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1 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 ORIENTAÇÕES PARA AS PRÁTICAS COMO COMPONENTES CURRICULARES DOS CURSOS DE LICENCIATURA DA UEMA 2 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 1. O QUE É A PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR? Importante situar a concepção e o entendimento do papel da prática como componente curricular e do estágio supervisionado, resguardando a especificidade de cada um e sua necessária articulação, bem como a necessária supervisão desses momentos formativos, a caracterização dos mesmos como parte obrigatória da formação tal como delineado no Parecer CNE/CP nº 28/2001 e reforçado nos Pareceres CNE/CES nº 15/2005 e nº 2/2015. O Parecer CNE/CP nº 2/2015 da Resolução CNE/CP nº 2/2015 que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica ratifica o Parecer CNE/CP nº 28/2001 que distingue a prática como componente curricular do estágio supervisionado A prática como componente curricular é, pois, uma prática que produz algo no âmbito do ensino. Sendo a prática um trabalho consciente (…) de apoio do processo formativo, a fim de dar conta dos múltiplos modos de ser da atividade acadêmico- científica. Assim, ela deve ser planejada quando da elaboração do projeto pedagógico e seu acontecer deve se dar desde o início da duração do processo formativo e se estender ao longo de todo o seu processo. Em articulação intrínseca com o estágio supervisionado e com as atividades de trabalho acadêmico, ela concorre conjuntamente para a formação da identidade do professor como educador. Esta correlação teoria e prática é um movimento contínuo entre saber e fazer na busca de significados na gestão, administração e resolução de situações próprias do ambiente da educação escolar. A prática, como componente curricular, que terá necessariamente a marca dos projetos pedagógicos das instituições formadoras, ao transcender a sala de aula para o conjunto do ambiente escolar e da própria educação escolar, pode envolver uma articulação com os órgãos normativos e com os órgãos executivos dos sistemas. Com isto se pode ver nas políticas educacionais e na normatização das leis uma concepção de governo ou de Estado em ação. Pode-se assinalar também uma presença junto a agências educacionais não escolares tal como está definida no Art. 1º da LDB. Professores são ligados a entidades de representação profissional cuja existência e legislação eles devem conhecer previamente. Importante também é o conhecimento de famílias de estudantes sob vários pontos de vista, pois eles propiciam um melhor conhecimento do ethos dos alunos. (Grifo nosso) É fundamental que haja tempo e espaço para a prática, como componente curricular, desde o início do curso e que haja uma supervisão da instituição formadora como forma de apoio até mesmo à vista de uma avaliação de qualidade. 3 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 (…) Por outro lado, é preciso considerar um outro componente curricular obrigatório integrado à proposta pedagógica: estágio curricular supervisionado de ensino entendido como o tempo de aprendizagem que, através de um período de permanência, alguém se demora em algum lugar ou ofício para aprender a prática do mesmo e depois poder exercer uma profissão ou ofício. Assim o estágio curricular supervisionado supõe uma relação pedagógica entre alguém que já é um profissional reconhecido em um ambiente institucional de trabalho e um aluno estagiário. Por isso é que este momento se chama estágio curricular supervisionado. Este é um momento de formação profissional do formando seja pelo exercício direto in loco, seja pela presença participativa em ambientes próprios de atividades daquela área profissional, sob a responsabilidade de um profissional já habilitado. Ele não é uma atividade facultativa sendo uma das condições para a obtenção da respectiva licença. Não se trata de uma atividade avulsa que angarie recursos para a sobrevivência do estudante ou que se aproveite dele como mão-de-obra barata e disfarçada. Ele é necessário como momento de preparação próxima em uma unidade de ensino. (…) Assim o estágio curricular supervisionado deverá ser um componente obrigatório da organização curricular das licenciaturas, sendo uma atividade intrinsecamente articulada com a prática e com as atividades de trabalho acadêmico. Ao mesmo tempo, os sistemas de ensino devem propiciar às instituições formadoras a abertura de suas escolas de educação básica para o estágio curricular supervisionado. Esta abertura, considerado o regime de colaboração prescrito no Art. 211 da Constituição Federal, pode se dar por meio de um acordo entre instituição formadora, órgão executivo do sistema e unidade escolar acolhedora da presença de estagiários. Em contrapartida, os docentes em atuação nesta escola poderão receber alguma modalidade de formação continuada a partir da instituição formadora. Assim, nada impede que, no seu projeto pedagógico, em elaboração ou em revisão, a própria unidade escolar possa combinar com uma instituição formadora uma participação de caráter recíproco no campo do estágio curricular supervisionado. O Parecer CNE/CES nº 15/2005 ratifica essa compreensão ao afirmar que (...) a prática como componente curricular é o conjunto de atividades formativas que proporcionam experiências de aplicação de conhecimentos ou de desenvolvimento de procedimentos próprios ao exercício da docência. Por meio destas atividades, são colocados em uso, no âmbito do ensino, os conhecimentos, as competências e as habilidades adquiridos nas diversas atividades formativas que compõem o currículo do curso. As atividades caracterizadas como prática como componente curricular podem ser desenvolvidas como núcleo ou como parte de disciplinas ou de outras atividades formativas.Isto inclui as disciplinas de caráter prático relacionadas à formação 4 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 pedagógica, mas não aquelas relacionadas aos fundamentos técnico-científicos correspondentes a uma determinada área do conhecimento. Por sua vez, o estágio supervisionado é um conjunto de atividades de formação, realizadas sob a supervisão de docentes da instituição formadora, e acompanhado por profissionais, em que o estudante experimenta situações de efetivo exercício profissional. O estágio supervisionado tem o objetivo de consolidar e articular as competências desenvolvidas ao longo do curso por meio das demais atividades formativas, de caráter teórico ou prático. (Grifo nosso) O referido Parecer destaca ainda que: As disciplinas relacionadas com a educação que incluem atividades de caráter prático podem ser computadas na carga horária classificada como prática como componente curricular, mas o mesmo não ocorre com as disciplinas relacionadas aos conhecimentos técnico-científicos próprios da área do conhecimento para a qual se faz a formação. Por exemplo, disciplinas de caráter prático em Química, cujo objetivo seja prover a formação básica em Química, não devem ser computadas como prática como componente curricular nos cursos de licenciatura. Para este fim, poderão ser criadas novas disciplinas ou adaptadas as já existentes,na medida das necessidades de cada instituição. (Grifo nosso). Na formação docente, a relação teoria e prática deve ocorrer por meio de múltiplas maneiras, conforme o que foi estabelecido, [...] uma concepção de prática mais como componente curricular implica em vê-la como uma dimensão do conhecimento, que tanto está presente nos cursos de formação nos momentos em que se trabalha na reflexão sobre a atividade profissional, como durante o estágio nos momentos em que se exercita a atividade profissional. (PARECER CNE/CP 9/2001, p. 23). A partir dessa perspectiva, distingue-se, de um lado, a prática como componente curricular investigativo e, de outro, a prática de ensino desenvolvida noestágio obrigatório definidos em lei. A primeira é mais abrangente, contemplando dispositivos legais a partir do entendimento que se constitui numa prática que produz algo no âmbito do ensino, sendo um trabalho consciente cujas diretrizes se nutrem do Parecer CNE/CP nº 9/2001, devendo ser uma atividade flexível quanto aos outros pontos de apoio do processo formativo. 5 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 A prática como componente curricular deve ser planejada na elaboração do projeto pedagógico, e seu acontecer dá-se desde o início da duração do processo em articulação intrínseca com o estágio supervisionado e com as atividades de trabalho acadêmico, concorrendo, conjuntamente, para a formação da identidade do professor como educador. Considera ainda o novo paradigma das diretrizes nacionais sobre a formação de educadores e suas exigências legais voltadas para um padrão de qualidade nos cursos de licenciatura. Desse modo, a prática curricular desenvolve atitudes investigativas, reflexivas e atuantes frente à complexidade da realidade educacional. Além disso, cria espaço para o exercício da capacidade de pesquisar o fato educativo, estimulando o estudante à reflexão e à intervenção no cotidiano da prática pedagógica investigativa e promovendo a integração dos estudantes. Pode também socializar experiências que contribuam para a iniciação cientifica, por meio da prática da pesquisa em educação, no sentido de fortalecer e articular os saberes para a docência na busca da formação da identidade do professor. No Parecer CNE/CP nº 2/2015, aprovado em 9 de junho de 2015, sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica, destaca-se que é importante apreender os processos e, sobretudo, situar a concepção e o entendimento do papel da prática e do estágio supervisionado como componentes curriculares, resguardando a especificidade de cada um e sua necessária articulação, bem como a necessária supervisão desses momentos formativos, a caracterização dos mesmos como parte obrigatória da formação tal como delineado no Parecer CNE/CP nº 28/2001 e reforçado no Parecer CNE/CES nº 15/2005. A Universidade Estadual do Maranhão, por meio da Resolução n° 1.264/2017 – CEPE/UEMA estabeleceu as Diretrizes Curriculares dos Cursos de Licenciatura da Uema, em que define, entre outras orientações voltadas para a construção do currículo desses cursos, os componentes curriculares que formam o núcleo prático, conforme o prescrito pelo Parecer CNE/CP nº 2/2015 e pela Resolução CNE/CP nº 2/2015 que orienta, a saber: Prática Curricular na Dimensão Político-Social, Prática Curricular na Dimensão Educacional, Prática Curricular na Dimensão Escolar e todos os estágios. O núcleo prático é formado pelos seguintes componentes curriculares: os estágios curriculares supervisionados, as três práticas curriculares e as atividades teórico-práticas. Fundamentadas a partir da orientação dos Pareceres CNE/CP nº 28/200, CNE/CES nº 15/2005 e CNE/CP nº 2/2015 da Resolução CNE/CP nº 2/2015, as três práticas estabelecidas na Resolução n° 1.264/2017 – CEPE/UEMAestão assim definidas: I - Prática Curricular na Dimensão Político-Social (135h); 6 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 II - Prática Curricular na Dimensão Educacional (135h) e III - Prática Curricular na Dimensão Escolar (135h). A PCC indica necessariamente a marca dos projetos pedagógicos das instituições formadoras e produz algo no âmbito do ensino, podendo ser entendida, afirmam Souza Neto e Silva (2014), como (a) uma estratégia para a problematização e a teorização de questões pertinentes ao campo da educação e à área de ensino de..., oriundas do contato direto com o espaço escolar e educacional e com o espaço das vivências e experiências acadêmicas ou profissionalizantes; e (b) um mecanismo para viabilizar a integração entre os diferentes aportes teóricos que compõem a investigação científica e os campos de conhecimento em educação e ensino de... (SOUZA NETO; SILVA, 2014, p. 897-898). Para fornecer orientações sobre possibilidades de organização da PCC nos currículos dos cursos de licenciaturas, deve-se considerar estudos que enfatizem esse aspecto, pois a PCC é uma prática que produz algo sobre o ensino que se realiza em espaços educativos. Portanto, visa a garantir uma sólida formação teórico-prática para os futuros professores. É necessário também que a PCC articule-se às teorias ensinadas durante o curso, ou seja, proporcione pensar para que, como e o que fazer nos espaços educativos com o aprendido. Assim, conforme Souza Neto e Silva (2014, p. 898), […] as 400 horas da prática curricular, que foram acrescentadas nos currículos dos cursos de formação de professores, não podem nem devem ser vistas como uma estratégia para buscar equilíbrio na relação teoriaprática nas disciplinas, mas devem ser pensadas na perspectiva interdisciplinar, buscando uma prática que produza algo no âmbito do ensino e auxilie na formação da identidade do professor como educador. Assim, de acordo com os autores, a PCC deverá estar voltada para “[...] procedimentos de observação e reflexão, o registro das observações realizadas e a resolução de situaçõesproblema” (SOUZA NETO; SILVA, 2014, p. 898), devendo esses procedimentos estarem direcionados para processos educativos. Desse modo, a PCC somente poderá ser elaborada e realizada como ação interdisciplinar. A interdisciplinaridade, junto da articulação entre teoria e prática, tem sido pensada como uma das relevantes possibilidades para a superação da fragmentação que se instalou no âmbito educacional. Porém, essa interdisciplinaridade abarca a interpenetração de método e conteúdo entredisciplinas que trabalham, conjuntamente, determinado objeto de estudo. Tal integração ocorre durante a construção do conhecimento, 7 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 de forma conjunta, desde a apresentação do problema. Assim, a PCC implica também uma nova visão de currículo (SOUZA NETO; SILVA, 2014, p. 898-899). 2. METODOLOGIA O processo formativo do professor como prática pedagógica reflexiva e investigativa visa buscar o saber e o fazer como tarefa interativa, presente na significação social da profissão, na reflexão e na investigação da atividade profissional, valorizada pela pesquisa individual e coletiva, no sentido de fortalecer e articular os saberes da docência na formação da identidade do professor como educador. Entre as ações a serem desenvolvidas pelo estudante no âmbito da prática curricular, destaca-se a participação em atividades voltadas à pesquisa, à reflexão e à intervenção emsituações problemas na comunidade. Para tanto, o estudante será devidamente encaminhado à instituição de ensino ou outros espaços educacionais credenciados (APÊNDICE A). Para a consecução da PPC, entende-se que as metodologias propostas podem considerar os seguintes procedimentos como: Observação de diferentes dimensões da prática educativa; reflexão; registros de observações realizadas e resolução de situações-problema; Observação e reflexão sobre a prática educativa com a possibilidade de utilização de tecnologias de informação; Levantamento e análise de materiais e livros didáticos; Levantamento e análise de documentos relativos à organização do trabalho na escola; Coleta e análise de narrativas orais e escritas de profissionais da educação, estudantes e pais ou responsáveis pelos alunos da escola básica; Estudos de caso delineados a partir dos desafios encontrados no contexto escolar relacionados a: questões de ensino e de aprendizagem; projetos educativos; articulação entre profissionais e diferentes setores da escola; relação família e escola; formação continuada de professores e de gestores da escola básica. A prática curricular terá como objetivo articular diferentes conjuntos de conhecimentos, saberes e experiências que serão adquiridos e vivenciados pelos estudantes em diferentes tempos e 8 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 espaços no transcorrer do curso, de maneira a aprofundar a compreensão da prática educativa em contextos distintos. Deverá, portanto, atender às especificidades de cada curso de licenciatura da UEMA. As atividades na prática curricular serão norteadas por temáticas específicas de acordo com o Projeto Pedagógico de cada curso ou Programa Especial de Formação de Professores. Está organizada em um total de 405 (quatrocentas e cinco) horas equivalente a 09 (nove) créditos, distribuídas do segundo ao quinto período do curso. A avaliação das atividades relacionadas à Prática Curricular será feita pelo professor (a) no decorrer desse componente curricular. (APÊNDICE B). 3. CONCEPÇÕES DAS PRÁTICAS CURRICULARES NOS CURSOS DE LICENCIATURA DA UEMA Prática Curricular na Dimensão Político-Social - 135 horas A Prática Curricular na Dimensão Político-Social visa orientar e fornecer a formação dos saberes da docência por meio de ferramentas didático pedagógicas para que possam realizar práticas curriculares contextualizadas e interdisciplinares, a partir de conteúdos que demonstrem a dimensão político-social da Educação. Esta prática deverá proporcionar a compreensão das funções sociais e políticas da Educação, da escola como instituição social inserida em uma comunidade, além da contextualização das problemáticas sociais, culturais e educacionais, desenvolvidas por meio de projetos educacionais temáticos a partir de questões cientificamente relevantes das práticas curriculares em uma visão interdisciplinar e multidisciplinar. Prática Curricular na Dimensão Educacional– 135 horas A Prática Curricular na Dimensão Educacionaltem o intuito de contribuir na formação dos saberes da docência, considerando as concepções sobre a significação social da profissão, a relevância da atividade docente e no espaço pedagógico do professor. Essa prática deverá permitir a organização da ação docente voltada para sua atuação, na direção do ensino, da pesquisa e da extensão,possibilitando também conhecer as metodologias de ensino desenvolvidas pelos professores na educação básica, na busca da construção da identidade do ser professor, na sociedade atual. Essa prática curricular deve ser desenvolvida na visão 9 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 interdisciplinar e multidisciplinar por meio da construção e desenvolvimento de projetos educativos temáticos. Prática Curricular da Dimensão Escolar – 135 horas A Prática Curricular naDimensão Escolar visa contribuir com a formação dos saberes da docência, considerando a dimensão democrática e participativa na escola como ambiente da formação social do indivíduo cidadão para o exercício consciente da cidadania, devendo abordar a escola a partir da diversidade que deve fundamentar o projeto pedagógico, na sua estrutura, organização e dinâmica administrativa-técnico-pedagógica, buscando por meio da construção e do desenvolvimento de projetos educativos que contemple a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola; a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; o respeito à liberdade e o apreço à tolerância; a valorização do profissional da educação; a gestão democrática do ensino público; a garantia de um padrão de qualidade; a valorização da experiência extraescolar; a vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais, o respeito e a valorização da diversidade étnico-racial, entre outros, constituem princípios vitais para a melhoria e democratização da gestão e do ensino. 4. TEMPO E ESPAÇO DAS PRÁTICAS As práticas curriculares serão desenvolvidas no decorrer do período de acordo com o cronograma previamente estabelecido. Primeiro bloco de 45 horas: Nas primeiras 20 horas, serão realizadas atividades em sala de aula com o professor (a) com a finalidade de orientar, acompanhar e avaliar as atividades de elaboração dos projetos, instrumentos, levantamentos de dados e informações. Ao final dessas primeiras 20h, o aluno deverá apresentar um esboço de projeto ou plano de atividades a serem executados no espaço educativo definido previamente.As 25 horas que faltam para totalizar as 45 horas da 1ª unidade serão trabalhadas de acordo com o cronograma estabelecido no plano de trabalho ou projeto, constando de: Revisão da literatura da temática escolhida; Visitas aos espaços educacionais com vistas a investigação ou desenvolvimento de atividades pedagógicas (levantamento de dados, documentos legais), quais sejam: 10 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 a) estudo do planejamento de ensino do período correspondente a etapa do desenvolvimento das práticas com vistas a interdisciplinaridade; b) levantamento da realidade estudada; c) leitura e análise do Projeto Político Pedagógico da Escola; d) leitura do Regimento Interno da Escola; e) leitura dos projeto desenvolvidos pela escola. A operacionalização deverá ser em grupo.O acompanhamento pedagógico será feito pelo professor em encontros presenciais. Os demais acompanhamentos serão realizados via e-mail com a obrigatoriedade de ambas as partes realizarem as devolutivas dos e-mails. Segundo bloco de 45 horas: Nas primeiras 20 (vinte) horas, o professor deverá orientar os alunos acerca da organização e tratamento dos dados coletados, bem como de todo o material bibliográfico levantado para a fundamentação do projeto ou plano de trabalho. Além disso, o professor deverá entregar o roteiro de relatório do componente curricular. Nas 25(vinte e cinco) horas restantes, o aluno deverá elaborar a primeira versão do relatório, de acordo as orientações estabelecidas previamente, e entregar ao professor para avaliação. Terceiro bloco de 45 horas: Nas 25 (vinte e cinco) horas, o aluno deverá organizar a apresentação do relatório a partir das orientações estabelecidas pelo professor quanto aos procedimentos. Nas 20 (vinte) horas restante, preparaçãoe realização do seminárioou ação social da prática com a participação de comunidade. Etapa da elaboração do relatório com carga horária de 25 horas para: • O registro dos diários será feito de 45 em 45 horas. • As atribuições de nota serão distribuídas da seguinte forma: Primeira nota – elaboração do projeto e instrumentos de levantamentos de dados e informações; Segunda nota – elaboração de relatório com análise dos dados e informações; Terceira nota – apresentação oral no seminário. 11 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 REFERÊNCIAS BRASIL. Parecer CNE/CP n.º 9, de 8 de maio de 2001. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/009.pdf>. Acesso em: 19 out. 2016. ______. Parecer CNE/CP n.o28, de 8 de maio de 2001. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/028.pdf>. Acesso em: 19 out. 2016. ______. Parecer CNE/CES nº 15, de 2 de fevereiro de 2005. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/015.pdf>. Acesso em: 15 dez. 2017 Parecer CNE/CES nº 15/2005 ______. Parecer CNE/CP n.º 2, de 9 de junho de 2015. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/002.pdf>. Acesso em: 15 dez. 2017 ______. Resolução CNE/CP n.º 2, de 1º de julho de 2015. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/002.pdf>. Acesso em: 15 dez. 2017. RIBEIRO, Joaires Sidney dos Santos et al. Relatório da Comissão de práticas curriculares, estágio supervisionado e atividades teórico-práticas designada pela Portaria n° 10/2015 – CECEN/UEMA. SOUZA NETO, Samuel de; SILVA, Vandeí Pinto da. Prática como componente curricular: questões e reflexões. Revista Diálogo Educacional, v. 14, n. 43, p. 889-909, set./dez. 2014. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO. Resolução CEPE/UEMA n° 1.264, de 6 de junho de 2017. Diretrizes Curriculares dos Cursos de Licenciatura da Uema. 12 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 APÊNDICES 13 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 APÊNDICE A CARTA DE APRESENTAÇÃO Sr(a). Diretor(a), _______________________________________________________ solicitamos a Vossa Senhoria a permissão para que o(a) estudante _____________________________________________________, do curso de ________________, desta Universidade, realize suas atividades curriculares no período de __________________ a ___________________, nesse Estabelecimento. Agradecemos a colaboração dessa instituição com a formação profissional de nossos estudantes. Atenciosamente, ______________________________________ Coordenador(a) Senhor(a). ___________________________________________ Diretor(a) da _________________________________________ NESTA. 14 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 APÊNDICE B – Sugestão Avaliação da Prática Curricular AVALIAÇÃO DO(A) ESTUDANTE Estudante:________________________________ Código:__________ Curso: ___________ Turma:______________________ Campus/Polo:___________________________________ Período da atividade:____/____ a ____/____/____ ITENS PARA SEREM AVALIADOS (se for o Plano de Ação faça a adaptação) NOTA 1ª NOTA (0 a 10,0)PROJETO OU PLANO DE AÇÃO Introdução Justificativa Objetivos Fundamentaçãoteórica Metodologia Cronograma Referências 2ª NOTA (0 a 10,0) RELATÓRIO (Redação do texto) Considerar as análises dos dados, as informações e a vinculação teoria e prática a partir da temática proposta na disciplina. Cientificidade, significação, desenvoltura em abordar os conhecimentos, capacidade argumentativa, capacidade crítica, capacidade de síntese, articulação e organização lógica das ideias, criatividade e coerência. Estrutura dissertativa, originalidade, concisão, adequação e clareza da linguagem, ortografia, concordância e regência verbal e nominal, pontuação e formulação do fraseado Considerar o uso correto da ABNT 3ª NOTA (0 a 10,0) EXPOSIÇÃO ORAL/SEMINÁRIO Argumentação, clareza, contextualização, controle do tempo, segurança, sintetização, fluência e correção de linguagem. Recursos Didáticos (elaboração, formatação, conteúdo exposto, criatividade, entre outros.) Local: ________________________________ Data: ____/____/____ Professor(a) UEMA:________________________________________________ 15 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 16 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 ESTRUTURA DO PROJETO 1.1.1 Estrutura do Projeto A estrutura do projeto da prática curricular foi organizada para atender aos principais elementos do processo de organização sistematizada da prática, no sentido de subsidiar o levantamento de dados e informações que permitam aprofundar a compreensão da temática em estudo, vinculando o saber teórico ao saber prático tão necessário na formação de professores para a educação básica e ampliando o universo de conhecimento dos estudantes que serão os futuros professores. Os elementos são: Elementos Pré-textuais - Capa (Atender a ABNT/NBR 15287/2011 - item 3.5) – ANEXO C a) nome da instituição, nome do curso e nome do aluno; b) título; c) subtítulo (se houver, deve ser precedido de dois pontos, evidenciando a sua subordinação ao título); d) número de volume: se houver mais de um, deve constar, em cada capa, a especificação do respectivo volume; e) cidade da instituição (observação: no caso de cidades homônimas, recomenda-se o acréscimo da sigla da unidade da federação) e ano da entrega 17 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 Folha de rosto (Atender a ABNT/NBR 15287/2011 - item 3.12 e 4.2.1.1) ANEXO D A folha de rosto traz informações imprescindíveis à identificação do trabalho. É elemento obrigatório do projeto. No anverso, traz as informações sobre o trabalho e é constituída pelas seguintes informações: a) nome do autor do trabalho; b) título: identifica o assunto tratado pelo trabalho, devendo ser o mais claro e objetivo possível; c) subtítulo, se houver, deve vir logo abaixo do título, antecedido de dois pontos, apresentando-se como uma particularidade do conteúdo do título; d) identificação do trabalho: nome da instituição; área de concentração; e) nome do orientador; f) cidade da instituição seguida do ano. Sumário (Atender ABNT NBR 6027/2003 – Elemento obrigatório) - ANEXO G Osumário é a enumeração das divisões, seções, capítulos e outras partes do trabalho, seguindo a mesma ordem e grafia em que amatéria nele se sucede. A construção do sumário é uma das últimas tarefas a serem feitas no trabalho. Destacamos que: a) apalavra SUMÁRIO deve estar centralizada, em letras maiúsculas, negrito e com a mesma tipologia da fonte utilizada nas seções primárias, separada do seu texto por um espaço de 1,5 entre linhas; b) o corpo do sumário é composto pelo indicativo ou número da seção, o título da seção e a página correspondente ao texto; c) os indicativos ou números de seções que acompanham seus respectivos títulos devem ser apresentados alinhados à margem esquerda da página; d) a grafia dos capítulos, seções e subseções deve ser idêntica a utilizada no texto do trabalho. Por exemplo, se o título METODOLOGIA estiver grafado em letras maiúsculas e em negrito, ele deverá vir da mesma maneira no sumário; 18 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 e) os elementos pré-textuais não devem constar no sumário. (A contagem das páginas se inicia depois da capa, a partir da folha de rosto. Mas, a impressão dos números começa na primeira página dos elementos textuais - INTRODUÇÃO); f) cada item constante no sumário deve remeter à página que aparece no texto, com o objetivo de facilitar a localização da matéria contida no trabalho; g) o espaçamento entrelinhas deve ser o mesmo utilizado no texto: 1,5. Elementos textuais Introdução (este tópico deve ser numerado por 1, exemplo, 1 INTRODUÇÃO) Nessa parte, é apresentado o tema do projeto, o problema a ser explanado, as indagações, as hipóteses (quando couberem), o motivo da escolha da temática a ser pesquisada, além de apontar alguns dados de outras pesquisas que servirão de suporte para a sua investigação, outros pontos que o orientador achar que deve conter na introdução do projeto de Prática Curricular. A seguir algumas recomendações para ajudar na elaboração da introdução do projeto, a saber: • Delimitação do tema – inicialmente, é importante delimitar e localizar o tema, no tempo e no espaço, definindo-o, com clareza e situando-o em seu momento histórico e cultural. Se possível, também é valido fazê-lo de modo criativo, prendendo a atenção do leitor e provocando-lhe motivação e curiosidade para continuar a leitura. • Problema de pesquisa – na sequência, é importante estabelecer qual é o problema que se deseja investigar, ou seja, ao definir o problema da pesquisa, determina-se o que interessa e o que não interessa ao pesquisador, em função de seu objetivo. A maneira mais fácil e direta de se formular um problema é fazê-lo em forma de pergunta, pois este modo permite identificar, com mais facilidade, aquilo que se deseja pesquisar, separando o supérfluo do essencial. Após formular o problema, o próximo passo é propor as hipóteses, quando houver. 19 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 • Hipótese – é uma suposta resposta para a resolução de um problema. Para Gil (1989, p. 59) “a hipótese sugere explicações para os fatos e elas podem ser verdadeiras ou falsas”. Sua comprovação ou reprovação pode ser feita por meio de análise empírica, sendo esta a intenção da pesquisa científica. Conforme Cervo, Bervian e da Silva (2007) com exceção da pesquisa exploratória, que nãorequer a formulação de hipóteses para serem testadas, as supostas soluções para o problema auxiliam o cientista a escolher o caminho a ser tomado para se investigar, testar e provar se as mesmas são verdadeiras ou não. Justificativa Trata-se de justificar a relevância e atualidade do tema. É necessário que, para a elaboração da justificativa, se priorize argumentos científicos e não pessoais. Para isso, procura-se responder algumasquestõesnorteadoras. a) Por que se pretende estudar o tema ou assunto? b) É importante? c) É necessário? Para a região? Para o estado? Para o país? Para a humanidade? d) Há relevância científica social e interesse para o desenvolvimento do trabalho? Referencial teórico Esse item consiste em realizar uma revisão dos trabalhos já existentes sobre o tema abordado, que pode ser em livros, artigos, enciclopédias, monografias, teses, filmes, mídias eletrônicas e outros materiais cientificamente confiáveis. Para Lakatos e Marconi (2003), o referencial teórico permite verificar o estado do problema a ser pesquisado, sob o aspecto teórico e de outros estudos e pesquisas já realizados. Segundo Marion, Dias, Traldi (2002, p. 38), “o referencial teórico deve conter um apanhado do que existe, de mais atual na abordagem do tema escolhido, mesmo que as teorias atuais não façam parte de suas escolhas”. É ele que possibilita fundamentar, dar consistência a todo o estudo. Tem a função de nortear a pesquisa, apresentando um embasamento da literatura já publicada sobre o mesmo tema, demonstrando que o(a) pesquisador(a) tem conhecimento suficiente em relação a pesquisas relacionadas e a tradições teóricas que apoiam e cercam o estudo. Barros e Lehfeld (2000) argumentam que, por meio de pesquisas descritivas, procura- se descobrir com que frequência um fenômeno ocorre, sua natureza, suas características, causas, relações e conexões com outros fenômenos. De acordo com Cervo; Bervian; Silva 20 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 (2007) esta modalidade de pesquisa pode assumir diversas formas, como as destacadas, a seguir: • estudos descritivos: estuda e descreve características, propriedades ou relações existentes na comunidade, grupo ou realidade pesquisada; • pesquisa de opinião: procura descobrir as atitudes, pontos de vista e preferências das pessoas, a respeito de algum tema, com o objetivo de tomar decisões. Esta modalidade visa a identificar falhas ou erros, descrever procedimentos, descobrir tendências, reconhecer interesses e outros comportamentos; • pesquisa de motivação: tem o propósito de descobrir as razões inconscientes e ocultas que levam, por exemplo, uma pessoa a consumir determinado produto, ou que influenciam comportamentos e atitudes; • estudo de caso: pesquisa sobre determinado indivíduo, família, grupo ou comunidade, para analisar aspectos variados sobre sua vida. Quanto aos outros tipos de pesquisas destacamos: A pesquisa documental: é realizada uma investigação, por meio de documentos, com o objetivo de descrever e comparar os costumes, comportamentos, diferenças e outras características, tanto da realidade presente, como do passado. Apesquisa experimental: ocorre quando se manipula diretamente as variáveis relacionadas com o objeto de estudo. A manipulação de variáveis proporciona o estudo da relação entre as causas e os efeitos de determinado fenômeno. (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007). Para Gil (1989, p.73), “de modo geral, o experimento representa o melhor exemplo de pesquisa científica”. A pesquisa exploratória: esta pesquisa não requer a formulação de hipóteses para serem testadas, ela se restringe por definir objetivos e buscar mais informações sobre determinado assunto de estudo, portanto ela seria um passo inicial para o projeto de pesquisa. A pesquisa exploratória “é recomendada quando há pouco conhecimento sobre o problema a ser estudado”. (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007, p. 61). Objetivos 21 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 Os objetivos do estudodevem ser formulados de forma clara e precisa. É importante que o significado do verbo não seja ambíguo ou passível de diferentes interpretações. Devem estar relacionados ao seu problema ou questões, mas não se confundem, necessariamente, com os mesmos. Um objetivo é um alvo que se pretende atingir e sua definição, uma das partes mais importantes no desenvolvimento do projeto. Existem alguns critérios para a especificação dos objetivos, como pertinência ao estudo, clareza, precisão e exequibilidade. (TOZONI-REIS, 2009). Os objetivos são divididos em gerais e específicos. Devem ser apresentados com os verbos no modo infinitivo. Por exemplo: definir, estabelecer, exemplificar, relatar, deduzir, analisar, classificar, comparar, discutir, concluir, comprovar e outros. Para Cervo; Bervian; Silva (2007, p. 75), o “objetivo geral caracteriza-se por determinar de forma clara e objetiva a intenção de se realizar a pesquisa”. Objetivo Geral: dá uma visão mais ampla sobre o que se deseja pesquisar e aponta aonde o autor deseja chegar com seus estudos. Objetivos Específicos: “definir os objetivos específicos significa aprofundar as intenções expressas nos objetivos gerais”. (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007, p. 75). Portanto, nesta parte, o autor deve expor outros objetivos para se chegar ao objetivo geral da pesquisa. Os objetivos específicos consistem em várias etapas que devem ser realizadas para que se consiga alcançar o resultado desejado. Metodologia Após apresentar o tipo de pesquisa, devem ser especificadas as técnicas de pesquisa de campo, descrevendo quais instrumentos serão utilizados para obter os dados da pesquisa. As técnicaspara se colher os dados podem ser questionários, entrevistas, documentos, formulários, observações, etc. A metodologiadeveconterosseguintestópicos: • tipo de pesquisa; • dados a seremobtidos; • forma de obtenção dos dados (técnicas e instrumentos de pesquisa); • população e amostra (quando for o caso); • tratamento e análise dos dados (como serão feitos); • limitações da pesquisa - pontos fracos que a pesquisa pode ter. 22 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 Cronograma O cronograma do projeto de pesquisa é o plano de distribuição das diferentes etapas de sua execução, em períodos de tempos verdadeiros. Serve a diferentes propósitos: permite verificar se o pesquisador ou pesquisadora tem conhecimento consistente acerca das diferentes etapas que deverá percorrer, para executar a pesquisa que planejou, e do período de tempo que deverá despender, ao fazê-lo. Serve, também, para organizar e distribuir, racionalmente, em suas etapas, o tempo disponível para a execução da pesquisa. Elementos pós-textuais Referências (Atender ABNT/NBR 6023/2011 – Elemento obrigatório) Finaliza-se o projeto de pesquisa com as referências utilizadas para a execução do mesmo, listando-as em ordem alfabética. Recomenda-se consultar o item "Referências" da Normatização, para ver a estruturação das Referências com mais detalhes. Apêndices(Atender ABNT/NBR 14724/2011) Elemento opcional. É um texto ou documento que o próprio autor elabora. Deve ser identificado por letras maiúsculas consecutivas seguidas de travessão e do título correspondente. Anexos Elemento opcional. É um texto ou documento que o autor não elabora. Utilizado para fundamentar, comprovar e ilustrar determinado conteúdo deve ser identificado por letras maiúsculas consecutivas seguidas de travessão e do título correspondente. São os desdobramentos do objetivo principal da pesquisa que ajudarão a atingir, a partir de ações que auxiliem no recolhimento e organização de dados e informações da pesquisa. OBS.: A formatação do Projeto e do Relatório de Prática Curricular Investigativa segue a seguinte orientação: Tipo da fonte Times New Roman ou Arial; tamanho 12 para o texto e 11 para citações com mais de três linhas; espaçamento 1,5 cm para o texto e simples para as citações com mais de três linhas; margens superior e esquerda 3 cm e inferior e direta 2 cm e impressão em papel formato A4. 23 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 1.1.2 Estrutura do Relatório – ANEXO H Elementos pré-textuais (capa, folha de rosto e sumário) Elementos Textuais (introdução, análise dos dados e considerações finais) Introdução (nesse caso, contém parte dos elementos do projeto) A introdução do relatório expõe claramente o problema, demonstrando domínio do conhecimento acerca do assunto desenvolvido, possibilitando ao leitor, a plena visão do trabalho elaborado e dos resultados de pesquisa analisados. A introdução contém alguns aspectos relevantes, como: • Tema do projeto com suas principais motivações que levaram a escolha do tema; • Problema investigado com as questões abordadas; • A metodologia usada no estudo com os instrumentos ou técnicas de pesquisa e procedimentos adotados; • Campo de pesquisa, colaboradores na pesquisa, critérios usados para recortar objeto de estudo; • Objetivos contidos no projeto que foram alcançados no resultado final do estudo; • Justificativas contendo o porquê do estudo e sua relevância científica, social educacional. • No final da introdução deve anunciar os itens do relatório para o leitor. Análise dos dados A análise dos dados é o diálogo entre a literatura da temática da pesquisa e informações obtidas por meio dos instrumentos de coleta de dados. Ao redigir essa parte do estudo, é necessário descrever os passos seguidos, ou seja, especificar como foi realizada a 24 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 pesquisa ou o plano de ação da Prática Curricular Interdisciplinar. Em seguida, estabelecer relações, análises, interpretando os resultados. Pode-se demonstrar convergências e divergências sobre os resultados, sempre referenciando os autores. Os resultados podem ser demonstrados por meio de figuras, gráficos e tabelas. Aqui podem ser estabelecidas categorias de análises, que segundo as orientações do professor orientador, poderão ser coladas em forma de subitem das análises e interpretações dos achados a partir do trabalho desenvolvido pela prática curricular. Considerações finais Síntese clara e objetiva das comprovações dos fatos observados. Confirmação dos resultados obtidos em concordância com o objetivo proposto. Pode-se ter um fim em si mesmo ou propor novas pesquisas por meio de indagações, o que poderá despertar o interesse de outros pesquisadores. Elementos Pós-Textuais Referências Elemento obrigatório. Elaborado de acordo com ABNT, permite a elaboração de uma lista final de referências utilizadas na pesquisa, (livro, revista, jornal, artigo científico, etc.), incluindo somente as obras citadas. A lista deve ser apresentada em ordem alfabética, sem numeração, iniciando pelo autor. Apêndices Elemento opcional. É um texto ou documento que o próprio autor elabora. Deve ser identificado por letras maiúsculas, consecutivas, seguidas de travessão e do título correspondente. Anexos 25 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 Elemento opcional. É um texto ou documento que o autor não elabora. Utilizado para fundamentar, comprovare ilustrar determinado conteúdo, deve ser identificado por letras maiúsculas consecutivas seguidas de travessão e do título correspondente. 26 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 CARTA DE APRESENTAÇÃO DA PRÁTICA CURRICULAR Sr(a)Diretor(a), _______________________________________________________ vimos solicitar a Vossa Senhoria a permissão para que o(a) estudante _____________________________________________________, do Curso ________________, do Programa Ensinar daUniversidade Estadual do Maranhão, realize suas atividades curriculares no período de __________________ a ___________________, nesse Estabelecimento. Agradecemos a colaboração dessa instituição com a formação profissional de nossos estudantes. Atenciosamente, ______________________________________ Coordenador do Polo (a) Senhor(a). ________________________________________ Diretor(a) da _________________________________________ Brejo/MA 27 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 AVALIAÇÃO DO(A) ESTUDANTE SOBRE A PRÁTICA CURRICULAR Estudante:________________________________ Código:__________ Curso: ___________ Polo:___________________________________ Período da atividade:____/____ a ____/____/____ ITENS PARA SEREM AVALIADOS (se for o Plano de Ação faça a adaptação) NOTA 1ª NOTA (0 a 10,0)PROJETO OU PLANO DE AÇÃO Introdução Justificativa Objetivos Fundamentaçãoteórica Metodologia Cronograma Referências Local: ________________________________ Data: ____/____/____ Professor (a):________________________________________________ 28 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 AVALIAÇÃO DO(A) ESTUDANTE SOBRE O RELATÓRIO DA PRÁTICA CURRICULAR Estudante:________________________________ Código:__________ Curso: ___________ Polo:___________________________________ Período da atividade:____/____ a ____/____/____ 2ª NOTA (0 a 10,0) RELATÓRIO (Redação do texto) Considerar as análises dos dados, as informações e a vinculação teoria e prática a partir da temática proposta na disciplina. Cientificidade, significação, desenvoltura em abordar os conhecimentos, capacidade argumentativa, capacidade crítica, capacidade de síntese, articulação e organização lógica das ideias, criatividade e coerência. Estrutura dissertativa, originalidade, concisão, adequação e clareza da linguagem, ortografia, concordância e regência verbal e nominal, pontuação e formulação do fraseado. Considerar o uso correto da ABNT Local: ________________________________ Data: ____/____/____ Professor (a):________________________________________________ 29 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 AVALIAÇÃO DO(A) ESTUDANTE SOBRE EXPOSIÇÃO ORAL/SEMINÁRIO Estudante:________________________________ Código:__________ Curso: ___________ Polo:___________________________________ Período da atividade:____/____ a ____/____/____ 3ª NOTA (0 a 10,0) EXPOSIÇÃO ORAL/SEMINÁRIO Argumentação, clareza, contextualização, controle do tempo, segurança, sintetização, fluência e correção de linguagem. Recursos Didáticos (elaboração, formatação, conteúdo exposto, criatividade, entre outros.) Local: ________________________________ Data: ____/____/____ Professor(a):________________________________________________ 30 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO PROGRAMA ENSINAR DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES POLO ------------------------ CURSO DE _____________ NOME DO ALUNO TÍTULO DO PROJETO São Luís-MA 2018 31 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 Folha de rosto para o Projeto de Prática Curricular NOME DO ALUNO TÍTULO DO PROJETO Projeto de Prática Curricular.................................. apresentado ao Curso de .........................do Programa Ensinar de Formação de Professores do Polo de .............................., como pré-requisito parcial para o desenvolvimento das atividades de pesquisa para obtenção de nota. Orientador(a): ......................................................................... São Luís-MA 2018 32 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 Sumário para o Projeto de Prática Curricular SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ........................................................................................ 06 1 JUSTIFICATIVA...................................................................................... 07 2 REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................... 08 3 OBJETIVOS ............................................................................................. 09 4 METODOLOGIA ..................................................................................... 10 5 CRONOGRAMA ...................................................................................... 11 REFERÊNCIAS ........................................................................................ 12 APÊNDICES.............................................................................................. 13 ANEXOS.....................................................................................................14 33 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 Modelo de Sumário do Relatório de Prática Curricular SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 2 ANÁLISE DOS DADOS (aqui pode ser desdobrado em outros itens) 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICES ANEXOS 34 Cidade Universitária Paulo VI. C.P. 09. Tirirical –CEP. 65055-970 –São Luís/MA. Fones: (98) 3245-5461 / Fax: (98) 3245-5882 C.N.P.J. 06.352.421/0001-68 - Criada nos termos da Lei nº. 4.400 de 30.12.1981 INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS O RELÁTORIO DEVE CONTER: 1 CAPA Identificação da Instituição, título do projeto do orientador, título do plano de trabalho do bolsista, nome do bolsista, nome do orientador, equipe executora, cidade e ano de apresentação. 2 CONTRA-CAPA Título do projeto do orientador, título do plano de trabalho do bolsista, identificação e assinatura do bolsista e do orientador. 3 RESUMO Uma única páginacontendo um parágrafo resumido de todo o trabalho, além de 03 palavras chave. 4 SUMÁRIO Página informativa com a localização de cada item dentro do relatório. 5 ESTRUTURA DO RELATÓRIO Introdução (referencial teórico), Objetivos (geral e específico), Metodologia, Resultados e Discussão, Considerações Parciais (em caso de relatório parcial), Conclusão (em caso de Relatório final) e Referências. 6 REGRAS DE APRESENTAÇÃO Os textos devem ser digitados em fonte 12, Times New Roman; na cor preta; Os textos devem ser apresentados em papel branco, formato A4 (21 cm x 29,7 cm); As folhas devem ser apresentar margem esquerda e superior de 3 cm e direita e inferior de 2 cm, espaço 1 ½. INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS OBS: O relatório deverá ser encadernado