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1 
 
RESUMO N2 
 
DOENÇAS TROPICAIS 
MEDICINA - 5º PERÍODO - TURMA XIX 
GRUPO: KELL, THAY, CÉSAR, COLLINS, RIAD 
 
SLIDE E TRANSCRIÇÃO 
TÉTANO 
 
 
 Definição 
• Doença infecciosa aguda, não contagiosa, causada pela ação de ectotoxinas que provocam um estado de 
hiperexcitabilidade do SNC. 
 
 Agente Etiológico 
• Bactérias anaeróbicas Clostridium tetani 
• Produz duas toxinas principais: tetanolisina e a tetanopasmina. 
• Crianças que nascem em condições precárias e se infectam: O Tétano neonatal é conhecido como 
mal do 7º dia, pois com 7 dias essas crianças tem hiperexcitabilidade, febre elevada e evoluem pra 
morte. É uma situação extremamente grave. 
• É uma doença de Notificação Compulsória 
 
 
 Fisiopatologia 
• Caracterizada pela hiperexcitabilidade do SNC que evoluirá com espasmos musculares intensos. 
• Indivíduo se fere (porta de entrada de infecção) com material infectado pelo agente (madeira, ferro etc) ou 
uma mordida de vaca que pode inocular por anaerobiose o Clostridium tetani. 
• Na forma de esporos, ele vive no meio ambiente e não produz toxinas, quando ele penetra no organismo 
humano, ele evolui para sua forma vegetante, essa forma é que é capaz de produzir as toxinas: a 
tetanopasmina e a tetanolisina. 
• Interesse médico: A toxina tetanopasmina cai na corrente sanguínea e, o tétano demora em torno de 6 horas 
para produzir toxinas, é o seu tempo de inoculação. Além de ir para corrente sanguínea, a toxina 
tetanopasmina vai através das vias nociceptivas do tecido, para o corno anterior da medula. 
• Do corno anterior, tanto por via descendente quanto por via ascendente (porque é arco reflexo) ela vai ao SNC 
• Consequentemente, a tetanopasmina irá bloquear as sinapses e isso causará hiperexcitabilidade muscular que 
configurará manifestação clínica do tétano, que são os espasmos musculares. 
 
 Período de incubação 
• É o Período do acidente até os primeiros sintomas (que são inespecíficos): febre, mialgia, artralgia local, 
edema, rubor. 
• Quanto menor o período de incubação, mais grave será o tétano. 
2 
 
 
 Período de progressão 
• É do primeiro sintoma (febre) até o primeiro abalo muscular ou primeira contratura muscular. 
• Diz se o tétano é mais grave ou não! 
• É definido como tétano de pior prognóstico ou de mau prognóstico, se esse período de progressão for menor 
que 48 horas. 
o Exemplo: se eu tenho um período de incubação de 7 dias e de progressão menor que 48 horas: 8 dias 
após o acidente o paciente apresentará contratura muscular extremamente grave; 
o Obs¹.: Deve-se sedar o paciente para evitar contraturas que podem machucar o paciente e a equipe 
médica 
o Obs².: Se a toxina não inativada e as contraturas controladas, o paciente paciente evolui para 
disautonomia, que é quando nem contratura ele tem, e esse paciente possivelmente evoluirá para óbito; 
 
 Manifestações Clínicas 
• Febre baixa ou ausente; 
• Hipertonia muscular mantida; 
• Hiperreflexia e espasmos musculares ou contraturas paroxísticas espontâneas ocasionadas por vários 
estímulos, tais como: sons, luminosidade, injeções, toque ou manuseio; 
• Em geral, o paciente mantém-se consciente e lúcido; só não contrai se estiver sedado e mesmo assim tem 
pequenas contraturas. 
• Riso Sardônico (ocorre mais em tétano localizado cefálico), que é a contratura masseteriana; 
• No tétano generalizado à paciente apresenta posição patológica chamada Opistótono ou Emprostótono à 
típico da toxina botulínica típica do Clostridium botulinum. 
• Posição Opistótomo: contratura da musculatura lombar, o corpo passa a se apoiar na cabeça e calcanhares. 
• Emprostótono: paciente forma uma concavidade voltada para diante. Observada em casos de tétano, 
meningite e na raiva. 
• Contratura intensa: capaz de quebrar ossos; arcos costais e corpos vertebrais; fémur, mandíbula (em caso de 
tétano cefálico, pois é muito mais localizado) 
• Se o paciente tiver disautonomia: quando não apresenta contratura, provavelmente evoluirá para óbito. 
• Paralisia muscular à insuficiência respiratória por paralisia à antitoxina botulínica 
 
 
Ø Tétano generalizado 
• Depende da quantidade que é absorvida pela corrente sanguínea quanto maior a quantidade maior é a difusão 
dessa toxina no SNC; 
• Hiperestimulação do arco reflexo à bloqueia para que não haja o relaxamento para liberação de 
vesículas pós sinápticas, impedindo o relaxamento à Bloqueia em nível de neurotransmissor 
central, nível de acetilcolina. Age na junção neuromuscular. 
• Difere do tétano localizado pela quantidade de toxina que penetrou no organismo. 
• Faz opistótomo: contratura do corpo inteiro 
 
 
3 
 
Ø Tétano localizado 
• Quantidade baixa de toxina absorvida 
• Faz contratura de membro inferior ou só de outra região 
• Se tem contraturas locais não faz um tétano generalizado, ele pode ser cefálico e o foco pode ser de dentes ou 
uma lesão na face à paciente faz o riso sardônico: contratura masseteriana 
 
Ø Tétano Neonatal (mal do 7˚ dia) 
• É feito imunização da mãe (IgG passa da mãe para o filho), logo é necessário no pré-natal realizar a 
imunização da mãe para proteger a criança (pois a imunoglobulina passa de mãe pra bebê, IgG, já a IgM que 
não passa pela placenta) 
• Infecção do coto umbilical, que pode apresentar sinais de infecção (inflamação, pús); 
 
Ø Tétano cefálico 
• Contratura só na cabeça 
 
 TRATAMENTO 
 
• Medidas Gerais 
o Paciente com tétano: Desbridamento amplo e profundo com inativação da toxina à se a contratura 
continuar à desbridamento no dia seguinte: não pode deixar o paciente ter contraturas, pois é sinal de 
foco infeccioso. 
o Sons hiper estimulam a contração, logo NÃO/NUNCA pode ser tratado na enfermaria,logo à UTI; 
o 1) Internação na UTI à Sedação (benzodiazepínico) à Ficar em IOT/VM; 2) inativação da 
toxina com antitoxina à 30 minutos à antitoxina peri-lesional (se sobrar faz intramuscular ou 
venosa) à 30 minutos à se contratura: 3) Desbridamento amplo e profundo à 4)ATB à 
Mantendo os dois benzodiazepínicos e medidas adicionais. 
 
• Antibiótico 
1˚ escolha: Penicilina G cristalina (pode ser sódica ou potássica), optamos por essa. Porém, estudos 
mostraram que ela faz competição com mesmo sítio ativo dos bloqueadores neuromusculares – 
benzodiazepínicos – pode ter bloqueio ineficaz; (obs.: via de adm da penicilina IV 7 a 10 dias) 
2˚ opção: Metronidazol: não faz a competição medicamentosa; se pcte alérgico a penicilina usa 
netronidazol. 
 
• Antitoxina 
 ANTI-TOXINA (para inativar a toxina), com SORO ou a IMUNOGLOBULINA; 
SAT – IM: profilático 
IGHAT: terapêutico 
• Controle dos espasmos musculares 
Uso de Benzodiazepínicos (bloqueadores musculares) (diazepam ou midazolam); e relaxantes 
musculares; 
Uma Bomba de infusão contínua 
4 
 
 
• Assistência Respiratória à por causa do Benzodiazepínico que deprime o sistema ventilatório; Colocar 
em VM/IOT 
 
Obs.: Disfunção autonômica 
Quando mesmo com todo o desbridamento do foco, esse paciente ainda mantém contraturas, mesmo com 
o bloqueio neuromuscular ele não responde. Provavelmente esse paciente é extremamente grave e 
evoluirá para óbito. 
 
• Vacinas 
Ver adiante 
 
• Medidas adicionais 
Desbridamento; Som do ambiente; temperatura 
 
Obs.: se não responde adequadamente deve-se fazer mais benzodiazepínico, mais antitoxina 
no foco e mais desbridamento, pois se o paciente estiver com contratura, significa que ainda tem foco 
infeccioso e que ainda há produção de toxina. Então, deve-se limpar a ferida, antes de abrir você tem que 
aplicar a anti toxina lá dentro. Aplicou perilesional, 30min depois amplia o foco e limpa tudo de novo, 
porque não é pra ele ter mais contratura. 
 
 PREVENÇÃO 
• Imunização Ativa; 
• Tratamento das feridas; 
• Tétano Neonatal (prevenção com a vacina) 
 
 VACINAÇÃO ANTITETÂNICA (VAT) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
• VAT: VacinaAntitetânica 
• Vacina: Tetravalente (DTP + Hib) CRIANÇA faz com 2, 4 e 6 meses de vida, são os intervalos. 
O Reforço com 15 meses (1° reforço). Depois de 4-6 anos (2° reforço). 
• E DT pra adolescente/adulto são 3 doses a partir de 7 anos (60 dias entre as doses) 
O Reforço é a cada 10 anos exceto grávidas e ferimento grave. Se a última dose foi há mais de 5 
anos pode-se antecipar o reforço. 
 
 SORO ANTITETÂNICO (SAT) 
• Identificado para a prevenção e o tratamento do tétano. Depende do tipo e das condições do 
ferimento, e de informações relativas ao número de doses da vacina contra o tétano recebido 
anteriormente; 
• Oferta de anticorpos prontos à inativa toxina 
• O SAT é composto a partir do soro de equinos hiperimunizados com toxóidetétanico e 
apresenta-se sob forma líquida, em ampolas de 5 ml (5000 UI); 
• A dose e o volume do SAT por via IM (na UTI): 
o Dose profilática é de 5.000 UI (crianças e adultos) 
o Dose terapêutica de 20.000 UI (crianças e adultos) 
o Infundir por via intramuscular (IM) e perilesional. 
• A dose profilática é feita quando teve um ferimento em que há suspeita de ter a bactéria 
Clostridium tetani ainda não tem manifestações da doença, claramente é feita a higienização do 
local de ferimento antes do SAT. 
• Obs.: Se não tiver o histórico de vacinação faz o soro e a vacina. 
• Mais de 10 anos vacina: faz soro e vacina 
 
 
 IMUNOGLOBULINA HUMANA HIPERIMUNE ANTITETÂNICA (IGHAT) 
 
• Quando não uso o SAT 
• A IGHAT é indicada para o tratamento de casos de tétano, em substituição ao SAT, quando 
o paciente for alérgico ao SAT. Ou usar quando houver possibilidade de Hipersensibilidade 
ao soro heterólogo, história pregressa de alergia ou hipersensibilidade ao uso de outros soros 
heterólogos (como soro antiofídico – Usar IGHAT) 
• Só é usado de forma TERAPÊUTICA, não pode ser usado na prevenção, pois é muito caro. 
• A IGHAT é constituída por imunoglobulinas da classe IgG, neutralizam a toxina 
tetanopasmina produzida pelo Clostridium tetani 
• IGHAT é obtida do plasma humano. 
• Usada IM mas pode ser perilesional. 
• Apresenta-se sob a forma líquida ou liofilizada em frasco-ampola de 1ml ou 2 ml contendo 
250 UI por via IM ou perilesional 
 
 
 
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Obs.: Medida profilática: 
• Paciente em tratamento de tétano + ferimento 
• Criança (20minutos) com ferimento à Dose Profilática 
• Se grave e tem no cartão a vacina à fazer Dose profilática também 
 
 SOROTERAPIA 
 
 
 
 
Ø QUANDO USAREI O SORO E QUANDO TENHO QUE FAZER SÓ VACINA? 
1. História prévia de vacinação incerta ou com menos de 3 doses, aí o paciente faz um ferimento com 
risco mínimo de tétano: faz limpeza, desinfecção, agua oxigenada, debrido o foco e só faz vacina. 
2. Agora se eu tenho as 3 doses, a última dose foi a 5 anos, eu não tenho risco de tétano também. Só 
limpeza, desinfecção do ferimento, não faz vacina nem soro. 
3. História prévia de vacinação com 3 doses, a última dose tem mais de 5 anos e menos de 10 anos. Faz 
a limpeza, desinfecção, agua oxigenada, debrido o foco, mas não faz nem vacina nem soro. 
4. Agora tenho mais de 3 doses, só que a ultima tem mais de 10 anos, e eu caí e escoriei o joelho na 
calçada, aí eu tenho que tomar a vacina; 
5. Quando o ferimento é de alto risco de tétano (caiu de moto e escoriou todo no asfalto), mas tem as 3 
doses e a ultima foi há mais de 10 anos: só faz a vacina e os procedimentos de limpeza e 
desinfecção; MAS se estiver incerto da vacina ou ter só duas, tem que fazer soro e vacina; 
6. Quando o paciente chega com contratura muscular, já faz o soro após limpar, desinfetar e debridar; 
7. Então, mais de 5 anos e menos de 10 anos tem que dar um reforço e a última dose há 10 anos, ou 
mais de 10 anos também faz um reforço;

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