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Antiinflamatório não esteroidal (AINE´s)
Profa. Msc Carlena Sinara
INFLAMAÇÃO
Calor: decorre do aumento da circulação sanguínea no local e aumento do metabolismo local.
Rubor: decorre do aumento da circulação sanguínea no local.
Tumor: Decorre do aumento da permeabilidade vascular (edema). Pode determinar aumento do volume hídrico local em até 5 ou 7 vezes.
Dor: Causada pela irritação química nas terminações nervosas, compressão das fibras nervosas locais devido ao acúmulo de líquidos e de células, etc.
Perda da função: é decorrente do tumor (principalmente em articulações, impedindo a movimentação) e da própria dor, dificultando as atividades locais.
INFLAMAÇÃO
CONCEITO
Medicamentos cuja função é reduzir o grau de inflamação dos tecidos.
Conhecidos como AINE’s indicados para inflamação leve e moderada
1ª MOLÉCULA
1828, o ácido salicílico foi a primeira molécula a ser isolada.
Atividade
Antipirética e Analgésica
analgésicos
antitérmicos
antiinflamatórios não hormonais
MECANISMO DE AÇÃO
Atuam na ciclogenase, inibindo a ação da COX-1 e COX-2.
Ação farmacologia: 
Analgésico 
Antipirético
- Antiinflamatório 
- Antiplaquetário
AS CICLOOXIGENASES 
COX-1 
enzima essencial constitutiva 
encontrada na maioria das células e tecidos
produção de PGs para manutenção de funções fisiológicas
COX-2
formação induzida processo inflamatório e interleucinas - IL1, IL2 e TNF
prostaglandinas que mediam inflamação, dor e febre
AS PROSTAGLANDINAS 
FUNÇÕES FISIOLÓGICAS DAS PROSTAGLANDINAS 
 estimulação da agregação plaquetária (TXA2)
 inibição (PGI)
 relaxamento vascular (PGE2, PGI) 
 contração (PGF, TXA)
 contração brônquica (PGF2, LCT, LTD, TXA)
 relaxamento (PGE)
 proteção da mucosa gástrica (PGE1, PGI) 
AS PROSTAGLANDINAS 
FUNÇÕES FISIOLÓGICAS DAS PROSTAGLANDINAS 
manutenção do fluxo renal e regulação do metabolismo de Na+ e K+ (PGE1, PGI2)
 indução contração uterina (PGE, PGF2)
 produção de febre (PGE2) 
 hiperalgesia por potencialização dos mediadores da dor
 sensibilização das terminações nociceptivas periféricas 
ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS
Mecanismo de ação
Inibição periférica e central da atividade da enzima ciclooxigenase e subsequente diminuição da biossíntese e liberação dos mediadores da inflamação, dor e febre (prostaglandinas).
Mecanismo da ação antinflamatória 
Bloqueio da formação de PGs por inibição da COX (Vane, 1971)
Inibição da liberação de histamina (Lewis e Whittle, 1977)
Diminuição da migração PMN e monócitos (Di Rosa et al., 1971; Higgs et al., 1980)
ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS
Mecanismo da ação analgésica
Bloqueio da formação de PGs por inibição da COX (Moncada et al., 1978; Ferreira e Vane, 1979)
Exceção aos fenamatos que possuem ação antagonista sobre os receptores das PGs (Moncada et al., 1978; Collier e Sweatman, 1968)
Mecanismo da ação antitérmica 
Bloqueio da formação de PGs por inibição da COX (Milton e Wendlant, 1971/ PGE como modulador na regulação da temperatura e ação antipirética relacionada com interferência na liberação de PGs; Vane, 1971)
AINES não-seletivos 
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22
Ulceração gástrica
Bloqueio da agregação plaquetária
Inibição da função renal
Reações de hipersensibilidade (alergias)
Toxicidade hepática
Efeitos Colaterais
AINE’s SELETIVOS
AINE’S
AINES seletivos COX-2:
Celocoxibe (Celebra® 200 mg e 100 mg);
Etoricoxibe (Arcoxia ® 120 mg,60 mg e 90 mg);
Parecoxibe (Bextra® 400 mg injetável);
Lumecoxibe (Prexige® 400 mg);
Rofecoxibe (Viox®);
Atividade Terapêutica dos AINES
Efeitos terapêuticos:
Antipirético, analgésico e anti-inflamatório;
Quando utilizar:
Dores moderadas a leve;
AINE: não altera a percepção sensorial da dor;
Dor pós-operatória crônica ou da inflamação;
Dor das vísceras ocas não são aliviadas por AINES;
28
Atividade Terapêutica dos AINES
Principais usos clínicos:
Tratamento dos distúrbios muscoloesqueléticos;
Artrite reumatóide, osteoartrite e etc.;
AINE não interrompem a progressão da lesão patológica do tecido;
Dismenorreia primária: seletivos COX-2; 
Aplicação na prevenção do câncer do colo;
AAS redução em 50% na incidência – 325 mg/semana;
Riscos em grávidas: contração prematura do canal arterial in utero (Cox-2);
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AINE’s em crianças:
Utilizar fármacos extensamente testados;
AAS, naproxeno, paracetamol e ibuprofeno;
“Dipirona sódica”;
AINE’s em gestantes:
Não é recomendado o uso;
Paracetamol, Dipirona, AAS;
Qualquer AINE deve ser interrompido próximo ao parto – hemorragia;
AINE’s na Clínica 
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Risco na associação:
Salicilatos e varfarina, hipoglicemiantes (sulfoniluréias ou metotrexato);
Ligação a proteínas plasmáticas;
Outras considerações:
Associação a glicocorticóides;
Custo benefício;
AINE’s na Clínica 
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ANTIINFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS
Profa. Msc Carlena Sinara
ANTIINFLAMATÓRIOS HORMONAIS
Definição: São grupos de substâncias esteróides (hormônios) endógenos liberados pelo córtex da supra renal ou exógenos utilizados no tratamento da inflamação
Classificação: Glicocorticóides (metabolismo e antiinflamatórios); Mineralocorticóides (equilíbrio hidro-eletrolítico) e Andrógenos (maturação e atividade sexual). 
ANTIINFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS
Os esteróides ou hormônios esteroidais compreendem os hormônios do córtex adrenal (glicocorticóides e mineralocorticóides) e os hormônios sexuais (andrógenos, progestágenos e estrógenos). 
Entretanto, somente os glicocorticóides apresentam atividade anti-inflamatória importante, além de suprimir a imunidade.
Biossíntese de corticóides endógenos a partir do colesterol.
Clique para editar os estilos do texto mestre
Segundo nível
Terceiro nível
Quarto nível
Quinto nível
MODULAÇÃO DA SECREÇÃO DE CORTICÓIDES ENDÓGENOS
SINALIZAÇÃO CELULAR e EFEITOS DOS CORTICÓIDES
CORTICÓIDES: EFEITOS NO METABOLISMO DE PROTEÍNAS, CARBOIDRATOS e LIPÍDEOS
CORTICÓIDES: EFEITOS NAS CÉLULAS SANGUÍNEAS.
ANTIINFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS
Os glicocorticóides podem provocar a Osteoporose porque:
1 – Inibem o crescimento e função dos osteoblastos; 
2 – Diminui a absorção do cálcio intestinal, e, aumenta excreção do cálcio renal; 
3 - Inibem a duplicação das células ósseas e síntese do colágeno I e II
CORTICÓIDES: EFEITOS NO METABOLISMO
ÓSSEO
USOS CLÍNICOS
Os glicocorticóides são utilizados na terapia inflamatória e imunossupressora em variadas patologias, como:
Doenças auto-imunes, inflamatórias, asma, distúrbios alérgicos, do colágeno, dermatológicos, gastrintestinais, hematológicas, oftálmicas, orais, respiratórias.
Os glicocorticóides são também utilizados no tratamento do choque, de doenças neurológicas,da síndrome nefrótica, de alguns tipos de neoplasias, de tireoidite não-supurativa, de tumores císticos de tendão ou aponeurose, redução de edema cerebral e, profilaxia e tratamento derejeição de órgão em transplante.
USOS CLÍNICOS
Outra indicação para o uso de glicocorticóides consiste em gestante com possibilidade de parto prematuro e com maturação inadequada dos pulmões, com o objetivo de acelerar o processo fisiológico (neste caso, o agente de eleição é a betametasona).
Vias de administração:
Dependem da natureza da doença e da condição do paciente, e, podem administrados por via oral – parenteral – tópica – oftálmica –inalatória – intraarticular– retal.
A via retal é usada em inflamações intestinais, e, a via tópica é utilizada emdistúrbios dermatológicos.
ANTIINFLAMATÓRIO
TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL
1) Insuficiência adreno - cortical primária (Doença de Addison)
TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL
2) Deficiência de 17alfa-hidroxilase
Virilização nas mulheres
Aceleração precoce do crescimento linear
Aparecimento precoce dos pêlos axilares e pubianos
Sintomas de deficiência dos glicocorticóides e mineralocorticóides
TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL
3) Deficiência de 21 alfa-hidroxilase
Falta dos pêlos axilares e pubianos nas mulheres
Sintomas de deficiênciados glicocorticóides
Sintomas de excesso de mineralocorticóides
E ainda...
Imunossupressores
Doenças hematológicas
Doenças neurológicas
Esclerose múltipla
CORTICÓIDES:
EFEITOS INDESEJADOS
Hiperglicemia
Atrofia muscular
Obesidade central
Face de lua cheia
Gordura supraclavicular
Corcova de búfalo
Úlcera
Osteoporose
Esterilização
Virilização e distúrbios menstruais em mulheres
Hipertensão arterial
Distúrbios de comportamento
Aumento da susceptibilidade às infecções
Crise de glaucoma
Supressão EHHA
SINDROME DE CUSHING
SINDROME DE CUSHING
ANTIINFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS
Efeitos adversos:
Os efeitos adversos são comuns com a terapia a longo prazo, como: 
úlceras pépticas –hipertensão arterial (com a hidrocortisona e a cortisona) – edema – aumento do apetite –euforia, entretanto, algumas vezes ocorre depressão ou sintomas psicóticos e labilidade emocional – aumento da gordura abdominal – face de lua cheia com bochechas vermelhas –adelgaçamento da pele – equimoses com facilidade – fraqueza muscular e fadiga por perda demassa muscular na região proximal do tronco e membros - reparação retardada de feridas –tendência a hiperglicemia - supressão da resposta à infecção – supressão da síntese deglicocorticóides endógenos – síndrome de Cushing iatrogênica – catarata – glaucoma -osteoporose.
CORTICÓIDES: CONTRA INDICAÇÕES
Diabetes
Úlcera
Cardiopatia com hipertensão e ICC
Osteoporose
Virilização e distúrbios menstruais em mulheres
Glaucoma
Psicoses
Infecções
FARMACOCINÉTICA
Tipos de preparações farmacêuticas disponíveis
Oral, injetável (IV. IM), tópica, inalatória, oftálmica, enema, supositório
 Absorção
Depende da preparação, do corticóide, da via de administração, da área de aplicação
Distribuição
Ligação a proteínas plasmáticas: 90 % de ligação do cortisol (transcortina e albumina)
Metabolismo: Hepático e extra – hepático
Eliminação: renal
Relação estrutura – atividade
Modificações da molécula de cortisol: menor efeito mineralocorticóide, maior potência e maior duração de ação
RELAÇÃO ESTRUTURA ATIVIDADE E CLASSIFICAÇÃO DOS CORTICÓIDES
ANTIINFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS
De acordo com as potências, os glicocorticóides são classificados em: glicocorticóides de ação curta (8 a 12 horas) – de ação intermediária (12 a 36 horas) – de ação longa (36 a 72 horas).
Glicocorticóides de ação curta: Cortisona – hidrocortisona (Solu-Cortef) (Stiefcortil)(Cortisonal).
Glicocorticóides de ação intermediária: Prednisolona (Prelone) (Predsim) (Prednisolon) –metilprednisolona (Solu-Medrol) (Unimedrol) – prednisona (Meticorten) (Predicorten) –triancinolona (Omcilon) (Theracort) – beclometasona (Beclosol) (Clenil)
Glicocorticóides de ação longa: Betametasona (Celestone) (Diprospan) (Candicort)(Novacort) – dexametasona (Decadron) (Decadronal) (Duo-Decadron).Outros fármacos destes grupos serão estudados com os medicamentos utilizados notratamento da rinite, e, da asma.
ANTIINFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS
O fármaco beclometasona é considerado um esteróide de inalação altamente potente, usado no tratamento da asma e de infecções respiratórias superiores.
A dexametasona atravessa facilmente a barreira hematoencefálica (penetrando no SNC, ao contrário da maioria dos corticosteróides) sendo útil na profilaxia e tratamento do edema cerebral.
O clobetasol (Clobesol) (Dermacare) (Psorex) é considerado como o corticosteróide de maior potencia, sendo usado apenas topicamente como creme ou solução, e, não é recomendado seu uso em menores de 12 anos.

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