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e-book:
Escolas 
Cervejeiras
As quatro escolas cervejeiras
Por que estudar as escolas cervejeiras?
Escola Alemã
Escola Franco-Belga
Escola Britânica
Escola Americana 
Vamos estudar as escolas cervejeiras?
03
04
05
10
14
18
22
Índice
As quatro escolas cervejeiras
Uma escola cervejeira pode ser definida pelo conjunto de estilos e técnicas de produção de cerveja 
em determinada região geográfica, levando em consideração fatores como matérias-primas, 
tecnologias e legislações locais. Baseada em tradição e inovação, a escola cervejeira representa a 
história e a cultura da produção de cervejas de uma ou mais nações.
Desde o crescimento da produção cervejeira na Europa durante a Idade Média até a revolução 
artesanal nos anos 1980 no EUA, quatro escolas cervejeiras se destacaram e serão abordadas 
neste e-book: Escola Alemã, Escola Franco-Belga, Escola Britânica e Escola Americana.
3
Por que estudar as escolas 
cervejeiras?
As quatro escolas cervejeiras têm influência sobre o mercado cervejeiro de todo mundo. Afinal, cervejarias brasileiras 
produzem cervejas de estilos alemães, novos estilos surgem como variações de cervejas tradicionais belgas etc.
Quem trabalha com cerveja, seja produzindo, comercializando ou atuando como sommelier precisa estar por dentro 
dessas tendências. "Para entender o que vai acontecer no mercado cervejeiro, é importante olhar para trás e conhecer 
a história e os estilos das principais escolas cervejeiras”, destaca a professora de escolas e estilos cervejeiros do 
Science of Beer, Aline Araújo. 
 E da mesma forma, quem é apaixonado por cerveja pode ter uma experiência mais completa ao saber como os estilos 
e escolas cervejeiras se desenvolveram e como influenciam na bebida que se está apreciando.
Vamos embarcar nessa viagem pelas principais escolas de cerveja?
4
Escola Alemã
Considerada a mais tradicional entre as escolas 
cervejeiras, a escola alemã também é conhecida como 
escola germânica. Além da Alemanha, também inclui 
República Tcheca, Eslováquia, Áustria e Polônia.
A escola cervejeira da terra da famosa Oktoberfest é 
marcada pelas cervejas lagers, pela forte presença de 
cervejarias locais e pela Reinheitsgebot, a lei da pureza 
da cerveja.
5E-book: Escolas Cervejeiras
6
História
A produção de cerveja na Alemanha remonta à expansão do império romano e dos movimentos migratórios da 
região. No início da Era Cristã as tribos germânicas eram, juntamente com os celtas, os maiores produtores e 
consumidores de cerveja da Europa.
Ao longo dos séculos a produção - que inicialmente era tarefa das mulheres das tribos germânicas - passou para os 
monges e freiras no Sul da Alemanha e para os artesãos no Norte.
O grande marco na história da cerveja na Alemanha no entanto, foi a Reinheitsgebot, a Lei de Pureza Alemã. 
Assinada em 1516, por Guilherme IV, duque da Baviera, a norma instituiu que a cerveja deveria ser fabricada apenas 
com água, malte de cevada e lúpulo. A levedura de cerveja não era conhecida na época. 
A Reinheitsgebot se estendeu por toda a Alemanha em 1906, e passou por modificações após a Segunda Guerra 
Mundial, como a autorização de maltes de outros cereais nas cervejas de alta fermentação, por exemplo. 
Hoje, as cervejas destinadas à exportação têm maior liberdade no uso dos ingredientes, mas a maioria dos cervejeiros 
alemães continua a seguir a Reinheitsgebot, principalmente nas cervejas vendidas em território nacional.
7
“Como a cerveja deve ser elaborada e vendida neste país, no verão e no inverno: 
Decretamos, firmamos e estabelecemos, baseados no Conselho Regional, que 
daqui em diante, no principado da Baviera, tanto nos campos como nas cidades e 
feiras, de São Miguel até São Jorge, uma caneca de 1 litro ou uma cabeça de 
cerveja sejam vendidos por não mais que 1 Pfennig da moeda de Munique, e de 
São Jorge até São Miguel a caneca de 1 litro por não mais que 2 Pfennig da 
mesma moeda, e a cabeça por não mais que 3 Heller sob as penas da lei.
Se alguém fabricar ou tiver cerveja diferente da Märzen, não pode de forma 
alguma vendê-la por preço superior a 1 Pfennig por caneca de 1 litro. Em especial, 
desejamos que daqui em diante, em todas as nossas cidades, nas feiras, no 
campo, nenhuma cerveja contenha outra coisa além de cevada, lúpulo e água.
Quem, conhecendo esta ordem, a transgredir e não respeitar, terá seu barril de 
cerveja confiscado pela autoridade judicial competente, por castigo e sem apelo, 
tantas vezes quantas acontecer. No entanto, se um taberneiro comprar de um 
fabricante um, dois ou três baldes de cerveja para servir ao povo comum, a ele 
somente, e a mais ninguém, será permitido e não proibido vender e servir a 
caneca de 1 litro ou a cabeça de cerveja por 1 Heller a mais que o estabelecido 
anteriormente.”
Guilherme IV, Duque da Baviera, 23 de abril de 1516.
8
Características
Uma das principais características da escola cervejeira alemã é a 
predominância de estilos da família das lagers, cervejas de baixa 
fermentação.
As cervejas alemãs costumam ter caráter maltado, lúpulos florais e 
amargor acentuado. As leveduras são mais neutras - exceto nas cervejas 
de trigo.
Além disso, é bastante comum na Alemanha que cada cidade tenha sua 
própria cervejaria, o que contribui para a garantia da qualidade, para a 
maior oferta de produtos, e para o aumento da rivalidade entre as regiões.
 Isso também faz com que determinados estilos sejam característicos de 
regiões específicas.
● Pilsen: originária de Pilsen, na Boêmia, é uma 
cerveja de cor dourada clara. No sul da 
Alemanha a German Pilsen é mais leve e 
delicada, enquanto no norte é mais seca e 
lupulada. Já a Bohemian Pilsen é mais 
dourada, mais aromática e mais maltada;
● Cervejas de trigo: quase esquecidas após a 
Reinheitsgebot, as cervejas de trigo voltaram 
a ser produzidas no século 19. Entre as 
cervejas de trigo estão: Hefeweizen, 
Dunkelweizen e Weizenbock;
● Münchner Helles: cerveja tradicional de 
Munique, criada em contrapartida a Pilsen, 
tem como característica o sabor de pão;
● Rauchbier: cervejas de perfil defumado, 
originárias da cidade de Bamberg.
● Münchner Dunkel: estilo mais antigo de 
Munique, de sabor maltado, cor marrom- 
avermelhada e aromas de toffe e chocolate;
● Schwarzbier: o estilo mais conhecido da 
antiga Alemanha Oriental é uma lager escura 
com notas de torrefação;
● Märzen: cervejas suaves, de coloração 
âmbar, com sabor e aroma de toffee, 
produzidas no mês de março para serem 
armazenadas em cavernas durante o verão;
● Bock: originária da cidade de Einbeck, é uma 
cerveja encorpada, de cor marrom escura e 
com intensos aroma maltado.
9
Estilos
Escola 
Franco-Belga
A Bélgica é considerada por muitos apreciadores e 
estudiosos de cerveja como o paraíso da bebida. Com um 
território do tamanho do estado do Ceará, o país conta 
com mais de mil rótulos e a reputação de melhor cerveja 
do mundo, além de ser o lar da maior cervejaria do 
planeta, a Anheuser-Busch (AB) Inbev.
As características das cervejas, no entanto, ultrapassam as 
fronteiras atuais do país, motivo que faz com que a escola 
cervejeira franco-belga abarque também boa parte do 
Norte da França e a Holanda.
11
História
Por estar em uma encruzilhada geográfica, a Bélgica teve seu território constantemente invadido ao longo da 
história, o que contribuiu para que os cervejeiros belgas incorporassem culturas cervejeiras de outros povos.
Além disso, como o vinho não era produzido no país e era muito caro para ser importado, a cerveja era bem vista (e 
consumida) pela população, inclusive pelos mais nobres. Em 1900 os belgas já consumiam o dobro de cerveja em 
comparação com os ingleses e alemães.
Mas o grande fator que impulsionou a escola cervejeira belga foi a instituição do catolicismo. Nos mosteiros católicos 
implantados na região após a queda do Império Romano os monges produziam cervejas como fonte de alimentação e 
para matar a sede dos peregrinos, dando origem às tradições monástico-cervejeirasmantidas até hoje no país. 
Como não lembrar das famosas e exclusivas cervejas trapistas? Apenas 13 mosteiros da Ordem Trapista no mundo 
possuem o selo de autenticidade trapista das cervejas e seis deles estão na Bélgica (Orval, Chimay, Westmalle, 
Rochefort, Achel e Westvlereten).
12
Características
Sem ter tido uma Lei de Pureza como a alemã, a Bélgica de se destaca 
pela inventividade dos ingredientes das cervejas. Ervas como coentro e 
alcaçuz, especiarias como gengibre, e frutas como cereja e framboesa já 
eram usadas nas cervejas desde a Idade Média.
Ao primar pela multiplicidade de estilos e insumos, a escola franco-belga 
oferece uma miríade de sabores complexos. Cervejas aromáticas, alto teor 
alcoólico, maturação em barris, destaque para as leveduras e receitas 
aperfeiçoadas ao longo de séculos nas abadias são algumas das principais 
características dessa escola cervejeira.
● Witbier: cerveja de trigo bastante 
refrescante, de cor amarelo-palha, possui 
aromas cítricos e condimentados;
● Flanders: tradicionais da região de Flandres, 
são cervejas que passam por um extenso 
processo de maturação em barris de carvalho;
● Saison: tradicionalmente produzida no final 
das estações mais frias, é uma cerveja de 
corpo baixo e alta carbonatação, com aromas 
complexos de notas cítricas, condimentadas e 
terrosas;
● Bière brut: cervejas elaboradas à maneira das 
grandes champanhes;
● Tripel: de alto teor alcoólico, são cervejas 
com aromas de frutas amarelas e maior 
presença de lúpulos florais;
● Dark strong ale: cervejas complexas e de alto 
teor alcoólico com aromas que remetem a 
tosta, passas, frutas e licor;
● Lambic: são as cervejas produzidas por meio 
de fermentação natural. Ácidas, 
efervescentes e com notas aromáticas 
rústicas, podem contar com a adição de 
frutas ou açúcar;
13
Estilos
Escola Britânica
 Das escuras porters e stouts até as lupuladas pale ale e 
IPAs, a escola cervejeira britânica apresenta uma 
variedade de estilos; reforça o hábito de frequentar os 
famosos pubs; e evidencia a paixão dos britânicos pelas 
cervejas de alta fermentação, as ales.
Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e República da 
Irlanda fazem parte dessa escola de cervejas que 
mantém tradições que remontam ao povo celta, 
passando pelas esposas cervejeiras, a Revolução 
Industrial e a Campaign for Real Ales. 
15
História
Durante a Idade Média, a cerveja era uma das bebidas mais consumidas na Bretanha e a produção era uma tarefa das 
mulheres, chamadas de alewives (esposas cervejeiras). Foi a partir da venda de cerveja por elas que surgiram casas 
para comércio da bebida, as alehouses e posteriormente as public houses - ou pubs. 
Antes da chegada do lúpulo no século 14, a bebida era aromatizada com outras ervas e frutas e chamada apenas de 
“ale”. Já “cerveja” era o nome da bebida com a adição do lúpulo. Também no século 14 surgiram as primeiras guildas 
cervejeiras, organizadas por homens de negócios que estruturaram a produção, montando as primeiras cervejarias 
comerciais.
Com a revolução Industrial, as novas grandes cervejarias investiram em melhorias e no barateamento dos processos 
cervejeiros e caíram no gosto da população. O Porter foi o estilo que ganhou destaque, pois além de substancioso e 
calórico, podia ser feito em grande escala. Porters e, posteriormente, Stouts dominaram o mercado britânico até 
meados do século 19, quando surgiram as Pale Ales e Ipas. Já as cervejas de baixa fermentação só conquistaram o 
mercado do Reino Unido na segunda metade do século 20.
Em 1971 um grupo de cervejeiros ingleses fundou uma associação de consumidores, a CAMRA (Campaign for Real 
Ale), para resgatar a tradição dos pubs e das Real Ales, cervejas produzidas desde antes das Porters, e estimular a 
cultura da cerveja artesanal. 
16
Características
As típicas cervejas da escola britânicas são ales, ou seja, cervejas de alta 
fermentação. Também possuem como característica a boa carbonatação, 
além do amargor perceptível.
Marcada pela tradição, a escola inglesa também é berço de vários estilos 
popularizados em todo o mundo, além de possuir influência na criação da 
nova escola cervejeira americana, sobretudo por meio do trabalho de 
estímulo à produção artesanal realizado pela CAMRA.
Outro aspecto importante é o modo de consumo dos britânicos, já que a 
tradição dos pubs faz com que a maior parte da cerveja seja consumida 
diretamente do barril (como chope), e não engarrafada. São mais de 60 
mil pubs espalhados pelo Reino Unido, sendo 53 mil só na Inglaterra.
● Porter: cerveja criada para alimentar os 
trabalhadores braçais de Londres durante a 
Revolução Industrial. De coloração 
marrom-escura, possui aromas e sabores 
maltados que remetem a café, toffee e 
chocolate.
● Stout: estilo propagado por Arthur Guiness, é 
uma adaptação mais alcoólica, escura, opaca, 
amarga e com mais maltes torrados que a 
Porter.
● Barley Wine: o "vinho de cevada" é um estilo 
de cerveja do tipo Strong Ale que possui 
coloração âmbar, com aromas e sabores que 
lembram caramelo, castanhas e melado. De 
baixa carbonatação, são encorpadas, 
alcoólicas e adocicadas.
● English Pale Ale: também conhecida como 
Bitter, a Pale Ale inglesa é uma cerveja de cor 
clara e dourada, de alta fermentação e que 
possui forte amargor.
● English India Pale Ale: o estilo foi criado para 
atender os ingleses que serviam na Índia no 
século 18. As IPAs inglesas são de coloração 
âmbar e possuem aroma intenso de lúpulo, 
além de sabores maltados e amargor em 
destaque.
● Scotch Ale: essas tradicionais cervejas 
escocesas são caracterizadas pela coloração 
geralmente escura e presença substancial de 
malte no aroma e no paladar.
17
Estilos
Escola Americana
A mais jovem entre as quatro escolas cervejeiras é 
conhecida pelo renascimento da cultura da cerveja 
artesanal. 
O movimento fez com que os Estados Unidos, até então 
conhecido como lar de grandes grupos cervejeiros que 
produziam cervejas pouco complexas, se tornasse também 
referência em experimentação e novidades para o 
mercado cervejeiro mundial.
19
História
Os nativos norte-americanos já produziam cerveja antes da chegada dos europeus. Estima-se que a bebida era feita 
com milho, seiva de árvores e bétula. Mas foram os holandeses os primeiros europeus a elaborar cerveja nos Estados 
Unidos, e a produção se intensificou com a chegada de ingleses e alemães.
Ao longo dos séculos, os cervejeiros americanos contribuíram bastante para a standartização das cervejas, já que 
foram eles que começaram a experimentar adicionar milho e arroz nas cervejas como forma de torná-las mais claras. 
Além disso, a presença de poucas e grandes cervejarias também foi uma característica importante do mercado 
cervejeiro americano até os anos 1980.
Mas um dos fatores que mais influenciou a produção de cerveja nos EUA foi a chamada Lei Seca. Havia 1.179 
cervejarias no país quando a norma foi proclamada em 1919. Quando a lei foi revogada em 1935, sobraram apenas 703 
delas. Além disso, nos anos seguintes, com a Segunda Guerra Mundial a ordem era racionar o abastecimento de 
grãos, o que aumentou ainda mais o uso de adjuntos como o milho e o arroz.
A partir de 1978, com a revogação da lei que proibia a fabricação de cerveja caseira nos EUA, começaram a surgir 
cervejarias artesanais pioneiras na fabricação de cervejas diferentes das standartizadas de então. A chamada 
revolução artesanal impulsionou o crescimento do mercado nos Estados Unidos, influenciou o fortalecimento da 
cultura cervejeira em outros países e definiu a importância da escola cervejeira americana no mundo.
20
Características
Uma forte característica da escola cervejeira americana é a utilização de 
insumos locais. O país é o segundo maior produtor de lúpulo atrás apenas 
da Alemanha. As variedades cultivadas nos EUA possuem um perfil cítrico, 
frutado e floral e um aroma que lembra o de pinho que conferem intensos 
aromas e sabores para as cervejas.
Além disso, os cervejeirosamericanos são entusiastas do “extremos”: 
mais lúpulo, mais malte e até mesmo mais álcool, e também das 
experimentações. A escola americana é notória na mistura não apenas de 
ingredientes inusitados, mas também na combinação de estilos diferentes 
entre si.
Os Estados Unidos também são conhecidos pelas técnicas cervejeiras 
pioneiras e pelo fato de que o movimento causado pela sua “revolução” 
artesanal se espalhou para várias partes do mundo como Ásia, Austrália e 
América do Sul.
● American Lager: Muito refrescante e pouco 
complexa, é a cerveja mais consumida no 
mundo. Com adição de cereais como arroz e 
milho, possui uma cor amarelo-palha, com 
leve aroma maltado e quase nada de lúpulo.
● APA (American Pale Ale): são versões mais 
resinosas e cítricas das tradicionais Pale Ale 
Britânicas.
● American IPA: É o estilo mais marcante da 
escola americana. Aproveita as características 
dos lúpulos americanos para criar IPAs com 
aroma e amargor mais intensos que as 
inglesas.
● India Black Ale: Também conhecido como 
American Black Ale, o estilo é derivado da IPA 
e é feito com maltes torrados.
● Pumpkin Ale: Cervejas feitas com abóbora 
que também podem levar especiarias como 
cravo, canela, gengibre e noz-moscada.
● Wood Aged: As cervejas maturadas em barris 
não foram criadas pelos cervejeiros dos EUA, 
mas a escola americana ajudou a popularizar 
a técnica, usando diversos estilos de cerveja 
como base.
21
Estilos
22
Vamos estudar as escolas cervejeiras?
Quer aprender mais sobre as escolas cervejeiras e como elas influenciam a produção de cervejas no mundo? 
Então a nossa dica é conhecer o curso Sommelier de Cervejas do Science of Beer, que conta com aulas teóricas e 
práticas - incluindo degustações, para capacitar o aluno a atuar no mercado cervejeiro.
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23
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contabiliza mais de 70 turmas formadas em vários estados do país, conquistando 
quase todo território nacional e avançando para outros países da América Latina.
https://www.scienceofbeer.com.br/

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