear dos conteúdos. 
 
O efetivo diálogo entre os conhecimentos de determinadas áreas, sejam elas 
idênticas ou diferentes entre si. 
 
O trabalho por eixos temáticos promove ainda a articulação de estudos que 
envolvem a solução de problemas e a organização de projetos, além de ser um 
fio condutor na relação entre os conhecimentos, o cotidiano do estudante e as 
estratégias mais adequadas para a constituição das competências. 
 
E o que possibilita tal articulação? 
Numa perspectiva dialógica de educação, estão presentes o poder de decisão e 
a oportunidade que cada um tem de exercer sua vez e sua voz, pois o diálogo é 
visto como um direito que todos têm de praticá-lo, o que nos remete à questão 
da problematização, já tão abordada na aula anterior. 
 
Problematizar é dar forma de problema, onde várias perguntas e questões são 
levantadas frente ao objeto de estudo, questões essas que exigem a 
participação ativa do estudante. 
 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 7 
A partir do momento em que os problemas externos ultrapassam os muros da 
escola, todos agem de forma coletiva sobre o reconhecimento do saber e, como 
não se concebe a educação como uma via de mão única, o diálogo e os 
questionamentos oriundos de problematizações desafiadoras, propostas pelos 
estudantes, futuros profissionais, asseguram a contextualização dos problemas 
próprios de sua realidade e do mercado de trabalho. 
 
Problematizar, então, significa partir de uma situação na qual alunos e 
professores, dialogando, buscarão juntos as respostas necessárias para a 
compreensão dos temas estudados. 
 
Fazendo uma revisão de literatura, encontramos em Paulo Freire, em Pedagogia 
do Oprimido, a expressão mais clara da proposta de um trabalho sob temas 
geradores, por ter como princípio a educação libertadora. 
 
Educação libertadora 
Para Paulo Freire, uma educação verdadeiramente libertadora constrói-se a 
partir de uma educação problematizadora, alicerçada em perguntas 
provocadoras de novas respostas, no diálogo crítico, libertador, na tomada de 
consciência da condição existencial de cada um, em oposição à educação 
bancária. 
 
Paulo Freire: 
Paulo Freire defendia a tese de uma educação que desenvolvesse a consciência 
crítica, que promovesse a mudança social. E não haveria mudança sem a 
compreensão crítica da realidade vivida, ou seja, sem a leitura do mundo. 
 
Após captar e apresentar os temas aos estudantes é o momento de se pensar e 
de dialogar sobre eles, fazendo a leitura do que se conhece de cada um e como 
são entendidos na situação atual. Posteriormente, procede-se a uma análise 
mais crítica, na busca dos “porquês” que irão contribuir para o processo de 
formação de uma visão mais crítica da realidade. Juntos, professor e alunos 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 8 
buscarão clarear pontos ainda obscuros, por meio do diálogo problematizador e 
à procura do aporte das diferentes áreas e disciplinas para avaliação dos 
resultados obtidos. 
 
Gadotti (1991) faz uma apresentação didática das fases que envolvem o 
desenvolvimento do trabalho por temas geradores, veja a seguir. 
 
a) Investigação – momento de grande importância em que se fará um 
levantamento de situações relevantes para o grupo a fim de se direcionar os 
temas de estudo. Segundo Freire, “investigar o “tema gerador” é investigar, 
repitamos, o pensar dos homens referidos à realidade, é investigar seu atuar 
sobre a realidade, que é sua práxis” (2009, p.46) 
b) Tematização – o tema é apresentado ao grupo a partir de uma situação real, 
ainda com a leitura realizada pelos educandos, isto é, leitura codificada. 
À medida que se aprofunda o debate, ocorre a descodificação, onde se explora 
o tema e o que se conhece dele até o momento. 
Posteriormente, os alunos são levados a perceber que chegaram a um limite, 
designado de situação-limite, o ponto mais crítico do diálogo e que sinaliza que 
há mais a se desvendar sobre o assunto. As situações-limites demarcam o 
ponto mais crítico do diálogo problematizador, momento este determinado pela 
conscientização de que o que se sabe não é suficiente para continuar o 
processo de construção do conhecimento; é quando percebe-se a necessidade 
de buscar outras fontes de informação. 
 c) Problematização – diálogo permanente que propicia a interdependência 
entre a teoria e a prática, pois se reconhece que a primeira trará subsídios para 
uma melhor compreensão da realidade. Isso configura a práxis-pedagógica que 
se forma na ação e reflexão tratadas de forma indissociadas, ou ainda, a prática 
não pode ser concebida de um fazer inerte, sem “um para quê” se faz, pois 
quem pauta esta prática é a teoria. Dessa forma, há como atuar diretamente no 
mundo, a fim de transformar a realidade “que privilegia as necessidades da vida 
e da ação, sobre os princípios teóricos”. (FREIRE, 2009). 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 9 
Desse modo, podemos concluir que, com o ensino baseado na proposta de 
temas geradores, parte-se da contextualização, ou seja, de um assunto 
presente no dia a dia dos grupos envolvidos. Ao buscar uma interpretação mais 
crítica da questão, percebe-se que os conhecimentos de senso comum não são 
suficientes para a plena compreensão do tema em pauta. Esse é o momento 
em que se provoca o aluno para a aprendizagem de forma mais significativa, 
pois consideram-se, diretamente, as necessidades de situações do seu cotidiano 
e buscam-se os conteúdos das áreas e disciplinas para construírem novos 
conhecimentos. O tema gerador deve constituir-se em desafio, algo que mereça 
investimento de tempo e esforço cognitivo e que esteja ligado a uma 
necessidade real, devendo, para isso, serem elaboradas estratégias para buscar 
respostas ao problema proposto. Segundo Leite (1996), essas estratégias 
devem incluir situações que obriguem o aluno a agir, observando a existência 
de vários pontos de vista e de diferentes formas e caminhos para o 
aprendizado. Trabalhar mediante a proposta embasada nos temas geradores 
traz inúmeros benefícios para o processo da aprendizagem, pois reflete um 
ensino em que os alunos são envolvidos nas temáticas discutidas em sala de 
aula, portanto, mais significativo; promove a interdisciplinaridade, porque os 
conteúdos não são tratados de forma isolada,mas sim dentro de uma 
problemática mais ampla; oportuniza o desenvolvimento da autonomia e do 
senso crítico, uma vez que sua base é o diálogo - o que leva o aluno a 
descobrir o conhecimento - e não receber informações prontas a serem 
memorizadas; e, por fim, aproxima professor e aluno, pois, juntos passam a 
assumir o papel de construtores do conhecimento. 
 
Tendo como base teórica principal o autor Paulo Freire, em Pedagogia do 
Oprimido, é possível reconhecer em sua proposta de educação, inicialmente 
pensada para a alfabetização de adultos, a aplicabilidade para o ensino regular, 
independentemente da etapa da escolarização, uma vez que aprender envolve 
falar, trocar ideias, compartilhar, que são ações cujo processo educacional não 
pode abrir mão. 
 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 10 
“Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por 
isso, aprendemos sempre.” 
 
Segundo Barreto (1998, p. 89), a fim de que “o diálogo realmente se 
efetivasse, Paulo desenvolveu um trabalho onde o conhecimento dos 
educandos se transformava em palavras geradoras, que possibilitavam a 
participação de todos”. Tais palavras eram retiradas do contexto em que se 
encontravam os alunos; isso porque seria uma forma de lhes promover um 
ensino mais significativo, sendo, no entanto, mais tarde, substituídas por temas 
geradores. 
 
Como propor um trabalho dessa natureza 
Informalmente, dizemos que a pesquisa dos temas é a etapa inicial, pois 
configura-se no momento de leitura do mundo e dos assuntos que interferem 
diretamente na vida dos envolvidos. 
 
Assim, é possível trazer para a discussão os temas de interesse da educação 
como um todo e, especialmente, da educação profissional. 
 
Trazer as inquietações, dúvidas e a problemática do mundo do trabalho para a 
discussão coletiva aproxima cada vez mais o profissional da realidade e das 
expectativas do ambiente corporativo. 
 
Considerações 
O desenvolvimento de atividades e projetos com o uso de temas geradores é 
trabalhado inversamente às propostas tradicionais. Estas partem do conteúdo 
científico e depois de sua apreensão, sendo que, posteriormente, o professor 
orienta as aplicações por meio de exercícios que podem ou não ser 
contextualizados. 
 
Já com os temas geradores, parte-se da contextualização, ou seja, de um 
assunto presente no dia a dia dos estudantes e do professor, o que não 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 11 
significa abandonar o que está desenhado no currículo; pelo contrário, dar uma 
nova forma de associar e contextualizar os conteúdos definidos. 
 
Busca pelo alcance da aprendizagem 
Na busca pelo alcance da aprendizagem significativa e pelo atendimento às 
necessidades dos estudantes e expectativas do mundo e do trabalho, estamos 
sempre às voltas com questões sobre qual proposta curricular adotar e qual 
atende melhor ao estudante. 
 
Por que um conteúdo ou disciplina se sobressai sobre outros? E, além disso, 
como desenvolvê-los? 
 
Como organizar os conteúdos de forma a torná-los prazerosos e com objetivos 
afinados com as expectativas do mundo do trabalho? 
 
Segundo Coll (2000, p. 10), o que importa não é tanto a compreensão em si da 
relevância dos conteúdos nas propostas curriculares, mas, sim, compreender as 
razões que justificam essa reivindicação (o que se entende por conteúdos e 
disciplinas) e qual o papel que desempenham nas decisões relativas ao para 
quê, o quê, quando, ao como e, principalmente, para onde conduzir o homem 
que se quer formar. 
 
De outro lado, encontramos em Litwin (1995) o posicionamento de que não há 
a melhor proposta ou o melhor método; existe, sim, a que melhor atende às 
necessidades do aluno. Assim, voltamo-nos sempre ao estudo do currículo, 
buscando uma proposta pedagógica que inspire a implementação de uma 
prática educativa transformadora e participativa, centrada na construção do 
conhecimento e na aprendizagem crítica e ativa de conteúdos vivos, 
significativos e atualizados. 
 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 12 
Educação profissional 
Com as demandas da contemporaneidade, a educação profissional passou a 
exigir uma formação mais sólida dos trabalhadores, uma atitude mais flexível 
diante das novas situações do trabalho e a aplicabilidade de ações educativas 
que expressem preocupação com uma formação mais abrangente desses 
trabalhadores e, portanto, para além do adestramento nas técnicas de trabalho. 
 
A partir daí, torna-se evidente a busca por profissionais que reúnam em seu 
perfil, além dos conhecimentos técnicos, competências e valores essenciais à 
vida e à atuação consciente e participativa na sociedade. 
 
Organização dos cursos 
Concordando com esse paradigma, a EP, respaldada pela atual legislação, 
busca, na organização dos seus cursos, privilegiar a contextualização dos 
conteúdos, a flexibilização curricular e a interdisciplinaridade dos programas. 
 
Interdisciplinaridade 
A interdisciplinaridade, como vimos ao longo do estudo desta disciplina, vem 
propor a superação da fragmentação, argumentando e criando dispositivos nos 
quais as disciplinas e os conteúdos dialogam na intenção de melhor 
compreender as muitas realidades e, assim, tornarem as propostas curriculares 
cada vez mais próximas dos estudantes. 
 
Flexibilização 
A flexibilização está diretamente ligada ao grau de autonomia das instituições 
de educação profissional na construção de seus currículos. 
 
As disposições legais atuais atribuem às instituições de educação profissional 
autonomia para organizarem os currículos de suas ofertas de cursos técnicos, 
desde que tomem como referência as diretrizes curriculares nacionais para a 
educação profissional de nível técnico, considerando seus respectivos projetos 
pedagógicos e suas peculiaridades regionais. Esse princípio permite, ainda, que 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 13 
os alunos construam itinerários diversificados, segundo seus interesses e 
possibilidades, não só para fases circunscritas de formação, como, também, 
com vistas à educação continuada, simultânea ou alternadamente a fases do 
exercício profissional. 
 
Contextualização 
A contextualização, por sua vez, sugere estratégias favoráveis à construção de 
significações em oposição à legislação anterior do Parecer CFE nº 45/72, na 
qual a organização dos cursos esteve sujeita a currículos mínimos 
padronizados, com matérias obrigatórias, desdobradas e tratadas como 
disciplinas estanques e dissociadas de um contexto. Um planejamento 
elaborado em consonância com o contexto, com a realidade do aluno e do 
mundo do trabalho, possibilita a realização de aprendizagens que façam sentido 
para ele, integrando a teoria à sua vivência e prática profissional. 
 
Princípios e suas contribuições 
E por que o foco nesses três princípios, citados anteriormente? Como 
eles contribuem para a estruturação dos cursos de EP? 
 
Segundo o Parecer CNE/CEB nº 16/99, esses três princípios constituem-se em 
eixos significativos, que possibilitam aos planos de cada instituição serem 
regidos por disciplinas, etapas ou módulos, atividades nucleadoras e projetos. 
 
A possibilidade de adoção de módulos na educação profissional de nível técnico, 
bem como a certificação de competências, representa importantes inovações 
trazidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, e 
pelo Decreto Federal nº 2.208/97. 
 
Módulo 
Informalmente, podemos dizer que módulo é parte de um todo, ou seja, 
unidade que, se combinada com outras, forma um conjunto harmonioso e 
coeso. Encontramos ainda a designação de módulos de ensino como percursos 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 14 
e sequências didáticas que abrangem determinados assuntos de interesse dos 
estudantes ou aqueles considerados relevantes enecessários para sua 
formação. 
 
Resumindo, podemos considerar que, no estudo por módulos, o conteúdo é 
dividido em partes, de forma estratégica, onde cada uma delas pode ser 
definida como uma etapa do estudo, sendo, por isso, denominada módulo. 
 
Por módulo, o Parecer CNE/CEB nº 16/99 assim define: 
 
• Um conjunto didático-pedagógico sistematicamente organizado para o 
desenvolvimento de competências profissionais significativas; 
• Sua duração dependerá da natureza das competências que pretende 
desenvolver. 
 
Portanto, fica evidente a implementação de um currículo de EP organizado a 
partir do conceito de competências, onde a formação dos trabalhadores passa, 
então, a ter como objetivo o desenvolvimento de suas competências. 
 
 
Atenção 
 Segundo Kuenzer (1998), nessa perspectiva, a formação 
profissional assume como finalidade capacitar indivíduos para 
que tenham condições de disponibilizar, durante seus 
desempenhos profissionais, os atributos adquiridos na vida 
social, escolar, pessoal e no trabalho, preparando-os para lidar 
com a incerteza, com a flexibilidade e a rapidez na resolução de 
problemas. Assim, entendemos que não se desenvolvem 
competências profissionais a partir da mera aplicação 
instrumental dos conteúdos ou sem incluir o exercício de 
atividades concretas de trabalho. 
 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 15 
A modularização 
A modularização é uma das formas de flexibilizar e organizar um currículo 
centrado na aprendizagem do aluno e na ampliação de competências por meio 
de módulos que: 
 
• Sejam entendidos como um conjunto de conhecimentos profissionais que, 
estruturados pedagogicamente, respondam a uma etapa do processo de 
formação. 
• Representem uma fase significativa do processo de aprendizagem. 
• Constituam as unidades básicas para a avaliação. 
• Suas respectivas durações estejam relacionadas à natureza das competências 
pretendidas e, portanto, dependam da constituição dessas competências. 
 
Seleção de conteúdos 
Na estruturação modular, deve-se explicitar a relação entre os conhecimentos 
teóricos e práticos necessários ao desempenho competente da função, de modo 
que a seleção dos conteúdos de ensino se constitua em uma etapa importante 
para o desenvolvimento das competências. 
 
Os conteúdos são, então, considerados meios para atingir as competências 
pretendidas e, por isso, são necessariamente significativos e atualizados para 
que não tenham um fim em si mesmo, devendo, portanto, ser assimilados pelos 
alunos de forma crítica e dinâmica, e mobilizados para a solução de situações 
concretas de trabalho. 
 
Como o Parecer nº 16/99 sugere também a organização por projetos, outra 
questão a se destacar na organização dos módulos é o tipo de vínculo 
estabelecido entre os projetos de trabalho e os conteúdos de ensino. 
 
É necessário que os projetos desenvolvidos remetam para a aprendizagem de 
conteúdos relevantes, quer estejam ou não estruturados em disciplinas, e que 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 16 
tenham sido objetos de reflexão sobre seus significados para o desempenho 
profissional do indivíduo. 
 
Organizações modular e de conteúdos 
A estruturação dos módulos envolve a organização desses conteúdos, que pode 
ser feita de dois modos: por disciplinas ou por unidades temáticas e/ou blocos 
temáticos que reúnam conhecimentos de diferentes áreas, articulados por 
competências afins. Nessa proposta, são, então, delineados os itinerários 
profissionais que se estruturam: 
 
A partir da sequência de módulos, ordenada pedagogicamente. 
 
Com a finalidade de capacitar para o desempenho de uma ocupação. 
 
De modo que se alcance o desenvolvimento gradativo das competências 
exigidas pelo mercado de trabalho para o exercício de uma determinada 
profissão. 
 
Para o Parecer CNE/CEB nº 16/99, o currículo por módulos é uma organização 
que permite a constante reestruturação e atualização dos cursos 
profissionalizantes de acordo com as demandas do mundo do trabalho, 
tornando-se o mais adequado para o desenvolvimento dos conhecimentos e 
das habilidades fundamentais para a inserção do profissional na atual sociedade 
tecnológica. 
 
Considerações finais 
O estudo por módulos é também aplicado em diferentes segmentos e níveis ou 
modalidades da educação, não sendo, portanto, objeto apenas da educação 
profissional. 
 
Em uma perspectiva de educação continuada, esse modelo permite que o aluno 
também escolha os caminhos que deseja percorrer em sua trajetória 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 17 
profissional de acordo com seu grau de escolaridade, conquistando, assim, 
novos desafios, sempre mais complexos, em cada degrau alcançado em sua 
carreira. 
 
 
Atenção 
 A preocupação com a fragmentação das formações, bem como 
com a construção de um itinerário formativo, onde o aluno possa 
construir com considerável autonomia seu percurso de 
aprendizagens, elege a modularização como uma das 
alternativas possíveis para a superação dos currículos lineares e 
de itinerários de formação rígidos. 
 
Por isso, ancoradas nos princípios legais, as instituições 
devem apresentar capacidade de reformar-se, revendo suas 
propostas e valorizando a formação para a competência, uma 
vez que a proposta da formação por competência se contrapõe 
às formações que esquecem que se aprende para se inserir de 
forma competente e cidadã na sociedade e enfrentar seus 
desafios. 
 
Relembrando, o Parecer nº 16/99 (p. 33) concebe por 
competência “a capacidade de articular, mobilizar e colocar em 
ação valores, conhecimentos e habilidades necessários para o 
desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela 
natureza do trabalho”; além disso, considera que o conceito de 
competência amplia a responsabilidade das instituições 
educacionais, uma vez que exige novos conteúdos e novas 
formas de organizar o seu trabalho, além de estabelecer a 
flexibilidade como princípio que possibilita diversas formas de 
organização curricular. Destaca e indica, assim, a opção pela 
organização curricular por módulos. 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 18 
Atividade proposta 
Organize um breve resumo sobre a organização curricular por temas geradores 
e por módulo, destacando suas principais características. 
 
Chave de resposta: Em sua construção, você deverá destacar, no mínimo, as 
seguintes características: 
1 – Em temas geradores, a interdisciplinaridade e o diálogo. Poderá também 
apresentar as fases que, segundo Gadotti, descrevem o desenvolvimento do 
trabalho por temas geradores; 
2 – Em organização por módulos, a interdisciplinaridade, a contextualização e a 
flexibilização. Poderá também abordar os itinerários formativos. Para enriquecer 
seu resumo, conceitue temas geradores e módulos. 
 
Aprenda Mais 
 
Material complementar 
 
 
Para saber mais sobre a educação libertadora, leia o livro Pedagogia do Oprimido. 
Escrito durante o exílio, em 1968, o livro Pedagogia do Oprimido é considerado a obra mais 
completa e importante de Paulo Freire. Traduzida em vários idiomas, tornou-se referência 
para o entendimento da prática de uma pedagogia libertadora e progressista. Nela, estão os 
temas, dentre outros, que sustentam a concepção freireana: conscientização, diálogo, 
cooperação e educação bancária. Quando Paulo Freire fala em pedagogia, ele não está 
falando apenas das relações que se estabelecem na escola e na sala de aula; a sua pedagogia 
está relacionada a todo o contexto de opressão social e, consequentemente, de falta de 
democracia. Para ele, toda educação é política, assim como toda política é educativa. Não 
existe neutralidade. Portanto, o seu método dialógico, problematizador, não é apenas um 
método ou uma teoria pedagógica, mas uma práxis que propõe a libertação da opressão. 
 
 
 
 
 CURRÍCULO:TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 19 
Referências 
BRASIL. Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes 
e bases da educação nacional. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm 
 
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer 
nº 16/99. Disponível em: 
http://www.educacao.pr.gov.br/arquivos/File/pareceres/parecer161
999.pdf 
 
BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica. Decreto L
egislativo nº 2.208, de 17 de abril de 
1997. Instituía nova educação profissional do Brasil. 
Disponível em: www.mec.gov.br/semtec/educprof/ftp/dec2208.rtf 
Acesso em: 20 jan. 2015. 
 
BARRETO, V. Paulo Freire para educadores. São Paulo: Arte & Ciência, 
1998. 
 
COLL, Cesar (Org). Os conteúdos na reforma. Porto Alegre: Artmed, 2000. 
 
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. São Paulo: Paz e 
Terra, 1999. 
 
______. Pedagogia do oprimido. Reimp. São Paulo: Paz e Terra, 2009. 
 
GADOTTI, Moacir. Convite à leitura de Paulo Freire. 2. ed. São Paulo: 
Scipione, 1991. 
 
KUENZER, Acacia Zenilda. Educação profissional: categorias para uma nova 
pedagogia do trabalho. Boletim Técnico do Senac, Rio de Janeiro, v. 25 n. 2, 
p. 19-29, maio/ago. 1999. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
http://www.educacao.pr.gov.br/arquivos/File/pareceres/parecer161999.pdf
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 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 20 
LEITE, Lúcia Helena Alvarez. Pedagogia de projetos: intervenção no presente. 
Presença Pedagógica, v. 2, n. 8. mar./abr., 1996. 
 
LITWIN, Edith. Tecnologia Educacional-políticas, histórias e propostas. 
Porto Alegre: Artmed, 2001. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 21 
Exercícios de fixação 
Questão 1 
A estrutura por temas geradores apresenta algumas características que a 
distingue de outras estruturas mais tradicionais. São características da estrutura 
por temas geradores: 
I. Diz respeito ao mundo do trabalho do estudante, de maneira a favorecer uma 
aprendizagem significativa. 
II. Promove o encontro e o diálogo de várias disciplinas, permitindo um 
trabalho interdisciplinar. 
III. Possibilita o estabelecimento de relações e associações entre 
conhecimentos prévios e novos conhecimentos. 
IV. Viabiliza o desenvolvimento da autonomia e do senso crítico do estudante, 
além da aproximação entre professor e aluno. 
a) Assinale a alternativa que melhor define sua resposta 
b) Apenas a alternativa I está correta 
c) Apenas as alternativas I, II e III estão corretas 
d) Nenhuma das alternativas está correta 
e) Todas as opções estão corretas 
 
Questão 2 
A interdisciplinaridade é configurada no trabalho com temas geradores, uma 
vez que o tema em estudo caracteriza-se como o ponto de encontro das 
diferentes áreas que formam os conhecimentos científicos. São características 
da interdisciplinaridade: 
I. Leva à superação do modo fragmentado e linear dos conteúdos. 
II. Facilita o diálogo entre os conhecimentos de áreas afins ou de áreas 
diferentes. 
III. Garante o desenvolvimento de todos os conteúdos designados pelas 
disciplinas. 
IV. Contribui para processo de descoberta e de criação dos temas. 
a) Assinale a alternativa que melhor define sua resposta 
b) Apenas a alternativa I está correta 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 22 
c) Apenas as alternativas I e II estão corretas 
d) Nenhuma das alternativas está correta 
e) Todas as opções estão corretas 
 
Questão 3 
O ensino por meio de temas geradores ligados ao cotidiano influencia 
diretamente no envolvimento dos alunos com as aulas e, por consequência, no 
êxito da aprendizagem, proporcionando-lhes um conhecimento relacionado com 
suas vidas. Ordene as etapas, segundo Gadotti, que devem ser seguidas para o 
desenvolvimento do trabalho com os temas geradores. Para isso, atente para 
as características de cada uma das etapas. 
( ) Etapa que parte de uma situação na qual alunos e professores buscarão 
juntos as respostas necessárias para a compreensão dos temas estudados; o 
aluno reconhece suas limitações e a necessidade de aprimorar seus 
conhecimentos (problematização). 
( ) Etapa que se manifesta no momento em que a temática é apresentada ao 
grupo e que ocorre sempre a partir de uma situação real (tematização). 
( ) Etapa na qual se realiza o levantamento de temas de grande relevância na 
vida dos estudantes (investigação). 
Assinale a alternativa que melhor define sua resposta. 
a) A ordem correta é 3, 1 e 2 
b) A ordem correta é 3, 2 e 1 
c) A ordem correta é 1, 2 e 3 
 
Questão 4 
O diálogo é considerado, segundo Freire, pressuposto da organização por 
temas geradores e por estabelecer, também, uma relação com o que ele 
denomina de educação libertadora. 
Assinale as opções que concordam com a afirmativa acima. 
I. O processo educativo configura-se em torno de situações/problemas reais, as 
quais ganham sentido por meio da reflexão crítica. 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 23 
II. Os temas geradores são trabalhados inversamente às propostas tradicionais, 
pois colocam o estudante no centro da discussão. 
III. A oportunidade de dar voz e vez às questões levantadas pelo grupo reforça 
a ideia de que, quanto mais próximo de suas vivências, mais significativo será o 
aprendizado. 
IV. Numa estratégia da educação libertadora, o professor bancário, que tudo 
sabe, e o aluno passivo, que nada sabe, agem em sintonia. 
a) Apenas a alternativa I e II 
b) Apenas as alternativas I, II e III 
c) Nenhuma das alternativas 
d) Todas as opções estão corretas 
 
Questão 5 
Numere as colunas estabelecendo a relação entre os elementos apresentados. 
1. Codificação 
2. Descodificação 
3. Situações-limites 
( ) Exploração do tema e o que se conhece até aquele momento da situação em 
questão. 
( ) Uma primeira aproximação com a realidade. 
( ) Leitura inicial que os estudantes têm sobre determinado tema. 
( ) Reconhecimento de que é necessário buscar outras fontes de informações. 
Assinale a alternativa que melhor define sua resposta. 
a) A ordem correta é 2, 1, 1 e 3 
b) A ordem correta é 3, 1, 1 e 2 
c) A ordem correta é 1, 1, 2 e 3 
d) A ordem correta é 2, 1, 3 e 1 
 
Questão 6 
Segundo a legislação atual, a organização curricular por módulos requer o 
atendimento a três princípios. A seguir, numere as colunas de modo que os três 
princípios estejam relacionados às suas características. 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 24 
1. Flexibilização 
2. Interdisciplinaridade 
3. Contextualização 
( ) Deve ir além da justaposição de disciplinas, abrindo-se a possibilidade de 
relacioná-las em atividades ou projetos de estudos, pesquisa e ação. 
( ) Autonomia conferida à instituição para construção de currículos em 
diferentes perspectivas, como oferta de cursos, e na organização de conteúdos 
por módulos. 
( ) Forma de abordar significativamente os conteúdos, situando-os no tempo e 
espaço e na realidade em que se está envolvido. 
A correta relação, de cima para baixo, entre os três princípios, encontra-se na 
sequência: 
a) 1/2/3 
b) 1/3/2 
c) 2/1/3 
d) 2/3/1 
 
Questão 7 
Sobre a conceituação do que seja um módulo, é incorreto afirmar: 
a) Conjunto de disciplinas estanques e matérias obrigatórias com base em 
currículos mínimos padronizados. 
b) Parte de um todo, ou seja, unidade que, se combinada com outras, forma um 
conjunto harmonioso e coeso. 
c) Conjunto didático-pedagógico organizado sistematicamente para o 
desenvolvimento de competências profissionais significativas. 
d) Percursos e sequências didáticas que abrangem assuntos considerados 
relevantes e necessários para aformação profissional. 
 
Questão 8 
A modularização é uma das formas de flexibilizar um currículo centrado na 
aprendizagem do aluno e na ampliação das competências por meio da 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 25 
organização de módulos. Assinale a opção que melhor caracteriza essa 
estrutura. 
a) Organização dos conteúdos por disciplina ou unidades temáticas, reunindo 
conhecimentos de diferentes áreas e articulados por competências afins. 
b) Organização dos conteúdos por disciplina ou unidades temáticas que reúnem 
diferentes áreas do conhecimento. 
c) Organização dos conteúdos por disciplina ou unidades temáticas, que são 
necessários para a formação profissional. 
d) Organização dos conteúdos por disciplina ou unidades temáticas que reúnem 
conhecimentos de diferentes áreas do conhecimento e competências. 
 
Questão 9 
Uma das características significativas do estudo por módulo diz respeito à 
possibilidade de o aluno construir com certa autonomia o seu itinerário 
profissional a partir de uma sequência de módulos, ordenada pedagogicamente, 
visando à capacitação profissional e ao alcance das competências requeridas 
para o exercício da profissão. 
A afirmativa apresentada está: 
a) Certo 
b) Errado 
 
Questão 10 
Leia atentamente as duas afirmações a respeito da atenção dedicada aos 
conteúdos no desenvolvimento da proposta modular. 
1. Na estruturação modular, os conteúdos são selecionados desde que sejam 
significativos e constantemente atualizados, constituindo-se meios para atingir 
as competências pretendidas. 
2. A organização dos conteúdos pode ser feita por disciplinas ou por unidades 
temáticas e/ou blocos temáticos, desde que esses conteúdos sejam mobilizados 
para a solução de situações concretas de trabalho e, consequentemente, não 
tenham um fim em si mesmo. 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 26 
Sobre o status das duas afirmações (corretas ou incorretas) e sobre a relação 
lógica entre elas, é correto afirmar: 
a) Ambas estão corretas e mantêm entre si uma relação de complementaridade. 
b) Ambas estão incorretas e não há relação lógica entre elas. 
c) Apenas a segunda está correta, apesar de justificar a primeira. 
d) Apenas a primeira está correta, embora a segunda busque complementá-la. 
 
 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 27 
Aula 5 
Exercícios de fixação 
Questão 1 - E 
Justificativa: Todas as opções apresentam características relevantes referentes 
aos temas geradores, pois, contrariando as estruturas tradicionais, promovem a 
interdisciplinaridade e colocam professor e aluno frente a um trabalho coletivo 
no processo de descoberta e de seleção dos temas geradores. 
 
Questão 2 - C 
Justificativa: As opções I e II estão corretas, pois traduzem a conceituação da 
interdisciplinaridade: o diálogo entre as disciplinas e a oposição à fragmentação 
e compartimentalização dos conteúdos. 
A opção III está errada, visto que a interdisciplinaridade promove a articulação 
entre os conteúdos em oposição ao trabalho com disciplinas isoladas, que 
dificulta que a educação cumpra seu papel de formar cidadãos. A “garantia” do 
desenvolvimento dos conteúdos, entretanto, passa por questões, como 
motivação dos estudantes, metodologia compatível com as características da 
disciplina e seus conteúdos, seleção de materiais adequados ao 
desenvolvimento do trabalho e avaliação dos resultados obtidos e 
redirecionamento das propostas, caso eles não sejam satisfatórios. 
A opção IV está errada, pois a interdisciplinaridade ocorre a partir da discussão 
e seleção dos temas geradores; assim, ela não é o ponto de partida para 
descoberta e criação da temática. 
 
Questão 3 - A 
Justificativa: A ordenação encontrada apresenta a sequência em que as etapas 
ocorrem. A investigação corresponde à etapa inicial, em que se analisa uma 
situação significativa e de interesse do grupo, procedendo-se ao levantamento 
de temas para discussão. Na etapa seguinte, tematização, o tema é 
apresentado ainda com a leitura prévia dos alunos e, ao passo que se 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 28 
aprofunda a discussão, são levados a perceber que há mais a se revelar sobre o 
assunto. Na terceira etapa, problematização, estabelece-se o diálogo 
permanente entre teoria e prática, em que o tema precisa ser questionado, 
problematizado por meio de uma análise minuciosa de todos os envolvidos no 
processo educativo. 
 
Questão 4 - B 
Justificativa: As opções I, II e III estão de acordo com a relevância do diálogo 
no trabalho com temas geradores por concordarem com a ideia da educação 
libertadora. A opção IV está errada, pois a educação bancária é contrária ao 
diálogo, por não se caracterizar como um espaço de pesquisa, exposição de 
práticas, dinâmicas e vivências que possibilitam a construção coletiva do 
conhecimento. 
 
Questão 5 - A 
Justificativa: A ordem encontrada é: 2 (descodificação); 1 (codificação); 
seguida do número 3 (situações-limites). 
 
Questão 6 - C 
Justificativa: A opção C relaciona acertadamente os três princípios às suas 
características, enquanto as demais não apresentam a sequência correta. 
 
Questão 7 - A 
Justificativa: A opção A está errada, pois contraria a ideia de que módulo 
pressupõe a ideia de coesão, harmonia e identidade entre suas partes. As 
opções b, c e d apresentam as características de um módulo. 
 
Questão 8 - A 
Justificativa: a) A opção A é a melhor e, portanto, a mais completa, porque 
destaca a organização dos conteúdos nas duas formas e a reunião de 
conhecimentos de diferentes áreas, articulados por competências afins. 
 
 CURRÍCULO: TEORIA E PRÁTICA EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 29 
b) Opção incompleta, pois omite a relevância das competências afins, conforme 
destacado no Parecer CNE nº 16/99. 
c) Alternativa incompleta, pois, embora destaque a importância dos conteúdos 
para a formação profissional, como a opção B, omite a questão das 
competências afins ou pretendidas para a formação requerida. 
d) Opção incompleta, pois, embora destaque a relevância das competências, 
deixa de denominá-las como competências afins, condição requerida pela 
organização por módulos, ou seja, deixa de destacar que a relação e a 
afinidade dessas competências com os conhecimentos das diferentes áreas são 
o fio condutor dessa estrutura. 
 
Questão 9 - A 
Justificativa: A afirmativa está correta, pois aborda os requisitos fundamentais 
para a construção de um itinerário formativo: a sequência ordenada 
pedagogicamente de módulos e o vínculo com as competências afins e 
requeridas pelo mercado de trabalho para o exercício da profissão. 
 
Questão 10 - A 
Justificativa: a) Opção correta, pois ambas as afirmações caracterizam 
corretamente o cuidado tanto com a seleção quanto com a organização dos 
conteúdos, sendo que a primeira destaca a importância de serem meios para a 
constituição das competências requeridas e, consequentemente, não terem fim 
em si mesmo, conforme é dito na segunda afirmação. 
b) Opção errada, pois as duas afirmações estão corretas, existindo uma relação 
de complementaridade entre elas. 
c) Opção errada, pois a primeira afirmação também está correta e relacionada 
com a segunda. 
d) Opção errada, pois a segunda afirmação também está correta e 
complementa a primeira.

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